
Um problema, diz-se. Aqui não partilhamos dessa opinião.
O importante é que o portador da bola tenha sempre várias soluções de passe. À direita, atrás, à esquerda e à frente (sempre que possível). Não é importante ter um jogador fixo a dar profundidade num corredor lateral. Importante é que essa profundidade, é que essa opção de passe seja viável. Independentemente de quem a confere.
A tendência de Nico Gaitán em conduzir a bola na direcção do corredor central, não é uma questão de hábito, por antes ocupar esse espaço. É uma questão de inteligência. É assim que se deve comportar qualquer jogador, aquando da posse da bola. É no corredor central que as opções se multiplicam e onde tudo se resolve.
Seria um problema se de cada vez que o argentino o faz, o SL Benfica perder opção de passe no corredor lateral, ou perder profundidade. Porém, isso não sucede. A mobilidade que o modelo de Jesus confere ao ataque é admirável. Quando Nico trás a bola para o meio, surgirá sempre Fábio ou Saviola como opção de passe exterior. Ou seja, o decisivo não é ter sempre o mesmo jogador a ocupar aquele espaço. O decisivo é, sempre que necessário ser possível ter mais uma linha de passe.
O que antes Di Maria procurava resolver em situações de 1x1 (que resultavam somente quando o jogador estava confiante), agora faz-se por vários. Em movimentação colectiva. E essa, meus caros, tem sempre mais possíbilidades de êxito. Afinal, passes curtos, recepções dirigidas e desmarcações são o que de menos exigente, em termos técnicos se pedem a um futebolista profissional. Se não acontece mais, é porque falta capacidade de tomada de decisão. Não a técnica.
Com Fábio Coentrão e Gaitán, do corredor lateral esquerdo do SL Benfica só se pode esperar uma dinâmica ofensiva estupenda. E golos. Muitos golos a passarem por ali.
Não cremos que o Benfica precise de alguém para resolver no plano individual, quando tudo o que de bom esta equipa faz, se centra no colectivo.
Fique com o terceiro golo do jogo de ontem. Repare como tudo começa.
P.S.- Com quinze golos nos últimos quatro jogos, não parece que a dinâmica ofensiva tenha sido beliscada.
O importante é que o portador da bola tenha sempre várias soluções de passe. À direita, atrás, à esquerda e à frente (sempre que possível). Não é importante ter um jogador fixo a dar profundidade num corredor lateral. Importante é que essa profundidade, é que essa opção de passe seja viável. Independentemente de quem a confere.
A tendência de Nico Gaitán em conduzir a bola na direcção do corredor central, não é uma questão de hábito, por antes ocupar esse espaço. É uma questão de inteligência. É assim que se deve comportar qualquer jogador, aquando da posse da bola. É no corredor central que as opções se multiplicam e onde tudo se resolve.
Seria um problema se de cada vez que o argentino o faz, o SL Benfica perder opção de passe no corredor lateral, ou perder profundidade. Porém, isso não sucede. A mobilidade que o modelo de Jesus confere ao ataque é admirável. Quando Nico trás a bola para o meio, surgirá sempre Fábio ou Saviola como opção de passe exterior. Ou seja, o decisivo não é ter sempre o mesmo jogador a ocupar aquele espaço. O decisivo é, sempre que necessário ser possível ter mais uma linha de passe.
O que antes Di Maria procurava resolver em situações de 1x1 (que resultavam somente quando o jogador estava confiante), agora faz-se por vários. Em movimentação colectiva. E essa, meus caros, tem sempre mais possíbilidades de êxito. Afinal, passes curtos, recepções dirigidas e desmarcações são o que de menos exigente, em termos técnicos se pedem a um futebolista profissional. Se não acontece mais, é porque falta capacidade de tomada de decisão. Não a técnica.
Com Fábio Coentrão e Gaitán, do corredor lateral esquerdo do SL Benfica só se pode esperar uma dinâmica ofensiva estupenda. E golos. Muitos golos a passarem por ali.
Não cremos que o Benfica precise de alguém para resolver no plano individual, quando tudo o que de bom esta equipa faz, se centra no colectivo.
Fique com o terceiro golo do jogo de ontem. Repare como tudo começa.
