quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

5 golos, erros vários




0 - 1. Por momentos, Polga parece perceber a melhor solução para impedir Ribery de fazer golo. Parece deslocar-se para realizar a cobertura defensiva a Tonel. Com a mudança de direcção de Ribery, Polga erra ao sair para a contenção, quando Tonel ainda não estava batido. procurando ele próprio cortar o lance. Deveria ter-se deslocado para trás de Tonel. Para além de errar no timing da contenção, ainda derruba o colega, impedindo-o de perseguir Ribery.




0 - 2. Apesar da momentânea situação de 1x2, Caneira, deveria ter feito a contenção mais próximo de Oddo. Dar tanto espaço, permitiu a Oddo colocar a bola onde pretendia. Tonel, que foi solução, pela sua altura e impulsão, falha no posicionamento. Poderia ter atacado a bola de forma diferente. Talvez tenha confiado demasiado no seu poder de impulsão.




0 - 3. E ainda há quem considere Rochemback jogador de futebol.




0 - 4. Repare no comportamento de Rochemback ao longo de todo o lance. Uma situação clara de 1x1, com o maior fantasista do Bayern (Ribery), e Rochemback, permanece alheado desse facto ao longo de toda a jogada. Deveria ter realizado a cobertura defensiva, bem mais próximo de Pereirinha, criando uma situação de 1x2 com o francês.



0 - 5. Por onde começar?


P.S. - O Lateral Esquerdo não teve oportunidade de ver o jogo. Somente os lances dos golos. Estranha-se o 11 inicial de Paulo Bento. Simon de fora, Caneira e Tonel (ainda que se perceba a ideia) de início? Ainda que tal, nada justifique, como mencionou Paulo Bento.

terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Desperdício em Madrid


FC Porto em Madrid. Bom resultado para as aspirações portistas. Mau resultado, em função do futebol produzido.

Em Madrid, uma exibição colectiva soberba, só poderia ter sido manchada por dois incríveis erros individuais.

Tendo o FC Porto nos seus defesas laterais, o seu ponto mais débil, e defrontando uma equipa com executantes do nível de Simão Sabrosa e Maxi Rodriguez nos corredores laterais, poderia supor-se que seria esse um factor de desnível na partida.

Nada mais errado. Jesualdo pertence a uma espécie, ainda rara, de treinadores em Portugal, que não entende o jogo como um conjunto de 10 duelos. O seu FC Porto é um colectivo, onde todos devem defender e atacar. A sua zona defensiva, assente em principios bem definidos, possibilita uma enorme entreajuda em todos os momentos. Ao longo de todo o jogo, Meireles, Lucho e Fernando foram enormes, no garantir das coberturas a Cissokho e Sapunaru.

Garantida a segurança defensiva, em todos os espaços do campo, ao FC Porto bastaria esperar pelos timings correctos para colocar em prática a sua rápida transição defesa-ataque e beneficiar de todo um meio campo ofensivo entregue, em vários momentos, somente a 4 defensores espanhois, que tentavam impedir as cavalgadas dos fisicamente poderosos Hulk, Rodriguez e Lisandro.

Após o jogo em Madrid, parece correcto afirmar-se que apesar de estar muito próximo do apuramento, o FC Porto só por extrema ineficácia na finalização e por dois erros individuais, não resolveu, desde logo, a eliminatória.



Cissokho tem demonstrado enormes limitações de ordem táctica. Habituado a pensar em referências individuais, mantém-se demasiado longe de Bruno Alves (que também poderia e deveria ter-se posicionado de forma diferente), não encurta o espaço e é surpreendido pela diagonal de Maxi Rodriguez. Decisiva também, a má abordagem de Rolando, que oferece o corredor central, ao portador da bola, enquanto faz a contenção.

Jesualdo referiu publicamente as limitações que Cissokho tem na vertente táctica do jogo. Essencialmente na ocupação do espaço defensivo. Mencionou também, que essa situação não o preocupa, pois o seu FC Porto tem sido um clube, para além de treinar, capaz de ensinar os seus atletas, mesmo no escalão sénior. Esperemos pelos progressos do francês. Se Jesualdo potenciou tantos outros, porque não alguém fisicamente tão apto?


P.S. - O Atletico é só isto?

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Liedson.

Levezinho dá dimensão ao Sporting. Sem ele, por maior organização que demonstre, o Sporting não parece capaz de chegar aos golos e às vitórias. Demonstrar superioridade não é suficiente. Liedson, no Sporting actual, é quem materializa a superioridade exibicional da equipa em golos e vitórias. Fantástico.

