segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Javi Garcia

O abundante sangue perdido personifica de forma perfeita a fibra de que é feito o trinco espanhol. É uma das maiores surpresas da Liga Sagres. No derby eterno, foi igual a si próprio. Tacticamente e fisicamente extraordinário, Javi Garcia pela forma como se posicionou, pelo modo como abordou cada lance, e pela simplicidade com que permite à sua equipa sair para o ataque, sempre que recupera a bola, foi a figura maior do jogo. Uma exibição absolutamente soberba.

MENOS

Relvado de Alvalade

Ainda que provocatórias, as críticas de Jorge Jesus, fazem todo o sentido . O relvado de Alvalade está num estado lastimoso. Não duvide que condicionou de forma decisiva a qualidade de tão grandioso jogo. Arrastando-se no tempo, tal situação prejudicará de sobremaneira a equipa do Sporting.

MAIS OU MENOS

Carlos Carvalhal

Preparou, novamente, com grande competência, o jogo com o SL Benfica. A opção pela mudança táctica foi decisiva para subir a produção da sua equipa. Percebeu-se, claramente, que em todos os momentos do jogo, houve trabalho de casa (recorde também, o canto curto treinado durante a semana. Lance que Polga desperdiçou). Porém, o resultado é insuficiente para aquela que ainda poderia ser a ambição leonina para o que falta jogar na Liga. A desvantagem é de tal forma elevada, que o derby seria a última "segunda vida" a que o Sporting poderia aspirar. Que haja a consciência de que será tremendamente complicado obter um lugar no pódio.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Sporting x Benfica. O derby eterno.


À décima primeira jornada, o derby eterno.

Desde sempre que, não há mais bonito jogo que o Sporting x Benfica. De facto, os relvados de futebol devem ter sido pensados para receber o berrante encarnado e verde de tão nobres camisolas. Um Sporting x Benfica, será sempre o maior espectáculo do mundo. Mesmo que termine a zeros.

A Liga 09/10 reservou-nos um factor extra. A diferença pontual. A pressão? Terá de estar do lado do Benfica. Uma vitória em Alvalade será seguramente um tónico decisivo, quem sabe, passível de guiar a aventura de Jesus a bom porto. O Sporting, independentemente do resultado, e mesmo percebendo o capital de confiança que uma vitória sobre o eterno rival garantiria aos seus jogadores, não será campeão. Não há que encarar o jogo como a final que não é. A final foi em Vila do Conde.

O Sporting de Carvalhal será uma incóngnita. Optar por um duplo pivot defensivo seria uma opção interessante pela forma como libertaria Simon Vukcevic de tarefas mais defensivas. As tais que o montenegrino não costuma cumprir. No momento defensivo espera-se uma equipa bem mais pressionante que o habitual. Não necessariamente num bloco alto, mas suficientemente próximo do portador da bola, por forma a retirar-lhe tempo de decisão. Importante será confirmar quem estará responsável pelas coberturas defensivas a Abel, sempre que o português saia a Di Maria. Colocar um central com tal tarefa será um erro. Faltará presença na área, onde estará Cardozo. As coberturas terão de ser entregues ao(s) médio(s) defensivo(s). Ou aos próprios defesas laterais, cabendo aos médios (direito/esquerdo), pegar em Di Maria e Ramires, sempre que estes apareçam no seu espaço natural.

Em situação ofensiva, a estratégia terá de passar por um jogo de paciência. Ter maturidade para esperar pelo momento em que o Benfica se desiquilibra no campo de jogo. Situação que acontece durante alguns segundos (os que demoram até Ramires recuperar o seu espaço defensivo), várias vezes por jogo, quando se dá uma perda de bola.

O Benfica de Jorge Jesus é uma equipa encantadora, com uma tremenda capacidade técnica e táctica. Impressiona a forma como troca a bola em espaços curtos. É um facto que está, na actualidade, uns passos à frente do Sporting. Porém, e por o jogo decorrer em Alvalade, não lhe atribuimos favoritismo.

