segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Já vos disse hoje que aquele corredor lateral esquerdo é um sonho?

"Os extremos que o Benfica não tem.

Um problema, diz-se. Aqui não partilhamos dessa opinião.

O importante é que o portador da bola tenha sempre várias soluções de passe. À direita, atrás, à esquerda e à frente (sempre que possível). Não é importante ter um jogador fixo a dar profundidade num corredor lateral. Importante é que essa profundidade, é que essa opção de passe seja viável. Independentemente de quem a confere.

A tendência de Nico Gaitán em conduzir a bola na direcção do corredor central, não é uma questão de hábito, por antes ocupar esse espaço. É uma questão de inteligência. É assim que se deve comportar qualquer jogador, aquando da posse da bola. É no corredor central que as opções se multiplicam e onde tudo se resolve.

Seria um problema se de cada vez que o argentino o faz, o SL Benfica perder opção de passe no corredor lateral, ou perder profundidade. Porém, isso não sucede. A mobilidade que o modelo de Jesus confere ao ataque é admirável. Quando Nico trás a bola para o meio, surgirá sempre Fábio ou Saviola como opção de passe exterior. Ou seja, o decisivo não é ter sempre o mesmo jogador a ocupar aquele espaço. O decisivo é, sempre que necessário ser possível ter mais uma linha de passe.

O que antes Di Maria procurava resolver em situações de 1x1 (que resultavam somente quando o jogador estava confiante), agora faz-se por vários. Em movimentação colectiva. E essa, meus caros, tem sempre mais possíbilidades de êxito. Afinal, passes curtos, recepções dirigidas e desmarcações são o que de menos exigente, em termos técnicos se pedem a um futebolista profissional. Se não acontece mais, é porque falta capacidade de tomada de decisão. Não a técnica.

Com Fábio Coentrão e Gaitán, do corredor lateral esquerdo do SL Benfica só se pode esperar uma dinâmica ofensiva estupenda. E golos. Muitos golos a passarem por ali.

Não cremos que o Benfica precise de alguém para resolver no plano individual, quando tudo o que de bom esta equipa faz, se centra no colectivo."

O Texto é de Julho. Não podemos negar que a entrada de um extremo (Salvio) no onze beneficiou imenso a qualidade de jogo do SL Benfica. Todavia, é no lado esquerdo que nos queremos centrar. O entendimento entre Fábio e Nico melhora de jogo para jogo, e já não há memória do último jogo em que as suas acções não tenham feito a diferença no jogo.

Contra o Maritimo, entre várias outras combinações de rara beleza, e ainda para além da acção decisiva de Coentrão nos dois golos do Benfica, ficou na retina a jogada que terminou com um remate ao poste de Nico, depois de um passe de calcanhar de Coentrão, que retirou o lateral e o extremo adversário do lance.

P.S.- O corredor lateral esquerdo do SL Benfica, é hoje bastante mais forte que o que havia sido na época transacta com Di Maria.

domingo, 27 de Fevereiro de 2011

James Rodriguez



szólj hozzá: Olhanense 0-1 FC Porto


szólj hozzá: Olhanense 0-2 FC Porto


szólj hozzá: Olhanense 0-3 FC Porto

Três golos marcou o FC Porto em Olhão. Em todos eles, James quando recebe a bola (independentemente do corredor onde tal acontece. Ou seja, não é apenas o pé dominante que determina a acção, mas principalmente a cabeça), opta acertadamente por conduzi-la na direcção do corredor central. É dessa decisão, que surgem com naturalidade mais opções de passe. Mais caminhos para proseguir a aventura. Na tomada de decisão, o colombiano mostra-se mais astuto do que os seus dezanove anos poderiam fazer prever. Há que segui-lo com atenção.

sábado, 26 de Fevereiro de 2011

Que não seja o Erickson

A propósito disto.

Não se deixe impressionar negativamente pela opinião. Por certo que não haverá quem reconheça a importância que outrora tão competente e inovador treinador, teve no desenvolvimento do futebol em Portugal. Sven já foi, ou esteve perto de ser o melhor. Todavia, na actualidade, não parece mais ser uma opção credível. É possível que o seu trabalho táctico seja agora, semelhante ao de tempos idos. O jogo evoluiu, porém. E não parece que o sueco o tenha acompanhado.

P.S. - Co adriaanse, outra das possibilidades, seguramente que seria uma opção bem mais interessante.

Adenda. Só depois do texto preparado, relendo a noticia, percebi ter escapado um "nunca" entre o "sempre foi dizendo que ... trabalhou em Portugal". Fica, contudo, a opinião sobre a competência actual de uma das grandes referências do futebol mundial.

sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

Benfica em Estugarda. Tinha de ser Jesus a quebrar mais uma barreira.

Quando por desacordo na questão dos adjuntos que o acompanhariam, caiu por terra a possibilidade de Mourinho regressar ao Benfica, o agora melhor treinador do mundo teve a ousadia de afirmar que estava a ser cometido um erro histórico.

