segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Hoje, até das individualidades se duvida

O impensável parece estar próximo de acontecer. Ao contrário do que proferia Jesus, o Benfica parece mesmo inclinado a deitar seis anos de trabalho de nível mundial ao rio.

Foram muitas épocas com o Lateral Esquerdo a garantir o como a excelência táctica do SL Benfica potenciava as individualidades para níveis de rendimento extraordinário. Dezenas de jogadores a jogar no topo do seu potencial. Era muito fácil ser-se um bom jogador no Benfica. Tudo podia ser feito de olhos fechados. As decisões com bola fáceis de tomar, com a proximidade dos colegas, com as linhas de passe, com o posicionamento definido ao limite. 

Sobretudo ao longo da época passada foi sendo referido o quão fabuloso era o trabalho de Jorge Jesus, que com um onze cuja qualidade individual não era assim tão elevada como muitos queriam fazer crer, se sagrou campeão contra um adversário com dez vezes melhores armas. 

Hoje, e apenas quatro semanas de trabalho se passaram, começa a olhar-se para os jogadores do Sporting como tendo maior qualidade (e muito maior vão apresentar), e no Benfica apenas se fala na necessidade de reforços. Afinal os "Manueis" não são assim tão bons. Sem um modelo de jogo apaixonante que os protege e potencia, vai dando para perceber o que sempre referimos aqui. Até Jonas, completamente isolado do mundo, parece um jogador diferente. Na última madrugada perdeu mais vezes a bola que num ano inteiro com Jorge Jesus.

Rui Vitória não é um mau treinador. Mas, talvez seja esta época a ideal para que se perceba todas as qualidades do actual treinador do Sporting.

Com o que se pode observar após um mês de trabalho (Modelo e não resultados. Ausência de processos de qualidade, e não número de golos marcados e sofridos. Porque esses são e serão consequência dos processos), só o mais optimista poderá acreditar que o que foi banal ao longo dos últimos seis anos no SL Benfica continuará a acontecer (mais de cem golos por ano, centenas e centenas de minutos consecutivos sem sofrer golos, e sobretudo vencer regularmente (melhor média de vitórias nos jogos nacionais desde a década de 70) ao invés de ocasionalmente).

Talvez a presente época sirva para ajudar o grande público a perceber o que é um treinador de nível mundial (cuja equipa apresenta organização de excelência em todos os momentos do jogo) e o que é apenas um bom treinador.

O preocupante não são os resultados. A grande preocupação é não se perceber que organização apresenta este Benfica. Tarefa hercúlea a de Rui Vitória. Suceder a um dos melhores treinadores do futebol mundial e que virou completamente a história recente do Benfica.

Admirável Sporting novo

Não surpreende. Desde o dia que contratou o melhor treinador português e um dos melhores do futebol mundial, a expectativa cresceu exponencialmente.

Promete não defraudar.

Depois de seis anos a uma distância pornográfica e provavelmente sem paralelo do rival Benfica, a nova era deixa a expectativa de que muito poderá mudar. 

Continuar a afinar os processos colectivos e teremos um Sporting de excelência nos momentos defensivos, e capaz como nunca de chegar aos golos. Também os pontos que se perdem em catadupa em Alvalade prometem ser coisa de passado. Prevê-se dificuldades tremendas para quem visitar Alvalade.

Impressionante o que cresceu o Sporting em apenas quatro semanas de trabalho. Mas, não surpreendente! Hoje o Sporting já é um colectivo onde todos se movimentam em função de uma ideia comum.







Fiorentina - SL Benfica.

No Paradigma Paulo Sousa.

domingo, 2 de agosto de 2015

Esqueça a cor da camisola, feche os olhos, abra novamente. Quem é o treinador daquela equipa que parece uma apresentação de Ginástica Rítmica tal é a forma coordenada como se tenta organizar em todos o momentos?

Jorge Jesus, é claro.

