quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Maxi depois de Veloso


Cresci com Veloso (fosse o herdar o apelido do pai, uma questão meritória e Miguel ainda seria apenas Miguel) a defesa direito e / ou esquerdo de um SL Benfica (1980 a 1995, ou seja nos meus primeiros 16 anos de vida) repleto de grandes jogadores. Mas, a Veloso nunca vi um drible, não me recordo de uma assistência, nem tão pouco de um golo, além de que desde os seus 25/26 anos, que era tido como "velho". Na escola, os intervalos / recreios eram passados, ou a desancar em Veloso (exercício muito bem cumprido pelos adeptos do Sporting), ou sem saber como o defender (tarefa impossível, a cargo dos adeptos do Benfica, lá está).

Hoje, o lugar de defesa direito do SL Benfica é de Maxi Pereira, um uruguaio que se tem revelado perfeito na ocupação dos espaços, bem como no cumprimento de todos os outros princípios defensivos do jogo. Tem denotado ser veloz q.b., e suficientemente agressivo, abegnado e astuto para, por um lado não se deixar bater pelos adversários, e pelo outro, não andar a bater em tudo o que mexe (incluindo a sua própria sombra).

Parece-me ser, claramente, e até à data, o defesa de maior rendimento e utilidade do SL Benfica (e, exceptuando o fenómeno que foi Miguel, provavelmente o melhor defesa direito pós Veloso). No entanto, apesar de já o ter visto marcar um golo, contínuo sem ver um drible, um toque de calcanhar, ou um pontapé de bicicleta! Para completar o ramalhete, há ainda aquele sinal na face, extremamente parecido com o, do agora benfiquista, Emplastro!

Quão difícil deve continuar a ser a vida dos adolescentes benfiquistas na escola!

P.S. - Sabia que Maxi jogou os últimos 20 minutos no clássico SLB - FCP, como defesa esquerdo?

P.S. II - Não tem nada a ver com o caso, mas, sabia que o árbitro auxiliar desse mesmo jogo declarou que esteve 5 dias sem ir trabalhar, fruto duma lesão provocada pelo "Diabo" (imagine-se agora, a sofrer aquele cachaço na mona e a explicar ao seu patrão que ficou fisicamente incapaz por 5 dias, de prosseguir a sua actividade profissional. Pois...), e que devido a esse infeliz acontecimento, recorre hoje a uma psicóloga? Se há miudos que lamento terem de crescer numa qualquer escola do concelho da Amadora, há graúdos a quem isso lhes teria feito muito bem.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Lisandro, um golo notável ou...?




Ponto Prévio. O golo é fantástico.

No entanto, e apesar de tudo, a linha que separa um golo fantástico, de diversos erros defensivos, pode ser muito ténue.

Teria Lisandro marcado mais um golo de grande nível, perante uma melhor abordagem ao lance pelos defesas do Leixões? Não!

Se pararmos a imagem no momento em que Lisandro é solicitado, ou no momento em que este contacta pela primeira vez com a bola, verifica-se uma situação de 1x4, pelo que um correcto cumprimento dos princípios defensivos do jogo, dificilmente teria viabilizado o momento genial de Lisandro.

Mais do que a ingenuidade como Joel é batido (facilitando na forma como realiza a contenção, oferecendo o interior do campo), custa ver a inépcia ou a lentidão com que o defesa central livre (não) "leu" o jogo, não realizando a cobertura defensiva (cobertura essa, que o médio centro ainda tentou realizar, acabando por chegar tarde), que garantia o apoio que Joel necessitava, ou a distância a que o lateral direito se encontra de Joel, consentindo o passe em profunidade para Lisandro.

A tal péssima abordagem ao lance, acabou por transformar uma situação de 1x4 (Lisandro X 4 jogadores leixonenses), numa situação de 1x1 (Lisandro X Joel), onde Lisandro não tem por hábito facilitar.

Num só lance, é possível verificar 3 erros claros, que viabilizaram o golo:

1 - Má contenção (posicionamento defensivo entre a bola e a sua própria baliza, nunca oferecendo o interior do campo) de Joel;

2 - Ausência de cobertura defensiva (apoio ao colega em contenção (Joel), preparando o que vulgarmente apelidamos de "dobra") pelo defesa central livre;

3 - Incumprimento do 3º princípio defensivo do jogo (a concentração! Garantir que os defensores estejam bem próximos uns dos outros. Princípio que a ter acontecido, teria primeiramente, evitado que o passe em profunidade para Lisandro fosse possível (estivesse o defesa lateral, mais próximo do defesa central) e num segundo momento, facilitado a cobertura defensiva).

