sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A luta a 3. Mais e Menos.

SL Benfica

1º, 26 pontos

MAIS


1 - Qualidade individual de vários jogadores (Suazo, Reyes e Aimar à cabeça);
2 - Argumentos nas bolas paradas (Livres laterais de Reyes. Possíveis finalizações de Sidnei, Luisão, Katsouranis, David Luíz, Yebda e Cardozo);
3 - Profundidade no ataque (conferida por Suazo).

MENOS

1 - Desorganização colectiva, no momento defensivo do jogo;
2 - Ausência de um GR de nível;
3 - Pouca utilização de Aimar.

Observações
: Da condição física de Aimar, Reyes e Suazo, e da capacidade de Quique para tornar o Benfica uma equipa organizada, dependerá o sucesso do Benfica 08/09.

FC Porto
3º, 24 pontos

MAIS

1 - Equipa da Liga que consegue defender e pressionar "mais alto";
2 - Excelente interpretação do jogo, por uma grande maioria de jogadores;
3 - Lucho e Lisandro.

MENOS

1 - Substituto de Bosingwa, com características demasiado diferentes do português. As saídas de pressão, explorando a velocidade do lateral, deixaram de fazer sentido;
2 - Incapacidade de Rodriguez em conferir largura ao ataque do FC Porto;
3 - Demasiadas más tomadas de decisão de Hulk, que acaba por anular imensos ataques rápidos à sua equipa.

Observações:
Do garantir da inclusão no colectivo, das capacidades individuais de Hulk e Rodriguez, dependerá o sucesso do FC Porto de Jesualdo Ferreira.


Sporting CP

4º, 23 pontos

MAIS

1 - Capacidade para gerir a posse de bola;
2 - Organização colectiva (defensiva e ofensivamente);
3 - Rápida transição Defesa-Ataque.

MENOS


1 - Pouca qualidade individual de alguns jogadores, quando comparados com os adversários directos;
2 - Ausência de jogadores capazes de fazer a diferença no plano individual;
3 - Dependência mútua entre Liedson e restante equipa (se o Sporting depende dos golos de Liedson para ganhar, Liedson depende ainda mais do que produzem os colegas, para poder ser útil).

Obervações: Da integração de Vukcevic, do rendimento futuro de Yannick e da condição física de Moutinho e Izmailov, dependerá o sucesso de Paulo Bento.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Benfica, 15 benéficos dias de pausa


Para o Benfica, a pausa natalícia bem poderá ser o momento mais importante da temporada, assim Quique Flores o deseje.

Quase meia época volvida, chega o momento crucial para o Benfica de Quique. No fundo, há duas possibilidades em aberto, e é em ambas que o treinador do Benfica deve pensar ao longo desta quadra.

1 - Continuar a procurar a evolução, num sistema táctico, de tão difícil interpretação, se se pretende ser realmente bem sucedido com ele;

2 - Alterar para um sistema de jogo mais seguro, salvaguardando as dinâmicas possíveis, e voltar para um período de aprendizagem, corrigindo algumas das suas ideias iniciais.

Tomo Quique Flores por alguém muito inteligente, e é indesmentível que procura moldar a equipa à sua imagem. Notam-se processos e movimentos, que se sabe serem fruto do seu trabalho. Quique tem ideias e procura não deixar a sua equipa entregue ao imprevisível. Vários foram os jogos (Sporting, Napoli, Guimarães, Académica) em que a boa interpretação das suas ideias deram frutos, notando-se claramente o tal "dedo" do treinador.

Contudo, ainda mais têm sido as partidas, em que o Benfica não consegue ser uma equipa conexa. Continua a ser uma equipa demasiado exposta aos contra-ataques adversários. Vários são os jogos de toada Ataque - Resposta, Ataque - Resposta, com o Benfica como interveniente. O Nacional, no Estádio da Luz, foi bem capaz de construir mais ataques, do que aqueles que o FC Porto e o Sporting consentem em 4 ou 5 jogos. E todos sabemos que os campeões são sempre, as equipas que melhor defendem...

Parece óbvio que para permanecer no 1º lugar, a equipa terá de evoluír para patamares de rendimento e de segurança, bastante mais elevados. Será isso possível nos próximos meses, mantendo o actual sistema táctico?

A Quique, compete decidir se tal é possível, sabendo que uma mudança para um 442 losango, tornaria o Benfica incrivelmente mais seguro em termos defensivos e mais capaz de ter uma boa gestão da posse de bola, relativamente ao que tem sido até à data.

