terça-feira, 29 de Julho de 2014

Primeiro impacto. Óliver e Adrián.

Individualidades primeiro que os processos colectivos que foram assustadores em Organização Ofensiva. A longuíssima distância entre jogadores aquando da posse a tornar o FC Porto muito débil também na transição defensiva. Uma espécie de ideias totalmente contrárias às que Vitor Pereira colocava em prática ainda há não tanto tempo assim.
No meio do deserto, dois jogadores a mostrarem o que podem dar.

Adrián. Grande qualidade na movimentação. Sempre a mostrar-se disponível. Contudo, depois de receber à sua volta 20 ou 30 metros sem colegas para dar seguimento às jogadas. Não terá garantidamente a agressividade de Jackson a atacar as zonas de finalização, mas das vezes que a bola chegou às suas botas percebeu-se um jogador de grande recorte técnico. Um jogador à imagem daquilo que se forma no seu país natal. Grande percepção do jogo e qualidade técnica. Será um grande desequilibrador assim a equipa se torne de facto uma equipa. Parecenças com Montero.

Óliver. Qualidade técnica e de decisão assombrosa. O jovem espanhol vai passar por dificuldades na Liga portuguesa. As situações de jogo que encontrará no FC Porto serão totalmente diferentes das do contexto onde cresceu. Ainda que tenha crescido a jogar sempre contra os mais velhos, dá os primeiros passos no futebol jogando contra muito mais velhos! Num Liga com características diferentes (menos espaço, mais agressividade, mais adversários atrás da linha da bola), o seu impacto inicial não é garantido. É difícil desde já perceber o que retirará o FC Porto de Óliver. Mas, o espanhol está no sitio certo para dar um salto tremendo na sua evolução enquanto jogador. Toda aquela inteligência, criatividade e qualidade técnica tem o destino de um grande do futebol mundial. A única dúvida é perceber se é já aos 19 anos que Óliver conquista a notoriedade.

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Sporting x Utrecht

Há algumas épocas todos os exercícios que se faziam por aqui eram de enorme crítica à organização do Sporting. Analisar leões e águias em quase simultâneo fez crescer o blog, porque era muito fácil mostrar a grande qualidade colectiva de uns e a muito fraca de outros, porque num dos lados não havia sequer colectivo. Todos os posicionamentos eram aleatórios. Não havia modelo de jogo, não havia ideias. Eram apenas 11 jogadores soltos em campo.

Com a chegada de melhores treinadores o Sporting reorganizou-se, e na época transacta voltou a juntar-se ao lote da frente. 

Marco Silva traz ideias. Com pouco tempo de trabalho já se percebe a sua identidade (curiosidade tantas semelhanças com as ideias do actual treinador campeão em Portugal). 







Individualidades da partida:

Montero. Muita qualidade nos movimentos de apoio e inteligência a dar seguimento às jogadas. Esteve na origem dos dois primeiros golos. No primeiro a tirar a bola da zona de pressão com simplicidade tocando em quem estava de frente. Tem uma gama de recursos técnicos assinaláveis e liga o jogo de toda a equipa.

André Martins. Como segundo avançado vai somando golos. Não é espalhafatoso e isso prejudica a sua imagem. Joga simples, decide bem e tem qualidade técnica. Tivesse capacidade para em progressão criar desequilibrios e seria indiscutível até na selecção.

Adrien. Impetuosidade importante num meio campo a dois. Trava inúmeros ataques com faltas úteis. É o médio que pressiona mais à frente, mas é batido se o adversário mostra atrevimento e capacidade. Com bola procura demasiadas vezes a notoriedade e como tal acaba por ser o jogador leonino que mais vezes oferece a posse. Algumas em decisões terríveis. 

Cédric e Jefferson. Integrados com qualidade no ataque, aproveitaram o inexistente acompanhamento adversário para se mostrarem. Boas definições de ambos nos lances em que chegarem à linha de fundo, com passes assertivos para os colegas em melhor posição. Têm dificuldades em espaços curtos, mas mostraram grande dinâmica o jogo todo.

domingo, 27 de Julho de 2014

Fala Adriaanse

"O Montero pareceu-me muito bom jogador". Sim, Co, é provavelmente o melhor jogador do Sporting.

"Gostei também muito do defesa central, o Eric Dier... parece-me um jogador completo". Sim, Co, desde o último ano de junior que já é o melhor defesa do Sporting.

