quarta-feira, 16 de junho de 2010

A África do Sul é uma equipa de futebol?







Pode optar. Pare o video no segundo 4, 5, 6 ou 7. Seja qual for o momento em que interrompeu o video, confira o posicionamento dos sul africanos. Oh Deus, este Mundial não está a decorrer no ano de 2010? Como é possível treinadores como Parreira andarem a encher os bolsos de dinheiro, enganando tanta gente?



P.S. - É incrível como a um nível que se pretende tão elevado, o posicionamento defensivo continue a ser aleatório, tendo por base as referências adversárias.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Diário do Mundial. Dia 4 e 5.


Ao dia 4, a Holanda e a Itália.

Da Holanda espera-se bom futebol e uma eliminação relativamente precoce. Da Itália, futebol pobre, mas resultados. Na África do Sul poderemos ser surpreendidos. A Holanda alia ao tradicional talento uma organização interessante, e a Itália à sua boa organização táctica, não acrescenta talento.

Não será o Mundial da Itália, mas poderá ser o da laranja mecânica. Com tamanha capacidade para criar lances ofensivos, a Holanda poderá sagrar-se campeã. As equipas talentosas, desde que organizadas são capazes de vencer qualquer jogo. Mesmo que a tradição não as favoreça. À Itália nunca faltou organização. Nem talento. O Mundial de 2010 será a excepção. É difícil encontrar criatividade na selecção italiana. Tal deficit será determinante.

O Mundial de 2010 demonstra também a nula evolução das equipas africanas (Costa Marfim não é excepção) na vertente mais decisiva do jogo. A capacidade de decisão. A tomada de decisão. Particularmente no último terço do campo de jogo. As equipas africanas são poderosíssimas na dimensão física do jogo, mas demasiado más na intepretação dos lances. Não raras vezes se vêm os africanos ganhar os duelos individuais sem nunca usar essas situações de forma profícua. Não admira que depois de já terem entrado seis equipas africanas em campo, somente duas tenham marcado. E a Gana de penalty.

As equipas Asiáticas são boas surpresas. Têm evoluído bastante e é possível contar com elas para discutir qualquer jogo. Cuidado Portugal!

Não tendo visto o jogo do Brasil, não parece difícil de adivinhar que vencerão os três jogos sem dificuldade.

A selecção portuguesa foi a tristeza anunciada.

Se há um selecionador em cada um de nós, aqui vão as sugestões do Lateral Esquerdo para os próximos jogos:


- 442 Losango. Permitiria mais apoios, gente mais próxima que beneficiaria a circulação de bola (Com a Costa do Marfim, Liedson esteve sempre bastante longe de todos os colegas. E todos sabemos da sua incapacidade para prender a bola e servir de apoio frontal);
- Danny já deveria rezar a todos os santinhos por estar nos 23. No 11, é ridiculo. Ninguém nega a sua velocidade e amiúde irreverência. Porém a sua terrível capacidade de decisão leva-o a perder quase todas as bolas em que as suas botas tocam;
- Simão atrás dos dois avançados;
- Ronaldo ao lado de Liedson. Caindo nos corredores laterais em situação de contra-ataque. À semelhança de Saviola no SL Benfica. É decisivo que Ronaldo receba a bola no corredor lateral, onde há menor concentração adversária, para partir com ela dominada na direcção do corredor central;
- Deco no banco;
- Amorim de início. Tem valor para ser titular em qualquer lugar. E merece;
- Com mais apoios (meio campo com Mendes, Tiago e Meireles?) maior liberdade para os laterais apoiarem o ataque. Maior circulação de bola, de corredor a corredor.

domingo, 13 de junho de 2010

Diário do Mundial. Dia 3.


Ao terceiro dia, surge nova equipa no torneio bem organizada tacticamente. A Alemanha de Joachim Loew, tal como a Inglaterra de Capello, sabe perfeitamente como ocupar o campo de jogo. Defensivamente o seu quarteto mais recuado coloca-se em função da bola e dos próprios colegas. Posicionam-se bem próximo uns dos outros, garantindo que a bola nunca é colocada em profundidade nas suas costas. O restabelecimento de equilibrios (essencialmente sempre que um dos centrais tinha de sair na lateral, cabendo ao lateral a função de fechar mais dentro, garantindo a cobertura defensiva) sai de forma natural.

A lamentar, tal como com a selecção inglesa, a opção por um sistema táctico que não garante muitos apoios, nem uma articulação muito eficiente entre sectores. Por cá continuamos a preferir os colectivos que ocupam o espaço à frente dos centrais com um pivot defensivo.

Quando cair, e cairá nos quartos ou nas meias, a selecção germânica cairá de pé.

