quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

O individual e o colectivo. Para além do óbvio.

É demasiado fácil perceber quem individualmente errou e de uma forma demasiado grave no lance do segundo golo do Schalke. David Luiz não pode, nunca, arriscar a posse de bola naquela situação.

Esquecendo o óbvio. Poderia o SL Benfica (colectivamente) ter reagido de forma mais eficiente à situação criada? Claramente.

Já aqui se falou de como se defendem as situações com cinco e com quatro jogadores atrás da linha da bola. O princípio comum a todas as situações defensivas (desde que haja pelo menos um defensor), é o da contenção (colocação do defensor entre a bola e a baliza).

Esse é o principal erro defensivo na resolução da situação, pós perda de bola. Nenhum dos três defensores saiu à bola. Nenhum garantiu a contenção. Os três jogadores permaneceram lado a lado, formando uma linha de 3, quando se pretendia que um saísse a Raul (passando para o 1+2). Se tal tivesse acontecido, os dois de trás deveriam continuar a recuar no campo, lado a lado por forma a garantir uma dupla cobertura. Ter recuado um pouco mais no campo de jogo, incrementaria de sobremaneira a dificuldade em servir o colega na profundidade (relembre que o passe de Raul saiu para as costas dos defensores).



P.S. - Erros individuais há todos os jogos. E aos magotes. As melhores equipas são capazes de os disfarçar pelos processos colectivos. O Benfica de Jesus continua a ser uma equipa excepcional do ponto de vista táctico. Contudo não foi capaz de resolver de forma mais eficiente uma situação que convenhamos era bastante delicada (somente três defensores).

P.S.II - Raúl tem classe até a andar. E inteligência. Sabe sempre a forma como se resolvem as diferentes situações. O lance pode até nem ser de difícil resolução. Porém, é possível que uma quantidade quase infindável de futebolistas não o tivessem resolvido da forma extremamente assertiva como o espanhol o fez.

É assim que se resolvem situações ofensivas de vantagem numérica.
"o portador da bola deve progredir com a bola no pé, no sentido da baliza, soltando a bola, no timing correcto (bem próximo do defesa), para que a bola saia para as costas do defesa. O passe deve ser efectuado para o espaço (e não para o pé do colega, por forma a que este não trave a corrida). Ou seja, de uma situação de 2x1, pretende-se passar para uma de 1x0." Retirado daqui.

quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Olha quem peca também

É provável que noventa por cento da importância do trabalho de um treinador seja durante a semana. Na construção dos exercícios que fundamentam o seu modelo de jogo. Depois há os outros dez. Onde a grande maioria dos treinadores portugueses sucumbe, sempre que nas competições europeias joga fora de casa. A constituição da equipa e as substituições.

O minuto 63 é o mais importante do jogo. A saída de Saviola de campo. Independentemente do que tinha sido o jogo até aí para o argentino.

P.S.- A qualidade individual dos laterais também não ajudou. É notório que Rúben Amorim e Fábio Coentrão fazem imensa falta.

terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Olha, olha, tu queres ver...?

Que a estes (Miguel Garcia, Paulão, Moisés e Silvio) nunca ninguém os ensinou e exercitou a defender à zona?



Pare a imagem no segundo dois. É difícil perceber porque está Paulão tão recuado em relação aos restantes colegas. Essa é a razão pela qual demora uma eternidade a sair ao portador da bola. Mais de metade está feito. É difícil responsabilizar os restantes três colegas de sector. A jogada é bastante rápida e seria complicado garantirem a linha de cobertura (mantendo-se suficientemente próximos para que a bola não entrasse na diagonal entre ambos) dada a demora a que o colega (Paulão) teve em sair para a contenção.