Os bons treinadores têm ideias e procuram colocá-las em prática. Os grandes treinadores, percebem quando as suas ideias podem não ser as mais adequadas para determinado contexto, e não se coíbem de as mudar, mesmo que para tal coloquem o orgulho de lado.

Da reflexão de Quique, dependerá o futuro do Benfica.

P.S. - Se optar pelo pensamento comum aos adeptos (crendo que estaria com mais pontos, se tivesse tido melhores arbitragens, e que como tal, nada deverá ser alterado), os benfiquistas, bem podem esquecer (também) o campeonato...

domingo, 21 de dezembro de 2008

E a explosão, Paulo Bento?


14 golos em 12 jornadas. O Sporting continua sem resolver os seus principais defeitos.

Sim, a equipa é extremamente bem organizada, toda a gente percebe sempre o que deve fazer, consegue uma boa gestão da posse da bola, e apesar de não ter a qualidade individual dos adversários directos, defende de forma unida e muito compacta, sendo a segunda defesa menos batida da Liga Sagres.

Sim, defender bem, é o primeiro passo para o sucesso, particularmente numa prova de regularidade. No entanto, não possuir, ou não utilizar jogadores com capacidade de explosão, numa liga onde os adversários, maioritariamente, se acantonam no meio campo defensivo, pode muito bem ser suficiente para não dar seguimento ao bom trabalho defensivo.

Izmailov e Moutinho, são fantásticos. Profissionais incríveis, com algum talento e características físicas interessantes (mas não a potência e velocidade), jogadores capazes de decidir bem, mas sem o condão de "abanar o jogo" quando tal é necessário.

Rochemback e Veloso, pela ausência de boas capacidades físicas jamais terão sucesso numa liga mais competitiva. Mesmo na Liga Sagres, a sua lentidão e a pouca disponibilidade com que se entregam ao jogo, chega a ser exasperante.

Romagnoli é muito dotado tecnicamente, para além de que decide bem. Contudo, a ausência de poder físico, torna-o, demasiadas vezes num jogador apenas razoável.

Pereirinha tem potencial. Parece faltar-lhe confiança.

Postiga e Derlei, compreendem e executam o jogo com alguma mestria. Desde que a baliza não esteja por perto. E como os jogos continuam a ser ganhos com golos...

Simon Vukcevic e até Yannick Djaló, parecem poder ser a chave deste Sporting. Ao montenegrino falta-lhe cultura táctica e empenho. Torna-se difícil a Paulo Bento justificar a sua entrada na equipa, em deterimento de quem cumpre com o que é pedido. O português, não percebo como não joga em tal equipa.

Mais que o mercado de Janeiro, o Sporting parece precisar que Paulo Bento consiga tirar rendimento de alguns jogadores que apesar de poderem acrescentar algo de diferente à equipa, têm somado poucos minutos.

P.S. - Jogar com Caneira nunca é positivo. Colocá-lo a lateral, também não é bom. No corredor esquerdo então...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Havia plano, Quique?


18 de Dezembro. Estádio da Luz. 19.45h. SL Benfica sobe ao relvado com Moreira, Maxi Pereira, M.Victor, Sidnei, D.Luiz, F.Bastos, Yebda, Bynia, Urretaviscaya, N.Gomes e Cardozo, para defrontar o Metalist, 2ndo classificado da liga da Ucrânia, sabendo que precisa de vencer por oito golos de diferença.

Bom plano de jogo, penso. Quique não pára de surpreender pela positiva. Demonstra não ser hipócrita. Percebe que a tarefa é impossível, e não expõe os principais jogadores ao insucesso (mesmo uma vitória extraordinária seria sempre um insucesso, uma vez que a Comunicação Social foi alimentando a possibilidade de se vencer por oito). Além de que, não arrisca possíveis lesões, num jogo que face às contigências, se havia tornado num mero formalismo. Cumprir de calendário.

Aproveita o jogo para o voltar à competição da promessa Di Maria, e dá minutos a vários jovens, sedentos por evoluir e por se darem a conhecer.

Tudo perfeito.

A partida decorre de forma natural, até que, um pouco contra a corrente do que havia sido o jogo, o Metalist marca e vence o jogo.

Percebo a frustação dos adeptos, mas não entendo as declarações de Quique.

