sábado, 31 de Dezembro de 2011

Concentração defensiva / Compaction.


Princípio de jogo defensivo. Promover a concentração/proximidade dos jogadores entre si, tendo em conta a posição da bola e da baliza.

"Compaction is a defense tactic wherein players try to keep the attacking team in a narrower space, often concentrating on vulnerable areas as they appear."

Aston Villa second goal against Chelsea.



E se David Luiz saísse para a contenção? O formar de uma linha de cobertura a três.

David Luiz in a delay situation. Depht line with Bosingwa, Terry and Cole.

Equipa Liga Sagres 2011

Helton
Silvio
Garay
Luisão
Fábio Coentrão
Fernando
Aimar
Moutinho
Hulk
Falcao
Nolito

André Villas Boas

sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Equipa do ano 2011


Casillas
Daniel Alves
Piqué
Phil Jones
Fábio Coentrão
Busquets
Xavi
Iniesta
Messi
David Silva
Cristiano Ronaldo

Pep Guardiola

quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

Delay and a line with a double depth. Still Gareth Bale second goal against Norwich.

The opponent movement really doesn't matter. It's all about how many players behind the ball do you have.

O movimento do adversário não deve ser tido em conta. É o número de jogadores que temos atrás da linha da bola que deve determinar o comportamento defensivo.

The nearest player to the ball should give a quick delay. The other two behind the ball, may stay side by side in a double depth, blocking a pass between both.

O jogador mais próximo da bola deve sair rápido para a contenção. Os dois que ficam, devem formar uma linha com uma dupla cobertura, impedindo que a bola passe entre ambos.


If the delay player gets overcome, how should we deffend with just two players behind the ball? Still, the striker movement doesn't matter.

Se o jogador da contenção é ultrapassado, como devemos defender com apenas dois jogadores atrás da linha da bola? A movimentação ofensiva continua a ser irrelevante.

One goes to delay, the other goes down to depth. Both between the ball and the goal. The depth player should stay ready to go to delay if the striker dribbles the delay defender, or if he does the pass to the free teammate.

O mais próximo da bola sai para a contenção, quem fica garante a cobertura. Ambos entre a bola e a sua baliza. O jogador da cobertura deve permanecer pronto para sair rapidamente para a contenção se o portador da bola driblar quem está em contenção, ou se realizar o passe para um colega de equipa.

quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Mobility. Easiest way to score a goal in the Premier League



video

Should we defend the goal or the opponent?

terça-feira, 27 de Dezembro de 2011

Melhor reforço da Liga. 3º Lugar. Nolito.


Para o espanhol cada golo obtido é algo de verdadeiramente importante. Aparentemente o seu treinador apenas o valoriza pelos dados estatisticos. Para poder ter mais minutos parece claro que precisa desesperadamente de continuar a fazer golos.

Lamenta-se que Jesus não perceba o verdadeiro alcance do futebol de Nolito. Não foram muitos os anos que passou na Catalunha. Foram, porém, suficientes para que se possa garantir que mesmo bem menos talentoso que os seus ex colegas, Nolito é jogador à Barcelona. A sua técnica de passe e recepção é notável, e a sua tomada de decisão é verdadeiramente surpreendente para quem sempre jogou num corredor lateral.

Vê-lo coabitar o relvado com Aimar, Witsel e Saviola é algo de encantador. A velocidade e imprevisibilidade com que que a bola circula quando Jesus os junta, garante ao Benfica o melhor futebol de Portugal. Nolito não força, deixa que as coisas aconteçam. E ainda assim, minuto a minuto, é dos seus pés que saiem as melhores jogadas, essencialmente pelos seus magníficos (pela decisão e qualidade técnica) passes (e não dribles), do SL Benfica.

Está no top 3, por vós eleito, dos melhores reforços da Liga. Corroboramos. É uma grande sensação e uma enorme mais valia para o seu clube.

segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

O sistema táctico e a dinâmica

"O Barcelona joga em 3-7-0. Se eu tentar isso no Brasil me matam" Muricy Ramalho, treinador do Santos.

