segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Kléber


O brasileiro parece ser, de facto, um jogador distinto e o Sporting mais que qualquer outra equipa na Europa precisa de um avançado de classe. Que se invista.

domingo, 30 de Janeiro de 2011

Espalhem a noticia do mistério da delicia

Barcelona e Messi caminham formosos e seguros para mais uma conquista de "La Liga". Que ninguém pretenda retirar méritos a José Mourinho. Se alguém poderia (poderá?) colocar em causa o melhor futebol da história do jogo seria (será?) ele.

A estranhíssima contratação de Cristiano por Paulo Sérgio, ou apenas o admitir que é incapaz de lá ir pelo incrementar das qualidades colectivas das suas equipas.

"Tomadas de decisão. O futebol como um jogo de probabilidades.

Num momento em que o jogo é do ponto de vista técnico e físico, cada vez mais equilibrado (longe vão os tempos em que só os grandes clubes treinavam), as tomadas de decisão surgem como um dos traços mais decisivos no jogo moderno.

Por tomadas de decisão, deve entender-se, as opções que cada jogador toma a cada momento (com ou sem bola). Para onde deslocar? A que velocidade o fazer? Que espaço ocupar? Para onde desmarcar? Quando soltar a bola? e para onde? Quando progredir com a bola?

Cada situação de jogo tem uma forma mais eficiente de ser resolvida. Tal não significa que optando pelo pior caminho, se estará sempre condenado ao insucesso. Tão pouco que, optando bem, se será sempre bem sucedido. Significa somente que, optando bem, está-se sempre mais próximo de ser bem sucedido.

Exemplo simples. Numa situação de 2x1, o portador da bola deve progredir com a bola no pé, no sentido da baliza, soltando a bola, no timing correcto (bem próximo do defesa), para que a bola saia para as costas do defesa. O passe deve ser efectuado para o espaço (e não para o pé do colega, por forma a que este não trave a corrida). Ou seja, de uma situação de 2x1, pretende-se passar para uma de 1x0.

Se em dez situações de 2x1, o portador da bola (no momento inicial, antes do passe), for capaz de as resolver dessa forma, provavelmente a sua equipa fará 8,9 golos, ainda que nenhum marcado por si (uma vez que acabará por fazer o passe para o colega de equipa).

Se na mesma situação, o portador da bola optar por driblar o defesa, e mesmo partindo do princípio que os seus traços individuais são bastante bons, provavelmente, em dez lances, marca 4,5 golos.

Os jogos em que, optando mal, se chega ao golo, são óptimos. Porém, em termos globais, a equipa sai prejudicada. Os 5 golos marcados dão notoriedade aos olhos do comum adepto. Mas, não são o que de melhor poderia ter dado à equipa.

Quem toma as melhores decisões a cada momento, tem a sua equipa, sempre mais próxima do objectivo (marcar, não sofrer, ganhar). Mesmo que não obtenha tanta notoriedade.

A situação descrita é uma situação de finalização, por ser de mais fácil compreensão. Porém, é importante perceber-se que as decisões se aplicam em todas as situações do jogo. Por mais banais que lhe pareçam. É que, para se chegar a uma situação de finalização, há todo um trabalho prévio, tão importante quanto o último momento (que nunca surge, quando a fase que antecede a finalização não é eficiente).

Numa equipa desorganizada, talvez seja interessante ter jogadores que, jogando só para si, sejam capazes de, tempos a tempos, criar algo. Num colectivo que se pretende forte, tal não faz sentido.

Já consegue perceber porque o mais talentoso jogador do Paços de Ferreira (Cristiano) deixou de ser, assim tão importante, para o seu treinador?"

O texto é de Outubro de 2009

Das duas uma. Ou Paulo Sérgio crê que Cristiano é agora um jogador diferente, ou já desistiu de construir um modelo de jogo assente em pressupostos colectivos. A ideia agora deve ser meter os malucos (mas, rápidos e habilidosos) todos em simultâneo, à espera que os golos caiam do céu (leia-se, de jogadas individuais).

Paulo Sérgio e Cristiano em Junho de 2009



E agora, é para repetir no Sporting?!

segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Sucessor de Vitor Baia?


