sábado, 24 de Janeiro de 2009

À atenção de Quique


- Há vida para além de Suazo. Ter como única estratégia ofensiva, as transições rápidas, procurando as diagonais de Suazo entre os centrais adversários, é insuficiente;

- Com equipas que defendem HXH (Homem x Homem), as melhores soluções passam pelo aclaramento de espaços, explorando diagonais dos extremos, entre os centrais e laterais adversários;

- Ter o actual Pablo Aimar a receber a bola em zonas de pressão, não é boa ideia. Se falta quem conduza os ataques, porquê Aimar tão longe dessa tarefa?;

- Não alterando o sistema, não será importante ajustar a dinâmica? Mesmo em posse de bola, não seria benéfico ter 3 médios no corredor central, ocupando-se da largura no corredor mais longe da bola, o lateral? Seria apenas uma das formas de tornar a equipa menos susceptível aos ataques rápidos adversários;

- A equipa vê demasiados cartões amarelos, porque está demasiado exposta aos contra ataques. A dinâmica presente, como que incute 4 jogadores só para o processo ofensivo;

- Criticar jogadores por não disfarçarem no plano individual uma má estratégia colectiva é um absurdo. Fazê-lo publicamente é inaceitável;

- Cardozo, dentro das suas limitações, é um óptimo avançado. Um goleador notável. Não o enquadrar na equipa é um erro;

- Ao contrário da Liga Espanhola e Inglesa, em Portugal, uma grande percentagem dos golos, não surgem de transições rápidas. Isto porque, na Liga Sagres, as equipas optam por não se expor em demasia e sair para o ataque só pela certa;

- Ter ideias e procurar desenvolve-las é positivo. Não perceber o contexto onde se está inserido, e não procurar a evolução, mesmo que isso implique alterações nas dinâmicas ou sistema, poderá ser um caminho para o insucesso;

- Já foi mencionado que basear todo um processo ofensivo, num só jogador (Suazo) é um absurdo?;

- Ter no plantel jogadores com tanto empenho em cumprir objectivos, e não contribuir para isso, somente por teimosia, é inaceitável;

- Carlos Martins, mesmo só jogando 20 minutos por jogo, é bem capaz de perder 100 vezes a bola. Torna-se particularmente grave, quando as suas más decisões (a tentativa de fazer a meia lua a um jogador do Belenenses, num momento em que a equipa estava desiquilibrada no terreno, para além de ridicula, foi inacreditável. Mesmo para Martins.) são causadoras das melhores oportunidades do adversário;

- Perante equipas que defendem relativamente recuadas no terreno, e que não se expõem aos ataques rápidos, que soluções para além das bolas paradas? Não será importante a promoção de combinações ofensivas, que não visem exclusivamente o procurar do espaço vazio, nas costas da defesa? É que o Benfica actual dá a sensação de só conseguir adiantar-se no marcador de pontapé de canto ou de livre lateral.

terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Cresce Nani, cresce!





"Não tenho medo de nada. Nasci para jogar futebol".

Talento, velocidade e força. Melhorar as tomadas de decisão aproximará Nani do topo do mundo. E pensar que aos 16 anos jogava no Real Massamá.

P.S. - E continuo sem ter visto nada. Garante, quem, com Nani trabalhou.

sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

Moretto. Bem mais que um erro.








Dúvidas dissipadas.

Moretto continua sem capacidade mental para um clube do nível do SL Benfica. Parece ter perdido, de vez, a hipótese de ter sucesso num grande clube.

Jogadores há, que simplesmente, não têm o que é preciso.

quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

O caminho certo, por Paulo Bento


Alguns dados. Em 25 jogos oficiais, o Sporting não sofreu golos em 17. Notável. Dos 8 jogos em que consentiu golos, 2 foram contra o Barcelona, 2 contra o FC Porto e outro contra o Benfica. Excluíndo os jogos contra equipas dotadas de grandes individualidades no sector ofensivo, em 20 jogos, somente 3 equipas marcaram ao Sporting. O Trofense, de penalty. O Estrela da Amadora, num pontapé de recarga, e o Leixões, num remate de fora da área.

É comum afirmar-se, que as defesas ganham campeonatos e que estes são ganhos nos jogos contra os ditos "pequenos". O Sporting, não possuindo, em termos individuais, argumentos do nível dos rivais (até no sector defensivo!), começa a surgir como o principal candidato ao troféu mais desejado.

Mérito de Paulo Bento. Óbvio.

A equipa pode continuar a não transmitir a intensidade ofensiva que leva os adeptos a jogo. Essa mesmo ausência de chama, de imprevisibilidade parece ter conduzido os adeptos a uma crise de militância, quiçá, sem precedente no clube de Alvalade.

