segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Matías Fernández e Javier Saviola

Um, trará, seguramente, o entusiasmo, que se ia perdendo nas últimas épocas em Alvalade. A expectativa é elevada. Os saudosistas lembram Balakov. Ainda assim, ninguém sabe ao certo o que pode valer Matías. A experiência na Europa, não tem sido profícua.

Saviola é, teoricamente, o avançado perfeito, que faltava, para encaixar no modelo de jogo de Jorge Jesus. Muito inteligente, dotado técnicamente e rápido, não só na passada, mas também a decidir. Pensando nas suas características e naquilo que costumam ser as equipas de Jesus, não parece ser possível não ter sucesso. Muito sucesso.

MENOS

Sporting - SL Benfica. Nacional de Juniores

Não há inocentes. Independentemente das versões. E são muitas. Ninguém escapa ileso. O futebol em Portugal, há muito que deixou de ser um "desporto". Os maiores culpados, são os dirigentes. O resto, tem vindo por acréscimo.

MAIS OU MENOS

Brasil de Dunga

O mais importante foi conseguido. O troféu. Num torneio que contava com a presença da Itália e sobretudo da Espanha, é sempre um feito assinalável. Contudo, fica a sensação de que a selecção brasileira poderia ser bastante mais forte. Mau posicionamento, colectivo, a defender, e ataque construido, sempre com base nas iniciativas individuais, foram a imagem de marca. Suficiente. Mas ainda assim, é de lamentar que jogadores de tal valia, não atinjam um terço do potencial individual que possuem.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jorge Jesus. O discurso.


Esqueça a forma, por demais, debatida. Concentre-se no conteúdo.

Na entrevista concedida recentemente, várias são as afirmações, que para além de interessantes, acabam por transparecer um pouco das suas ideias e filosofia perante aquilo que é o jogo e o treino.

"No Sp. Braga nunca pedi tempo. Se a mensagem do treinador passar facilmente, os jogadores vão assimilá-la rapidamente."

A perspectiva de que a continuidade é fundamental, não passa de um mito. Se o treinador for capaz de tornar as sessões de treino proveitosas (de acordo com (bons) objectivos colectivos pré-definidos), é mais do que viável obter sucesso no 1ºano. Certo, Guardiola?

"A minha ideia de jogo defensivo tem muito a ver com espaços. Se uma equipa tem dois centrais rápidos, é claro que é melhor, mas se não os tiver o fundamental é ter noção das distâncias em relação à bola."

Não admira que tanto o seu Belenenses, como o seu Sp Braga fossem as equipas mais fortes em termos defensivos da liga. A grande maioria dos golos sofridos, acabaram por ser fruto de incríveis erros individuais. Basta recordar os golos do FC Porto e do SL Benfica na "pedreira".

"De acordo com as características dos jogadores do Benfica, encontrarei soluções para colmatar a sua saída." Sobre Katsouranis.

"Como o Benfica tem jogadores evoluídos técnica e tacticamente, dá para colocá-los em várias posições. Aliás, penso que vai ser esse o grande segredo e evolução do futebol no futuro, em todo o mundo: Vários jogadores com capacidade para actuarem em várias posições."

"Sim. Posso é tentar modificar algumas características individuais desses atletas." Sobre a possibilidade de integrar extremos "puros" nas suas equipas.

"Os bons jogadores encaixam em qualquer sistema e Reyes é um excelente jogador."

Com boa técnica, muita inteligência, vontade e abertura para a aprendizagem, e com um treinador com conhecimentos, e capaz de sistematizar e organizar o treino, de forma a potenciar os objectivos pretendidos, qualquer jogador pode fazer, quase, qualquer posição.

Pela entrevista, nota-se que há, ainda, a intenção de testar Urretaviscaya (um avançado) como médio interior direito. E porque não? Parece inteligente, é rapido e muito interessante do ponto de vista técnico. Se aprender a ocupar o espaço e a cumprir os princípios de jogo será seguramente melhor jogador que qualquer outro, com 10 anos de (má) prática.

P.S. - Jesus é extremamente competente, naquilo que é mais importante. Na vertente táctica. Porém, terá de demonstrar, também, capacidade, nas questões relacionadas com o perfil de liderança e comunicação.