"O melhor guarda redes português foi o heroi inesperado, na pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. Apesar da sua juventude, Patricio é cada vez mais, um guarda redes experiente e experimentado. De Camp Nou a Old Trafford, passando pelo Olimpico de Roma, poucos são os grandes palcos europeus que ainda não pisou. É difícil compreender como não faz parte do lote de selecionados por Carlos Queiróz". Agosto de 2009.

De lá para cá, Eduardo tornou-se uma referência. Não invalida, porém, o potencial que Rui Patricio ainda tem para se tornar recordista de internacionalizações. É que não é vulgar ser-se tão imponente na baliza aos 22 anos.

Os miúdos do Braga

Guilherme e Pizzi. É bom que os observem.

domingo, 23 de Janeiro de 2011

Classe, criatividade e displicência nos pés e na mente dos argentinos

Bastou o seu primeiro toque na bola para nos apaixonarmos por Nico Gáitan. Criatividade, classe e capacidade técnica são traços fáceis de serem reconhecidos no futebol do argentino. Apesar de tão nobres e valiosas características o rendimento de Nico não tem correspondido a todo o seu potencial. Culpa própria, pois claro. Ou pelas tradicionais dificuldades de adaptação, ou quem sabe, apenas por um traço de personalidade que o impede de procurar mais a bola e mostrar-se mais em jogo.

Salvio é bem diferente, mas igualmente com um potencial muito grande. Ainda que mais novo, parece mais determinado em provar valor. A sua força e capacidade de explosão elevam o seu futebol para um nível bem alto. Está confiante e ofensivamente tem sido mais um elemento de desiquilibrio.

No jogo com o Nacional da Madeira, muito da capacidade ofensiva, novamente deslumbrante do SL Benfica, partiu da excelente participação dos médios argentinos. A constante movimentação e a capacidade para definir os lances dos quatro argentinos da frente é soberba (ainda que Salvio tenha características diferentes, que têm sido potenciadas para o colectivo, de forma bem profícua), e tem o condão de aproximar o Benfica do golo a cada ataque.

Foi contudo, do baixar a guarda dos interiores, fosse por cansaço ou displicência, que o Nacional voltou ao jogo. Foi no momento em que os argentinos se tornaram menos rigorosos no apoio aos laterais e a Javi Garcia que os golos surgiram.

P.S. - Javier Saviola e Pablo Aimar, novamente encantadores.

P.S. II - Salvio e Gáitan estão cada vez mais jogadores, mesmo no momento defensivo. As falhas surgiram quando faltaram as pernas, ou a vontade. E Jesus tinha substituições para fazer...

P.S. III - Reforçar a ideia. Gáitan e Salvio, como tantos outros, daqui por uns anos, terão imenso a agradecer ao actual treinador.

P.S. IV - É impossível gostar de Franco Jara. Não se retire, contudo, o potencial que o argentino tem. Quantos avançados não constroem uma carreira bem interessante, com base apenas nas suas características físicas e determinação em triunfar?

sábado, 22 de Janeiro de 2011

Vitória de Guimarães e curta do Sp. Braga

Com mais três jogadores em campo que o adversário, persiste em atacar pelos corredores laterais, passando os minutos que faltam para o término do jogo em constantes situações de inferioridade númerica. Quando estão 11x8 em campo.

Não é comum na Liga Portuguesa uma equipa ter tanta qualidade individual no seu plantel, quanto a que se reuniu em Guimarães. Ainda que bem classificado, o Vitória tem potencial individual para somar muito mais pontos que os que efectivamente somou, para jogar bem mais que o que joga, para marcar bem mais que o que marca, e para sofrer bem menos que o que sofre.

Colectivamente pouco se aproveita. Felizmente para o Vitória que esse é também um traço comum a um número demasiado considerável de equipas da Liga Sagres.

P.S. - Que se passa, Domingos? É óbvio que Miguel Garcia e Elderson não têm um terço da qualidade de João Pereira e Evaldo. Porém, justificará a diferença de qualidade individual dos dois laterais a quantidade quase infindável de golos (comparativamente com as duas épocas transactas) que a equipa consente? Assim ficamos convencidos que está claramente a faltar trabalho táctico na tua linha defensiva. Aquele tipo de trabalho que Jorge Jesus desenvolveu num ano inteiro com a tua linha defensiva da época passada, e que tão bem aproveitado foi por ti.