Indiferente a tudo isso, Paulo Bento, percebe que mais importante que ter os estádios cheios, é ganhar. Dotou a sua equipa de uma organização absolutamente fantástica. O Sporting parece ser, cada vez mais, uma equipa equilibrada em todas as fases do jogo. Nunca se expõe demasiado. Não é susceptível aos contra-ataques adversários, precisamente porque a sua organização, priveligiando os equilibrios, precavê, em todos os momentos, eventuais perdas da posse de bola. Contar o número de remates feitos à baliza de Rui Patricio, é sempe um exercício de fácil execução. O guarda redes leonino raras vezes é chamado a intervir.

O treinador do Sporting, identificou o caminho certo. Em Março ou Abril, também os adeptos terão essa percepção. Quem sabe, Alvalade não voltará a estar composto? Pelo menos, enquanto houver Liedson...

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Desencontro de Maradonas


Ainda antes da chegada de Diego, parte Leo. Raras vezes um cognome fez tanto sentido como o de Maradoninha, quando aplicado ao talentoso lateral brasileiro.

Leo, sempre foi um dos melhores do mundo no seu posto. Ter em Roberto Carlos, um concorrente na selecção canarinha, terá sido, porventura, o principal entrave à sua ascenção no futebol. Uma Taça das Confederações em 2005, foi tudo o que almejou ao representar o seu país.

Considerá-lo o defesa mais talentoso, que passou pelos nossos campeonatos, não me parece exagerado. Dotado de uma capacidade técnica que julgávamos só ao alcance dos "números dez", Leo rápidamente conquistou o coração dos adeptos do seu clube e a admiração de todos os outros. O seu toque de bola e as suas simulações de corpo, personificam o que de melhor o campeonato português teve na última década.

Depois de Simão, Miccoli e Karagounis, parte Leo. A "sociedade" que mais e melhor futebol produziu na ultima década, com a camisola do Benfica vestida. A ausência de um ponta de lança de nível, impediu esta quadra de ficar imortalizada na história do futebol português. Contudo, por mais anos que vivam, será difícil, aos adeptos do Benfica, esquecerem a avassaladora produção ofensiva que saía das botas dos "baixinhos".

Os anos passam. As capacidades físicas vão deteorizando-se progressivamente e Leo, foi deixando de ser útil ao seu clube. Apesar de não ter conquistado troféus (até à data), permanecerá na história do futebol português como um dos melhores estrangeiros que pisou os nossos palcos.

P.S. - A forma como se relacionou com os adeptos, foi, também, encantadora. Amanhã, quando colocar os olhos no relvado, Maradona não encontrará Maradoninha. Nem sabe o que perde.

segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Largura, Professor Jesualdo, Largura!





O video documenta uma das excepções. Repare no posicionamento de Rodriguez, permanencendo bem encostado à linha lateral, conferindo largura ao ataque do FC Porto, contribuindo para afastar da zona central o lateral do Trofense. Defendendo à zona, o mesmo lateral direito poderia estar perto de Lisandro no momento em que este é solicitado por Lucho.

Em suma, o bom posicionamento de Rodriguez (caso quase excepcional), garantiu espaço no corredor central para o FC Porto construir o seu melhor ataque na partida. E há que lhe conferir mérito por isso, ainda que não tenha tocado na bola.

A ausência de largura na fase de construção do jogo do FC Porto, tem sido um dos seus principais problemas. Provavelmente a causa para os nulos no Dragão, onde os adversários tendem a aglomerar-se no corredor central, atrás da linha da bola.

Rodriguez aparece demasaiadas vezes, sem bola, no corredor central. Partindo com bola no pé para o lateral, quando se pretende, exactamente o oposto. Este tipo de comportamento, facilita em demasia o cumprimento dos princípios defensivos ao adversário. Apesar das boas características individuais, da capacidade para dar velocidade ao jogo e da forma como aparece, com alguma excelência em situações de finalização, após ataques no corredor lateral contrário, em Cebola residem algumas lacunas no processo de construção do FC Porto. Particularmente contra equipas bem concentradas.

Depois, há Hulk. O brasileiro é um prodígio físico, com uma capacidade técnica invulgar. Marca golos espantosos e tem facilidade em situações de 1x1. Contudo, as suas permanentes más tomadas de decisão, sejam na ocupação dos espaços, ou nos timings para prender e soltar, e para quem soltar a bola, continuam a inviabilizar muitos ataques do FC Porto. Sempre que não marca, a sua acção é negativa, porque em termos colectivos o contributo é nulo.

P.S. - Que se passa com Tarik?

