quinta-feira, 28 de abril de 2016

Meias Finais da UEFA Europa League




SHAKTHAR X SEVILHA

Shakthar a receber o Sevilla na gélida Ucrânia.

Equipa de Mircea Lucescu, desde bem cedo uma das candidatas a vencer a prova.
Parte de um 4231 a excelentemente apetrechada equipa ucraniana. Defensivamente percebe-se a preocupação com os grandes princípios. Superioridade na zona da bola, envolver toda a gente na situação de jogo, baixando extremos para trás da linha da bola, mantendo-os dentro. Médios centros sempre a funcionar sem bola em 1+2. Uma cobertura atrás da linha média formada por extremos e dois médios centro.
Ofensivamente muita qualidade na transição pela velocidade a que Taison e Bernard se movem sempre com bola junto ao pé e de cabeça levantada, criando desequilíbrios no 1x1, atraindo marcações para soltar em espaços vazios onde aparecerá o ponta de lança. Presumivelmente o poderoso Ferreyra.

Em  organização ofensiva há qualidade técnica para jogar em espaços mais curtos, embora por vezes fique a sensação de que querer fazer tudo demasiado rápido aumenta o número de perdas, deixando a equipa mais susceptível à transição rápida e assertiva dos espanhois.



Ideias ofensivas são a marca de Emery no Sevilla. Parte dum 4231 no momento defensivo, com ponta de lança entre centrais, procurando cortar linha de passe e condicionar lado da saída para o ataque do adversário, para um modelo de grande desdobramento ofensivo. Muita mobilidade, com várias trocas posicionais em organização ofensiva. O lateral esquerdo transforma-se em extremo (Trémoulinas estará ausente e tal é um problema), passando Reyes ou Konoplyanka a pedir a bola mais dentro. No lado oposto, a mesma dinâmica. Banega, um grande talento sempre a mostrar-se disponível para receber no corredor central liga toda a equipa. Um carrossel de futebol ofensivo. 
Deverá baixar linhas e procurar sair em contra-ataque. Mesmo que a sua matriz seja ofensiva.



VILLARREAL X LIVERPOOL

Mais uma semi final de grande nível.

Em 442 receberá o Villarreal o poderoso Liverpool.
Os 4 da frente com movimentos complementares. Os apoios de Soldado, em simultâneo com as rupturas de Bakambu para as zonas aclaradas pelo espanhol. Suaréz partindo de fora para dentro, em condução sempre a definir com imensa qualidade e Jonathan a ligar a construção com os jogadores da frente, prometem impacto. Sem bola, as linhas próximas serão uma dificuldade à criação adversária, mesmo que na sua primeira fase defensiva não pressione com agressividade. 
Deverá partir de uma postura expectante mesmo que com bola seja sempre protagonista a equipa de Toral.


Liverpool de Klopp em 4231. Em organização defensiva pouco trabalhada a equipa do alemão. Posicionamentos definidos pelo sistema e não pela dinâmica. Ausência de coberturas e de trabalho posicional da última linha em função da situação de jogo. Também na transição defensiva há dificuldades. A qualidade da sua ultima linha não está à altura da história do clube.
É com bola que surgem as melhores ideias do Liverpool, ainda que faltem jogadores diferentes para que a orquestra de Klopp seja mais atraente.
Coutinho fantástico a receber e a conduzir de fora para dentro, procurando combinações curtas pelo corredor central entre linhas, sempre de cabeça levantada para servir Firmino na profundidade ou finalizar ele próprio o que cria.
Jogo de imenso equilíbrio, de grande tendência ofensiva.


Controlo total sobre o jogo, para servir o jogo.


