sábado, 31 de Março de 2012

A propósito do "Representar a selecção nacional".

Um dia depois, no jornal "A Bola".

Imagem retirada do blog http://www.aminhabola.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de Março de 2012

Abordagem individual a uma situação defensiva de 1x1

"...solução seria cortar o mal pela raiz, ou seja, parar o jogador antes que embale. Porque depois é difícil e só uma má decisão dele, muitas vezes, nos permite resolver o lance. Primeiro tentei contê-lo, para que perdesse tempo e pudessem chegar mais colegas para me ajudar... Depois tentei empurrá-lo para a lateral, mas ele não se deixou enganar foi para o centro e fez golo. É um lance de génio, uma arrancada quase de uma área à outra e o talento dele fez a diferença" Zé Nuno Azevedo, recordando um golo de Poborsky.

quinta-feira, 29 de Março de 2012

Exercícios desenquadrados da realidade do jogo

Em Portugal continua, e em divisões importantes, a treinar-se pessimamente.

Há quem na fase principal do treino faça jogos de posse de bola. O objectivo é, segundo quem organiza tais exercícios melhorar a capacidade de preservar a bola, ou ser rápido a pressionar o portador da bola "ganha quem recupera mais vezes a bola".

Teria imenso prazer em que me conseguissem explicar de que forma é que um joguinho de posse só pela posse pode servir um qualquer objectivo, que não técnico ou de puro aquecimento. E fará sentido treinar a técnica pela técnica? Desenquadrada da táctica? Fique a saber que nem com crianças!

A sério. Que transpasse pode ter um jogo de posse de bola que se desenrola num qualquer quadrado ou rectângulo, para um jogo de futebol?

Mas, será que há quem pense mesmo que se os seus jogadores recuperarem muitas vezes a bola de uma forma totalmente desorganizada naquele rectangulo estarão aptos a roubar a bola no jogo? Como é possível organizar-se exercícios na fase de desenvolvimento do treino sem alvos/balizas? Mas não é a baliza que define todo o nosso comportamento? Com e sem bola?

E mais que condicionar as regras do exercício para chegar onde quer, há que condicionar os atletas. Na sua movimentação e na sua tomada de decisão.

Exemplo. Pode um jogo de 4x4 (pontua quem ultrapassa com a bola controlada a linha final adversária) em determinado espaço ter "sumo" e outro jogo exactamente igual de 4x4 no mesmo espaço não servir efeito algum? Pode. Tal depende, da forma como se condiciona a movimentação dos atletas. Peça aos 4 que defendam sempre em 3+1, sendo o (+1) o jogador que sai para a contenção, obrigando a que a cada troca de bola adversária, o jogador mais próximo da bola na linha de cobertura (onde estão 3), saia para a contenção, baixando rapidamente quem estava na contenção (o +1) para a linha de 3 (cobertura), e está a afinar uma possível forma de defender quando tem apenas quatro jogadores atrás da linha da bola. Não condicione a actuação dos seus atletas e terá 4 jogadores a moverem-se de forma quase aleatória, treinando nada.

Mesmo no aquecimento (particularmente em treino) é possível seleccionar exercícios que cumpram objectivos tácticos. Mais não seja para não se considerar o tempo gasto no aquecimento um puro desperdício.



If there is a God

Hoje vai dar Sporting.

Porque o futebol é tão pouco importante, mas também nos faz viver momentos de felicidade.

Abraço ao mano Pedro Santos.

quarta-feira, 28 de Março de 2012

Representar a selecção nacional


Foto de ©Filipa Gonçalves
Saiba você que há quem represente a selecção portuguesa de forma despreocupada. Que o faça pelo simples prazer e paixão desmedida por trazer ao peito as quinas de Portugal, em qualquer relvado deste ou de outro país. E que ostente no sorriso um orgulho enorme por o fazer.

Há não muitos anos, muitos ficámos impressionados pela paixão imposta no momento do hino com que a selecção de rugby nos brindou. É sempre assim. Quando há menos dinheiro envolvido, parece que a paixão é maior e a alegria por servir o país mais contagiante.