Quando, fruto de dois ou três resultados negativos (que acontecem a todas as equipas do mundo), o SL Benfica decidir abdicar de continuar com Jorge Jesus na liderança da sua equipa, outro erro histórico será cometido.

No Belenenses jogou cara a cara com Real e Bayern. Representando o Braga, em San Ciro vulgarizou o Milan. Na luz, o Benfica e em Alvalade o Sporting. Os jogos escolhidos (excepto o de alvalade) terminaram todos com derrotas de Jesus. Todavia, todos eles deixavam antever uma qualidade ímpar nas equipas de Jorge Jesus.

Em ano e meio de SL Benfica, com jogadores bem mais qualificados, sagra-se campeão com um futebol de encantar, vence a taça da liga, continua a valorizar de forma bastante proveitosa imensos jogadores. E já venceu em Alvalade, Dragão (3 vitórias encarnadas nos últimos 20 anos, para que se perceba a importância e dificuldade do feito obtido por Jesus) e agora, na Alemanha. Sabe-se agora, que dezasseis vitórias consecutivas é também feito único na longa história do SL Benfica.

Só quem trabalhou com Jorge Jesus pode aferir a sua competência em questões tão importantes como a liderança e a comunicação. Tacticamente, o que se vê no relvado é sublime.

Em Estugarda não foi diferente.

Paulo Sérgio, responda-me lá a uma questão, sff.


Paulo, se os escoceses são péssimos técnicamente. Se de cada vez que foram pressionados no seu sector defensivo (relembre os primeiros 10 minutos de jogo)  mostraram-se incapazes de chegar ao meio campo ofensivo com a bola dominada, como é que a melhor forma de segurar o resultado, bem no final do jogo, é colocar defesas, retirando médios e avançados? Não seria melhor mantê-los longe da sua própria baliza, em vez de lhes facilitar o caminho até às imediações da sua grande área?

P.S.- O primeiro golo do Rangers em alvalade demonstra na perfeição, quão incompetente tacticamente a equipa do Sporting é. É fácil responsabilizar Polga pelo lance. Honestamente, fosse Polga mais forte na abordagem/ataque às bolas aéreas e talvez pudesse dificultar a tarefa de Diouf. Talvez. Mas o que impressiona negativamente é o posicionamento de toda a equipa. Como é possível numa situação de defesa organizada(!?) chegar-se a uma situação de 2x2?!. E Abel, onde estava? A ser assistido!?

quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Este tipo tem classe até a andar.


Em termos ofensivos, o corredor lateral esquerdo do SL Benfica é uma delicia. Não duvide que mais tarde, Fábio e Nico chegarão a uma equipa com aspirações a vencer a Liga dos Campeões.  

quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Rapidinha táctica do derby

Poderia o Sporting ter saído de forma diferente para o ataque, mesmo tendo sido pressionado pelos avançados do SL Benfica, logo nas imediações da sua grande área?

Poderia e deveria.

Honestamente, parece quase inconcebível a forma como Paulo Sérgio não preparou estratégicamente a sua equipa para algo que todos saberiamos ir acontecer. A pressão alta sobre o portador da bola, logo à entrada da área leonina.

Várias seriam as possibilidades para contornar tal situação. Aqui ficam duas bastante simples, que nem teriam dado tanto trabalho a preparar como isso.

1) Porque não copiar o que faz Jesus? Pedro Mendes recuar para o lado dos outros dois centrais, que abrem bem junto à linha lateral, subindo os defesas laterais. Um 3-5-2 na saída de bola, com movimentação dos médios ("fingindo" receber a bola no espaço e voltar rápido para receber a bola no pé) teria seguramente supreendido o Benfica.

2) Se Paulo Sérgio crê que não tem qualidade individual para ser bem sucedido com uma nova proposta para a saída de bola, e se sente bastante mais seguro com o pontapé longo. Porque não direccioná-lo na direcção do corredor lateral, onde Fábio ou Maxi não têm obviamente a mesma qualidade no "ataque à primeira bola". Além de que, mesmo perdendo a tal primeira bola, se esta for disputada bem junto ao corredor lateral, as probabilidades de estar sair da linha de jogo são muito grandes. Mesmo com lançamento de linha lateral para o SL Benfica, daria para subir metros. Vencendo o direito à tal reposição de bola, teria de ser o SL Benfica a descer. Esta conquista de metros, própria de um jogo de raguebi não é nada bonita. Mas, que seria uma forma bem simples de sair do meio campo defensivo, seria.

terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Superioridade a toda a linha

São três os factores de rendimento que mais determinam a performance de uma equipa ou do conjunto dos seus jogadores. Técnico-Táctico, Físico e Psicológico.

Em todos a superioridade do SL Benfica foi notória.