"Posso dizer que é um jogador normal, não é excepcional." sobre Indi Martins. Porque ao contrário do Dier, não sabe relacionar-se com a bola, não na vertente puramente técnica, mas na relação que estabelece com as decisões, não é mister?

É sempre um prazer ouvi-lo opinar. Mesmo quando usa apenas noventa minutos para dizer o que pensa, percebe-se que sabe disto...


terça-feira, 22 de Julho de 2014

Curtas de pré-época II

- Impressionou a organização do Sporting na final da Taça de Honra. Secou completamente o adversário, não lhe consentindo qualquer oportunidade de ser feliz. E se é certo que o Benfica apresentou uma equipa com um decréscimo de qualidade demasiado evidente face ao passado recente, não é menos certo que ainda assim é uma equipa com uma organização e qualidade individual mil furos acima de todos os outros adversários que os leões encontrarão na Liga. FC Porto será a excepção. O optimismo não tem nada a ver com o resultado. Apenas com os processos colectivos apresentados. O resultado foi fruto do trabalho colectivo, dos processos. Ficou a sensação de que será tremendamente difícil magoar o Sporting quando a equipa leonina estiver em vantagem. E porque há organização para tal, e não porque como nas épocas anteriores em quase todos os jogos o guarda redes leonino fazia de salvador;

- Ao contrário do que se vivenciava por esta altura em Lisboa na época transata, não desembarcou na capital um único jogador entusiasmante. Não se sabe se na Luz têm noção de que se não houver qualidade será mais difícil valorizar os três ou quatro com potencial para algo mais. A torneira das transferências fechará, como fechou há já uns anos no outro lado da segunda circular, sem um nível elevado que ajude a equipa a crescer e a potenciar dentro desta os melhores jogadores. Ou seja, se a ideia for manter a actual política, será mais fácil vender daqui por umas épocas Talisca, César,etc, se a equipa tiver outras individualidades que num modelo de jogo entusiasmante quanto é o de Jorge Jesus, elevem o nível de todos. Assim será complicado para todos. E haverá que lidar com a insatisfação dos que ficaram numa equipa que agora não lhes permite sonhar mais (que motivação terá por exemplo Enzo, para ficar numa equipa condenada?);

- Ronny Lopes. Sigam-o no Europeu sub 19;

- FC Porto com contratações entusiasmantes. Mas também com a perda de dois demasiado influentes. Mangala e Fernando. Confirmando-se a saída de Jackson, são três baixas tremendas. O potencial dos reforços é enorme. Não esquecer, porém, que pela idade e vivências passadas não é certo que se possa esperar rendimento no imediato. Em Portugal vão encontrar situações de jogo mais difíceis de resolver no plano ofensivo. Ainda que contra adversários sem um décimo da qualidade dos que enfrentavam na Liga Espanhola. Ainda assim, se Lopetegui mostrar credenciais na formação de um colectivo forte é o claro candidato ao primeiro lugar. Para já, parece uma luta - Individualidades do FC Porto contra Jorge Jesus e Marco Silva;

- Foram apenas dois jogos e o risco de uma precipitação é enorme, mas o que apresentou Marco Silva foi de facto muito interessante. Até domingo ainda não conseguia olhar para o Sporting como um candidato real ao título em Portugal. Hoje o cenário é diferente. Aguarda-se com maior expectativa os próximos jogos. O desenvolvimento do seu jogar e não os resultados que obtém, naturalmente. Finalmente será possível por cá realizarmos aquelas análises com fotos e mostrar que o Sporting é uma equipa de futebol que se move em conjunto e não onze jogadores soltos no campo. O maior perigo é mesmo a pontuação descabida para o nível apresentado que Leonardo Jardim fez. E no final a matemática estará sempre presente na avaliação do trabalho do promissor Marco Silva. Ignorando-se as condições em que tal pontuação surgiu (o tempo de preparação para cada jogo. Jardim guardava os dois últimos dias da semana só para preparar o jogo em função do adversário tendo por base, naturalmente o seu modelo, utilizando os primeiros dias da semana para modelar o seu jogar. O foco e o tempo de preparação de cada jogo foi tão determinante como foi a invulgar eficácia que os leoninos tiverem na maioria dos jogos com Jardim ao leme, apesar de um modelo nada entusiasmante). Marco Silva, porque Jardim foi brilhante na marca que obteve, terá pouquíssimo tempo de jogo para jogo, para treinar.

segunda-feira, 21 de Julho de 2014

Taça de Honra de Lisboa

MAIS

- Organização colectiva de Benfica e Sporting. Com apenas quinze dias de trabalho fantástica a organização de Marco Silva e Jorge Jesus. Percebem-se os princípios todos. O Sporting parece finalmente ter um treinador ao nível daquele que o Benfica usou para dar um salto qualitativo nos últimos cinco anos. As organizações colectivas sobrepuseram-se de tal forma à qualidade individual que desde o início do jogo se adivinhava que quem marcasse primeiro ganharia sempre o jogo. 