Escolha o segundo a que quer parar o video. Pode ser o dois, o três, o quatro ou o cinco. Há muito por onde pegar. A coordenação é inexistente. Moisés recua, esperando que os laterais se juntem para formarem uma linha de cobertura. Porém, tudo é demasiado rápido para Silvio, e Miguel Garcia nunca percebeu verdadeiramente o que se estava a passar. O lance acaba por se tornar numa marcação individual do central brasileiro ao avançado. Quando assim é, fica mais difícil para quem não tem nem a bola, nem a qualidade e velocidade do avançado.

P.S.- Vários foram os remates potencialmente perigosos que os arsenalistas fizeram à baliza adversária. Independentemente dos erros defensivos incomuns num passado recente, o resultado é bastante injusto.

P.S. II - Entrar no Estádio da Luz, na próxima jornada com o quarteto defensivo que terminou a partida da Liga dos Campeões será suicídio. A inteligência de Saviola desmontará o Sporting de Braga.

segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

Next big thing?

Quem com ele trabalhou garante que transborda qualidade. Diz-se que transpira talento por todos os poros. Ao segundo ano como sénior parece pegar na batuta do meio campo de uma equipa da primeira divisão. Não é um feito extraordinário. Não será também, contudo, algo que deva ser desvalorizado.

Não vi mais de 180 minutos de David Simão. Muito pouco para poder formular opinião. Destaque-se no entanto a extraordinária capacidade de passe, a potência do remate e a boa leitura de jogo.

David impressionou. Tanto, que procurarei, se possível, ver mais jogos do seu Paços de Ferreira, somente para tirar dúvidas.

1º Princípio ofensivo do jogo de futebol. A progressão.

"1º Princípio Ofensivo – Penetração/Progressão

1. Objectivos:
- Criar vantagem espacial e numérica
- Atacar a baliza e o adversário directo

2. Comportamentos:
- No momento da recuperação da bola o jogador deve orientar-se para a baliza adversária
- Livre de oposição e com espaço, rematar ou progredir para a baliza adversária
- Com oposição, deverá passar a bola ao companheiro mais próximo da baliza adversária

3. Acções táctico-técnicas:
- Condução
- Condução para remate
- Remate
- Drible"

Qualquer modelo de jogo deve partir sempre deste pressuposto. O caminho é o da baliza. A baliza está no corredor central. Ir aos corredores laterais, é uma consequência decorrente do facto do adversário conseguir tapar o caminho mais rápido para a baliza. Mas, esse não é o caminho. Em suma, procurar em primeira instância o corredor lateral para depois chegar à baliza adversária é errado, por ser mais previsível, e consequentemente mais fácil de neutralizar.

Escuta, Paulo. Isso que estás a implementar não faria sentido, nem que tivesses o tal pinheiro na área. Quanto mais assim?!

Se o jogo são onze contra onze, porque é que insistes em jogar com menos dois? Ter o(s) avançado(s) em campo, somente para participarem no momento da finalização é jogar com menos. Tens de os fazer participar no jogo ofensivo. Têm de ser capazes, de baixar no campo e receber a bola no corredor central. Não podes querer que os teus avançados somente apareçam no jogo quando é para disputar as bolas após os cruzamentos.

Aplaudo-te a coragem, contudo. A troca de Liedson por Saleiro permitiu um pouco mais de jogo no corredor central. Percebe no entanto, que tal pareceu suceder somente por impulso individual, quer do Saleiro, quer do Postiga. Não porque a equipa esteja colectivamente preparada para tal.

P.S. - Enquanto Simon não jogar a avançado e desmentir o que parece ser uma excelente ideia, não é possível deixar de imaginar o quão útil este poderia ser no futebol do Sporting. Imagine toda aquela força, explosão e técnica mais próxima da baliza.

P.S. II - A mais perigosa e mais bem desenhada jogada do ataque leonino, surgiu quando Simon conduziu a bola na direcção do corredor central, tabelou com Zapater e apareceu isolado perante Bracalli. Não foi por acaso, obviamente. Porque é que no Sporting, os avançados raramente / nunca?? aparecem para tabelar e para oferecer opções ao portador da bola?

domingo, 26 de Setembro de 2010

João Moutinho. Um relógio suiço no meio campo.