As suas rápidas transições ofensivas, conduzidas pelas botas de Aimar, sempre com o apoio de Saviola e a velocidade de Di Maria e Ramires, são do melhor que há na europa. Após cada perda de bola, o Sporting poderá estar em risco. Abdicará Carvalhal de atacar de forma organizada? Tal como fez no Estádio da Luz, aquando da sua visita com o Maritimo, precavendo dessa forma aquele que é o traço mais admirável do futebol encarnado?

O regresso de Cardozo poderá ser absolutamente decisivo. A sua ausência foi bastante notada. É o paraguaio que traduz em golos, a habitual superioridade da equipa de Jorge Jesus.

No plano defensivo, fica a dúvida. Até que ponto a liderança de Luisão se fará sentir? Se a tarefa de organizar o sector defensivo (mandar subir, juntar, afastar e recuar a linha defensiva) como cremos, couber a Luisão, não duvide. A sua ausência poderá ser determinante!

No totobola não se esqueça de colocar 1X2. Não por medo de arriscar. Somente porque o mais encantador jogo de futebol é também, o jogo de resultado mais incerto. Se tem dúvidas, consulte a estatística.

Futebolistas de uma vida. XXXVIII


quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

José Mourinho. XXXII


"Didier (Drogba) sabe que eu gosto sempre que a minha equipa seja uma equipa desde o momento em que partimos de Londres até que regressamos a casa e quero que cada um dos jogadores regresse a casa com a equipa. Quando o substituí antes do final riu-se e perguntou-me se fizera o suficiente para continuar. Todos pensam que sou terrível e que não estou aberto à comunicação".

BBC Sport, 14 de Setembro de 2004

"Sou português, sou português dos verdadeiros, gostaria que o Benfica ganhasse a Liga dos Campeões"

Revista dez, 11 de Março de 2006

Recordas-te? XVIII


segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Vitória de Guimarães

O Vitória tem um plantel riquíssimo em qualidade individual. Depois dos três grandes, é o melhor da Liga. Apesar de tantas mais valias, o colectivo tem tardado a impor-se. Aos poucos o nível vai subindo, e a vitória na Luz, ainda que sem grande mérito, indicia o que poderá seguir-se no que há para jogar. Contem com eles!

MENOS

Di Maria

Os jogadores que se valem somente do talento (e que talento tem Angel Di Maria!), e não das capacidades intelectuais, são assim. Nos dias de menor inspiração, para além de não contribuírem com nada de positivo, ainda prejudicam. A quantidade infindável de más decisões tomadas, sempre que a bola lhe chegava às botas, para além de condicionar negativamente demasiados ataques do SL Benfica, ainda permitiu ao Vitória recuperar inúmeras bolas. Venham de lá esses 40 Milhões.

MAIS OU MENOS

Carlos Queiroz

Garantiu um apuramento sofrido e sofrível. O primeiro objectivo minimo foi conseguido. Não por Queiroz. Antes, apesar de Queiroz. As opções continuam a ser más e o futebol da selecção lamentável. Na Africa do Sul, que a sorte nos mantenha longe de Brasil, Espanha e Holanda. Para meia dúzia bastou o jogo da Nike.

domingo, 22 de Novembro de 2009

Simon Vukcevic. Porque o futuro poderá estar na cabeça e não nos pés.


"...é também um jogador que gerou um esforço tremendo da equipa técnica para o fazer crescer, quer em acções colectivas quer em acções individuais. Um jogador que tentámos integrar o mais possível dentro da manobra da equipa, pois vinha com um estilo de jogo e conceito de equipa completamente diferente. Aliás, isso tinha-lhe causado alguns problemas na equipa anterior, o Saturn. Ou seja, à parte de outro problemas que vivemos com ele durante este trajecto, é um jogador que em termos tácticos cresceu pouco. E isso porque em muitos momentos não quis crescer mais. Pensava que a qualidade individual lhe chegava. Agora, há jogadores que são mais difíceis, não só pela sua irreverência, mas pelo gosto que não têm de aprender. Para aprender é mais fácil gostar-se de futebol, e uma das coisas que ele disse foi que não gostava de ver futebol. Mas é, de facto, um jogador que tem um ambiente extraordinário em Alvalade, que tem realmente essa espontaneidade, mas não é um grande jogador. Só será um grande jogador quando conseguir integrar-se melhor na manobra colectiva. E ele estava a tentar fazê-lo este ano, com alguma vontade". Paulo Bento.

