segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Faaaaaaaaaaaaantástico!



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Pode até conseguir enumerar várias deficiências no modelo de jogo dos Gunners. Mas, conseguirá não se apaixonar pelos pressupostos ofensivos da equipa de Wenger?

domingo, 26 de dezembro de 2010

De Mourinho a Paulo Sérgio.

“Di Maria é especialmente forte jogando no lado direito, procurando combinar com o avançado central, fazendo uso do seu pé mais forte.” José Mourinho.

Quando um treinador começa a definir a dinâmica e os princípios do seu modelo de jogo, ofensivamente há que partir sempre da premissa de que o caminho correcto para chegar ao golo é o da baliza. Deve procurar-se sempre o caminho mais rápido. O corredor central é o caminho para lá se chegar. As variações até aos corredores laterais surgem somente em virtude do possível bom posicionamento do adversário conseguir tapar o caminho inicial.

Então, procura-se o corredor lateral, mas sempre com o intuito de voltar ao central. Esta ideia de jogo é a principal justificação para que treinadores como Mourinho, Louis Van Gaal e Guardiola procurem retirar mais rendimento dos seus extremos colocando-os nos corredores laterais contrários ao pé dominante (Robben, Messi e Di Maria na direita. Ronaldo, Pedro e Ribery na esquerda).

Procurar “ganhar” a linha de fundo em drible ou em velocidade, para servir os avançados para uma possível finalização. Crer que os avançados servem somente para esse tal momento de rematar à baliza, não os envolvendo nas combinações colectivas da equipa é hoje algo que não faz qualquer sentido. Mais do que finalizar, a forma como os avançados podem desposicionar as defesas adversárias é algo que deve ser explorado.

Quando o modelo de jogo de um treinador é incorrecto logo desde o primeiro princípio ofensivo (progressão), é impossível crer que as suas equipas possam ser bem sucedidas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Olha quem goleia também

O incremento da agressividade competitiva e a maior liberdade concedida a Valdés ajudam a explicar o resultado comparativamente aos outros menos bons.

A facilidade com que o chileno resolve as demais situações impressiona. Ao contrário dos demais, que tudo parecem fazer em esforço, Valdés é um jogador de classe. Independentemente da sua idade, ou da mais valia que poderá trazer em termos financeiros ao clube, é um óptimo reforço. Quando joga, o Sporting tem sempre um porto de abrigo em campo.

Jogar com Abel e João Pereira simultaneamente resolve o problema da competitividade e agressividade. Não parece contudo, que ao contrário do que sucedeu ontem (justiça seja feita), o Sporting possa beneficiar muito com esta opção. Não por João Pereira, mas sim pelas debilidades técnicas e físicas de Abel.

Yannick é um trapalhão feliz. É impossível gostar do estilo. Mas também ninguém pode negar que aparece demasiadas vezes em jogo. Quando assim é, falha-se bastante. Mas também se acerta algumas vezes. O que é francamente melhor que nunca aparecer.

P.S. - Curiosidade. Numa das épocas de Paulo Bento / Camacho, recordo uma discussão com um colega de blog. Garantia eu que apesar de Camacho seguir em segundo lugar, pela péssima qualidade do futebol da sua equipa, o Sporting acabaria por passá-lo. Dizia-me que não. Camacho já tinha percebido que o caminho era o da luta, da agressividade, e como tal, dificilmente o Benfica perderia o acesso à Liga dos Campeões. O Sporting terminou em segundo, o Benfica em terceiro. Moral? O incremento da agressividade pode aqui e ali disfarçar o que de menos bom se faz. Mas, numa prova de regularidade, não havendo qualidade táctica, seguramente que não será pela atitude que se fará história. Por esta vitória, Paulo Sérgio não pode pensar que descobriu a fórmula do sucesso. Sob pena de voltar a cair. E sim, a luta nos lugares cimeiros da Liga começa a resumir-se cada vez mais apenas ao acesso à Liga dos Campeões.

P.S.II - No plano oposto, inacreditável a forma leviana como os jogadores do Setúbal encararam o Sporting. Para se poder vencer um dos três grandes nacionais, o primeiro passo é perceber que se é bastante inferior. Não aconteceu ontem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Cinco argentinos no ataque. Cinco golos.