Não parece especialmente relevante, sobretudo em equipas com dinâmicas fortes (mobilidade, coberturas e aproveitamento do espaço) perceber o sistema táctico que utilizam. O jogo não mais se resume a um conjunto de jogadores no seu quadradinho, à espera que a bola chegue para individualmente desequilibrarem. E é sobretudo esta mudança de paradigma que vai confundindo os menos preparados.

Se um avançado não se limita a esconder-se atrás do defesa, procurando unicamente as solicitações na profunidade, ou a resposta aos cruzamentos, mas antes baixa para apoiar a equipa na fase de construção de jogo, tal não significa que se jogue sem avançado. Se os extremos baixam para receber e procuram o jogo interior em detrimento de inócuas correrias e cruzamentos para os baixinhos, tal não significa que joguem no sector intermédio.

Numa era em que há cada vez menos espaço para jogar, o trabalho para receber é determinante. Para se ter a bola com tempo e espaço para enquadrar, demasiadas vezes só é possível pedindo de forma simulada a profundidade, para depois baixar e receber no pé. E da mesma maneira que todo este trabalho para receber leva por vezes os jogadores mais adiantados para zonas mais recuadas, também leva os jogadores do meio campo e/ou da defesa para zonas mais avançadas do campo de jogo.

Se há quem veja um 3:7:0 no Barcelona, então seguramente que também se poderá falar num 3:0:7. Afinal, quantos jogadores do Barcelona aparecem em penetração nas zonas de finalização?

Pensar que o Barcelona joga em tal sistema táctico é uma crença apenas ao alcance de quem ainda vê os médios, ou determinado médio como o principal catalisador no processo de criação de jogo ofensivo. Quando na actualidade, todos devem ser responsáveis por tudo. A bola deve progredir de pé para pé, e é muito mais quem não a tem que deve pensar o jogo. Quantos mais o fizerem, mais opções terá o portador da bola, e mais fácil e imprevisível será a sua decisão.

quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011

Paços ao fundo

Quanto do presente de um clube depende da competência da(s) equipa(s) técnica(s) que os dirigentes escolhem para dirigir a equipa de futebol?

"Com laterais de 60 quilos a marcar o Hulk é difícil. Precisamos de ir ao mercado em Janeiro" Henrique Calisto, treinador do Paços de Ferreira.

Sim. Definitivamente o Paços precisa de ir ao mercado. Não se poderá é garantir que a busca se deva centrar em jogadores para o plantel.

Não se percebe realmente o porquê de alguns treinadores prosseguirem a sua actividade. Se estão convictos que o jogo se desenrola com marcações e duelos individuais, e que no final ganhará sempre quem tiver jogadores mais fortes nos tais duelos individuais, que sentido tem haver a figura do treinador?

É ficar a semana inteira no ginásio a encher e pesagem ao fim de semana.

sábado, 17 de Dezembro de 2011

Nolito, Aimar e Saviola. Juntos levar-me-iam à Luz.



Benfica 3-1 Rio Ave - Saviola 45'

Simão | Myspace Video


E é por isto que eles são melhores que os outros. Retire-se qualquer um do lance e dificilmente teríamos uma das mais belas jogadas da Liga.

Desde a decisão de Nolito, que tal como todo o seu jogar, contraria toda a cartilha dos extremos nascidos e crescidos nas décadas recentes, passando pela qualidade qualidade técnica e de decisão de Aimar, à recepção com enquadramento de Saviola, tudo é sublime. E tudo seria impensável noutro trio que não aquele.


P.S. - É um crime Nolito ter tão poucos minutos. O espanhol é duzentas vezes mais jogador que aquilo que Jesus crê. A capacidade para desequilibrar individualmente é apenas um pormenor em tão completo jogador.

Finalmente juntos

Aimar, Nolito, Witsel e Saviola.

Os mesmos da avassaladora segunda parte contra o Arsenal.

Não me foi possível ver o jogo, mas a curiosidade (pela presença em simultâneo dos mais inteligentes jogadores do SL Benfica em campo) para o fazer é grande.

P.S. - Na última quinta feira no site Futebol Portugal, entre elogios ao potencial do Benfica, dissertava sobre os problemas que a bipolaridade de Jesus poderiam/podem trazer a um dos planteis mais ricos do futebol português. Nomeadamente o ostracismo a que Nolito, o melhor dos extremos do Benfica, estava a ser sujeito. Um dia depois, o espanhol parece ter respondido novamente com rendimento.

quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Os traços individuais visíveis não fazem o jogador

Podem ajudar, mas não o fazem.

