segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Melhor equipa do mundo?

É um elogio muito lisonjeiro. Este Barcelona é a melhor equipa da história do futebol!

E comparar Messi a Ronaldo é o absurdo do século.

domingo, 28 de novembro de 2010

Cardozo. Habilidade motora e habilidade técnica.

Tende-se a confundir um conceito com o outro.

Se há algo que me espanta profundamente, é o facto de quase ser ponto assente que Cardozo é tosco e não tem técnica.

Nada mais falso. Cardozo, é inábil do ponto de vista motor (anda, corre, salta, galopa, desliza, sobe, trepa, esquiva-se, roda e baixa-se com muita dificuldade). Técnicamente, não. Bem pelo contrário. Do ponto de vista técnico, Cardozo não só não é tosco, como é dos melhores executantes do campeonato português. A técnica vê-se quando o pé contacta com a bola. Se nos concentrarmos somente na técnica, esquecendo tudo o que é habilidade motora, é extramente difícil encontrar jogadores com mais capacidade para colocar a bola onde quer, que o paraguaio. Não só na forma como remata, mas muito na forma como serve em passe os colegas.

Compare Cardozo com Kardec. Quantos tendem a considerar Kardec mais técnico que o paraguaio? Nada mais falso. O brasileiro sim. É muito fraco técnicamente. A sua maior habilidade motora, até pode levá-lo a pensar o contrário. Porém, seguramente que não é nos pés de Cardozo que a bola chora.

sábado, 27 de novembro de 2010

Hoje (também) vi o Maritimo

Capacidade técnica, frieza, agilidade, juventude, irreverência, capacidade de finalização e inteligência.

Permitir a sua transferência para o FC Porto sem lutar minimamente por ele, será um grande erro do Sporting, e porventura até do SL Benfica.

Miguel Veloso

"Veloso? Há jogadores que não entendem o que significa jogar pelo Génova e em Janeiro podemos fazer com que entendam. Eu prefiro ter burros que corram do que cavalos que ficam parados. Nós não jogamos com passes para o lado e toques ao de leve e não me interessa que sejam internacionais". As palavras são do presidente do Génova e são obviamente demasiado exageradas e muito provavelmente bem injustas. Tocam, contudo, num ponto chave.  Naquele traço de Veloso que o impede de ir mais além.

É fácil admirar Veloso pelo talento. É um jogador inteligente, que conhece e percebe os princípios do jogo. E nem mesmo as suas menos admiráveis capacidades condicionais seriam um entrave na sua carreira, assim corrigisse a falta de agressividade com que passa pelos jogos.

Não se pede a Veloso que mostre os pitons aos adversários, tão pouco que passe a dar-se mais ao contacto. O incremento da agressividade de que carece Miguel Veloso, deverá traduzir-se pela forma mais rápida e mais disponível com que ocupa o espaço. Em situação defensiva, é impensável haver facilitismo. Sem bola, devemos sempre partir do pressuposto que o colega vai ser batido. Com tal pensamento na mente, seguramente que seria mais rigoroso nas coberturas aos colegas. Seguramente que seria mais rápido a ocupar o seu espaço no campo.

Exigir mais responsabilidade a um jogador é um clássico. Demasiadas vezes, injusto até. Não é o caso de Veloso. Se o ex colega João Moutinho teve (e terá) sempre um rendimento bastante superior, tal deveu-se sempre à maior disponibilidade com que se dá ao jogo.

Com tanto talento, se quisesses...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Éder Luiz. Quando se fracassa, presumivelmente, pelo terceiro factor de rendimento.

A propósito disto.

Éder Luiz passou pela Liga Portuguesa sem deixar um pingo de saudade. Os minutos que disputou foram sempre desaproveitados por culpa própria.

Mesmo tendo deixado antever algumas qualidades em dois dos mais decisivos factores de rendimento, o técnico-táctico e o físico, a performance de Éder Luiz pareceu sempre atraiçoada pelo terceiro factor de rendimento. O psicológico.

