sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Paulo, eu não ia por aí. E João, abre os olhos. Síntese rapidissima do primeiro susto.


Por ainda não ter sido possível ver muitos jogos, fica difícil desde logo perceber o modelo de jogo do Sporting, e perspectivar o que poderá seguir-se. Uma certeza, porém. Com apenas dois médios no corredor central, não parece que o Sporting venha a ser tão dominadora como Paulo Sérgio pretende, nem parece que consiga deixar de estar demasiado exposta às equipas com boa capacidade ofensiva, com avançados inteligentes, capazes de baixar um pouco no campo de jogo, para explorar todo aquele espaço entre os defesas e os médios.

Quanto às possíveis insuficiências tácticas do modelo, essas ficarão para mais tarde, depois de percebida a dinâmica imposta.

Quando à inexistente coordenação defensiva entre o sector defensivo e o do meio campo, se alia a desconcentração de uma das peças, os sustos acontecem.


Sporting 1-1 Nordsjaelland

Simão MySpace Video


Somente o mau posicionamento defensivo de João Pereira permitiu aos dinamarqueses a possibilidade de explorar o espaço entre o central e o lateral direito. Pereira deveria estar ao lado de Daniel Carriço e não mais à frente. Apenas a sua desconcentração justifica o seu posicionamento aquando do passe. Quando se chega a um clube com as responsabilidades do Sporting, não basta conferir dinâmica ao momento ofensivo. E é decisivo que Paulo Sérgio tenha a coragem para corrigir da forma que o tiver de fazer, quem por distração compromete o sucesso colectivo.

5 comentários:

Mentiroso disse...

O grande Elias ou, o que faz falta é motivar a malta.


Depois das recentes contratações de Alípio e Rodrigo, ao que tudo indica, ambos para emprestar - tal como eu já tinha vaticinado há cerca de um mês atrás - parece estar a caminho do Benfica o trinco Elias, do Corinthians, com a missão de suceder a Ramires.

São jogadores de características diferentes, sendo que este lugar específico já era, na minha opinião, o mais bem servido do plantel. Tínhamos o Aírton e o Javi Garcia e a partir de agora o grande Elias (1,73 m de altura) que vem para somar. Poucos clubes europeus podem concorrer connosco em qualidade e em quantidade na “cabeça de área”.

Enquanto isso, outro trinco, este da formação do Benfica, parece estar a caminho de um grande de Itália. A parte boa de tudo isto é que a saída de Danilo permitirá ao Benfica receber mais de QUATROCENTOS MIL EUROS pelos direitos de formação.

filipe disse...

Olá PB,

Não abordei este jogo no Jogo Directo e, por isso e porque gosto bastante deste tipo de análises, permite-me discordar aqui contigo. Ou melhor, discordar da abordagem que deste à análise do lance em concreto.

A meu ver este lance diz muito dos problemas defensivos do Sporting. Repara que a primeira linha de pressão está pouco acima do meio campo e que, mesmo assim, o espaço entre linhas é enorme. Mais, este lance é ainda mais paradigmático porque os médios não estão sequer lado a lado e isso é também uma boa forma de perceber que o problema do espaço entre sectores não se esgota na questão do sistema e no facto de se utilizar, ou não, uma dupla de médios. Face aos comportamentos colectivos, aliás, o sistema é a meu ver sempre um detalhe.

O problema - a meu ver, mais uma vez - é a inconsistência entre as ambições do pressing e o comportamento da linha defensiva.

Quem quer pressionar em profundidade e em largura, ao mesmo tempo, tem de ter uma linha defensiva muito mais agressiva e eficaz no fora de jogo.

Ora, aqui há 2 abordagens. Se o objectivo for controlar a diagonal, então tens razão, o posicionamento exterior do JPereira é errado. Mas, se o objectivo é manter uma equipa alta e próxima para pressionar, então o erro está no comportamento da linha defensiva como um todo, que deveria, não só ter estado mais alto em toda a jogada, mas também reagido de forma a tirar partido do fora de jogo e não de controlar o espaço nas costas.

Há outro pormenor importante. A diferença entre o comportamento dos laterais e dos centrais no momento do passe. Enquanto que os laterais parecem ter o instinto inicial de ficar e usar o fora de jogo, os centrais baixam progressivamente desde o inicio, preocupados com o controlo do espaço. Ora uns foram trabalhados para usar esse recurso, com Domingos e Jesus, e outros jogaram nos últimos anos num modelo "cego" no uso do fora de jogo, com Paulo Bento.

Por isso - e sempre na minha opinião - o que Paulo Sérgio deveria tentar fazer, mais do que alterar os 2 médios ou corrigir o instinto do JPereira no lance, é alterar a mentalidade e comportamento da sua linha defensiva e dos centrais em particular.

Esse é o primeiro - e mais importante - dos problemas deste modelo do Sporting. O outro é o pressing.

Um Abraço!

PB disse...

sim Filipe, a defesa está demasiado baixa. Mas, se em 4, 3 estão na mesma linha... é mais fácil baixar o 4º... e depois então, até subir os 4 em conjunto...

mas, naquele momento, era o JP que estava a destoar.

E sim, com a defesa baixa, e sem pivot defensivo, mt mais dificil será controlar o meio campo defensivo...

PB disse...

Mentiroso, não percebi nada do q está para ai escrito e o que tem o mesmo a ver com este post

Bimbosfera disse...

Grande análise, sim senhor. Tanto a análise como o comentário do Filipe.
Quanto ao Mentiroso, é Benfiquista, creio, como eu, e costuma deixar uma mensagem igual em muitos sítios, como forma de expressar a sua opinião. Um blog, no entanto, era capaz de ser um boa solução!
Eu já tenho os meus, ehehhe!

Abraço

Márcio Guerra, aliás, Bimbosfera

Bimbosfera.blogspot.com