O poder de uma tabelinha II

Ofensivamente, a tabelinha é provavelmente a melhor arma que uma equipa pode ter. O seu valor não se esgota na beleza do movimento. A principal vantagem desta combinação ofensiva resulta do facto de o jogador que faz o primeiro passe se deslocar em velocidade na direcção da baliza adversária. Mesmo que se trate de um jogador lento, o facto de já estar a correr na direcção do local para onde será endossada a bola, confere-lhe uma enorme vantagem sobre os defensores, que não só estão parados, como ainda estão de costas para o tal sitío onde a bola vai chegar.

Poucas equipas recorrem conscientemente a uma combinação ofensiva simples, mas bastante exigente técnicamente, quando realizada em espaços curtos. O primeiro passo para se poder ter este movimento como recurso é ter um avançado suficientemente inteligente para não ser egoísta.


Esqueça o pormenor de tudo ter parecido casual. Não procurar de forma recorrente este tipo de combinação ofensiva é um dos grandes pecados do futebol ofensivo do Sporting.

terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Robertazo!

Recordo perfeitamente como foram as primeiras (segundas e terceiras?) impressões.

Recordo também o que foi escrito a 29 de Agosto, depois do SL Benfica - Vitória de Setúbal: "- Roberto deu pontos ao Benfica. Com tamanha injecção de confiança, surgirá finalmente o "sim ou sopas". Se era apenas questão mental, o Benfica ganhou um guarda redes. Se voltar a falhar, é uma questão de (falta de) qualidade. Aquela parada ofereceu 3 pontos ao Benfica, porém suscitou uma série de dúvidas na mente de quem lidera. E o mercado encerra 3a feira;"

De lá para cá, em catorze jogos da Liga, o espanhol não sofreu golos em dez. Uma performance fantástica, para a qual também muito contribuiu.

P.S. - Se há posição em que os três principais clubes nacionais estão realmente bem servidos, essa parece ser a de guarda redes.

segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011

domingo, 16 de Janeiro de 2011

Jaime Valdés e Pedro Barbosa

"Se há algo realmente estranho e passível de ser questionado, é o rumo que a carreira de Pedro Barbosa (não) tomou.

Não interprete mal. Barbosa foi campeão nacional, e é um dos simbolos de um dos maiores clubes nacionais. Porém, quando alguém é realmente tão bom no que faz, tendemos sempre a imaginá-lo num contexto diferente. Barbosa tinha um talento ímpar. De facto, mesmo naqueles jogos em que passava ao lado, parecia sempre que não era por si que a coisa não se fazia. Toda aquela classe na forma como conduzia a bola. Como temporizava. Toda aquela tranquilidade com que passeava a sua classe pelos relvados portugueses, nunca foi bem compreendida. Tendemos a admirar a velocidade e a força. Torcemos o nariz a quem parece menos intenso.

Os entendidos esperavam sempre, e bem, que Barbosa resolvesse cada jogo com a bonomia própria do seu génio. Os outros, aqueles que disto nada percebem, assobiavam-o. Não percebiam toda a genialidade que estava por trás de cada toque seu na bola.

Apenas os inteligentes sentem a sua falta. E agora. Agora há Valdés.

Não vimos mais de cinco, seis jogos do chileno. Com tão poucos dados, compará-lo a Pedro Barbosa pode ser criminoso. Mas, é impossível não verificar algumas semelhanças. A forma como conduz a bola, a paciência com que resolve cada situação, a sua capacidade técnica. Não é fácil perceber o porquê de alguém que aparenta tanta classe não ter tido uma carreira com mais troféus e mais reconhecimento. Talvez os próximos tempos permitam aferi-lo. Ou talvez Valdés seja apenas mais um incompreendido."