P.S.- Com quinze golos nos últimos quatro jogos, não parece que a dinâmica ofensiva tenha sido beliscada.
17 comentários:
Numa conversa de amigos, subscrevi essa mesma teoria. Penso que o ataque do Benfica jogará mais na óptica do carrossel do Barcelona, mas claro, com muito mais velocidade.
Gaitan, Saviola e Aimar (tripla de argentinos) trocando de posições constantemente. Com Carlos Martins e Amorim tb a poder entrar nessa rotação.
Quanto a essas laterais, com dois laterais como Coentrão e Maxi, Jesus pode sempre pensar num esquema de jogo assim. Quando não puder arriscar nas subidas dos laterais, penso que Fábio Faria atrás e Coentrão à frente será uma boa solução.
excelente texto.
Mas sabes como é... tudo no Benfica é problema, inclusive coisas que nos outros clubes são normais.
O Sporting que teve uma excelente escola de extremos, já não joga com extremos desde a saída de Nani. Alguém diz alguma coisa?
E o Porto tem extremos? O Hulk é extremo?
É como o GR... falam muito do Roberto mas quantos erros brutais tiveram Helton e o puto do Sporting em jogos importantes?
Isso das posições é irrelevante. É preciso é jogadores com talento e criatividade para criarem jogadas em todo o lado e em pequenos espaços. Como o fazem Gaitan, Aimar, MArtins e Saviola.
O exemplo do Barcelona é extremamente feliz. É a equipa com melhor e maior dinâmica ofensiva do mundo. E tb n usa os extremos no sentido puro do mesmo. Não há ng a furar pela linha para ir para o cruzamento.
Sempre que o extremo (seja Messi, Henry ou Pedro) recebe a bola, trás para o meio...
E na campeã do mundo. Quem são os extremos?
É isso, é isso... Vamos a ver, pois tenho essa ideia também. Claro que todos gostávamos de ver o Benfica a carborar como o Barça, mas, primeiro, sermos campeões, segundo fazer uma boa campanha lá fora, terceiro, crescer como equipa, o que será difícil, digo eu, pelo menos do 11 base... Ou se calhar não digo, se calhar ainda crescem mais... Só o tempo o dirá!
Mas foi logo outra música com esses dois.
E custa-me é ver os Benfiquistas a quererem despachar o Cardozo, que é tão somente o melhor marcador do campeonato nacional, e do Benfica, desde 92... Incrível.
Vá, vamos lá que o tempo urge! Boa sorte rapazes!
Abraço
Márcio Guerra, aliás, Bimbosfera
Bimbosfera.blogspot.com
Eu nunca percebi a obsessão que as pessoas têm por extremos puros, daqueles que vão à linha e cruzam. Provavelmente nunca perceberei.
Muito bem. Concordo em absoluto. O problema, quanto a mim, é quando Gaitan não tiver um jogador como Ceontrão no apoio, a aproveitar os tais espaços de progressão pela linha que o argentino inteligentemente abre. Por outro lado, tenho para mim que o Gaitán, não tendo a explosão de Di Maria, é um muito mais inteligente com a bola nos pés. Com mais progressão e mais competição, atingirá um nível que o colocará como um dos pilares do modelo de Jorge Jesus. Abraço e parabéns pelo texto
Muito bem pensado...
abraco
PB,
Dá a ideia que esta equipa do Benfica só ataca bem pela esquerda. E o lado direito? O que tens a dizer da previsível saída do pilar Ramires? Será que o Benfica conseguiria encontrar um Gaitan destro? Ou seria um erro? Será que pela amplitude ofensiva do flanco esquerdo o flanco direito deverá ser mais conservador e mais defensivo? Parece-me esta a questão mais grave no Benfica caso Ramires saia. Que dizes?
Claro, como no Barcelona. Até eu já tinha pensado nisso.
Temos Javi e Airton que fazem de Busquets na perfeição, Carlos Martins está praticamente ao mesmo nível de Xavi, Aimar é um Iniesta com mais cabelo, Cardozo não é inferior a Ibrahimovic, Saviola faz muito bem de David Villa, Alípio poderá, dentro de três a quatro anos, superar o Pedro. Só não estou muito confiante se Gaitán estará ao nível de Messi.