Superioridade técnico-táctica:

Não surpreendeu Jorge Jesus. Pressão alta habitual, linha defensiva muito subida e domínio absoluto da primeira parte do jogo. Controlo da segunda. Se do ponto de vista da ocupação do espaço e dos comportamentos pré-determinados enquanto equipa, jogava uma das melhores, contra uma das mais débeis da Liga, tecnicamente há também diferenças significativas. É óbvio, e já aqui foi referido inúmeras vezes. Com tamanha falta de qualidade táctica da equipa, torna-se quase impossível aos jogadores leoninos demonstrarem competência. Apesar de tal premissa, por certo verdadeira, é difícil todavia, imaginar no lado do Sporting, as brilhantes combinações ofensivas que vemos entre Saviola, Gaitán e Fábio Coentrão. Por mais que percebam a movimentação, não consegue imaginar aquela qualidade de passe e recepção em Yannick e Cristiano, certo?

Superioridade física:

O factor físico não teria de ser relevante, não fosse o Sporting a levar o jogo para tal domínio, ao recorrer incesantemente ao pontapé para a frente. Mais do que os metros percorridos, foi na força e na estatura que em determinado momento (defensivo) o SL Benfica fez a diferença. Sempre que pressionado logo na entrada da sua grande área e obrigado a jogar longo, os ataques do Sporting morriam invariavelmente na cabeça de Javi Garcia, Luisão e Sidnei. No futebol português, onde raras são as equipas com capacidade para sair a jogar quando pressionadas no seu meio campo defensivo, ter alguém muito forte no ataque à bola pelo ar para disputar a primeira bola, ajuda imenso a manter a equipa subida. O triângulo defensivo do SL Benfica (Javi, Luisão e Sidnei), não só tem uma estatura assinalável, como provavelmente são os melhores jogadores da Liga na abordagem a este tipo de lances. Mais que a técnica de cabeceamento, ali importa o "ataque" à bola. Ganhando esta bola, e havendo capacidade para a colocar desde logo jogável num colega, o adversário não sai nunca do seu meio campo defensivo.

Superioridade psicológica:

Não pode ser dissociada do momento que uma e outra equipa vivenciavam. Não sofrer um golo primeiro, e tão cedo poderia ter ajudado no controlo emocional da partida. Não aconteceu, porém. Importante perceber, que o bom momento psicológico advém quase sempre da competência táctica. Fosse o Sporting uma equipa competente na vertente mais importante do jogo, e teria mais golos marcados, menos golos sofridos, mais vitórias e seria consequentemente uma equipa com maior confiança.

Destaques individuais:

Javi Garcia. Já aqui foi referido que a tarefa táctica de Javi Garcia não é tão difícil quanto se quer fazer crer. O espanhol é o garante de que a linha defensiva permanece com 4 jogadores, mesmo quando um dos defesas sai. Todavia, Javi cumpre tudo com tal mestria, que por vezes parece controlar um meio campo inteiro. Foi enorme.

Nico Gaitán. Transborda talento. Será um jogadorzaço, mal perceba que deve valorizar bastante mais a posse da bola, e que não pode arriscar tanto, em zonas tão proibidas. Com um golo, uma excelente assistência e participação activa em tantas belas jogadas de envolvência ofensiva, foi o homem do jogo.

Roberto. Pode até ter tido pouco trabalho. Contudo, aquela defesa no início da segunda parte foi tão espantosa quanto determinante. Voltou a valer pontos. Que ironia.

Jardel. Boa estreia. Pareceu técnica e tacticamente bem dotado. Além de que nem por um instante se revelou atemorizado. A rever.

Matias. Bem a aparecer no espaço entre sectores do SL Benfica. Ao contrário da quase totalidade dos colegas, tem boa capacidade de definição dos lances. Quando o Sporting trocar de treinador, por uma "sociedade" entre os chilenos e Simon, é possível voltar a haver bom futebol em Alvalade.

segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

Lei do mais forte


Crónica amanhã.

P.S. - Neste Benfica, qualquer jogador parece um craque. No Sporting é precisamente o contrário. Não há qualquer intuito de desvalorizar Jardel. Com Jesus do seu lado, poderá estar a nascer mais um central de elevado nível.

domingo, 20 de Fevereiro de 2011

Agora que terminou o legado de Jorge Jesus no Sp. Braga

Faz sentido pensar em Rui Vitória já para a próxima época.

Do onze inicial que subiu ao relvado do AXA, apenas Rodriguez e Mossoró (que não era um titular habitual) transitam da época de Jorge Jesus.

Sem os jogadores que Jesus potenciou, Domingos apaga-se. E em Braga continua a haver talento (Silvio, Hélder Barbosa e Guilherme, à cabeça) para explorar.

Pensando na qualidade que hoje se reconhece em Baiano, Maykon, Leonel Olimpio, David Simão, Pizzi, Rondon e Nélson Oliveira, é legítimo concluir-se que talvez esteja a chegar o momento de em Braga se pensar em apostar num treinador, capaz de elevar as características individuais dos atletas.

P.S. - Custa a compreender o que leva um clube a abdicar de um talento como Pizzi, para potenciar outro de um clube diferente (Ukra).

sábado, 19 de Fevereiro de 2011

E as tardes no sofá a ver o futebol na TVI?