A Austrália é uma enorme desilusão. Não é que se pudesse pensar que os australianos pudessem contrariar o favoritismo da mannschaft. Porém, com tantos jogadores a disputarem competições na Europa, seria difícil imaginar que tal selecção não passasse de um grupo de excursionistas incapazes de se colocarem em campo de forma assertiva. Sem bola, os australianos tentavam estar onde estavam os alemães. Não admira que defensivamente a equipa se aproximasse de um enorme buraco. Ter técnica não chega. Sobretudo quando não se percebe exactamente o que se está a passar.

O Gana venceu e, mesmo tendo-o feito à custa de incríveis erros pontuais de jogadores sérvios, demonstrou superioridade. Incomodou, no entanto, a falta de qualidade nos momentos de decisão com a bola. O Gana até tem bons jogadores do ponto de vista físico e técnico. Contudo, sem qualidade nos processos de tomada de decisão, jamais poderá fazer uma boa prova. Foram lastimáveis os minutos em que jogou em superioridade numérica (na realidade, nunca conseguiu fazer valer a superioridade, porque não teve intelectualmente capacidade para explorar as zonas de menor concentração defensiva adversária).

A Sérvia é uma desilusão. Vários jogadores famosos, mas ausência futebol de qualidade. Com este resultado, parece condenada à eliminação precoce. Não parece crível que a Austrália consiga pontuar nesta prova.

No grupo C, Argélia e Eslovenia foram protagonistas de um jogo bem pobre. Quando em termos gerais há pouca qualidade individual, e em termos colectivos verifica-se uma total ausência de ideias e princípios, torna-se difícil aguentar tal espectáculo. Os Estados Unidos parecem ter mais condições para seguir em frente.

Destaques

Ozil (Alemanha). Jogador relativamente desconhecido, é a primeira boa supresa do Mundial. Bom técnicamente e rigoroso tacticamente, o jovem impressionou. Acrescenta criatividade a uma selecção, por norma deficitária nessa característica tão decisiva no jogo moderno. Jogador a rever. Tal como Muller, promete guiar uma nova geração de excelentes futebolistas germânicos.

sábado, 12 de junho de 2010

Diário do Mundial. Dia 2.


Oh Capello mete os extremos no... banco!

A Inglaterra é provavelmente a equipa com mais qualidade individual no Mundial. É também bastante bem organizada tacticamente. Os quatro do meio campo sabem o que devem fazer em cada momento defensivo. Gerrard e/ou Lampard são sempre responsáveis por garantir a cobertura defensiva ao colega centrocampista que sai na contenção (seja ele um médio centro ou um extremo). A linha defensiva posiciona-se bem e tem bastante qualidade. O inesperado empate consentido, acabou por ser mais fruto da boa surpresa que foi a equipa americana (vários jogadores com boa tecnica individual), do que propriamente da incapacidade inglesa.

Ainda assim, Fabio Capello tem condições para tornar a sua equipa na mais poderosa do torneio. Parece claro que jogando com um único pivot defensivo (Carrick?), e dois interiores (Lampard e Gerrard), dando liberdade a Joe Cole nas costas dos avançados, a equipa inglesa poderia ser bastante mais criativa. Beneficiaria de mais apoios, e teria Rooney sempre mais próximo do sucesso. Tal como está, a equipa parece demasiadas vezes condenada ao sucesso dos lances individuais. Quem tem Gerrard, Lampard e Rooney pode, ainda assim, ser bem sucedida. Mas que poderio teria esta equipa com um estilo de jogo mais continental?

Maradona, só talento já não chega...

É difícil encontrar equipa mais talentosa que a Argentina. Demasiado desorganizada, no entanto. E não só no processo defensivo, onde joga de forma primitiva, sem princípios claros definidos (Quem sai e quando à bola? Há coberturas defensivas? há proximidade entre jogadores, ou cada um está onde está o adversário?).

No plano ofensivo foi uma desilusão. Parece que ninguém sabe exactamente que opções tem em cada momento. Ninguém sabe exactamente onde estão e onde vão aparecer os colegas. É uma espécie de grupo de amigos que se reuniu para uma partida de futebol. Não um grupo qualquer, porém. O grupo dos tipos mais talentosos do mundo. Não parece capaz de se sagrar campeã mundial. Fazê-lo seria a vitória do talento sobre a organização!

Os Estados Unidos são uma boa surpresa. Não porque sejam propriamente um colectivo bastante forte. A verdade é que são vários os bons jogadores da sua selecção. Futebol simples, apoiado, poucos toques na bola. Recepções dirigidas, desmarcações pensadas e com sentido. Poderá perfeitamente seguir para a 2nda fase.