P.S. II - "Comigo, os jogadores sempre se valorizaram muito". Apesar da elevada "taxa de bazófia", com que prima os seus discursos, é indesmentível o que afirma. Essa será, porventura, uma das razões pelas quais, a generalidade dos seus ex-jogadores, o consideram o melhor das suas carreiras.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Kaká. Porque o futebol pode ser tão simples.




Desmarcação nas costas, criando mais uma linha de passe ao portador da bola, garantindo, indecisão sobre o que se seguiria, nos defensores italianos. Um simples toque na bola (no timing correcto. Dois toques, naquele momento, teria sido o suficiente para permitir ao defesa italiano, ter tempo suficiente, para se posicionar de forma correcta) e... golo da sua equipa.

Porque, no futebol, saber resolver (com a movimentação e com as decisões adequadas) as diferentes situações que o jogo coloca, é o mais importante. Ainda que a técnica e a velocidade possa ser a face mais visível do jogo de Kaká.

Ajude o Jaime Pacheco


Diz, Jaime Pacheco, que não entende a ausência de propostas de trabalho para a Liga Sagres.

Sabendo que a generalidade dos dirigentes, que tomam a decisão de qual treinador contratar, percebe tanto de futebol, quanto o próprio Jaime Pacheco, tal decisão é, de facto, estranha

Ainda assim, aqui ficam algumas razões, pela qual, o "Lateral Esquerdo", também não o contrataria:

a) Não conhece, ou não valoriza os princípios do jogo (que são a base para todas as acções dos jogadores);

b) Crê, que no futebol, vence quem mais corre, e não quem é mais competente;

c) Desconfia-se de que não reconhece que o jogo, é bem mais, do que as situações de finalização. E que como tal, devem ser treinados todos os momentos do mesmo;

d) Não conhece a forma mais eficiente de resolver as situações que o jogo coloca (e se sabe, não a transmite);

e) Não se percebe ao certo, se reconhece que a escolha do 11 inicial, não é a única tarefa, para além da organização de exercícios de finalização, inerente ao cargo de treinador;

f) Acredita que o futebol se aproxima da caça. E que, como tal, quando as suas equipas não têm a bola, os seus jogadores estão encarregues, não só, de "baterem em tudo o que mexe", como de marcar o adversário directo, o suficientemente "em cima" do mesmo, para que lhe reconheçam o odor.

g) Valoriza, a atitude, a agressividade e o esforço levado ao limite, em detrimento da boa ocupação dos espaços, das boas decisões e da movimentação colectiva.

P.S. - Se em sua defesa, vier relembrar o Campeonato ganho. Esqueça. Esse campeonato, teria sido ganho, até com o Chalana ao leme.

José Mourinho. X.


"Muitos dos atritos internos eram fruto de se trabalhar pouco. O Van Hooijdonk, por exemplo, era visto como um caso problemático. Quanto a mim, o problema dele era apenas querer ganhar e conhecer o caminho do sucesso. Era claro para ele que não conseguiria ganhar sem trabalho de qualidade, sem um balneário forte e sem que todos os jogadores fossem igualmente ambiciosos. Os conflitos com os colegas eram daí decorrentes."


"Um número 10 tem de ser um jogador com cultura táctica elevada para ser um elo defesa-ataque, mas não defesa-ataque do... adversário. Em 16 minutos o Belenenses conseguiu cinco situações de contra-ataque devido a bolas perdidas por ele."

Em relação a Sabry, recordando a passagem pelo SL Benfica, em "José Mourinho" por Luís Lourenço.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Paulo Bento e Jorge Jesus

Nova época. As esperanças renovam-se. A opção pela renovação / contratação destes treinadores, parece acertada.

Dificilmente, possíveis insucessos, terão como responsáveis mor, tão competentes figuras.

MENOS

"Novela Reyes"

Reyes poderá ser decisivo. Deixar prolongar, no tempo, o processo de aquisição do espanhol, poderá fazer com que o SL Benfica possa perder, aquele que seria, a par de Aimar, o jogador mais capaz de acrescentar qualidade ofensiva na época vindoira.

MAIS OU MENOS

Treinadores portugueses

A liga 09/10 iniciar-se-à com 16 treinadores portugueses ao leme. Uma espécie de vitória de uma classe, que ainda assim, é muito limitada. Em Portugal, ainda se treina muito mal. Poucos conhecimentos e / ou incapacidade de os operacionalizar são as principais características de uma grande maioria dos treinadores nacionais. Salvo honrosas excepções, os melhores treinadores portugueses, estão na formação.

domingo, 21 de junho de 2009

SL Benfica de Jorge Jesus. Primeiro Esboço.