"Não quer dizer que seja este o onze que vai entrar já para a Super-taça"

Muito dificilmente não será este o onze de Jesus para o jogo contra o Benfica. Percebe-se que o treinador gosta dos movimentos verticais de Slimani, e do facto de se impor no jogo aéreo. Outro factor que não ignora no avançado argelino é o facto de não se poupar quando a equipa não tem a bola. Slimani surge como homem de área para Jesus, como Cardozo (embora de características diferentes) surgiu um dia. Teo é a fotocópia de Lima. Qualidades físicas, pouco acerto na tomada de decisão, muito agressivo nos movimentos sem bola, qualidade técnica que não impressiona. Mas será difícil imaginar este Sporting, na última versão do modelo de jogo de Jesus sem Teo, tendo em conta as novas exigências para as posições da frente - Lima. Carrillo, um dos que Jesus tem dado mais atenção, será grande protagonista nos desequilíbrios individuais - Sálvio. Positiva a adaptação de Adrien, pois quanto mais longe da baliza jogar melhor jogador será. E toda aquela disponibilidade que ele demonstra, canalizada para funções dentro de um modelo de qualidade, poderá finalmente dar o salto qualitativo para se afirmar ao nível nacional - Samaris. João Mário, um dos responsáveis pela pausa, e por gerir os ritmos da equipa. Mais fora do que dentro, percebe-se que procura de forma constante o passe vertical - Pizzi. Quanto à linha defensiva, não restam dúvidas que a aposta de Jesus será nos quatro que entraram neste jogo. Paulo Oliveira, ao final desta época estará pronto para assumir um lugar no eixo defensivo da selecção, porque receberá mais estímulos qualitativos numa época do que em todas as anteriores em que jogou. A importância que Jesus lhe tem dado ao nível do trabalho da última linha, colocando-o na posição 3, demonstra também a confiança do treinador nas suas qualidades como líder - Luisão. Jefferson a variar entre movimentos interiores e jogo exterior, e muito forte do ponto de vista físico e técnico. Porém, nem sempre com o cérebro ligado. Tem evoluído de forma muito positiva, e Jesus não ignora a qualidade que ele tem nas bolas paradas - Siqueira. João Pereira, a estabilizar do ponto de vista defensivo, mas ainda com demasiados vícios dos anos que se seguiram ao Braga de Jesus. Com bola, muito desligado daquilo que Jesus pretende, muitos cruzamentos sem nexo, procura constante da linha de fundo, cabeça no chão. Porém, muito agressivo nos duelos - Maxi Pereira. Naldo está confortável com bola, seguro no um contra um. É agressivo o suficiente para não deixar enquadrar e forte na primeira bola. Não é particularmente rápido, mas dificilmente os adversários vão aproveitar esse factor por estar protegido por um modelo de acção e não de reacção - Jardel.

Bryan Ruiz, o grande destaque do treinador nesta conferência de imprensa. "É um jogador com uma cultura táctica...  Neste momento é aquilo que mais me impressiona. Ele é um jogador que sabe tudo. Sabe tudo quando não tem a bola e quando tem bola. Ele pode fazer três posições na equipa do Sporting e de certeza que as vai fazer bem. É um atleta, um jogador com 1.88m, forte na bola parada também". Será o outro grande responsável pela pausa neste novo Sporting. Tem qualidade técnica, adora jogar por dentro, é forte individualmente mas não faz disso o seu jogo. Toca quando acha que deve, segura, roda, entrega com qualidade. Criatividade - Gaitan.

"É o treino que define quem joga"

A grande exigência de Jesus é esta. Quem cumprir melhor no treino com o que ele pede estará mais próximo de jogar. Mas exige também que os seus jogadores sejam muito agressivos a ocupar as posições, em todos os momentos. Nos movimentos com e sem bola a agressividade é uma exigência constante. 
A dança colectiva já começou, e por isso, e por ter qualidade individual acima da esmagadora maioria dos seus competidores internos, o campeonato promete mais um candidato até Maio.

"O Semedo não tem muitas características técnicas para desempenhar a posição 6. Pode ter físicas, mas técnicas não. É central"

E mesmo para central, será que tem?!

