quinta-feira, 14 de março de 2013

O desenvolvimento das capacidades do jogador. Os jogadores muito velozes. Os lentos. E os génios. Os que são lentos e rápidos.

Ponto prévio. O texto que se segue não surge depois da leitura de qualquer livro ou documento. Decorre da prática e da observação.

Já reparou que regra geral os jogadores mais velozes são mais limitados na tomada de decisão? E os mais lentos os mais interessantes nas suas decisões?

Tudo começa desde bem cedo e relaciona-se sobretudo com as experiências que se vivênciam. O sucesso / insucesso das tais experiências. 

Sobre a tomada de decisão já aqui referimos que "...cada situação de jogo tem uma forma mais eficiente de ser resolvida. Tal não significa que optando pelo pior caminho, se estará sempre condenado ao insucesso. Tão pouco que, optando bem, se será sempre bem sucedido. Significa somente que, optando bem, está-se sempre mais próximo de ser bem sucedido."

A principal razão pela qual parece haver uma clara dicotomia entre os muito rápidos e os que decidem sempre bem, deriva sobretudo do sucesso das suas acções enquanto jovens. 



Imagine Capel com 10 anos de idade. 2x1, 2x2 ou 3x2. É indiferente. Aquela aceleração e capacidade de manter a bola junto ao pé vai fazer golo sem precisar de jogar com os colegas. Capel cresceu a driblar e a ter sucesso. Cresceu em situação de 3x2 a driblar os dois defesas e a fazer golo. Porque é rápido e tem boa condução e drible.  Agora pense em André Martins. Não podia tomar a decisão do seu colega de equipa. Se fosse para cima, o pequeno craque possivelmente perderia a bola. E no jogo como na vida, surge uma espécie de lei da sobrevivência. Tens de te adaptar para seguir. Os que não ultrapassam individualmente os adversários pelo drible ou velocidade começam desde bem cedo a desenvolver capacidades cognitivas mais direccionadas para o jogo. Para o resolver de forma alternativa (colectiva) os problemas com que se deparam. André Martins temporiza, espera pelos colegas e joga com eles. Sozinho não daria. E então aos 23 anos já leva 15 a fazê-lo todos os dias. Capel não. Cresceu a ultrapassá-los e a ter sucesso. E é muito difícil condicionar a decisão de alguém quando esse alguém tantas vezes é bem sucedido.  Martins sabe que se fixar o adversário e soltar nas costas deste no 2x1 vai ser bem sucedido. Fá-lo há 15 anos. Capel passou a vida a driblar o seu adversário ignorando que tinha um colega ao lado. Porquê? Porque conseguia. Porque era bem sucedido no drible e depois fazia golo. 

Os miúdos vão crescendo, o jogo vai tendo menos espaço e uma componente cada vez mais táctica. O sucesso de uns passa tantas vezes a insucesso. Os adversários sobem o nível, as diferenças individuais esbatem-se. Estarão mais preparados os que desenvolveram competências cognitivas, porque se assim não fosse, não teriam chegado a profissionais de futebol. 

E depois, contra a norma corrente, há uns pouquíssimos génios, que sendo extraordinariamente velozes e bons nas qualidades individuais, desenvolveram ainda assim toda a competência cognitiva que o jogo tanto requer. São muito poucos. Mas também os há. E o sentido da afirmação "os rápidos jogam rápido, os lentos jogam lento, e depois há um extra terrestre que joga rápido quando deve jogar rápido e joga lento quando deve jogar lento" na caixa de comentários do texto anterior era sobretudo este. O da dificuldade e do quão especial é quem consegue fazê-lo. 

