quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os treinadores portugueses não apreciam talento

Ponto prévio. O texto não pretende ilibar as responsabilidades que os mais talentosos também têm. Que são muitas. Como chegam ao sucesso com uma percentagem de suor infinitamente inferior aos menos aptos, muitos são os que nunca chegam a desenvolver características importantes como a superação ou agressividade. Características essas que são apanágio dos menos talentosos, como forma de se integrarem num mundo que não os seleccionaria se assim não fosse.

E não há que desvalorizar quem lá chega unicamente pelo trabalho, "raça" e uma vontade imensa. São esforçados e podem ser muito úteis. Mas será justo que se percam talentos porque se valorize única e exclusivamente os atributos que deveriam ser tidos como menos importantes?

Estaremos a valorizar da forma que deve ser valorizado o talento? 

Há não muitos anos, perante a cada vez menor produção de jogadores "distintos" a Federação francesa procurou regulamentar uma "espécie" de quotas que protegesse os mais pequenos. Os mais talentosos, em detrimento dos mais agressivos, dos que vão chegando em idades mais novas ao sucesso pela força e maturidade precoce. Tapando dessa forma o caminho aos talentosos, cujo potencial lhes era imensamente superior. Todavia, fruto de nunca serem apostas de forma regular, também esses não lá chegavam. As apostas não tinham potencial. Os de potencial não eram apostas.

É um exercício bastante masoquista olhar para a selecção portuguesa da actualidade e compará-la com a de anos não tão distantes.

Tavez hoje os treinadores pretendam mais do que nunca uma mecanização / padronização de movimentos, de decisões. O espaço para a individualidade é retirado. A criatividade é coarctada.

Importa a intensidade. Fazer tudo igual. Preferencialmente com corridas desenfreadas e uma garra desmesurada. Que, saliente-se são características interessantes. Para completar o que é essencial. E não o essencial que precisa de complemento. 

Não admira que Pereirinha esteja de saída sem deixar saudades. E não admira que a nossa selecção seja cada vez menos interessante. E não admira que os nossos centrocampistas tenham cada vez menos criatividade, e que a magnífica fábrica portuguesa de extremos esteja a encerrar.

34 comentários:

B. disse...

Ai essa paixão... Dizeres mal do Roderick descansa-me mas ainda tenho esta do Pereirinha entalada...

Miguel Nunes disse...

loool o texto n é só para o Pereirinha. É para muitos outros q nem sequer lá chegam. :)

Cláudio disse...

existem tantos jovens portugueses sub-valorizados... Diogo Rosado, André Martins, Renato Neto, Pereirinha, Miguel Rosa, Rúben Amorim, Daniel Carriço e muitos outros...

Rui Tavares disse...

Gostava de vos ver em cargos relevantes a tomar decisões.

Ou vendem muito bem o produto, ou seu eu que sou um fácil, mas tudo o que por aqui leio parece sempre tão acertado!

Anónimo disse...

Lool descubra o intruso

Renato Neto? Um armario que nao sabe jogar a bola

E metade dos outros sao hypes desta malta do lateral esquerdo e entredez porque estudaram enquanto os viam nas camadas jovens em lisboa.

Dizia o PB que o Carriço era o novo Ricardo Carvalho.

Não basta correr de cabeça levantada e costas direitas para se ter classe a jogar à bola.

Ricardo Galeiras disse...

renato neto??!?!?

Miguel Nunes disse...

anónimo, se me permites falar pelo PB :), deixa-me dizer-te q essa conclusão (do ver nas camadas jovens enquanto estudavam) é mt rebuscada!

.D10S disse...

Confesso que sou mais um dos que não consegue entender essa tua admiração pelo Pereirinha :)

PB, e o Nolito? Às vezes as pessoas gostam de dar pontapés na sorte..

PS: não foi o Nolito a pontapeá-la...

Mike Portugal disse...

O Pereirinha também teve azar com lesões e isso marca muito a carreira dum jogador. E também teve azar quando foi emprestado ao Guimarães do Manuel Machado, o treinador tuga que mais adora Capels e companhia.

Anónimo disse...

Miguel, e o Tozé, se é que já o viste? Acho que é o único médio com futuro das 3 equipas B dos grandes.
E quando digo futuro é futuro num grande e não num Guimarães ou Setúbal...