"Com quatro semanas não esperava tanto hoje"

Nem nós mister. Nem nós!

sábado, 1 de agosto de 2015

Lopetegui, o corredor central, e a segurança.

O FC Porto, conforme o esperado, já se mostra muito mais competente na aquisição dos comportamentos que o treinador quer do que os principais adversários. Por ser o segundo ano do treinador com a equipa, e sendo que a maior parte dos jogadores já fazia parte do plantel, o trabalho de Lopetegui é mais simples que o de Jesus ou que o de Vitória. E apesar da grande evolução que já demonstra, colectivamente, para esta fase da época, os comportamentos em organização ofensiva não dão para já sinais de evolução.

Os extremos do Porto continuam a ser as grandes referências em termos de criação. As alas do Porto continuam muito bem servidas, e por isso o treinador do Porto continua, e bem, com a ideia de dar protagonismo a quem joga mais perto da linha lateral. Porém, o jogo do Porto carece de variabilidade, com o objectivo de criar dúvida a quem defende, e criar melhores condições para os extremos e laterais usarem a sua qualidade individual. Os médios jogam na maior parte do tempo fora do bloco, em segurança, e arriscam pouco em progressão por forma a queimar linhas. Os centrais  e os médios não têm como objectivo buscar o passe vertical. Os posicionamentos adoptados não permitem que se procurem outro tipo de opções, fora aquelas que o treinador pede. O jogo interior do FC Porto acontece em dois momentos apenas - quando o avançado baixa para pegar; quando os extremos fazem movimentos interiores. Mais fácil de parar uma vez que na maior parte do tempo os extremos recebem com contenção e cobertura.

O Porto continua dominante, forte em posse, forte na transição defensiva, com boas referências de pressão, e com algumas movimentações ofensivas de qualidade. Mas, para já, não mostra qualquer evolução no sentido de utilizar mais o corredor central. Carece de melhorias em organização ofensiva, para que os jogadores mais desequilibradores recebam em melhores condições para causar dano. Para isso o Porto precisa de mostrar que também pode ferir pelo corredor central, ainda que o lance acabe por se definir no corredor lateral. Falta criatividade, atrevimento, capacidade de desequilíbrio individual, no corredor central, é certo. Mas antes disso falta a intenção - pelo posicionamento/pelo dedo do treinador - de o utilizar. Demasiado seguro é este jogo de posse do Porto, porque do ponto de vista do posicionamento não permite criatividade na utilização dos três corredores.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Ao final de 45 minutos de um jogo de preparação quem mais impressiona é o novo Sporting.

Ainda é muito cedo para que existam qualquer tipo de conclusões. A qualidade dos adversários - díspar - de cada um dos jogos vistos também em nada ajuda à comparação. Contudo, se alguém impressionou dos candidatos ao título foi a turma de Alvalade. E impressiona, sobretudo, por ser quem apresenta a maior mudança ao nível de todos os comportamentos colectivos que tinha num passado recente. Trabalho do treinador. Linha defensiva a jogar segundo as referências certas, a errar, mas a trabalhar para defender sempre junta em largura e em profundidade. Muitos metros a frente do que foi habituada. Percebe-se que os jogadores já procuram pelos estímulos certos. Linha média com coberturas que nunca mais acabam, e a referenciarem-se pela bola e pelo colega. Linha avançada pressionante desde os centrais, e quando ultrapassada a baixar rapidamente para fazer pressão também nas costas do portador da bola. As bolas paradas defensivas e ofensivas.

"Bola no pé!", ouviu-se repetidamente Jorge Jesus pedir aos seus jogadores a cada lance de ataque. Critério, procura ele. A colocação de tantos jogadores no centro de jogo só com Peseiro. Tanta solução de passe ao portador da bola. O aproveitamento do corredor central, com a colocação de 4 jogadores atrás da segunda linha de pressão adversária (2 avançados e 2 alas). A procura pelos espaços entre linhas. As combinações com objectivo de facilitar a finalização, com entradas com a bola controlada dentro da área, pelo corredor lateral ou pelo corredor central. Já não me lembro de uma metade de um jogo onde o Sporting tivesse feito tão poucos cruzamentos (3). Porque o resto, aquilo que se viu o Sporting fazer pelos corredores laterais dentro da área com tempo e espaço para decidir, são passes.