- Oriol Rosell. Qualidade medida no critério com que decide. Marco Silva havia dito que teria uma dor de cabeça com o espanhol. E assim será. No que procura impor (paciência com posse e primazia pela circulação interior) o espanhol tem condições para ser uma mais valia.

- João Teixeira. Fica ligado ao golo da final, da mesma forma que estava ligado ao golo que levou o Benfica até à final. Em tudo o mais foi o melhor jogador do Torneio. Agressividade e atitude competitiva fantástica. Capacidade para progredir descobrindo espaços. Um recuperador que sai a jogar com imensa qualidade. A fazer lembrar João Moutinho. Para quem nunca o tinha visto, foi sem dúvida a melhor surpresa do torneio. Não pode voltar à segunda liga. Tem o triplo do potencial de André Almeida, e se não ficar a trabalhar com a primeira equipa tem de evoluir na primeira divisão.

- Eric Dier. Encaixa com grande qualidade no que pretende Marco Silva. Centrais que saibam jogar futebol. Que tenham critério com bola, que progridam, que participem no processo ofensivo. É o melhor defesa do Sporting e estou a incluir todos.

- Ola John. Bastante melhor na meia final que na final. O estilo "pachorrento" cria-lhe anticorpos nos adeptos. Parece lento mas não é. Apenas sabe que o jogo não vive só de acelerações (uma espécie de Franco Jara ao contrário). Muito forte nos espaços interiores e muita qualidade técnica. Afigura-se como a primeira opção a Salvio e Gaitán. Muitos níveis acima de Candeias, Sulejamani e Cavaleiro.

MAIS OU MENOS

- Talisca. Para ele as mesmas palavras que para Matic na sua primeira aparição. Está muito longe de poder ser tido como um jogador importante para a presente época, se o Benfica pretender manter o nível dos anos anteriores. Percebe-se porém o potencial. Grande qualidade técnica e capacidade para comer metros em poucos segundos. Será mais um projecto de Jorge Jesus. Com a idade que tem e o potencial que apresenta, é uma questão de tempo para subir o critério com que joga e tornar-se uma figura. 

- Carlos Mané. Não se percebeu o porquê de ter tido pouco tempo no torneio. Todavia, o que teve aproveitou para mais uma vez mostrar que é o melhor extremo do Sporting. Para além do de maior potencial. Grande qualidade técnica e sabe definir melhor que qualquer outro. Promete ser uma das figuras da época leonina e quem sabe, possivelmente, saltar para um contexto competitivo mais elevado. A forma como prende a bola à bota direita é deliciosa. Vai ser um quebra cabeças para os defesas da Liga.

- César. Outro que se adivinha o potencial. Um monstro físico a mostrar qualidade técnica. Um jogador à medida do que aprecia Jorge Jesus. Ter jogado como central direito poderá querer dizer que não conta para opção. Afinal, aquele espaço é de Luisão.

- Benito. Longe, naturalmente, do nível técnico de Siqueira. Mostrou ainda assim qualidades que não são de desprezar. Só com muitos jogos em cima se poderá perceber a sua real valia.

- André Martins. Dois golos no torneio. Acabou por ser na finalização o jogador mais importante. Ficou, ainda assim, marcado por um jogo de menor qualidade na meia final. Muitas más recepções a impedirem que desse maior seguimento às bolas que recebeu entre sectores, sobretudo na meia final. Não está fácil para ninguém segurar o lugar nas costas de Montero.

- Montero. Tecnicamente e também na decisão o melhor jogador do Sporting. A ausência de golos vai-lhe retirando confiança. Mostra, porém, a cada toque que é um jogador diferente. Com a qualidade de processos que Marco Silva se prepara para dotar a sua equipa, confie no colombiano e Montero vai acrescentar imenso. Os golos voltarão com naturalidade. O que faz jogar a equipa não tem preço.