Nigéria, Coreia do Sul e Grécia serão meros figurantes em tão grandiosa prova. Ainda que um deles chegue aos oitavos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Diário do Mundial. Dia 1.


Difícil esperar melhor.

A África do Sul não parece ter um pingo de qualidade colectiva. É difícil culpabilizar Parreira, quando não se conhece ao certo o valor individual de cada uma das peças, mas seria expectável algo de mais valioso. O golo sofrido é fruto de uma incrível gaffe de um defensor africano. É difícil imaginar equipas de nível elevado cometer erros como aquele. No mais, incapacidade para circular a bola e uma tremenda falta de imaginação. Uma desilusão.

O México pareceu sempre melhor, em todos os momentos do jogo. Essencialmente porque tem algumas individualidades mais interessantes. Ainda assim, a qualidade dos apoios frontais dos seus avançados poderia ter sido bastante mais efectiva. No futebol, o caminho deve ser sempre o da baliza, o do corredor central. A lateralização deve surgir quando a equipa adversária fecha o meio. Procurar desde o primeiro momento os corredores laterais não é uma boa opção. Fica mais fácil ao adversário controlar o jogo.

O Uruguai é a tipica equipa sul americana. O que sobeja em atitude e agressividade, falta em talento. Conseguiu sempre garantir uma boa coesão defensiva. Não propriamente porque defendeu sempre bem. Apenas porque defendeu com muitos. Abordar os jogos desta forma, poderá permitir sofrer poucos golos. Porém, é certo que nem com Suarez e Forlán na frente almejarão muitos golos.

A França tem, potencialmente, uma das melhores equipas mundiais. Tem, também, o maior asno de que há memória como treinador. As individualidades são fantásticas. Particularmente a linha defensiva. O triângulo do meio campo faria bastante mais sentido com apenas um vértice defensivo. É lamentavel que tão cotada equipa coloque tão poucos elementos em zonas de finalização. Carecem combinações ofensivas, e mobilidade na frente de ataque. Pouco imaginativa, a selecção francesa foi uma desilusão no primeiro dia. Continua, no entanto, como uma enorme candidata.

Destaques

Tshabalala (África do Sul). Estará na Europa na próxima época. Bom tecnicamente, demonstrou estar um pouco acima dos colegas. O golo é fantástico.

Rafa Marquez (México). O pivot defensivo do México, é quem melhor compreende o jogo. Procurou, mais que qualquer outro (quem sabe, rotinado pelo estilo de jogo catalão) explorar os apoios frontais no corredor central. Defensivamente, mostrou-se sempre inteligente no garante do equilibrio da equipa, sempre que algum central saía.

Gourcuff (França). É um jogador incrível. O colectivo não o protege. Poucos apoios, poucas linhas de passe, pouca movimentação colectiva. Um desperdício.

Diego Forlan (Uruguai). Falhou onde não costuma. Na melhor oportunidade do jogo para o Uruguai. É no entanto, nas suas botas que reside a esperança de todo um país.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Mundial começa 6a feira!




"En una villa nació, fue deseo de Dios,
crecer y sobrevivir a la humilde expresión.
Enfrentar la adversidad... Ver mais
con afán de ganarse a cada paso la vida.
En un potrero forjó una zurda inmortal
con experiencia sedienta ambición de llegar.
De cebollita soñaba jugar un Mundial
y consagrarse en Primera,
tal vez jugando pudiera a su familia ayudar...

A poco que debutó
"Maradó, Maradó",
la 12 fue quien coreó
"Maradó, Maradó".
Su sueño tenía una estrella
llena de gol y gambetas...
y todo el pueblo cantó:
"Maradó, Maradó",
nació la mano de Dios,
"Maradó, Maradó".
Llenó alegría en el pueblo,
regó de gloria este suelo...

Carga una cruz en los hombros por ser el mejor,
por no venderse jamás al poder enfrentó.
Curiosa debilidad, si Jesús tropezó,
por qué él no habría de hacerlo.
La fama le presentó una blanca mujer
de misterioso sabor y prohibido placer,
que lo hizo adicto al deseo de usarla otra vez
involucrando su vida.
Y es un partido que un día el Diego está por ganar...

A poco que debutó
"Maradó, Maradó",
la 12 fue quien coreó
"Maradó, Maradó".
Su sueño tenía una estrella
llena de gol y gambetas...
y todo el pueblo cantó:
"Maradó, Maradó",
nació la mano de Dios,
"Maradó, Maradó".
Llenó alegría en el pueblo,
regó de gloria este suelo...

Olé, olé, olé, olé, Diego, Diego."