"Nem Paulo Bento, nem ninguém me pode mudar." Simon Vukcevic.

É pena.

Simon tem traços individuais fantásticos. Tem talento, é muito forte, executa rápido e é explosivo. O seu potencial, vai muito para além da Liga Portuguesa. Porém, persiste em viver à margem do colectivo.

Simon afirma não gostar de futebol. Essa será, porventura, uma possível explicação para que não se entregue, verdadeiramente, à equipa. Do jogo, Vuk, parece querer, apenas, divertir-se. Finta e remata. Finta e cruza. A imprevisibilidade é positiva. Quando são os adversários, a serem incapazes de discernir as suas opções. Quando os próprios colegas não compreendem os timings das acções que realiza, algo tem de ser mudado.

Quem sabe, um dia, quando abrir a sua mente, Vuk entenderá, que não há diversão igual, à que se retira, quando se faz parte de uma equipa que não vive de impulsos individuais.

Texto recuperado de Agosto 2009.

De Vuk, espera-se uma mente mais aberta à mudança. Aguarda-se, com alguma ansiedade, o que poderá Carvalhal fazer com tamanho talento e... feitio.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Futebolistas de uma vida. XXXVII


José Mourinho. XXXI


"Sei que um treinador, por mais competente que seja, tem sempre uma época má. E quando isso acontecer, vou encarar essa situação com toda a naturalidade".

Jornal de Notícias, 20 de Janeiro de 2004

"Há alguns malucos como eu, que dizem sempre que vão ganhar".

Antes do Deportivo - FC Porto, depois do empate a zero no jogo da primeira mão.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Revoltante




Ainda que não seja hábito deste espaço, dar relevo a quem nem sempre faz por o merecer, é difícil conter uma certa indignação.

P.S. - Não por a vitima ter sido Trapattoni, figura que muito admiramos e respeitamos, mas à qual não reconhecemos, na actualidade (século XXI), muita capacidade. A caixa de comentários está aí. Mas, por favor, não venha relembrar campeões com sete derrotas e oito empates.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Recordas-te? XVII




P.S.- Também o correspondente relato de Gabriel Alves "Situação de um para um, passou dois!!!!" é inesquecível.

Mais e Menos da Semana


MAIS

Carlos Carvalhal

É verdade que não fez por merecer tamanha honra. A decisão está tomada e é tempo de Carvalhal demonstrar competência. A oportunidade de uma vida caiu do céu. O caminho poderá ser tortuoso, mas único. Que aproveite e disfrute.

MENOS

Fábio Coentrão

Já aqui o dissemos. Fábio tem carradas de talento. Uma carreira brilhante espera pelo Figo de Caxinas. Todavia, nos minutos que marcaram a sua prematura estreia, com a camisola da Selecção A, Coentrão não demonstrou maturidade suficiente para poder figurar nos eleitos de Queiroz. Como extremo, claro. A rever, contudo.

MAIS OU MENOS

Carlos Queiroz

Numa eliminatória a dois jogos, vencer sem sofrer golos é óptimo. Se você é daqueles que usa o resultado para justificar o jogo, provavelmente crê que as coisas estão bem. Se pertence ao restrito lote dos que sabem que os resultados, por vezes, tendem a esconder a realidade, percebe facilmente que a Selecção de Queiroz não tem ponta por onde se lhe pegar. Povoar o meio campo com jogadores pouco dotados técnicamente, empurra a equipa para trás. Os valores da posse de bola são sintomáticos. Longe, muito longe, vão os tempos que só Portugal tinha bola, pelo que, poucos minutos por jogo era remetido ao seu meio campo defensivo. É possível que pense que Pepe e até Raul Meireles tenham sido dos melhores portugueses. Correram imenso, e roubaram inúmeras bolas. É um facto. Por aqui, temos a pretensão de pensar que com jogadores talentosos no meio campo, não haveria bolas para roubar. Afinal, a circulação de bola sempre foi o traço mais encantador do futebol nacional. Até chegar Queiroz, claro.

domingo, 15 de Novembro de 2009

A magnífica periodização táctica chegou ao Sporting


Ponto Prévio. A competência de um treinador não se avalia pelo seu percurso. Antes pelas suas ideias e forma de as operacionalizar.