Um pouco de notoriedade para quem se esforça diariamente, para quem treina a horas quase impróprias, para quem luta e faz por merecer tudo o que de bom tem direito não me parece excessivo. Mesmo que não seja a notoriedade que os atletas amadores procurem. Mesmo que tudo o que façam, o façam pelo prazer. Mesmo que no dia seguinte a ser-lhes negada a possibilidade de representar a sua selecção, o prazer e empenho com que se apresentem no relvado para treinar ou jogar seja igual ao de sempre.

Hoje, uma internacional portuguesa foi impedida, por motivos profissionais (recorde que o futebol feminino em Portugal é amador) de representar a nossa selecção. 

Não sei se há algo que se possa fazer. Ou que se deva fazer. Muito provavelmente o mais acertado é ignorar. A vida profissional está e tem de estar cada vez mais no topo das prioridades. É, porém, verdadeiramente lamentável que não haja um qualquer mecanismo, uma qualquer hipótese de reverter a situação.

Também pela selecção, que seguramente sentirá a sua ausência. Mas sobretudo pela atleta que se vê impedida de mais uma vez cumprir um sonho. Ser feliz, desfrutar e permitir-nos desfrutar do seu futebol.

Nos últimos dias a atenção dos media parece ter disparado sobre o futebol feminino. O episódio de hoje permitiu apenas recordar que o caminho continua a ser longo e tortuoso. Mas, será percorrido.

Três centrocampistas no corredor central, e um desafio para si.

O Benfica nunca os terá com Jorge Jesus. Contudo, seria essa alteração no sistema táctico que poderia elevar a equipa de Jesus para um patamar de excelência.

Com dois extremos e um avançado, ou com um dez e dois avançados, Jesus que o definisse. Mas, três centrocampistas no corredor central.

Um trinco e dois interiores, numa dinâmica sem bola que garantisse uma dupla cobertura (pelo baixar do interior que não saiu à bola) ao médio em contenção. Uma dinâmica com bola que garantisse mais um jogador no corredor central atrás da linha da bola, precavendo a sua perda e ao mesmo tempo servindo de apoio para rodar o jogo por trás, mas não tão por trás, quanto quando tem de rodar pelos defesas, e permite ao adversário manter os onze jogadores atrás da linha da bola.

P.S. - Desafio para si. Se tivesse de iniciar o trabalho de uma nova época, que sistema táctico usaria e qual seria o primeiro esboço do onze inicial sobre o qual procuraria trabalhar durante a semana?

Same old thing, Jesus!


Antes morrer que dar o braço a torcer.

"Sabíamos que tínhamos de explorar o lado esquerdo da equipa. Era por aí que eles podiam errar" Ramires.

Tal como na época transacta o Benfica prepara-se para ganhar um único troféu. Coincidentemente, ou não, tal como no passado, é aquele em que o "patinho feio" não joga.

terça-feira, 27 de Março de 2012

Os resultados e as classificações definem a competência do treinador


Nada mais falso.

Se os dezasseis melhores treinadores do mundo competirem na mesma liga, os que terminarem nas últimas posições da tabela são incompetentes?

E se os dezasseis piores treinadores do mundo competirem na mesma liga, o campeão é competente?

São muitos os campos de acção do treinador. Todos determinam a sua capacidade, mas é essencialmente o trabalho semanal que determina o valor do treinador. Jorge Jesus, a titulo de exemplo, parece demasiado fraco em tudo o mais. Mas, no trabalho semanal é demasiado forte. No campo pode perceber-se que, independentemente de se concordar ou não, há trabalho. A forma como os jogadores interagem entre si, com e sem bola revela-nos o que se faz durante a semana no Seixal.

E em Portugal, haver quem se relacione entre si dentro do campo, de forma definida e treinada já é um upgrade grande em relação a demasiados colegas de profissão. Acredite que ainda há equipas na segunda divisão portuguesa a treinar combinações ofensivas sem oposição na fase principal do treino.

Treina-se mal tacticamente. Ou porque não se percebe com exactidão o jogo e que respostas devem ser dadas a cada instante, ou porque quem o percebe se limita a tentar expor as suas ideias de forma oral.

