terça-feira, 29 de maio de 2012

The way I see it, and the way they play it. Sporting no Jamor. Take II

"Xavi é o que gosto mais de ver jogar. A facilidade com que encontra linhas de passe e com que depois os executa... Pensa muito rápido, joga a poucos toques e isso dá grande velocidade ao jogo." André Martins.

A questão miúdo, é que só encontra linhas de passe, quem tem de facto linhas de passe para explorar. E ao Xavi nunca faltam opções.

  







12 comentários:

Gonçalo Correia disse...

Por acaso, não me parece que devam haver apoios exteriores para um lateral que tem a bola.

Isso não retiraria um número excessivo de jogadores das zonas centrais?

Acho que o problema foi exactamente o movimento de ruptura (e não aproximação) de quem não tinhha a bola; e a quantidade de vezes que a saída de bola do Sporting se deu pelo lateral.

Quanto ao primeiro, intriga-me. Por já não ser assim tão pouco comum quanto isso nos últimos tempos. No jogo com o Metallist, por exemplo, também foi notório que o portador da bola via os apoios fugirem-lhe, e ficava sem porto seguro, sem solução alguma de qualidade para entregar.

Atendendo ao que o RSP fez nos Juniores, dou o benefício da dúvida, acreditando que esta (e outras coisas) se alterarão. Até porque me recordo, depois do jogo com o Gil Vicente, qual é que foi a sua análise à insuficiência ofensiva da equipa, na primeira parte.

Sobre a saída pelo lateral, se acontece recorrentemente, depois acontece o que se viu nas imagens.

Dar apoios exteriores permitira ao Sportig jogar e trocar a bola... junto à linha. E levá-la depois para dentro? O Domingos saiu, em parte, por isto...

Todas estas questões sobre o Sá Pinto fazem-me alguma confusão porque, reconhecendo os méritos que teve, quando chegou pôs a equipa a colocar em prática alguns princípios que se foram subvertendo com o tempo.

Pôr em causa o Presente para ganhar o Futuro? Talvez o risco tenha sido considerado excessivamente grande. Mas talvez o choque metodológico tivesse sido o mais indicado...

Oxalá RSP seja capaz de perceber o porquê de algum dos insucessos da equipa, e de que forma os combater.

É urgente alterar o que não é desejável no modelo, construindo uma equipa melhor.

Os jogadores merecem.

Centro de Jogo disse...

Ainda assim, André Martins é tão talentoso (muito mais do que o que pensa a avaliar por essa entrevista) que as consegue proporcionar mesmo sem os colegas não pensarem nelas. É questão de inteligência mesmo.

Sá Pinto conseguiu devolver alma ao SCP, na altura em que o sistema volitivo tinha que estar no auge, e aí mérito para ele. Agora é tempo de perceber o que é Sá enquanto treinador, a organização de jogo (estratégias e o desempenho do modelo) terá de imperar, não bastará, certamente, querer só "comê-los vivos". Vamos ver...!

Abraço, Jorge D.

Gonçalo Correia disse...

O comentário que escrevi acima era para o post anterior, PB.

PB disse...

Gonçalo. é obrigatório haver sp apoio exterior. Das duas uma, levas o adversário p cima de ti e ganhas espaço p furar no meio, ou n levas e tens sp alguém sozinho para jogar e manter a bola.

O principal truque de quem fura para dentro é mm ter apoio exterior. Sai sp a ganhar. ou recebe só, ou tira um adversário do jogo, tornando o jogo num 10x10 ou 9x9 se acontecer nos dois corredores laterais, para quase a mesma largura (retirando 5 ou 6m)

Jorge disse...

PB:

Isso nao dependera do que se quer do lateral?
Se se quiser que o lateral suba pela linha, dar-lhe um apoio interior obriga-o a dar a bola ou a fugir para o meio.
Dando-lhe apoio interior permite-lhe seguir pela linha ou dar a bola e seguir.

PB disse...

Creio q o teu 1o apoio, querias dizer exterior. Certo?

Pode dar no apoio exterior e desmarcar pelas costas. Progride em passe, mais fácil e mais seguro se houver perda do q se progredir em condução.

Jorge disse...

Certo e certo.
Obrigado

Gonçalo Correia disse...

PB,

A minha questão vai neste sentido: tendo um portador da bola junto à linha, com um apoio exterior, não se torna muito mais dificil (até pelo condicionamento dos adversários) meter a bola em zonas centrais?

O ponto de saída da bola ser o transporte através do lateral não é a questão decisiva (na medida em que, ou não existe apoio exterior, ou existindo sobram poucos jogadores para receber em apoio em zonas centrais - sem contar com o voltar a meter nos dois/tres jogadores mais recuados)?

É uma questão que te ponho.

Aproveito para elogiar (e agradecer) os últimos posts. Excelentes e de uma utilidade e simplicidade (que demasiadas vezes, na vida e no futebol, não tem a valorização que merece) notáveis.

PB disse...

Gonçalo, como referi no outro post, n há certo ou errado.

Eu prefiro da forma q marquei. Tenho a bola, tenho 10 opções dentro, quero ter uma fora.

A vantagem é a q referi anteriormente. Encostar lá um adversário ganhando espaço no meio, ou n encostando ter alguém para receber fora sem oposição, tendo dessa forma tempo para voltar a trazer para dentro (enquanto q alguém novamente voltará a juntar à linha para continuar sp a ter uma linha de passe do lado exterior). E acredita que este constante desmarcar p a linha desposiciona tantas e tantas vezes os adversários.

PB disse...

e mt obrigado pelas palavras :)

Diogo disse...

PB eu percebo que queiras transmitir a ideia que o Sporting apresenta por vezes excesso de profundidade. Eu no post anterior disse que concordava.

No entanto, penso que é importante deixar claro que este tipo de movimentos podem ser úteis. André Villas Boas referia-os como "falsas penetrações" pois deixam o portador da bola (ou melhor um jogador) com espaço para receber bola. São frequentes no Barça por exemplo, quanto maior é a aglomeração de jogadores vês alguém a sair para a frente sem bola. E noutras situações tb.

Daí (não só por isto, mas também) a expressão usada no entredez ser muito feliz "os jogadores do Barcelona não passam para os jogadores que se estão a desmarcar".

Acho importante esclarecer porque creio que é algo que as equipas que pretendem circular a bola esquecem com frequência.

Um abraço

PB disse...

Sim, Diogo.

Mas há que combinar os tais movimentos a procurar a profundidade c outros em sentido contrário a procurar receber no pé. Até por uma questão de aclaramento de espaços.Acontece que no Jamor, todos se esconderam. Só vi a 1a parte c atenção, e a partir dos 70min (qd entrou Martins)