quarta-feira, 31 de Outubro de 2012

Ainda a organização (?!) defensiva do Sporting. Como resistir quando se joga sem defesas centrais?

Nunca a Académica tinha rematado tanto no campeonato nacional. Percebe-se bem o porquê.

P.S.  Boulahrouz já havia sido substituído.

terça-feira, 30 de Outubro de 2012

"...de qué planeta viniste... para dejar en el camino a tanto inglés? ...

Ainda o aniversário de Deus. Para si que não seguiu o México 86, o meu lamento. Não mais haverá algo igual.

Redondo para Maradona Maradona para Redondo Redondo para Maradona. O aniversário de Deus.


“si yo fuera Maradona
viviria como él
Si yo fuera Maradona
Nunca m’equivocaria”
Tudo em Maradona é uma lenda.
Foi em noventa e quatro, que a FIFA destroçou, definitivamente todo um sonho de criança que virara adolescente.
Era uma criança oito anos antes, mas já Argentino. Eles têm o Maradona, não se cansava de repetir o meu mais velho, e mais astuto primo Sérgio.
Os telejornais abriam com os feitos de um baixinho que dominava o mundo. Foi o meu primeiro melhor jogador do mundo, e todos sabemos quão especial isso é. Os seus golos no México, as suas infindáveis jogadas que destroçavam todos quanto os que cruzavam o seu caminho. Ainda que de baixa estatura, de tão brilhante que é salta mais alto que Peter Shilton e de cabeça elimina a Inglaterra. A nossa Argentina sagrara-se Campeã Mundial. Como poderia ser diferente? Nós temos o Maradona!
Três anos depois, quis o destino que o caminho do Napoli se cruzasse com Portugal. O Maradona vem a Portugal. Recordo perfeitamente a emoção que foi saber que tal aconteceria. De facto, impossível é recordar um outro momento em que alguém com maior importância por cá tenha passado. É em oitenta e nove que pela primeira vez me desiludo. Não com Maradona. Nunca com ele. Alberto Bigon deixa o astro sentado no banco de Alvalade, e ainda hoje não percebo porque não se colocou aquele banco no museu do clube. Maradona entra, mas é o dezasseis. O melhor dezasseis da minha vida, garantidamente. Mas Maradona era o dez, e desde então que não esqueci mais o nome do treinador italiano que me atraiçoou. É nessa eliminatória que alguém comete o maior feito que recordo. Ivkovic, guarda redes do Sporting, defende um penalty de Maradona.
É em noventa e quatro que se comete a mais terrível injustiça de que há memória. Maradona está de volta, está bem e recomenda-se. Volta a carregar um país nos seus ombros. Joga, marca, faz jogar. Vamos ser outra vez campeões, penso. Temos o Maradona!
Já depois de destroçada a selecção grega, o telejornal volta a abrir com Diego. A infame FIFA volta a castigá-lo. O uso de cocaína é a mentira avançada para retirar do torneio o seu mais brilhante astro. É claro que uma organização maior teme o que pode almejar a Argentina nas asas de Maradona. Uma enorme mentira, que será um dia corrigida. Ainda hoje estou certo disso.
Nao. Maradona nunca me desiludiu. A culpa esteve sempre nos que à sua volta gravitavam.

Texto recuperado para o aniversário de Deus.

Por onde lhe pegar, Vercauteren?

Back to basics

Nesta fase, até o aquecimento deve ser pensado para fazer evoluir tacticamente a equipa.

Integrar no aquecimento jogos que trabalhem tacticamente (as respostas a dar em função da situação de jogo) todos os atletas, sobretudo os que compõem a linha defensiva do Sporting é fundamental. Todo o tempo é demasiado curto para o que urge mudar. 

Exemplos para aquecimento.

Jogos de 2x2. Pontua quem ultrapassa a linha final adversária com a bola dominada. Obrigatoriedade de defender em duas linhas (contenção / cobertura defensiva). Mais do que cair em cima do adversário directo para recuperar rápido, há que garantir segurança defensiva.

Jogos de 3x3. Pontua quem ultrapassa a linha final adversária com a bola dominada. Obrigatoriedade de defender em duas linhas (linha da contenção com um jogador, linha de cobertura com dois). Trabalhar os equilíbrios, a cada mudança do portador da bola, um jogador diferente sai para a contenção, voltando quem estava na contenção para a linha de cobertura.

Exercícios potencialmente interessantes para a coordenação da linha defensiva, nos momentos em que fica com 4 ou 5 atrás da linha da bola.

Jogos de 4x4. Pontua quem ultrapassa a linha final adversária com a bola dominada. Obrigatoriedade de defender em duas linhas (linha da contenção com um jogador, linha de cobertura com três). Trabalhar os equilíbrios, a cada mudança do portador da bola, um jogador diferente sai para a contenção, voltando quem estava na contenção para a linha de cobertura.

