sexta-feira, 30 de julho de 2010

A má noticia da partida de Veloso



Nunca fomos os maiores admiradores de Veloso. É inegável que é talentoso e inteligente. Os dois traços que mais nos enchem as medidas. Porém, foi sempre um jogador algo desleixado, que nem sempre fazia uso da sua capacidade para compreender o jogo. Nunca foi um particularmente rigoroso na ocupação do espaço, mesmo sabendo ocupá-lo, nem nunca foi o suficientemente agressivo. Não sobre o adversário, mas sobre o espaço. Nunca foi particularmente rápido a sair para a contenção (sair ao adversário portador da bola), nem nunca foi, de forma contínua capaz de retirar espaço e tempo aos adversários. E tal, sempre pareceu mais por desleixo, do que por falta de capacidade. No futebol, nunca devemos crer que o adversário vai falhar. Antes, tentar de alguma forma obrigá-lo a errar. Não raras vezes, foi pouco rigoroso nas coberturas defensivas. Porque parecia sempre partir do princípio que tal não seria necessário.

Porém, as más novas da partida de Miguel Veloso, não se prendem somente com a perca de um jogador imensamente talentoso e com enorme margem de progressão. Afinal, os traços negativos que lhe apontamos, são facilmente ultrapassáveis.

Parece claro, que abdicar de Veloso, significa que haverá aposta clara num sistema de apenas dois centrocampistas. Teremos 442 clássico no novo Sporting. Fica por conhecer a dinâmica que se pretende impor. Uma certeza porém, não parece que o Sporting fique mais próximo do sucesso, optando pelo sistema tradicional britânico. E mesmo sem ter iniciado a competição, isso já parece um handicap. Relembre a última equipa na Liga Portuguesa em 442 clássico, e todos os seus defeitos inerentes ao sistema de jogo, que não conseguiu ultrapassar. O SL Benfica de Quique Flores.


P.S. - Visão interessantíssima no excelente Entre Dez, aqui, aqui e aqui.

domingo, 25 de julho de 2010

Sporting X Tottenham


Ponto Prévio. Duas equipas extremamente desfalcadas, a jogar perante um calor assolador, nunca poderiam proporcionar um espectáculo inolvidavel. Carlos Manuel, o comentador de serviço da Sportv, com uma incrível experiência como jogador referiu-o por diversas vezes. Dadas as circunstâncias do jogo, dificilmente os jogadores entregariam a mesma disponibilidade do momento ofensivo, no defensivo.

MAIS

- Vontade e capacidade, ainda que em zonas relativamente baixas do campo, para jogar um futebol apoiado. A excepção é Miguel Veloso. Porém, com tamanha qualidade de passe longo, não raras vezes opta bem.

- Atributos técnicos de Valdés e Matías.

- Decisão por um pressing mais alto (ainda que em determinados momentos, não tenha sido respeitado por todos os jogadores. Logo, condenado ao insucesso).

- Vitória no torneio. É de pequenas conquistas, e da sede por mais, que se parte para algo mais valoroso.

MENOS

- Coordenação da linha defensiva. Uma linha que se pretende rigorosa não pode ter jogadores mais à frente que outros, tão pouco resistirá ao facto de não haver proximidade entre os quatro defesas. Ao longo de todo o jogo, a defesa do Sporting parecia um grupo de amigos perdidos em campo.

- Coordenação do sector defensivo com o meio campo. Simplesmente não existe. A desvantagem de não ocupar o espaço imediatamente à frente dos defesas centrais, é o permitir o jogo entre sectores ao adversário. Com apenas um passe vertical, para um avançado em apoio frontal, a situação de jogo passa para um 3 (avançados)x 4 (defesas). Ou seja, um simples passe para as costas do meio campo, permite ultrapassar seis jogadores. Aconteceu demasiadas vezes. Quando tal sucede, e se o avançado tiver capacidade para enquadrar com a baliza adversária, sucedem-se os lances de perigo, quer pelas penetrações dos alas, quer até pela própria possibilidade de remate do portador da bola.