Like his goal against Newcastle. People cannot comprehend why Dennis did that. But for him there is no “why”. The ball was coming this way, so: “OK, I’ll control it the other way, get in behind Dabizas, make sure the spin is right to come back . . . then finish.” For someone else it’s impossible. For him it’s natural. I played with Zidane, with Messi, with Xavi, Iniesta, Ronaldinho, Eto’o . . . Those guys were unbelievable. If you’re talking about raw talent, Zizou was out of this world. He could do whatever he wanted. I mean the guy was dancing with the ball. Sometimes I was watching him and my mouth was just hanging open. Messi? He’s doing stuff that I don’t know if anyone will ever do again. Maradona? Incomparable! Cruyff? The same. Platini, the same. But I played with Dennis Bergkamp the longest and I saw him every day in training and the way he saw the game and the way he was . . . and that’s why I always say Dennis was the best that I played with. For me, Dennis was, and always will be, the Master."  Thierry Henry, on Stillness and Speed.




Continuando na senda de ontem. Só o absoluto controlo de tudo o que se passa torna possível este golo desta maneira. O ângulo e velocidade com que a bola vem, distancia e apoios do defesa mais próximo, posicionamento dos jogadores à volta, distancia para a baliza e para o guarda redes, e uma relação com bola perfeita. Impossível padronizar algo como o que se vê no video. Quanto muito, padronizar a entrada da bola naquele espaço, com aquele numero de jogadores por perto. Mas só de forma aberta se torna possível resolver estes problemas. Brilhante a consciência de tudo o que se passa à volta, e a capacidade para conseguir falar sobre isso. É esta a diferença entre show-off, trazer os holofotes para si..., ou entre utilizar tudo o que se tem para servir o jogo.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Atletico x Bayern. Aposta Marsbet


Grande partida em Madrid nas meias finais da Liga dos Campeões.

Será no seu habitual 442 que a equipa de Simeone receberá o poderoso Bayern. Um condicionar do jogo adversário logo na sua construção como poucas na Europa elevam o Atletico à condição de grande europeu. Não é para menos. Simeone transformou o Atletico num grande Europeu. Há processos de muita qualidade, mesmo que por base um jogo muito físico e agressivo na recuperação e saídas muito objectivas na transição.

O próprio plantel está hoje completamente virado para as ideias do treinador, e jogadores como Griezmann nas rupturas e velocidade com que transporta na transição encontram no modelo do argentino um espaço perfeito para ainda se mostrarem mais. O adversário é de peso mas a furia espanhola já surpreendeu anteriormente.



Caminha para triunfar em todas as provas a equipa de Guardiola.
Uma versão ultra completa mesmo que sem individualmente ser a melhor que passou pelas mãos do genial treinador espanhol.
Em organização ofensiva tudo pensado ao pormenor. As melhores ideia do mundo interpretadas com individualidades de topo. Largura máxima por Douglas e Ribery, laterais a explorar espaços interiores nas costas da pressão média adversária, médios centro que se colocam entre adversários, na mesma linha, causando duvidas e baixando para receber quando  bola entra na sua zona, e Lewandowski e Muller no corredor central sempre capazes de decidir em espaços muito curtos. Seja pelos corredores laterais ou central, a qualquer momento o Bayern fará golos.

Transição defensiva muito agressiva pelo aglomerar de pernas sempre na zona da bola, permite ao Bayern ter bola o jogo todo. 


terça-feira, 26 de abril de 2016

Modelo de jogo e de treino. Aberto vs Fechado


‘The other thing you need is imagination. That’s so important. Not just imagination from me but imagination from the players around me. You can compare it with the receiver and the quarterback in American football. Sometimes the camera from behind shows there is nothing there. Then the quarterback throws the ball and then slowly you see the picture expand. It’s like a puzzle. Finally, where he’s thrown the ball, you see the catcher move to receive it. That’s a little bit like what I was doing. You need the pace on the ball, and both of you have to have the vision. In American football, of course, everything is about patterns and they practice it day-in day-out. But in football you can’t practice. It’s not like you have a timeout and the boss says: “OK Dennis, we’re going to do this pattern and Patrick is to know that Patrick is moving, and then you make sure there’s the right pace on the ball, and he’s not offside. And the timing has to be right, and you have to get all angles and the maths correct . . . But I always liked that sort of precision. It’s like solving the puzzle.’