PS - Facilitado, ou não, Lisandro é, até ver Suazo, de longe o melhor avançado da Liga Sagres.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Yebda, Katsouranis, Aimar e eventualmente Amorim, os melhores jogadores do Benfica!


"É uma situação que nos preocupa, temos de falar muito com os jogadores para melhorar a leitura de jogo. São situações que temos de corrigir. Há algumas situações em que há falta de experiência, temos alguns jogadores muito jovens. Precisamos de jogadores que entendam onde devem estar. Estou convencido que com o passar do tempo a maioria dos jogadores vão ter maior capacidade para ler o jogo" Quique Flores.


"Nuno Gomes fez um trabalho extraordinário pela leitura que fez do jogo, esteve sempre onde a equipa precisava... Acredito, que com o tempo, os nossos jogadores vão ter uma melhor compreensão do jogo" Quique Flores.


Neste momento, se tivesse de escolher os melhores jogadores do SL Benfica, apostaria em Yebda, Katsouranis, Aimar e eventualmente Rúben Amorim.


A justificação é simples. Não consigo conceber uma equipa forte, que não esteja repleta de jogadores fortes em termos tácticos, técnicos e físicos.


Yebda (bastaram 20 min de observação e alguns movimentos sem bola no jogo Benfica - Estoril, para perceber que Rui Costa tinha descoberto o melhor médio do Benfica, pós Kulkov), Katsouranis (que Nuno Assis, considera o melhor jogador do Benfica), Aimar (desde que as lesões não o apoquentem) e Rúben Amorim, são actualmente os únicos jogadores do Benfica que conseguem por um lado perceber o jogo, e por outro terem recursos físicos e técnicos para o executar com excelência, daí a minha escolha para melhores jogadores do Benfica.


Depois, creio poder-se dividir o restante plantel em dois grupos. Os que percebem, mas que por limitações (ausência de talento, velocidade e / ou força) têm muitas dificuldades para dar dimensão ao Benfica de Quique Flores (Nuno Gomes, à cabeça), e por fim, o grupo dos talentosos e/ou potentes em termos físicos, mas que não compreendem, ou se compreendem, não se mostram disponíveis para o jogo (Reyes, Di Maria e Cardozo), partindo do princípio que este contempla o processo ofensivo, mas também o defensivo.


Alguns casos particulares:


Reyes e Cardozo terão de continuar a marcar golos e a fazer assistências, por forma a compensarem o parco rendimento que produzem, em termos defensivos no caso de Reyes (ao contrário do que foi dito sobre Simão, não tem o condão de equilibrar a equipa. E se na liga portuguesa, isso poderá não ser (muito) grave, nas competições europeias, é um problema), e ofensivos, no que diz respeito à fase de construção de jogo, no caso de Cardozo (a sua lentidão, quem sabe, causa pela qual perde quase todas as bolas que toca, chega a ser exasperante).


Carlos Martins para poder aspirar a um lugar na equipa, precisa de melhorar e muito o seu processo de tomadas de decisão (resumidamente, precisa de perceber que jogando como médio centro neste modelo de jogo, tem de ser um jogador de equilibrios e não de desiquilibrios).


P.S. - De Suazo, Sidnei e David Luíz (pós lesão) preciso de ver mais jogos, para poder formular uma opinião.


P.S.II - Quique Flores, só por ter percebido que a compreensão do jogo, por parte dos seus jogadores, tem sido um dos maiores problemas do seu Benfica, já me permite catalogá-lo como melhor do que a maioria dos treinadores em Portugal (que também são incapazes de o compreender). Falta agora, ter a capacidade para colocar os seus atletas, a compreenderem e a executarem o jogo da mesma forma que ele o vê! Se o fizer, não terei dúvidas de que é um treinador de topo.


P.S.III - E entretanto ai estão mais 45 min, quase sem produção ofensiva e sem golos com a dupla Nuno Gomes & Cardozo em campo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Simão e a primazia do colectivo


Simão, segundo várias pessoas ligadas à formação do SCP, foi o jovem mais responsável, mais bem educado, mais interessado e mais trabalhador que passou pela formação leonina.