Miguel Nunes disse...

vi um bocadinho, mas sem mta atenção. Mas é verdade q a habilidade chamou a atenção. tanto que ate fui ao zerozero ver a idade.

PP disse...

Este texto acaba por reflectir que mesmo no futebol, onde temos referências como o Mourinho e o Ronaldo, estamos a algumas décadas de distância de outras realidades.

Tomando como válido tudo o que escreveste sobre a nossa realidade futebolística, ao nível da formação, o que já de si é discutível... a verdade é que olhando para o que os "nuestros hermanos" andam a fazer é como comparar a noite com o dia.

O modelo catalão, do Barcelona, e todo o sucesso da sua equipa principal, deveria estar a reformular a formação nacional, assim como fez em Espanha. No Barcelona, os treinos de captação tendem a procurar miúdos cuja relação com a bola seja bastante íntima. Não é à toa que olhamos para os "pequenos" jogadores catalães a conseguirem muitas vezes "sodomizar" jogadores com o dobro do tamanho de equipas rivais.

Um pouco como aconteceu quando atletas de "Jiu-jitsu" entraram na MMA e derrotaram por submissão atletas com o dobro do tamanho e força.

Na realidade, a técnica da força e a força da técnica são sempre dois binómios que o ideal é os jogadores serem mestres nessas duas vertentes.

Na década de 80, houve uma clara supremacia dos jogadores mais físicos. Isso terá a sua importância, na maioria da interpretação dos olheiros e observadores actuais, que cresceram sob esses parâmetros de avaliação. Nessa década, os jogadores mais talentosos, tinham ainda aquela mentalidade mandriona do "eu sou um predestinado, não tenho de treinar mais"... nada de mais errado.

Na década de 90 e sobretudo no início deste século, o futebol evoluiu muito. Os talentosos tiveram que se adaptar a um futebol mais físico e foi isso que aconteceu.

Muito provavelmente, este ciclo irá-se repetir e com isso o futebol irá novamente reinventar-se, evoluir-se!

Bom artigo!

Pedro disse...

Miguel, mas isso é um atestado de estupidez aos treinadores portugueses, certo?

Eu percebo o que tu (e o Nuno do Entre10) defendem neste aspecto mas não consigo encaixar isso no papel de um treinador inteligente q sabe que tem que apresentar resultados para manter o lugar ou ambicionar algo mais. Um treinador inteligente sabe q o sucesso é mais fácil se tiver os melhores do seu lado pelo q não faz sentido abdicar dos melhores jogadores por outros menos talentosos. Há aqui uma contradição que não bate certo.

Eu acredito que um treinador possa embirrar com um jogador (por exemplo JJ "gosta" disso) agora vários treinadores embirrarem com o mesmo jogador. E quando um jogador até tem oportunidades em vários clubes e com vários treinadores e nenhum aposta nele, algo se passa.

Particularmente, Pereirinha e Carriço nunca demonstraram o que vocês defendem neles. Nunca. E não foi por falta de oportunidades. Se são cepos? Claro que não. São melhores que muitos estrangeiros que abundam na nossa Liga, sem dúvida. Mas não são o que dizem deles.

Jorge disse...

O pior e por cada gajo destes que e desaproveitado aos vinte ha dezenas de miudos com imenso potencial que deixam de jogar ou nunca chegam a faze-lo.

Miguel Nunes disse...

Jorge, na mouche.

Bruno disse...

Como adepto Sportinguista e de futebol com classe, Pereirinha deixa-me muitas saudades e fico desapontado por este não ter jogado mais vezes com a camisola sagrada. É um verdadeiro jogador de futebol. Vou continuar a seguir a sua carreira e veremos se não volta ao Sporting no futuro, seria bom.

Anónimo disse...

Único Médio das B com futuro...certamente nunca viu um jogo da B do Sporting. Nem mesmo quando foram ganhar fácil ao Dragão.

Fique atento a João Mário, Chaby ou Zezinho...apenas a titulo de exemplo.

Red disse...