Mais uma declaração interessante neste brilhante livro. A brincadeira do Star Wars, que podia ter sido outra qualquer, entra neste caminho. Este jogo tem uma complexidade tão maior do que os outros, que só pensando nela de forma aberta se consegue tentar entender. A relação de 1, com os outros todos, mas também com tudo o que o rodeia, torna todas as variáveis super relevantes para o desfecho final. Seja esse desfecho um passe, uma posse de bola, um jogo, um torneio ou um campeonato. Logo, se todas as variáveis são relevantes, a base do treino e da ideia de jogo nunca pode ser algo fechado e amplamente "controlado" pelo treinador, já que tudo muda a todo o instante. Por fechado e amplamente "controlado" pelo treinador, falamos de exercícios ou tarefas de treino em que as coisas acontecem de forma pré-definida. A passa para B, que recebe para a esquerda e depois de passar para C corre para o corredor blablablabla. São tarefas completamente fechadas, e ainda que possam fazer parte do treino (por qualquer razão facilmente justificável por quem planeia), nunca podem ser a sua base. A base do treino deve ser aberta, tal como o o jogo. O que não quer dizer que seja livre de princípios comuns. A relação do individuo com os seus colegas, adversários, condições climatéricas, momento do jogo, tamanho do campo, tabela classificativa e mais um infindável numero de variáveis, deve ser promovida em todos os momentos. Só quem em treino se consegue relacionar de forma favorável com o jogo vai estar pronto para o fazer em competição.

Manchester City x Real Madrid. Aposta Marsbet.



Jogo grande na primeira mão da meia final da Liga dos Campeões.
Em Manchester o City de Pellegrini recebe o Real Madrid de Zidane.

Surgirá em 4231 a equipa inglesa. Muita qualidade individual, a permitir saída apoiada desde a construção com Otamendi a ter papel importante na forma como assumirá o primeiro passe à procura de fazer a bola chegar entre linhas adversárias, onde Touré entre avançados e médios do Real, e Silva e De Bruyne entre médios e defesas adversários procurarão enquadrar, atrair e começar desde logo os desequilibrios em organização ofensiva. Aguero, o avançado centro de nível mundial, sempre a causar duvidas sobre as defesas adversárias, como a forma como varia os seus movimentos. Sempre em função do que o jogo pede, recebe entre linhas ou procura profundidade. Em qualquer fase é fabuloso e desequilibra a criar e a finalizar.
Transição muito rápida e perigosa pela excelente capacidade para definir dos jogadores mais adiantados. Menos forte nos momentos sem bola. Há espaços entre linhas que a criatividade do Real poderá usar, e há uma incapacidade da última linha em reagir à situação de jogo adoptando posicionamentos adequados. 




Real Madrid de Zidane em 442 nos momentos sem bola. Habitualmente pouca agressividade nesses momentos é um handicap. Todavia, numa meia final da Liga dos Campeões não é expectável que tal se faça notar. Toda a gente ligada e com intensidade na forma como ocupam os espaços, é o prevísivel. Mais forte defensivamente, partirá daí para as transições agressivas que colocam Cristiano Ronaldo em zonas de finalização. Os seus números na Liga dos Campeões são verdadeiramente impressionantes, e parece certo que em Manchester terá oportunidade de voltar a aparecer. É na zona de criação que com Marcelo à esquerda, Modric, Isco e James entre linhas sempre a mover para dar linha de passe, receber, enquadrar e solicitar a profundidade de Bale ou Ronaldo, que o Real se torna especialmente perigoso. 



Promete golos a partida de hoje. Grandes individualidades. Colectivos que se equivalem e uma primazia pelos processos ofensivos, assim o determinam.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Fejsa. O cadeado do meio campo encarnado.

Impressionante o rendimento do médio defensivo sérvio.