Anos mais tarde, algumas declarações, porventura infelizes, mas quem sabe, feitas exclusivamente com intuito de conquistar o coração dos adeptos do seu clube da altura, tornam-o "persona non grata", ao ponto de serem mandados retirar todos os posters de Simão afixados na academia (onde por lá, continuam afixadas todas as outras pérolas, inclusivé Quaresma).


Indiferente a tudo isso, Simão continua hoje a demonstrar a cada minuto que pisa um relvado, que continua a ser realmente diferente de muitos outros ... para melhor!


Aproveita os conhecimentos que foi adquirindo na sua formação como ninguém, compreendende o jogo como poucos. É, claramente, um dos mais fortes jogadores a nível mundial, em termos tácticos e ao nível das tomadas de decisão. Quando não desiquilibra, Simão equilibra. A forma como cumpre todos os princípios do jogo (ofensivos e defensivos) torna-o o tipo de jogador predilecto para qualquer treinador (e se ele tem crescido sempre, sendo o "favorito", por alguma razão será).


O talento, a velocidade e a força (q.b.) complementam-o, fazem dele um craque, mas, é na compreensão e na disponibilidade com que se entrega ao jogo, que ele se destaca de tantos outros (como por exemplo, de Quaresma).


P.S. - Aqui está o texto que pediste, Morgado!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Porque não gosto de C. Rodriguez

Tal como quase toda a gente, Rodriguez entende o jogo como um conjunto de 10 duelos de 1x1. Parte da ideia de que a sua função é driblar o seu adversário directo, e como extremo que se preze (????) ir à linha de fundo cruzar.

Partindo-se de uma premissa tão errada, torna-se logo muito complicado ser-se um jogador de eleição.

Para além de limitar muitos dos contra-ataques das suas equipas, fruto dum mau posicionamento em campo (poucas são as vezes que confere largura ao mesmo, preferindo receber sempre a bola no corredor central, promovendo a concentração dos adversários), as opções tomadas com bola são demasiadas vezes erradas. Rodriguez atropela o principal princípio de jogo ofensivo, pois a progressão no terreno com bola, é feita essencialmente na direcção da bandeirola de canto, como se fosse lá o local da baliza adversária.

É claro que é vistoso ver todos aqueles dribles, mas terá nexo ir para um cantinho de terreno trocar as voltas ao adversário, quando a baliza está noutro lado? Deve-se caminhar na direcção da baliza e procurar os corredores laterais quando o central está "fechado", para então voltar a procurar a baliza adversária ou deve-se desde logo correr na direcção dos corredores laterais, para chegar juntinho da bandeirola de canto e tirar um cruzamento? Perguntem a Kaka, a Messi ou a... Aimar.

É sempre um desperdicio ver um jogador com talento e com capacidades físicas muito interessantes, não contribuir para o sucesso da sua equipa.


P.S. - A generalidade dos adeptos e a totalidade dos jornalistas (formados em jornalismo) nunca compreenderão o quão exagerado é dar valor a um jogador "raçudo", que corre atrás de todas as bolas perdidas, mas que fruto disso não respeita os principios de jogo defensivos e acaba por prejudicar, também nesse aspecto, a sua equipa.


P.S. - O jogador Hulk vem dar todo um novo significado à expressão "calhau com olhos". A forma como resolveu a situação de 2x0+Gr no jogo da Sertã foi genial. Conheço mais de uma dezena de tipos com o mesmo tamanho de Hulk, que fariam o mesmo que ele... por bem menos dinheiro.

domingo, 19 de outubro de 2008

Bruno Alves, o futebolista para lá do Karateca


Alguns dados referentes à época 07 / 08:

FCP sofre apenas 13 golos, um registo bastante interessante, tendo em conta os anos anteriores. Dos 13 golos sofridos, somente 4 foram em casa (tendo 3 deles sido sofridos no último jogo do campeonato, no Estádio do Dragão, facto que impossibilitou o FCP de bater um recorde absoluto de equipa com menos golos sofridos no seu estádio, no campeonato).

Que responsabilidade poderá ter por tal facto, o odiado (pelos adversários) Bruno Alves?

Esqueçamos todos os defeitos inerentes ao seu comportamento para com colegas de profissão... de equipas adversárias.
Bruno Alves é, ou não, um jogador de grande valia?

Na minha opinião, SIM! É um defesa central muito interessante para completar uma dupla de centrais, que tenha um central mais rápido.