Jogos de 5x5.  Pontua quem ultrapassa a linha final adversária com a bola dominada. Obrigatoriedade de defender em duas linhas (linha da contenção com um ou dois jogadores, linha de cobertura com três ou quatro jogadores, dependendo das ideias do treinador e do corredor de jogo. Isto é: 4+1 ou 3+2). Trabalhar os equilíbrios, a cada mudança do portador da bola, um jogador diferente sai para a contenção, voltando quem estava na contenção para a linha de cobertura.

Primeiramente há que reorganizar defensivamente a equipa. Começando pelos que jogam mais atrás. Como defender com 2, 3, 4, 5 atrás da linha da bola?

Progressivamente ir inserindo mais jogadores, para mais situações que promovam também a coordenação entre sectores e dentro dos próprios sectores.

segunda-feira, 29 de Outubro de 2012

Comportamento defensivo dos defesas e trinco do Sporting

O péssimo posicionamento defensivo dos centrais, frequentemente desposicionados e sem a mínima percepção do que estão a fazer em campo, já foi por diversas vezes aqui abordado. Referimo-nos ao inenarrável Marcos Rojo ainda antes de começar a hecatombe. Talvez por ter passado algum tempo lesionado, Boulahrouz foi escapando à critica. Até determinado momento.

É absolutamente horrível a linha defensiva do Sporting. Aparentam ser um grupo de amigos que se junta ao fim de semana, sem qualquer noção, nem treino sobre o jogo. A ausência de princípios colectivos, desvaloriza ainda mais as individualidades, que ainda assim cometem erros que qualquer equipa dos escalões de formação leoninos não cometeriam. 

Os lances nas imagens seguintes, todos recolhidos da primeira parte do jogo da Liga Europa, não resultaram em qualquer perigo. A razão pelo qual os identificámos foi para garantir que o Sporting a qualquer momento pode sofrer golos. Muitos golos. Não são os adversários que estão a aproveitar os erros. Os erros acontecem a cada segundo, e muito feliz tem sido o Sporting por consentir tão poucos golos. 

O jogo de hoje com a Académica foi inacreditável do ponto de vista defensivo, tendo culminado com um avançado da briosa a receber a bola na entrada da área leonina, num momento em que os centrais estavam abertos. Tudo isto durante a organização defensiva do Sporting.

Identificou muito bem um dos problemas, Oceano. Mesmo durante o jogo, para quem seguiu o jogo pela TV foi perceptível a sua preocupação com a proximidade das linhas. Todavia, os problemas vão muito para além da falta de qualidade do controlo na profundidade. Também na largura há imensos problemas posicionais. Não há equilíbrios. Não há quaisquer princípios. É a equipa mais desorganizada de que há memória em Alvalade.








domingo, 28 de Outubro de 2012

SL Benfica. De quem se fala.

André Gomes. Muita determinação, capacidade física e sobretudo personalidade. No seu primeiro ano de sénior joga como um jogador experiente. É um jogador de potencial elevado. Todavia, ainda soma demasiados erros técnicos e tácticos para o nível de exigência do clube. Posicionalmente há que melhorar as coberturas ao colega médio centro, quando este sai à bola. Várias foram as vezes em que por não se movimentar para trás de Matic, obrigou um dos centrais a desposicionar-se para controlar o lance. Tecnicamente, para além de vários passes errados, há que continuar a melhorar a recepção. O jogo é agora mais rápido e agressivo e receber bem é manter a bola junto ao pé, e não ter de dar um ou dois passos para a manter.

Luisinho. Grande qualidade técnica. Mais do que a finalização, impressionou a forma como iniciou a jogada do primeiro golo. É todavia um jogador que se preocupa um pouco mais consigo do que com a equipa. Diversas vezes podia ter soltado mais cedo para colegas em melhor posição e foi preferindo progredir. Dá nas vistas, porque tem de facto um toque de bola excelente, e é inteligente nos espaços que individualmente procura, mas nem sempre oferece o que a equipa precisa. Perde várias vezes timings para soltar. Sente algumas dificuldades defensivas, mas nada que um bom modelo de jogo não consiga ocultar. É uma óptima solução num plantel de vinte e alguns jogadores.

Ola John. O melhor em Barcelos! Depois de uma pré-época medíocre e do consequente desaparecimento, finalmente o holandês em campo. Excelente os timings e as opções que toma quando solta a bola. Boa qualidade de passe e sempre à procura de colegas soltos no corredor central. Foi uma verdadeira agradável surpresa. Somou algumas perdas, mas sempre em momentos em que a equipa o deixou entregue a si, sem soluções que não o drible. Não é seguramente o jogador que Jesus supunha, depois das arrancadas que trucidaram Maxi no jogo da época transacta. É um jogador mais cerebral, que procura mais soluções conjuntas do que individuais. Mais próximo de Nolito do que de Sálvio, por exemplo. É pouco intenso após a perda, e numa equipa tão desequilibrada como o Benfica, que depende em demasia das recuperações altas, tal pode ser letal e justificar a sua prolongada ausência.