Há ainda muitos erros, em todos os momentos, em todos os sectores. É normal nesta fase, e o erros continuarão a suceder (ainda que cada vez menos) até ao final da época. O adversário não é o melhor para perceber como se vai adaptar o Sporting a outro tipo de dificuldades. Mas colectivamente o crescimento é imenso para tão pouco tempo de trabalho.

Paulo Sousa - Apaixonante

A entrevista hoje no Record, mostra mais uma vez porque é que temos de estar com muita atenção ao seu percurso.

Dá vontade de perguntar - "És do LE não és?" tantas são as ideias em comum.

"Sei que os meus companheiros de profissão vão criar-me dificuldades, mas sei, também, que assim vou conseguir evoluir: Na criatividade e, sobretudo na organização ofensiva. Porque este aspecto é aquele que é mais difícil de trabalhar.."

" Gosto de um estilo atractivo. Tendo sempre em conta que se pedem resultados e é na procura da vitória que procuro basear o estilo de jogo. Estou convicto que quando uma equipa quer ser protagonista e assume o jogo, está mais próxima da vitória."

"Quando chego a um clube, a minha primeira ideia é reconhecer os traços de trabalho bem feito e tentar dar essa continuidade. Tento conhecer o individual, explorá-lo ao máximo, de forma a atingir uma boa performance individual e colectiva. Simultaneamente introduzo conceitos dentro da dinâmica que quero que as minhas equipas tenham: de grande domínio e risco, principalmente em posse."

"Desde que tomei a decisão de ser treinador, é no dia-a-dia, no trabalho com os meus jogadores que procuro reconhecimento. Quero ver que melhoram como jogadores, que têm mais inteligência táctica e que são melhores pessoas dentro da sua profissão... Ver a alegria com que vêm para o treino e observar que têm uma atitude de constante aprendizagem é o melhor sentimento que se pode ter."


Vontade enorme de ver o Jogar que estas ideias sugerem.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pré-Época - Viver muitas vezes o futuro.

Depois da derrota com o Paris Saint-Germain (2-3), Rui Vitória expressou quais os objetivos para este compromisso com a Fiorentina: «Primeiro ganhar, segundo possibilitar que haja maiores ligações entre algumas microestruturas da equipa, e ao mesmo tempo dando oportunidades a mais jogadores, seja de início ou mais à frente. Aqui temos a condicionante de este ser um bloco de três jogos em que vamos jogar dia sim dia não, o que nos obriga a equacionar tudo para estarmos em condições para os três jogos.»

No seguimento do post anterior, que falava sobre o tempo elevado de empenhamento motor, é esta também uma das preocupações durante esta fase da temporada. Possibilitar que quem se prevê que vá assumir as coisas durante o ano, esteja mais vezes a vivenciar coisas "lá dentro".

O "entrosamento" é isto mesmo, é conseguir fazer com que pessoas e dinâmicas se conheçam e se relacionem com frequência, em contextos altamente competitivos, já que é nesses momentos que se dão as aprendizagens mais consistentes.

Seja A com B, sejam ligações inter-sectoriais e movimentos tipo (por exemplo, AV a baixar e interior a aproveitar o espaço criado pelo arrastamento do DC contrário - Ou outra qualquer brincadeira desse estilo).

Dai que, mesmo sendo pré-temporada, algumas relações sejam mais permanentes do que outras. Dai também que quando se começa a rodar, o jogo baixa muito de qualidade porque como as ligações são mais fracas, acontecem muito mais erros.

Os próximos jogos vão mostrar que ligações são essas.



quarta-feira, 22 de julho de 2015

O jogo no processo de treino. O foco no tempo de empenhamento motor de cada atleta.


