terça-feira, 31 de Março de 2009

Descubra as diferenças



94 / 95 / 96

Benfica de Artur Jorge

Amaral
Paulo Pereira
Nelo
Tavares
Paiva
Rui Esteves
Hassan
Marinho
Marcelo
Paredão
Luis Gustavo
Mauro Aires
King


2008 / 2009

Selecção Portuguesa de Queiroz

Eduardo
Nélson
Rolando
Gonçalo Brandão
Edinho
Hugo Almeida
Daniel Fernandes
Beto
Duda
Yannick Djaló
Carlos Martins
Antunes
Tonel
Orlando Sá

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Fábio Coentrão

Os golos contribuem para o incremento da confiança. Para um atleta jovem e talentoso, o factor emocional é decisivo. Continue a denotar vontade de mudar e evoluír, e Fábio terá argumentos para se fixar no plantel do SL Benfica na próxima época. Tanto talento, não pode ser desperdiçado.

MENOS

Carlos Queiroz

A convocatória para uma partida absolutamente decisiva, já conduzia o comum adepto a um estado de pessimismo. A equipa escalada, e as substituições efectuadas apenas confirmaram o pior cenário. Queiroz parece não ser solução, e cada vez mais, torna-se um problema. Pelo meio, o castigo a Pereirinha e Rui Pedro. Uma terrível decisão, que parece comprovar que o passar dos anos não tem sido um processo benéfico para o seleccionador nacional.

MAIS OU MENOS

Cristiano Ronaldo

Em versão menos egoísta, torna-se melhor jogador e mais útil à selecção nacional. Ainda assim, insuficiente para conduzir Portugal até aos 3 pontos. As suas declarações, antes do jogo, foram indignas de um capitão de equipa.

domingo, 29 de Março de 2009

À atenção de Queiroz

- É possível que contra equipas cuja principal característica é a força e a cultura táctica, a melhor opção, seja apostar no talento, e não procurar equilibriar em centímetros e força;

- É possível que o 11 que terminou a partida seja um absurdo. Mas, podia ser pior. Faltaram Ricardo Rocha e Tonel a extremos;

- É possível que substituir Tiago, um médio talentoso, com capacidade para desiquilibrar em termos ofensivos, tenha sido uma enorme asneira;

- É possível que continuando a apostar em Hugo Almeida, Portugal continue outros 270 minutos sem marcar golos;

- É possível que abdicar de Quaresma e Miguel nas convocatórias seja estúpido. Que se segue? Nani começa a jogar pouco no Man Utd, e veremos Zé Manel e Luis Filipe na selecção?;

- É possível que Nuno Gomes, possa ser, bem mais útil que outros avançados que têm feito parte das convocatórias. Não sendo um bom finalizador, tem a capacidade de compreender muito bem o jogo, e conseguir, como ninguém, espaços para os colegas. Os extremos agradeceriam;

- É possível que não explorar o talento de Nani, num jogo que desde cedo se percebeu que poderia terminar a zero, tenha sido uma decisão estapafúrdia;

- É possível que as convocatórias e onzes elaborados, na tentativa de agradar a alguns críticos, com os quais Scolari nunca se preocupou, tenham sido o principal factor para o insucesso;

- É possível que um castigo federativo, a Carlos Queiroz fizesse mais sentido, que os castigos a Rui Pedro e Pereirinha;

- É possível que não voltemos a ter, novamente, a dirigir a selecção, quem não ceda a pressões e interesses. Com os custos que já sabemos.

quinta-feira, 26 de Março de 2009

segunda-feira, 23 de Março de 2009

Mais e Menos da Semana



MAIS

Lucho e Raul Meireles

Reside na excelente capacidade táctica, seja na ocupação dos espaços ou ao nível das tomadas de decisões dos médios portistas, o principal segredo para o sucesso do colectivo de Jesualdo Ferreira. Lucho e Meireles, são exemplares no plano defensivo e igualmente cumpridores no momento ofensivo do jogo. Juntos, são meia equipa.