Guarda Redes

Gorada a transferência do internacional argentino, Mariano Andújar, o reforço da baliza parece ser uma medida premente.

Moreira, parece ter personalidade. Faltará, porventura, maior qualidade. Quim, aproxima-se mais do inverso. Independentemente do valor que possam ter, ambos saiem demasiado fragilizados da novela "Andújar", pelo que dificilmente poderão ser opções consistentes.

Confirmando-se uma contratação para tal sector, Quim deverá sair. Não parece fazer sentido ter Moreira e Quim a competir pelo lugar de suplente. O terceiro da hierarquia, deverá ser alguém com pouco estatuto e que não acarrete demasiados custos em termos de vencimento.

Defesa

Nas laterais, Maxi será indiscutível. Patric, deverá ter muito para evoluír, até ser considerada uma opção credível. No corredor oposto, residirá, provavelmente o maior problema do SL Benfica. Jorge Ribeiro já mostrou ser demasiado limitado e Shaffer, é uma incógnita, que, até prova em contrário, não inspira muita confiança. Sepsi deverá partir (a menos que tenha evoluído para patamares de rendimento, que, provavelmente, nunca atingirá) e Rúben Lima, poderá cumprir mais um ano de empréstimo, antes do anunciado regresso.

Os centrais deverão manter-se. Luisão e Sidnei prováveis titulares. David Luiz, em termos tácticos, com muito para aprender, e Miguel Victor serão as outras opções.

Meio Campo

Yebda como trinco, Katsouranis e Ramires como interiores, e Aimar no vértice mais ofensivo do losango, parecem partir em vantagem. Rúben Amorim (fantástica opção para qualquer uma das três posições mais recuadas), Carlos Martins (naquele que será, provavelmente, o último ano com oportunidade de se afirmar, verdadeiramente, num clube de topo) serão opções a ter em conta. Leandro Pimenta, demonstra maturidade suficiente para poder fazer parte do plantel sénior. Felipe Bastos poderá ser emprestado.

Ficará a faltar mais um centro campista. Reyes seria a melhor opção. Seria, indiscutívelmente mais útil no vértice mais ofensivo do losango, ou mesmo como avançado, do que como extremo, num 442 clássico.

Com Reyes, disponível para ocupar espaços mais próximos da baliza adversária, Aimar seria mais uma (a melhor) opção para médio interior (esquerdo, preferencialmente. À semelhança de Rui Costa e Karagounis, com Fernando Santos).

Ataque

Cardozo será a principal referência atacante, responsável pelos movimentos de apoio (com a concorrência de Nuno Gomes, e eventualmente, Marcel). Di Maria (quão benvinda seria uma proposta para tranferência) ou Urretaviscaya, as melhores soluções, até à data, para o acompanhar. Reyes, poderia formar, com Cardozo, a melhor dupla atacante que os adeptos benfiquistas viram jogar, em muitos anos.

Mantorras, terá reservado, o papel de sempre.

P.S. - Se Reyes não continuar em Lisboa, torna-se obrigatória, a contratação de um avançado importante (rápido, bom tecnicamente e bom finalizador) e de um médio que possa acrescentar qualidade (há ainda, a iminente, partida de Katso).

P.S. II - Balboa, Fábio Coentrão e Freddy Adu, pela posição que, habitualmente, ocupam no campo, parecem partir em desvantagem. Contudo, tendo oportunidade de cumprir a pré-época, bastará demonstrarem ser inteligentes o suficiente, e vontade de triunfar, para almejarem um lugar no plantel.

sábado, 20 de junho de 2009

Um treinador para o ataque e outro para a defesa.



É possível que tal forma de organização, recentemente tida como genial, seja somente... parva.

Contudo, dissertar sobre a mesma é um exercício puramente especulativo. O importante, fica por saber.

Um treinador para o ataque e outro para a defesa. Mas, com que funções? Quem determina a planificação anual? Quem define os objectivos e quem pensa nos exercícios? Não deve o mesmo exercício contemplar vários momentos do jogo (não só a organização ofensiva e/ou defensiva, como as transições)?

Tal forma de organização, fará sentido, somente, se as tarefas de tais treinadores, se cingirem à supervisão, ao transmitir de feedbacks / correcções aos respectivos grupos (presentes no mesmo exercício, mas com objectivos diferentes). Nessa perspectiva, é um facto, que ter treinadores diferentes, preocupados com objectivos diferentes, tornará o processo de treino (particularmente as correcções) mais minucioso.

