quinta-feira, 21 de março de 2013

Competitividade. Velocidade de raciocínio e diversidade de estímulos. Ola John explica.

Por altura do super clássico SL Benfica x FC Porto, escrevia-se aqui

"E se podemos classificar de nível mundial os comportamentos colectivos de FC Porto e SL Benfica, porque razão o sucesso a nível europeu não tem maior continuidade? Menor qualidade técnica, e de decisão e criatividade nas individualidades comparativamente com os grandes da Europa? Claramente que sim. Mas não só. E talvez não sobretudo por tal diferença. Muito passará pelo estímulo. Remetendo para o post das equipas B. Mais forte será quem mais e maiores estímulos enfrentar. Quantos jogos desta exigência competitiva (sem espaço para jogar, um segundo mais tarde, um metro mais ao lado, e o jogo está perdido) enfrentam FC Porto e SL Benfica a cada ano? Na presente temporada apenas Celtic (na forma como retirou espaço de jogo ao adversário) e Barcelona tinham colocado semelhantes dificuldades aos lisboetas, e Paris SG e Braga aos nortenhos."

Hoje, Ola John recorda-nos que há ligas e equipas mais desinteressantes que a(s) nossa(s), compostas por equipas que regra geral caem aos pés das portuguesas. Recorde as últimas eliminatórias do SL Benfica com Twente e PSV.

"Pelo Benfica participei em jogos contra grandes emblemas europeus como Barcelona, Sporting, FC Porto, Spartak Moscovo, Celtic... Temos de assumir diferentes posicionamentos no relvado, temos de pensar e agir rapidamente e isso, naturalmente, dá-nos uma grande experiência, com a qual aprendemos muito. Isso, por si só, justifica a 100 por cento a minha saída do Twente" Ola John

7 comentários:

ricnog disse...

Ja tinhas referido isso num post anterior. O problema sera esse, de estimulos e experiencias de qualidade. Por ca temos o habito de elogiar equipas que se fechem e abdiquem do ataque, msmo tendo nos os melhores treinadores do mundo!!

Tambem me deixa um e trave nisto, sendo que pelo que temos visto, em termos tacticos as equipas la por fora nao tem sido das melhores.....o que aprendera um jogador, apenas parte tecnica??

Miguel Nunes disse...

maior parte dos casos.

n ouviste o Jesus a falar? "Ola John n conhecia os principios tácticos do jogo. Mas atenção que a maior parte dos jogadores também não"

André Correia Maricato disse...

Achas mesmo que o Ola John não sabia? Para mim é dos jogadores do Benfica que mais "sabe" do jogo. Se o Jesus ensinou mesmo aquilo tudo em tão pouco tempo, é mágico.

Miguel Nunes disse...

André, há ai algum erro de interpretação.

O Jesus ensinou-lhe os princípios tácticos (segundo o JJ, e pelo discurso o Ola confirma-o). Tantos não sabem, mas só pq n têm quem lhes ensine. Aquilo que referes como "aquilo tudo" qualquer miúdo de 10 anos domina em um mês. O problema é q poucos são os capazes de transmitir e treinar a informação correcta. Não é a dificuldade de a aprender.

Refiro principios tácticos do jogo. Não sei o que pretendias dizer com o "aquilo tudo", mas como te disse, qq criança adquire aquilo antes dos 10 anos...

Tantos n sabem pq simplesmente nc tiveram um treinador suficientemente bom

Cole disse...

Tento imaginar-me na pele de um jogador e tentar aplicar no terreno alguns dos princípios de jogo já aqui expostos no blog há já uns anos, e a conclusão a que chego é que seria tremendamente difícil de fazer com a velocidade de reação e a agressividade no espaço que se exige (para não falar obviamente de questões técnicas de trato da bola). Pensando só no aspeto defensivo acredito que algumas coisas com o treino tornam-se mecânicas, por exemplo, adversário a atacar por um flanco, basculação da equipa para pressionar no flanco da bola e fechar no meio no lado oposto (tal como na 4a imagem do post anterior do Málaga-Porto). Mas o pior é a variabilidade e imprevisibilidade do jogo, ou seja, como reagir se o nosso colega é ultrapassado e o adversário logo de imediato mete uma tabela no espaço entre linha e num segundo surge na cara do guarda-redes (p.e. imaginem as tabelas do Aimar com o Saviola como uma imagem +/- exemplificativa). Como evitariamos essa tabela? Como conseguiriamos reagir rapidamente ao estímulo? Podiamos ter "lido" na linguagem corporal do adversário? E se isso acontecesse já com uma hora de jogo corrida? Teriamos a mesma lucidez com o desgaste físico da partida para ler o lance e evitar o golo?
São muitas questões, mas acho que é nestes aspetos que Miguel toca. Perceber teoricamente o jogo acredito que os profissionais de alto nível estejam mais do que preparados e enquadrados. Ter a qualidade para das resposta adequada à variabilidade de estímulos que um jogo de grande nível acarreta, já é outra história.
Cumps

ricnog disse...

A minha questao, miguel, nao era o que os jogadores aprendem com os tecnicos tugas.....mas sim, o que as equipas tugas aprendem quando jogam com outras mais evoluidas tecnicamente, mas mais limitadas tacticamente??

Jorge disse...

E totalmente off-topic e o assunto nao e recente mas gostaria de saber como e que este tipo de informacao e incorporado aos niveis formacao, e nao so, em Portugal:

http://well.blogs.nytimes.com/2011/12/07/a-new-worry-for-soccer-parents-heading-the-ball/