Impressionante como demonstra que com um grande conhecimento do jogo se pode ter um rendimento tão elevado, mesmo que tecnicamente as dificuldades sejam notórias, quando se pensa num nível alto.

Perceber as suas qualidades (ao contrário do colega grego Samaris) é uma vantagem de Fejsa. Percebe o que consegue e não consegue fazer, não assumindo preponderância nos momentos ofensivos, precisamente para não se expor nem expor a sua equipa ao erro.

Naturalmente que os melhores são extremamente fortes em todos os momentos, como é por exemplo Matic que recentemente passou pelo SL Benfica. Fejsa, não sendo especialmente forte com a bola, entende-o e gere sempre a bola tendo tal premissa em mente. Grande qualidade nos momentos defensivos. Seja na transição, em que com toda aquela largura de passada o faz chegar rapidamente à situação de jogo, adoptando sempre o posicionamento adequado, seja em organização defensiva. O sérvio tem sido ouro no modelo do Benfica. Grande competência defensiva e sem erro ofensivamente. É hoje indiscutível quando os jogos aumentam de dificuldade.

Pelas qualidades individuais tão bem inseridas no modelo defensivo do Benfica, Fejsa surge como um dos homens da Liga.

25 de Abril, dia da revolução

Guardiola passou pelo Estádio da Luz e deixou uma mensagem bem clara sobre o jogo, e os seus imponderáveis. Factores como os momentos em que jogadores importantes para a manobra da equipa estão ou não disponíveis, por lesão ou por castigo, a entrada de um jogador por indisponibilidade de outro que se mostra melhor adaptado ao momento em que a equipa se encontra, factores como o momento em que uma equipa defronta determinado adversário, factores como uma bola que bate no poste e entra e uma bola que bate no poste e sai, factores como o estado anímico do jogador, quem marcou primeiro, o momento em que marcou, o estado do relvado, o clima. Tudo isto e muito mais pesa no resultado. E todos esses factores estão bastante longe de poderem ser controlados por quem treina. A sorte faz parte do jogo. Mas tal não significa que quem tem sorte não é competente, ou que quem não a tem o é. A sorte aparece, e é difícil de explicar como e porquê. É aleatória, é estranha. Assim é o futebol. Dou por mim a pensar por diversas vezes que, se o Bayern tem apanhado nestes quartos-de-final um adversário mais poderoso individualmente provavelmente Guardiola não estaria noutra meia-final. Ou nem sequer nos quartos, se não tivesse conseguido marcar no último minuto da eliminatória anterior contra a Juve. Isto porque o Bayern está no pior momento da época em termos de exuberância individual, em termos de confiança. Os jogadores estão escondidos (talvez pela pressão desmedida que sofrem pela possibilidade de conquistarem todas as provas nesta temporada). E um factor como o sorteio poderia ter ditado um rumo completamente diferente para os Bávaros. Mais difícil será a sorte definir a competência de um campeão ou de um vencido numa prova de regularidade como é um campeonato. Mas num campeonato disputado, com poucos pontos perdidos por parte de quem luta pelo título, ou com muitos pontos perdidos por todos, uma bola que entra no último minuto ou que não entra leva a que se defina a incompetência de uns e a super competência de outros com base num segundo de toda uma época. Relembro o campeonato que Peseiro disputa pelo Sporting e perde numa bola parada já no final para o Benfica. Um campeonato em que Jesus perde um jogo, no último minuto, e não sai vencedor.