MENOS

Vitor Pereira

Nomeou Lucilio Baptista para uma final. Independente do modo como decorresse a final, seria sempre um erro inaceitável.

O histórico de Lucilio fala por si. Contudo, restringir a arbitragem a um único minuto, é um erro. Antes do minuto 73, o chorrilho de asneiradas já era demasiado elevado, para ser esquecido por uma única besteira. Naquele momento, já o jogo deveria estar reduzido a um 10 X 7 ou 8. E nunca um 11 x 11.
O final da carreira de um dos mais habilidosos árbitro de que há memória, será motivo de regozijo para (quase) todos.
MAIS OU MENOS
Quique Flores

Não corrigiu os problemas colectivos no SL Benfica. O futebol praticado, demasiado vertical, continua muito áquem do que seria de esperar. Teve, no entanto, na decisão de colocar Aimar onde mais pode render neste sistema táctico, uma excelente ideia.

O argentino foi o melhor jogador do Benfica e foram dos seus pés que sairam quase todos os lances de perigo encarnado. Jogando longe das zonas de pressão adversárias, com tempo para enquadrar com a baliza adversária, Aimar é um desiquilibrador.

sexta-feira, 20 de Março de 2009

A responsabilidade e a selecção



As convocatórias de Luiz Felipe Scolari, para a selecção nacional foram sempre extremamente criticadas. Dizia-se que o brasileiro não convocava quem estava em "melhor forma". Felipão acabou por ficar célebre por ter um grupo previamente definido (praticamente só de atletas habituados a uma cobrança máxima) e por raras vezes o alterar.

Esta forma de pensar e actuar foi sempre a principal critica apontada a Scolari. Apontada por quem não tem a minima noção do que se passa num campo de futebol, claro.

Para uma equipa que se encontra de meses a meses, e somente com oportunidade para cumprir 4,5 treinos, criar uma dinâmica colectiva, através dum modelo de jogo (desde o método defensivo, às transições e combinações ofensivas, passando por simples timings para a realização das acções) dominado por todos os jogadores, é algo que só é possível, se o grupo não sofrer mutações.

Só na mente de quem nunca esteve no terreno, é possível alterar convocatórias e ainda assim manter a performance colectiva.

Estranha-se por isso as convocatórias de Carlos Queiroz. Pior. Para além das constantes mudanças que introduz no grupo de trabalho, que poderão atrasar irremediavelmente a criação de um colectivo na selecção nacional, Queiroz, quem sabe na tentativa de conquistar a comunicação social, tem optado por incluir no grupo, jogadores que se diz, estarem num bom momento, em deterimento de outros, com mais experiência e habituados a um tipo de cobrança bem mais exigente.

A opção por jogadores pouco habituados à exigência máxima de vencer, de vencer sempre, acabará por tornar-se fatal. Por mais que o povo e o Rui Santos garantam que é quem está melhor no clube que deve jogar, essa não é a melhor opção.

Ao optar por esta via, Queiroz está a esquecer um factor de rendimento absolutamente indispensável ao sucesso. O Psicológico. Jogadores como Eduardo, Beto, Duda, Gonçalo Brandão, entre outros, recentemente internacionais, nunca experimentaram tais níveis de exigência. Nunca entraram em campo com a responsabilidade de não poder falhar.

Quando o vento não estiver de feição, quem assumirá a responsabilidade?

O factor mental é absolutamente decisivo ao mais alto nível. Quem garante que muitos destes jogadores estão ao nível da exigência? Quantas contratações dos clubes ditos grandes já falharam, pela incapacidade de se perceber este factor? A capacidade de lidar com a pressão, que só existe onde a exigência é máxima é algo que não está ao alcance de todos.

Felizmente que quando Lino, Adriano, João Paulo, Alan, Jorginho, Rossato, Moretto, Manduca, Luis Filipe, Beto, Carlitos, Wender e João Alves realizaram épocas muito interessantes, antes de chegarem ao SL Benfica, FC Porto ou Sporting, Scolari não se lembrou de os convocar. Ainda que muitos sejam naturalizados.



P.S. - O video é referente ao jogo mais importante na carreira de Eduardo. Cruel, mas real.