O texto é de Novembro. De lá para cá, Valdés parece melhor a cada jogo que passa. É um jogador extraordinário. Joga e faz jogar. É, de todos os que chegaram em 2010 à Liga portuguesa, o de maior rendimento. Imaginar o futebol do Sporting sem a classe que passeia a cada toque dado na bola é uma tortura. Só pelo chileno, o Sporting merece um novo treinador.

Next big thing

"Quem com ele trabalhou garante que transborda qualidade. Diz-se que transpira talento por todos os poros. Ao segundo ano como sénior parece pegar na batuta do meio campo de uma equipa da primeira divisão. Não é um feito extraordinário. Não será também, contudo, algo que deva ser desvalorizado.

Não vi mais de 180 minutos de David Simão. Muito pouco para poder formular opinião. Destaque-se no entanto a extraordinária capacidade de passe, a potência do remate e a boa leitura de jogo.

David impressionou. Tanto, que procurarei, se possível, ver mais jogos do seu Paços de Ferreira, somente para tirar dúvidas."

O texto é de setembro, e continua actual.

Hoje, talvez se deva acrescentar a mesma interrogação para Nélson Oliveira e... Rui Vitória?

sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Arsenal... de Braga.



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Simão | Myspace Video


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Simão | Myspace Video


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Simão | Myspace Video


Ok. A organização táctica da equipa de Portimão seguramente que não é melhor que a de qualquer equipa da distrital (quem escolhe Litos e Azenha para treinadores, provavelmente também não merece ter mais), contudo, independentemente das facilidades, é impossível não nos deliciarmos com a qualidade dos golos bracarenses.

Fantástico Lima e Alan no primeiro golo. Excelente a decisão de Lima a devolver a bola a Rodriguez no segundo golo, ainda que em primeira instância pareça que tenha procurado uma desmarcação de ruptura e não de apoio ao portador da bola. Excelente as combinações de Barbosa, Alan no terceiro golo. Todo o trabalho colectivo foi fantástico nos diferentes golos. Sempre muitas opções dadas ao portador da bola. Mesmo no plano ofensivo, o trabalho sem bola tem uma preponderância decisiva. Na actualidade, já não é o portador da bola que tem de descobrir possíveis linhas de passe. Cabe a todos ajustar o seu posicionamento através de desmarcações sucessivas, por forma a garantir sempre 3,4 linhas de passe.

P.S. - Ainda que tenha sido com Domingos que mais se começou a falar do extraordinário rendimento de Alan, o seu salto qualitativo foi dado com Jorge Jesus, na sua época em Braga. Já aqui o haviamos referido, bem antes do treinador do Benfica ter almejado o sucesso. Alan é mais um do vasto lote de jogadores "made by Jorge Jesus". Tivesse tido a felicidade de encontrar mais cedo o seu ex treinador, e garantidamente que teria tido uma carreira com maior notoriedade.

quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

Destino - baliza (corredor central)

"1º Princípio Ofensivo – Penetração/Progressão


1. Objectivos:
- Criar vantagem espacial e numérica
- Atacar a baliza e o adversário directo


2. Comportamentos:
- No momento da recuperação da bola o jogador deve orientar-se para a baliza adversária
- Livre de oposição e com espaço, rematar ou progredir para a baliza adversária
- Com oposição, deverá passar a bola ao companheiro mais próximo da baliza adversária


3. Acções táctico-técnicas:
- Condução
- Condução para remate
- Remate
- Drible"



Saviola finaliza, Carlos Martins assiste. Mas quanto do golo há da decisão de Sálvio? Muitos ainda são os extremos e os laterais que procuram, erradamente, em primeira instância a progressão na direcção da linha de fundo no corredor lateral.

Sálvio aumenta o rendimento a cada sessão de trabalho que passa. É seguro afirmar que é mais um produto made by Jorge Jesus. Talvez fosse bom para Quique Flores emprestar todos os seus jogadores por uma época ao treinador português. Seguramente que voltariam todos a jogar o dobro. E o dobro seria pouco, certo?

P.S.- Procure ver os golos de Hulk. Ainda que no seu primeiro golo tenha resolvido sozinho a situação.

segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Maturidade

Exibição francamente boa do SL Benfica. O que mais impressionou? A maturidade que o colectivo revelou no momento em que não teve o domínio do jogo.