63 toques na bola.
58 passes.
51 passes certos.

As estatísticas retiradas do jornal 'A Bola' não parecem reais. Não parece muito credível que com apenas 63 toques na bola tenha efectuado 58 passes. Para tal, teria de ter passado os noventa minutos a jogar a um toque. Sem receber sequer a bola. Porém, apenas revendo o jogo se pode aquilatar da veracidade ou não de tais dados.

Mesmo que não sejam precisos, e desde que aproximados, os dados são no entanto reveladores da primazia que João Moutinho aplica ao seu jogo. Bola a circular. Tal como se pretende.

Defensivamente, já se sabe, João sempre encantou pela sua enorme disponibilidade para o jogo. Não se coíbe em momento algum de correr mais metros, para garantir uma qualquer cobertura defensiva. Não se coíbe nunca de ser mais rápido quando tem de sair para pressionar alguém. Moutinho é um exemplo ímpar de entrega e profissionalismo. Esse seu traço foi sempre a razão pela qual faz as delicias de qualquer seu treinador. Foi sempre essa a principal diferença que nos leva a considerá-lo bastante mais jogador que o mais talentoso Miguel Veloso.

Tivesse mais criatividade e maior capacidade nos momentos de finalização, e seria bastante improvável que pudesse prosseguir carreira sem experimentar um clube grande noutro campeonato.

SL Benfica na Madeira

- Saviola está de novo a jogar enormidades. A sua inteligente movimentação para receber a bola sempre entre sectores (entre os defesas e os médios) e entre posições (entre o lateral e o central adversário), aliada à sua invulgar de tão boa, capacidade técnica, que lhe permite enquadrar com a baliza adversária logo que recebe a bola é o principal foco desequilibrador ofensivo do Benfica. Esteve bastante perdulário. Contudo, fez uma exibição fantástica;

- É fácil perceber a qualidade Nico Gaitán. Tem muita técnica e é bastante assertivo em tudo o que faz. Em termos individuais, beneficia quando joga sobre o lado direito. Não se percebe porque apenas aparece a espaços no jogo;

- É comum afirmar-se que Jara é o substituto natural de Saviola. Impossível! Técnicamente Franco é um susto!;

- Peixoto tem subido a sua condição física e o seu jogo torna-se diferente. Já o dissemos, em termos técnicos e táctivos é francamente bom. Jesus sabe disso. Quando não é traído pela sua aptidão e condição física, é uma opção credível. Apenas quem com ele trabalha durante a semana pode perceber se está ou não capaz de ir a jogo;

- Fábio Coentrão é um craque. Nas etiquetas pode encontrar reclamações para que Rui Costa lhe desse uma oportunidade de integrar a equipa do Benfica, por forma a que pudesse melhorar tácticamente. Pode confirmar que nos parece que oferece mais soluções ao SL Benfica quando joga como lateral. Mas, pode também encontrar por lá, a opinião de que tamanho talento será um desperdício construir carreira como lateral. É o jogador português mais talentoso pós Nani. Agora, que ao talento alia capacidade de decisão, tem condições para jogar onde quiser, por quem quiser. As necessidades dos seus treinadores ditarão o seu percurso;

- A justificação mais viável para tamanho desperdício na Madeira, poderá ser o nervosismo natural de que tem um atraso demasiado considerável na liga. Não é comum Cardozo e Saviola desperdiçarem lances tão fáceis. Controlar a ansiedade dos nove pontos de atraso poderá ser quase tão determinante, quanto é um atraso tão grande.

- Tantas e tão claras oportunidades de golo, não podem justificar-se apenas com a qualidade de uma das equipas. A falta de competência do Maritimo foi gritante. Custa a perceber como tem apenas seis golos sofridos na Liga. Não custa, contudo, a perceber porque está em décimo quinto.

sábado, 25 de Setembro de 2010

sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Descoordenação. Outra vez.


