domingo, 26 de junho de 2016

A decisão do Renato

Venham daí opiniões sobre a decisão. Se acertou, sobre o porquê do acerto. Se errou, como poderia ter feito melhor. Teria sido melhor soltar logo no Ronaldo? Porquê? Havia outra opção que não soltar no Nani? Qual? Que decisão do início ao fim do lance poderia ter catapultado o potencial para um lance golo evidente depois de Renato decidir soltar a bola?
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sábado, 25 de junho de 2016

O miúdo que nos tira do marasmo

Errou passes, sim. Tem lacunas no preenchimento de espaços também. Mas caramba, como é que o miúdo é suplente atrás de tanta gente?! Guarde este texto. Daqui por uns anos vamos todos rir e gozar com a situação de termos tido Renato quase sem jogar num Europeu. Alguém dirá que era muito novo. Não é. Está pronto e é o melhor de todo um sector.

É tão diferente para melhor ofensivamente de todos os médios portugueses que é incompreensível como não tem mais minutos. Ainda que comece a parecer que Fernando Santos o usa para "abanar" o jogo.

A cada bola que recebe mais próximo do último terço, ou até do segundo, a forma agressiva como conduz na direcção da meta, não tem semelhanças com mais ninguém. Caramba, o miúdo não é suplente do Modric ou do Rakitic. O que seria óbvio nesta fase da sua carreira. Como pode alguém que com bola faz tão mais que todos os outros, faz tão diferente, desequilibra só por a conduzir, não jogar numa selecção portuguesa cujos médios são incapazes de criar um princípio de desequilibrio sequer?

Enquanto observava o jogo percebia-se. Ou cai alguma bola nos pés do miúdo para que surja algo diferente, ou nem em 10 jogos haveria um golo. Felizmente caiu. Não a guardou, não se virou para trás. Acelerou e o resto é história!

P.S. - Escolheste muito bem com quem trocar a camisola, Modric. 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Cristiano por Rui Costa

"Os portugueses têm de perceber que Cristiano não é o jogador que era há dez anos. E já não o é há alguns anos. Ele especializou-se em fazer golos" Rui Costa, ontem à noite num programa da TV portuguesa.

O génio da camisola dez portuguesa, o mesmo que com as suas decisões trouxe o sucesso e virou as agulhas no futebol do SL Benfica, explica de forma bastante assertiva porque não podemos esperar que Cristiano Ronaldo continue a fazer a diferença e a ser assertivo na zona de criação.

A Ronaldo falta sobretudo quem, como Rui Costa, fosse capaz de o guiar. Os melhores anos de Cristiano na selecção não foram somente quando apresentava outras características. Foram sobretudo os anos em que tendo menos moral que os colegas, jogava para e com todos. Decidia em função de um bem comum.

Rui Costa não podia ter mais razão no que afirma. Todavia, cabe a Cristiano percebe-lo também!... e deixar de complicar fora da zona de finalização. O seu jogo é hoje totalmente diferente. É o melhor nove do futebol mundial e é na área que tem de continuar a mostrar serviço. Fora dela, é tocar e soltar. Sem protagonismos. Ficar somente à espera do momento e não o querer forçar. Os portugueses percebê-lo-ão logo que Cristiano também o perceba.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cristiano, é só isso!

Num passado não tão distante, Jorge Jesus
referia em entrevista: Há jogadores que criam para eles, há jogadores que criam para os outros, e depois os melhores que criam para eles e para os outros. E foi sempre desta forma que fomos entendendo o jogo como colectivo que é. Hoje, Ronaldo a ser capitão dentro de campo. Insuperável na forma como jogou e fez os seus colegas jogar. Dividiu com eles a responsabilidade e por isso mereceu ser feliz. A forma como foi dando seguimento quando serviu de apoio frontal, e quando pegava em zonas mais de construção é, no nosso entender, jogar o jogo de hoje.  Mais do que um finalizador, hoje conseguiu ligar o jogo servindo como referência ora frontal, ora lateral, sempre com boas decisões. Mantendo este perfil de jogo na competição será muito mais imprevisível, mais difícil de parar. Com ou sem golos é isto que se espera de um jogador do nível do nosso melhor, sempre. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

O melhor jogo do Europeu. Espanha x Croácia.