- Derlei. Vai fazer estragos. Um avançado na linha do que é Lima. Muita força, muita capacidade para segurar e jogar entre linhas. Rápido, forte na ruptura e com boa capacidade de finalização. Esteve desaparecido na final porque não teve bola. É teoricamente, à data, o único reforço de qualidade inegável do SL Benfica.

- Tanaka. Mais para a sua movimentação. Muito bem sempre a mostrar-se. Sempre com movimentos em apoio, a criar nos centrais a dúvida sobre se o seguir abrindo avenida no centro da defesa, ou largá-lo, permitindo que rode depois de receber. Está sempre em Jogo. Menos para o critério com bola. E um menos baixinho. Para despejar sem olhar já bastava Capel e Cédric. 

MENOS

- Luís Filipe. Catastrófico. Quinze quilos a mais de má qualidade técnica e de más decisões. Em todas as intervenções percebeu-se que não tem nível para o Benfica. Há que resolver rapidamente Luís Filipe e enviá-lo de volta para onde veio. Inacreditável.

- Slavchev. Sobretudo na meia final. Já que na final, e pelo jogo anterior que teve, praticamente não teve minutos. Erros técnicos em cima de erros técnicos. Perdas de bola em cima de perdas de bola. É muito jovem e poderá não ser o que mostrou na Taça de Honra de Lisboa. Porém, o que apresentou foi muito pouco. A sua luta será para se fixar no plantel.

EQUIPA DO TORNEIO

Boeck; Mano, Dier, Jardel, Benito; João Teixeira, Rosell, Ola John, Miguel Rosa, André Martins e Montero.

NOTAS FINAIS

Sporting que havia feito uma semi final a um nível muito baixo, mostrou-se muito superior ao SL Benfica na final da prova. Grande qualidade organizacional. Linha defensiva muito bem trabalhada. Controlo da largura mas também da profundidade. Excelente Dier na organização colectiva. Sectores muito próximos e saídas com muita qualidade nas transições. Maior qualidade individual sobretudo nos extremos e o jogo poderia ter tomado um rumo mais pesado para o Benfica. Em apenas quinze dias Marco Silva mostra credenciais para ser o "Jesus" do Sporting. O fardo pontual de Leonardo Jardim é elevadíssimo. Que em Alvalade percebam as condições com que Jardim fez tantos pontos, quando avaliarem o trabalho de Marco Silva, se o actual treinador do Sporting não fizer tanto como o seu antecessor.

Fantástico o trabalho de Jorge Jesus. Com uma equipa totalmente nova e em apenas quinze dias, excelente o trabalho colectivo da equipa. Falta de qualidade gritante comparada com o passado recente. Cardozo não pode continuar a jogar e no meio campo Talisca não tem argumentos para fazer a equipa crescer naquilo que Enzo oferta. 

domingo, 20 de Julho de 2014

No Benfica estamos assim

"Só trabalho não chega, é preciso qualidade" Jorge Jesus.

Assustador o decréscimo de qualidade individual na equipa do SL Benfica.

sábado, 19 de Julho de 2014

Marco Silva à Jesus. Rosell à Javi Garcia.

Dizia há uns anos Fábio Capello que o melhor treinador era o maior dos ladrões. Se há quem tenha boas ideias. Ideias que agradem e que façam sentido dentro de um outro modelo de jogo porque não as usar?

A primeira mudança clara que se percebeu no Sporting de Marco Silva foi um incremento muito grande de qualidade logo na primeira fase de construção. Com Jardim, os centrais praticamente só serviam para jogar longo e defender. Com Marco Silva perceberam-se os posicionamentos de Rosell idênticos aos que Jorge Jesus sempre pediu ao seu trinco. Ofensivamente, baixa para central possibilitando que o central com bola progrida chamando a si, fixando, um adversário directo do meio campo adversário, criando desde logo uma necessidade de restabelecimento de equilíbrios na estrutura adversária.

Também a defender, Rosell se mostrou com os posicionamentos que já vemos há muitos anos nas equipas de Jorge Jesus. Tornados célebres por Javi Garcia. Sempre em coordenação com os centrais. Quando um sai para disputar uma bola no ar, ou sai para contenção, o espanhol baixa para a posição de central. 

O espanhol defende ao lado de Adrien num duplo pivot defensivo. É pressionante quando a defender a bola está na metade direita do campo. Dá cobertura a Adrien quando a bola está na metade esquerda do campo. Defensivamente é ele que liga com o sector defensivo. Ofensivamente é ele que fica e Adrien torna-se mais ofensivo.