De facto, jogos houve em que sendo bem mais dominador o SL Benfica havia revelado mais fragilidades. Se na primeira parte ainda havia sido surpreendido em algumas (poucas) transições rápidas da União, o Benfica da segunda parte, revelou uma maturidade muito grande. Soube aceitar o dominio adversário, garantindo uma qualidade de excelência na organização defensiva. Qualidade bem expressa no número de remates leirienses à baliza (zero).

Se a estratégia defensivamente resultou num grande controlo sobre o jogo, faltava porém, qualidade nas saídas para o contra-ataque. Qualidade essa que chegou com a entrada de Rúben Amorim.

Por Rúben, muito elogiado pelo seu trabalho defensivo, mas demasiadas vezes esquecido no que acrescenta ofensivamente. E não é pouco. Ofensivamente, para além de ser extraordinário do ponto de vista da tomada de decisão, tem uma capacidade técnica muito boa, que lhe permite sempre receber e entregar bem. E pela saída de cena de Carlos Martins. Novamente demasiado apressado e precipitado sempre que tem a bola nos pés. É uma tarefa hérculea contar a enormidade de bolas que perde. Parece novamente complicativo e incapaz de jogar simples e bem.

P.S. - Saviola foi Saviola. E quando assim é, impedir o Benfica de chegar aos golos, não parece ser possível.

domingo, 9 de Janeiro de 2011

Rei Salomão

O título não é original. Além de que é bem exagerado. Porém, se recordar que ainda há tão pouco tempo, o profissionalismo, para Diogo poderia ser apenas uma miragem, o trajecto do miudo da Amadora é bestial.

Só alguém profundamente corajoso poderá predizer que o futuro de Salomão possa passar por um dos grandes europeus, como tantos outros extremos do Sporting. A sua capacidade actual não faz prever tal cenário, e também é dificil adivinhar tal futuro no seu potencial. Tem, no entanto, todas as condições para poder ser um jogador importante no Sporting e em Portugal.

A excelente capacidade para aparecer ao segundo poste em zonas de finalização, foi algo perceptível desde bem cedo. É tecnicamente um jogador bem interessante e responsável tacticamente. É inteligente na forma como procura quase sempre soluções colectivas, conduzindo a bola na direcção do corredor central, e procurando invariavelmente colegas para tabelar.

Incremente as suas capacidades físicas (sua principal debilidade, facto a que não será alheio o tardio aparecimento numa equipa de topo) e continue humilde, procurando sempre o sucesso de todos, e seguramente que a sua hora chegará.

Diogo tem potencial e perfil para entrar na história do seu clube. Assim seja aproveitado e estimado.

sábado, 8 de Janeiro de 2011

Para ti, já só teremos elogios


Brincadeira, brincadeira...

quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

O número de recuperações de bola e defender bem.


Há quem creia que se correlacionam. Nada mais falso. Um jogador que recupere mais vezes a bola, não é necessáriamente um jogador que defenda melhor que os demais.

Não se pode crer que defender à zona, isto é, relacionar-se posicionalmente com o espaço, com os colegas e com a bola e não com os adversários, é o método defensivo mais correcto, e ao mesmo tempo crer-se que os jogadores que recuperam mais vezes a bola são mais competentes defensivamente.

É seguro que optando por defender ao homem, colocando a todo o momento pressão sobre todos os adversários, permitirá recuperar mais vezes e mais cedo a bola. A questão é que tal vantagem não é nada compensatória se pensarmos que centrando-se em referências individuais a defesa acaba vezes demais desposicionada.

Um pequeno exemplo. Um jogador que passe grande parte do jogo garantindo a cobertura defensiva aos colegas, isto é, colocando-se atrás do colega de equipa que saiu à bola, precavendo a eventualidade deste ser driblado, dificilmente terminará o jogo com muitas recuperações de bola. Ainda assim, é bem capaz de ter sido o jogador da sua equipa mais influente defensivamente. Apenas porque pelo seu posicionamento obrigou os adversários a seguirem outro caminho.