A pedido de imensas famílias, aqui está a homenagem do Lateral Esquerdo ao melhor avançado centro que vi jogar.

O video está estupendo, até porque ter direito a ser apresentado por Cantona, é bem capaz de ser o mais próximo do sol que se pode chegar.

quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

Golo do Estugarda e a ausência do veloz David Luiz


B0-1S

Simão | Myspace Video


"P.S. - Um defesa está quase sempre virado para o campo adversário e de costas para a sua baliza. Por mais rápido que seja, se a coordenação entre quem faz o passe, e quem desmarca for correcta, não há jogador no mundo capaz de chegar primeiro que o avançado adversário a uma bola colocada no espaço. Isto porque, o defesa não só tem de se virar e "arrancar", como enfrenta a oposição de alguém que pode perfeitamente já vir em velocidade na direcção do sitio onde a bola será colocada. Essa é a razão pela qual, jogar alto não depende da velocidade dos defesas, mas da capacidade para impedir o portador da bola de ter espaço e tempo para pensar e solicitar os avançados." Retirado do post anterior.

Será demasiado fácil sustentar a tese de que a ausência de David Luiz se fez sentir no lance do golo do Estugarda. Todavia, tal é falso. Nem David nem Obikwelu chegariam primeiro que qualquer avançado do mundo aquela bola, partindo daquele posicionamento (linha demasiado alta, para a proximidade da bola, recordando também a importância que advém do avançado já estar a deslocar-se em corrida para o local onde a bola será endossada).

Os jogadores do SL Benfica foram displicentes na abordagem ao lançamento de linha lateral, e foram incapazes de colocar alguém entre a bola e o corredor central, impedindo o passe de sair na direcção do meio. A linha defensiva estava também demasiado alta, dada a proximidade da bola.

Mas, é importante perceber que naquela situação, com os dois erros cometidos (inexistência de contenção rápida e bem feita sobre o portador da bola, e linha defensiva demasiado próxima da bola) defesa algum, por mais rápido que fosse, jamais chegaria a tempo, precisamente pelo referido no texto do post anterior. Quando alguém lhe explicar que foi pela maior ou menor velocidade dos defesas que tal lance se proporcionou, perceba que por vezes a anaálise mais simplista não é a mais correcta.

quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Daniel Carriço e Polga são mais lentos que Sidnei, Luisão, Otamendi e Rolando, e é por isso que o Sporting joga bem mais recuado que os adversários

FALSO.

A velocidade é um atributo muito valioso e muito interessante. Ser mais veloz é obviamente uma vantagem de tal forma importante que não deve ser descurada. Mas, dependerá o posicionamento da linha defensiva (baixo ou alto), como muitos afirmam (por exemplo. "é rapidíssimo, o que permite à sua defesa jogar mais subida no terreno" sobre Pepe), da velocidade dos defesas? A resposta é óbvia. Não.

O "segredo" para se poder jogar com a linha defensiva bem subida, é ser capaz de ser pressionante logo na saída de bola do adversário. Se ao defesa adversário que recebe a bola junto à sua área, for colocada pressão (não tanto com o arriscar na recuperação da posse da bola, mas principalmente com o intuito de impedir o adversário de poder ter tempo para levantar a cabeça e servir em passe longo um colega que possa aparecer nas costas da defesa. Ou seja, o avançado que sai logo ao defesa portador da bola, mais que tentar recuperar a bola, deve sim, privilegiar um posicionamento defensivo que impeça o defesa de ser assertivo num passe longo), será impossível os jogadores da frente serem servidos no espaço vazio.

Se a defesa do Sporting não joga mais à frente, a responsabilidade é mais de toda a equipa, do que propriamente dos defesas.

A velocidade no defensor será especialmente útil, quando os seus colegas da frente falharem e se mostrarem incapazes de reduzir o tempo e espaço ao adversário portador da bola. Ou seja, numa situação reactiva.



Tome o fantástico golo de Aimar como exemplo. O erro do Vitoria não foi ter a defesa subida. Onde o Guimarães falhou realmente (se pretendia ter a linha defensiva alta), foi em não ter nenhum jogador entre Sidnei e a bola. Se um ou dois metros à frente de Sidnei estivesse um jogador vimaranense, seguramente que seria impossível colocar a bola com tal assertividade nas costas da defesa.

A velocidade do defesa? Sim, teria dado jeito. Numa perspectiva reactiva. Depois de cometido o erro, se o defesa fosse mais rápido, talvez tivesse conseguido impedir Aimar de fazer o golo. Mas, o problema, nunca foi a velocidade do defesa.

É a má organização e mau posicionamento defensivo colectivo, começando desde logo nos avançados leoninos que impede o Sporting de ser pressionante. Não o posicionamento da linha defensiva. É que tal posicionamento depende de onde os avançados e médios "pegam" no adversário. Quanto mais tarde o fizerem, mais os defesas terão de recuar, por forma a não serem supreendidos com passes longos nas suas costas.

P.S. - Reparou como o posicionamento defensivo do SL Benfica não mudou nem num centímetro, mesmo tendo perdido um dos defesas mais velozes do futebol mundial?