Naturalmente que, os recentes insucessos podem fazer-nos duvidar um pouco da capacidade de Carlos Carvalhal.

Talvez por termos apreciado momentos sublimes de organização colectiva de equipas suas, tendemos sempre a justificar os inêxitos com causas alheias à sua competência. A pouca inteligência e a pouca vontade de alguns jogadores que orientou, por exemplo.

Tal como André Villas Boas, Carvalhal representa o progresso.

A periodização táctica chega ao Sporting. As sessões de treino em Alcochete passarão a ter como objectivo central, a vertente táctica do jogo. O físico e a técnica surgem como factores de rendimento associados. Porém, o motor de toda a planificação anual leonina terá por base, as características tácticas a implementar no modelo de jogo preconizado por Carvalhal.

É o desafio de uma vida. Está na hora de demonstrar que poderá ter sido, de alguma forma, boicotado por factores que não poderia controlar em experiências anteriores. Se como acreditamos, a sua competência for elevada, Carvalhal triunfará.

P.S. - Ter sucesso no Sporting não significará, necessariamente, troféus. De momento, o objectivo terá de ser o incrementar da qualidade de jogo. Proporcionar outro tipo de movimentos colectivos, que possibilitem ao Sporting voltar a ser uma equipa dominadora, capaz de circular a bola e de criar oportunidades de golo com regularidade e corrigir algumas lacunas defensivas, garantindo maior protecção aos jogadores mais débeis do quarteto defensivo, através de uma transição ataque-defesa mais eficiente.

sábado, 14 de Novembro de 2009

O burro é mesmo ele


Texto recuperado de 6 de Junho. Sempre actual.

Se dúvidas houvesse, o onze inicial de Carlos Queiroz dissipa-as.

A opção por dar primazia a atributos físicos na escolha de um onze, nunca é a melhor. Piora, quando quem a faz, é seleccionador num país de jogadores talentosos.

É inconcebível que num jogo desta natureza, em que a selecção portuguesa deveria dar especial relevância à circulação de bola (de corredor a corredor), e à velocidade da mesma, como forma de explorar de forma eficiente o espaço defensivo albanês, Queiroz coloque Pepe como médio defensivo, que abdique da astúcia e talento de João Moutinho e Simão, e que continue, com a bizarra aposta em Hugo Almeida, que somente é útil (e não muito) no momento de finalizar.

Das características típicas da selecção portuguesa da última década (de 96 a 2008) nada sobra. Abdicar do talento, da inteligência e da velocidade de execução, para apostar na força, não só colocará Portugal fora do Mundial, como tornará, esta, uma equipa só de Queiroz e de mais dois ou três mentecaptos.

PS - O jogo está no intervalo e Portugal está empatado. Contudo, o presente texto será válido, independentemente do resultado. Ainda que Portugal vença (nem se espera algo diferente). Mesmo que com um hat-trick de Hugo Almeida.

PS II - A incompetência de Queiroz é de tal forma atroz, que só pelo facto de ter descaracterizado todo o futebol nacional, não deveria continuar no cargo. Nem mais um dia.

PS III - Se quer ir ao Mundial com Queiroz ao leme, e consegue justificar a aposta no músculo em detrimento do talento e criatividade, a caixa de comentários está ao seu dispor...

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

A magnífica periodização táctica está a chegar ao Sporting?


Para grandes problemas, grandes remédios. Venha de lá esse choque metodológico.

Ninguém poderá ao certo afirmar com relativa certeza, a real qualidade de Villas Boas. Não porque precise de resultados ou troféus para demonstrar qualidade. Questões relacionadas com a liderança, comunicação e operacionalização no terreno, das suas boas ideias, são as possíveis incertezas.