Na caixa de comentários do post mais recente do blogue, o Barbosa escreve um dos melhores comentários que já vi por aqui exposto. Talvez por ser 25 de Abril se começam a mostrar por aqui outro tipo de avaliação, outro tipo de pensamento. Outro tipo de análise, que não se esgota no ganhou, no perdeu, no empatou. Uma das maiores alegrias que tive enquanto treinador aconteceu há 8 dias. Em casa do adversário que ia no primeiro lugar (nós atrás com um ponto de atraso) conseguimos a vitória. No último minuto, de bola parada. Mais cinco segundos, e se o adversário não fizesse falta, o jogo terminava. No final, se não tivéssemos marcado teria sido uma época de fracasso disputar um campeonato até ao final? Ficando a um ponto do líder? Hoje, com o contexto a nosso favor, faltando 6 pontos por disputar é uma época de fracasso para quem liderou o campeonato até então? Não. Um trabalho de uma época não se esgota num segundo em que a bola entra, ou que a bola sai. É preciso ver mais tempo, ver mais longe. Foi exactamente o que passei em conversa a uma grande campeã do clube que ainda está a disputar o campeonato connosco. Não se perde nada num jogo, num minuto, num segundo. Uma época é muito mais do que isso, apesar de poderes não ser coroado no final. Afinal, só um é que pode vencer, não é?

domingo, 24 de abril de 2016

Estrelinha do Benfica?

Não! Organização defensiva, e três pontas de lança que na área movem-se como ninguém. Três pontas de lança fantásticos nos momentos de finalização dão ao Benfica a possibilidade de criar menos que os rivais para marcar mais.

Com aqueles jogadores na área adversária, qualquer ataque pode terminar no fundo da baliza adversária. Extraordinariamente fortes a atacar as zonas de finalização seja com que superficie corporal o façam, Raul, Mitroglou e Jonas são letais.

Defensivamente, qualidade colectiva em cima da qualidade individual de um grande Lindelof.

sábado, 23 de abril de 2016

Múltipla da semana.



SEVILHA X BÉTIS

Sevillha de Emery em 4231 no momento defensivo, com ponta de lança entre centrais, procurando cortar linha de passe e condicionar lado da saída para o ataque do adversário, para um modelo de grande desdobramento ofensivo. Muita mobilidade, com várias trocas posicionais em organização ofensiva, tornam o jogo de Emery muito complicado de parar. A proximidade entre jogadores acautela também a transição defensiva para além das opções que dá ao portador da bola.
Em organização defensiva joga sempre com as superiorides e os médios centro articulam bem em cobertura garantindo protecção ao espaço central à frente dos dois centrais.

Na transição ofensiva é das mais atraentes da Europa. Banega define a grande velocidade e na frente há quem finalize com mestria. Derby grande de Sevilha a pender para um empate pelos aspectos emocionais associados.


Confortável na classificação a equipa agora de Juan Merino.
Seja onde for que se desloque sempre a procurar ser pressionante no meio campo ofensivo. Sempre a procurar reagir com intensidade à perda para guardar a bola para si. Algumas distâncias sobretudo em profundidade por controlar. Equipa fica muito estendida no campo. Mas fica a ideia aprazível.
Com bola procura sempre sair pelos pés dos centrais, que percebendo o risco então entregam no guarda redes que decide bater na frente.
Em transição ofensiva aproveita a velocidade de N’Diaye, que ainda assim nem sempre define com qualidade e sobretudo faz-se valer do grande momento de Castro. O avançado espanhol seja com mais ou menos espaço move-se com qualidade nas zonas de criação e tem golos para todos os gostos. O derby é sempre um jogo emocional. Moralizado o Bétis deverá tirar pontos ao melhor apetrechado Sevilha.



SETÚBAL X TONDELA

A equipa de Quim Machado a pagar o preço do sucesso. Quebra abrupta depois de perder jogadores determinantes que tanto valorizou como Suk e Semedo

Em 4231, com André Claro, Horta e Costinha nas costas de um ponta de lança mais fixo. Cissé  deverá ser a aposta. Há princípios em organização ofensiva. A equipa não se limita a trabalhar processos defensivos e sair em contra ataque. Preparada para os vários momentos, mesmo que defensivamente por vezes a última linha não guarde as devidas distâncias. Um jogo interessante onde deverá impor os seus bons princípios ofensivos para voltar às vitórias.