A nomeação para melhor avançado do campeonato brasileiro surge como uma excelente noticia para o SL Benfica. Desengane-se contudo, se pensa que Éder ainda pode oferecer um bom rendimento desportivo ao seu clube. Ainda que se esteja somente a especular, o bloqueio de Éder Luiz nunca pareceu momentâneo. Transpareceu sempre uma incapacidade mental para jogar sobre pressão num clube obrigado a vencer. Uma incapacidade para se adaptar a uma realidade diferente da que estava habituado.

Ainda que reabilitado no brasileirão, não se crê que Éder possa ultrapassar o que o levou a fracassar em Lisboa. A boa noticia para o Benfica é a possibilidade de reaver, financeiramente, o investimento.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Insulte aqui

Porque, muito honestamente, é difícil perceber quem deve ser insultado.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Enough is enough. Mas, onde se elogia também a liderança de Paulo Sérgio.

Estamos no fim de Novembro e seria expectável que por esta altura o futebol do Sporting tivesse um mínimo de qualidade. Não a tem, de todo.

Há uma gritante falta de classe no futebol ofensivo. Mensurando a qualidade ofensiva pelo número de ataques potencialmente perigosos e pelo número de oportunidades criadas por jogo, é impossível não constatar a pobreza do futebol leonino. Paulo Sérgio pode até apresentar as estatisticas que nos revelam os imensos remates por jogo, ou até as inúmeras bolas no poste. O que não deve é partir do pressuposto que tal é sinal de muito caudal ofensivo. Particularmente, quando as bolas que batem no poste são fruto de remates de fora da área. De todos os remates que o Sporting faz por jogo, quantos (mesmo alguns que por vezes batem nos postes, ou até entram na baliza) parecem descabidos e com pouca probabilidade de êxito? Jogar para a estatistica não é difícil. Mais complicado é criar lances nos levem a pensar que a probabilidade de êxito é maior que a de insucesso.

A ideia ofensiva do Sporting da actualidade parece aproximar-se da proposta de futebol das equipas de meio da tabela de inglaterra. O que importa é a intensidade. Parece que em cada ataque há uma necessidade imperial de chegar rápido à frente. A falta de paciência para circular a bola com calma e assertividade, procurando o melhor momento para então investir, confunde-se com falta de classe. Jogadores como Yannick ou Liedson parecem jogar sempre no tudo ou nada. Ou fazem golo, ou perdem a bola. Esta mentalidade transforma os jogos do Sporting numa roda viva. Ataca um, ataca outro. Nunca há verdadeiramente um controlo sobre o jogo.

Não dúvide que Paulo Sérgio tem jogadores com qualidade para um jogo bem diferente. Se no final de Novembro o jogo do Sporting é o que é, chega o momento em que o treinador leonino deve interrogar-se profundamente sobre o que não está bem.

P.S.- O abraço pós golo e as declarações elogiosas de Yannick sobre o seu treinador, traduzem a informação que nos havia chegado. A liderança é a característica mais forte da equipa técnica de Paulo Sérgio. Os jogadores parecem unir-se em torno de si (relembre também a aparente mudança comportamental de Vukcevic) . O problema é se tal não é suficiente...

P.S. II - O calendário do Sporting é absolutamente terrível. Das equipas que habitualmente compõem a metade superior da tabela (SL Benfica, Sp Braga, FC Porto, Maritimo, Guimarães, Nacional), a luz foi a única saída do Sporting. Quando o calendário começar a apertar, será decisivo estar num patamar de rendimento superior, sob pena da presente época se tornar ainda bem mais penosa que a anterior.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Jaime Valdés e Pedro Barbosa

Se há algo realmente estranho e passível de ser questionado, é o rumo que a carreira de Pedro Barbosa (não) tomou.