Em termos tácticos, contudo, a expectativa é enorme. Pelo discurso para fora, denota excelentes ideias. Sabe o caminho a trilhar e parece saber de que forma o fazer. Tem uma experiência bastante rica. Bem superior a qualquer treinador com vinte anos de insípido serviço.

Consiga através dos exercícios, potenciar as suas ideias, e Jorge Jesus e Jesualdo Ferreira terão um adversário à altura.

Tal como a chegada de Jorge Jesus ao SL Benfica, Villas Boas no Sporting significa o progresso. Um dia, a periodização será toda assim... táctica.

P.S. - Texto elaborado, antes do término das negociações. Será parecido o perfil do próximo treinador. Ou seria Villas Boas, somente, um caso de lucky guess?

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

José Mourinho. XXX


"Enquanto treinador, fico muito agradado quando vejo atacantes a defender como fazem os meus. Não se começa a construir uma casa pelo telhado."

Evening Standard, 23 Agosto 2004. Após a segunda vitória consecutiva por 1 - 0. Contra o Birmingham.

"Van Gaal não é o meu modelo. A sua disciplina era férrea e os jogadores estavam, digamos, com algemas nos pulsos. Esse foi o problema de Van Gaal no Barcelona."

Record, 31 de Janeiro de 2002

Recordas-te? XVI


terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Javi Garcia

Duas exibições decisivas na mesma semana. Javi é, a par de Fernando, o melhor trinco da Liga Sagres. Bastante forte fisícamente, quer ao nível da morfologia, como das capacidades condicionais, o espanhol tem na capacidade táctica a sua mais admirável característica. Se no momento defensivo, confere sempre, o equilíbrio que o SL Benfica tanto precisa, em situação ofensiva, demonstra inteligência na forma como percebe as suas limitações, optando por jogar a um, dois toques, fazendo a bola circular de corredor a corredor. Decisivo nas bolas paradas. Ofensivas e Defensivas. O seu 3º golo na Liga, garantiu os tão desejados três pontos.

MENOS

Hulk

Não é embirração. Também você, um dia, o perceberá. Aos vinte minutos de jogo já tinha mais perdas de bola que as que Matías e Aimar darão na Liga inteira. Não há equipa que resista à presença de um jogador cujo principal traço é servir o contra-ataque adversário. A sua capacidade de definição dos lances é desastrosa. Fica na retina a situação de 3x1, ainda na primeira parte, em que optando pelo drible permitiu à defesa madeirense recuperar metros no campo de jogo. Com ele, a bola dificilmente circula.

MAIS OU MENOS

João Moutinho

O capitão leonino tem ínumeras qualidades. Ágil, boa técnica, simplicidade de processos, excelente capacidade táctica, quer ao nível da ocupação do espaço, quer pelo cumprimento dos princípios do jogo, e predisposição para contribuir, seja de que forma for, para o sucesso colectivo. Todavia, a cada ano que passa parece menos alegre. É um dos prejudicados pelo mau momento e pelo atípico futebol produzido. São jogadores como Moutinho e Matías que nos fazem crer que é possível bastante mais.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Machado, Scolari, Villas Boas e Co Adriaanse. Sim, Não e Talvez.


Manuel Machado. Está bem onde está. É inegável que já obteve classificações interessantes com as suas equipas, que são geralmente bem organizadas nas saídas rápidas para o ataque. Contudo, o seu método defensivo é pouco consentâneo com a grandeza de um clube como o sporting. Tende a compensar as suas más ideias, com o organizar de uma defesa a cinco. Também, em organização ofensiva, as suas equipas nunca impressionaram. No Sp Braga onde foi forçado a assumir os jogos, foi um, prevísivel fracasso. NÃO.

Felipe Scolari. É um treinador com qualidades. Fantástico do ponto de vista motivacional, seria seguramente capaz de aumentar a auto estima leonina, e o número de espectadores em Alvalade. Não nos revemos, inteiramente, nas suas opções tácticas. As tais que consideramos como o mais decisivo no jogo moderno. Importante perceber, no entanto, que é um vencedor galardoado e consagrado em todo o mundo. TALVEZ.