Não há como esconder. Desde a partida de alguns elementos da linha defensiva bracarense, que jogava junta desde 2008/2009, que a coordenação do sector não voltou a ser o mesmo. Sem a performance defensiva do passado, o Sporting de Braga não terá condições para voltar a um lugar de destaque na Liga Portuguesa.

quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Paulo, sexta é assim:


Eduardo, Rui Patrício, Rúben Amorim, João Pereira, Daniel Carriço, Pepe, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Miguel Veloso, João Moutinho, Raul Meireles, Tiago, Manuel Fernandes, Carlos Martins, Quaresma, Varela, Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida.

P.S. - É importante que convoques o Carlos e o Varela. Estão bem e será uma espécie de "no hard feelings". Uma demonstração de que não são os interesses pessoais que te movem. Depois, eles que demonstrem capacidade para por lá se manterem!

terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Soltas do clássico


Soltas do derby eterno. O melhor jogo do mundo.

- O palpite avançado na semana passada tornou-se real. Era altamente improvável o Sporting ter sucesso no Estádio da Luz. Este SL Benfica, independentemente do que a actual classificação nos revela é bastante superior no plano técnico-táctico ao actual Sporting;

- Jogo enorme de Saviola. Revendo o clássico, há algo comum a todas as jogadas perigosas do SL Benfica. A participação assertiva e determinante do argentino;

- Como justificar a quantidade quase pornográfica de bolas perdidas pelos defesas e centrocampistas (André Santos à cabeça) do Sporting? E a cada uma delas seguia-se sempre um ataque rápido do SL Benfica bastante perigoso;

- Técnicamente, Evaldo é do pior que já se viu de leão ao peito. Tem muita força e velocidade q.b. Porém, tal é insuficiente para se poder afirmar como jogador importante nos processos ofensivos de uma equipa que pretende ser dominadora. Jesus explicou a estratégia. Bloquear as saídas do João Pereira, obrigando o Sporting a sair pela esquerda. Percebe-se porquê;

- Cardozo foi o homem do clássico. Tivesse sido eficaz como Paulo Sérgio sugeriu e o resultado teria sido uma catástrofe. As suas duas perdidas antes, e duas perdidas depois dos dois golos, desmentem o treinador leonino;

- Ao contrário dos jogadores do Sporting, os do Benfica sabem sempre qual o melhor comportamento a adoptar nas diversas situações. Nada parece fruto do acaso. Como reagir ao colega que é driblado? Como ocupar o espaço em determinada situação? Se ter conhecimento táctico do jogo pode não ser garante suficiente para o sucesso. Relembre que não basta saber, é preciso aplicar bem. É no entanto inegável que sem tal base, as dificuldades crescem exponencialmente;

- Peixoto voltou à lateral esquerda. Se é verdade o que Jesus garantiu. "Em termos colectivos Peixoto não erra", é indesmentível que a ausência de um desiquilibrador (Simon?) desde início no seu corredor facilitou imenso o jogo a Peixoto. Afinal, é nas situações defensivas de 1x1 que César encontra mais dificuldades;

- É possível que Nuno André Coelho não tenha feito a exibição atroz que lhe é atribuída. Já aqui referimos que o colectivo não está preparado para reagir às diversas situações (relembre o post anterior). Só por isso os jogadores leoninos ficam mais fragilizados e expostos aos erros;

- Liedson já era. E não é por não ter sido capaz de transformar em golo o único lance verdadeiramente perigoso do Sporting em todo o jogo;

- A muita posse de bola do Sporting foi bastante estéril. Contam-se pelos dedos de uma mão os passes que entraram em apoio frontal, na zona à frente dos centrais do SL Benfica.

domingo, 19 de Setembro de 2010

Curtissima. Um pormaior táctico do derby




Pare a imagem no segundo vinte e seis. Já está? Prossiga a leitura.

