quinta-feira, 11 de abril de 2013

O futebol de rua e o que os treinadores estão a fazer errado.

"Sou bom porque aprendi a jogar no meio da rua... tinha de usar as paredes que me ajudavam a fazer tabelas... Aprendi tudo no alcatrão" Rooney. 

"...é preciso deixarmos que os miúdos sejam individualistas aos 10,11 anos, para termos jogadores de futebol aos 20" Francisco Silveira Ramos.

Numa era em que parece mais do que nunca escassear o talento, procuram-se explicações. É possível que na era vivida sem treinadores ou sem treinadores qualificados tenham aparecido mais e melhores jogadores? E o que mudou?

Sobretudo os espaços que interferem com o tempo de prática. Hoje as crianças / adolescentes não têm possibilidade de jogar futebol para além dos treinos organizados, exceptuando os trinta minutos de intervalos na escola. A base de recrutamento é infinitamente inferior, porque nem todos os pais têm possibilidade de ter os miúdos a praticar actividade física. Aquela que outrora fazíamos por nós, atrás do prédio, na terra, na calçada ou no alcatrão.

E se a incrível redução do tempo de prática é uma desvantagem demasiado dura de ultrapassar, o que dizer quando o menor tempo de prática que encontram não é direccionado de forma qualitativa para o desenvolvimento individual do jovem jogador?

O fenómeno Mourinho trouxe milhentos pontos positivos. Porém, há sempre algo de negativo que aparece por arrasto. Hoje todos queremos ser treinadores, e o estilo de Mourinho pode trazer ideias erradas. As estrelas, o foco, os importantes, não são os treinadores. São os jogadores. Estamos numa era onde todos querem ser Mourinho ou Guardiola. Todos pretendem brilhar por cima dos jovens jogadores. Formatam-se as crianças desde bem cedo (9-10-11-12 anos) para ideias de jogo que coarctam a sua individualidade. O seu talento, as suas ideias, a sua criatividade, tudo é trocado por um ego maior. Os treinadores pretendem desde bem cedo criar bases mecânicas nos seus jogos. Tomar as decisões pelos seus jovens atletas, não os deixando expressar as suas qualidades.

E tudo se torna especialmente problemático quando no processo de treino se complica o que na verdade é tão simples. Não foi por ter treinado na rua que Rooney se tornou o jogador que é. Tivesse treinado num campo de futebol sem treinadores e com os mesmos colegas / adversários que encontrou na rua e as qualidades seriam as mesmas. A chave da rua não é o piso da prática, obviamente. É o jogo, sempre o jogo e a liberdade para decidir e aproveitar o seu talento.

Quantos treinadores quase não usam o jogo no seu processo de treino? Apenas circuitos, e formas jogadas que terminam invariavelmente sempre com as crianças a voltarem para trás de uma fila enquanto esperam para voltar à actividade (formas que são importantíssimas em determinados momentos, mas não são tudo). Quantos treinadores não preferem a força e a base padronizada (na decisão) ao talento e à imprevisibilidade? Quantos treinadores não matam o talento por não o potenciar em jogo (no treino ou na competição), valorizando características que o tempo revelará pouco importantes para chegar ao topo?

Quantos jovens atletas não estão a ter apenas os vinte e cinco ou trinta minutos semanais do jogo do fim de semana como o melhor período de desenvolvimento? Quantos jovens atletas não passam a semana sem jogar futebol mesmo treinando futebol? E por jogo não entenda o formal 7x7 ou 11x11. Duas balizas bastam, sem filas de espera. Sejam X contra X ou Y contra Y, ou até Y contra X.

O treinador é importantíssimo por todos os conhecimentos que poderá transmitir. Mas se fizer mal as coisas, será mais interessante juntar as crianças e deixá-las organizar a sua própria actividade. Verá que se dividirão por duas equipas e jogando descobrirão o caminho.

32 comentários:

ER disse...

Isto é conhecer a essência do futebol, neste texto está tudo dito. É preciso haver divertimento para que o futebol tenha mais encanto e não seja tão mecanizado.

Muitos Parabéns pelo magnifico texto.

Miguel Nunes disse...

obrigado e abraço

ricnog disse...