Para além dum plano de jogo, é necessário haver também um plano para as declarações. Quique tentou "abanar a casa" no único momento da época em que não o deveria ter feito. Naquele momento, criticar era demasiado fácil. Praticamente só jogaram miudos, que por certo, têm uma participação muito pouco crítica e activa no balneário do Benfica. Se o próprio Quique percebe que é altura de dar minutos a um jovem com idade júnior, e a vários que estão no seu primeiro ou 2ndo ano de séniores, não me parece admissível que opte pelo discurso de choque e de ruptura no fim de tal jogo.

Não pode, por um lado, colocar os mais valiosos e mais bem pagos de fora (e que no fundo, foram mais responsáveis pela hecatombe nas provas europeias, do que os jovens) e por outro, exigir rendimento a jogadores em pleno processo de evolução e maturação individual (para além de colectiva).

Por momentos fez lembrar aquele que foi o planeamento da época do Benfica 07 / 08. Trocaram-se homens (Simão, Miccoli e Karagounis) por miúdos (Adu, Di Maria e Coentrão), e depois exigiu-se sucesso, a quem não o poderia dar.

Quem tem de dar a cara pelos insucessos, para além de Quique Flores, terá de ser sempre os Reyes, Suazos, Aimares, Katsouranis, Luisões e Nuno Gomes do Benfica. Nunca os miúdos. Será curioso observar o próximo discurso de ruptura e a quem o mesmo se dirigirá, para perceber um pouco mais sobre a liderança de Quique Flores.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

É possível não gostar?


Exercício simples.

Antes de prosseguir para os videos, imagine o futebol sem argentinos.

Já está?

Imagine-o agora, sem o FC Barcelona.








A Selecção Argentina e o FC Barcelona não são as equipas mais galardoadas da história. Contudo, imaginar o desporto, sem o conceito que tais equipas empregam no seu jogo é dos exercícios mais dolorosos que qualquer amante da modalidade pode fazer.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A percepção de Quique




No futebol, como em tudo na vida, é muito fácil encontrar defeitos quando as coisas não estão bem, e virtudes, quando o oposto sucede.

De Quique Flores sempre admirei a capacidade de procurar defeitos onde outros apenas sentem euforia e de perceber que há indicações positivas, onde o comum dos mortais só vê defeitos. Creio que só com esta mentalidade se pode evoluir para patamares de rendimento superior.

É incrivelmente mais fácil formar a ganhar, mas é decisivo ter-se a capacidade de perceber que mesmo na derrota, há sempre pontos positivos, que indiciam que há uma evolução em marcha, e que nem tudo é passível de ser mudado.

Ainda mais difícil que contratar jogadores de qualidade individual indiscutivel, papel tão bem cumprido por Rui Costa no Benfica 08 / 09, é formar uma equipa na verdadeira acepção da palavra.

Da eliminação aos pés da super sensação equipa matosinhense, sobram também indicações positivas, de que há de facto uma evolução no pensar colectivo que Quique Flores tem procurado impor no seu Benfica.


A destacar:

1 - Os 4 do meio campo, são agora, efectivamente 4 no meio campo. (Foram 2, quando Reyes e Di Maria jogavam e não conseguiam compreender a dinâmica da equipa nos momentos defensivos. Foram 3, quando Amorim ocupava o lado direito do meio campo, e em Matosinhos, o meio campo do Benfica, foi efectivamente constituído por 4 jogadores, bem próximos e disponiveis para contribuir para o sucesso da equipa em todas as fases do jogo);

2 - O posicionamento da linha defensiva do Benfica, está cada vez mais próximo do idealizado por Quique (defesa alta, relativamente próxima dos médios, encurtando o espaço entre os sectores, naquele que tem sido o principal defeito do Benfica 08 / 09);

3 - O pensamento e execução colectiva dum pressing efectivo, que obrigou demasiadas vezes o adversário a sair para o ataque com futebol directo e com poucas possibilidades de sucesso, face ao acerto de Luisão;

4 - Evolução na capacidade dos jogadores sem bola contribuirem para oferecer opções ao portador da bola. Momentos houve em que alguns jogadores eram forçados a resolver em termos individuais problemas que eram de toda a equipa, por não terem opções de passe.