Cada vez mais, as grandes equipas procuram começar o processo defensivo ainda no meio campo ofensivo. Para tal ser possível, é necessário ter os sectores bem próximos, por forma a retirar espaço ao adversário (esta é, uma das principais caracteristicas das equipas de José Mourinho) e consequentemente colocar a linha defensiva bem subida no campo de jogo (para garantir a tal proximidade entre sectores).

No caso concreto do FCP, essa defesa alta coloca imensa pressão e reduz os espaços aos seus adversários. Na liga portuguesa, poucas ou nenhuma equipa demonstra ter qualidade para realizar a transição defesa-ataque circulando a bola de pé para pé, quando há pouco espaço, optando invariavelmente, essas equipas, por um futebol directo (mais seguro, pelo facto de evitar perdas de bola logo no meio campo defensivo), solicitando o avançado, para que este consiga "segurar" a bola o tempo suficiente para que a equipa ganhe alguns metros no campo.

É fruto desta forma preferencial de sair para o ataque das equipas que defrontam o FCP, que a importância de Bruno Alves ganha relevo. Bruno Alves é neste FCP, o jogador encarregue de procurar disputar a "1a bola" e impedir que o adversário consiga ganhar e segurar a bola, enquanto a equipa se espande no relvado (é no fundo o Costinha, ou o John Terry de José Mourinho). O que se verifica é que, fruto de todo aquele tamanho e principalmente de toda aquela impulsão, é praticamente impossível encontrarmos lances não ganhos pelo Bruno Alves, condenando logo à nascença os ataques adversários (que também não encontram soluções para realizar as suas transições em circulação de bola).

Sem ter dados objectivos, creio que o FCP, fruto desta forma de se posicionar no relvado (defesa subida, que motivou a troca de Pedro Emanuel por Rolando) e das caracteristicas de Bruno Alves, que tem a capacidade incrível de anular o futebol directo dos adversários, deve ser a equipa que consente menos ataques na liga. O resto vem por consequência (menos golos sofridos, mais pontos...). Além de que, numa liga onde a maior parte das equipas tem poucas soluções para além dos cantos e livres indirectos para fazer golos, Bruno Alves pode mesmo ser ouro!

P.S.- A clareza como ele ganha os lances é tal, que por norma a bola acaba sempre nos pés dum colega de equipa, ou na pior das hipoteses de volta ao meio campo ofensivo do FCP.

P.S.II - Estou convencido que acabará por ser o próximo português no Inter de Mourinho (Apesar do propalado interesse do Barcelona, não lhe consigo augurar muito sucesso numa liga como a espanhola).

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O pecado de Queiróz



Numa equipa que se reúne de mês a mês, ou de dois em dois meses para fazer 4 ou 5 treinos, é extremamente complicado aprender e consolidar movimentos colectivos pré-definidos, sejam transições defesa-ataque, saídas para o contra-ataque ou simples combinações ofensivas.


Sabendo da dificuldade que é criar um colectivo como sendo mais do que a soma das individualidades, sem poder treinar, creio que só há uma solução para se ter sucesso à frente de uma selecção nacional. A escolha do 11 deve incidir sobre os jogadores mais astutos, os que decidem melhor e mais rápido, os que têm a percepção do que é o jogo e de que forma se resolvem os problemas com que nele se deparam (sejam situações de 3x2, 4x4, 4x6, etc). Creio até que esta foi sempre a principal virtude de Scolari. Provavelmente não tem a sustentação teórica e todos os conhecimentos científicos daí inerentes de Queirós, mas sempre foi capaz de escolher o 11 mais forte nesse aspecto.


Parece-me que o grande pecado de Queiroz tem sido apostar em Hugo Almeida, um jogador que não compreende o jogo e que tem sido o principal responsável, através das suas más decisões (permanece invariavelmente imóvel no meio do campo) para o insucesso de grande percentagem dos ataques (particularmente os rápidos) de Portugal.


Como é um jogador que também é incapaz de finalizar com excelência, não consigo compreender como pode fazer parte das escolhas do seleccionador!


Claro que num jogo em que os laterais eram os únicos a conferir largura ao ataque, tirar um lateral (para depois corrigir, colocando o Bruno Alves nessa posição) não foi propriamente a substituição mais feliz de Queiroz (mas, também não foi, por certo, a mais infeliz... quem não se lembra da substituição de Paulo Torres num célebre Sporting - Benfica?).