As equipas de Jesus defendem o futebol directo, garantindo que a linha de quatro defensores nunca é alterada. Javi é o homem da primeira bola (essa é a principal razão pela qual Jesus quer os seus trincos altos). Quando a bola sai da sua área e tem de ser disputada por um central, Javi junta ao outro central, permanecendo a tal linha de quatro.

As de Paulo Sérgio, não.

Adenda:

"Defensivamente não há coordenação entre o sector defensivo e o meio campo. Qualquer bola colocada nas costas dos médios (e lembre que basta recorrer a jogo directo, não perdendo a primeira bola, para o fazer) e temos situação de apenas 4 defesas atrás da linha da bola. Quando a bola é colocada no avançado adversário, quem sai para pressionar, ou disputar a bola no ar, é um dos centrais. Pelo que, sobrarão somente três defesas numa linha mais recuada. Quando tal sucede, os laterais devem fechar no corredor central o mais rápido possível. Por vezes não vão a tempo de fechar e fica um vazio incrível no centro da defesa" Retirado daqui.

sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

A linha defensiva tem de ser uma linha de cobertura


Se o primeiro princípio defensivo do jogo é a contenção (colocação de um jogador entre o portador da bola e a sua própria baliza), o segundo é o da cobertura defensiva (colocação de um defesa entre quem faz a contenção e a sua própria baliza). O objectivo da cobertura é claro. Precaver a eventualidade de o colega ser driblado.

Nas equipas cujo método defensivo passa pela marcacação HxH, tais coberturas ficam geralmente a cargo do defesa central livre. O líbero.

Equipas mais evoluídas defensivamente organizam a sua defesa com base em referências zonais. As referências para ocupar o espaço são os próprios colegas de equipa e a posição da bola. A forma de contrariar possíveis situações de 1x1, sempre vantajosas para os avançados, por norma mais rápidos e melhores jogadores que os defesas (nem todos, claro), passa por formar uma linha defensiva atrás do jogador que está em contenção. Ou seja, não recua somente o líbero, mas restantes colegas do sector.

O objectivo é garantir que traçando uma linha paralela à linha de fundo, que passe pela posição do defensor em contenção, essa linha jamais deverá ser a última linha da equipa (a excepção prende-se quando o portador da bola está demasiado próximo da linha de fundo.

O Sporting de Braga, é desde há largos anos uma das mais competentes equipas portuguesas / europeias? no comportamento defensivo colectivo.

O desastre de Londres está tão associado à forma como o meio campo desprotegeu a sua linha defensiva, quanto à forma como a linha defensiva bracarense reagiu de cada vez que era um dos quatro defesas a ter de sair para a contenção. Demasiadas vezes, o jogador em situação de contenção está posicionado na última linha bracarense em campo. O erro não está em quem saía para a contenção, mas sim, nos restantes três que não recuavam dois/três metros no campo de jogo, por forma a garantir a tal linha de cobertura.


Arsenal 5-0 Sp. Braga

Simão MySpace Video


Para a imagem no nono segundo e perceba o mau posicionamento dos três defensores que demoraram demasiado a garantir a tal linha de cobertura, permanencendo ao lado, e não atrás como seria suposto do jogador em contenção. Garantida a linha de cobertura, jamais a bola poderia entrar nas suas costas.

P.S - O golo seleccionado para o texto, é o de mais fácil compreensão. Porém, se tiver o cuidado de observar todos os restantes golos, há algo em comum. Ausência de apoio, por parte do meio campo à linha defensiva, linha defensiva mal formada (jogadores mais à frente que outros), ou inexistência da tal linha em posição de cobertura.