Porém, esta será, a única visão, em que tal organização parece fazer sentido. Todas as outras tarefas, para além da supervisão, devem ser unas e da responsabilidade de Jorge Jesus (ainda que decididas em conjunto).

P.S. - Que te parece, Serrinha?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Sporting. Incursão pelo mercado.


Guarda Redes

Rui Patricio será o titular. Tiago e Ricardo Baptista discutirão o posto de suplente. Stojkovic terá de procurar clube.

Defesa

No sector defensivo, reside o principal problema, em termos de qualidade individual da equipa. Surpreendentemente, Paulo Bento não procura reforços para o sector. Os corredores laterais, serão entregues a Abel, Pedro Silva, Grimi ou Caneira. Num sistema táctico tão exigente, em termos ofensivos, para quem ocupa tais posições, facilmente se percebe, qual será o mais débil ponto leonino.

Daniel Carriço terá a época da sua afirmação (terminará, provavelmente, como internacional A). Há, também, Tonel, que deverá ser, hierarquicamente, o 3º central leonino. À frente de Caneira e atrás de Polga. Anderson Polga, que tem denotado demasiadas lacunas. Se o colectivo não o proteger, poderá, a qualquer momento, ceder.

Meio Campo

O sector mais forte do Sporting. Roca, Adrien, Veloso, Moutinho, Pereirinha, Izmailov, Vukcevic e Romagnoli são as opções. Oito jogadores para quatro posições, parece ser suficiente. Partindo Romagnoli, um nº10 será benvindo. Porém, por serem várias, as opções existentes serão suficientes. Moutinho como trinco, Izmailov e Pereirinha como interiores e Simon nas costas dos avançados, poderia ser uma, evidente, fórmula de sucesso. Ainda que Paulo Bento, nunca a tenha considerado.

A transferência de Veloso será benvinda. O jogador está sobrevalorizado e o encaixe financeiro, poderá ser útil, para segurar, os mais interessantes jogadores do plantel.

Ataque

Da partida de Derlei, resulta a procura, por um novo avançado. Liedson será indiscutível. Postiga e Yannick parecem boas soluções. Saleiro não deverá ter muitos minutos. Um avançado importante, daria outra dimensão ao Sporting.

P.S. - A opção por não reforçar o sector defensivo, é um erro tremendo. Um (dois, se possível) defesa lateral de grande qualidade, tornaria o Sporting uma equipa bem mais apta a lutar pelos seus objectivos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Futuro Presidente do SLB



Assistimos hoje a um acto de inteligência e ponderação por parte de JE Moniz. Claramente, a sua candidatura, apresenta-se como uma alternativa credível, num momento em que LFV, vai tendo a sua imagem desgastada, tal a quantidade de baterias apontadas às suas decisões e liderança no Futebol do clube.

Com esta renúncia (ou compasso de espera), Moniz vem dizer que neste momento talvez conseguisse ganhar as eleições, mas tendo em conta as dificuldades devido ao tempo escasso que teria para negociar com a Prisa e a TVI, seria um pouco precipitada uma candidatura.

Assim, JEM, espera pelo desgaste da figura de LFV, aguardando calmamente para que sejam os sócios a exigir a sua entrada como presidente do SLB.

Parece-nos que pelo seu percurso de líder, será uma alternativa credível para uma gestão de topo do SLB, contudo, não será ele o responsável pelo futebol, pasta que será provavelmente entregue a Veiga.

Moniz será o gestor e o líder de um projecto que irá projectar o Benfica a outros patamares, remunerado, com certeza, mas o retorno será proveitoso.

Resta saber se Vieira, acompanhado por Vilarinho com as suas extraordinárias saidas que "Benfiquista sou eu e mais dez", "prefiro trabalhar com sportinguistas", e "o título de basquetebol nada me interessa", estão a cavar a sua própria sepultura, moniz como águia (abutre) irá esperar calmamente pelo chamamento dos sócios.

Como pontos fortes LFV apresenta a construção de um centro de treinos no Seixal, o novo estádio, e equipas jovens a terem alguns frutos... (mas pergunta-se: "será que estes argumentos são assim tão fortes??? um clube como o SLB não deveria apresentar algo mais??"