- Ainda que desprotegidos pelo colectivo, as exibições individuais de todos os defesas leoninos, assim como a forma como Rui Patricio é batido no segundo golo, foi obviamente negativa.

MAIS OU MENOS

- Porque não apresentar a (quase) tempo inteiro, o onze para o primeiro jogo oficial? Que será já o próximo.

- Irreverência, nem sempre bem sucedida de Diogo Salomão.

Os extremos que o SL Benfica não tem


Um problema, diz-se. Aqui não partilhamos dessa opinião.

O importante é que o portador da bola tenha sempre várias soluções de passe. À direita, atrás, à esquerda e à frente (sempre que possível). Não é importante ter um jogador fixo a dar profundidade num corredor lateral. Importante é que essa profundidade, é que essa opção de passe seja viável. Independentemente de quem a confere.

A tendência de Nico Gaitán em conduzir a bola na direcção do corredor central, não é uma questão de hábito, por antes ocupar esse espaço. É uma questão de inteligência. É assim que se deve comportar qualquer jogador, aquando da posse da bola. É no corredor central que as opções se multiplicam e onde tudo se resolve.

Seria um problema se de cada vez que o argentino o faz, o SL Benfica perder opção de passe no corredor lateral, ou perder profundidade. Porém, isso não sucede. A mobilidade que o modelo de Jesus confere ao ataque é admirável. Quando Nico trás a bola para o meio, surgirá sempre Fábio ou Saviola como opção de passe exterior. Ou seja, o decisivo não é ter sempre o mesmo jogador a ocupar aquele espaço. O decisivo é, sempre que necessário ser possível ter mais uma linha de passe.

O que antes Di Maria procurava resolver em situações de 1x1 (que resultavam somente quando o jogador estava confiante), agora faz-se por vários. Em movimentação colectiva. E essa, meus caros, tem sempre mais possíbilidades de êxito. Afinal, passes curtos, recepções dirigidas e desmarcações são o que de menos exigente, em termos técnicos se pedem a um futebolista profissional. Se não acontece mais, é porque falta capacidade de tomada de decisão. Não a técnica.

Com Fábio Coentrão e Gaitán, do corredor lateral esquerdo do SL Benfica só se pode esperar uma dinâmica ofensiva estupenda. E golos. Muitos golos a passarem por ali.

Não cremos que o Benfica precise de alguém para resolver no plano individual, quando tudo o que de bom esta equipa faz, se centra no colectivo.

Fique com o terceiro golo do jogo de ontem. Repare como tudo começa.




P.S.- Com quinze golos nos últimos quatro jogos, não parece que a dinâmica ofensiva tenha sido beliscada.


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Recordar Ramires


Aqui

Aquele que é, em termos defensivos o jogador mais importante do SL Benfica parece estar de partida. Ramires é quem, de facto, equilibra a equipa. É a sua velocidade e disponibilidade que garantem o sucesso das transições do SL Benfica (a defensiva, essencialmente). Quando sair, será muito difícil a Jorge Jesus encontrar alguém que garanta com tamanha fiabilidade o equilibrio defensivo. O Queniano não se cansa de fazer piscinas, e nunca permite que a equipa se parta em dois. E tantos foram os jogos em que foi decisivo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O capitão de equipa


O texto é recuperado de Outubro de 2009. O seu autor é o Rodrigo Rodrigues.

Ponto prévio: antes de continuar a ler este texto, façam o seguinte:

1.º ver o tributo a Figo num texto mais abaixo;
2.º encontrem na nossa selecção um jogador com perfil de capitão;
3.º vejam se a vossa escolha (caso encontrem um) é a mesma do(s) seleccionador/jogadores;
4.º Pois é... a Figo (apreciem ou não) ficava-lhe mesmo bem a braçadeira...