Miguel, lembro-me de ter lido um post (tinha ideia que foi aqui) sobre a nossa selecção sub21, que marcou aqueles penaltis de dar um toque para a frente e o colega rematou, por sinal falharam. O Queiros (treinador na altura)da selecção A veio dar uma conferência de imprensa a qual "rasgou" esses atletas porque só fizeram aquilo porque era contra a selecção (fraca) X. Na altura, o post foi de duras criticas perante o Queiros, porque o jogo ainda estava em 0 - 0 e não houve um desrepeito perante a outra selecção, mas sim uma solução (pode ser criticavel ou não) da marcação de um penalti daquela forma.

Por outro lado, lembro-me de termos sido campeoes europeus (não sei quem era o selecionador) de sub 20 ou 19, não sei bem, com o Dani e outro jogador, num livre de canto a pegarem-se a discutir quem ia marcar e dp foi marcado de repente e deu o golo da vitória.

Isto para falar da criatividade dar ou não resultados....apesar de serem situações mt especificas, não havendo um transfer directo apra o jogo- jogado, como relatas no post e que eu concordo plenamente com isso!!!!

Miguel Nunes disse...

ric, creio que o post que falas está no entredez.

Essa situação do livre foi no mundial u20 no qatar. Ficámos em 3o ou 4o, já n me lembro, mas tivemos o melhor futebol de sempre, com Dani a espalhar magia.

abraço

Blessing Lumueno disse...

Miguel, esta deve ser a primeira e única vez que discordo com um texto teu...
Não pela sua essência, mas para onde o direccionas...

Liberdade de decisão e de criação, sempre... Individualidades sempre...
Em qualquer escalão...
Desde petizes a seniores...

Claro que cada um com às suas nunces específicas dado o estado de maturação de cada individualidade.
Mas o condicionamento da decisão por treino ou jogo, só o entendo em casos muito específicos... 1%.
Da a conhecer o jogo através de "brincadeiras" e deixem cada um deles interagir com ele. Errar, adaptar e perceber...

O resto, é resto...

Das asneiras todas que Romário costuma dizer, ficou uma no ouvido : o bom treinador hoje é aquele que não atrapalha!

Blessing Lumueno disse...

PS : quando vi o que o Rooney disse... Imaginei logo um texto a la lateral esquerdo.
Parabéns, mais um artigo top!

jdiniz disse...

ficámos em terceiro e o dani foi considerado o melhor do torneio. lembro-me que o nuno gomes ainda lá esteve (e não me esqueço que senão fosse o sá pinto nunca tinhamos chegado tão longe no euro2000. a lesão dele e a entrada do nuno gomes foi a nossa grande safa...)

Miguel Nunes disse...

Blessing, ainda n percebi onde discordamos

jdiniz, tenho essa mesma opinião. Castigo do Pauleta e lesão do Sá Pinto na véspera, fizeram-nos fazer um grande euro e o melhor em qualidade de jogo. Essa eliminação foi a mais dura que enfrentei enquanto adepto até hoje

DC disse...

E suponho então que em Portugal deve haver muito treinador que desde os sub-10 ou sub-11 tem vindo a condicionar os jogadores.

Isto porque a geração de jogadores como Figo, João Pinto, Rui Costa, Capucho, Barbosa, etc tem uma sucessão agora com Castro, Nélson Oliveira e outros que tal. Jogadores com físico, em que se nota a influência do treino, mas sem um pingo de magia e criatividade.
Onde andam os nossos extremos que partiam tudo? Foi uma questão pontual o aparecimento deles (duvido já que eram muitos: Futre, Figo, Cristiano, Nani, Quaresma, Capucho, etc) ou foi a formação que começou a acabar com eles?

Antes tínhamos os jogadores que "fintavam 4 gajos numa cabine telefónica", agora é so "carregadores de piano".

Miguel Nunes disse...

os treinadores querem ser as estrelas e abafam os talentosos. Limitam-lhes as possibilidades de êxito pq mt vezes dizem que decidem mal, quando no fundo esses treinadores não sabem sequer o que é uma boa decisão.

Ricardo Galeiras disse...

