domingo, 28 de fevereiro de 2010

Banho de bola


A expressão está em voga e espelha o que se passou no clássico.

A falta de qualidade criativa no meio campo azul e branco, nota-se de cada vez que a equipa é pressionada. Tal como no Estádio da Luz, o FC Porto viu-se asfixiado, sem capacidade para sair para o ataque.

Num trio de atacantes, ter Varela e Mariano em simultâneo, também não ajuda. Ambos, têm a amabilidade de perder a bola de cada vez que a tocam.

Já aqui foi referido. A péssima época do Sporting, não pode ser vista como um problema de qualidade individual. Todo o meio campo leonino jogaria de caras no FC Porto.

Para Jesualdo, uma interrogação. Valerá a pena insistir no 4x3x3, quando é tão pouca a qualidade dos extremos?

P.S. - Bem cedo o referimos, sem boas soluções colectivas, sem combinações ofensivas seria muito difícil para o FC Porto voltar a sagrar-se campeão. Estávamos, porém, longe de imaginar que até mesmo o acesso à Champions estaria comprometido.

P.S.II - Muito engraçada a abordagem de Rolando ao lance do 3-0. Mas, não tanto quanto a pobre exibição de Varela. Que selecção é esta, Carlos?



P.S.III - Crer que Micael é melhor jogador que João Moutinho ou Izmailov, é bem capaz de ser um sinal de iminente demência.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Convocatória de Carlos Queirós


De tão ridícula, chega a ter piada.

Alguém se importa de explicar ao seleccionador que uma selecção deve ser composta pelos melhores jogadores do país. Não pelos que estão a jogar mais minutos, ou a dar mais nas vistas.

Percebe-se que Quaresma ficará fora do Mundial porque não joga no Inter. Como Pepe também não joga no Real, fica a curiosidade para saber se será ou não convocado para ir à Africa do Sul, assim recupere da lesão. E se sim, um jogador que não jogou mais de meia época por lesão, está melhor preparado que outro que treinou todos os dias do ano? O “nosso” seleccionador, aparentemente pensará que sim.

Para defesa esquerdo, um dilema. Primazia à cultura táctica (Peixoto) ou à capacidade técnica e criatividade (Fábio Coentrão)? Que pensará Queirós? Ou porque não num jogador sem qualidade em qualquer uma dessas características (Duda)?

O regresso de Hugo Almeida é absolutamente fantástico e não espanta, tendo em conta a forma como Queirós pensa o jogo. O ponta de lança deve ser uma estaca ou um tronco, incapaz de se mover, mas que de vez em quando finalize uma ou outra jogada (e Almeida fá-lo. Geralmente mal, no entanto).

P.S. – O Juvenal Silvério está a fazer uma época soberba no Real de Messines. Para além de ser titular, marca golos como ninguém. E porque não uma oportunidade para tão abnegado jogador? Ele é titular!!!!

P.S.II – Mas, se calhar Carlos Queirós é um génio e iremos melhorar as prestações obtidas com Scolari…

P.S.III – Quem é o Rolando?

P.S. IV – Graças a Deus que Edinho, por mais que mude de clube, não é titular em lado nenhum...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Atenção Jesus


"Em qualidade de jogo, somos os melhores em Portugal. É que nem há comparação possível".

De acordo. De facto, em "nota artística" há muito que não se notava tão acentuada diferença. Os 89 (?!) golos na presente época, praticamente o justificam. Que Jorge Jesus, no entanto, tenha bem presente na mente que a última equipa a diferenciar-se tanto assim das demais, na dita "nota artística", perdeu a Liga na penúltima jornada, no campo do seu eterno adversário, uns dias antes de também perder uma final europeia.

P.S. - Este SL Benfica é francamente superior ao Sporting que espalhava qualidade pelos relvados em Portugal. A diferença está sobretudo na transição defensiva. Assim Ramires e/ou Rúben Amorim estejam aptos.

P.S. II - Como a "nota artística" não é o mais decisivo, é impossível esquecer e não valorizar ainda mais, as equipas de José Mourinho.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Silvestre Varela

Depois do desastre de Matosinhos, prova-se que os menos habilidosos técnicamente também têm semanas felizes. Principalmente se forem rápidos e fortes. Um golo na Liga dos Campeões, duas assistências no jogo que relançou o FC Porto na Liga, e várias arrancadas que manteram o FC Porto sempre ligado à corrente. Varela está na melhor fase da sua carreira. Enquanto se mantiver confiante, continuará a agitar o jogo azul e branco.