Tudo o que é bom futebol no jogo que levou a Croácia ao primeiro lugar do grupo.

Duas equipas com criatividade e qualidade técnica individual. Mas, sobretudo capazes e decididas a jogar tudo o que o jogo lhes dá. Não abdicam de momentos do jogo. Mesmo a Croácia que poderia perante tamanho opositor ser menos corajosa, sempre a assumir a bola quando em organização ofensiva. Sempre com armas em ataque posicional, mesmo que durante muito tempo tenha sido remetida pelo mérito espanhol para o seu momento de organização defensiva.

Ninguém se escondeu. Equipas com comportamentos bem acentuados em todos os momentos. Respeito entre ambas bem patente na forma como mantinham o rigor em cada momento. Organização ofensiva em ataque posicional - perda - ataque rápido - não há hipóteses de finalizar - segura - ataque posicional. Tudo muito bem encadeado, sempre com qualidade técnica e tomada de decisão assertiva bem expressa na forma como se construíam e criavam os ataques.

David Silva e Iniesta num momento extraordinário elevam o jogo espanhol para o expoente máximo de um jogo de decisões. Um prazer segui-los.

domingo, 19 de junho de 2016

O resultado e o jogo. Da base para o topo por ordem da Federação

Por aqui sempre fomos tendo em conta que o jogo era muito mais do que o seu resultado final. E quem olha para os dois primeiros resultados que a nossa selecção apresentou no Euro poderá ficar espantado e insatisfeito por dois motivos: 1) Pelo resultado. 2) Pelo que o jogo nos indiciou na forma de comportamentos colectivos e individuais dos jogadores.

O que a mim aflige realmente na selecção portuguesa não é a falta de qualidade dos jogadores à disposição do seleccionador nacional. Porque tirando uma ou outra opção é difícil (considerando as lesões) dizer-se que não são estes os melhores 23 para jogar o europeu em França. Temos qualidade para formar uma linha defensiva competente, um meio campo bom ao nível do rigor defensivo e criativo, e um ataque versátil e dinâmico nas suas acções. O que me aflige também não é o resultado, ou aquilo em que o resultado se poderia ter traduzido. É por demais evidente que Portugal foi a única equipa que poderia, tendo em conta as ocasiões criadas e concedidas, ter saído vitoriosa de qualquer um dos empates que somou até ao momento. Não é por aí. Tão pouco são as opções de Fernando Santos em termos de sistema de jogo, ou a composição para o onze inicial. Claro que, tenho a ideia de que com uma ou duas opções diferentes a coisa poderia melhorar. Mas, o maior problema, aquele de que ninguém fala, continuará. E esse problema vem de bases, e por isso nunca é demais relembrar Breitner em discurso directo (carregue no link). O que aflige realmente no jogo de Portugal é a pouca capacidade que temos para fazer isto:

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Ou seja, resolver os problemas que o jogo nos dá de forma colectiva. Usar o colega para dividir, e resolver o lance. Pensar, como é que vou usar o posicionamento  do meu colega para tirar este/s gajo/s da frente? Passo-lhe e fujo, passo e fico? Não passo e vou eu, porque ele simulou que ia e levou dois com ele? Como é que me posiciono para dar mais hipóteses ao meu colega de resolver o lance com sucesso? Estas são questões que deveriam fazer parte de cada escolha que os nossos jogadores fazem com e sem bola, no ataque ou na defesa, que dificilmente passa por um número suficiente deles para que se possa traduzir num jogo verdadeiramente colectivo. O sucesso de Portugal tem vindo sobretudo do mérito e da qualidade individual de alguns atletas. O que fazemos em conjunto é residual. E o problema maior está no topo da cadeia, na federação. E em tudo aquilo que a mesma entende fazer parte das suas responsabilidades ou não. A federação tem como principal objectivo melhorar a modalidade no país, e para tal, o caminho a seguir é o da escolha de uma determinada matriz de jogo. Não interessa qual, interessa que se escolha uma. Interessa que todos na federação entendam esse jogo que se quer jogar, e com isso façam as escolhas para todas as selecções do tipo de jogador para jogar o jogo que se quer. Tudo começa aí, uma ideia comum. Jogadores que procurem pela mesma matriz, pelos mesmos estímulos. No fundo, como se deve fazer nos clubes só que num prazo muito mais longo, pelo tempo que não é permitido de treino nas selecções. A partir daqui tudo se desenvolve. E nunca mais a decisão de convocar X e não Y passará apenas pela figura do seleccionador, porque toda uma instituição estará por dentro do processo e por isso em condições de participar nele. E mesmo a forma como a Federação educa, e forma, os novos treinadores que no fundo são os que vão começar a trabalhar com a base e com os jogadores será diferente. Diferente na medida em que será direccionada para que os treinadores trabalhem e desenvolvam um determinado tipo de skills, viradas para o tipo de jogador que se quer para jogar da forma que se escolheu jogar. Sem esse passo fundamental, sozinho ninguém conseguirá mudar nada. Por mais qualidade que tenham alguns clubes na formação, nas bases. Por mais qualidade que um ou outro treinador venha a evidenciar no nosso campeonato. Por mais talentos soltos que vão surgindo ao longo do tempo, esses onze talentos continuarão sem se conseguir entender em campo. Sem a tal linguagem comum que permitirá fazer com que todos estejam sempre perfeitamente identificados com o que o colega de equipa pretende fazer. Tuchel dizia numa entrevista que nunca iria deixar de copiar os melhores treinadores do mundo, porque o objectivo dele era ser como eles. Se Portugal quer ser verdadeiramente relevante no futebol não deve ter vergonha de pegar na evolução que outros conseguiram e ajustar ao que por cá se pode fazer. Criar um denominador comum, para que a selecção seja muito mais do que onze individualidades soltas em campo. 

sábado, 18 de junho de 2016

Minuto 92 no Portugal x Austria

Ao contrário do que sucedeu em quase toda a partida com inúmeros cruzamentos para somente um, máximo dois jogadores na área, Ronaldo tem a bola na sua posse. Há vários colegas num sprint final a chegar à area para uma última tentativa. Cinco, seis portugueses na área no último lance do jogo. Ronaldo remata desenquadrado, de pé esquerdo contra um Austríaco e pouco depois a partida terminaria.

O segundo melhor do Mundo até fez um jogo interessante. Foi menos egoísta. Soltou mais vezes e apareceu com enorme qualidade nas zonas de finalização, ainda que hoje a sorte não o tenha acompanhado.

Da partida o lamento por algumas opções.

É muito fácil sentar Rafa. O miúdo talvez esteja feliz só por estar por ali, e é certo que a primeira afirmação que dirá pós jogo não será "eu estava bom, não joguei por opção" como forma de condicionar a opinião pública e influenciar as decisões do mister. O problema é que Rafa é no presente momento o melhor ala português. Naquele lugar, é hoje incrivelmente superior a João Mário, André Gomes, Quaresma e Nani. Capaz de desequilibrar  no último terço como nenhum dos outros e sempre responsável no jogo defensivo de espaços. É uma pena que o melhor ala português tenha 3 minutos na competição.