MENOS

Ligação entre sectores (Defesa - Meio Campo) do SL Benfica.

Da incapacidade de encurtar o espaço de jogo aos médios e avançados leoninos, resultou uma derrota, e uma exibição altamente confrangedora do SL Benfica. O sector defensivo, também por culpa própria, ficou demasiadas vezes, entregue a si próprio, perante a incapacidade de jogar próximo dos médios.

MAIS OU MENOS

Óscar Cardozo.

Demonstrou que possuí qualidades únicas, que o deveriam tornar titular no seu clube. Porém, considerar que deve jogar em detrimento de Suazo é um absurdo. Pelas suas características únicas, o hondurenho é bem capaz de ser o jogador mais importante no SL Benfica.

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Golos, muitos golos!


Quando vê futebol, o seu único intuito é ver golos? Muitos golos?

A pensar em si, o Lateral Esquerdo recomenda todos os jogos do Real Bétis.

Possuir em simultâneo Ricardo e Nélson, num onze a competir na Liga Espanhola, é uma mistura absolutamente explosiva!

Divirta-se.



P.S.- Dos 6 golos do Real Madrid (todos obtidos no primeiro tempo), parece que houve um que não nasceu no seu corredor lateral esquerdo...

sábado, 21 de Fevereiro de 2009

O suspeito do costume


Por mais miticos que se possam considerar todos os derbys, um Sporting - Benfica, será, eternamente, o mais interessante jogo do planeta.

Reza a lenda, que o vence, quem parece partir em desvantagem. Foi assim nos 7-1, nos 3-6 e em quase todos os outros.

O derby de 2008/2009 não podia ser diferente. Em termos teóricos, Benfica em vantagem. A obrigação leonina de vencer o jogo, permitia ao Benfica apresentar-se da forma como se sente mais confortável. Linha defensiva nas imediações da sua área, médios próximos do sector defensivo, encurtando o espaço. Bastaria esperar pelo momento oportuno, para esboçar as saidas rápidas para o ataque, conduzidas por Aimar ou Reyes, explorando a profundidade de Suazo.

A desvantagem no resultado, tornou visiveis, mais uma vez, todas as insuficiências do Benfica de Quique Flores. No momento em que procura assumir o jogo, o Benfica fá-lo, com demasiada gente à frente da linha da bola. Eventuais perdas da sua posse, tornam a equipa demasiado susceptível aos contra-ataques adversários. Ao longo de toda a segunda parte, as situações de 5x6, 4x5, com todo um meio campo para jogar, foram-se sucedendo. Da intenção de encurtar o espaço, nada resultou. A defesa não se sentia confortável a subir a linha, para aproximar dos médios e os médios não tinham capacidade para encurtar os espaços, após as perdas de bola.

Da capacidade técnica de Izmailov e Vukcevic, da disponibilidade de Moutinho, da mobilidade fantástica de todo o ataque do Sporting (Quique havia referido, que nessa apreciável característica, residia grande parte do poderio leonino) e da incrível capacidade goleadora de Liedson (sempre ele, claro) surge uma vitória inteiramente justa.

P.S. - No colectivo reside a virtude do Sporting de Paulo Bento. Mas, alguém consegue imaginar um Sporting acutilante sem Liedson? E se tem estado presente em 3 das 4 derrotas que o Sporting averbou? Poderia ter sido diferente?

P.S.II - Perder no Estádio do Dragão, trará o Sporting, de novo, à estaca zero.

P.S.III - Não enquadrar Cardozo na equipa é de loucos.

terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Fábio Coentrão. Ajuda-o, Rui Costa.


Fábio Coentrão é um jogador cheio de talento e velocidade. As razões para o seu insucesso no SL Benfica e no Real Zaragoza, parecem ter por base alguma rebeldia, usual em jovens da sua idade. Particularmente os famosos e bem pagos.

O regresso a Vila do Conde, mistifica um certo simbolismo. Fábio parece dar a entender que ainda não desistiu do futebol. Para Coentrão, seria importante que Rui Costa lhe demonstrasse que o futebol também não desistiu de si.