Cumprimentos...

P.S.: PB= rabiças

FC Porto. Incursão pelo mercado.

Guarda Redes

A contratação de Beto só não será surpreendente, se entretanto, surgir uma proposta por Hélton ou Nuno. Não faz sentido ter no mesmo plantel, três guarda-redes com algum estatuto.

Defesa

Gorada aquela que seria uma das mais extraordinárias transferências da história do futebol (atendendo ao binómio preço-qualidade), o FC Porto fica com um problema por resolver na lateral esquerda. Ter no mesmo plantel Álvaro Pereira (será, com naturalidade, o titular) e um jogador que, aparentemente, foi avaliado em 15 Milhões de Euros é uma péssima medida de gestão. Haverá sempre, um jogador, demasiado descontente e desvalorizado.

No corredor direito, Sapunaru deverá partir, ou Miguel Lopes acabará emprestado. Fucile, continua a ser o melhor lateral do plantel azul e branco.

Maicon e Nuno Coelho reforçam o centro da defesa. Stepanov deverá ser transferido. Se Bruno Alves sair, será demasiado arriscado não contratar um central mais experiente.

Meio Campo

Em Fernando, Lucho e Meireles reside o ponto mais forte do FC Porto actual. Porém, escasseiam alternativas. Tomás Costa e Guarin, têm limitações de variada ordem. Parece obrigatório o reforço da posição 6, e uma alternativa mais válida para suprimir possíveis ausências de Meireles e/ou Lucho.

Ataque

Hulk, Rodriguez e Lisandro são o potencial trio de titulares. Mariano é uma interessante alternativa para a ala. Farías, um excelente finalizador, cujas lacunas o fazem depender do que o colectivo possa produzir. Orlando idem. Varela não parece ser um jogador credível. Se Lisandro partir, a contratação de um avançado de renome, será fundamental.

Futebolistas de uma vida. XV


quarta-feira, 17 de junho de 2009

José Mourinho. IX


"Não haverá surpresas. Martin O'Neill é um bom treinador. Eu sou um bom treinador, e os bons treinadores não acordam mal dispostos e de repente decidem fazer coisas que nunca tenham feito. Acho que as equipas se conhecem bastante bem."


Declarações recolhidas por Ewin Graham, Glasgow Herald, 21 de Maio de 2003 (na véspera do Celtic - FC Porto, Taça Uefa).


"Encontrei uma equipa que precisa de trabalhar muito, mas mesmo muito, no aspecto táctico."


Luís Costa, Público, 31 de Janeiro de 2002 (uma semana depois de ter sido contratado pelo FC Porto).


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Cristiano Ronaldo

Chega, finalmente, onde quer estar. Ainda para mais, pulverizando o mercado de transferências. Tão cedo, não haverá, por certo, jogador tão caro no mundo.
Pelo esforço, determinação, entrega e sentido de sacrificio, merece. Cristiano parece ser um profissional como poucos.

Aguarda-se, com alguma ansiedade, a sua carreira na Liga Espanhola. Se a ideia for continuar com o quase astronómico número de golos por época, desengane-se. A Liga espanhola, também, é propícia a ataques rápidos. Porém, em Espanha, a generalidade das equipas, são bastante mais fortes na ocupação dos espaços que em Inglaterra. O sucesso, dificilmente, será o mesmo.

MENOS

Carlos Queiróz

À terrível exibição na Albânia, seguiu-se mais uma desastrada participação na Estónia. Pela primeira vez, Portugal, não vence os estónios. Não há nada que se aproveite. Das exibições aos resultados.

MAIS OU MENOS

Dunga

O Brasil iniciou a Taça das Confederações com uma vitória. Porém, o colectivo canarinho apresentou uma qualidade futebolistica, de um nível absolutamente medíocre. Com o tempo que já tem de selecção, e com o talento que tem ao seu dispor, é inaceitável que a sua equipa, não denote ser, mais do que 11 (boas) peças soltas.

Os Box to Box e os trincos que correm kms


É comum afirmar-se que uma equipa deve ser construída através de diferentes características de jogador para jogador.

Ainda hoje, há quem pense que uma equipa deve ser formada por dois ou três "carregadores de piano", dois ou três artistas e um avançado alto e forte. Crê-se que o trinco deve correr kms e que à sua frente deve jogar alguém capaz de transportar a bola pelo campo fora. Que o extremo tem de ser um driblador.