Também na forma como pressiona, com um segundo avançado a não deixar os centrais adversários progredir (outra solução seria o avançado movimentar-se em L cortando linha de passe entre centrais, convidando central adversário a progredir pelo lado que o avançado escolhe) este Sporting tem semelhanças com as equipas de Jesus.

Posicionamentos à parte, que nascem das ideias do treinador, interessante a constante procura por passes interiores, aliada à sua boa capacidade de passe. Mostrou qualidade para poder entrar na equipa. De quatro (Rosell, William, Adrien e Martins), jogarão três. 

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

"A minha metodologia é global" Leonardo Jardim


"A minha metodologia é global, trabalhamos os aspetos físicos, técnicos e táticos ao mesmo tempo. Acredito que é mais produtivo trabalhar o aspeto físico em situações de jogo em vez de o fazer em separado, porque os jogadores estão mais motivados para correr quando se trata de fazer o que gostam, ou seja, jogar futebol, por isso estão sempre em contacto com a bola",

Nem faz sentido de outra forma. Nada prepará fisicamente os atletas melhor que treinarem fisicamente de acordo com o que encontrarão no jogo. E não como se fossem atletas de atletismo.

Pegar num objectivo táctico, com o técnico e o físico a surgir associado. 

Casemiro - Oliver - Quintero

O que podes tu construir, Lopetegui!

Miúdos, mas com um potencial e ambição tremenda. Um meio de toque e classe.

Fica a dúvida. Fará sentido ter no meio dos artistas que jogam e gostam de fazer jogar, alguém centrado unicamente no seu umbigo?

Curiosidade. Os três foram referenciados aqui no blog aquando da sua participação em provas de futebol juvenil, bem antes de serem opções para o FC Porto.

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Lançamento de 2014/2015

Se há um ano atrás avançávamos com o favoritismo do SL Benfica porque mantinha plantel e o treinador que em cinco anos lhe garantiu sempre percentagens pontuais avassaladoras, no dia de hoje e com a pré-época já em andamento parece impossível fazer previsões com bons indícios.

As saídas no SL Benfica são tantas quanto naturais são. Se o clube hoje é apetecível para jovens futebolistas de potencial imenso é precisamente porque é uma montra a que os tubarões europeus estão atentos. As contratações é que poderão suscitar dúvidas. E enquanto não houver aparição pública dos novos jogadores, é difícil prever o que quer que seja. O cenário está muito longe de poder ser optimista, ainda que se saiba que o Benfica tem no seu treinador alguém capaz de conferir organização colectiva de nível superior às suas equipas. No ar estará por agora a dúvida sobre o porquê do cancelamento dos primeiros jogos da pré-época. Há algumas segundas linhas com qualidade para assegurar a transição, mas a um nível bem inferior ao anterior.

O Sporting que fez na temporada transata melhor classificação e sobretudo muito mais pontos do que o que a sua qualidade individual faria crer, apresenta-se com as mesmas dúvidas do rival de Lisboa. Reforços todos desconhecidos e a chegarem de mercados sem tradição de sucesso. O que poderá, evidentemente, significar nada. Do possível insucesso do Benfica poderá nascer um relativo sucesso leonino. Só pensando nas possíveis muitas fraquezas dos rivais se pode esperar um Sporting qualitativamente preparado para algo mais.

O FC Porto parte para uma nova temporada com um treinador pouco habituado ao desgaste do trabalho diário. Com uma aposta garantida no mercado de onde provém, com os riscos que tal acarreta perante o grupo de trabalho da temporada anterior. Todas as saídas estão a ser acauteladas, não deixando de ser importante referir que Mangala, Fernando e Jackson eram / são grandes referências da qualidade do FC Porto. Uma recuperação de Alex Sandro e Danilo, com o potenciar de jovens estrelas cujo projectar da próxima época é uma incógnita (Quintero e Oliver), aliado ao aproveitamento dos valores tidos como seguros parece dar algum ascendente ao FC Porto. Porém, tudo permanece uma incógnita.

A única certeza é que a qualidade individual da Liga vai descer para níveis a que já não se estava habituado. Desde que Jorge Jesus chegou ao SL Benfica nunca o campeão se sagrou com menos de 70 pontos. Agora com mais doze para jogar, veremos que pontuação fará o primeiro classificado.