A evolução do jogo levou-o para sistemas e métodos defensivos que tornam cada vez mais difícil desequilibrar jogos em organização ofensiva. Portugal que não tem um único centrocampista com a criatividade, qualidade técnica e capacidade de decisão para descobrir novos caminhos, que não tem um único capaz de recebendo entre linhas enquadre em milésimos de segundos e se prepare para desequilibrar sofre bastante com isso. Sem gente capaz de ligar criação com finalização de forma sistemática, que não aos "solavancos", parece um desperdício que se abdique do único médio português que faz coisas diferentes. Não têm de ser necessariamente melhores. Mas é diferente. E essa diferença poderá fazer a diferença. Renato é hoje o único médio português capaz de queimar linhas com a bola no pé. Capaz de provocar desorganização na linha média adversária. Capaz de obrigar o adversário a posicionamentos diferentes e quem sabe menos confortáveis. É o único cuja condução na direcção da meta tem a agressividade suficiente para chamar, para atrair a si adversários e posteriormente jogar noutros espaços. É incompreensível como em jogos contra equipas com características tão defensivas. Contra equipas com linhas tão baixas, não se procura alguém que possa desorganizar o jogo, para além do típico passa - recebe - passa.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Nolito Nolito Nolito

Há quem justifique a presença de Nolito em campo pela roja com um "faz sempre falta alguém capaz de desequilibrar individualmente".

Curiosamente, desde a primeira hora que o vimos, e assim continua, é precisamente pela capacidade que tem de se integrar em termos colectivos que o espanhol impressiona.

Tudo o que faz tem ideias. Não há uma acção em Nolito que não seja pensada. Nada sai só porque sim. É incrível! Desde sempre demonstrou uma capacidade quase anormal de jogar com todas as variáveis. Muito mais do que somente posicionamentos, espaços ou timings mas até com posição de corpo de adversários e colegas. Todas as variáveis possíveis e imaginárias a condicionarem todas as suas decisões. Um génio a nível cognitivo como poucos. Imagina e vê tudo.

Em Outubro de 2011 (passível de espreitar na etiqueta Nolito) escrevia-se:

"Não há como não o admirar.

Se há jogadores que devem ser valorizados são os que sendo particularmente inteligentes, têm capacidade técnica para colocar na relva o que a mente alcança.

Há quem creia que Nolito é demasiado individualista. Jorge Jesus até faz parte do lote dos que têm uma percepção errada sobre as capacidades do espanhol. Se há algo porque se destaca é precisamente pela sua competência colectiva. São os timings para soltar a bola, é o trabalho para receber a bola, na forma como simula a profundidade para vir receber no pé, ou como se desmarca em ruptura quando o espaço à sua frente assim exige.

Dos seus pés, é certo que a bola sairá jogável. A sua capacidade de decisão de tão boa chega a ser invulgar nos jogadores que jogam no corredor lateral. É louvável a forma objectiva como joga, e aprazível a sua incessante procura do corredor central, onde as opções se multiplicam, a cada momento.

Menos rápido e menos talentoso que tantos outros, é a sua capacidade para definir com assertividade os lances que o tornam um jogador de eleição. É uma das figuras da Liga. De lamentar somente que tal se perceba somente pelo número de golos que já obteve. É que o seu jogo vai muito para além da sua competência na hora de finalizar."

O espanhol é a prova de que há demasiados jogadores fabulosos que passam pelos pingos da chuva sem serem reconhecidos. Esteve à beira de ser apenas mais um o craque que chegou à Luz proveniente da Catalunha. Porque o futebol merece, à beira dos trinta chegou onde sempre mereceu estar.

O momento e o menor fulgor de alguns dos melhores da Europa

A evolução do futebol trouxe-nos coisas muito positivas ao nível do jogo, e permitiu que cada vez mais o jogo fosse jogado como é: de forma colectiva. Com esse aumento da qualidade dos jogos, da organização táctica das equipas, aumentou a exigência. A exigência ao nível das capacidades intelectuais, sobretudo. Os espaços reduzidos obrigam a um desgaste muito maior, sobretudo do ponto de vista mental, pela velocidade a que os jogadores são hoje obrigados a jogar. E com essa evolução, e com o aumento do volume de negócio, não há jogadores relevantes em grandes equipas com menos de 50 jogos por ano. Quando no passado as melhores individualidades chegavam quase sempre em boa "forma" às competições internacionais hoje não é bem assim. É bom para o público porque passa o ano entretido com o jogo, mas não tão bom para os jogadores que jogam as fases finais das provas internacionais, não só pelo aumento da exigência de cada jogo em si, mas pelo desgaste acumulado ao longo de uma época muito mais longa.

