quinta-feira, 31 de maio de 2012

Este trabalho faz-se em "casa".


quarta-feira, 30 de maio de 2012

João Moutinho versus André Martins.

First things first. A minha resposta ao post anterior seria Aimar.

Alguns de vós, e bem, recordaram as parecenças com João Moutinho.

Comparando-os. Perceba que é uma tarefa quase hercúlea. Comparar o melhor médio português, com o melhor médio português, dará seguramente azo a diferentes opiniões e interpretações.

Com Moutinho eu ia para a guerra. É o jogador perfeito. Com bola, sem bola. Cem por cento fiável. Sabemos que jamais nos falhará. Sabemos que aquele esforço extra para garantir uma qualquer cobertura será feito. Com onze Moutinhos, sei que tudo o que idealizar estará no campo, assim eu o saiba transmitir. Com onze Moutinhos sei que se as minhas ideias forem boas, vencerei, porque tudo será feito "by the book". Sem bola ocupará o espaço como eu pretendo. Com bola sairá tudo tal como treinámos. Quase mecânico, diria. Com Moutinho iria até ao fim.

Mas, o João que é o melhor médio português, não me ensinará nada. Interroga-me, eu respondo. Trocamos ideias e no relvado confirmaremos que se eu tiver qualidade para lhe solicitar o que lhe devo solicitar, juntos iremos no bom caminho.

O André, que é o melhor médio português é diferente. Não me falhará defensivamente. É inteligente e sabe perfeitamente ocupar o espaço. Sem bola o seu comportamento será tal e qual eu pretendo. Mas com bola é diferente. Acredito que na maioria das vezes consiga ver e executar o que pretendo. Outras, tomará decisões diferentes das minhas. Daquelas para as quais por vezes o tento formatar. Todavia, não me zango com ele. Nunca. No final percebo sempre que o caminho que escolheu era melhor que o que eu próprio idealizei. Interrogo-o, mas o André não tem respostas. Não sabe porque temporizou, porque conduziu na direcção da oposição apenas para os atrair à bola para em seguida rodá-la por outro lado. Não sabe. As coisas saem com a naturalidade dos predestinados. Com o André eu aprendo. Há opções menos óbvias mas mais interessantes que as que me surgem na mente.

Quando o Moutinho marcar um auto golo, penso na pouca sorte que teve. Colocou mal o pé na bola. Acontece a todos e se há quem não mereça ter tal azar é o João. O André é diferente. Porque vê mais além, no dia em que introduzir a bola na sua própria baliza, interrogar-me-ei. Porque o fez? O que o levou a tal? Será que crê que a equipa precisava de sofrer um golo para espevitar?

O que os separa? Criatividade.

André Martins. Pergunta de algibeira.






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Na forma como procura o melhor espaço para receber. Como conduz. Como decide. Como atrai o adversário para libertar a linha de passe que quer usar. Como pensa mais além, percebendo desde logo o sucesso/insucesso que o seu colega terá se lhe endossar a bola. Na simplicidade, na classe, na categoria.

Há um pouco/muito de quem em André Martins? (Joga na Liga Portuguesa)

terça-feira, 29 de maio de 2012

O miúdo nasceu para jogar. Ter a bola e entregá-la no pé. André Martins a seis no Jamor.

É o melhor seis do Sporting. Mas, porque é também o melhor e mais criativo médio leonino, fez imensa falta na procura de espaços mais adiantados, onde mostrando-se poderia ter feito a equipa aproximar-se com perigo pelo corredor central.

No video abaixo. Consegue, pela sua linguagem corporal perceber que o miúdo não é deste futebol?

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P.S. - Muito curiosas as opiniões sobre André Martins. "Está verdinho, é muito novo". Tacticamente, seja na ocupação ou na decisão é a léguas de todos os outros, o melhor jogador do Sporting. Tecnicamente idem, ainda que Matias se aproxime. É o jogador mais inteligente, mais culto e mais maduro da equipa leonina. Na época vindoira terá de ser Martins e mais dez. Será Sá Pinto quem sairá a ganhar.

Diego Capel no corredor lateral direito. Sporting no Jamor take III


The way I see it, and the way they play it. Sporting no Jamor. Take II

"Xavi é o que gosto mais de ver jogar. A facilidade com que encontra linhas de passe e com que depois os executa... Pensa muito rápido, joga a poucos toques e isso dá grande velocidade ao jogo." André Martins.

A questão miúdo, é que só encontra linhas de passe, quem tem de facto linhas de passe para explorar. E ao Xavi nunca faltam opções.

  







segunda-feira, 28 de maio de 2012

The way I see it, and the way they play it. Sporting no Jamor. Take I.