P.S. II - Percebe-se o porquê da adoração que Hulk e Rodriguez, são alvos por parte dos adeptos. São jogadores com traços individuais de eleição. Colocá-los no leque dos melhores estrangeiros que actuaram em Portugal, é absurdo. O futebol é um jogo de equipa (ainda que poucos percebam realmente o alcance desta premissa). E são os melhores colectivos que saiem vencedores.

P.S. III - Sabia que o FC Porto tem esta época, menos 7 pontos que na anterior? E que apesar de marcar muitos golos em determinados jogos, já terminou outros 4, sem marcar um qualquer golo? Só na Liga Sagres.

domingo, 11 de Janeiro de 2009

Old School.



Imagens passíveis de serem melhor interpretadas por maiores de 25.





Já perdemos Rui Costa e Zidane. Estaremos preparados para, daqui por uns anos, não ter Del Piero, Raúl, Figo, Maldini e Zanetti?

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Moreira, Moretto ou Quim?


Moreira foi tido como um jovem prodígio, e é inegável que desde muito cedo mostrou qualidades que fariam prever que tivesse uma duradoura e bem sucedida carreira na baliza do SL Benfica e até da Selecção Nacional.

Lesões várias, levaram-o à mesa de operações, de onde não voltou intacto. Parece mais lento, mais inseguro e não mais experiente, pois os anos foram passando sem que tivesse tido oportunidade de jogar com regularidade. Dos três, parece, o menos apto para o lugar.

Quim nunca convenceu os mais cépticos. Não é espalhafatoso e todos sabemos como isso prejudica a sua imagem, perante uma grande faixa de adeptos.

Não é um garante de segurança absoluta, mas tem qualidade. Contudo, não parece ser daquela espécie rara de Guarda Redes, de quem se diz "valerem pontos". Quim, defende o que tem de defender. Apesar de não ter uma boa leitura do jogo, faz o seu trabalho de forma regular e é a melhor opção se...

Moretto, parece ser, o melhor em termos técnicos, físicos (agilidade e velocidade) e até morfológicos.

A sua instabilidade mental, prejudica-o gravemente. No passado não soube lidar com a pressão. Jogou sobre brasas e não soube corresponder, minimamente, à altura das necessidades.

Face ao momento negativo dos colegas, pode ser visto como uma espécie de salvação. Se ele próprio interiorizar essa ideia, tem tudo para ser o homem certo. Até ao dia em que cometer um erro, e voltar tudo ao início...
Merece oportunidade.


P.S. - Sabia que numa sondagem da Gazzetta dello Sport, Rui Patricio estava no leque dos mais jovens promissores dos campeonatos europeus? E que era o único Guarda Redes na dita sondagem?

À formação do Sporting, só falta desenrascar um avançadozito para a selecção portuguesa...

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Cajuda - 0 - Profundidade - 4 -


Guimarães. Quarta Feira, 8 de Janeiro. Ao 4º jogo frente aos grandes, Manuel Cajuda e o seu Vitória 08 / 09, averbaram a 4a derrota (seria 5 em 5, se contassemos com o jogo de pré-época com o Benfica).

A Manuel Cajuda, jamais se poderá apontar o "defeito" de ser um treinador defensivo. Porventura, apelidá-lo de astuto, poderá, também, não corresponder à realidade. Concordo que se todos os treinadores tivessem somente, preocupações ofensivas, o jogo de futebol poder-se-ia tornar, eventualmente, mais interessante. Pessoalmente, em jogos a eliminar, torço sempre por empates, só para poder ver golos em catadupa. Ainda que apontados de grande penalidade.

Respeito demasiado, quem assenta toda a sua filosofia numa cultura de posse de bola, de ataque organizado (quem não ama o Barcelona?). Porém, admiro mais, quem usa a astúcia para perceber as suas potencialidades e acima de tudo, as suas limitações.










O Vitória 08 / 09, perdeu Geromel e Sereno. Dois dos centrais mais rápidos da Liga Portuguesa, da época passada. O conceito de procurar defender o "mais alto" possível no relvado, é louvável e em determinado contexto, bastante positivo. Mas, será uma boa estratégia para este Vitória? E em que jogos deve procurar fazê-lo?

segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Quique Flores. Pelo menos 3 pontos depois.


Com reflexão natalicia ou não, Quique Flores voltou com as mesmas ideias, relativamente ao sistema e ao modelo de jogo.

Tornou-o claro, quando na antevisão da partida na Trofa, afirmou "precisamos dos melhores jogadores para termos um melhor controlo do jogo". Apesar de tal afirmação, e mesmo sabendo-se do castigo de Katsouranis, ninguém consegue perceber o porquê de um meio campo formado por Carlos Martins e Bynia. Juntar dois jogadores incapazes de fazer um simples passe, nunca pode ajudar.