P.S. - Um defesa está quase sempre virado para o campo adversário e de costas para a sua baliza. Por mais rápido que seja, se a coordenação entre quem faz o passe, e quem desmarca for correcta, não há jogador no mundo capaz de chegar primeiro que o avançado adversário a uma bola colocada no espaço. Isto porque, o defesa não só tem de se virar e "arrancar", como enfrenta a oposição de alguém que pode perfeitamente já vir em velocidade na direcção do sitio onde a bola será colocada. Essa é a razão pela qual, jogar alto não depende da velocidade dos defesas, mas da capacidade para impedir o portador da bola de ter espaço e tempo para pensar e solicitar os avançados.

segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

O banho foi táctico, Machado.

A luta para provar que a competência táctica é o factor primordial de sucesso no jogo é árdua. Contudo, aqui não cedemos tão facilmente.

Impressiona pela negativa a justificação de Manuel Machado para tamanho vendaval de futebol. Ok. Ter melhores jogadores é decisivo. Afinal, é por ter melhores jogadores que os demais que o Vitória de Guimarães, uma das piores equipas da Liga, do ponto de vista colectivo, está numa excelente posição na tabela classificativa.

O que Manuel Machado precisa de perceber é que pagar determinado preço por um jogador, não faz com que este chegue e sem um bom processo de treino, interaja com tanto sucesso com os demais colegas.

Sim. É preciso ter-se muita qualidade técnica (e isso paga-se) para poder ter sucesso nas combinações tácticas propostas pelo treinador. Mas, todo aquele jogo de apoios, de desmarcações à volta do portador da bola, todas aquelas triangulações são fruto de trabalho realizado nos treinos. Toda aquela movimentação colectiva constante. Todas aquelas simulações dando a entender ir receber a bola no espaço, voltando rápidamente para a receber no pé, é trabalho de casa. Trabalho de campo, no qual Jorge Jesus é exímio.

Das duas dezenas de jogadas de golo iminente criadas pelo SL Benfica, quantas nasceram de impulsos individuais? Arriscaria dizer, ZERO!

O banho, Machado, foi táctico. Não o perceber só prova que jamais o treinador Vitoriano poderá ser opção para clubes mais ambiciosos. E recorde como muitos o querem ver no Sporting...

Há também, os que definem a capacidade física como principal foco desiquilibrador do jogo.

"Não temos, pelos vistos, conhecimentos técnicos que nos permitam apresentar níveis físicos sequer aproximados a isto."

Inacreditável como ainda hoje não se percebe a importância da táctica no jogo. Quer na ocupação dos espaços, como na tomada de decisão.

O SL Benfica esteve praticamente os 90 minutos em cima do Vitória. Mas, tal envolve um desgaste físico tão intenso, e insuportável pelo seu adversário como nos querem fazer crer? A resposta é óbvia. Não!

Jogando (como jogou) com a linha defensiva junto à linha do meio campo, obrigando o jogo a decorrer somente em meio campo, muito pouco tiveram de correr os jogadores do Benfica para pressionar o portador da bola, a cada instante. Bem mais para correr, tiveram os jogadores do Vitória, que de cada vez que iam à baliza encarnada tinham de fazer 50 metros, de tão longe que jogaram da meta. Acredite que fisicamente o jogo foi incrivelmente mais desgastante para o Vitória que para o Benfica, que teve sempre menos metros para correr.

Ao contrário do que ainda hoje se pensa, a capacidade para pressionar o adversário no seu meio campo defensivo, não depende de atributos físicos. Depende sim, de uma boa cultura posicional de todos os jogadores. E isso, meus caros, é trabalho do treinador. É trabalho táctico.

A supremacia foi táctica!

domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Genial. Soberba. Sublime. Fantástica. Inigualável. Extasiante.


Adjective você a exibição do SL Benfica no dia em que o FC Porto praticamente garantiu o triunfo na Liga portuguesa.

Sporting e espaço, espaço, espaço.

Espaço. Eis a principal diferença do jogo actual para o do passado.

A regra do fora de jogo confere ao futebol uma especificidade invulgar, quando comparada com os outros desportos. No futebol, é possível controlar e limitar o espaço de jogo. O campo pode até ter 105X60. Mas, não é permitido jogar em todo o espaço do campo.

Imagine-se num jogo. 20x20 metros, jogado a 2x2 jogadores. Seguramente bem mais fácil e passível de ter sucesso que 5x5 nos mesmos 20 metros. Certo? Quanto maior a proximidade de jogadores mais difícil fica receber a bola, enquadrar com a baliza adversária e até levantar a cabeça, e optar pela melhor decisão.

Daí a importância crescente que os treinadores devem dar à redução do espaço de jogo, quando a sua equipa não tem bola.