André Villas Boas. Tendo em conta a pouca experiência, tudo o que possa ser afirmado será, seguramente, especulativo. Parece ter conhecimentos para uma carreira de grande nível, e é inegável que num espaço tão curto de tempo, a Académica transfigurou-se totalmente. Para melhor, bem entendido. A pouca experiência poderá ser um entrave. Porém, quem sabe se não causaria impacto? TALVEZ.

Co Adriaanse. Tem experiência, tem conhecimentos, tem ideias e não se coíbe de as colocar em prática. Astuto tacticamente, e com um perfil de liderença bem definido, o holandês seria uma excelente aposta. SIM.

Nuno Assis & Targino


Um é forte, corre que se farta, mas joga pouco. O outro é franzino, não corre assim tanto e joga muito.

A capacidade de definição tornam os almas opostas. Perceber o futebol de Targino é saber que por mais cavalgadas que dê, e que por mais adversários que engane com os seus dribles e mudanças de direcção, a bola terminará sempre na posse do adversário.

Nuno Assis é o contrário. Em si tudo impressiona. As recepções dirigidas, a capacidade de passe, os timings com que realiza as suas acções, os espaços que procura, as desmarcações nas costas, as de apoio e também, as de ruptura. A capacidade com que define, sempre bem, o seguimento a dar a cada bola que lhe passa pelas botas. São jogadores como o dez vimaranense que fazem valer o preço do bilhete. Se integrado numa equipa com cultura de posse e circulação rápida, Assis é único. Que pena não ter tido treinadores capazes de potenciar tamanho talento.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Levanta-te e anda. Jesus deu-lhes asas.


Pós Atenas, a interrogação. Como reagiria o Benfica? Nesta semana, muitos foram os que voltaram a questionar a capacidade do actual SL Benfica para reagir a um resultado adverso.

Estas potenciais dúvidas surgem na mente dos que creêm que a forma no futebol é fisíca e/ou anímica. Tais factores são fulcrais no jogo moderno. Mas, estão longe de ser a principal alavanca para o sucesso.

Na temporada passada, e perante as injustas críticas, alusivas à falta de atitude, ou motivação de que os jogadores do SL Benfica foram sofrendo, sempre fomos referindo que esse estava longe de ser o problema. Bem pelo contrário.

Ao contrário do que uma larga maioria deduz, o actual bom momento não passa por uma questão de mentalidade. Não está na atitude ou na perseverança a diferença do actual SL Benfica para o do acéfalo Quique Flores.

A competência do actual Benfica é táctica. A equipa é extremamente competente no principal factor de rendimento do jogo. O físico e o anímico poderão ajudar ou prejudicar. Porém, quando a principal qualidade passa pela ocupação / reocupação dos espaços e pela tomada de decisões, facilmente se obtêm níveis elevados de confiança, pois está-se sempre mais próximo do sucesso.

P.S. - O Belenenses e o Sp.Braga de Jorge Jesus foram, do ponto de vista táctico, as melhores equipas da Liga nas épocas passadas. A expectativa sobre o que poderia fazer Jesus com jogadores de maior qualidade era grande. Não nos enganámos. Somente as dúvidas sobre as capacidades de liderança e comunicação, nos impedem de o catalogar, desde já, como um dos melhores da Europa. Talvez esteja na altura de aprender inglês.

P.S. II - Como é óbvio, não precisa de vencer qualquer troféu para provar competência. Ainda que tal afirmação possa fazer uma enorme confusão na sua mente.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Futebolistas de uma vida. XXXV


José Mourinho. XXIX


"Ok, 'Ninja', pasta à vontade lá na frente. Pode ser que aconteça alguma coisa."

Para Derlei, no prolongamento da final da Taça Uefa, depois deste ter dito que não tinha mais forças para continuar a pressionar e a cumprir o movimento colectivo acordado. Curiosidade. Derlei foi o autor do golo no prolongamento. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

"Não preciso de alguém que perceba de metodologia porque esse é o meu forte e, para além do mais, sou cabeçudo. Não há ninguém que me consiga influenciar nesse campo. O que eu quero é alguém do futebol, com sensibilidade para falar com os jogadores, que se consiga afirmar, que tenha autoridade dentro de um balneário e... que seja grande!"

