sábado, 9 de junho de 2012

Russia x Czech Republic. Visualização de 30 minutos e o primeiro vendaval de futebol ofensivo.























A figura. Dick Advocaat. Relembro o jogo deveras impressionante do Zenit quando o treinador holandês conquistou a Taça Uefa e a Supertaça Europeia. Um carrossel ofensivo de enorme qualidade. Linhas de passe a todo o instante. Desmarcações de ruptura em simultâneo com outras de apoio. Desmarcações no sentido do corredor lateral arrastando marcações. O seu Zenit era uma máquina de bom futebol. A sua Rússia ofensivamente aparentou as mesmas virtudes. Tamanha qualidade da movimentação sugere um treinador de qualidade no processo ofensivo, ou jogadores extremamente inteligentes no trabalho sem bola. Ou ambos. A Rússia foi o primeiro grande futebol do Euro 2012. Conceder grande parte do mérito ao seu treinador não parece vir a despropósito.

Impressionante a capacidade de decisão e inteligência na movimentação de Kerzhakov. O ponta de lança da Russia. A preponderância defensiva de Denisov, e a capacidade para definir os timings de Dzagoev.

Trinta minutos de jogo e mais futebol que o que a generalidade das selecções provavelmente apresentarão. Linhas de passe próximas, viáveis e a todo o redor do portador. Impressiona o trabalho para receber de todos quanto os que não têm a bola, mas impressiona também a capacidade para definir com bola de vários jogadores da Russia.

4 comentários:

Hattori Hanzo disse...

Todos falam que os principais candidatos são Alemanha Holanda e Espanha, mas cuidado com a Rússia.

xirico disse...

A Russia é uma boa equipa mas neste jogo preferia falar em como uma equipa não deve defender.Aqui mais que o mérito da Russia chamo a atenção ao demérito a defender dos Checos.Se repararem bem os 3 golos da Russia são feitos pelo lado esquerdo aonde nunca aparece o lateral esquerdo Até parece que jogaram sem esta posição.

Ricardo disse...

PB, apesar da excelencia do futebol da Russia, o que poderia ter feito a rep checa para combater tantas linhas de passe?

Nuno disse...

Eu tenho mais reservas, PB. A maior parte dos lances em que a Rússia atacou foi em contra-ataque, e aí souberam explorar os espaços. Em ataque organizado, mostraram ideias, é verdade, e mostraram sobretudo ter muito bem rotinados os movimentos interiores dos extremos, e os movimentos de profundidade, ou de largura do avançado. Mas não gostei da forma como concederam a iniciativa, desde o início, ao adversário. Quando tinham bola, demonstraram que tinham qualidade, mas não a quiseram ter muito. E, se isto funcionou contra os checos, não sei se funcionará contra equipas melhor preparadas para a perda de bola. Agora, em valia individual, são uma grande selecção, e devem ser levados muito a sério.