A escolha do capitão de equipa é de vital importância para a equipa. Ao pensarmos neste papel, não só no futebol, mas na maioria dos desportos colectivos, a nomeação para este "cargo" deverá ser criteriosa...

Esta selecção tem de ter em conta as especificidades de cada modalidade, e, podemos encontrar vários critérios e tradições:
- a idade, o jogador mais antigo do plantel, a experiência, o número de internacionalizações, a vedeta, o jogador mais apreciado pelos colegas, a forma como demonstra "sentir" o clube, ter bigode...

Depois surge também a dúvida (e quem não se lembra do episódio entre Hélder e Simão em 2003): -"deve ser eleito pelo grupo?; escolhido pelo treinador?; por indicação da estrutura directiva ou presidente do clube?"...

No seu segundo ano teve o caso da braçadeira, com Simão, no polémico estágio de Jerez de la Frontera...
... falo disso à vontade, toda a gente sabe como foi: o Benfica tinha perdido o capitão, Drulovic. Camacho entendeu que devia votar-se três capitães. Ganhei, mas o Simão não aceitou. 90 por cento dos jogadores não queriam que o Simão fosse capitão. São águas passadas, hoje percebo que talvez ele precisasse desse estatuto para poder render, mas na altura a nossa amizade ficou beliscada e eu, mais tarde, talvez tenha perdido a minha posição no Benfica devido a esse episódio. O Simão renovou, tornou-se a imagem do Benfica, veio apoiar-me mais tarde, eu tive respeito por ele, mas aquilo marcou--me. Não fiz campanha, apenas viram em mim a pessoa para liderar o balneário. Se alguém do clube me tivesse dito que "o Simão vai renovar contrato, será a imagem do clube, precisa de ser capitão", isso seria outra coisa.

por Filipe Duarte Santos, Publicado em 19 de Setembro de 2009(www.ionline.pt)

Entendemos que o capitão assume extrema importância numa equipa, sendo o principal factor, o objectivo principal - o sucesso do grupo e o seu funcionamento como uma organização.
Desta forma, resta-nos concluir que a escolha recaia sobre a equipa técnica, tendo o treinador principal, um papel de relevo nessa mesma decisão, uma vez que é ele o "gestor" do grupo, conhecendo as particularidades de cada um dos seus elementos.

Contudo, há ainda treinadores que vêm o capitão de equipa como aquilo que alguns baptizaram de "corta-fitas", assim, no exercício desta função, o elemento designado para esta tarefa tem a função de cumprimentar os árbitros, o capitão da equipa adversária, escolhe campo ou bola, troca galhardetes, e... ostenta a braçadeira... depois... é vê-lo a discutir (mais do que os colegas - porque tem esse estatuto) com os árbitros...

Pelo menos, para quem está habituado a acompanhar o futebol jovem, a todos os níveis, verifica com facilidade, primeiro pela cópia do futebol dos adultos e depois pelo contexto que ainda se vive, que o capitão de equipa (que é o filho do director, ou de um pai fanático/influente) já mostra esses "tiques" no que toca a falar com os homens do apito...

No entanto, considera-se que continua a não existir um desenvolvimento de metodologias respeitantes à forma de escolha do capitão, bem como do desenvolvimento das "competências" desse mesmo elemento e "educação" de todos os intervenientes na equipa sobre o papel do mesmo...

Ao Capitão, melhor que a braçadeira, deve assentar-lhe a qualidade de LIDERANÇA! Para além de ser um líder, deve exercer essa liderança com inteligência e acima de tudo, com naturalidade, sabendo sempre os terrenos que pisa. A forma como usa essa liderança, deve estar muito relacionada com a comunicação. Ele deve funcionar como um "PBX", muitas vezes tendo de "filtrar" informação entre grupo, staff técnico, dirigentes e massa adepta.