Coentrão é bastante limitado em termos tácticos. Não compreende e não cumpre vários principios de jogo. Essencialmente os defensivos. Permanecer a ser orientado pelos Carlos Britos da nossa Liga jamais contribuirá para a sua evolução. Coentrão precisa de voltar ao Benfica, e ser treinado por quem lhe ensine, tudo o que não aprendeu na deficiente formação que foi tendo em Vila do Conde. Nos escalões de formação, Fábio valeu-se sempre do talento. No futebol sénior, é preciso bem mais.




Pare a imagem ao sétimo segundo. Fábio deveria ter-se colocado entre Miguel Lopes e a sua baliza, garantindo assim a cobertura ao seu lateral. Permaner preso a referências individuais (quem sabe, seguindo indicações do seu treinador), facilitou em demasia a tarefa a Hulk, e quase valeu um golo ao adversário.


P.S. - Da decisão do SL Benfica sobre o futuro de Fábio, depende toda a sua carreira. E não, a melhor decisão não é garantir um clube onde possa jogar. A melhor decisão é colocá-lo onde possa aprender. Jogando, ou não.

Ribeiro. Após 100 jogos na Liga.



Parece incrível como após 100 jogos na Liga, Jorge Ribeiro ainda não tenha aprendido a ocupar o espaço defensivo. É certo que ter em Jaime Pacheco uma referência, nunca é um bom pronúncio. Contudo, mais de meia época volvida, com Quique, é confrangedor perceber que Jorge Ribeiro não evoluíu nada. Ao contrário de todos os seus colegas de sector.

O não cumprimento de Leo com as ideias de Quique (não abdicava de dar profundidade no corredor lateral. Quique pretendia, em muitos momentos, que servisse somente de apoio ao ala, portador da bola) conduziu Jorge à sua estreia em Paços, numa exibição horrososa.

Batido em quase todas as situações. Umas fruto do seu mau posicionamento (sempre muito afastado de Sidnei, consentido as diagonais do extremo adversário), outras por ser driblado (essencialmente por más abordagens aos lances). Na Mata Real valeu Sidnei, autêntico pronto-socorro, sempre muito forte nas coberturas, a páginas tantas, parecia ser o defesa esquerdo.

Contudo, a sensivelmente 15 minutos do término da partida, Ribeiro, num momento de inspiração, fruto da sua melhor característica (o bom pé esquerdo), obtém um golo notável. Seguem-se Sporting e Nápoles, equipas que habitualmente não jogam com extremos, que pudessem explorar a grande lacuna de Ribeiro (o deficiente posicionamento). o Benfica vence, Ribeiro ganha confiança e vai somando jogos. Mais do que aqueles que a sua qualidade fariam supor.

Porém, uma volta volvida, o mesmo Paços de Ferreira volta a colocar bem latentes, as fragilidades de Jorge Ribeiro. Que vão bem para além da sua lentidão de processos.



No primeiro momento, o seu erro tipico. Permance demasiado sobre o corredor lateral, mais afastado de Sidnei do que o que seria expectável. Erro que permitiu ao Paços solicitar uma diagonal do extremo. Num segundo momento, enquanto Sidnei realiza a contenção, preocupa-se erradamente com uma linha de passe e não realiza a cobertura defensiva, que lhe teria permitido, sair para a contenção, ao autor do golo.


P.S. - Bom jogo do SL Benfica, em termos de segurança nas transições ataque-defesa. Tirando um ou outro deslize (que terminaram invariavelmente em ocasião de golo, ou golo), pareceu ser o jogo em que o Benfica menos ataques e remates consentiu. Apesar dos dois golos sofridos.

quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Benfica. Perderam-se dois pontos, ganhou-se uma equipa ?


Não.

Por incrível que pareça, a exibição do SL Benfica no Estádio do Dragão, surpreendeu meio mundo. Num estádio, onde o FC Porto tem por hábito ser dominador, controlador e ganhador, o SL Benfica esteve sempre mais próximo da vitória.

Motivos para ficar incrédulo? Não.

O jogo no Dragão, tal como, eventualmente, os proximos dois jogos a disputar com o Sporting, são jogos à medida do Benfica de Quique Flores. A menos que Paulo Bento surpreenda.

Sector defensivo muito próximo dos médios, encurtando o espaço de jogo a Hulk e Rodriguez (cujas prestações são sempre menos decisivas, quando o adversário defende à zona, garantindo as coberturas). Excelente exibição de Katsouranis e Yebda, na ocupação dos espaços e no cumprimento dos principios defensivos do jogo. Tanto nas contenções aos médios adversários, como nas coberturas aos seus laterais e quatro médios que souberam sempre criar as tais duas linhas de quatro a defender, que parecem ser apanágio das equipas de Quique, tornaram o Benfica demasiado forte no momento defensivo do jogo e retiraram soluções atacantes ao FC Porto.