MENOS

Carlos Carvalhal

De todos, é bem capaz de ser o menos responsável pela hecatombe. É verdade que tem pouco tempo para treinar, pois o calendário está bastante apertado. Porém, a qualidade de jogo da equipa aproxima-se do zero. Por vezes dá a sensação de que Carvalhal, apenas espera pela sorte, não procurando ir ao seu encontro. No fim de Fevereiro, seria expectável algo mais. É difícil de dizer se merece uma segunda vida na próxima temporada. O Sporting é uma equipa descrente, sem um pingo de motivação e o seu treinador parece ir pelo mesmo caminho. É incrível como consegue sempre notar melhorias, quando objectivamente o jogo do Sporting não tem ponta por onde se lhe pegar.

MAIS OU MENOS

Domingos Paciência

Ainda que eliminado bem cedo das várias competições nacionais e internacionais o Sp. Braga, na Liga, tem realizado um percurso absolutamente soberbo. Ainda que as dúvidas sobre a real competência de Domingos se mantenham, é impensável não reconhecer o quão fabuloso tem sido o percurso de uma equipa que poderá ficar para a História. No jogo no Dragão, fica no entanto, difícil perceber a ausência de Meyong no onze inicial. Para poder ser uma equipa com boa presença na frente, seria decisivo ter um avançado capaz de segurar e entregar com grande assertividade a bola. Um avançado capaz de, jogando de costas para a baliza, esperar pelos colegas, garantindo que a equipa poderia subir uns metros, e jogar um pouco mais à frente. Meyong é um dos melhores da Liga nessa vertente. É difícil prever com exactidão o que poderia ter acontecido com outras opções. Fica a perca da liderança e a expectativa em relação ao que se seguirá. Pelo nível a que se tem apresentado e pelo calendário teoricamente mais fácil, o Sp Braga estará, previsívelmente, na luta até ao fim.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Verdadeiramente surpreendente


Dados estatísticos retirados do Correio Sport:

Sem Hulk, o FC Porto ataca, remata, marca e ganha mais.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"A selecção de Rui Costa e Figo era bastante melhor"


"Tinha mais técnica. Agora vale pelo físico". Renê Weber, antevendo o jogo do Mundial na África do Sul.

Varela pré-convocado para o Mundial. Cenário confirmado por Carlos Queiroz.

A caixa de comentários está aí...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tinhamos saudades tuas


Muitas.

P.S. - Em Londres, o jogo será terrível. O Arsenal até pode ser uma equipa com imensos defeitos. Porém, em termos ofensivos é das mais encantadoras da Europa.

Os centímetros do Sporting


Facilmente se concluí que o Sporting demasiadas vezes sai prejudicado pela baixa estatura do seu onze base. Várias foram as criticas às contratações de Janeiro, precisamente porque todas elas vieram acentuar ainda mais tal deficit.

Deveria o Sporting procurar no mercado, jogadores morfologicamente mais altos?

A resposta é não.

Por mais que nos queiram fazer crer que os centímetros são decisivos, a morfologia do atleta deve ser tida somente como um extra. A primazia deverá incidir sempre na capacidade técnica e táctica, seguida das capacidades condicionais. Nunca nas morfológicas. Se morfologicamente o atleta retirar dos tais atributos benefícios para o seu jogo, melhor. Desde que não faça dos mesmos, o centro do seu jogo.

Se é verdade que os atletas mais altos, mais facilmente obtêm sucesso em determinados momentos do jogo (bolas paradas, essencialmente), não é menos verdade, que mais facilmente encontramos jogadores talentosos com baixo centro de gravidade.

O problema do Sporting não está, obviamente, na pouca altura dos seus jogadores. Está na incapacidade para gerir com qualidade a posse de bola. Está na facilidade com que se entrega a bola ao adversário. Fosse o Sporting mais capaz nos momentos ofensivos, retirando tempo de posse de bola ao adversário, e tal questão nem se colocaria.

P.S. - Há uns meses sugerimos que no SL Benfica, a diferença de Javi para Rúben era somente morfológica, pelo que o espanhol não deveria ser tido como insubstituível. A crença mantém-se.

P.S. II - Tendo exactamente a mesma capacidade técnica, táctica e física, ser mais alto é de facto uma vantagem.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Domingos Paciência

Mais uma vitória num jogo de dificuldade acrescida. Com o 3º classificado a oito pontos de distância, só um pensamento é permitido. Vencer. A performance defensiva é sublime, o Sp. Braga continua a conceder poucos ataques e poucos lances de finalização aos adversários. Não perdendo na próxima jornada, o acesso à Champions será uma realidade (pré-eliminatória, no mínimo).

MENOS

Carlos Carvalhal e João Pereira

Sobre o treinador, a expectativa mantém-se. Continuamos crentes de que tem qualidade. Não concordamos todavia com o sistema táctico, tão pouco com os onzes iniciais que tem apresentado. Será Matias assim tão diferente daquilo que temos em mente? Depois de gorada, e da forma como foi, a possibilidade de almejar troféus, começa a parecer impossível a sua permanência em Alvalade. Desperdiçada a oportunidade de uma vida, que rumo para Carvalhal?