Apesar de tudo, parece-me que as coisas teriam sido bastante mais fáceis se Nuno Gomes (jogador com muitas limitações, mas muito forte ao nível da percepção do que é o jogo, capaz de gerar espaços para que os seus colegas se tornem protagonistas) tem jogado de inicio, em detrimento de Hugo Almeida!


P.S. - O mais fácil é criticar os extremos pelo seu excesso de individualismo, no entanto e apesar de terem feito, todos eles, um jogo medíocre e repleto de más decisões, é importante perceber que a equipa não lhes deu condições para que pudessem ter sucesso. Os princípios de jogo do ataque, tão referenciados por Queiróz (progressão, cobertura ofensiva, espaço e mobilidade) foram todos atropelados pela selecção portuguesa.






terça-feira, 14 de outubro de 2008

O Jovem Luís


Época 01/02

Real Massamá - A.D. Oeiras, campeonato distrital de lisboa, escalão juvenis.


Minuto 80, 0 - 0, pontapé de baliza para os jovens do Oeiras. Antes do pontapé ser executado, o árbitro dá autorização para que o jovem Luís entre em campo, em substituição de um esforçado colega.


Minuto 80 e 30 segundos, Pontapé de baliza finalmente cobrado pelo guarda redes do A.D.Oeiras, bola chega próximo da linha de meio campo, o jovem Luís dá o seu primeiro toque na bola no jogo, fazendo uma recepção com o pé direito (sem permitir que a bola toque no chão) dirigida para o pé esquerdo...deixa a bola tocar uma vez no sintético de Massamá e de pé esquerdo, do meio campo e ao 2ndo toque na bola na partida, coloca-a no fundo da baliza adversária! Dirige-se para o banco e festeja o golo de forma irónica para com o seu treinador.


2nda feira seguinte. A mesma história de sempre "Porra pa... tenho lá um miudo como nunca vi nada igual... Assim, só o Figo! Só o Figo! Mas, não consigo fazer nada dele! Porta-se mal... ainda no fim de semana tive de o colocar como suplente..." contada pelo seu treinador, hoje treinador nos escalões de formação do Sporting Clube de Portugal.


Anos mais tarde, Luís muda de clube e acaba por assinar um contrato profissional de futebol. Torna-se a revelação do campeonato nacional e recebe um sinal de que nasceu para algo de grande! É assobiado constantemente em Alvalade (uma massa associativa que venera Rochemback e ostraciza Bruno Pereirinha, não primára, por certo, na sua generalidade, pela astúcia... alias, astúcia essa que só encontra paralelo com a dos vizinhos que veneram todos os jogadores que estejam no local errado, na hora errada, desde que corram como se não houvesse amanhã).


Felizmente para todos, o Luís muda-se para inglaterra, sagra-se campeão europeu e hoje continua um jovem cheio de talento e de velocidade, com bastante mais força e a caminho de melhorar o seu processo de tomadas de decisão... Quando isso acontecer... o TOPO DO MUNDO para o fabuloso Nani!

P.S. - O seu ex treinador continua a dizer-me que ainda não vi nada...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cardozo & Nuno Gomes - O que todos os benfiquistas precisam de saber


Factos:


Em 07 / 08, o SL Benfica terminou 10 jogos na liga sem somar qualquer golo (um a cada tres jogos), batendo um recorde pessoal negativo. Os golos que foi marcando nos outros jogos foram essencialmente fruto de lances de bolas paradas (lançamentos do Bynia, cantos e livres laterais de Rui Costa e penaltys e livres directos do Cardozo), tendo obtido uma percentagem quase insignificante de golos de bola corrida (fruto de combinações ofensivas, contra-ataques ou de simples cruzamentos para a área).


Ponto comum a muitos dos jogos da época passada: A dupla de atacantes Cardozo & Nuno Gomes.


Ponto prévio: Com tamanha falta de qualidade, dificil seria que os dois avançados mostrassem (bom) serviço. Ainda assim, estarão N.Gomes e Cardozo isentos de responsabilidade desse facto e poderão ser compativeis? NÃO.



Porque?


Olhando para ambos, todos conseguimos perceber a suas enormes limitações. Ambos são extremamente lentos (Cardozo mais que Nuno Gomes), pouco creativos e incapazes de deixar para trás adversário(s) e progredirem na direcção da baliza.