Ainda que as estatisticas sejam algo de interessante, num jogo com tantas variáveis como o futebol é preciso ser-se bastante cauteloso no tratamento das mesmas, por forma a não sermos iludidos com o supérfluo.

segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

Nem tudo o que reluz é ouro

Um pouco de água na fervura. O incremento do rendimento individual dos argentinos tem elevado o SL Benfica para patamares de rendimento ofensivo mais elevados. Que ninguém o negue.

Porém, o principal defeito colectivo persiste, ainda que nos últimos jogos não se tenha feito sentir. Mais por demérito dos adversários, diga-se.

São demasiados os momentos em que a equipa de Jorge Jesus tem somente 5 jogadores atrás da linha da bola. A excelência posicional dos 5 jogadores que ficam (4+1. O 1 é o jogador em contenção que sai à bola, formando os 4 restantes uma linha de cobertura atrás do tal jogador), e a péssima capacidade de definição das jogadas de quase todos os jogadores da Liga Sagres vão impedindo que a nível nacional o caos se instale. Para perceber a gravidade que é consentir situações com apenas 5 jogadores atrás da linha da bola, acredite que perante adversários bem cotados a nível europeu, a percentagem de golos obtidos por cada jogada em que tal suceda será sempre elevada. Apenas a falta de qualidade da nossa liga vai disfarçando um problema defensivo premente do Benfica.

Por forma a não ser surpreendido, Jorge Jesus não poderá pensar que está tudo bem. Tal como referimos ainda antes do início da Liga, sem Ramires, os jogos fora do SL Benfica iriam ser de resultado mais imprevisível. O problema mantém-se e as próximas duas saídas (Leiria e Académica) podem trazer surpresas.

P.S.- Inacreditável o número de passes que Carlos Martins falha por jogo. Vai variando entre servir os colegas só no espaço, na profundidade (bola quase sempre para fora ou para o adversário), com os passezinhos "açucarados", tão bonitos de se ver, quanto de dificuldade elevada para quem a bola tenta receber. Mas nunca recebe, contudo.

P.S. II - Airton está pronto.

sábado, 1 de Janeiro de 2011

2010 em dois jogos

Ofensivamente, tão importante quanto o portador da bola é o trabalho de toda a restante equipa. As melhores equipas garantem a todo o momento três e por vezes quatro opções de passe curto. Ao portador da bola é decisivo que se confira linha de passe sobre a sua direita, sobre a sua esquerda, atrás de si e dependendo da posição da bola no campo, é também determinante garantir uma linha de passe em apoio frontal. É o trabalho permanente de todos os colegas sem bola, a garantir tantas linhas de passe que torna imprevisível a decisão do portador da bola.

O maior expoente do que se tornou o futebol moderno é o Barcelona. A selecção espanhola, pelo elevado número de jogadores culés transportou isso para o seu jogo.

Dois jogos que marcam 2010

Espanha - Alemanha. Mundial 2010.

Muitos eram os que garantiam o favoritismo da selecção alemã. A excelência de Ozil, Muller e Podolski, assim como as recentes goleadas sobre Argentina e Inglaterra legitimavam tal pensamento.

Porém, a partida haveria de ser uma das maiores demonstrações de superioridade de um estilo de jogo sobre outro. Contaram-se pelos dedos de uma mão o número de vezes que os germânicos traspuseram a linha do meio campo. Um vendaval de futebol ofensivo espanhol, ainda que não expresso no curto resultado final do jogo, elevou para níveis estratosféricos a diferença de estilos.

Barcelona - Real Madrid

A justificação é precisamente a mesma. Parece que quando se crê que o estilo possa ser colocado em causa, a resposta é sempre extasiante.

P.S. - Impossível esquecer o titulo europeu de Mourinho. Por muito injusto que lhe possa parecer, continuamos a acreditar que o triunfo na semi final sobre o Barcelona foi algo daquele tipo que acontece uma em dez vezes. Tal não pretende, de forma alguma, retirar mérito ao melhor treinador do mundo. Consiga o treinador português vencer uma prova de regularidade (campeonato) ao temível Barcelona, e seguramente que deverá ficar guardado na memória colectiva não como o melhor da actualidade, mas como o melhor de sempre.