segunda-feira, 8 de abril de 2013

Melhorar a tomada de decisão dos mais rápidos

Retire-lhes a velocidade, valorize a posse. Reduza o espaço, obrigue esporadicamente a conduzir de sola para que percam momentaneamente a vantagem que geralmente usufruem por serem fortes no 1x1. Vantagem essa que tantas vezes os faz crescer a decidir mal. A crer que o jogo se resolve em acções individuais. Acções essas sempre condicionadas a um dia feliz, que poderá não aparecer com regularidade. Perde-se o talento e a qualidade técnica porque não se soube conduzir qualidades inatas para o jogo para o que cognitivamente este pede. E sobretudo não assassine os mais talentosos formatando-os com ideias pré concebidas.

Dê-lhes jogo. 4x4, 5x5, 5x4. 6x5, o que for. Mas dê-lhes jogo para que possam crescer.


5 comentários:

Ricardo Perna disse...

Gostava de ver uma equipa de futsal com Xavi, Iniesta, Messi e Piqué no 4 inicial... :)

Arrenka disse...

Valdes, Xavi, Iniesta, Messi e Busquets!

daniel duarte disse...

No nosso campeonato de futsal ficariam pelos últimos...

Anónimo disse...

Tas a ver o porto?
Grande James, é realmente muito bom.

dezazucr disse...

Percebo a tua ideia Miguel, no entanto não podemos cair no erro de, no caso da formação de crianças, limitar demasiado o uso das suas características inatas, sob pena de eles as perderem. Uma criança veloz, se nunca usar a velocidade acaba por a perder. Julgo que devemos dar ao jovem atleta as possibilidades para aperfeiçoar as suas melhores características (no caso falando da velocidade) e mesmo fazendo isso, ir incluindo alguns exercícios que criem condições para decidir melhor. Um jogador veloz não tem necessáriamente de usar sempre a velocidade de pernas, mas tsmbém não pode perder essa sua característica e se não a usar perde-a.
Nos meus treinos tenho uma criança que quando descobriu que era veloz, colocava sempre a bola para a frente para ganhar vantagem e fartou-se de marcar golos. Quando me apercebi disso não a desincentivei a fazê-lo. Até porque essa criança (estamos a falar de 8 anos de idade) na altura era mais fraca que todas as outras (porque ainda não ter alguma intensidade de jogo e agressividade que os outros apresentavam, sendo muito pouco competitiva) e necessitava também ganhar alguma confiança em si mesmo (em qualquer desporto a componente psicológica é importante). Só depois de alguns meses a deixá-lo ganhar os lances pela velocidade comecei a introduzir outras componentes de treino no seu caso para desenvolver outras valias. É curioso que essa criança evoluiu imenso (o que não quer dizer que depois não regrida pois as crianças destas idades têm muitos altos e baixos), mas posso-te dizer, que mesmo ainda apostando muito no 1x1 (e é nestas idades que se desenvolve a técnica pessoal, por isso não acredito em demasiadas limitações) é dos miúdos que faz mais assistências, consegue perceber quando deve passar a bola (mesmo que algumas vezes não o faça por querer também ele marcar golos) e dos que mais joga em equipa.

Nota: nestas idades sinceramente não acho muito bom os miúdos terem de competir em futebol de 7. É demasiada complexidade, parece-me. O mais correcto sería o 5.
Nota II: não acho correcto demasiadas regras e limitações nos exercícios, não permite que o próprio jogador desperte para determinadas realidades. Eles também têm de ser capazes de pensar por si. Nós devemos ajudar, mas sem dizer tudo.