Quando jogam juntos, os defesas adversários, fruto desse conhecimento tendem a subir a sua linha defensiva até bem próximo do meio campo, deixando para trás quase 50 metros (tomando por exemplo um relvado com 100x60) de terreno, onde pura e simplesmente não se joga, uma vez que tanto um como outro, não constituem ameaça em bolas lançadas em profundidade para as costas das defesas. Imaginando que o Benfica procura tambem subir a sua linha defensiva ao máximo (imaginemos 25 metros, sensivelmente a meio do meio campo defensivo), sobra uma área de pouco mais de 25x60 ocupada por 20 jogadores.


Desta forma, tanto os avançados, como os médios adversários começam por defender logo no meio campo defensivo do Benfica, criando imensa pressão sobre a bola, tendo em conta o espaço reduzido onde se joga, dificultando de sobremaneira não só as transições, como a simples circulação de bola (não admira ouvir Quique Flores dizer que não se conseguiu efectuar mais de 3 passes consecutivos em Leixões).


Para além da desvantagem óbvia que representa o "encurtar" do campo de jogo, não raras as vezes os adversários optam por uma marcação 1x1 entre os centrais e os avançados do Benfica, não colocando nenhum líbero a fazer as coberturas defensivas, uma vez que raramente é necessário realizar "dobras", e que podem perfeitamente ser também realizadas pelos laterais que jogam mais próximos dos centrais. Esta opção permite libertar mais um jogador para o meio campo, ajudando na tal pressão que é feita sobre a bola.


Quando se coloca alguém rápido a jogar na frente, obriga-se desde logo a que a defesa adversária jogue bem recuada no campo, para precaver eventuais bolas em profundidade para as suas costas, ganhando com isso muitos metros de espaço, decisivos para realizar as transições e a circulação de bola de forma bastante mais tranquila, além de que qd se coloca um avançado rápido, o adversário recorre (quase) sempre a um líbero, por forma a garantir uma cobertura defensiva eficiente, ficando dessa forma a jogar com 3 centrais, logo com menos um elemento no meio campo.


P.S. - Quando Nuno Gomes faz dupla com Cardozo, o Benfica torna-se a antítese daquilo que Quique Flores pretende para o Benfica. Deixa de ser uma equipa subida no terreno, pressionante e a defender logo no meio campo ofensivo.

P.S. II - Cada vez mais, a velocidade condiciona todo o posicionamento táctico das equipas, pelo que me é muito dificil imaginar, dentro de alguns anos, um futebolista profissional que não possua este atributo. Em algumas das melhores equipas da europa já não entram.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Amigos da Anita 07 / 08. Modelo de Jogo.






Amigos da Anita 07 / 08
(Vencedor da Liga com 16 vitórias e 2 empates em 18 jogos e da Taça EUL)



Sistema Táctico: 2-3-1


Principios Ofensivos:


Progressão (condução de bola só na direcção da baliza);


Cobertura Ofensiva (apoio permanente ao portador da bola, numa posição mais recuada no campo);


Espaço (jogo a toda a largura e profundidade do campo);


Mobilidade (constantes trocas posicionais, por forma a garantir o máximo de opções ao portador da bola. Centrais que passam a alas, Alas que se transformam em médios centros, médios centros que se tornam centrais)



Principios Defensivos:


Contenção (garantir sempre um jogador entre a bola e a sua própria baliza, impedindo a progressão);


Cobertura Defensiva (criação de superioridade númerica a defender, em função da bola, garantindo sempre o apoio ao jogador em contenção);


Concentração (Jogadores todos muito próximos, e posicionados no corredor central, por forma a evitar passes em profundidade);


Equilibrio (troca de funções racional. Ex: Quem faz a cob defensiva, quando quem estava em cobertura passa para contenção? Como reage quem estava na contenção depois de ser batido?)



Saida para Contra-Ataque:



Movimento caracteristico:







Avançado garante que o portador da bola tenha duas opções diferenciadas de passe (uma sobre o lado exterior)


Transições Defesa - Ataque e Combinações Ofensivas:






Mobilidade é uma das principais caracteristicas das combinações ofensivas e transições. A imagem mostra alguns dos movimentos utilizados.

LATERAL ESQUERDO


Este pretende ser um blog em homenagem a todos os laterais esquerdos do futebol português, independentemente da idade ou clube.

O 2ndo pior jogador da equipa acaba sempre por ser seleccionado para lateral esquerdo (o pior é o Guarda Redes), pelo que se torna necessário homenagear todos os pés esquerdos (e muitos são os que têm dois) do nosso futebol.

P.S. - Um dia, também Miguel Veloso será lateral esquerdo!