Correcção a um comentário do jdiniz, o melhor desse mundial não foi o Dani mas sim um tal de Caio, Brasileiro!
Dani e De la Pena ficaram a seguir, mas não sei se por essa ordem!!!

Blessing Lumueno disse...

Miguel, quando citaste o professor e por onde me levas com a leitura, da a entender que este tipo de liberdade de acção é apenas para crianças...
Só isso...
Troquei em tempos uns mails com o Jorge D do centro de jogo e ele me dizia : "se o jogo é caótico então não podes controla-lo"
"Hoje" entendo na perfeição onde ele queria chegar... Hoje sou melhor treinador por entender uma simples frase...

Miguel Nunes disse...

ah não. nada disso. sou completamente contra as combinações ofensivas ensaiadas e tal. O que gosto de trabalhar e que sai mt da minha cabeça são as opções ao portador. Nunca o caminho por onde o portador deve seguir. Isso tem de ser ele, mas claro q o tento ajudar no treino a perceber qual o melhor caminho (viável). Por vezes o que seria melhor n é viável e há que ir por outro lado.

Por exemplo, se tenho um jogador numa desmarcação de ruptura q o isolará, o melhor caminho é isolá-lo. Mas se o passe n for viável ele vai ter q escolher outra opção viável. O que me preocupa ofensivamente é as opções dadas ao portador. Ai depois é com ele.

Há uns tempos o Constantino do Mão de Vata disse q teve um treinador que teve um ano inteiro a treinar uma combinação ofensiva. No ano todo marcou zero golos com essa jogada LOOOOOOL

masterzen disse...


Miguel,

O tempo onde as crianças jogavam a seu belo prazer horas a fio e depois iam para o treino ao final da tarde não vai voltar, a sociedade mudou. Falas em que nunca a base de recrutamento foi tão pequena, e eu digo-te que a base de recrutamento nunca teve tantas equipas federadas e treinadores encartados. O que se passa é que existe no desporto em geral como na vida uma "infoxicação" os treinadores estão intoxicados com tanta informação e perderam a perspectiva do que é um jogo de futebol, que estímulos pede um jogo. Repara que nesta nova era onde os miúdos deixaram de ter prática informal desportiva emerge o Barcelona como grande escola de formação. Que farão eles para que os miúdos suprimam a falta de horas de prática informal e mantenham um nível técnico tão alto? Muitos deles chegaram ao Barcelona com menos de 11 anos... O segredo está na metodologia e numa perspectiva de jogo que não corta o que é o jogo, sei que podem recrutar tudo o que se mexe no mundo mas o que é um facto é que eles alem de manterem a sua capacidade de excelência técnica ainda a melhoram e chegam ao topo do mundo. Falamos muito de técnica individual e agora na famosa tomada de decisão, e porque ninguém fala da percepção que é a base de toda a tomada de decisão? Como é que se treina e estimula o melhoramento da percepção? No outro dia na final da pontinha entre Benfica e Sporting ambas as equipas saiam a jogar com pontapés dos guarda-redes para o meio campo ofensivo... não estamos definitivamente no bom caminho e se juntarmos a isso o famoso " vamos jogar a 1 ou 2 toques" a descida vai ser mesmo violenta.

Abraço

Blessing Lumueno disse...

Essa história é familiar para mim... Como sabes loooool...

Miguel Nunes disse...

grande comentário, Master

Blessing Lumueno disse...

Onde está o teu blog master? Mega bem dito!

Francisco Cunha disse...

Podem por o nosso blog (Golo de Placa - http://golodeplaca.blogspot.pt) na vossa lista de blogues. Nós já colocamos o vosso blog na nossa.

Cumprimentos,
Francisco Cunha (golodeplaca@gmail.com)

masterzen disse...

Miguel eu é que agradeço por não parares de escrever sobre futebol e nos ensinares tanto.

Blessing Lumueno o meu desporto é o basquetebol e sou um curioso do futebol. Parabéns pelo teu blog, o qual tenho seguido atentamente desde que o deste a conhecer ao mundo.

Abraço

dezazucr disse...