Nada mais falso. Para se formar uma boa equipa, bastam 10 inteligentes jogadores, que sejam capazes de executar um passe e uma recepção, e um treinador com conhecimentos suficientes para transmitir e indicar o caminho a seguir. Nada mais é necessário, para além de tais características.

Na actualidade, o jogo de futebol, não mais, é um conjunto de 10 duelos de 1x1. As (boas) equipas movimentam-se forma harmoniosa e equilibrada por todo o campo de jogo. Em todos os momentos, há algo a cumprir, não só pelo portador da bola, e pelos jogadores que o rodeiam, mas também por todos os outros.

Em todas as ocasiões, há um posicionamento colectivo a ser cumprido, pelo que um extremo pode ter tanta relevância no processo defensivo quanto um defesa central.

Quando observar um jogador, a correr demasiado, tentando ser ele, a pressionar, em todos os momentos, o portador da bola. Quando perceber que determinada equipa sai para o ataque através da condução de bola de determinado jogador. Ou quando, perceber que determinado extremo recorre incessantemente ao drible, desconfie. Provavelmente não são os jogadores que são bons. É a equipa que é má. Tais situações, só são passíveis de acontecer, em equipas cujo colectivo seja débil.

Esqueça a disparatada ideia, de que um Pirlo necessita de um Gattuso. Numa verdadeira equipa, todos experimentam as diferentes funções. Isso é, claramente, algo que as melhores equipas europeias da actualidade nos podem ensinar.

PS - Alan e César Peixoto, dois "puros" extremos, cumpriram, na época 2008/2009, aquela que foi, provavelmente, a melhor época das suas vidas. Ambos jogaram, pela primeira vez, nas suas já longas carreiras, como centro-campistas. Relembre. Basta técnica, inteligência, e um treinador que indique o caminho.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Professor por professor


Prefiro o Karamba.

As suas crenças sempre parecem mais lúcidas que as de Queiróz.

É certo que os lamentos de que há pouco tempo para treinar são justificados. Porém, o que faz Carlos Queiróz quando tem oportunidade de fortalecer as rotinas existentes(!?)? Abdica de praticamente toda a equipa. Brilhante.

Entretanto, parece que o jogador que ocupe o espaço mais recuado do meio campo, tem, obrigatoriamente, de ser um defesa central. Parece também, que o avançado da nossa selecção tem de ser um jogador capaz de estorvar os próprios colegas. A opção por Boa Morte como médio interior também é fantástica.

Se dúvidas houvesse... Portugal está mesmo preparado para os jogos que faltam cumprir no apuramento. Se o plano A não funcionar (e quão mau o plano A, é), teremos sempre a possibilidade de recorrer ao Beto, ao Eliseu, ao Gonçalo Brandão, ao Rolando, ao Boa Morte e ao Edinho.

PS - Por momentos pareceu que Queiróz era a pessoa menos dotada, intelectualmente, do planeta. Mas, não. É que, entretanto, um comentador, sugeriu juntar Edinho e Hugo Almeida no mesmo onze. Fantástico.

PS II - Com todo o respeito que Queiróz ainda vai merecendo, a questão tem de ser colocada. Estará o professor na plenitude das suas capacidades mentais? Ou temos, finalmente, o Rui Santos a escalar os onzes nacionais?

José Mourinho. O tal. VIII


"Mais que uma chicotada psicológica, esta equipa precisa de uma chicotada metodológica."

Recolhidas por João Rodrigues, Record, 23 de Setembro de 2000, após a estreia como treinador do SLBenfica (derrota por 1-0 ante o Boavista).

"Eles não têm de correr uma única volta ao campo, mas mesmo assim, estão mais cansados no fim da sessão do que estavam anteriormente. Todos os dias preparo os exercícios, a sua duração, o tempo de repouso entre os exercícios. Penso que eles começam a perceber a especificidade do treino. Os bons jogadores adaptam-se facilmente."

Daniel King, Daily Mail, 11 de Julho de 2004.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Fábio Coentrão

Está bastante longe de ser um jogador feito. Tão pouco, parece ter, na actualidade, qualidade para jogar muitos minutos no SL Benfica. Mas, tem denotado muita vontade de evoluir. Merece, indubitavelmente, a possibilidade de ser trabalhado por Jorge Jesus na época vindoira. Um hat-trick, é sempre algo memorável. Fica ligado ao pouco que a selecção nacional produziu em Toulon.