P.S. II - O texto não pretende fazer a defesa de Scolari. Até porque, não o quereria a treinar o meu clube.

quinta-feira, 19 de Março de 2009

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jesualdo Ferreira

Seis em dez jogadores de campo do FC Porto 08 / 09 não faziam parte do plantel da época anterior. Três dos quais num único sector (o defensivo).

Integrar e rotinar num colectivo, mais de meia equipa é de uma dificuldade tremenda. Ainda para mais, sabendo que vários dos reforços chegaram com enormes insuficiências tácticas.

Se o início de época prometia ser penoso, o FC Porto teve em Jesualdo um treinador capaz de voltar a construir um colectivo. A meio do mês de Março, garantida a presença nos quartos de final da Liga dos Campeões e a semi final da Taça de Portugal, com a recente distância pontual aumentada para os adversários directos, na Liga Sagres, a época promete ser um enorme sucesso para o Professor.

Critique-se a personalidade, mas nunca os conhecimentos e a capacidade. Não foi em vão que Simão Sabrosa, recentemente, tanto o elogiou.

Não renovar com Jesualdo será um erro incrível.

P.S. - Sabia que Jesualdo esteve ligado ao melhor futebol do SL Benfica das últimas duas décadas? Talvez não saiba, mas quando recorda Leverkusen, os célebres 3-6 em Alvalade, e uma equipa que praticava um futebol extraordinário, não deverá ignorar o mérito de Jesualdo. Que foi quem planeou e orientou o processo de treino da equipa de Toni.

MENOS

Quique Flores

Ainda que traído por alguns erros individuais dos seus jogadores, Quique Flores e o colectivo que tem tentado criar não sai ileso. A forma como corrigiu uma das principais deficiências da equipa (a transição ataque-defesa), só poderia ser passível de ter sucesso em jogos como o do Estádio do Dragão. Não pode ser aceitável que, com a qualidade individual que o espanhol tem à sua mercê, opte por jogar futebol directo, somente para precaver o desiquilibrio defensivo no momento da perca da posse de bola.

Não seria mais fácil, criar uma dinâmica com um jogo de coberturas ofensivas (apoios ao portador da posse da bola, numa linha mais recuada no campo de jogo, precavendo, por um lado, eventuais percas da sua posse e garantindo, por outro, a possibilidade de manter a mesma, com um simples passe para trás), que permitisse jogar a bola de pé para pé, sem desiquilibrar a equipa?

Em determinados momentos, parece que Quique abusa da teimosia, para não alterar as suas ideias iniciais.

MAIS OU MENOS

Paulo Bento

Erros evidentes no escalonamento da equipa em Munique, ajudam a explicar, somente uma pequena parte de uma das mais negras páginas da vida do Sporting CP.
Forte candidato a abandonar Alvalade, Paulo Bento termina a semana subindo um lugar na classificação. Após vários meses, recupera aquela que tem sido a sua classificação habitual. Com bem menos investimento no plantel, que os adversários directos...

domingo, 15 de Março de 2009

Simão, e a primazia do colectivo II


"Quique Flores pode ter um plantel melhor que o que eu tive, mas a minha equipa era mais forte. Eu tinha o Simão. O jogador mais completo que treinei em muitos anos" Trapattoni.

Simão, segundo várias pessoas ligadas à formação do SCP, foi o jovem mais responsável, mais bem educado, mais interessado e mais trabalhador que passou pela formação leonina.

Anos mais tarde, algumas declarações, porventura infelizes, mas quem sabe, feitas exclusivamente com intuito de conquistar o coração dos adeptos do seu clube da altura, tornam-o "persona non grata", ao ponto de serem mandados retirar todos os posters de Simão afixados na academia (onde por lá, continuam afixadas todas as outras pérolas, inclusivé Quaresma).

Indiferente a tudo isso, Simão continua hoje a demonstrar a cada minuto que pisa um relvado, que continua a ser realmente diferente de muitos outros ... para melhor!