Mas como vão jogar os miúdos senão nos clubes e escolinhas de formação? É preciso ver que hoje em dia tirando em alguns pontos do país não há espaços para a prática de futebol (os que há exigem pagamento), os pais são mais controladores e os miúdos têm outros hobbies que os apelam, como as playstations.
Mesmo nas escolas (falando das primárias) não se joga muito. Dou-te o exemplo de uma escola perto de mim que só podem jogar 1 vez por semana (4 anos, cada ano tem um dia por semana para jogar, uma vez que só têm um campinho mixuruca:).

Chegamos às escolas de formação em que miúdos talentosos não conseguem ganhar jogos porque jogam contra equipas com um palmo a mais que elas o que nestas idades até faz alguma diferença (não faría se fosse 1 ou 2, mas quando em 7, 6 são maiores), até porque nestas idades muitos apesar do talento intimidam-se...

Antigamente a nossa única brincadeira (havia outras, todas exigentes fisica e motrizmente) era a bola, o número de horas que jogavamos à bola por semana era obcenamente superior ao de hoje em dia, daí que despertasse e evoluísse muito melhor o talento, a percepção, decisão e execução.

São tempos diferentes, como adaptar as estratégias de formação?

Ricardo Galeiras disse...

pelados amigos!! pelados em muito mau estado!!
antigamente eram os paralelos e a beira do passeio!!! agora pelados com muitos buracos, são de onde saem os melhores craques!

Anónimo disse...

Grande, GRANDE post.

Parabéns.

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

Uma vez mais, um texto brilhante e pertinente para o futuro do Futebol.

Subscrevendo-o praticamente na sua totalidade e alguns dos comentários, impele-me acrescentar algumas ideias. Para mim, o problema surge em diferentes níveis.

Não me querendo alongar muito sobre este lado do problema, mas a realidade é que o dirigismo desportivo, pais, comunicação social e sociedade em geral não compreendem estas preocupações e prioridades que o Futebol de Formação deverá ter, dado viverem numa febre consumista, mercantil e competitiva. Para além disso tomam decisões sobre o treinador ou influenciam muito as suas decisões. Impregnam-no de necessidade de títulos e de colagens ao Futebol de Rendimento. Por outro lado a recompensa financeira para esta missão é pequena ou muitas vezes nula. Esta é uma face do problema para muitos treinadores de Formação, com boas ideias, gosto e ambição pessoal de se manterem a trabalhar neste nível de Futebol.

Existe depois o problema técnico e que muitas vezes é mesmo responsabilidade exclusiva do treinador, do seu conhecimento e das suas ideias. De facto a sociedade mudou muito. Ainda à cerca de 15-20 anos atrás o Futebol de Rua subsistia, nas escolas, ruas, ringues, praias, quintais, até nos corredores das nossas casas... e de facto isso hoje está a desaparecer. Deverão existir várias razões. Os dirigentes e os políticos responsáveis por esta área deveriam estar a pensar nisto de forma a traçarem outro futuro, não só pelo futebol enquanto desporto, mas pelos valores e qualidades humanas a ele associados, fundamentais para mim, na educação dos homens.

No campo especifico metodológico, penso que o desaparecimento do Futebol de Rua coloca um grande problema ao desenvolvimento do Futebol das crianças que o treino não consegue dar resposta: o volume e a repetição. Recordando a minha experiência pessoal, mas acima de tudo lendo e ouvindo os relatos dos grandes jogadores da história do Futebol, todos sublinham que começaram na rua, que lá jogaram horas infindáveis e que lá desenvolveram as suas qualidades. Penso que o volume de jogo, a natureza caótica que aquele jogo promove, a auto-aprendizagem em contexto de tentativa-erro, a criatividade, a alegria, a sociabilidade que promove, o prazer da actividade, etc, criaram várias gerações de jogadores talentosos tecnicamente e muito fortes na decisão. Assim, acredito que o Futebol de Rua tem um papel decisivo na qualidade técnica e na táctica individual, ou seja, na para mim, táctica / comportamental respeitante aos princípios gerais e específicos do jogo de Futebol.

(...)

Miguel Nunes disse...

tnhks. N queres identificar-te? :)

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

(...)