P.S. - Pode afirmar-se que perante tal investimento, bem mais seria de esperar por esta altura da época. Concordo em parte, sabendo no entanto, que só quem nunca esteve no terreno, não compreende a dificuldade de se criar um colectivo partindo do zero. O maior elogio que se pode fazer a Quique Flores na data presente, é que o Benfica começa a ser um pouco mais do que as individualidades. Geralmente, é na 2nda volta do campeonato que se percebe quem consegiu, de facto, formar a melhor equipa. Nada como esperar para ver.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Licha e Lucho para sempre!





Parece ser moda dizer-se que Lucho não está bem e que é cada vez menos influente, e que Lisandro já esteve bem melhor.

Quão ingrato é o futebol, para quem melhor o executa. Diz-se de Lucho que antes "descobria" espaços para Lisandro, e que não é capaz de o fazer mais. Nada mais falso. O portador da bola pode, de facto, inventar espaços que não existem, mas só quando efectua um drible. E a Lucho, nunca o vimos sequer tentar faze-lo.

Como génio que é, Lucho entende o jogo como todos o deveriam fazer. É a bola que deve circular. Correrias, são essencialmente sem bola, em desmarcações, em aclaramento de espaços, ou no cumprimento de missões defensivas.

Porque tem Lucho menos assistências? Porque marca Licha menos golos? Porque estão a jogar pior. Dizem. Será o futebol assim tão linear?

O FC Porto 07 / 08 era dotado de jogadores incrivelmente mais fortes em termos de percepção ao jogo, do que o da época actual. Mesmo Quaresma, que por vezes, parecia não cumprir em termos defensivos (nunca percebi, se por falta de conhecimento, ou de disponibilidade para tais tarefas), era capaz de perceber os momentos em que deveria oferecer largura ou profundidade à equipa.

Como pode Lucho servir Licha, quando tem Hulk e Rodriguez, quais miudos de 12 anos, sempre a gravitarem junto da bola, promovendo a "confusão" no corredor central? O FC Porto deixou de ter jogadores capazes de fixar os laterais contrários junto à linha (sim, porque em Portugal, ainda se defende ao homem. Por mais primitivo que isso seja), garantindo dessa forma espaço no corredor central para Lucho assumir o jogo.

O que mudou, não foi a categoria de Licha e Lucho. O FC Porto perdeu gente capaz de gerar espaços, que eram aproveitados com categoria superior por estes intérpretes.
Como podem coabitar Licha e Lucho, jogadores de talento e capacidade táctica fantástica, com Hulk e Rodriguez, que continuam a ser incapazes de compreender o jogo, incapazes de gerar espaços para os colegas e acima de tudo, persistem nas correrias loucas com a bola, em vez de a fazer circular.

Jesualdo tem a tarefa mais árdua de todas. É que Hulk e Rodriguez, de tão boas caracteristicas físicas e técnicas que têm, chega até, a ser um desperdicio, não possuirem capacidade cognitiva. Ensinar, de forma a que Hulk e Rodriguez, percebam conceitos simples como profundidade, largura e mobilidade é a grande aventura de Jesualdo para 2009.

P.S. - Volte ao golo documentado no video. Pare no segundo 13. Repare no posicionamento dos laterais do Vitória. Completamente fora da jogada, sem hipoteses de intervir. Poderemos voltar a ver este tipo de golos no FC Porto 08 / 09? Dificilmente. É que Hulk e Rodriguez concentram-se à volta da bola, e arrastam os defesas para as zonas centrais do campo. Quaresma e Tarik, sem tocarem na bola, contribuiram para "segurarem" os seus marcadores directos no corredor lateral, e têm também uma boa parte de responsabilidade no golo obtido.

P.S. II - Licha e Lucho, são o que o FC Porto e até a Liga Sagres tem de melhor. E é muito ingrato criticá-los, quando as verdadeiras razões para a menor eficácia (golos / assistências) é a falta de cultura táctica de alguns dos seus colegas!

P.S. III - Para finalizar, voltando ao golo. Bola a circular é coisa que este FC Porto também já não faz. Pelo menos a partir do momento em que esta chega a quem não deve.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Suazo, a profundidade e a Selecção Portuguesa





"Suazo dará profundidade ao Benfica". Não é preciso ser-se um génio para o perceber, apesar de ter sido um génio quem o afirmou (Luís Figo).

Meses volvidos após a sua chegada a Portugal, já se percebeu que tudo Suazo mudou no Benfica. O Benfica de Nuno Gomes e/ou Cardozo e/ou Makukula na frente de ataque já não existe.