Lima. Avançado completo. Sabe finalizar, sabe participar na fase que antecede a finalização. Recebe em apoio no corredor central, ou desmarca-se para o lateral quando faltam opções sobre o exterior ao portador. Sabe tudo sobre o seu trabalho, é generoso e lutador. É rápido q.b., agressivo a atacar o espaço e bom a receber no pé. Parece por agora o único avançado com lugar garantido na equipa de Jorge Jesus. Notável a sua utilidade. Tem feito a diferença.

quinta-feira, 25 de Outubro de 2012

O legado de Sá Pinto. Take II, ou uma das piores equipas a defender do futebol europeu.

Alguns lances poderão eventualmente, estar descontextualizados. Não me foi possível, ainda, rever o jogo, e os lances são retirados deste resumo.

Os resumos não mostram na totalidade o que leva a determinadas situações em termos posicionais, pelo que  é possível que sejam cometidas algumas injustiças de julgamento em um ou outro lance. Todavia, e pelo histórico de erros posicionais da defensiva leonina, o mais provável é que não haja mesmo qualquer injustiça. Em termos colectivos, defensivamente este é o pior Sporting da última década. Também por isso, Rojo e Boulahrouz parecem a pior dupla de centrais leonina a que a memória nos faz chegar. Mas, os laterais têm-se juntado ao rol de disparates defensivos. A culpa terá de ser atribuída a quem não treinou minimamente a interpretação e coordenação dos seus defesas às diversas situações de jogo. Cada um joga por si e o resultado são jogadores na fogueira. Justamente? O tempo o dirá. 













quarta-feira, 24 de Outubro de 2012

Depois de perder Ramires, e ganhar alguns extremos de qualidade, voltou Jesus ao modelo que o sagrou campeão?

A resposta é sim.

No dia dezasseis de Dezembro de 2011, o ainda treinador do SL Benfica voltou a apresentar um onze não só organizado da mesmíssima forma com que se sagrou campeão, como assente em jogadores cujas principais características são a inteligência e a tomada de decisão, em detrimento da velocidade e "sofreguidão" ofensiva.

Um único extremo em campo, e por sinal o mais culto de todos, um médio interior próximo do "seis", e Aimar nas costas de Saviola e Cardozo.

A ficha do tal jogo está aqui.

O outrora excelente treinador do Belenenses, Sporting de Braga e SL Benfica já não existe, e deve ser substituído no cargo o quanto antes. O que se lamenta, porque o seu potencial é enorme. Com os ganhos que promoveu nas individualidades, o Benfica estará pronto a ganhar logo que contrate um treinador que promova um modelo de jogo minimamente equilibrado. Um treinador que mesmo não tendo um terço do conhecimento do jogo de Jesus, seja capaz de aproveitar o que de bom foi feito, e corrigir o que de mau ainda se faz.

terça-feira, 23 de Outubro de 2012

SL Benfica patético

Um mau passe a meio do meio campo adversário e ficam somente dois jogadores atrás da linha da bola. Já aqui referenciámos inúmeras vezes o péssimo modelo de Jesus. Sempre pelo avultado número de jogadores que se posicionam à frente da linha da bola.

O treinador dos encarnados seguindo a velha máxima "burro velho não aprende línguas", não se mostra disponível para alterar um pouco que seja a sua dinâmica ofensiva. O que ofertou em termos de progresso individual a cada um dos jogadores do Benfica não tem paralelo com o que nenhum outro treinador havia feito. 

Hoje, que são todos mais conhecedores das respostas que se exigem a cada situação de jogo, e consequentemente mais jogadores, está na altura de deixar cair Jesus. Comigo não dormiria mais noite nenhuma no cargo. Pior que não ganhar, é recusar-se a mudar para melhor. Talvez ainda se salvasse a época.


segunda-feira, 22 de Outubro de 2012

O legado de Sá Pinto

"PB, não esquecer uma coisa.
Posicionamento pode depender da capacidade de encaixe de um jogador, mas uma percentagem maior dependerá mais da forma como o treinador transmite a informação, ou falta dela. Na defesa do SCP nem só Rojo faz isso, todos os outros centrais também o fazem. Isso indica algo." Escrevia assim o Jorge D. do blog Centro de Jogo, num post em que se criticava Rojo pelas suas constantes e habituais falhas posicionais. 

Não se enganou. Colectivamente a ex equipa de Sá Pinto é muito possivelmente a pior no momento defensivo do jogo de toda a Liga portuguesa. Há não muito, quando comparávamos as loucuras de Jesus com a recente loucura de Sá Pinto (corredor central despovoado), referimos que pelo menos as equipas de Jesus sabiam o que fazer no campo. Podiam defender com poucos, mas estavam preparadas para o fazer. Este Sporting não tem um mínimo de coordenação colectiva defensiva. Ninguém se liga a ninguém, ninguém dá as melhores respostas posicionais a cada situação nova. Sem bola é uma equipa à deriva no campo. Os erros individuais sucedem-se e é difícil separá-los da ausência de trabalho colectivo.