Após a derrota, Quique referiu que a equipa iria mudar a sua forma de jogar. Não creio que as ideias de Flores sejam más. Apesar disso, por esta altura, Quique parecia ser o único a não perceber que as suas concepções, no contexto actual do SL Benfica e da Liga Sagres, não estavam a contribuir para o sucesso da sua equipa.

Após afirmar que o Benfica iria mudar, não posso deixar de pensar, que no mínimo o deveria ter feito com uma jornada de antecedência. Haveria melhor momento que a pausa natalicia, para ter ponderado seriamente nos progressos que vinham a ser feitos?

O melhor caminho, será, possívelmente, o salvaguardar das dinâmicas possíveis, enquadrando-as num sistema táctico mais seguro, que possibilite uma maior segurança defensiva, assim como uma melhor gestão da posse da bola.

P.S. - Quão injusto é considerar que os jogadores do Benfica têm denotado falta de atitude. Não tendo dados objectivos, creio que são eles, os jogadores da Liga que têm mais kms nas pernas. O que não é bom sinal, diga-se.

P.S. II - Sabia que os melhores anos da carreira de Reyes foram como avançado, ou como 2ndo avançado?

domingo, 4 de Janeiro de 2009

Liedson. Sempre ele.





Há coisas dificeis de explicar. Liedson é uma delas. Não é muito evoluído tecnicamente, fisicamente vale pela agilidade (agora que não é tão veloz) e se lhe traçarmos o perfil, característica por característica, apenas o seu gesto técnico ao cabecear é soberbo. Mas, depois, há o handicap de não ser muito alto.

Mas, Liedson vale pelo inexpelicável. Ninguém consegue explicar bem o porquê, mas o Levezinho continua a resolver jogos, atrás de jogos, com golos plenos daquela "ratice" que parece não se poder treinar. E nem se pode dizer que a estratégia de Paulo Bento seja criar lances para Liedson. Ele, pura e simplesmente, aparece...

Os adeptos do Sporting agradecem.

sábado, 3 de Janeiro de 2009

Machado, Jesus e os entraves à sua ambição

Ponto prévio. Dissertar sobre o valor teórico de um treinador, salvo raras excepções, é um exercício essencialmente especulativo, isto se não se teve a oportunidade de presenciar o trabalho semanal do mesmo, ao longo de determinado período de tempo.

A Organização, os bons princípios e boas ideias, sempre me pareceram ser apanágio das equipas orientadas por Jorge Jesus e Manuel Machado. Independentemente das evidentes limitações orçamentais.

Essa percepção, permite-me concluir que tais treinadores possuem, no mínimo, alguma sapiência táctica. Jorge Jesus, apregoa possuír bem mais do que somente "alguma". E eu concordo. As suas equipas, sempre foram colectivos, e não, soma de individualidades. Os estágios em Barcelona, foram uma grande mais valia na sua carreira.

Na percepção que têm sobre o jogo, parecem-me ser do melhor que temos pela Liga Sagres. Sendo legitimo, a ambos, o "sonhar" com uma proposta de um clube de nomeada.

Há, no entanto, um factor, absolutamente decisivo, a melhorar, se pretendem que a sua "candidatura" seja tomada como algo de sério. Factor comum a ambos.
A linguagem.

Jesus, autentico "Richard Gere de Alfama" dificilmente seria levado a sério por jogadores extremamente bem pagos, com a sua linguagem absolutamente descuidada. Ao primeiro revés, o "jogámos muitá bem" não seria tido como um discurso de bom tom. Os próprios jogadores, cada vez mais, vão tendo (nos bons clubes) treinadores ao longo da sua formação, que se preocupam com a forma como expõem as suas ideias. Encontrar uma realidade totalmente oposta, seria no mínimo motivo para chacota.

Machado, na sua tentativa de se demarcar dos treinadores da "velha guarda", os tais que agem por instinto, e não por conhecimento, adopta um discurso absurdo. Na tentativa de parecer um "bom falante", Machado não percebe que não se expressa com mais qualidade que qualquer outro. Apenas o faz de forma diferente. Trocar "ultimo lugar", por "posição terminal da tabela", não é uma questão de falar melhor. É apenas diferente. A forma abusiva como tende a complicar todas as ideias que pretende expor, usando um discurso diferente, mas não melhor, tornariam-o demasiado susceptível às brincadeiras dos atletas com estatuto elevado. Tal, seria sempre o princípio do seu fim.

Ao treinador, exige-se, cada vez mais, competências, bem para além do conhecimento táctico. Particularmente em clubes demasiado populares. Compreendê-lo, em vez de passarem a vida com lamentos sobre a sua nacionalidade ("O que é estrangeiro é que é bom" dizem), poderá levar alguns treinadores nacionais, a melhores clubes. E Jesus, bem parece ter conhecimentos para algo mais.