quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"Agora o treino é jogo e o jogo é jogo" Elias

É bem possível que todas as especulações que foram sido feitas ao processo de treino do Sporting, estejam bem próximas do que foi realmente acontecendo. Não é só a ausência de equipa em Alvalade. São os sinais que chegam das declarações de imensos jogadores.

Já foram inúmeros os posts publicados a sugerir a importância desmesurada que o jogo deve ter no processo de treino (não entenda por jogo, apenas o formal 11x11). Sem jogo no processo de treino, não é possível desenvolver para níveis elevados a performance de uma equipa. É no e pelo jogo que testamos, corrigimos e evoluímos. Para além de todas as considerações que sempre fizemos à sua importância metodológica no processo de treino, as afirmações de Elias deixam também escapar outra (para bom entendedor).

Você, juntaria os amigos para fazerem filas para rematar à baliza?

Quem conseguirá estar de corpo e alma num projecto quando treinar é um suplicio. Um sacrifício decorrente da profissão e não uma actividade que se faz por prazer? Por mais que se seja profissional...

Vai aumentando a expectativa sobre as capacidades de Vercauteren. Veremos que ideias terá o treinador leonino para nos apresentar. E, por favor, que não volte o 442 clássico rígido em poucas linhas do jogo um.

7 comentários:

João Martinho disse...

Tens toda a razão relativamente ao prazer que os jogadores devem tirar do treino para se motivarem e ,respondendo á tua pergunta, obviamente que tal exercício nao interessaria nem a dois amigos que se encontrassem sozinhos num campo de futebol.

Eu percebi o alcance das declarações do Elias, pus o link no post anterior pq quando as vi lembrei-me logo de ti. Parece-me também que isto ajuda a perceber que Elias perceber do jogo e a confirmar que até o bom que já confirmou está a léguas do seu potencial.

JMM disse...

E fácil esconder a incompetência de Sá Pinto(SP)atrás da incompetencia que o Sporting não poucas vezes revelou na escolha de jogadores,treinadores,etc. E facil criticar a estrutura ou a falta dela.

Contudo por muitas voltas que se de o falhanço de SP tem origem na incompetencia deste e nada mais. O resto é conversa.

E isto é comprovado quando se ve a equipa jogar e quando se le o que os jogadores dizem. Elias é só mais um caso de um jogador que esteve submetido a um método impensável.

A realidade é que os jogadores, mesmo os mais criticados, não são tão maus quão se pensa. Podem render muito mais e isso está À vista.

Mesmo o tão criticado ROJO tem todas as condições físicas e, até, técnicas para ser um bom central. De que precisa? De um treinador que lhe ensine a posição, de um treinador que não queira um lateral que por acaso está no meio mas sim um central que, por acaso, tem algumas características de lateral.

E Vercauteren tem procurado educar apontando o que, nesta altura, é relevante.
Perante a insistência semanal dos jornalistas que perguntam a Vercauteren a táctica eis que ele responde afirmando a evidencia de que uma equipa sem qualquer dinâmica não é salva pela táctica. A táctica pode mudar sendo que a dinâmica da equipa tem de ser constante.

Isso é tão evidente quão a afirmação de que mais pontas de lança não implica mais golos. A estratégia SP em caso de mau resultado era ir lançando avançados, como se o 2-2-6 fosse salvar alguém...

Anónimo disse...


Olá,

Sou um treinador jovem que estou a começar agora e treino uma equipa de juvenis.
A minha equipa defendia muito mal e desde que comecei a ler os posts, dei-me conta de vários erros que cometia.
Gostava de lhe perguntar o seguinte, como se deve comportar a linha defensiva em relação à posição da bola e a sua distância para a baliza?
Que referências devo dar?

Abraço,


Rui Carlos

PB disse...

Viva Rui Carlos,

não creio que haja verdades absolutas. Cada qual faz como pensa ser mais certo.

Depende das tuas ideias. Mas creio ser geral que se o portador da bola está sem oposição, a linha defensiva deve recuar um pouco para evitar bolas nas costas, qd há pressão, deve subir um pouco para encurtar o espaço. Bola no corredor lateral, talvez a linha defensiva possa ser de menos jogadores do que quando a bola está no central. Há quem use o lateral do lado oposto à bola numa linha à frente da da restante defesa, há quem defenda na diagonal, estando esse mais atrás, há quem defenda em linha...

as referências são sempre a bola, a baliza e os colegas. Isto se a ideia é defender à zona. Ignorar o posicionamento dos avançados. Estamos posicionados para defender a nossa baliza e não para defender os adversários.

Anónimo disse...

JMM como justificas então a incompetência de Carvalhal, Paulo Sergio, Domingos etc?

É muito fácil agora desculpar a estrutura e queimar o Sá, mas pra esse peditório eu já dei...

KARLOS disse...

O "mestre" Didi, jogador brasileiro (bi-campeão mudial de futebol 1958-1962) depois de ter treinado mal, errando passes fáceis (parecia está bêbado). Foi indagado por um reporter:
- treinando assim... vc acha q ganha o campeonato no domingo
Ele disse:

- Treino é treino, e jogo é jogo!!

No domingo seguinte ele foi campeão, e melhor jogador em campo!!

E até hoje a impressa (brasileira) celebra essa asneira:

"Treino é treino, e jogo é jogo"

De uns 5 anos pra cá, alguns tecnicos tentam mudar essa frase para:

"Treino é jogo e jogo é guerra"

"Treino é jogo e jogo é treino"

"Quem não treina como joga, acaba jogando como treina" essa é a q eu mais gosto, não sei a origem (talvez europeia)...

O Elias quando jogava no Corinthians, era comparado ao Ramires, devida a rápida trasição da defesa ao ataque...

Talvez ele tenha dito essa frase em alusão ao q o DIDI falava.
É engraçado saber q existe técnico do brasileirão (Sá Pinto) no campeonato Português. kkkkkkk

;)

Edson Arantes do Nascimento disse...

Tá bem tá... Só vi dez minutos e o resumo mas este Sporting é cada vez pior. Só piora.

Vergonhoso o espaço dado à frente da defesa. Os outros trocavam dois passes no meio e tinham uma oportunidade de golo criada. Incrível.