Pablo Aimar. O mais importante de todos eles. Assim esteja bem. Tão bem quanto esteve no jogo com o Rio Ave. A sua importância não se limita à boa movimentação, colocando-se ora entre o sector defensivo e o do meio campo adversário, ora recuando para receber a bola ainda bem próximo do seu meio campo defensivo, nem se esgota na excelente capacidade técnica. Aimar dentro de campo é um autentico treinador. Ajuda e muito os colegas a decidirem. Se o seguir com atenção, pode reparar a forma como gesticula e indica o caminho a seguir aos seus colegas. No lance que termina com o seu golo, é Aimar quem pede a David Luiz que "traga" a bola.

Javier Saviola. Estando bem fisicamente, compete com Aimar em termos de importância na equipa. Tanto um como outro são jogadores de colectivo. Se os restantes colegas não ajudarem, ambos parecem menos decisivos. A época não tem sido fácil para el conejo. Parece menos apto fisicamente e isso limita-o. A confiança que parece estar novamente a adquirir, poderá ajudá-lo a voltar ao rendimento da época passada. A sua movimentação é absolutamente decisiva no processo ofensivo do SL Benfica.

Nico Gáitan. Facilmente se percebe que é um jogador de classe. Não tem tido um bom rendimento, porém. Lances soltos, aqui e ali, deixam perceber que tem um potencial enorme. Muito bom técnicamente, parece ainda procurar o seu espaço. Enquanto não se sentir totalmente seguro de si, continuará a desiludir os que lhe reconhecem capacidade para muito mais do que o que realmente tem mostrado.

Sálvio. Quase o oposto de Gáitan. Classe nem vê-la. Contudo, bate o colega em rendimento. Toda aquela forma determinada e agressiva com que enfrenta cada lance do jogo, beneficiam-o. Faz valer mais os seus atributos físicos do que propriamente os técnicos e intelectuais. Ainda que não seja o protótipo de jogador ideal para os autores deste espaço, pode e deverá ter sucesso, assim os seus treinadores saibam potencias as suas características. E tem apenas vinte anos.

Franco Jara. Aproxima-se mais de Sálvio que dos restantes argentinos. Vale pelos seus atributos físicos. É muito agressivo e procura estar sempre em jogo. Decide invariavalmente mal, dando constantemente primazia a impulsos individuais, e é limitado técnicamente. Tem vinte e dois anos, e continua a ser uma promessa. Tal como Sálvio, o seu sucesso dependerá do modelo de jogo em que estiver integrado. Vários são os jogadores valiosos que construíram uma carreira interessante, baseando o seu jogo somente na capacidade de explosão e agressividade. Pode acontecer com Jara. Ainda que não se possa considerar tal como previsível.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Treinar primeiro o ataque ou a defesa?

O ataque ganha jogos, a defesa campeonatos. Diz-se.

Ainda que sejam momentos distintos, não se podem dissociar. No futebol moderno, os segundos que se seguem à perca ou à recuperação da posse de bola são decisivos. Com cada vez menos espaço e tempo para jogar, os golos surgem invariavelmente nas transições. Esquecendo as bolas paradas.

Quando se pensa no que se quer para o ataque, é impossível não ter em mente o possível posicionamento dos jogadores aquando da perca da bola. Afinal, é bem provável que a percentagem de ataques que termina em perda de bola seja bem próxima dos oitenta / noventa por cento. Quando se prepara o momento defensivo, a mesma ideia deve estar presente. Onde recuperar a bola? Em que zona do campo exercer maior ou menor pressão. Que linhas de passe devo oferecer para conduzir o adversário para onde quero?

A definição sobre o que ensinar e treinar primeiro, varia de treinador para treinador. Dificilmente num mesmo exercício é possível estabelecer objectivos prioritários para a defesa e para o ataque (ainda que se deva trabalhar sempre com objectivos para todos os momentos do jogo, haverá sempre um prioritário para onde se deve dirigir, em primeira instância, o foco do treinador).