MENOS

Carlos Queiróz

As opções tomadas na partida contra a Malta, são de tal forma estapafúrdias, que quase se pode dúvidar da lucidez do professor. Apostar na força, em detrimento do talento é um absurdo. Tiago, Simão, Moutinho, Nani, Nuno Gomes ou Postiga, seriam bem mais proveitosos num jogo desta natureza que Pepe, Meireles, Boa Morte e Hugo Almeida.

Ainda que o apuramento possa estar mais próximo, fica a sensação, de que com Queiroz como timoneiro principal, estar ou não estar na África do Sul...

MAIS OU MENOS

Rui Costa

A decisão de não continuar com Quique Flores é boa. O espanhol fez notar que o seu (mau) caminho jamais se alteraria. Contudo, fica a sensação de que Quique parte demasiado tarde. Com um plantel único, para aquela que foi a realidade das duas últimas décadas, só alguém tão narcisista quanto Flores, realizaria uma época tão fraca quanto esta. Terá faltado, porventura, coragem para agir enquanto era tempo.

sábado, 6 de junho de 2009

O burro é (mesmo) ele


Se dúvidas houvesse, o onze inicial de Carlos Queiroz dissipa-as.

A opção por dar primazia a atributos físicos na escolha de um onze, nunca é a melhor. Piora, quando quem a faz, é seleccionador num país de jogadores talentosos.

É inconcebível que num jogo desta natureza, em que a selecção portuguesa deveria dar especial relevância à circulação de bola (de corredor a corredor), e à velocidade da mesma, como forma de explorar de forma eficiente o espaço defensivo albanês, Queiroz coloque Pepe como médio defensivo, que abdique da astúcia e talento de João Moutinho e Simão, e que continue, com a bizarra aposta em Hugo Almeida, que somente é útil (e não muito) no momento de finalizar.

Das características típicas da selecção portuguesa da última década (de 96 a 2008) nada sobra. Abdicar do talento, da inteligência e da velocidade de execução, para apostar na força, não só colocará Portugal fora do Mundial, como tornará, esta, uma equipa só de Queiroz e de mais dois ou três mentecaptos.

PS - O jogo está no intervalo e Portugal está empatado. Contudo, o presente texto será válido, independentemente do resultado. Ainda que Portugal vença (nem se espera algo diferente). Mesmo que com um hat-trick de Hugo Almeida.

PS II - A incompetência de Queiroz é de tal forma atroz, que só pelo facto de ter descaracterizado todo o futebol nacional, não deveria continuar no cargo. Nem mais um dia.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

José Mourinho. O tal. VII

"A partir de agora, em cada treino, cada jogo, cada minuto da vossa vida social, têm de estar centrados no objectivo de serem campeões. Jogador titular não é uma designação correcta. Preciso de todos vós. Vocês precisam uns dos outros. Somos uma EQUIPA. MOTIVAÇÃO + AMBIÇÃO + EQUIPA + ALMA = SUCESSO."

Retirado de uma carta, dirigida aos jogadores do Chelsea, indevidamente tornada pública.

"O meu estilo de liderança na equipa é diferente do de Van Gaal. Não se pode tratar um jogador com tanto rigor como ele trata."

Luís Costa, Público, 31 de Janeiro de 2002.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana

MAIS

Pep Guardiola

Pouco há a acrescentar. O troféu maior, surge, para quem assim ainda necessitava, como o comprovativo de que não há futebol mais interessante no mundo. Independentemente das peças individuais, Guardiola faz a sua equipa valer pelo colectivo. Soberbo.

MENOS

Quique Flores

Tomando por reais, os indícios de que Quique Flores, teria pedido para sair, voltando atrás na decisão, quando se percebeu que o Atletico Madrid não iria trocar de treinador, Quique é uma desilusão, até na vertente humana.

MAIS OU MENOS

Paulo Sérgio

Chegar à final da Taça de Portugal, com uma equipa como o Paços de Ferreira, é um marco notável. Porém, no decisivo palco, a equipa pacence nunca se mostrou capaz de contrariar o enorme favoritismo do FC Porto. O futebol apresentado foi demasiado frágil. A opção pelas iniciativas individuais (de Cristiano, fundamentalmente), como forma de resolver um problema colectivo, foi lamentável. Ainda que, Cristiano possa ter tido mais responsabilidade que o próprio Paulo Sérgio.