E como ajudar desde bem cedo os ultra velozes na sua tomada de decisão? Volta e meia retire-lhes a velocidade. Dê-lhes o corredor central para jogar. Como retirar a velocidade? Condicionantes. Neste exercício só conduzes de sola. Por exemplo. Os toques não. Não os retire. Regra geral prejudicarão a tomada de decisão, porque demasiadas vezes se impõe a condução. Apenas mais pausada, direccionada para o adversário para em seguida lhe colocar a bola nas costas, ou tabelar com o colega. E sobretudo, não deixar cair os mais rápidos e com maior qualidade técnica, porque esses serão sempre os de maior potencial. Assim desenvolvam os atributos que carecem e serão naturalmente superiores aos outros. Como afirmou o treinador do SL Benfica "Não posso ensinar um jogador a driblar".  É preciso é "criatividade" para tratar das necessidades de desenvolvimento de cada um dos seus atletas.

34 comentários:

No.Worries disse...

Na minha opinião (e já por várias vezes discordamoss deste ponto) acho que limitar os toques pode ser um principio para melhorar a tomada de decisão. Em 1º lugar retira o egoísmo, porque o jogador sabe que só tem 2 ou 3 toques e que não dá para ir para o drible, depois porque o limite de toques obriga a pensar rápido, a decidir rápido, e por consequência a decidir bem. O limte de toques faz com que o jogador antes de receber a bola já precise de ter uma ideia do que fazer com ela, sabendo que já não dá para ir sozinho em velocidade. E como retira o "jogar sozinho" vai obrigar a cada vez mais jogar com a equipa. Até para incentivar as tabelas que falaste ontem o limte de toques pode ser um bom impulsionador, poque com 2 ou 3 toques vai-se cada vez mais procurar o entregar ao colega e movimentar para receber. Sei que não gostas de limitar os toques mas eu penso que tem algumas utilidades.

Miguel Nunes disse...

tb acho q tem algumas limitações. E por x tb o uso. Sobretudo quando trab por exemplo o momento ofensivo da organização. mas se percebo q está a levar a caminhos errados, tiro logo.

Blessing Lumueno disse...

Boas Miguel,
Quanto ao número de toques, também não gosto. E só devem ser usados em exercícios muito específicos e que sobretudo não tenham uma componente que o torna muito ineficaz: finalização...
Quando há finalização vão sempre haver momentos, muitos momentos, em que o limite de toques levam a caminhos errados. Também os uso em aquecimento, ou numa situação onde quero que os jogadores corram mais, criando sucessivamente várias linhas de passe ao portador da bola. Mas 99% das vezes em aquecimento.
Quanto à forma de ensinar os miúdos mais rápidos a decidir depressa e bem, na minha opinião só em situações muito, muito, pontuais é que aceito limitar por toques. Prefiro dar outra forma ao exercício, por exemplo, encurtar os espaços do mesmo, colocar muitos jogadores em oposição, etc, etc... Isso obriga também a pensar rápido, pelo pouco espaço que tem para correr e obriga a jogar mais como equipa de forma a criar sucessivas superioridades numéricas para se ultrapassar o adversário através de tabela...

Abraço

masterzen disse...


Miguel Nunes,

O futebol é praticado por milhões e milhões e por isso a triagem ultrapassa logo a partida os outros desportos.
Há centenas de casos de sucesso em outros desportos onde os miúdos chegam para jogar e não sabem nada de nada nem tão pouco tem ideia do que é para fazer.
O futebol escolhe apenas os mais inteligentes e com capacidades condicionais excepcionais dentro dos que já tem uma capacidade técnica muito interessante.
Falamos muito sobre a tomada de decisão, mas penso que estás ao corrente da filosofia PDE , que significa percepção, decisão e execução, no mundo do futebol ninguém fala da ultima e pouco se trabalha em termos analíticos porque está na moda enquadrar tudo num exercício real de jogo, mas há muitos miúdos que percepcionam bem, decidem bem mas depois a capacidade técnica não os permite materializar o técnico. A escola holandesa com o método de Koerver dá ênfase a essa componente e se calhar não será coincidência a proliferação nos últimos anos de talentos técnicos com compreensão táctica na primeira divisão, esta época chega a impressionar o numero de talentos que existem por lá. Queria no fim dizer-te que ao contrário do que o treinador do Benfica diz é possível ensinar a driblar não os graúdos mas os miúdos, mas compreendo que para quem está no topo da pirâmide isso não seja muito atractivo porque tem milhares para escolher. Será o caminho dos clubes pequenos introduzir exercícios analíticos de treino de técnica individual com oposição junto a exercícios que reproduzam o jogo.