O problema é que em Portugal prefere-se, inexplicavelmente, apostar num estrangeiro de 19/20 a um português de 21 anos! Não há seriedade mínima nesta "Onda" das equipas B que durará tanto como da última vez... E assim se desperdiçam talentos nacionais, em detrimento de estrangeiros, muitos deles sem categoria, prejudicando assim a seleção, que neste momento são 11 jogadores e pouco mais! É CR7 mais 10 jogadores de qualidade e pouco mais! No Euro2016 será interessante ver que equipa apresentaremos, com Ronaldo com 31 anos!

Miguel Nunes disse...

e começa mt antes Red, qd se escolhe o gordo q marca do meio campo ou mete a bola mais longe, e se senta o talentoso. Temos mt maus treinadores,q prejudicam o futuro do futebol em Portugal logo a começar pelas escolhas que fazem desde cedo.

Pedro disse...

Caro Anónimo das 15:42,

O jogo entre as equipas B do Porto e do Sporting, foi jogado em Rio Maior, a "casa" do Sporting B.

Além disso o Chaby não jogou e o Porto jogou com 10 durante 20'.

Não seja mentiroso.

Quanto ao Pereirinha, concordo com uma opinião escrita mais acima, por muito que goste de ler as análises aqui no "LE", tendo a concordar que vocês são bastante românticos.

O futebol se fosse e corresse de acordo com o que vocês escrevem, não teria metade da piada.

Isso e insistirem em insultar diariamente os treinadores portugueses. Aqui concordo com o JJ, os treinadores "tugas" dão 15-0 à maioria dos seus congéneres estrangeiros.

Com ou sem miúdos portugueses.

Miguel Nunes disse...

quem é q insiste em insultar treinadores portugueses?!?!

Pedro disse...

Caro Miguel,

Basta ver o que aqui já foi escrito de treinadores como José Mota, Jaime Pacheco, Manuel Machado, etc.

Eu acho que a maioria dos treinadores gostava de jogar um futebol atraente e atacante, mas infelizmente na Liga Portuguesa isso não chega.

Aliás basta ver o jogo hoje do paços-benfica.

O paços troca bem a bola? troca.

E isso chega para ganhar ao benfica? Não.

Aliás hoje ficou provado, que para ganhar a um grande clube em Portugal é necessário ter duas coisas fundamentais:

- estar num dia de imensa sorte

- trabalhar ao máximo o contra ataque.

O resto são balelas.

Miguel Nunes disse...

o Paços, p além do FCP e Braga foi a equipa q mais dificuldades colocou ao SLB nos 2 jogos q fez. Teve azar e sobretudo menos talento.

Concordo q as x se exagerou em determinadas criticas para se fazer valer pontos de vista diferentes.

PedroF disse...

PB, exageram em determinadas críticas? Ao Zé Mota, Jaime Pacheco e Manuel Machado? Carreguem é neles, que de treinadores não têm nada.

Henrique disse...

Relativamente ao Pereirinha, confesso que nunca o vi jogar muitas vezes. Já o Carriço considero um jogador fraco, mas são opiniões.

Quando aquilo que é mais importante para os médios-centro é garantir o equilíbrio defensivo... Já ninguém arrisca o 1vs1 com medo das "transições". Há pouquíssimo espaço. O jogo tornou-se muito mais complexo e desafiante, mas perdeu bastante do seu perfume.

jose guinote disse...

Pois calro o Pereirinha não fazia o género do jogador tipo que vai predominando. É tecnicamente muito dotado, tem uma capacidade de cruzamento boa - algumas das melhores jogadas protagonizadas pelo Sporting nos últimos anos tiveram oselo de Pereirinha. O problema dele foi que mesmo quando se exibiu a um nível altíssimo - contra o Porto, contra o Benfica, os grandes jogadores adoram os grandes jogos - foi quase sistematicamente relegado para o banco. Diziam que era uma questão de intensidade, etc, etc. Podia jogar a lateral direito - era o melhor do plantel, incluindo o actual eo que foi para o VaLência - a médio ala -cruza como ninguém no plantel - e a meio mais central como organizador. Tem aquilo a que Gabriel Alves chamava uma visão periférica do jogo. Bom, vai ser bem sucedido na Lazio que não são uns parvalhões que dão mais de dois milhões de euros por 3,5 anos a um tanso qualquer.
A aposta na formação vai de vento em popa.

jose guinote disse...