Depois de vários insucessos, talvez seja fácil condenar o Sol e as estrelas. Todavia, o grande problema do Sporting é hoje, o mesmo de há muito tempo. Ausência de competência na equipa técnica. Alguém que tenha um mínimo conhecimento do jogo e que saiba transportá-lo para o campo. E é mais do que óbvio que nenhuma destas condições esteve reunida nos últimos anos. 

Não parece tolerável nos dias que correm, com tanta informação disponível haver uma equipa tão desorganizada sem bola como a que Sá Pinto deixou. 







domingo, 21 de Outubro de 2012

Treinar futebol jogando... futebol

Pegando ainda nas recentes proveitosas discussões das últimas caixas de comentários.

Mas afinal porque não treinar o passe / recepção dois a dois sem oposição?

Porque é uma situação que o "meu modelo de jogo" não contempla. A situação mais próxima será eventualmente a troca de bola entre centrais, ou no caso do Sporting de Sá Pinto ou da selecção sub20 de Ilídio Vale, entre centrais e laterais, que estão posicionalmente demasiado próximos dos colegas e longe dos adversários. E mesmo nessas situações, demasiadas vezes o central tem ou deve atrair a si o avançado para que quem vai receber, receba sem oposição.

De que forma treinar o passe, então?

Apenas um exemplo. Gr mais X contra Y mais Gr. X em organização ofensiva, Y em transição (para ter os grupos nos momentos que se pretende há que jogar com algumas variáveis, como o número de jogadores no processo defensivo, tempo de ataque, etc). Limitação para o grupo X, que joga em organização. Máximo de três toques na bola. Tal condicionante levará a que centenas de passes / recepções sejam realizados, e em condições reais. Com a tomada de decisão associada. Passe para o pé ou para o espaço? Para onde passar? Pode o meu passe ser interceptado? Não pode, mas ainda assim, quem recebe terá condições para ser bem sucedido, ou estarei a "queimar" o colega? Decisões todas dependendo do modelo de jogo.

Dois a dois, passe recepção, simplesmente não é futebol. É perder tempo com algo absolutamente inútil. Não é sequer o mesmo desporto com que serei confrontado ao fim de semana.

E isto, ao contrário do sugerido não tem nada a ver com periodização táctica, cujo conceito nem sequer dominamos. É simplesmente trabalhar com integração de factores.

E fora do treino, será errado alguém pegar na bola e chutá-la à parede, receber e continuar a fazê-lo? Ou juntar um colega e ficarem infinitamente a trocarem a bola entre si? Não. É óptimo! Com certeza que poderá promover ganhos na capacidade técnica. Errado é perder tempo de algo tão importante e tão curto como uma unidade de treino em situações estritamente técnicas que não envolvem a tomada de decisão. Porque isso não é futebol.

sexta-feira, 19 de Outubro de 2012

Maus ou bons profissionais?

Pensando ainda nos recentes posts "treinar só jogando" e respectiva discussão nas caixas de comentários, uma pergunta para si. Foi um comportamento de maus ou de bons profissionais, o do núcleo duro de jogadores do Chelsea, que depois de passarem pelo processo de treino de José Mourinho (jogo, jogo e mais jogo), ao serem condenados ao inútil e aborrecido processo de treino de Scolari (Filas em catadupa, contornar pintos, dois a dois a passar a bola, remates à vez cada um, tudo sem qualquer transfer para o jogo), dirigiram-se à administração pedindo para o quanto antes a troca de treinador?

Honestamente, se a remuneração mensal fosse semelhante, preferia ser carpinteiro a jogador de futebol, se tivesse de passar uma hora e meia por dia a contornar pinos, a fazer remates sem adversário e a passar e receber a bola para e de um tipo à minha frente. E nem é pelo perceber que tal não iria nunca melhorar nem a minha, nem a performance da equipa. É mesmo porque não teria paciência para perder tempo da minha vida a fazer actividade tão aborrecida.

quinta-feira, 18 de Outubro de 2012

Treinar só jogando. Parte II

Eis um exemplo de um exercício cuja validade se apresentado na fase principal do treino, se aproxima do zero.




"...E para aproximar o treino da realidade do jogo só há uma hipótese. Jogar. Ter oposição, ter um critério de êxito próximo da realidade do jogo (seja o golo, seja o chegar com a bola dominada a determinado espaço), e considerar sempre pelo menos dois momentos do jogo (organização / transição). " aqui

quarta-feira, 17 de Outubro de 2012

O Ponta de Lança e a razão pela qual se iniciou o "lateral esquerdo" já lá vão 4 longos anos

"el nueve clásico, qué hace?

Tener paciencia. Es complicado jugar. Debes fijar al central, es un papel secundario, pero es lo mejor para el equipo. Es un lujo jugar en esta selección. Aquí suele pasar que te vas más contento tú del partido, aunque no marques, porque es lo que necesita el equipo. Hay días que piensas: ‘Qué partido he hecho, ojalá juegue así siempre’, … y te dan hostias por todos lados. Y el día que sabes que has estado espeso, lento, mal, y has metido dos goles, te aplauden. He aprendido a vivir con eso." Fernando Torres.