De uma forma bastante simplista, imagine num campo com 100 metros de profundidade uma equipa com a linha defensiva subida 30 metros em relação à linha de fundo. E agora imagine que os médios se encostam aos defensores. ainda no meio campo defensivo. Sobram 20 metros de profunidade para jogar no seu meio campo defensivo. Agora imagine o que será quase 20 jogadores em tão curto espaço e que possibilidades de sucesso terá o portador da bola perante tamanha concentração de adversários?

Dissertar sobre a qualidade dos jogadores do Sporting é algo que não faz sentido. Repare, não afirmamos perentoriamente que são todos de qualidade indiscutível. Apenas que, por posicionalmente estarem tão mal dispostos em campo, as suas possibilidades de êxito reduzem drasticamente.

Posicionalmente, o Sporting é uma equipa à deriva. Um grupo de amigos que se juntou para uma partida, sem qualquer treino prévio. E isso, não revela a qualidade individual dos seus jogadores. Apenas os prejudica e os torna mais vulneráveis.

P.S. - Relembre a diferença exibicional dos jogadores do SL Benfica de Quique Flores para os de Jorge Jesus. O Sporting beneficiaria imenso com algumas contratações de jogadores para posições específicas. Contudo, prioritário é a contratação de um treinador de nível mundial. Custe o que custar. Será rentabilizado, até em futuras transferências.

sábado, 12 de Fevereiro de 2011

Evaldo. Podendo estar a ser injusto.

Parece verdadeiramente vergonhosa a abordagem que o defesa leonino, em risco de falhar o derby na jornada seguinte, tem feito a cada lance defensivo em que participa desde que o jogo começou. "Fugir com o rabo à seringa" nunca pareceu algo digno de um profissional de mão cheia.

De resto, é só mais um prego num caixão há muito fechado. O brasileiro não tem categoria para jogar num Sporting que se pretenda mais ambicioso. A qualidade técnica, devia ser um critério prioritário na selecção de jogadores para representar um clube grande. Aparentemente, não o é.

sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

O futebol é isto. Por Xavi.

Também a propósito disto.

"O que faço é procurar espaços. A toda a hora. Estou sempre à procura. A toda a hora, a toda a hora. Aqui? Não. Ali? Não. As pessoas que não jogaram nem sempre percebem como é difícil. Espaço, espaço, espaço. É como na PlayStation. Penso merda, o defesa está aqui, jogo para ali. Vejo o espaço e passo."

O tipico número dez vai desaparecendo do futebol. A ideia de ter alguém a descer no campo para pegar na bola e conduzi-la até ao ataque já não faz sentido. Na actualidade, é quem não tem a bola que tem a missão de procurar espaços, de oferecer opções ao portador da bola, para que a equipa vá progredindo no campo.

"Há tantas opções de passe. Às vezes, até penso para comigo: o não-sei-quem vai ficar aborrecido porque fiz três passes e ainda não lhe dei a bola. É melhor dá-la ao Dani Alves, porque ele já subiu pela ala três vezes. Quando o Messi não está envolvido, é como se ficasse aborrecido... e então o próximo passe é para ele."

As melhores equipas são as que conseguem envolver todos os jogadores neste jogo de apoios, de linhas de passe permanentes (sempre à direita, à esquerda, à frente e atrás do portador da bola). Quanto mais opções o portador da bola tiver, maior imprevisibilidade terá o jogo da sua equipa.

"Fico feliz, de um ponto de vista egoísta, porque há seis anos eu estava extinto; os jogadores como eu estavam em vias de extinção. Resumia-se a jogadores de dois metros, força, no meio, derrubes, segundas bolas, ressaltos..."

"Sou um romântico. Gosto que o talento, a habilidade técnica, sejam valorizados sobre a condição física"

A ideia de que um onze deve ter jogadores com diferentes características (uns mais fortes e resistentes para recuperar bolas, outros com maior capacidade de drible para resolver situações e ainda outros com bom indíce de finalização) é algo que não faz qualquer sentido. A premissa de que os criativos precisam dos tocadores de bombo, é de uma falsidade atroz. Na actualidade, nas melhores equipas, todos os jogadores são responsáveis por tudo.

segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Pimbolim do Maisfutebol e Franco Jara

Desde o primeiro momento que não somos, tão pouco nos imaginamos fãs de Franco Jara. Quem tanto aprecia e valoriza as qualidades técnicas e intelectuais dos jogadores, jamais poderá visualizar no argentino o mesmo potencial e a mesma arte que em tantos outros jogadores cheios de categoria.

Mas, também, desde o primeiro momento que se percebe que Jara pode crescer. Essencialmente porque é muito interessante fisicamente, e parece francamente obstinado em ser bem sucedido.

Independentemente das suas capacidades, a afirmação de Jara no SL Benfica tem, porém, um enorme entrave. Ou dois. Saviola e Cardozo.

É por Saviola e Cardozo que incomoda a nomeação de Jara para a maior decepção da Liga pelo site Maisfutebol. Mas será que quem decidiu as nomeações percebe um minímo de futebol? Como é possível nomear-se para decepção alguém com poucos minutos, apenas porque à sua frente estão dois jogadores notáveis. Mas que esperavam? Que Jara relegasse Saviola (melhor jogador da liga da temporada passada) para o banco? Ou Cardozo (o melhor marcador)?!