Sem formas jogadas que potenciem a repetição no treino, com definição de comportamentos e acções tácticas (seja na ocupação do espaço, na movimentação ou na tomada de decisão com bola), dificilmente se poderá falar em trabalho com qualidade. Mesmo que ao fim de semana o Melgarejo ou o Michel resolvam aqui e ali os problemas que vão sendo criados.

O bom treinador não ganha sempre e o mau treinador não perde sempre. Todavia, o bom obterá mais resultados positivos tendo em conta o contexto em que se insere que o mau.

sábado, 24 de Março de 2012

Nélson Oliveira por Saviola


Força, aceleração, potência e choque por arte, talento, imaginação. Enfim, físico por tomada de decisão.

A mudança de paradigma no futebol do Benfica acentua-se a cada mês que passa.

quinta-feira, 22 de Março de 2012

A intensidade no jogo de futebol


"La intensidad es fundamentalmente de concentración porque el juego implica, principalmente, pensar" Rui Faria.

E pensar a todo o instante. Quando a equipa tem a bola, e quando não tem. Quando tenho a bola e quando a tem um colega. Não há um único momento ao longo dos noventa minutos em que se possa desligar a mente do jogo.

quarta-feira, 21 de Março de 2012

Defesa à zona nos livres laterais


Não se sabe se terá muito sentido formar uma linha de sete jogadores todos alinhados ao longo da linha da pequena área, nem se terá muito sentido defender com onze tais situações, coarctando toda e qualquer possibilidade de contra atacar. O FC Porto, por exemplo, até a saída para contra-ataque após livre e canto defensivo tem preparada. Mas, sabe-se que salta e saltará sempre mais alto quem na impulsão beneficiar de se encontrar em deslocamento rápido.

Passe vertical no clássico


Um único passe e seis adversários ultrapassados. De onze atrás da linha da bola, para cinco. São de uma dificuldade extrema. Dependem da qualidade do passe e da qualidade da recepção/enquadramento. Mas quando entram aproximam de sobremaneira a equipa do golo.


P.S. - O lance terminou com uma perdida enorme de Bruno César. Estava ainda 0 a 0.

Cardozo


"...criámos muitas oportunidades, a bola parecia que não queria entrar, mas depois tocou-me a mim e ganhámos" Cardozo.

É isto. Mas não apenas. Os seus apoios frontais são muito fortes. Confirme a jogada do seu golo.

P.S. - Não foi possível ver o jogo. Se houver oportunidade de ver a gravação, voltaremos ao clássico.

sábado, 17 de Março de 2012

Matias, Pereirinha e Izmailov em Manchester


Capacidade técnica, inteligência táctica, na ocupação e na decisão, e personalidade. Enfim, categoria. Foi com categoria que o Sporting entrou no estádio do City em Manchester. Mesmo que o final tenha sido deveras complicado.

Só com cabeça o Sporting poderia sair vivo perante um adversário com tamanha qualidade individual. Mesmo defendendo com enorme proximidade entre todos, com superioridade numérica fruto de constantes coberturas defensivas que impediram ao longo de todo o jogo os jogadores do City de beneficiarem de situações de 1x1, havia que fazer golos. É que planteis cujos valores atingem tais exorbitâncias inventam soluções. Se não pelo chão, pelo ar.

É possível garantir com elevado grau de assertividade que sem Pereirinha, Matias e Izmailov em simultâneo o Sporting não teria resistido. Se houve capacidade para sair a jogar, forçando o City a ter na primeira parte um pouco menos de bola do que o que seria expectável, muito se deveu à qualidade e personalidade de tão importante trio. São jogadores que não se precipitam, não se escondem, que sabem definir com exactidão o timing das suas acções, e que percebem os momentos em que devem segurar e esperar, ou progredir e investir.

quinta-feira, 15 de Março de 2012

Sporting outra vez


Humildade, sacrificio, disponibilidade, acreditar e qualidade.

quarta-feira, 14 de Março de 2012

terça-feira, 13 de Março de 2012

Quem é, quem é?