Sobre o processo de escolha do adjunto. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Recordas-te? XV


Curta


"Nunca voltarei ao Real Madrid como treinador" José António Camacho.

Pelo menos se quem tomar tais decisões tiver mais de dois neurónios...

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Hugo Viana

Um excelente golo e uma exibição soberba catapultam o Sp. Braga para a luta pelo titulo. No Minho recuperou a confiança e o prazer de jogar futebol. Lidera uma equipa surpreendente. Ignorado pelos grandes, Viana demonstra que a sua criatividade seria útil, até no meio campo do FC Porto.

MENOS

Bruno Alves

Enough is enough. A sua postura no relvado é inversamente proporcional à sua qualidade enquanto futebolista. As (evitáveis) agressões com que vai brindando os adversários directos, jogo após jogo, incomodam até os menos impressionáveis. Perante a habitual impunidade (Bruno Alves não é um elefante numa loja de cristais. Os lances são, obviamente, propositados. Ao contrário da ideia que pretende transmitir), a saga só parece terminar quando alguém cair inanimado numa qualquer cama de Hospital.

MAIS OU MENOS

Matías Fernández

O chileno é um jogador de classe. Propício a um jogo de toque curto, de constantes apoios, de rápida circulação de bola. É demasiado bom para o estilo de jogo que a sua equipa vem apresentando. Tivesse numa equipa com os princípios do actual SL Benfica, ou Sp Braga, e seria, indubitavelmente, uma das figuras maiores da prova. Apesar do fantástico golo, fica sempre a sensação de que poderia ter dado mais. O problema não está nele, cremos.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Hugo Viana e César Peixoto. O meu fabuloso e underrated pé esquerdo


Hugo Viana. O futebolista de quem se fala. Texto recuperado de 3 de Setembro.

"Newcastle sign £8.5m Viana – 'the new Figo'" ("The independent".2002).

De over a underrated. De forma bastante simples, se sintetiza a carreira de Hugo Viana. Os permanentes rótulos, colocados pela imprensa, ainda que possam ter ajudado na sua vertente financeira, poderão ter-lhe limitado a carreira.

Bastante bom tecnicamente, e com excelente percepção sobre o que é o jogo, a Hugo Viana faltou, sempre, velocidade (não só na sua vertente mais pura. A passada. Como também na execução), para poder justificar a avolumada soma paga pelo Newcastle.

Contudo, mais bizarro que os 8.5 milhões de libras, pagos pela sua transferência, é o facto de, aos 26 anos, voltar para a Liga Sagres para representar o Sp. Braga. Pelas suas limitações, dificilmente seria titular num dos 3 maiores da Liga Sagres. Porém, seria, indiscutivelmente útil.

Aos 29 anos, César Peixoto volta a um dos grandes do futebol português.

Jogador pouco consensual, Peixoto, tal como Viana, tem na ausência de velocidade o seu principal handicap. Tal característica, e as permanentes lesões (e quão graves) diminuiram uma carreira que poderia ter sido bem mais notável (não esquecendo, ainda assim, o seu rico palmarés).

Bastante inteligente, e com um excelente pé esquerdo (impressiona a forma como entrega, sempre, a bola jogável), César é um jogador de classe. A objectividade do seu jogo, aliada aos excelentes recortes técnicos (a quantidade quase infindável de "cuecas" e "cabritos" aplicados na partida ante o Celtic, foram, desde logo, bons motivos para seguir o jogo) são imagem de marca.

P.S. - Longe de serem prodígios, Hugo Viana e César Peixoto, mereciam ter construído uma carreira mais condizente com o seu valor.

P.S. II - Dúvida pertinente. Teremos Viana, tal como Peixoto, de novo num clube grande, aos 29 anos de idade?

P.S. III - Percebe-se que por agora, considere estapafúrdia a comparação. Porém, não é. Tivesse César em Braga e Viana em Lisboa, provavelmente, os holofotes da fama estariam trocados.

P.S. IV - Viana teria sido substituto ideal de Izmailov.

P.S. V - Curiosidade. Tal como sucedido com César Peixoto, está bastante próximo o regresso de Hugo Viana à selecção.