Com as saídas para o ataque, por pontapé longo, direccionado para longe da zona de intervenção de Bruno Alves, sempre que o FC Porto estava organizado, Quique garantiu, tal como já fizera em Guimarães, por duas vezes, que a equipa não era apanhada em contrapé (com demasiada gente à frente da linha da bola. Nomeadamente os quatro da frente).

Defendendo bem, acautelando sempre as transições ataque-defesa e com individualidades com o nível de Suazo, Aimar e Reyes na linha ofensiva, o Benfica só por mera infelicidade não saiu líder da cidade do Porto.

Desengane-se, contudo, quem exaspera optimismo. As dificuldades continuam as mesmas, e não pode afirmar-se que a equipa tenha evoluído. É que, o grande problema do Benfica de Quique, torna-se notório quando a equipa tem de assumir o jogo. Ao Benfica faltam soluções, quando os adversários defendem recuados no relvado e se acantonam na sua defesa. Definir e treinar combinações ofensivas e enquadrar Cardozo na equipa, poderá ser a solução para um salto qualitativo, no Benfica de Quique Flores.

P.S. - A condição física de Aimar continua a subir. Eleve os patamares físicos, e ainda estará a tempo de se tornar o melhor jogador da Liga Sagres. Ainda muito poucos, percebem o verdadeiro valor, de um jogador perfeito em termos técnicos e tácticos (na vertente da ocupação de espaços e na tomada de decisões).

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Sporting. A defesa de Paulo Bento.


Sétima derrota da época. A sexta contra uma equipa com individualidades muito interessantes na frente de ataque.

É indesmentivel que Paulo Bento construiu uma equipa bastante coesa e bem organizada. Mas, como competir contra adversários com jogadores bastante melhores?

Ao longo desta época, os insucessos do Sporting, parecem sempre, mais associados à falta de qualidade individual, do que propriamente à ausência de um colectivo forte.

Por mais cumpridora que a equipa seja em termos tácticos, como pode o Sporting impor-se em determinados jogos, tendo na sua linha defensiva jogadores com a qualidade de Abel, Caneira ou Veloso, ou com a inexperiência de Daniel Carriço? Isto sem referir a qualidade do médio defensivo, sempre que é Rochemback ou Veloso que ocupam essa posição.




A forma como Rochemback (parece mais lento e mais pesado a cada dia que passa), recupera no terreno, com o intuito de procurar pressionar o portador da bola, é confrangedora. Daniel Carriço, foi ultrapassado com demasiada facilidade, ao longo de todo o jogo. Fosse por Renteria, ou neste caso, por Aguiar. Polga, precavendo a sua pouca velocidade, foi baixando no terreno. Erra, ao manter-se demasiado longe de Carriço, quando este faz a contenção a Aguiar. Miguel Veloso, a lateral, tem a leitura táctica de um miudo de 12 anos. No momento em que Luis Aguiar recebe a bola, deveria ter-se aproximado, o mais rápido possível de Polga. Tivesse cumprido o principio da concentração, e dificilmente o lance resultaria em golo. Mesmo com más abordagens individuais de toda a gente.

Parece ser demasiado fácil criticar Paulo Bento. Mais complicado é perceber que luta com armas desiguais. Ainda para mais, sem Liedson.

P.S. - Curiosidade. O Sporting averbou, até à data, quatro derrotas na Liga Sagres. Em três, não pôde contar com Liedson.

P.S.II - O Braga de Jorge Jesus, continua a ser a mais admirável equipa da Liga. Mesmo jogando com os rejeitados do FC Porto.

domingo, 8 de Fevereiro de 2009

Quaresma e as tomadas de decisão


Perceber que Quaresma é tecnicamente e físicamente um atleta de nível mundial, está ao alcance de todos.

A irregularidade, a ausência de disponibilidade para se entregar ao jogo, ou o incumprimento táctico no plano defensivo, são os defeitos apontados, e usados como explicação, sempre que Quaresma não é bem sucedido.

Porém, o handicap de Quaresma, vai muito para além da entrega, ou do incumprimento táctico. Da acomodação. Quaresma é um jogador bastante sofrível numa das vertentes mais importantes do jogo moderno. As tomadas de decisão.