Pois claro o Pereirinha não fazia o género do "jogador tipo" que vai predominando. É tecnicamente muito dotado, tem uma capacidade de cruzamento boa - algumas das melhores jogadas protagonizadas pelo Sporting nos últimos anos tiveram o selo de Pereirinha. O problema dele foi que mesmo quando se exibiu a um nível altíssimo - contra o Porto, contra o Benfica, os grandes jogadores adoram os grandes jogos - foi quase sistematicamente relegado para o banco. Diziam que era uma questão de intensidade, etc, etc. Podia jogar a lateral direito - era o melhor do plantel, incluindo o actual e o que foi para o VaLência - a médio ala -cruza como ninguém no plantel - e a médio mais central como organizador. Tem aquilo a que Gabriel Alves chamava uma visão periférica do jogo. Bom, vai ser bem sucedido na Lazio que não são uns parvalhões que dão mais de dois milhões de euros por 3,5 anos a um tanso qualquer.
A aposta na formação vai de vento em popa.

Cole disse...

Caros,

A discussão na caixa de comentários é uma vez mais muito pertinente. Aliás, este local é uma lufada de ar fresco para quem gosta de discutir futebol a sério e que não consegue fazê-lo com facilidade num café, por exemplo, porque os interlocutores não vêem mais do que as suas lentes clubísticas lhe permitem.
Relativamente à questão do Paços-Benfica agora levantada, considero que o Paços foi infeliz durante o jogo, e em especial num lance em que o Cícero (por ser mais do estilo grande e forte do que talentoso) se isolou e falhou o golo que permitiria ao Benfica expor-se mais ao Paços e à criatividade do Josué e do Vitor.
O princípio de que as equipas pequenas se devem fechar e partir para o contra-ataque é mais contraproducente do que eficaz, senão vejamos, a título de exemplo:
- O Paços joga "aberto" todo o ano. Está em 4º lugar, nas meias da Taça e tem uma equipa com amor próprio, com orgulho no seu talento e não se importa de cair com os grandes. Além de que vê meia equipa a ser pretendida por outros clubes (Vitor, Josue, André Leão, Ricardo, Caetano... o próprio treinador...).
- O Gil Vicente, joga mais "fechado", está em 12º, é um deserto de ideias, é massacrado pelo Porto sem ser capaz de levar perigo à baliza adversária. Os jogadores e o treinador desvalorizam-se, falam em necessidade de refletir no que andam a fazer e que é preciso mudar mentalidades.
O Paços pode ter perdido a batalha com o Benfica, mas tem personalidade, é uma equipa jovem, de toque, que seduz qualquer um que goste de futebol, tal como o Belenenses de Jorge Jesus nos seduzia. Se tiver uma boa gestão desportiva tem tudo para ser mais um caso de sucesso com pouquíssimos recursos. Para já vê-se uma linha estratégica bem defina e não é de hoje: aposta nos jovens talentos portugueses, com treinadores que lhe permitam crescer (Calisto terá sido a demonstração de que o modelo de jogo não é tão claro na cabeça da direção, mas que o foco está nos jovens. Calisto terá sido escolhido pelo "resultadismo" fruto da final dos sub-20 portugueses no Mundial e não pelo modelo paupérrimo de já aqui no blog foi explorado).
Em suma, e relacionando com a situação do Pereirinha, surgem as questões: será que o modelo de jogo fechado e que parte para o contra-ataque permite aos talentos crescerem em todo o seu potencial? Será que o problema está nos jovens jogadores e na sua "indisciplina" profissional? Será uma boa incubadora de talentos que dominavam o campeonato de júniores passarem por empréstimo para um catenaccio à portuguesa, esperando que assim evoluam?

São mais questões do que respostas, mas sem dúvida que estou a torcer para que este Paços prove a muita a gente que o autocarro é para ficar no parque de estacionamento...

Miguel Nunes disse...

Cole, viste o q disse o PDuarte ha uns dias atrás (ainda antes de ir ao Dragão)

qq coisa do tipo:

"Para mim, ao contrário de qs toda a gente, jogar contra SLB ou FCP implica subir ainda mais as linhas. Jogar mais à frente para lhes dar menos espaço. Equipas destas se caiem em cima de nós nem mexemos"

Perdeu? pois perdeu. Mas repito ainda ng deu tanta luta como eles.