Treinar primeiro o comportamento defensivo poderá deixar a equipa mais próxima de vencer no imediato. Não sofrer golos é a primazia de muitos treinadores. E é uma ideia nada errada. Começar pelo ataque, ainda que metodológicamente possa parecer menos correcto ou interessante, tem a importante vantagem da motivação. Nada mais diverte um jogador que quando o processo ofensivo (combinações ofensivas e saídas rápidas para ataque), decorre com qualidade.

Talvez se deva começar pelo ataque quando o nível individual é reduzido, por forma a aumentar a diversão no treino e no jogo, pelo chegar mais vezes ao golo. Quando o nível individual é muito elevado, acertar o processo defensivo deverá ser prioritário. A qualidade individual e inteligência dos jogadores encarregar-se-à de fazer a equipa chegar ao golo as vezes necessárias para ganhar no imediato. Assim se defenda bem.

P.S. - Curiosidade. Pelas suas declarações percebe-se que na época transacta Jesus começou pela defesa e que na actual deu primazia, em primeira instância ao ataque.

P.S. - Texto dedicado ao professor Daúto Faquirá.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Oh Paulo, tanto tempo a treinar para fugir da baliza dá nisto...



Minuto 1.09. O Sporting da época 2010/2011.

A procura incessante pelo corredor lateral, descurando tudo o que faz no corredor mais importante do jogo, acaba de ser personificada num lance infeliz de Carlos Saleiro.

O caminho é o da baliza. Não só quando não há adversários, mas também quando eles lá estão! No corredor central, há mais possibilidades de passe. Há mais possibilidades de surpreender o adversário, porque as opções multiplicam-se.

Este é apenas um lance infeliz, mas ainda que de forma desenquadrada com a realidade, sintetiza o jogo do Sporting. Fugir da baliza adversária.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Assim não ganhas, Domingos!

Aplauda-se a ousadia. Reprove-se a estratégia.

Ponto prévio. Domingos não luta com as mesmas armas e não se deve, nem se pode pedir-lhe os mesmos resultados que aos treinadores dos três grandes. Tudo o que o Sp. Braga obtivesse na Luz seria lucro. A obrigação de ganhar estava apenas num lado.

Porém, talvez o treinador bracarense não tenha percebido que não pode jogar com a defesa com tantos metros nas costas contra uma equipa com jogadores criativos e capazes de em espaços curtos desbloquear as situações, acabando invarivalmente por explorar a profundidade nas costas da defensiva adversária. A ansiedade natural dos jogadores do SL Benfica ia passando a cada oportunidade de golo que surgia. No fundo, pareceu sempre que a má estratégia bracarense, que possibilitou inúmeras oportunidades de golo ao adversário (muitas delas com bolas nas costas da defesa bracarense), foi o tranquilizante que os jogadores do SL Benfica precisavam.

Em tudo o mais, as diferenças foram espelhadas mais pela qualidade técnica de uns que de outros. Enquanto de um lado se perdiam passes em catadupa (e aí Domingos nada pode fazer), do outro as jogadas iam sendo definidas com mais assertividade.

P.S. - Salvio entrou bastante bem. Tem um potencial muito grande. Relembre que tem vinte anos. Porém, deve ser bastante difícil para um treinador decidir um onze, quando não pode confiar inteiramente no que pode fazer um e outro jogador. A cada bom jogo, parece sempre seguir-se um mau do argentino. Com Gaitán sucede precisamente o mesmo. O tempo encarregar-se-à de os tornar jogadores de nível muito elevado. Até lá, Jesus tem de sofrer e sonhar com um dia bom dos jovens.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sporting. Extra futebol. Se mo permitem.

A péssima qualidade de jogo é algo que ninguém nega. Porém, percebe-se o estado a que o futebol do Sporting chegou quando na véspera de defrontar o Vitória de Setúbal, Costinha tece considerações ao árbitro do jogo, temendo ser prejudicado. Independentemente das razões porque o fez, é impossível negar que soou a medo. Agora percebe-se porquê. Para quem ainda acredita (e já se percebeu que o próprio director desportivo não está no lote) a caixa de comentários está ai.

P.S.- Para vencer a Taça da Liga, e seguindo o trajecto mais do que prevísivel, o Sporting terá de eliminar o SL Benfica no Estádio da Luz, e o FC Porto em campo neutro. E você? Acredita que a época ainda pode ser salva?