Entrevista soberba do avançado espanhol. 

Desde o primeiro momento que o propósito do "lateral esquerdo" foi dar a conhecer uma nova visão do jogo e do treino. Fundamentada sempre no conteúdo táctico. A técnica, o físico e o lado psicológico complementam aquilo que deve ser sempre a visão primordial. O comportamento táctico.

O jogo não mais são onze jogadores soltos às suas próprias iniciativas individuais. Os carregadores de piano como Jaime Pacheco os designa, a fazer o trabalho árduo, a correr por quatro ou cinco, os dois extremos bem abertos e dribladores, sempre com o intuito de ganhar o 1x1 para cruzar para a área, onde um avançado espera finalmente o seu momento para entrar no jogo. A finalização. 

O jogo é um conjunto de situações díspares que podem ser resolvidas de forma mais ou menos eficiente. Aos jogadores cabe interpretar a situação (quantos atrás da linha da bola? Quantas opções de passe à direita, ou à esquerda? Quantas linhas de passe atrás da linha da bola, quantos movimentos de apoio ou de ruptura requer determinada situação, com X número de jogadores à frente e atrás da linha da bola?) e dar-lhe as melhores respostas. Pode um jogador passar pelos noventa minutos sem tocar uma única vez na bola e ser considerado o jogador fundamental da partida? Sem dúvida que sim. Em cada situação há quem tenha o que Torres considerou um "papel secundario". Todavia, para que alguém usufrua do "papel principal" é certo que na grande maioria das vezes é preciso haver todo um papel secundário por trás, dando opções, libertando espaços, arrastando marcações.

Poucos dias depois de celebrarmos os quatro anos de existência, uma entrevista fantástica de quem está por dentro daquilo que é ou que deve ser o futebol nos dias de hoje. Em quatro anos de escrita, muito há de arrependimento. Muitas coisas são agora diferentes. Porém, o essencial permanece imutável. Estamos numa era em que perceber o futebol é muito mais complexo que o que na realidade parece. Há onze jogadores, e todos devem ser responsáveis por tudo dentro do campo. Uns dias ganhas notoriedade, noutros parece que o jogo te passa ao lado. Há é que decidir bem a cada instante. Se assim for, a equipa estará sempre mais próxima do sucesso.

domingo, 14 de Outubro de 2012

Nolito e João Mário

Foram apenas alguns minutos a ver João Mário, num jogo em que com um pouco mais de felicidade, e sobretudo de qualidade até poderia ter feito dois golos, que o fariam entrar no coração dos benfiquistas como uma grande promessa do clube.

Foi, porém, a sua incapacidade para perceber que acções tomar a cada momento, com ou sem bola que ficou na retina. É difícil explicar como alberga o SL Benfica futebolistas que aos supostos dezanove anos de idade não fazem ideia do que é o jogo que vão jogando. Tivesse Obikwelu dezanove anos no passaporte e seria uma forte possibilidade para integrar os quadros encarnados.

Depois, há Nolito. 

video

O pequeno video de um dos últimos lances do jogo sintetiza o que é João Mário e o que é Nolito. Era demasiado fácil perceber onde faltavam linhas de passe, pêlo que mais do que o gesticular do espanhol indicando o caminho ao avançado, o que impressionou na acção de Nolito foi o timing para fazer o passe. Repare na linguagem motora do defesa e no exacto momento em que Nolito faz o passe. Precisamente no momento em que o defesa troca os apoios. Talvez seja difícil perceber o alcance da qualidade de Nolito. São pequenos pormenores na tomada de decisão, aliados a uma boa capacidade técnica, sobretudo de passe, que fazem de Nolito o melhor extremo do Benfica. Por não ser rápido jamais será tido por Jesus como um jogador importante. Perde Nolito e perde sobretudo o Benfica. Felizmente para ambos que a veia goleadora que sempre apresentou vai obrigando quem não percebe a sua qualidade a utilizá-lo aqui e ali.

Lamentável apenas que a sua utilização dependa do elevado número de golos que obtém. É que mesmo sem chegar ao golo deveria ser sempre a primeira opção para a ala encarnada.

Rúben Micael e Paulo Bento

"O jogo não se resume ao erro de Micael" Paulo Bento.

"É o pior momento da minha carreira" Rúben Micael.

Rúben Micael é um jogador interessante. É internacional, por mérito próprio, e de forma bastante justa, ainda que, e sobretudo, por se atravessar uma crise qualitativa nas opções de nacionalidade portuguesa para o sector que ocupa. 

Não é um jogador extraordinário, mas sabe o que faz. É disponível, tem uma qualidade técnica bastante aprazível. Falta-lhe, porém, um pouco mais de criatividade. E esse é o atributo que separa os bons/regulares dos fantásticos. Rúben nunca será um jogador extraordinário, mas é uma opção extremamente interessante para o clube que representa, tal como seria um jogador interessante, mesmo que como segunda opção para o plantel de qualquer dos três chamados grandes.