Faz lembrar o Real que só começou a empatar e ganhar ao barça qd percebeu q tinha de ir atrás dos golos e n ficar só a defender a sua baliza

Cole disse...

Essa mentalidade é coisa muito rara no futebol nacional e a nível internacional também. Foi curioso pegares no exemplo do Barça com o Real. Lembrei-me da diferença de abordagem no Camp Nou para a Champions do Chelsea do Hiddink (2009) e do Arsenal do Wenger (2011). O Chelsea encostou-se completamente atrás e "entregou-se" ao domínio do Barça, mas conseguiu miraculosamente não perder, empatando a zero (depois em Londres o Iniesta acabaria por dar a passagem ao Barça com arbitragem muito duvidosa...). Por outro lado, o Arsenal veio jogar para cima do Barça (lembro-me do jogo ser disputado com 20 jogadores em 20 metros na zona do meio campo), com o Arsenal a fazer zero remates e a perder 3-1 depois do Van Persie ser expulso (estava 1-1) e acabar com a estratégia do Wenger.
Em ambos os casos, Hiddink e Wenger vieram defender. Wenger vinha com uma vantagem de 2-1 na primeira mão e veio ao Camp Nou defender com uma defesa subidíssima e a tentar controlar a bola (com o Barça daquela altura só mesmo tentar...).
São apenas duas ilustrações de modelos de jogo tão dispares, em que o Chelsea acabou por ter mais sucesso do que o Arsenal, talvez indo ao encontro daqueles que defendem uma postura mais conservadora contra equipas mais poderosas. Em todo o caso, continuo a achar que o Arsenal esteve mais perto do sucesso do que o Chelsea. Talvez a expulsão do Van Persie tenha sido o factor chave para o Arsenal cair, ou o Barça estar demasiado forte.
O que achas deste exemplo Miguel? Qual a melhor resposta para o talento alheio? O nosso talento ou a nossa capacidade de sofrimento?

Cumprimentos.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Muito interessante o comentário do Cole. Concordo contigo. E tenho outro exemplo: o campeonato espanhol. Para mim é o melhor. E percebe-se muito bem a mudança de modelo de jogo que ocorreu em Espanha nos últimos vinte anos.

As equipas são mais pequenas quando abdicam de princípios de jogo para se limitarem a explorar a rapidez/profundidade contra equipas mais fortes. Espanha era apelidada como "la furia". Lembram-se? E hoje? Alguém arrisca chamar alguma equipa espanhola daquela forma?

Eu vejo o Valladolid, o Maiorca, o Osasuna, o Bétis a tentar jogar à sua maneira contra o Barça e Real. Sobretudo em casa mas também fora. Por isso, na minha visão, o Paulo Fonseca tem razão. E os arautos do "contra-ataque" são um bocado manuéis machados. O Manuel Machado teria sucesso no CAN com as suas marcações homem-a-homem-campo-inteiro.

Travenca disse...

Interessante discutir-se o Pereirinha e acabarmos a falar do RealxBarça :)
Quanto ao Pereirinha, é um jogador muito irregular que nunca se conseguiu impor com os de barba rija - se ele jogasse nos séniores, conforme fazia na selecção sub-21, por exemplo, e teriamos jogador. Jogador tecnicamente interessante, mas com pouca auto-confiança, se perde o primeiro lance são 89 minutos para deitar fora.
Como defesa direito ainda pior.
Se for só para cruzar, então talvez funcione.
Acho que não é jogador para nenhum clube de topo, nem acho que tenha ido para o campeonato ideal para ele. Em inglaterra, num clube de meio da tabela e sem grandes pressões, podia, eventualmente, dar alguma coisa, ao estilo do Boa-Morte, por exemplo.
Desculpem a extensão do texto :)

Cole disse...

Aquele penalti falhado do Pereirinha à Cruijff foi o verdadeiro exemplo de incompreensão do talento. Rui Caçador veio pedir desculpas públicas ao adversário, culparam e maltrataram o jogador... É preciso coragem para marcar um penalti assim, tanto é que até falharam. Deviam ter promovido Pereirinha. Deviam também ter coragem para apostar nele. Chegava ao clube e era titular no meio-campo com o 14 nas costas...

Henrique disse...

Coragem era fazer aquilo num jogo a sério. E no que toca ao Cruyff, esse podia tudo :)