Aproveita os conhecimentos que foi adquirindo na sua formação como ninguém, compreende o jogo como poucos. É, claramente, um dos mais fortes jogadores a nível mundial, em termos tácticos e ao nível das tomadas de decisão. Quando não desiquilibra, Simão equilibra. A forma como cumpre todos os princípios do jogo (ofensivos e defensivos) torna-o o tipo de jogador predilecto para qualquer treinador (e se ele tem crescido sempre, sendo o "favorito", por alguma razão será).

O talento, a velocidade e a força (q.b.) complementam-o, fazem dele um craque, mas, é na compreensão e na disponibilidade com que se entrega ao jogo, que ele se destaca de tantos outros (como por exemplo, de Quaresma).

P.S. - Texto recuperado de Outubro de 2008 (excepção às declarações de Giovanni Trapattoni).

sábado, 14 de Março de 2009

O potencial de David Luiz


Facilmente se percebe que David Luiz tem um potencial tremendo. Muito jovem. Dotado duma técnica bastante apreciável, que lhe permite ser útil, também no início do processo ofensivo. Física (velocidade, força, potência e agilidade) e morfologicamente com condições únicas para se tornar num jogador de referência, David Luiz, continua, jogo após jogo com a mesma debilidade táctica (a ocupação dos espaços) que levou Quique a colocá-lo, por uma única vez, na posição de defesa central, ao longo de toda a época (na Grécia, contra o Olympiakos).

Para os brasileiros, sem cultura táctica na sua formação, aprenderem novos conceitos defensivos, pode ser bastante complicado. Porém, seria expectável que após o jogo na Grécia, David tivesse corrigido algumas falhas posicionais.

Da capacidade para perceber a ocupação dos espaços e o cumprimento dos princípios defensivos do jogo (sempre o incumprimento da concentração defensiva) dependerá o sucesso de David Luiz. E que desperdicio seria alguém com tais características não se tornar num futebolista de eleição.



Victor lê mal o lance. Deveria ter percebido que seria muito difícil roubar a bola ao adversário e como tal, deveria ter mantindo a contenção, colocando-se entre a bola e a sua própria baliza (foi a errada tentativa de desarme que o colocou numa posição bastente difícil). Contudo, mais preocupante que uma má abordagem a um lance, é a ausência de leitura táctica de David Luiz, que no momento em que Victor sai para pressionar o portador da bola, deveria ter aproximado-se o mais possível de Luisão (tal como Maxi fez). Teria sido o suficiente para que o Vitória não se adiantasse no marcador.

Os permanentes erros de posicionamento de David Luiz, não permitem o encurtar de espaços, tão pretendido por Quique Flores. Foi assim em quase todos os golos na Grécia e voltou a ser assim no jogo que deverá ter ditado o destino do SL Benfica na Liga.

A predisposição que tem para aprender e evoluír, será fundamental.

sexta-feira, 13 de Março de 2009

terça-feira, 10 de Março de 2009

180 minutos. 12 golos sofridos.


Da época 2008 / 2009, recordar-se-à a melhor prestação europeia do Sporting na mais importante competição europeia de clubes, mas também a página mais negra do futebol nacional. Não há memória de uma equipa portuguesa perder uma eliminatória por tamanha diferença. E nem se pode falar em injustiça, tal a quantidade infindável de situações de golo criadas pelos alemães.

Quando uma humilhação desta estirpe acontece, não há quem possa sair ileso. De todos os jogadores, uns mais que outros, ao treinador.

Da eliminatória perante o Bayern e do passado mais recente, sobram as exibições demasiado confrangedoras de Polga. Demasiado lento, condiciona negativamente toda a estratégia colectiva da equipa. Some-se a esse facto, o permanente chorrilho de erros (uns técnicos, outros tácticos) cometidos ao longo de quase todos os últimos jogos, e percebe-se que poderá ser altura para o brasileiro perder a titularidade. Contudo, para quem? É que Tonel e Caneira não parecem ser capazes de fazer melhor do que a mediocridade que Polga vem exibindo.

Do desastre de Munique, e apesar de parca qualidade individual de muitos dos jogadores leoninos, também Paulo Bento não sai imune às críticas.