Nunca um jogador havia resolvido um derby tão precocemente. João Pereira fê-lo pela negativa. Não tem sido o jogador que se esperava. Continua dinâmico no processo ofensivo. Porém, pelas suas más abordagens aos lances, está ligado a demasiados golos sofridos. É no entanto, uma mais valia no Sporting. Há, contudo, que corrigir a forma como encara as situações defensivas de 1x1.

MAIS OU MENOS

Jesualdo Ferreira

É difícil culpabilizar um treinador tricampeão. Facilmente se percebe que as armas (leia-se jogadores) não são as mesmas de épocas passadas. Este é um FC Porto, bastante deficitário em qualidade individual, comparativamente aos anteriores.

Quando a época terminar e sair definitivamente do FC Porto, Jesualdo irá de consciência limpa. Ele que até fica doido com tanta perda de bola. O sentimento de impotência perante a pouca inteligência de vários jogadores, quando no passado se teve a felicidade de conviver com jogadores verdadeiramente bons, é das coisas mais dolorosas que um bom treinador tem de passar. Não é por ele...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Varela não é trapalhão


De facto, o Varela é até, tecnicamente, bastante evoluído. E obviamente que jogaria em qualquer equipa portuguesa.

O Ruben Micael é o novo Zidane, e o FC Porto tem um futebol encantador. Bem pensado, apoiado, de circulação rápida e inteligente. Eu é que ando um pouco sonolento.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A tomada de decisões, a confiança e a tranquilidade


"No último passe podiamos ter tido melhores ideias. Quando alcançarmos a manutenção, seremos uma equipa mais tranquila e apta a ter melhores decisões". Ulisses Morais.

Ulisses Morais a falar em decisões, reconhecendo-as como algo determinante no jogo, já é um upgrade.

Contudo, fica sempre a dúvida sobre o que entenderá o treinador por decisões. E claro, se sabe reconhecer o melhor comportamento a adoptar em cada instante.

No imediato, importa perceber que as boas decisões não dependem da confiança ou da tranquilidade. Tais aspectos são decisivos na execução dos diferentes gestos técnicos. Não intervêem, porém, na tomada de decisão. Um jogador tranquilo e confiante, tenderá a ter mais capacidade para colocar em prática a decisão tomada. Não em optar por uma melhor decisão. Estar tranquilo não aumentará a percepção do jogador sobre o jogo. Não lhe permitirá saber qual a melhor forma de resolver cada situação. A tranquilidade e a confiança, incidirão na parte técnica, na performance do gesto técnico. Não na compreensão mental do jogo. A decisão será exactamente a mesma, aumentando no entanto, o potencial de sucesso da mesma (Di Maria confiante, continuará a tentar driblar os 11 adversários. Passará somente a ter maior sucesso na sua má decisão), em virtude de se estar mais ou menos confiante.

Por isso, caro Ulisses, esse brilhantismo que dizes ter sido hoje alcançado, poderá mesmo ser o máximo a que uma equipa sua poderá almejar.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Impressionadíssimo


Com a fantástica organização colectiva da Académica, e com a tremenda falta de jeito de Orlando Sá.

Se há jogadores com tamanha falta de qualidade no FC Porto, é bem possível que qualquer um de nós ainda possa chegar à Liga Sagres.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Geneticamente mais forte


A frase é de Quique Flores, e traduz de forma perfeita, a diferença entre Sporting e SL Benfica na época actual.

João Pereira também é geneticamente mais parvo, e resolveu o jogo aos 6 minutos.

Poder-se-ia pensar que, devido à ausência dos melhores jogadores da Liga (Aimar e Saviola), o jogo seria totalmente diferente. Porém, João Pereira, bem cedo, acabou com o jogo.

Bastante bem esteve o SL Benfica na ocupação do espaço. Jesus referiu-o. Nem sempre se consegue tirar com tanta qualidade vantagem da superioridade numérica. O Benfica conseguiu, fruto de uma linha defensiva posicionada quase sobre a linha do meio campo, garantindo que, mesmo aquando da recuperação da posse de bola, os jogadores do Sporting não tinham espaço para poder progredir no relvado.

Asfixiado, sem soluções para sair para o ataque, e com Liedson desacompanhado na tentativa de acorrer aos pontapés longos para a frente, o avolumar do resultado era uma questão de tempo. Ainda que, em termos ofensivos (circulação de bola e capacidade para criar desiquilibrios), o SL Benfica tenha demonstrado que não pode viver sem Aimar e Saviola. Éder Luis e sobretudo Kardec demonstraram pouca qualidade. Di Maria perdeu imensas bolas e Carlos Martins... é o Carlos Martins!

P.S.- Estamos de regresso, após umas merecidas férias. Não só não me foi possível assistir aos recentes jogos, como estive sem ligação à internet. Bem haja para todos os que se preocuparam.