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O tudo ou nada de Jesus

O tudo (Gaitan de um lado, Sálvio ou Martins do outro). O nada (Amorim de um lado, Peixoto do outro). Nem um, nem outro são as melhores opções.

Não explica tudo. Porventura, não explicará nem metade das derrotas sem fim que o SL Benfica vai acumulando. Mas, talvez seja importante partir da dinâmica que os interiores/extremos (não) conferem ao jogo ofensivo/defensivo da equipa, para analisar e corrigir o que pode e deve ser alterado.

P.S. - Garantidamente que a melhor opção será jogar com Rúben Amorim e Gaitán. Mesmo que o português tenha estado imenso tempo sem jogar, e mesmo que o argentino teime em mostrar todo o seu talento somente a espaços.

sábado, 4 de dezembro de 2010

O trio do meio campo e a incapacidade para contra atacar do Sporting

Não está relacionado. Tende-se a considerar que o Sporting perde qualidade ofensiva por apresentar três jogadores com conotação mais defensiva no meio campo (Maniche, André Santos, Pedro Mendes). Não terá de ser assim necessáriamente. Desde que Paulo Sérgio saiba jogar com tal.

Com os três em simultâneo no campo, é evidente que se perde em criatividade, e ainda que Maniche e André Santos cheguem bem à frente, fica a faltar imaginação e talento. Aquilo que Matías promete, mas não tem conseguido cumprir.

Porém, há ganhos relevantes noutros momentos do jogo. Sem a posse da bola todos eles são bastante rigorosos e não se coíbem de se entregar ao jogo, cumprindo na perfeição todas as tarefas defensivas inerentes às suas posições. Também do ponto de vista ofensivo, têm algo para dar. São francamente bons na capacidade de passe e muito capazes de servirem os colegas mais adiantados.

Se o Sporting se tem mostrado incapaz na transição ofensiva, tal não se deve minimamente aos seus médios. Ao contrário dos rivais, o Sporting não parece ter definida qualquer estratégia, qualquer movimento base para sair no contra-ataque. No FC Porto, Hulk em primeira instância e Varela se melhor posicionado, servem como excelentes apoios para receber a bola o mais rápido possível após a recuperação da mesma. Quando a bola chega rapidamente aos seus pés, encontram invariavelmente situações com poucos defesas à sua frente e muito espaço para correr. Situações onde são exímios, diga-se. No caso do SL Benfica, em situação defensiva, Cardozo posiciona-se sempre no corredor onde está a bola, para disputar a primeira bola quando esta é "aliviada" pelos defesas. Enquanto o faz, Saviola aproxima-se para receber do paraguaio e dar início à transição. Quando a recuperação da bola é feita de forma mais capaz, conseguindo os jogadores encarnados, desde logo sair a jogar, Aimar e principalmente Saviola baixam um pouco oferecendo linha de passe suficientemente clara para receberem a bola e atacarem a baliza adversária.

No futebol do Sporting é difícil perceber se há algo mecanizado, tão díspares são os comportamentos após a recuperação da bola. Quando a recuperação de bola é feita por uma intercepção de João Pereira, a equipa até se mostra capaz de sair rápido, pela boa forma como o lateral conduz a bola na direcção do corredor central. De outra forma, não se nota que haja alguma definição sobre a forma como sair rápido. Seja pela inexistência de um jogador que sirva como referência para receber a bola o quanto antes, ou de um espaço pré determinado onde alguém o faça.

Relembre que jogadores como Hulk e Cristiano Ronaldo (nos anos de Manchester) granjearam toda a sua fama pela forma fantástica como iniciavam/iniciam os contra-ataques das suas equipas (receber a bola no corredor lateral oposto ao pé dominante, e atacar  o corredor central conduzindo a bola).

Por vezes parece que Vukcevic poderia ser a solução para tantos problemas do Sporting. E ainda que o montenegrino tenha estado a um nível patético no clássico, é impossível não pensar que poderia ser bastante útil à transição ofensiva do Sporting, assim servisse de referência para receber a bola e iniciar nas suas botas os contra-ataques leoninos. Se Varela e Hulk têm feito o FC Porto chegar ao golo por tantas vezes dessa forma, porque não pode Simon ser melhor aproveitado?!