Rodrigo Moreno é muito veloz, e de técnica assinalável. Facilmente leva os seus treinadores a colocá-lo num corredor lateral. Foi assim em Inglaterra, e na Madeira com Jesus, voltou a jogar como extremo.

Difícil perceber o que Jesus tinha em mente. Alguém muito rápido com remate forte, capaz de desiquilibrar individualmente numa transição? Provavelmente terá sido este o pensar que levou Rodrigo a jogo. Todavia, se o treinador encarnado prentendia um jogador com capacidade para resolver no plano individual, porque não usou Nolito? Não que o espanhol seja um jogador que pense sozinho. Muito pelo contrário. Mas, Jesus já revelou que é essa a ideia que tem de Nolito.

Percebe-se que a fraca exibição de Rodrigo como extremo não foi casual. Poderá pelos seus traços individuais, obviamente, ter grandes momentos em determinados jogos jogando ali. Muito dificilmente será regular, contudo.

O espanhol é fantástico a explorar a profunidade nas costas das defesas adversárias. É essa a sua mais valia, mesmo em relação aos colegas de equipa. Porque não é um jogador forte na tomada de decisão, ou especialmente imaginativo, perde-se quando sai do seu habitat natural. Quando lhe é retirada a possibilidade de procurar a sua tipica desmarcação de ruptura.

Rodrigo tem um potencial imenso, e dificilmente não será um avançado de nomeada no futebol mundial. Mas parece claro que está formatado para determinado tipo de jogo. Apesar das boas características individuais, pensar nele para outro espaço que não o de avançado centro será sempre um erro. Mesmo que momentaneamente levante estádios. Quem é rápido e chuta forte, acaba invariavelmente por o fazer. Há é que pensar se a regularidade com que o faz, justifica a utilização.

segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Nuno Gomes. Faltou-lhes o Nuno Gomes para derrotar o Barcelona.

Minuto 91 em Braga. O Sporting local tem o jogo ganho. Vence por dois golos de diferença.

Nuno Gomes saído do banco, tem uma oportunidade importante para fazer golo. Para demonstrar aos fiéis das estatísticas que ainda é útil. Para demonstrar ao seu treinador que faz golos e que merece a titularidade. O jogo está ganho, Nuno poderia até rematar para fora. A equipa não precisa de chegar ao golo naquele momento. Ele sim. Ele precisa, porque se diz que os avançados têm sempre que provar a sua qualidade com golos. Ele precisa muito do golo para justificar ao seu presidente o investimento.

Que faz Nuno Gomes?

Aqui

Faltou-lhes o Nuno Gomes. Em Madrid, naquele minuto que mudaria a história da Liga Espanhola, faltou-lhes o cérebro do Nuno. Mas, o remate do Ronaldo foi bom. Não falhou por muito... e aos avançados devemos sempre pedir que chutem "no matter what"...

terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Apoio frontal. Porque quando procuras o meio, és imprevisível.

Ainda que tenha sido bem sucedida, é imprudente considerar a movimentação de Ricky perfeita. O mérito de ter conseguido, mesmo apertado, soltar de novo em Schaars é imenso. Desde o momento em que recebeu a bola, a sua acção foi notável. Todavia, foi muito mais o centrocampista que descobriu o avançado, que o avançado que se libertou e ofereceu opções ao portador da bola.

A ausência de combinações ofensivas que procurassem explorar o espaço à frente dos centrais do SL Benfica foi claramente a maior pecha, e porventura a que mais impediu o Sporting de sair da Luz mais próximo da liderança.

Ricky não deu propriamente um bom apoio ao portador. Foi Schaars quem imaginou tudo. Todavia, pelo sucesso da jogada, talvez Wolfswinkel perceba a vantagem que há, em determinados momentos servir de apoio no corredor central, começando a mostrar-se mais disponível. E talvez, quem saiba o Sporting passe a explorar mais outras opções que o tornarão mais letal em organização ofensiva.



sábado, 3 de Dezembro de 2011

Controlo da profundidade defensiva. Luisão.