A essas qualidades deve juntar-se um forte carácter, aqui não no sentido de ser um tipo sério ou "patrão" da equipa, mas no sentido da forma como lida com momentos de pressão... como ajuda a liderar a equipa nos bons e nos maus momentos, sabendo influenciar os colegas num espírito consistente e ganhador...

- Será também fundamental que entre o capitão e o treinador, exista um clima de total confiança pessoal;
- O capitão deve para além das competências acima mencionadas, possuir uma boa capacidade de lidar com conflitos, agindo com a maturidade de alguém que já os viveu e ultrapassou anteriormente (mesmo que nunca se tenha visto nessa situação), competências estas que são treináveis...;
- A sua imagem dentro e fora do campo deve ser coerente com a de um líder (segundo Curado,2002, possuir os 3 C´s - Concentração, Compostura e Confiança) abstendo-se de comportamentos inadequados (deverá ser um integro respeitador do regulamento interno do clube, no qual este deve ter papel activo na sua elaboração e aprovação);
- Será importante que os colegas de equipa, enumerem as qualidades que um capitão de equipa deverá possuir, e, que as revejam no "seu" capitão".

Ainda sobre este tema, no passado sábado, 3 de Outubro, Carlos Queirós, em entrevista à RR, referia-se a Cristiano Ronaldo e ao processo da escolha do capitão. Sobre esta escolha os argumentos baseavam-se em:

1- CR já fazia parte da lista dos capitães de Scolari;
2- Como treinador que o treinou de "dia e de noite" conhece-o muito bem, pelo que CR tem todas as qualidades de um capitão;
3- Queirós em 30 anos de carreira já treinou muitos capitães bons e muitos maus, muitos jogadores bons e maus, mas nunca viu nenhum com a capacidade de trabalho e de profissionalismo de Cristiano Ronaldo (aqui parece que o exemplo do trabalho de CR é consensual);
4 - depois apresentou um argumento que se relaciona com a projecção mediática de CR, e aqui já mais discutível, na medida em que o atleta estrela apresenta muitas preocupações, muitas delas de âmbito egocêntrico que não compatíveis com a de um capitão e líder de um grupo de jogadores;
5 - A experiência internacional do atleta...

(entre outros)

Resta-nos saber se o grupo concorda com esta escolha e se revê em CR a imagem de um capitão... quanto ao argumento do exemplo pelo profissionalismo, não há dúvida, CR é um obstinado pela perfeição, pela repetição e pelo trabalho...

mas será que nos momentos de liderar ele apresenta essa competência?

aguardam-se comentários...

Parece inconcebível que uma qualquer equipa de um desporto colectivo, não possua na sua organização um lider. Um capitão. Ainda que usar a braçadeira nem sempre seja sinónimo de liderança, abdicar disso apenas dá a sensação de que há uma desorganização latente a todos os níveis. A decisão é lamentável.

domingo, 18 de julho de 2010

Torneio Cidade de Guimarães


Soltas:

- A dinâmica ofensiva do SL Benfica é extraordinária. Os recursos colectivos (combinações, triangulações, tabelinhas) parecem não ter fim. Oito golos e dezenas de oportunidades desperdiçadas em apenas dois jogos;

- Alan Kardec está um jogador! Melhorou bastante nos apoios frontais e na forma como tabela com os colegas. Para além do incremento da qualidade na fase de construção de oportunidades, está a fazer golos. É a grande revelação da pré época benfiquista;

- Luis Filipe nem na segunda divisão jogaria;

- Entregar o prémio de melhor jogador do torneio a Carlos Martins é abusivo. Ainda que os seus golos tenham sido qualquer coisa...;

- Airton é um óptimo jogador. No final da próxima época, o Benfica estará pronto a perder Javi Garcia;