O internacional português que andava esta manhã por um relvado londrino na academia onde o Sir Luis trabalha a participar num jogo de reservas?

segunda-feira, 12 de Março de 2012

O Jesus dos extremos e da menor presença no corredor central

2006/2007. 5o lugar com o Belenenses, 4a melhor defesa da Liga com 29 golos sofridos;

2007/2008. 8o lugar com o Belenenses, 6a melhor defesa da Liga com 33 golos sofridos;

2008/2009. 5o Lugar com o Braga, 3a melhor defesa da Liga com 21 golos sofridos (apenas um e três a mais que 2nda melhor e melhor defesa da Liga);

2009/2010. 1o Lugar com SL Benfica, melhor defesa da Liga com 20 golos sofridos (igual a Braga);

2010/2011. 2o lugar com SL Benfica, 2nda melhor defesa da Liga com 31 golos sofridos (igual a Sporting e Nacional);

2011/2012. 2o lugar com SL Benfica, 4a melhor defesa da Liga, com 20 golos sofridos em 22 jogos.

Afinal, quando é que se deu a viragem?

Jesus sabe muito de futebol. Todavia, aparentemente, tem se deixado levar pela qualidade individual que lhe vai sendo colocada ao dispor. Um dia mais tarde, quando tentar analisar o que correu mal (se o fizer), talvez volte ao ponto de partida. Quando o fizer, estará pronto para retomar o sucesso. Para já, vai jogando na lotaria.

domingo, 11 de Março de 2012

Uma das chaves do Campeonato

segunda-feira, 5 de Março de 2012

Linhas de passe. Porque por vezes o jogo pode ser tão simples.

"A segunda parte foi melhor. Criámos mais linhas de passe" Sá Pinto.

Curioso como algo tão simples é o mais determinante para qualquer jogar. Ofensivamente, quase tudo se resume a linhas de passe e tomada de decisão com bola. Muitas linhas de passe são sinónimo de maior imprivisibilidade, maior capacidade para manter a bola e maior capacidade para criar movimentos de ruptura.

Na actualidade, são os dez jogadores que não têm bola que mais devem contribuir para o sucesso da equipa, pela forma como devem "ajudar" o portador da bola a todo o instante.

sábado, 3 de Março de 2012

Se...

Umas das histórias mais engraçadas que recordo envolvendo jogadores de futebol, foi um caso que me é muito próximo. O Ricardo, meu amigo de infância, fez a formação no SL Benfica. Em sénior jogou em alguns clubes menos importantes até ser transferido para o Vitória de Guimarães. Por lá, foi emprestado ao Fafe onde foi colega de equipa de várias promessas do nosso futebol. Tal como ele o era. Foi no Fafe que se tornou muito próximo de Alex, agora no Vitória de Guimarães, mas que uns anos depois de passar pelo Fafe chegou ao SL Benfica.

Quando o Alex chega ao Benfica, já era um grande amigo do Ricardo. Daqueles com quem se partilham almoços e jantares entre familias. O Bernardo, filho do Ricardo, era vidrado no Alex. Toda a sua familia é benfiquista e para uma criança conviver com um futebolista do clube que adora deve ser algo de especial.

"O Alex isto, o Alex aquilo, o Alex acoloutro".

Um dia, depois de ouvir tanta adoração ao amigo do seu filho, o Vital (pai do Ricardo) diz para o Bernardo "Se o Alex é jogador para o Benfica, o teu pai é jogador para o Real Madrid". E de facto, assim o era. O que provavelmente o Vital não sabia é que o Bernardo contaria o episódio ao Alex.

Hoje, há algo que outro Alex precisa de saber. O Ferguson.

Se o Gaitán é jogador para o Manchester, então o James é jogador para o Real Madrid e Barcelona em simultâneo.

sexta-feira, 2 de Março de 2012

Quebrou por onde podia quebrar


A irresponsabilidade de Gaitán e a falta de qualidade de Emerson.

Primeiro os réus. Certo?

"Some guys have all the luck"


Ulisses Morais no Beira Mar.

Roda, roda, roda, e vai dar sempre ao mesmo.