Muito se reconhece hoje a importância que o futebol de rua teve na formação de tantos talentos. Afinal o que oferta o futebol de rua aos jovens praticantes que estes não encontram, tantas vezes na prática orientada? Ao contrário do que por vezes se supõe não são as dificuldades, ou apenas as dificuldades por pisos menos próprios que fazem crescer os talentos. A chave de tudo está no jogo. As crianças / jovens quando se juntam jogam. E é isso que tantas vezes não encontram nos treinos.


Na prática organizada pelos seus treinadores. A chave de todo o processo de treino é o jogo. E por jogo não entenda os formais 7x7 ou 11x11. Tudo é jogo quando tem oposição, duas balizas e os atletas sempre na tarefa e não à espera em filas. Que melhor forma de treinar situações de 2x1 que colocando os atletas a jogar 2x2 com a obrigatoriedade da equipa que não tem a posse da bola ter guarda redes? Em 10 minutos de jogo, os jogadores somam 10 minutos de tempo de empenhamento motor. Para o mesmo objectivo, com filas, por vezes em 10 minutos somam 2 ou 3 de prática. Ao menor tempo na tarefa, junte o ´ligar/desligar´ constante que nunca enfrentam na competição onde têm de estar sempre concentrados. Com criatividade nas regras / condicionantes nos exercícios, todos os objectivos podem perfeitamente ser treináveis em jogo ajudando os atletas a cumprir com mais qualidade os critérios de êxito. 


E é sobretudo pelo constante jogar que hoje é tão reconhecido o futebol de rua. Se a este jogar sempre em actividade, sempre ligados que a rua proporciona aos mais jovens, lhe juntarmos a total ausência de coarctação da sua individualidade (´...é preciso deixarmos que os miúdos sejam individualistas aos 10,11 anos, para termos jogadores de futebol aos 20´ Francisco Silveira Ramos), sabemos que por vezes estão melhor entregues a si mesmos que a treinadores que desde bem cedo pretendem um jogar totalmente mecânico, sem rasgos de criatividade que complementem o modelo de jogo que preconizam nas suas mentes. Há que ensinar e não decorar a jogar. A evolução dos jovens dá-se sobretudo com as experiências que vivenciam. Pouca relevância terá a parte teórica ou verbal que treinadores e pais sempre procuram incutir. É preciso errar e deixar errar para haver evolução. 


Refere Daniel Coyle no ´Talent code´ que as aprendizagens se efectuam dez vezes mais rápidas quando há um erro para corrigir. Para errar há que jogar (2x2, 3x3, 4x4, 3x3+Joker, 4x4+Joker, o que for, mas jogar). Jogar na competição, mas essencialmente no treino porque é ai que os atletas mais horas passam. Menos filas, menos decisões tomadas pelo treinador, mais jogo, maior valorização do talento e do potencial. Maior trabalho sobre os que poderão mais tarde dar mais e não os deixar cair porque não seguem todos os comportamentos mecânicos e pré estabelecidos do modelo de jogo definido. É a única forma de no futuro podermos voltar a ter os talentos em qualidade e quantidade de outrora.

Com o tempo fui aprendendo que mesmo a um nível sénior o potencial de ganhos enquanto individualidade de cada jogador são enormes. Mesmo trabalhando com adultos é possível e obrigatório pensar o processo por forma a fazer crescer não somente o colectivo, mas a tornar cada individualidade melhor. Com os ganhos que naturalmente advirão daí para o próprio colectivo. Afinal, mesmo quando há organização, são os indivíduos que jogam o jogo. Trabalhando com idades mais baixas, é absolutamente decisivo centrar o processo no individual.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Presidente Karl Heinz

Entreguem a pasta das contratações ao treinador. Se querem realmente mudar, se querem um novo paradigma na Arena, não chega contratar um outro tipo de treinador para que ele faça outro tipo de trabalho. É  essencial contratar outro tipo de jogador, mais dentro, e mais enquadrado naquilo que são os grandes princípios de jogo que o treinador preconiza. 

Guardiola teve mão e pediu um e um só jogador. Lembram-se do nome dele? Não aprenderam nada com o perfil de médio que elegeu?