P.S II - O Arsenal não é o Barcelona sem títulos, tão pouco apenas lhe falta Messi, como o comentador da partida sugeriu. Se o Arsenal fosse o Barcelona, teria títulos. Tem um futebol ofensivo encantador, e não precisa de Messi para chegar ao golo. É pelo seu comportamento defensivo que a equipa de Wenger perde os troféus que disputa.

domingo, 12 de Setembro de 2010

Curtas


- Hulk e Varela continuam a resolver de forma individual os jogos. Há que lhes dar crédito por tal. Se sabemos que a melhor equipa não é a que resolve jogos por impulsos individuais, por nem sempre estes serem bem sucedidos, e por sere mais fácil de neutralizar tais estratégias, é indesmentível que nesta altura já há um conforto bastante grande, que permitirá encarar com naturalidade um dia menos feliz de um ou outro.

- O SL Benfica, que era o principal canditato à vitória final na Liga, está à quarta jornada, fora da luta. Inacreditável. Se a dinâmica ofensiva nos parece bastante próxima do ano transacto, a transição ataque-defesa está uma lástima. Podemos crer que o segundo golo do Vitória não aconteceria com Ramires em campo?

- O Sporting jamais será campeão sem avançados de classe. Terminará em segundo, terceiro ou quarto. Dependerá do que Braga e Benfica poderão dar. É que de alvalade, não parece que se possa esperar mais que uma época medíocre. Tal poderá ser desmentido já no domingo. Parece totalmente improvável, porém.

- Domingos não será campeão no Braga, mas poderá voltar a chegar ao segundo lugar. O sucesso passará pelo incremento da capacidade ofensiva nos jogos fora de casa (dois golos, ainda que extraordinários, mas altamente improváveis de voltarem a acontecer, não devem ser tidos como prova de tal capacidade). E claro, dependerá também do patamar a que os que estão mais bem apetrechados possam chegar.

- Continuo a comer o meu chapéu se o Barcelona não se sagrar campeão em Espanha.

- O sucesso de Quique Flores não deve ser encarado como situação anormal. O seu modelo de jogo foi sempre pensado para em termos ofensivos, viver das transições. Sabendo que não muda nunca as suas ideias, ter sucesso ou não dependerá sempre das características do campeonato e dos objectivos do clube onde estiver. Em suma, não serve para quem tenha que assumir o jogo.

- Paulo Bento pode ser uma excelente aposta da Federação. Para uma equipa que não treina mais que uma semana por mês, ou de dois em dois meses, bem mais importante que o aspecto táctico, são as capacidades de liderança, de selecção e aproveitamento de dinâmicas dos melhores jogadores. Confirmando a sua personalidade e natural independência, pode ser o homem para o lugar.

quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

Adios, adieu, auf wiedersehen, goodbye!


Sobre Carlos Queirós já tudo foi escrito aqui.

terça-feira, 7 de Setembro de 2010

Já vos disse hoje o quanto sinto a vossa falta?





A ordem é obviamente aleatória.

domingo, 5 de Setembro de 2010

O meio campo nos golos do Chipre


Que a linha defensiva falhou demasiadas vezes em termos posicionais, já se percebeu. Contudo, responsabilizar somente cinco jogadores (incluindo Eduardo) pelo descalabro é redutor. Até porque há lacunas evidentes no sistema de jogo, e no comportamento posicional dos médios.



Quando se opta por um duplo pivot a meio campo, vezes demais sucede a mesma situação. Apoio frontal do avançado, e dúvida sobre quem deve pegar no avançado adversário. No primeiro golo, o cipriota recebeu a bola entre sectores. O mau posicionamento de Raul Meireles (nunca havia experimentado um duplo pivot. Mas, em Liverpool será assim que terá de jogar)e a passividade e desplicência como primeiramente não reocupou o seu espaço à frente dos centrais, e posteriormente (não) pressionou o portador da bola é também decisiva para o desenrolar de todo o lance.



É um erro técnico difícil de aceitar a um nível tão elevado. Acontece, porém. Não é nestas infelicidades técnicas que se deve procurar punir o atleta, pelo seu desempenho. Se forem uma constante, não jogar é o caminho. Não esquecer no entanto, que este tipo de erros não são apanágio de Meireles.