Abraço

Miguel Nunes disse...

masterzen, 1x1, 2x2 quando pretendes Mta técnica. mta técnica mta técnica Com grande estimulo por haver oposição e princípios de jogo. Progressão / contenção no 1x1. Coberturas tb já no 2x2

Miguel Nunes disse...

15' a jogar 1x1 ou 2x2, são 15 min a jogar c bola. mais técnico q isto n há.

Mike Portugal disse...

Belo post. Não percebo nada de treino, mas tenho uma duvida:

- vocês não treinam usando principios parecidos aos do basket, em que há limite de tempo para atacar a baliza, de forma a tentar criar dificuldade?
- vocês não treinam usando limite de tempo em que cada jogador pode ter a bola em seu poder de forma a que ele a tenha que libertar mais depressa?

masterzen disse...

Concordo contigo em relação a importância do 1c1 e do 2c2. Não sei se concordas mas penso que o 1c0 é excelente em dois momentos, na iniciação especialmente em termos de drible para que ganhe o movimento técnico pretendido, e em elite em termos de polir algo que se faz muito mal, por exemplo o Cardozo na meia diagonal para fora do meio para a direita.
Penso que o 1c0 hoje é muito mal visto, mas nestas duas situações são excelentes desde que não se abuse e não coma espaço a outros conceitos.
Não estou a falar em treinos onde o jogador tem o gesto completamente assimilado mas em casos de apreensão de um novo gesto técnico.

Miguel Nunes disse...

Criatividade. Podes usar tudo o que quiseres desde que sirva um bom propósito. Uso por x limite de tempo qd treino a transição ofensiva. Retiro jogadores do exercício. Por exemplo 8x7 (em função do objectivo). qd os 7 recuperam dos 8 só defendem os 2 centrais, Mas os 7 têm 10 seg p fazer golo.

Mas isto é a operacionalização, q depende das tuas ideias.

Miguel Nunes disse...

master, acho q se deve começar sp pelo 1x0. é o início de tudo. Progressão. 1o Princípio ofensivo.

masterzen disse...

Miguel,

Que te parece o método de Koerver utilizado por uma grande parte da escola holandesa?

Abraço

MözZart ÖZzil disse...

Tbm é a diferença entre Robben e Muller
O primeiro é um burro e o outro é genio criativo!

http://www.myvideo.ro/watch/9022148/HL

00:59,omfg... Momento magico à Zidane!

Miguel Nunes disse...

master, n conheço mt bem. Mas se é a técnica pela técnica discordo. Ou melhor, tudo depende do tempo q tens para o treino. Acho interessante isso se tiveres 5 horas a jogar futebol. Acho super interessante que os miudos em casa atirem a bola à parece e a dominem, ou marquem golos de cabeça ou tentem dar toques.

O treino como é de duração mais reduzida deve ser logo direccionado para outras coisas q envolvem naturalmente a técnica para poderem ser realizadas.

Ou seja, eu n digo q um miudo ficar 2 horas a dar toques o vai prejudicar. Pelo contrário. Vai ser óptimo. Desde que tenha o q é mais importante tb. É tudo uma questão do tempo que tens e como o ocupar.

Miguel Nunes disse...

Blessing tb faço mt isso (encurtar o campo) a pensar nos mais velozes. É importante tirar-lhes a vantagem da velocidade se queremos q desenvolvam a decisão.

Anónimo disse...

O Metodo Coerver evoluiu muito nos ultimos anos, principalmente em Portugal, já que o seu "representante" era (e acho que ainda é) o Hugo Vicente, que trabalhou no SLB e mais recentemente no SCB.