Mentiroso, qualquer equipa pode tentar jogar como o Barcelona. Difícil é consegui-lo. Porque ng no mundo tem a qualidade do Iniesta, Xavi e companhia. Agora tentar usar os mesmos principios, é de louvar!
Luís, eu acho que o Benfica tem igualmente muita qualidade a atacar pelo lado direito, quando o Rúben Amorim joga como defesa direito. É outro caso tipico de alguém q procura com grande qualidade o espaço interior, as tabelas, apois e combinações. Lembro-me de vários golos e excelentes jogadas naquele corredor.
(Revê, por exemplo, o 3º golo na final da taça da Liga)
A perca do Ramires, parece-me que debilitará e muito a equipa, mas no plano defensivo. Na forma como o Benfica reage aos contra ataques adversários. Com o Ramires em campo, e fruto dos seus rapidissimos sprints para re-ocupar o espaço defensivo, o Benfica consegue ter sempre, pelo menos, 6 jogadores atrás da linha da bola. Sem ele...muitas vezes são somente 5. Ou demora bastante mais a chegar o 6º.
Confirmando-se a sua saída, a perca será essencialmente em termos defensivos, pela forma como ele dá o equilibrio necessário à equipa.
Poderá eventualmente perder qualidade ofensiva, pq Amorim jogará como médio e entrará Maxi (q tem mto valor e mtas coisas boas)para defesa direito. E o uruguaio não tem a qualidade técnica dos colegas... Provavelmente, as tais combinações não seriam tão bem sucedidas...
http://footinmyheart.blogspot.com/
novo artigo ;)
vai uma troca de links? um abraço
Feito T Nogueira.
Pronto, ok, estou convencido.
JAS, lol
Muito a sério. Se o plantel tivesse fechado a entradas e a saidas, o Benfica seria favorito com grande avanço em relação aos restantes. Mas, não está... E qt mais tarde sairem (D.Luiz, Ramires, ou whatever) pior será...
muito boa análise. concordo, haja dinamica e capacidade fisica para aguentar um jogo colectivo de tal intensidade.
é por causa destas opinioes que este vosso espaço é por mim apreciado..é "chato" quando não têm tempo para escrever, um gajo sente falta...
:)
abraço.
PB,
já sabes que discordo. Acredito que o Benfica tenha necessidade de contratar um extremo. Quando Jesus se referia aos alvos perdidos, era de extremos que falava. E um deles, sejamos sérios, era James Rodriguez.
Provavelmente não seria um extremo para entrar de caras na equipa. Provavelmente até seria, ou pelo menos para promover maior rotatividade com Gaitan (e colocar Nico mais vezes no centro ou na direita).
Claro que o importante é ter sempre linhas de passe, mas não devemos esquecer o losango do Sporting que, muito bem construído, perdeu demasiados pontos em casa, que o arredaram da luta pelo título. Precisamente pela falta de quem desequilibrasse junto à linha.
Dizes bem, é no corredor central que tudo se resolve, mas é nas laterais a zona de menor densidade, onde se pode promover o desequilíbrio e desmontar defesas bem organizadas.
É certo que as linhas de passe e as desmarcações são fundamentais, mas e perante uma defesa extremamente organizada? Não será necessário ter alguém que tenha capacidade de, com critério, romper individualmente? O que foi do Barcelona frente às duas equipa mais bem organizadas que encontrou até hoje? Chelsea e Inter? Não teve extremas dificuldades? E uma das razões não foi por procurar quase sempre os movimentos centrais?
Sou partidário de que um plantel deve ter jogadores de todas as características. Ao Benfica falta-lhe alguém que possa reproduzir, no mínimo, alguns traços ou comportamentos semelhantes ao que Di Maria fez no ano passado.
Com um extremo esquerdo (e já agora com Urreta), o plantel do Benfica ficaria praticamente perfeito. Mesmo sendo certo que existirá sempre Luis Filipe :)
Gostei do texto e concordo em pleno. De qualquer maneira, acho q a aquisiçao de mais um jogador para akela posiçao é necessaria. O que não contraria em uma virgula o que está aqui escrito.
Creio que necessitamos tambem de mais um lateral direito. Que com a saida de ramires será indispensavel.
Agradeço tb ao autor deste texto, por ter aderido aos seguidores do meu blog.
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