Não interprete mal. Barbosa foi campeão nacional, e é um dos simbolos de um dos maiores clubes nacionais. Porém, quando alguém é realmente tão bom no que faz, tendemos sempre a imaginá-lo num contexto diferente. Barbosa tinha um talento ímpar. De facto, mesmo naqueles jogos em que passava ao lado, parecia sempre que não era por si que a coisa não se fazia. Toda aquela classe na forma como conduzia a bola. Como temporizava. Toda aquela tranquilidade com que passeava a sua classe pelos relvados portugueses, nunca foi bem compreendida. Tendemos a admirar a velocidade e a força. Torcemos o nariz a quem parece menos intenso.

Os entendidos esperavam sempre, e bem, que Barbosa resolvesse cada jogo com a bonomia própria do seu génio. Os outros, aqueles que disto nada percebem, assobiavam-o. Não percebiam toda a genialidade que estava por trás de cada toque seu na bola.

Apenas os inteligentes sentem a sua falta. E agora. Agora há Valdés.

Não vimos mais de cinco, seis jogos do chileno. Com tão poucos dados, compará-lo a Pedro Barbosa pode ser criminoso. Mas, é impossível não verificar algumas semelhanças. A forma como conduz a bola, a paciência com que resolve cada situação, a sua capacidade técnica. Não é fácil perceber o porquê de alguém que aparenta tanta classe não ter tido uma carreira com mais troféus e mais reconhecimento. Talvez os próximos tempos permitam aferi-lo. Ou talvez Valdés seja apenas mais um incompreendido.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Paulo Bento forever. Curtas da selecção que volta a apaixonar o seu povo

- João Pereira é bastante melhor que Ricardo Costa;

- João Moutinho é desde 2006 o melhor médio português. Pelo seu futebol de toque curto e de apoio rápido, confere uma dinâmica ofensiva extraordinária às suas equipas. Para além de ser inexcedível no cumprimento das tarefas defensivas;

- Raul Meireles é um trinco de origem. Pepe não. Tão pouco tem agilidade e competência do português, para iniciar com qualidade as transições. Muito menos qualidade no critério como decide sair rápido para o ataque, ou segurar a bola;

- Postiga é o avançado certo para a selecção. Podemos não esperar que continue a fazer golos. Mantendo o critério com que decide temporizar, tabelar, e servir de apoio frontal, ou conferir mais uma opção de passe sobre o exterior, contribuirá e muito para o caudal ofensivo da selecção (a propósito, o ESPN tem repetido o Portugal - Inglaterra de 2000. Nuno Gomes era um avançado soberbo);

- A fraca capacidade de passe de Carlos Martins contrasta um pouco com os colegas de sector. Mas, é voluntarioso, remata bem e talvez não haja quem possa acrescentar mais que ele (ainda que fosse importante ver Tiago na mesma posição);

- Ronaldo e Nani, quando não jogam para o seu umbigo são soberbos. Todos o reconhecemos;

- Paulo Bento é o treinador da moda. É muito fácil suceder a alguém tão incompetente e com escolhas tão condicionadas quanto Carlos Queiroz. Mas, é impossível não conceder crédito ao novo seleccionador nacional. Jogam os melhores. E como jogam!

P.S. - Acredite ou não. O titulo do post estava pensado desde o momento em que Nani invalida o golo de Ronaldo. Ainda com zero zero, e quem sabe, com boas chances de o jogo não terminar com um bom resultado. Mas, provavelmente já tinhamos chegado à área adversária mais do triplo das vezes do que haviamos feito no Mundial.

Pergunta para queijinho

Será possível ao Carlos Queiroz não se sentir um imbecil quando vê a selecção jogar?

P.S. - O Nani parece que deixou o cérebro em Manchester. Nem que tivesse 10 metros em jogo, não se tira, NUNCA, um golo a um colega. Muito menos quando o lance iria correr o mundo. Inacreditável!

domingo, 14 de novembro de 2010

Nico Gaitán e Salvio

Um tem vinte e dois, o outro apenas vinte anos de idade. Em ambos se percebe talento e capacidade para mais tarde chegarem a uma Liga diferente.

Nico é um jogador de classe. Muito inteligente, e com excelente técnica individual. É impossível não apreciar o estilo. A inexplicável forma como por vezes desaparece do jogo, bem como a pouca disponibildade que mostra para as tarefas defensivas, prejudicam-o e prejudicam a sua equipa.