Coerver passou de uma metodologia de treino complementar - lá está o que o Miguel Nunes dizia, fora do que é realmente importante, poder estar não sei quantas horas a fazer ball mastery é maravilhoso - para uma metodologia mais apróximada ao que aqui se fala muitas vezes no blog, com algumas nuances.

Passou de ser o uma metodologia quase exclusiva de relação com bola (e tudo o que de interessante pode vir dai, como a coordenação motora, a mudança de velocidade e aceleração e direcção e por ai fora) para ser uma metodologia que parte da tecnica, mas que cresce.

Por exemplo:

Se procurarem por Coerver no youtube vão ter vários videos de miudos a trabalhar diferentes dribles: Tesoura, roleta, "inside cut" e coisas assim.

O que mais recentemente mudou no Metodo Coerver foi a modificação de exercícios para que potênciem as fintas que estão a trabalhar.

Aquele simples exercício de A passa a B e vai defender. 1x1 com 4 mini balizas. Basta mudar o ponto de partida do A, para que o tipo de drible que B vai realizar ser diferente.

É diferente ter o defesa a vir de frente, ou a vir de lado, potência diferentes dribles.

Cresceu imenso, e pode muito bem ser introduzido no treino dito... normal. Não sendo apensas uma metodologia de treino complementar.

Quanto ao assunto do post propriamente dito, acho que passa por o treinador gerir o sucesso do atleta condicionando-o.
Tal como um treinador pode estar sempre a dizer "não remates de bico!!! usa o peito do pé". Se o puto continuar a ter sucesso vai continuar a rematar de bico. Se reduzirem o tamanho das balizas, ele vai ter de procurar precisão para continuar a ter sucesso.

Abraço,

BM

Valter Correia disse...

Miguel Nunes, portanto,vamos desenhar uma linha que carateriza o jogador, onde um extremo dessa linha é a capacidade tecnica do jogador e o outro extremo é a capacidade psicológica do jogador.

É através desse modelo que distingues os jogadores de futebol?

E quanto ao nosso amigo PB?

Miguel Nunes disse...

n consigo desenhar uma linha c técnica num extremo e psicológico no outro, simplesmente pq estão demasiadas vezes no mesmo extremo. Não são opositores. Pelo contrário se tenho mais técnica, se tiver tb decisão e fisico, tenderão a estar sp no mm extremo.

o nosso amigo PB mandou dizer que subscreve tudo :)

Valter Correia disse...

Estao, o teu modelo de jogador passa por:

Decisão, que influencia na técnica e na tática, onde estes três assentam no físico. É isso? lol

Valter Correia disse...

É que pelo artigo que escreves-te, desde o inicio que transmite a ideia que os jogadores ou nasceram para driblar ou nasceram para pensar o jogo. E depois tem os casos raros. Daí a linha com dois extremos.

Miguel Nunes disse...

O meu modelo de jogador é o jogador perfeito nisso tudo que falas. Se for perfeito na decisão, na técnica, na ocupação do espaço e no físico, tb estará sempre confiante (momento psicológico).

Mas perfeitos, mas mm mm mm perfeitos em tudo, na história do jogo só houve/há 1. mas isso são outros quinhentos q n importa chamar para aqui.

Valter Correia disse...

Desafio-te para apresentares o teu modelo de jogador no meu blog, em troca de um artigo meu no teu blog, acerca do que assim pretenderes.

www.teoriadofutebol.com

Deixa apenas mensagem privada ;)

Anónimo disse...

Só tenho uma coisa a dizer....O Sr. JJ ensina alguma coisa a alguém?!....Só se for a dar "padrada" na Lingua Portuguesa!!!

josé carlos disse...

Que condicionantes/variantes dão nos exercícios em que a vossa equipa tem dificuldade em controlar os ritmos do jogo, ou seja, joga sempre a 200 à hora, tomando nem sempre as melhores decisões? Abraço.

Emanuel Guerreiro disse...