Seis pontos num ápice, três deles no Dragão, devolveram alguma esperança a uma equipa que parecia condenada.
A equipa de Petit deverá surgir em Setúbal no seu 4231 com Romário, Nathan e Wagner mais adiantados. Vale sobretudo pela entrega com que se dá ao jogo, tão característica do seu treinador. Defende baixo e fica com poucas possibilidades de sair em transição. Perante a qualidade ofensiva do seu opositor não é expectável que resista com postura tão pouco agressiva ofensivamente.



TOTTENHAM X WEST BROM


Parte de um 442 em organização defensiva, com avançados em linhas diferentes (Kane posiciona-se entre centrais e define lado da saída em construção do adversário, e nas suas costas Dele Alli liga os sectores). Defensivamente impressiona a forma como encurta espaços e não deixa jogar, sem nunca baixar as linhas, ligando assim com enorme qualidade a transição sempre bem definida por Lamela e Erikson que surgem dentro e com Dele Alli desequilibram permitindo a Kane aparecer a explorar a finalização.
Em organização ofensiva os centrais abrem e a primazia é sair apoiado, seja pelos centrais ou por um médio que baixa. É nesta fase onde Dier a fazer uma época inacreditável assume preponderância na construção, seja jogando como médio ou como central. Muita criatividade entre linhas e um ponta de lança num momento extraordinário quando aparece nas zonas de finalização, dão grande favoritismo a um Tottenham que chega a esta fase com o sonho real de vencer a Premier League.



West Brom a fazer um campeonato tranquilo, bem acima dos lugares da despromoção.
A equipa de Tony Pulis apresenta-se num 442, mas com muito pouca dinâmica de posicionamentos e movimentos.
Em organização defensiva ou transição, os seus jogadores perseguem a campo todo os adversários directos. Não defendem corredor central e demasiadas vezes basta um passe vertical para colocar alguém enquadrado com a última linha. Jogo colectivo inexistente no controlo de espaços e alinhamentos defensivos.
Com bola, tudo muito directo, explorando as características físicas de Rondon. Fletcher é quem procura algo diferente, mas numa equipa não tipicamente britânica porque o seu método defensivo é totalmente desorganizado.


Aposta mais segura da semana. Liga NOS.


Rio Ave de Pedro Martins em 4231 na recepção ao Benfica. Bressan, o internacional pela Bielorrússia como o médio mais ofensivo, a procurar receber em espaços mais adiantados. No corredor central em organização ofensiva, mas com liberdade para cair nos corredores laterais nas transições. Guedes, o ponta de lança que vai baixando para apoio, procurando arrastar marcações, para além de aparecer também nos corredores laterais. A mobilidade em termos ofensivos é um traço da equipa do Rio Ave. Ukra mais preso no corredor lateral, também porque Lionn, o lateral direito não confere profundidade ofensiva.

Defensivamente também trabalhada. Extremos mais dentro e juntos ao duplo pivot do meio campo retiram espaço ao adversário. Colocará dificuldades ao Benfica, mas muito difícil resistir perante a organização adversária bem como o desnível das individualidades.


SL Benfica extremamente moralizado à procura do regresso à liderança.
Parte de um 442 com linhas próximas nos momentos defensivos para uma transição que faz os avançados caírem no corredor lateral. Articulação Fesja – Renato ainda por melhorar, com o português a perder a posição várias vezes, fruto de um jogo menos pensado. Extremos fecham bem nos momentos defensivos e a proximidade entre elementos ajudará nas tarefas defensivas.
Um Benfica, com chegada à frente em apoio ou jogando mais directo pela presença de Mitroglou num excelente momento. Capaz de receber e segurar, faz subir a equipa. A ligação Gaitán - Jonas entre as linhas adversárias sempre a desequilibrar será decisiva para a criação de oportunidades.
Um jogo que se prevê complicado, mas os bons princípios defensivos com as individualidades da frente dão favoritismo ao Benfica.