Salvio é mais disponível fisicamente. Jogador aguerrido, assegura, porque é mais disponível, com muito maior qualidade os momentos defensivos do que Gaitán. Perde para o colega em criatividade, mas é também um jogador hábil.

Consiga Jorge Jesus cativar os argentinos para cumprir com dedicação e qualidade todas as tarefas em todos os momentos do jogo, e o SL Benfica ganhará dois excelentes jogadores. De momento, por mais que se aprecie o toque de qualidade ofensiva que ambos acrescentam (ainda que, demasiadas vezes apenas a espaços), é impossível não pensar que a má performance defensiva colectiva do SL Benfica, tem muito que ver com os seus interiores.

sábado, 13 de novembro de 2010

Elegância

Ainda faltas tu, mas...

A atitude parece bem diferente, e isso ajudar-te-à.

A propósito disto.

O magnífico derby minhoto

É de facto magnífico que em Portugal, um jogo sem a presença dos ditos três grandes seja presenciado por quase trinta mil espectadores. Toda a envolvência do derby é fantástica. Desde a rivalidade dos adeptos, à vontade de fazer bem presente em todos os jogadores.

Venceu o Vitória. Porventura, tanto ou mais por culpa própria bracarense, do que por mérito vimaranense. Alan e uma infelicidade de Miguel Garcia, ditaram, individualmente, o resultado do derby.

É mais equipa o Braga. Porém, emocionalmente era um jogo altamente favorável ao Vitória. A vitória recente em Alvalade, a possibilidade de se manter no grupo dos segundos classificados e principalmente a hipotese de colocar o Braga a sete pontos, conferiam uma vantagem anímica nada desprezável.

E o jogo não foi muito diferente do que se poderia supor, até ao momento em que Alan é expulso. O Braga mesmo mais recuado, sempre bastante adulto, e o Vitória a procurar dar muita intensidade ao jogo. Mais pelo coração que pela cabeça, na verdade.

A segunda parte trouxe um Vitória menos capaz do que seria de supor, tendo em conta a superioridade numérica. Não é de estranhar a quase ausência de oportunidades de golo. A procura incessante somente pelos corredores laterais, e a incapacidade para ter os avançados a participarem com qualidade no processo de jogo ofensivo, foram permitindo ao Braga sonhar com o ponto.

Mérito para o crer do Vitória. Tem vários bons jogadores e ainda que do ponto de vista ofensivo não tenha demonstrado colectivamente ser capaz de jogar de forma assertiva em ataque organizado, atravessa um momento animico extraordinário (devido aos excelentes resultados que vem obtendo, obviamente).

P.S. - Com apenas quarenta segundos para jogar, Domingos resolve mexer na equipa, retirando o capitão. Entre o tempo que demorou a substituição e a colocação da braçadeira no novo capitão, quase se esgotava toda a compensação. Substituição bem estranha. Há, contudo, quem tenha golpe de asa. Talvez não se deva criticar quem arrisca assim. Que um golo de Meyong teria sido quase histórico, ninguém pode negar.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O poder de uma tabelinha

Ofensivamente, a tabelinha é provavelmente a melhor arma que uma equipa pode ter. O seu valor não se esgota na beleza do movimento. A principal vantagem desta combinação ofensiva resulta do facto de o jogador que faz o primeiro passe se deslocar em velocidade na direcção da baliza adversária. Mesmo que se trate de um jogador lento, o facto de já estar a correr na direcção do local para onde será endossada a bola, confere-lhe uma enorme vantagem sobre os defensores, que não só estão parados, como ainda estão de costas para o tal sitío onde a bola vai chegar.

Poucas equipas recorrem conscientemente a uma combinação ofensiva simples, mas bastante exigente técnicamente, quando realizada em espaços curtos. O primeiro passo para se poder ter este movimento como recurso é ter um avançado suficientemente inteligente para não ser egoísta.