A ausência de percepção dos momentos em que deve prender, ou soltar a bola e para quem soltar. A indefinição nos timings com que efectua as suas acções, prejudicam-o e não raras vezes prejudicam a sua equipa. As suas limitações na parte táctica do jogo, prendem-se, essencialmente, com o raciocinio. Não com a ocupação de espaços.

Contudo, Quaresma é tão dotado tecnicamente, que várias vezes, mesmo tomando a opção incorrecta, é bem sucedido. Agora imagine, se alguém com tamanha qualidade, tomasse boas decisões.



Pare a imagem no segundo 13. Situação de 4x1. As probabilidades de o lance terminar em golo, se resolvido da forma mais eficiente, poderão estar bem próximas das 99%. A resolução é fácil. Quaresma só tem de "atacar" o adversário directo, e fazer o passe (para qualquer um dos colegas, uma vez que tem soluções à sua direita e esquerda) para as costas do defesa. de 4x1, a situação passará a 3x0+GR, e quem recebeu a bola após encarar o GR, só tem de a endossar ao colega que vai correndo ao seu lado.

Agora, imagine. Em 10 lances, resolvidos da forma como Quaresma o fez, quantos terminarão em golo? 4,5? Eventualmente 6?

Ao longo de cada jogo, Quaresma vai somando más decisões. Algumas (como esta), são disfarçadas com lances de génio. Outras, prejudicam toda a envolvência atacante da sua equipa. Sempre que não obtém um golo, ou uma assistência, a exibição de Quaresma aproxima-se do zero, pois, por certo, que também não contribuiu com mais nada.

Consiga percebê-lo, e não se sentirá tão injustiçado, por ser sempre preterido em função de Simão, e até de Nani.

P.S. - Tivesse resolvido da forma mais eficiente, o lance documentado no video, Quaresma teria somado menos um golo na sua época. Tão pouco seria sua, a assistência. Percebe agora, como podem ser tão enganadoras tais estatisticas?

sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Quaresma. Desafio aos leitores.






Observe o video. Lá encontrará a razão que impede Quaresma de dar o salto para níveis qualitativos bem superiores. Ainda que poucos o consigam perceber.

Ajude Ricardo Quaresma. Identifique o que o limita. A discussão prossegue na caixa de comentários.

domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Rodriguez. E vão 6.





Sexto golo na liga, em 16 jornadas. Marca muito interessante.

Christian Rodriguez, continua com algumas limitações tácticas. Não perceber, ou não aplicar conceitos como largura, ou princípios como a progressão, limitam-o. Perante equipas bem organizadas defensivamente, a tendência de Cebola para permanecer em todos os momentos no corredor central, não raras vezes, acaba por beneficiar o adversário.

Contudo, Rodriguez denota traços importantes. Para além da visível boa capacidade técnica e física, Cebola tem uma enorme facilidade para aparecer em zonas de finalização, essencialmente após cruzamentos provenientes do corredor lateral oposto.

Na Liga Sagres, muitas, continuam a ser, as equipas, que optam por organizar o seu método defensivo em marcações individuais. É, aliás, esta forma preferencial de defender de muitas equipas portuguesas, que potencia as capacidades de alguns extremos, com facilidade e qualidade para surgirem em zonas de finalização.

É que, perante equipas que defendem HxH, nada como explorar o espaço existente entre os centrais e os laterais.

Em Belém, Quique não o percebeu. Jesualdo e Rodriguez, uma semana depois, mostram como se faz.

P.S. - A evolução de muitos dos futebolistas do FC Porto, é notória. Goste-se, ou não, Jesualdo é o principal rosto das melhorias.

Terás sempre o Mantorras





Velocidade, capacidade técnica, força e potência. Muita potência. Tudo Mantorras tinha. Do Benfica para o mundo, seria um ápice.

O joelho cede. Da enorme promessa do futebol mundial, nada sobra. Somente uma inexplicável aura.

Ao Benfica, chega Quique, Pako e Suazo, que se junta a Cardozo. Pedro parece, de vez, ter perdido o seu espaço na equipa. A sua qualidade e capacidade física não se coaduna com a de um atleta de alta competição. Como pode alguém com aparentes problemas de locomoção, ser futebolista?

Ninguem sabe ao certo. Certo, é que no Benfica, quando tudo o resto parece falhar, há sempre uma última alternativa. A do misticismo. Por momentos, Quique e Pako, colocaram de parte tudo em que acreditam... e resultou.

Quem souber explicar...