As (não) opções por Liedson, Izmailov e Vukcevic foram pecados evidentes. Que, ainda assim, deixam muito por explicar.

Percebeu-se que Izmailov é absolutamente indiscutível no Sporting 08 / 09. Para além da qualidade ofensiva que entrega ao jogo, contribui, no plano defensivo, pela sua enorme capacidade táctica e espirito de entreajuda, para o disfarçar de várias lacunas individuais dos seus colegas. Pedro Silva, Abel e Veloso, são demasiado fracos e quando a equipa não defende com todos os jogadores bem próximos, as suas lacunas tornam-se demasiado evidentes.

Simon em detrimento de Izmailov foi um erro crasso. Em Munique, entrar em campo com um interior pouco dado a tarefas defensivas, foi um previsível tiro nos pés. Porque não, Vukcevic como avançado?

Também Liedson, pela disponibilidade com que se entrega ao jogo, pela capacidade que tem em incomodar os defesas adversários, pela quantidade de vezes que condiciona a saida para o ataque do adversário, não deveria ter ficado em Lisboa.

P.S. - Quando nas individualidades não abunda a qualidade (particularmente no sector defensivo) e quando o colectivo não as consegue proteger, está-se sempre mais próximo da derrota.

P.S. II - Na primeira parte, defender bem recuado, permitiu ao Bayern chegar com facilidade a zonas onde pudesse explorar os cruzamentos para a área, bem como os remates exteriores (pontos onde são uma equipa poderosa). Na segunda parte, procurando defender mais subido no relvado, o Sporting foi traído pela ausência de velocidade de todo o seu quarteto defensivo.

P.S.III - O golo da vida de Moutinho, não atenua a má imagem.

segunda-feira, 9 de Março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jesualdo Ferreira

A vitória folgada no campo da equipa revelação da liga, mesmo gerindo a condição física de alguns atletas, reforça a candidatura como principal candidato ao titulo. As melhorias evidentes, no funcionamento colectivo do FC Porto, não podem ser dissociadas do trabalho semanal de Jesualdo.

MENOS

Viciação de resultados na Liga Sagres

A possibilidade de a Liga Sagres estar viciada parece ser bem real. Os Penaltys assinalados e cometidos ao longo das ultimas jornadas, bem como o conhecimento sobre o que foi o passado recente faz temer o pior. Quem gosta realmente de futebol, tem razões para estar apreensivo e duvidar da veracidade do que se vai passando pelos campos de futebol de Portugal. Independentemente da validação ou não, dos métodos de investigação. Duvidar da indústria futebol e de tudo o que a rodeia, poderá ser, de vez, o fim do futebol no país. Ainda para mais, num momento em que cada vez menos equipas levam público aos jogos.

MAIS OU MENOS

Di Maria

Finalmente a causar desiquilibrios em termos ofensivos. Tanto talento e velocidade bem podem fazer a diferença em qualquer momento de cada jogo em que participa. Na partida na Figueira da Foz, Di Maria, ofereceu a profundidade que o ataque do SL Benfica havia perdido por não ter Suazo. Contudo, a incapacidade que continua a denotar para compreender o posicionamento defensivo, prejudicou, não raras vezes o funcionamento defensivo da equipa.

sábado, 7 de Março de 2009

Luisão. Aos 28 anos, com 6 de Benfica.


"Tem sido o ano em que mais tenho aprendido. Antes jogávamos muito em função do avançado, agora marcamos o espaço". Luisão.

Parece incrível que só aos 28 anos, e após 6 anos num clube da dimensão do SL Benfica, onde foi orientado por 5 treinadores diferentes, antes da chegada de Quique Flores, Luisão tenha aprendido conceitos básicos sobre o comportamento defensivo duma equipa.

É claro que Luisão é o menos responsável pela situação (que deveria ser tida como algo insólito. Mas não o é. Seguramente). Parece ter sido preciso que Rui Costa assumisse funções directivas para que se procurasse apostar na qualidade e na modernidade, para o cargo mais importante numa equipa de futebol.