Definir uma estratégia para defrontar o Benfica era demasiado fácil. Linha defensiva 10,15 metros à frente da linha da área, médios todos bem próximos do sector defensivo (ainda no meio campo defensivo) formando-se um aglomerado de pernas num espaço muito curto de terreno. Muito raramente o Benfica encontrava soluções para se libertar e chegar com perigo à baliza adversária. No fundo, de que valia ter um rematador como Cardozo em campo, se se era forçado a jogar com ele a 30,40 metros de distância da baliza adversária?

Entretanto, chegou Suazo, e a estratégia que antes tantos frutos colhia (2007 / 2008 foi o ano em que o Benfica mais jogos terminou a zero), ruiu por completo.

Perguntem a Manuel Cajuda e a Lori Sandri se é boa ideia procurar assumir o jogo contra o Benfica de Suazo. E José Mota? Promoverá no próximo fim de semana, a subida da sua linha defensiva quase até ao meio campo, como o fez no jogo do campeonato contra Cardozo e Nuno Gomes, com os resultados que se conhecem? Aguardemos.

Imagine agora se Suazo fosse português. Não, nada mais falso. Os problemas com a ausência de avançados continuariam exactamente na mesma. Suazo português, lutaria com Simão por um lugar a extremo na selecção. O Avançado Centro, continuaria a ser Hugo Almeida. Parece que isso de marcar golos está muito sobrevalorizado. Se temos jogadores muito rápidos, potentes e de remate fácil, o ideal é afastá-los da baliza. A essência do futebol português é o drible. Não o golo. Não admira que alguns adeptos do Benfica peçam um 433, com Suazo a extremo.


P.S. - E entretanto, Hulk parece já saber o significado de "colega de equipa". Parabéns a Jesualdo, apesar de, para Givanildo, ainda haver um longo caminho a percorrer.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Isto é futebol!


Esqueça contenções, coberturas, equilibrios e concentrações. Foque-se somente na bola e nos jogadores de camisola vermelha.



Só a Liga Inglesa proporciona estes momentos, e não é de estranhar que não haja cadeira alguma por preencher em tais estádios, mesmo em jogos da Carling Cup.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Fica-te bem, Katso!


Ser capitão de equipa, é bem mais que servir de mestre de cerimónias. Envolve funções bem para lá do cumprimentar o árbitro e da escolha do campo. Sabendo que uma má opção para este cargo, acarretará, indubitavelmente consequências nefastas para a equipa, haverá critério mais traiçoeiro que o tradicional? (optar pelo jogador mais velho, mais antigo no clube ou ainda, pela "estrela" da companhia) Não me parece.

O capitão terá de ser alguém em quem o treinador sinta total confiança e ao mesmo tempo, que possua um estatuto, legitimado pela sua personalidade e indiscutível qualidade, reconhecida pelos colegas de equipa. Não creio no entanto, que o maior talento da equipa deva cumprir essa função. Aumentar ainda mais a responsabilidade a um jogador, nunca me parece o mais correcto. Ainda para mais, parece-me ser importante ter um capitão de equipa, que jogue numa posição que lhe permita ver o jogo de frente (um defesa, ou um médio centro), apesar de esse critério, tal como o da antiguidade, dever ser tido apenas como um "extra".

Quando penso num capitão, não consigo deixar de pensar que tem de ser alguem consistente, capaz de ajudar a equipa nas várias áreas do jogo, alguém com permanente domínio em termos de concentração, compustura e confiança. Alguém capaz de desenvolver o seu jogo debaixo de pressão e nas fases cruciais das partidas, algúem que imponha uma liderança altruísta e não egoísta. Alguém que cuide de si, procurando estar sempre no máximo das suas capacidades, e claro, que compreenda o jogo como ninguém, e que tente fazer com que os seus colegas atinjam esse mesmo nível de percepção.

Não sei se Katsouranis reúne todos os requisitos. Sei que é tido pela generalidade dos colegas, e por alguns ex treinadores como um jogador extraordinário e um modelo a seguir.

Não consigo deixar de ter a sensação de que, desde Jorge Costa, que no futebol português, nunca uma braçadeira tinha encaixado tão bem, em braço algum, como no de Katsouranis (apesar de perceber que não é ele o capitão). E já agora, o feeling, de que o próximo, daqui por uns bons anos, poderá ser Rúben Amorim.