E não se entenda "forma" como tradicionalmente se pensava nesse conceito. Forma, no sentido do jogador estar em perfeitas condições para render, sobretudo no aspecto mental que é este que mais pesa. É na tomada de decisão, e na capacidade de reacção que mais se nota. Se demora mais um segundo para perceber para onde o lance deve seguir o adversário já fechou, já antecipou, já desarmou. Se perde mais de um segundo a apertar quando perde, o adversário já tirou de lá a bola e a transição ofensiva já saiu. E este desgaste, hoje, é brutalmente superior ao que era no passado. Este aspecto, a condição em que os grandes jogadores chegam a competição, é tão fundamental para o seu desfecho quanto a qualidade de jogo que a equipa apresenta.

Ao olhar para a equipa alemã, percebe-se o desgaste em alguns dos seus jogadores mais importantes e isso pode ser um dado importante para as contas finais. Não só na selecção alemã se nota isto, e também não em todos os jogadores se percebe esse desgaste. Afinal, os jogadores não são todos iguais, e o que se exige deles ao nível de complexidade também é diferente. Logo, esse mesmo desgaste, ainda que exista em dois jogadores, pode perfeitamente passar mais despercebido num do que noutro, numa selecção do que noutra, pelas tarefas não serem tão exigentes. Ter os jogadores em melhor ou pior momento, a sentir mais ou menos o desgaste destas tão longas temporadas, vai ser umas das chaves para o sucesso ou insucesso neste Europeu.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cristiano Ronaldo na selecção

O conhecimento sobre o jogo aumenta e já se discute hoje a qualidade e sobretudo a importância de Cristiano Ronaldo no modelo português.

Torna-se mais claro de perceber quando no último minuto da partida a selecção portuguesa beneficia de um livre tão ao jeito de Raphael, que conta já com um histórico importante de golos em livres daquela zona, e... não é o miúdo a cobrar o livre. Porém, isso ainda é o menos importante.

Por hoje, com o país magoado pelo resultado da estreia no Europeu muito se debate tiques de vedetismo ou o inacreditável ego que Cristiano tem para alimentar. A sua personalidade é um entrave ao desenvolvimento de um jogar colectivo, naturalmente. 

Não se ignore, porém, o que é mais importante e que no fundo despoleta tudo. A falta de qualidade de Cristiano na tomada de decisão. Como referido por cá há imenso tempo, o português não acrescenta nada ao jogo da sua equipa que não os golos que marca. Fá-lo em quantidades industriais e tal é suficiente para justificar sempre a sua presença em campo. Como sucedia com Jardel, por exemplo. Mas, por amor de Deus não queiram alimentar discussões sobre o melhor do mundo. O jogo é mil vezes mais que rematar à baliza. Para que esse momento chegue há todo um trabalho para trás tão trabalhoso e ainda mais difícil que somente finalizar que... tem de ser feito! 

Alimentar a discussão sobre o melhor do mundo lançando do baralho um jogador cujas únicas qualidades se resumem ao processo ofensivo e a uma só fase é renegar tudo o que é o futebol nos dias de hoje.

Cristiano vai voltar a marcar e muito. Aí as dúvidas dos menos elucidados voltarão. Por cá afirma-se o mesmo de sempre. O português não vive no mesmo planeta do pequeno argentino que constroi, cria e finaliza.

Seja por vaidade, ego, ou simplesmente por incapacidade de perceber o que é melhor para a equipa, nunca alguém com tamanho nível de tomada de decisão que Ronaldo apresenta nos jogos por Portugal poderá entrar em lutas por prémios individuais que não relacionados com o número de golos que marca.