A profundidade defensiva controla-se essencialmente pela distância que a última linha tem para a bola. Esta distância deve ser maior ou menor, em função da proximidade da bola em relação à baliza, ou em função da pressão ou não sobre o portador da bola.

O SL Benfica tem um dos mais notáveis defesas centrais que já passaram pela Liga portuguesa, numa vertente tão importante, mas invisível, quanto é a "voz e corpo de comando". Luisão percebe como poucos todos os aspectos tácticos da sua posição, e não se coíbe de corrigir os colegas. É ele quem manda subir, descer, juntar ou afastar. É pela posição de Luisão que os colegas se agrupam, pois sabem que onde o brasileiro estiver, deve estar a última linha.

Facilmente se cai de amores por Garay. Um central fortissimo em todas as situações de 1x1. Um central de técnica elevada, repleto de classe. É impossível não perceber tudo o que de bom acrescenta ao Benfica e à Liga. Porém, Luisão, e sobretudo Jesus, sabem perfeitamente em torno de quem gira toda a organização da última linha. Luisão pode até ser inestético. Todavia, impossível é pensar num defesa central com maior importância em determinado modelo de jogo, que aquela que o girafa assume no Benfica de Jesus.

P.S. - Desde que Jesus chegou ao Benfica, quantos golos sofridos resultaram de passes de ruptura a entrarem nas costas da defensiva com Luisão em campo?

sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

André Martins. Porque o futuro não pode esperar demasiado.

O miúdo sabe, o miúdo joga, o miúdo faz jogar.

Está a entrar num Sporting incrivelmente mais forte do que o dos anos mais recentes. É bom que assim seja. Entrará aos poucos, numa equipa confiante que o ajudará a sentir-se seguro e a mostrar o seu futebol. Torna-se, contudo, mais difícil entrar mais vezes e ter mais minutos.

Próximo dos vinte e dois anos, esta pode perfeitamente ser encarada como a época em que aparece. Desde que se imponha na seguinte. O miúdo é português, o miúdo é franzino, e é seguro que mesmo num clube descomplexado como o Sporting, nem sempre tais factos jogam a favor.

Há que aproveitar ao máximo cada instante, cada minuto, cada toque na bola. Espreitamos os centrocampistas nacionais, e sabemos que dependemos em demasia do futuro de André. Que siga o seu caminho. Hoje desfrutaremos, amanhã cobraremos. O miúdo não nasceu somente para jogar aqui e ali.

quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

Nico Gaitán. O homem vai explodir?

"Sei que perco bolas de forma infantil. Tento tomar as melhores decisões para a equipa, mas sei que perco bolas que não posso perder" Gaitán.

Não é segredo (e pode comprovar nas etiquetas), que a classe do argentino nos conquistou desde o primeiro toque na bola. Está claramente no top 3 dos jogadores mais habilidosos tecnicamente da Liga portuguesa. A sua técnica de recepção é qualquer coisa de notável. Tem mil soluções para cada posse, e todas inesperadas. Num jogo sem preocupações defensivas, Nico valeria os quarenta e cinco milhões da clausula.

Não é surpreendente o nome das equipas que se afiguram para garantir Gaitán no futuro. Tem um potencial imenso, e é em termos ofensivos infinitamente superior ao outro argentino que o Benfica exportou para Madrid. Partilham o talento, mas Gaitán é bem mais astuto que Di Maria.

Depois de uma primeira época marcada por elogios, seria expectável que Nico desse na presente temporada um salto no seu rendimento. Que mantivesse a dinâmica ofensiva, mas que evoluísse defensivamente, e que se tornasse mais responsável aquando do momento da posse.

Percebeu-se recentemente que se tornou um jogador mais responsável em jogos de cariz mais decisivo. Pelas suas afirmações confirma-se que é um jogador inteligente. Gaitán tem lá tudo, e na sua mente sabe como pode crescer para um patamar de excelência.

Se o fará, não se sabe. É bom saber que Nico tem consciência disso. Tivesse o perfil obstinado dos colegas Javi, Witsel ou Aimar, e não seria arriscado traçar-lhe uma carreira de enorme visibilidade num grande clube mundial.