Por outro lado, o papel dos clubes e dos treinadores torna-se igualmente importante nestes aspectos, de forma a colmatar lacunas técnicas, de aprendizagem e conhecimento do jogo, porém nunca conseguirá, pela falta de volume, garantir as mesmas condições do Futebol de Rua. O Futebol de Formação tem contudo, no meu entendimento, outro papel muito importante para o futebol e para uma perspectiva a longo prazo de aproximação do jogador ao Futebol de Rendimento. Assim, torna-se para mim decisivo a consolidação da Equipa, começando pelos seus valores humanos associados, mas fundamentalmente pela instituição de um Modelo de Jogo, ou seja, de uma forma de jogar colectiva que faça os jogadores entenderem o jogo da mesma forma. Portanto, para mim a táctica colectiva - o conjunto de comportamentos que constituem a "linguagem" comum de uma determinada equipa.

Agora, que fique claro que uma correcta concepção de Modelo de Jogo não o concebe como algo castrador, restritivo e inibidor da decisão e criatividade do jogador. Elas são fundamentais. É algo que para mim, fornece "ferramentas" à equipa para resolver, colectiva e individualmente os problemas do jogo. Por aí entendo que existem melhores ou piores Modelos de Jogo. Não são apenas meras opções estratégicas ou culturais. Como a história o demonstra algumas formas de jogar tornam as equipas mais fortes do que outras e potenciam alguns jogadores em relação aos demais. Para conseguir isto, no treino, o jogo, jogo reduzido e jogo modificado são fundamentais para o treinador, distribuindo os conteúdos do Modelo de Jogo, consoante o potencial e o nível de aprendizagem dos seus jogadores, ao longo do tempo.

PS. Penso que o alcatrão e cimento, à imagem do que defendem os holandeses, era mesmo muito importante para a evolução das nossas qualidades individuais. Recordo-me das muitas horas que joguei nesses pisos e que quando iamos ao chão era sangue garantido ou calças rasgadas… na relva é mais "fácil" cair.

Miguel Nunes disse...

Deixa-me citar acima de tudo isto:

"a auto-aprendizagem em contexto de tentativa-erro, a criatividade, a alegria, a sociabilidade que promove, o prazer da actividade, etc, criaram várias gerações de jogadores talentosos tecnicamente e muito fortes na decisão"

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

Cita à vontade! Estou farto de te citar no meu trabalho. Teórico e prático. Mas a "culpa" é tua e da tua fantástica perspectiva do futebol... ;)
Abraço

Miguel Nunes disse...

Obrigadissimo :)

Jorge disse...

Nao e so em futebol, le a opiniao deste treinador de hoquei no gelo:

http://www.edmontonjournal.com/story.html?id=8043213

“When was the last time minor coaches just threw the puck on the ice during practice and just let their kids play river hockey."

Miguel Nunes disse...

muito bom

“You just don’t have as many players today that are as good athletes as they used to be,” Sutter said recently. “Too much today, especially in young players, is focused on hockey 12 months a year. They don’t play soccer, they don’t play baseball or tennis or the other things that people used to do.”"

ISto tb é importante...

RT disse...

Acho que mais do que a qualificação dos treinadores, ou mesmo a sua competência, há um elemento (para além dos descritos) que castra o desenvolvimento dos jogadores, especialmente nos miúdos....o elemento causal. Sendo esse o factor que "guia" o processo parece-me lógico que uma ideia que assente numa partilha da bola exacerbará muito mais os factores que consideramos fundamentais num jogador de futebol. Basicamente não é só a forma como se operacionaliza mas o que se operacionaliza. Claro que a criatividade também se manifesta a defender, assim como outros factores mas as características mais comuns aos jogadores de top (de registo "artístico) desenvolve-se mais noutro tipo de contextos. Mais experiências motoras, mais complexas, mais entusiasmo mais participação, mais (des)envolvimento.
Pretendo acrescentar apenas mais um aspecto para além dos referidos, de forma muito pertinente, tais como as alterações do meio que nos envolve, a forma como se gere o processo, etc....

Jorge disse...

Tambem acho.
Acho interessante que muitas das ideias que sao defendidas por ti e outras pessoas que pensam o processo de formacao desportivo, tambem se aplicam quando se fala do desenvolvimento intelectual e academico.