Progredir no campo em passe, de pé para pé. O formar de triângulos ao redor do portador da bola. Aproximar para receber no pé mesmo que antes se simule a profundidade, e não fugir para receber nas costas. Não há aqui certo ou errado. Apenas o que uns fazem e outro(s) acredita(m) ser melhor.










quinta-feira, 24 de maio de 2012

Final da Taça. Golo da Académica no Jamor

A descoordenação inicial. 

Os dois centrais que saem à mesma bola, deixando um vazio incrível no corredor central. A inexistência de movimento interior quer de um quer de outro lateral, precavendo a saída de um dos centrais (e saíram os dois).


A lenta reorganização defensiva. Mesmo com um central lesionado, teria sido possível aumentar a distância da linha de cobertura para o jogador na contenção. O cruzamento poderia ter sido defendido de frente. A velocidade a que tudo decorre dificultou de sobremaneira a leitura do lance, é certo. Todavia, só atingem a excelência, as equipas que de forma bem célere dão as melhores respostas às diversas situações. Pensar e agir rápido e bem diferencia os melhores jogadores dos demais. Mas, é no processo de treino que nos aproximamos ou afastamos do sucesso. 


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Os adeptos não são muito espertos, mas o Sá Pinto também não ajudou.

Mesmo percebendo o intuito de condicionar uma das mais valias da Académica, não se pode deixar de crer que as declarações de Sá Pinto sobre Adrien foram absolutamente patéticas, se recordarmos que o treinador do Sporting, ainda mais que atleta foi um profissional exemplar.

Por motivos profissionais não vi a final da Taça de Portugal.

Curioso por tentar perceber o que se terá passado, enquanto não vejo a gravação, esta manhã mais do que nunca tenho espreitado imensos blogs. Em todas as caixas de comentários parece haver sempre alguns espertos que garantem que Adrien porque fez uma excelente exibição, porque foi de uma incrível perseverança  e porque lutou ao limiar do seu esforço, sempre com qualidade, para conquistar um troféu junto do grupo que o acolheu na actual temporada, não tem mais condições para jogar no Sporting.

Como muitos destes comentários devem provir em grande parte dos mesmos espertos que criticaram a entrega do melhor profissional que recordo em muitos anos do campeonato português (João Moutinho) não estranho. Apenas lamento.

Taça das orelhas grandes. Directamente do balneário e do autocarro do Chelsea



sábado, 19 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Fim de época atribulado

O blog tem estado um pouco parado mas promete voltar à sua actividade normal em breve, com especial acompanhamento do Euro.

Ao pedido de desculpas juntamos video/imagem dos motivos que nos têm levado a descurar um pouco este espaço.




quinta-feira, 10 de maio de 2012

O FC Porto terá novo treinador

"Considero que o principal mérito é dos jogadores, mas muito desse mérito também é do treinador, porque conseguiu voltar a focar os jogadores no essencial, que são as vitórias." Fernando.

Basta ler nas entrelinhas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Continuidade de Jorge Jesus

Uma época inteira de "casmurrices" coroada com o empate em Vila do Conde depois da magnifica substituição (Matic por Saviola) que aproximou o Benfica de um 4x1x5 quando até estava na frente do resultado, e Jesus garante ter percebido onde errou. Garante estar preparado para corrigir e garantem-nos que o próprio sugeriu que voltará a ser campeão já na época seguinte.

Jesus tem mais do que potencial para ser campeão as vezes que quiser e isso torna a sua possível continuidade num dilema de difícil resolução.

Talvez o ideal fosse sentar ao jantar com o treinador benfiquista e perceber onde sente ele que errou. A dos "ovos todos na champions" não cola. É um argumento giro e que convence dois terços dos adeptos, mas é falso. Não foi nunca o desgaste individual que impediu o Benfica de chegar mais longe. Se a percepção que tem dos seus erros passar pela pouca presença no corredor central e pelo reduzidíssimo número de jogadores atrás da linha da bola, e se se mostrar disponível para alterar o sistema táctico e a dinâmica do seu jogo, se estiver disponível para regressar ao seu jogo de Belém, Braga e primeiro ano em Lisboa, claramente que o Benfica não encontrará melhor que o seu actual treinador.

Se o argumento for o do desgaste e o da gestão dos jogos dos seus atletas, há que partir para outra solução. O ciclo terminou.  

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Primeira escolha

Rui Faria.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Técnica de Neymar enfurece o adversário

Aqui.

Muito giro. Só não reconheço é este desporto esquisito onde o jogador da cobertura precisa de lentes graduadas para ver o jogador da contenção. Mas, aposto que tal como está é diversão garantida.