E aqui ao 2'34''

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O futebol também é isto

Rei morto, Rei posto

Não era um resultado provável. Contudo, não era também nada que ainda não tivessemos previsto poder acontecer.

Estratégicamente Jorge Jesus falhou em toda a linha e é o principal responsável pela goleada. Talvez provando do próprio veneno se torne mais respeitador.

Abdicou do seu melhor lateral esquerdo, abdicou de um central muito valoroso, e que seria incrivelmente mais importante e eficaz, se jogasse na cobertura defensiva a Coentrão. Ou seja, sendo o segundo jogador, e não o primeiro a sair a Hulk. Abdicou ainda do seu melhor avançado. Noite de opções muito estranhas teve o treinador do Benfica.

É, no entanto, redutor atribuir um resultado deste nível somente às más opções do treinador.

Em termos individuais, e esquecendo a comparação Javi / Guarin, o meio campo do FC Porto é bastante superior ao do Benfica. João Moutinho e Belushi, os habituais interiores portistas têm muito mais qualidade que Carlos Martins e Salvio. São bastante mais criativos, muito mais inteligentes e ainda assim fisicamente e mentalmente mais disponíveis para se entregarem ao jogo.

A imagem que fica da partida do Dragão, porém, foi a diferença individual dos jogadores mais avançados do FC Porto, para os do Benfica. Afinal foi dos impulsos individuais e dos golos de Hulk, Falcao e Varela que o resultado se contruíu. Será errado pensar que por ter jogadores menos capazes nas situações de 1x1 o SL Benfica está em inferioridade nesse campo. De forma colectiva, através das combinações ofensivas, das tabelinhas e de todo um movimento dos seus vários jogadores, o SL Benfica sempre foi e é, capaz de criar inúmeros lances de golo, sem que nenhum dos seus jogadores tenha a necessidade de recorrer ao drible.

Se no Dragão tal não pareceu ser possível, não pode, de forma alguma, ser dissociado das ausências de Saviola (jogador mais desiquilibrador do SL Benfica, ainda que não através de dribles) e de Cardozo. O tal que pouco correndo, tem capacidade para segurar a bola, entregá-la de forma muito assertiva e participar com muita qualidade, ainda que a espaços, no jogo ofensivo.

P.S. - Jorge Jesus é o melhor treinador do SL Benfica dos últimos 20 anos. Abdicar dele será um erro tremendo. Seguramente que voltará a ser campeão. Se não houver paciência na Luz, acontecerá no Sporting ou no FC Porto.

P.S. II - Abriu oficialmente a luta pelo segundo lugar. O Braga, com toda a sobrecarga competitiva das competições europeias, e ainda que pontualmente próximo de SL Benfica e Sporting já não parece capaz de poder intrometer-se. Torna-se agora importante perceber a motivação e a capacidade mental dos jogadores do SL Benfica em concentrarem-se num objectivo menor. Garanta Jorge Jesus essa capacidade, e continua a ser o favorito ao segundo lugar.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Caiu o mito

"A única coisa que o Kalou fazia era correr rapidamente. Não fintava muito bem e por isso colocámo-lo a driblar pinos. Ok, eu sei que era pinos mas ajudou-o a driblar adversários, algo que ele faz agora sem nenhum problema." Luis Felipe Scolari.

Felipão fez um trabalho enorme ao serviço de mais de uma selecção. As suas competências de selecção e de liderança são muito fortes, e contribuíram para o seu sucesso.

A qualidade do seu trabalho técnico-táctico é facilmente perceptível na sua frase. Felipão não deve ser bastante mais que um rotundo zero nesse campo.

Mesmo você, quando levar o seu filho de oito anos ao treino de futebol, desconfie quando o colocarem a contornar pinos. Nem nessa idade a técnica deve ser treinada de forma desenquadrada da realidade do jogo.

P.S. - É muito divertido imaginar a cara dos jogadores do Chelsea quando pouco mais de um ano depois de trabalharem com José Mourinho foram confrontados com exercícios onde tinham de driblar pinos.