- Nico Gaitan não engana. É fantástico e vai fazer a diferença. Ser ou não extremo é uma falsa questão. Com Fábio Coentrão, dinamitará o corredor esquerdo. Não espere, contudo, demasiados dribles. O argentino é mais inteligente do que isso. Jara esteve bastante melhor que nos primeiros jogos;

- Dificilmente Roberto deixará de ser um flop. Pode eventualmente acontecer, com a chegada de Luisão, Maxi e Fábio, que o Benfica consiga não consentir remates por alguns jogos, por forma a incrementar a confiança do seu guarda redes. Não acontecendo, está condenado ao insucesso;

- Ramires faz imensa falta. Várias foram as vezes em que a equipa partiu, ficando com apenas 5 jogadores para defender. Com Ramires, tal nunca sucede. É absolutamente decisivo na transição defensiva. Perdê-lo prejudicará, de sobremaneira, em termos defensivos a equipa;

- O Vitória de Guimarães decidiu mal ao contratar Manuel Machado. É lamentável a forma como as suas equipas defendem. Correr à toa, em perseguição das referências adversárias, abre buracos e avenidas na linha defensiva. Perante equipas com muita mobilidade, a goleada será sempre previsível;

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Paulo Sérgio e a reflexão


"Este jogo, com o resultado que proporcionou, acaba por ser positivo porque põe a nu algumas carências. Quiçá, poderemos reflectir se este sistema é o ideal para continuarmos a trabalhar" Paulo Sérgio.

De facto se há algo que urge modificar é precisamente o sistema táctico. Abdicar de três centrocampisas no corredor central, será um erro crasso, que tenderá a desiquilibrar a equipa.

Contudo, e independentemente do sistema, há algo absolutamente determinante na dinâmica que tem de ser alterado, ou fomentado. O trabalho para receber a bola.

No Sporting actual, aquando da posse, apenas o portador da bola trabalha. Procurando linhas de passe ou tentando inventar algo para entregar a bola de forma jogável. Nada mais errado. De todos, o portador da bola deve ser o que menos tem de fazer nesse campo. Terão de ser os seus colegas a moverem-se para receber a bola, essencialmente através da formação de triângulos (com o portador da bola como vértice mais recuado, ficando dessa forma com linha de passe à direita e à esquerda), ou losangos (adicionando um apoio frontal. Uma linha de passe à direita, uma à esquerda e outra imediatamente à frente). Não podendo esquecer/faltar nunca, a linha de passe mais decisiva de todas. A do apoio, a da cobertura ofensiva, garantida por um colega posicionado mais atrás no campo de jogo, permitindo a manutenção da posse de bola, aquando de uma situação de pressing adversário mais efectivo.

Ponha lá os homens a mexer, Mister.

It only takes two to tango


Mas, não parece que três seja nefasto. Bem pelo contrário.

Nicolas Gaitán promete ser a grande revelação da Liga.

Não espere, contudo, um jogador próximo de Di Maria. Pela amostra, parece bem mais próximo daquilo que Aimar e Saviola são.

Bastante dotado técnicamente, veloz q.b., e com uma inteligência e simplicidade de processos de um nível elevadíssimo, Gaitan não engana. A forma como priviligia as tabelinhas, o jogo de posse, o passe curto e desmarcação, ajudam a defini-lo.

Por aqui, que sempre considerámos Saviola e Aimar, os verdadeiros motores do SL Benfica vencedor da temporada passada, estamos impressionadíssimos. Podendo incorrer em erro, por tão cedo prognóstico, arrisca-se dizer. Um terceiro génio parece estar à solta. E a todos irá conquistar.

domingo, 11 de julho de 2010

Primeira curtíssima impressão dos novos reforços


Torsiglieri -
Nuno André Coelho -
André Santos +-
André Martins +-
Evaldo +-
Maniche +-
Owusu -
Roberto -
Fábio Faria +-
Gaitan +
Franco Jara -

Notas. Nuno André Coelho não jogou na sua posição de origem. Franco Jara engana. Nico Gaitan não.