É natural que se discorde da sua titularidade na selecção. Não apenas por se perceber que há opções eventualmente mais interessantes, mas sobretudo porque o decréscimo de qualidade face a um passado não muito distante é tal que chega a fazer doer.

Todavia, Micael não merecia as declarações de Paulo Bento. Conscientemente ou não, Paulo Bento resumiu mesmo o resultado do jogo a um mau passe de Rúben Micael, e as declarações do internacional português já demonstram que acusou o toque. 

Maus passes, erros técnicos acontecem. Vão acontecer sempre, e é certo que quanto maior for o nível do atleta, menos erros de natureza técnica se notarão. Não é, contudo, neste tipo de erros que o treinador deve centrar a sua acção. Se crê que não há qualidade técnica ali, troca e joga outro. Paulo Bento deveria ter-se focado no comportamento colectivo após a perda. A preocupação não deve estar centrada naquilo que não se pode controlar, e que irá sempre acontecer. Um mau passe. Há que perceber de que forma é que colectivamente se podem dar as melhores respostas às diferentes situações. 

Foi fácil "matar" Micael, e o madeirense deixou-se cair. Uma abordagem mais interessante e que nos deixaria a todos mais tranquilos para os jogos vindoiros, seria analisar e corrigir o comportamento táctico dos que ficaram atrás da linha da bola.

sexta-feira, 12 de Outubro de 2012

De Bruno Alves a Marcos Rojo

Na última caixa de comentários surgiu uma ideia para um novo post, quando se pretendeu desculpabilizar o facto de Rojo não ter a mínima noção do que faz em campo, com o grave erro de Bruno Alves na derrota de Portugal.

Antes de mais, é importante salientar que bem antes do golo de Jackson, já aqui se afirmava que Rojo andava e anda completamente à deriva no campo, parecendo uma criança que não tem um pouco sequer de entendimento do que devem ser as suas acções, essencialmente em termos posicionais, mas não só. Desde cedo se percebeu que o argentino não faz ideia do que é defender. Infelizmente para o Sporting o passe de Danilo encontrou Jackson. Em todos os jogos anteriores o comportamento do argentino assemelha-se a quem nunca jogou futebol. Foi tendo a felicidade de somente aqui e ali ter a responsabilidade directa em lances de perigo efectivo.

Bruno Alves é diferente. Tem imensas virtudes, mas tem também um defeito grave que o impede e por muito, de entrar na galeria dos grandes defesas centrais europeus. É demasiado lento. Não lento na passada, mas lento no que mais importa ser rápido. Na leitura das situações de jogo, o que naturalmente lhe retarda as acções. Bruno Alves demora a perceber o que o jogo pede. Ele sabe, ocupa o espaço, mas perante situações que fogem ao padrão normal as suas respostas são demasiado tardias. 

Recuperamos na imagem seguinte, um post do último Portugal x Holanda, que retrata fielmente a imagem que sempre se teve do jogador do Zenit. Felizmente a jogada não terminou no golo do empate.






O golo da Rússia não tem génese num erro tão diferente deste. Bruno Alves está a dar profundidade defensiva, ficando longe do avançado adversário para servir como opção de passe atrasada. No momento em que há a perda de bola, tudo muda. Havia que, e muito rapidamente dar uma resposta totalmente diferente da que Bruno Alves deu. Encurtar rapidamente o espaço, retirando toda aquela profundidade que estava a dar aquando do momento da posse. Errou, naquilo que é o seu ponto mais débil. Dar respostas rápidas a situações novas do jogo.

Rojo é diferente. O problema não está somente nas respostas que não dá às novas situações que encontra. Mesmo em organização e sem problemas novos, está permanentemente descoordenado com os colegas. Está sempre a ocupar um espaço errado. Mesmo que a bola esteja na posse adversária há imenso tempo. É mais que óbvio que está ali uma enorme "mina" de tão fácil que é de contornar para quem defrontar o Sporting. Dá até para preparar estratégias em função do central leonino, de tão fácil que é iludi-lo.

Bruno Alves demora mais que o que devia a perceber as respostas a novas situações. Rojo não conhece sequer as respostas para as situações padrão, quanto mais para as que pedem adaptações rápidas.

A diferença é abismal. Daí a pergunta "Já foste central?" aplicada a um, e não a outro.



quinta-feira, 11 de Outubro de 2012

Têm um candidato a melhor nove da Europa e não o usam como tal

Depois de algumas trocas de comentários aqui, ainda no dia de hoje, Rodrigo fez o que sempre faz, quando lhe dão oportunidade de jogar onde deve jogar. O Benfica está a perder um dos melhores pontas de lança que passou por Portugal. Sozinho na frente, em 4x3x3 valeria mais de trinta golos.





Cardozo tem traços óptimos, mas não ter saído foi bastante prejudicial para o SL Benfica. Ainda hoje, se tem vindo para Lisboa, Falcao seria suplente a entrar 10 minutos por jogo. 