Não se percebe o critério, nem a intenção. Mas algo é certo. A demência não tem limites. Ou será a má fé?

Franco Jara até poderá revelar-se um enorme flop. Não se pode é afirmá-lo por na actualidade, ser alguém que não tem lugar no ataque do SL Benfica.

Torneio Sul Americano de Sub 20.

Catanados aos magotes.

domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Classe


No SL Benfica de Jorge Jesus está a nascer uma estrela.

sábado, 5 de Fevereiro de 2011

Treinadores de futebol

"O melhor treinador é o maior dos ladrões". Fabio Capello.

Na actualidade, não é difícil ver e rever os jogos de qualquer equipa, seja ela qual for. Com bons jogadores (e qualquer equipa dos três grandes em Portugal os tem. Uns melhores que outros, é certo), as possibilidades são infinitas. Não é assim tão difícil explicar posicionamentos e comportamentos a adoptar, nem reproduzir exercícios de treino que levem a potenciar as ideias dos treinadores.

Treinadores que, percebendo que as coisas não correm bem, nem se dignam a copiar o que de melhor fazem os outros, não podem ser tidos como bons profissionais.

P.S. - Na imagem surge Quique Flores, somente para que não se centre exclusivamente em Paulo Sérgio.

Sporting. Incapacidade para dominar.

Várias são as lacunas do futebol do Sporting. Concentremo-nos na mais incomodativa, e que de certa forma afasta o Sporting, de FC Porto e Benfica, e o aproxima mais de qualquer outra equipa da Liga, teoricamente inferior. A incapacidade para subjugar o adversário a um jogo e a um posicionamento defensivo.

Ponto Prévio. Ter o adversário durante demasiado tempo no seu meio campo defensivo, não é agradável, mas pode até ser uma estratégia eficiente de chegar ao golo. Assim se tenha uma transição para o ataque bastante forte. Isto é, não incomodaria o tempo que qualquer Paços de Ferreira ou Naval passam a jogar no meio campo defensivo do Sporting, se a cada recuperação de bola, se seguisse um contra-ataque periogo. Tal não sucede, porém.

Como não há uma boa transição ofensiva, não se retira obviamente nenhuma vantagem do imenso tempo em que a bola está no seu meio campo defensivo. De facto, se se puder verificar o número de minutos em que a bola está no meio campo defensivo do Sporting, comparativamente com o dos seus dois adversários directos, seguramente que a diferença será algo de absurdo.

Esta incapacidade para dominar de forma regular e consistente, para obrigar o adversário a acantonar-se no meio campo defensivo, ou até nas imediações da sua grande área, não deriva da maior ou menor qualidade dos jogadores do Sporting. Mas, antes do mau posicionamento colectivo.

A linha defensiva joga demasiado recuada (mais do que o que a própria Naval fez em Alvalade), porque não se sente segura a jogar com metros nas costas. Mas, tal não seria um problema se os jogadores mais adiantados pressionassem o portador da bola em todos os momentos, impedindo-o de servir com qualidade a velocidade dos avançados. Com os defesas tão recuados, torna-se impossível aos médios encurtarem o espaço, e ao mesmo tempo jogarem (sem bola) no meio campo ofensivo.

Do jogador mais recuado do Sporting até ao portador da bola (adversário) a distância é bem maior do que o que o sucede com as equipas de Villas Boas ou Jorge Jesus. Além de que, a concentração de jogadores leoninos sobre o lado da bola (quando esta está na posse do adversário) é bem menor. É esta incapacidade para encurtar o espaço (trabalho que deveria ser feito nos treinos, por Paulo Sérgio), que impede o Sporting de ser dominador.

Não ocupando correctamente o espaço, o Sporting demora bem mais a recuperar a bola, e raramente a recupera no meio campo ofensivo. É seguro afirmar que por mais problemas que a equipa tenha, muitos seriam resolvidos com um treinador competente.

Mais que investir em jogadores com mais qualidade, torna-se premente perceber que apenas um treinador de elevado conhecimento táctico poderá voltar a colocar o Sporting ao nível dos seus dois adversários directos.

sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Sem Valdés, o Sporting lutaria para não ser despromovido

Não são palavras de alegria, nem de tristeza. Parece quase factual. É inacreditável como qualquer equipa deste planeta consegue encostar o Sporting às cordas na sua própria casa.

Não se demitindo, Paulo Sérgio demonstra mau carácter.

P.S. - Liedson merecia mais. Mais adeptos no estádio, mais equipa, mais troféus e outro(s) treinador(es).

quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Se não dá para ir e vir (como o Ramires), então não vás (como o Peixoto). Ou como Jesus venceu Villas Boas.

Quando saiu este post, a ideia era clara. O Benfica não poderia jogar no Estádio do Dragão, colocando tanta gente à frente da linha da bola, não precavendo as saídas para o contra-ataque do FC Porto.