A evolução nos elementos do sector defensivo do SL Benfica tem sido notória. Luisão está a realizar a sua melhor época. Maxi Pereira tem sido soberbo. Sidnei e Victor agradáveis surpresas. David Luiz, tem imenso para aprender em termos posicionais, mas vai dando mostras de evolução e vontade de melhorar não lhe falta. Em termos colectivos, os quatro do sector defensivo, defendem como uma equipa. Sempre próximos, bem posicionados, em função da bola e dos próprios colegas de equipa. Pecando somente, em determinados momentos, na ligação com os médios. Quem sabe, fruto de um modelo de jogo, algo desenquadrado da realidade da Liga Sagres.

A evolução individual em muitos jogadores, não pode ser dissociada dos conhecimentos que Quique Flores vai transmitindo, bem como da programação física levada a cargo por Pako Ayesteran. Luisão, por exemplo, nunca pareceu tão ágil e tão pouco propenso a lesões.

P.S. - Para jovens como Felipe Bastos, David Luiz, Victor, Sidnei, Urretaviscaya e Di Maria, ter numa equipa técnica, treinadores com os conhecimentos tácticos do jogo como Quique Flores, e com a capacidade de potenciar as capacidades físicas como Pako Ayestaran, pode ser fundamental para o sucesso das suas carreiras. Bem mais importante, do que irem somando minutos num qualquer clube, orientados por quem nada tem a ensinar.

P.S. II - Há uns tempos, um dos magnificos e dotados de imensos conhecimentos, treinadores da Liga Sagres, referindo-se a Fábio Coentrão, afirmou que este precisava de ganhar alguma massa muscular. Mas não muita. Para não perder velocidade. Exacto. Parece que os "matacões" que têm disputado as finais dos 100 metros nos Jogos Olimpicos, não são os homens mais rápidos do planeta. Os fininhos é que têm abdicado de concorrer. E fazer regressar Coentrão ao SL Benfica, não? Ainda que some poucos minutos.

domingo, 1 de Março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Nuno Gomes

Por não ter potenciado as suas capacidades físicas, por não ser um finalizador de excelência e quem sabe, por ser português, Nuno Gomes nunca conseguiu reunir consenso sobre a sua qualidade. Com Quique Flores como treinador, por ser um jogador (e o espanhol não se cansa de o afirmar) extremamente inteligente, e apesar da forte concorrência interna, começou a época somando muitos minutos de jogo. Nuno, sempre teve a capacidade de perceber mais rápido que os seus colegas, o que se espera de si. Com o adiantar da época, e com a evolução táctica dos seus colegas, Nuno Gomes foi perdendo espaço e jogando cada vez menos.

Na semana em que parece acertar a renovação de contrato, o capitão do SL Benfica volta aos golos e com grande espirito de sacrificio, termina o jogo como médio esquerdo. Só alguém com a sua percepção sobre o que é o jogo, conseguiria actuar um bom período da 2nda parte, numa equipa reduzida a 10 elementos, numa posição diferente da habitual e com tarefas defensivas nunca por si experimentadas. A um bom nível.

MENOS

José Mota

José Mota é o treinador da moda. A excelente época (até à data) do seu Leixões assim o dita. Contudo, pertence a uma espécie de treinadores portugueses, com conhecimentos e ideias bastante limitadas. Ainda que não o saiba. A sua postura deselegante, na partida do Estádio da Luz, própria de "novo-rico", não engana. Para proveito próprio, seria importante que Mota percebesse as suas limitações, que procurasse evoluír em todos os aspectos e acima de tudo, que entendesse que a fama, para quem a obtém por acaso, bem pode, ser passageira...

MAIS OU MENOS

Liga Sagres

A Liga Sagres não tem a qualidade, nem intensidade de outras ligas europeias. O pouco interessante clássico do fim de semana, bem poderá personificar o campeonato que temos. Porém, ao contrário de épocas passadas, a emoção promete perdurar até Maio. E a três.

Salutar, também, o regresso de Carvalhal. Contribuirá, inequivocamente, para o incremento de qualidade no futebol português.