P.S.- Pior que não ter, é não saber aproveitar o que se tem. Daqui por uns anos, todos perceberão o  valor do ponta de lança que o Benfica foi usando aqui e ali e sempre desenquadrado do seu potencial.

P.S. II - Entretanto, parece que já marcou mais um. Desconheço se o jogo ainda está na primeira parte.

Treinar só jogando.

É bem possível que sejam pouquíssimos os treinadores que considerem o jogo como uma forma de chegar ao que pretendem. Há treinadores que não sabem sequer o que pretendem. 

Centrando-nos nos primeiros. Não basta transmitir oralmente o que se pretende. É decisivo criar-se situações no treino o mais próximo possível da realidade do jogo, com condicionantes que potenciem o máximo de repetições daquele que é o objectivo principal.

E para aproximar o treino da realidade do jogo só há uma hipótese. Jogar. Ter oposição, ter um critério de êxito próximo da realidade do jogo (seja o golo, seja o chegar com a bola dominada a determinado espaço), e considerar sempre pelo menos dois momentos do jogo (organização / transição). 

Jogar com inferioridade / superioridade numérica pode eventualmente ser interessante, como forma de promover mais repetições de determinadas acções em determinados espaços, e de dar sucesso ao(s) grupo(s). Defender as transições ofensivas com inferioridade é sempre interessante (jogando com as posições dos jogadores que defendem. Por exemplo, defendem apenas centrais, trinco e lateral do lado oposto onde a bola foi recuperada, obrigando-o a "fechar" muito rapidamente), para que se percebam os posicionamentos a adoptar em função do (escasso) número de jogadores atrás da linha da bola, desde que se limite o tempo de ataque.

Exemplo de uma possível situação de treino, já vista aqui.


Aspectos a ter em conta:

Momentos do jogo a trabalhar
Objectivo geral
Objectivo específico
Critério de êxito
Estratégia para o uso de feedbacks
Tempo
Material

Exemplo

Momento do jogo: Organização e Transição ofensiva.

Objectivo geral: Tomada de decisão no processo de construção de jogo ofensivo em organização. Com e sem bola. Tomada de decisão na movimentação em transição ofensiva.

Objectivo específico: Movimentação do avançado (em organização e em transição) e ligação dessa movimentação com as penetrações dos extremos e médios. Timing para soltar a bola em situação de transição (vantagem numérica).

Critério de êxito: Número de desequilíbrios conseguidos pela movimentação do avançado. Mesmo quando não tocando na bola, permitiu espaço para os colegas desequilibrarem. Número de linhas de passe diferentes (sobre a sua direita e esquerda) que o portador da bola tem a cada instante. Em organização não explora apenas a profundidade, mas também baixa para apoio frontal, arrastando marcação e permitindo a entrada do extremo do corredor oposto ao da bola na zona entre central que fica e lateral. Dá linha de passe sobre o exterior se estiver próximo do extremo, permitindo as penetrações de um interior na zona do avançado. Em transição desmarca para o corredor da bola, enquanto o extremo conduz na direcção do corredor central, fixando o defesa antes de tomar a decisão.

Forma: GR+8x10+GR. (Ataque organizado x Transição ofensiva).

Condicionantes. Ataque organizado joga com 2 centrais, sempre no meio campo defensivo. Trinco, médios interiores, extremos e avançado. Só os centrais e trinco do ataque organizado defendem. Ataque organizado depois de recuperar a bola, tem de fazê-la entrar no seu meio campo defensivo, permitindo a reorganização defensiva da equipa da transição. Na equipa da transição os extremos e o avançado não defendem. A equipa da transição tem 10 segundos para finalizar após cada recuperação de bola.

Feedback: Direccionado somente para os objectivos específicos. Utilizado como reforço. Prescritivos e descritivos.


Por aqui, crê-se que mais de oitenta porcento do êxito (expectativa realista / resultado obtido) passa pelo trabalho de campo, durante a semana. O fim de semana é para divertir. 

quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

A hipótese Jesualdo Ferreira em poucas linhas

É seguro que percebe do jogo, que sabe operacionalizar. É seguro que no terreno é superior a qualquer outro da história mais recente do Sporting. Contra si a demasiada importância que tende a dar a estatutos e hierarquias. 

E se há algo que o Sporting precisa, para além da competência no processo de treino, é de um treinador que coloque os melhores a jogar. Alguém que não conheça sequer o nome dos jogadores, nem idades, nem que saiba os "onzes" que recentemente vêm subindo ao relvado. Alguém que tome as suas decisões única e exclusivamente de acordo com o que os seus olhos presenciam no campo de treinos, esquecendo ordenados, preços pagos em transferências e importância no balneário. 

Paulo Alves

Opiniões rápidas?

domingo, 7 de Outubro de 2012

A sério, tu já foste central?