O espaço sobre o lado esquerdo de Javi Garcia teria de ser preenchido, particularmente no momento em que há posse de bola, precavendo a sua perca. Era importante que sempre que possível, nos contra-ataques do FC Porto, o primeiro jogador a sair a Hulk (sempre que este recebesse a bola no corredor lateral) não fosse Fábio Coentrão (que deveria ficar atrás do tal jogador, numa posição de cobertura, garantindo situação de vantagem numérica no corredor lateral).

Não tendo Rúben Amorim, talvez Airton fosse a escolha mais lógica. Jesus arriscou César Peixoto e venceu. Mais do que por César, venceu porque soube precaver os ataques rápidos do adversário e ocupou um espaço fulcral. Venceu porque aprendendo com o erro dos jogos anteriores decidiu não envolver tantos jogadores na dinâmica ofensiva, e garantiu a presença de mais jogadores atrás da linha da bola.

Não se percebendo exactamente porque Walter não foi opção, é impossível não dissociar a incapacidade do FC Porto em ser mais perigoso com o desvio de Hulk para o corredor central. Sem tempo e espaço para enquadrar com a baliza adversária e para correr, o brasileiro é dez vezes menos perigoso.

Notas individuais.

- Saiba Sidnei ser um profissional responsável e seguramente que também tem potencial para mais tarde seguir para uma liga mais competitiva. É também pelo muito valor de Sidnei que David Luiz foi uma boa venda;

- Luisão fez um jogo extraordinário. "É um dos melhores do mundo a jogar em bloco baixo" afirmou Luis Freitas Lobo. Não se enganou. É pela sua liderança e cultura posicional extraordinária, que o quarteto defensivo SL Benfica é bastante fiável;

- Fábio Coentrão. A sua dinâmica ofensiva é algo de sublime. É muito rápido, tem muita técnica e é bastante inteligente. Será a próxima transferência do SL Benfica, para um grande europeu;

- Cardozo. Incrível capacidade de sofrimento. Demasiadas vezes só, perdeu-se a conta ao número de vezes que conseguiu "ganhar" e "segurar" a bola. Uma exibição pouco notória, mas bastante importante;

- César Peixoto. A sua exibição não foi tão notável como se pretende fazer crer. A decisão de Jorge Jesus colocar um jogador naquele espaço, sim. Apesar das muitas dificuldades físicas, César continua um jogador muito inteligente e com um sentido posicional muito elevado. Mas, tal não é novidade;

- Sapunaru, Maicon, Rolando e Sereno. Em qualidade individual, este é provavelmente o pior quarteto defensivo do FC Porto em muitos anos. Muito forte tem de ser a equipa colectivamente, para disfarçar as dificuldades individuais de todos eles. Fucile, Alvaro Pereira e Otamendi, fizeram muita falta. Tal como Walter.

quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

O futebol do Benfica

É bonito, envolvente, dinâmico e aproxima a equipa com facilidade do golo.

Continua, porém, a colocar demasiados jogadores à frente da linha da bola. Cada perda de bola, é um perigo. Se pensar que o pior do SL Benfica, é o melhor do FC Porto (saída muito rápida para o ataque, fazendo a bola chegar a Hulk, antes que as defesas contrárias restabeleçam o equilibrio), não dúvide que o Benfica continua em risco, se pretender assumir o jogo e se continuar a envolver tanta gente na dinâmica ofensiva.

terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

Há vida (e dinheiro. Muito dinheiro) depois de Jesus

"Tivesse tido oportunidade de ser treinado mais cedo por Jesus, e a minha carreira teria sido muito diferente. Por certo que teria chegado à selecção A" Silas.

Lista de jogadores que assinaram contratos bem mais vantajosos depois de terem sido jogadores de Jorge Jesus.

Rodrigo Alvim (Alemanha);
Rolando (FC Porto);
Nivaldo (França);
Gonçalo Brandão (Itália);
Rúben Amorim (SL Benfica);
Eliseu (Espanha);
Dady (Espanha);
Júlio César (SL Benfica);
Weldon (SL Benfica);
Meyong (Braga);
Evaldo (Sporting);
João Pereira (Sporting);
César Peixoto (SL Benfica);
Luis Aguiar (Russia);
Wender (Sporting);
Di Maria (Espanha);
Ramires (Inglaterra);
David Luiz (Inglaterra).

Ficam de fora alguns casos que a influência de Jorge Jesus parece ter sido pouca ou nenhuma (Orlando Sá, à cabeça).

O SL Benfica não tem só um treinador bastante competente na vertente táctica. Tem a liderar a sua equipa alguém com uma capacidade ímpar para potenciar as capacidades dos seus jogadores. Que o saibam estimar, porque com Jesus não surgirão somente titulos, mas também bons negócios.

P.S.- Quando Jesus chegou ao SL Benfica, David Luiz era um mero suplente.

P.S. II - Uma lista bem mais extensa, poderia ser construída só com nomes de jogadores que não sendo transferidos ficaram a jogar o dobro ou o triplo, depois de Jesus.