Creio que esteja rigidez no jogo em termos tácticos corta aos poucos o instinto do jogador, talvez seja por isso que os sul-americanos cada vez mais ocupam lugares de destaque no que toca aos jogadores criativos.
Com a excepção do modelo espanhol os outros países da Europa incluindo o nosso tem graves dificuldades para formar jogadores criativos e inteligentes.
Penso que no meio termo estará a virtude, os treinadores que dominam muitos conceitos na formação preocupam-se quase exclusivamente com a organização táctica da equipa e muito pouco com a evolução individual dos jogadores. O treinador de Basquetebol do Barcelona diz muitas vezes que um treinador de formação é um treinador de jogadores e não um treinador de equipas.

Constantino disse...

Ponto Prévio: o que se segue é um facto veridico, por mais bizarro que ele pareça.

Quando eu era iniciado (ou juvenil de 1º ano) tive um treinador , jugoslavo ou coisa parecida, durante a pré-epoca e 1 ou 2 jogos do campeonato regional do algarve, cujos primeiros 15/20 minutos de treino (pós aquecimento, claro) eram ocupados com exercicios de dominio e condução de bola com... bolas de ténis!!!

Miguel Nunes disse...

Constantino, n quero jogar contra ti. Fdx tecnicamente deves ser melhor q o gajo da costa da caparica que dava 800 toques seguidos! Em pé, sentado, deitado! Impressionante!

Emanuel Guerreiro, lê isto sff. Foi escrito em Janeiro aqui

http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/2013/01/os-treinadores-portugueses-nao-apreciam.html

Ui José Carlos... n sei se consigo responder sem tar no campo. Vou tentar pensar nisso mais tarde, que estou a ver o SLB agora.

Abraços

indignado pela formação disse...

Um dos melhores treinos que eu tive foi quando me puseram a jogar a central. Eu era pequeno, magro, rápido, com muita técnica mas sem força para fazer um cruzamento ou remate. Joguei grande parte da formação a lateral porque era onde tinha menos influencia no jogo e porque não tinha altura e força para jogar no meio (assim diziam os meus treinadores). Depois quando ganhei força para os cruzamentos/remates passei a ser útil em todo o lado. Num dos treinos de iniciados por falta de centrais joguei a central. Apesar da minha falta de altura e de força não perdi uma única bola dividida. E nesse treino deixei de ser um lateral suplente para um titular a extremo direito e esquerdo e por vezes a 10.
Depois de alguns anos a jogar futsal hoje no futebol 11 sou um 10 com 23 anos. Tenho um remate fortíssimo e uma técnica de passe invejável, além da finta e da velocidade que nunca perdi. Oxalá sempre tivesse podido treinar na minha posição e não seria um dos melhores de entre os meus amigos que nas escolas jogavam no meu lugar, mas talvez fosse um profissional.

Miguel Nunes disse...

posso perguntar onde jogas?

josé carlos disse...

Ok, mas gostava de saber a tua opinião. Se assim o entenderes, jose1984carlos@gmail.com

indignado pela formação disse...

Farense

Jorge disse...

Miguel:

Se tiveres tempo gostaria de saber a tua opiniao sobre a rotacao de jogadores pelas varias posicoes.
Em que altura e que achas que se deve terminar/reduzir a rotacao e comecar a especilizar os jogadores em determinadas posicoes?
E no que diz respeito aos guarda-redes, achas que a especializacao deve ser feita mais cedo, ou essa posicao devera fazer parte da rotacao?

Miguel Nunes disse...

Jorge, só perguntas difíceis.
Vou tentar responder-vos, mas tou neste momento sem mt tempo para usar a cabeça :)

abraços e obrigado

Brinca na Areia disse...

Interessante a pergunta do Jorge. O Paulo Bento também podia responder a isso. Pode dar o exemplo do Moutinho no Sporting hehe :)

Miguel Nunes que clube treinas?

indignado pela formação disse...

neste momento sou um dos jovens imigrantes com canudo e isso também me fez parar de jogar. Mas digo que o canudo não era o sonho