Edcarlos. Lembra-se de Edcarlos? É o primeiro nome que me surge na mente quando penso em Rojo. A comparação até é injusta, porque o brasileiro tinha a qualidade técnica de um anfíbio e a velocidade de uma tartaruga. O argentino não tem traços individuais que o aproximem de um dos piores centrais que passaram pelos clubes grandes nas últimas épocas. Todavia, em termos posicionais aproximam-se bastante. Rojo anda de tal forma perdido em campo, que o chegámos a comparar com uma criança que vê o jogo no relvado. É inacreditável a forma como nunca percebe o que deve ser feito em termos posicionais a cada instante. É muito difícil de acreditar que já tenha sido defesa central tal é a incapacidade que denota para se ligar com os colegas, e para perceber os momentos de sair à bola ou ficar.

O pior Benfica de Jesus

Não é só uma questão de individualidades e de plantel desequilibrado. É também muito uma questão de modelo. 

Falta um pouco mais de qualidade na ligação entre o sector do meio campo e o do ataque. Rodrigo é extraordinário na movimentação de ruptura, explorando as costas das defensivas adversárias. Tem melhorado a forma como recebe entre linhas. Percebe-se que já enquadra com facilidade, todavia, falta-lhe uma percepção mais criativa e colectiva de como resolver as situações de jogo, depois de receber e enquadrar entre linhas. Termina invariavelmente os seus ataques ou com remates (bem perigosos, é certo), ou com passes mal medidos (mesmo que cheguem ao colega, chegam a um espaço e a uma velocidade que não se pedia) ou mal pensados, porque explora opções menos interessantes. 

Onde há não muito tempo o Benfica era encantador (os apoios e a forma como Saviola ligava o jogo), agora apenas é rápido e demasiadas vezes atabalhoado.

A ausência de Javi Garcia faz-se notar, somente porque é um modelo que prefere ocupar pouco o corredor central, e nesse sentido, mais reactividade defensiva será sempre sinónimo de maior e mais rápida recuperação da bola. A percepção defensiva ao modelo de Jesus e a disponibilidade que Javi tinha para se dar ao jogo não será encontrada em jogador nenhum, por mais que se procure. E é muito pela importância desmesurada que Jesus dá ao seu "6" no momento defensivo que tanto perde o Benfica com a troca. É que ofensivamente Matic é até um jogador bem mais interessante que o espanhol. A sua capacidade de passe é infinitamente superior à de Garcia . A forma como o sérvio consegue pela relva em passe "rasgar" corredores e sectores é algo que Javi apenas ousará sonhar fazer.

Enzo é tecnicamente um jogador notável. É muito por essa qualidade que é raro vermos o argentino a perder a posse. Todavia, para quem joga em tal espaço, ainda se percebe que corre demasiado com a bola quando na generalidade das vezes não é isso que se pede, e que a procura receber demasiadas vezes à frente da sua linha, dificultando uma progressão colectiva apoiada. Há muito para trabalhar, não só no processo defensivo, onde recaíam as maiores duvidas, mas também no ofensivo.

Se defensivamente parece ainda mais vulnerável pela perca do seu seis, ofensivamente tem encontrado mais dificuldades em chegar de forma regular (minuto após minuto) com a bola dominada à área adversária. Ainda que em determinados momentos, pela velocidade dos seus jogadores vá criando um volume assinalável de lances de potencial perigo.

Mas, não há que desconfiar de tudo. Jesus, uma vez mais, parece ter acertado no defesa esquerdo. Exibição defensiva verdadeiramente assombrosa de Melgarejo. Não falha um posicionamento e não perde uma situação de 1x1 (muito, mas mesmo muito interessante a forma como vai recuando ligeiramente, quando o seu opositor directo tem a bola, esperando o aproximar da cobertura. Uma abordagem defensiva muito próxima da que tornou Paulo Ferreira milionário). Os três pontos de ontem são dele. Não só pela forma como individualmente inicia a jogada do empate, mas sobretudo pela forma inteligente e experiente (?!) como no último minuto de jogo e com o jogador do Beira Mar convicto que o empate estava feito, surge por trás e no ar (portanto legal) a encostar e desequilibrar o seu opositor. Notável!

Há não muito enquanto debatia ideias com um amigo, perguntava-me "como posso defender as bolas paradas defensivas. Não conseguimos ganhar uma bola". A resposta foi "Na verdade não é preciso ganhar a bola, basta atrapalhar. Saltar contra eles quando estiverem no ar será suficiente para impedir a finalização". É um pormenorzinho quase irrelevante, mas que faz toda a diferença. Costuma chegar com a experiência, e também aí tem sido notável a performance de Melgarejo. Ao contrário de Maxi Pereira, que defensivamente continua a perder todos os lances que aborda.

segunda-feira, 1 de Outubro de 2012

É aborrecido, sim. Para os adversários.

"A Espanha joga quase igual ao Barcelona. A esses não consegues tirar a bola. Defrontei Espanha e corri atrás da bola sem a conseguir apanhar. Nunca corri tanto sem ter a bola." Messi