Tudo começa com a má opção de Raul Meireles. Desistindo de pressionar o portador da bola, obrigou Manuel Fernandes a sair para a contenção, formando-se uma situação de 2x Manuel Fernandes. Batido Fernandes, pela inferioridade numérica portuguesa em tão curto espaço do campo, seria suposto que Meireles estivesse atrás de si, na cobertura defensiva. Porém Raúl voltou a desistir do lance. Tivesse garantido a cobertura defensiva (colocando-se atrás de Manuel), e teria saído rápidamente para a contenção depois de Fernandes ter sido batido, cortando a linha de passe que viria a revelar-se decisiva.



Pare a imagem no oitavo segundo do video, quando a bola chega ao extremo direito do Chipre. Mesmo em organização defensiva, Portugal concede uma situação de 4x4! Inacreditável. Repare no posicionamento dos quatro mais ofensivos do Chipre e confirme quão rápido foi Manuel Fernandes a restabelecer o equilibrio defensivo. Inacreditável, como pode um centrocampista andar a passo, numa situação de 4x4. A má defesa de Eduardo, surge depois. Porque foi consentido, de forma atroz um lance de golo iminente ao adversário.

sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Ai Portugal, Portugal, do que é que estás à espera...?


Correcções que se tornam obrigatórias a Hélder Conduto e António Tadeia

Atribuir toda a responsabilidade ao sector defensivo pelos golos sofridos é ver apenas a árvore esquecendo a floresta. Se é certo que em todos os golos se verificaram falhas de posicionamento (jogadores demasiado afastados entre si, ou uns mais à frente do que outros), é vital perceber a forma como se chegou a tal situação. O erro mais premente em todas essas situações é a ausência de contenção (pressão mais ou menos activa sobre o portador da bola). Foi a má ocupação do espaço e o incumprimento dos princípios defensivos por parte dos centro campistas que possibilitou os lances que culminaram em golo.

Dar a entender que Quaresma é inconsequente, somente porque errou um passe de trivela é um absurdo. Ricardo Quaresma tem vários defeitos. O principal é a forma como nem sempre decide de forma assertiva. Preocupando-se vezes de mais com o seu êxito, ou apenas não compreendendo o que de melhor deve ser feito em prol do colectivo a todo o instante. Porém, inconsequente é que o cigano não é. A quantidade quase infindável de assistências e golos justificam-no.

Afirmar que Fábio Coentrão está apagado, apenas porque este por ser mais inteligente do que a maioria, tem capacidade para jogar a dois toques, preferindo sempre a circulação de bola, em detrimento das correrias loucas com a mesma, é parvoíce.

Notas soltas:

Abdicar de Quaresma em detrimento de Varela (Oh Deus, como é possível ser-se tão incompetente) é apenas mais uma lamentável Queirozisse. Como é que Portugal (salvo seja) deixou um talento destes fora do Mundial?

Fábio Coentrão cresce imenso com a ausência de Cristiano Ronaldo. A parecer que não, isto de respeitar tabelinhas e até passar a bola de vez em quando aos colegas, dá sempre jeito. Não é certo que com o segundo melhor jogador do mundo em campo, Portugal tivesse almejado tantos golos.

Quando Ronaldo voltar, seria interessante não abdicar de jogar com Nani e Quaresma.

Nem 10 mil pessoas em Guimarães. Parece óbvio que enquanto o mui estimado seleccionador nacional se mantiver no cargo, a paixão tenderá a desvanecer. Começar a correr atrás do prejuízo logo desde o primeiro jogo é apenas o habitual.

quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

Palpite


O Sporting gastando menos 8.5M é bem capaz de ter resolvido o problema (na verdade, o problema parece estar noutro sector. Não ali) da baliza melhor que o SL Benfica.