sexta-feira, 12 de abril de 2013

Perceber e não decorar, e criatividade. Os jovens treinadores acabados de sair da faculdade.

Bem sabemos que uma percentagem muito importante de quem nos lê são jovens treinadores ou aspirantes a tal. O texto pretende sobretudo ajudar, ou para aqueles a quem não estamos acrescentar nada de novo, consolidar.

Ouvimos na faculdade o quão errado é trabalhar o físico pelo físico. Dar voltas a correr à volta do campo. E já vos ouvi rir de treinadores que, e mal, o fazem. Porém, há que, sobretudo, perceber o porque de tal não ser uma necessidade. Não basta saber que perder quinze minutos em corrida contínua é um disparate. 

É um disparate essencialmente porque se consegue maximizando outros factores (técnico / táctico) treinar ainda de forma mais específica a parte física. Como? Pelo jogo!

Observámos recentemente um treino verdadeiramente assustador naquilo que (não) proporciona ao desenvolvimento do jovem jogador. Primeiro, situação de 1x1. Filas de cinco jogadores cada. Fila de espera de 50'', tempo em actividade de 7''. Vinte minutos com esta situação. Em vinte minutos de treino, cada atleta teve pouco mais de dois minutos e meio de actividade. O restante, fila de espera.

Seguiu-se uma situação de 2x1. Mesma organização, mesmo tempo de empenhamento motor. Estamos certos de que quem organizou o treino se ri dos colegas treinadores que mandam os seus atletas correr à volta do campo. Tal como certo é que este treinador decorou, mas não percebeu o porque de tal não ter sentido.

Por mais ideias que tenham os treinadores, esta incapacidade para operacionalizar coarctará sempre o desenvolvimento dos seus jogadores e das suas equipas. Não é só a parte técnica e táctica que fica altamente prejudicada. Que resistência e qualidade física terão jogadores que durante o treino têm dez minutos de prática? Correr à volta do campo mesmo errado, continua a ser melhor que muitos dos treinos que se presenciam por esses campos fora.

Falou em criatividade como uma característica indispensável para um treinador, Jorge Jesus. E assim o é, quando se pretende operacionalizar as ideias.

Queres uma situação de 1x1? Tens dez jogadores? Faz cinco campos reduzidos e pois que joguem um contra um com duas balizas. Em dez minutos de treino, tens os atletas dez minutos em prática. Melhor que os  dois minutos e meio de prática em vinte minutos perdidos de treino, não? Queres trabalhar as situações de 2x1? Faz campos com duas balizas. Jogos de 2x2. Na equipa que não tem bola é obrigatório um jogador de campo ir para a baliza. Tens 2x1 no campo, com situações reais, com bola em diferentes espaços a obrigar-te a diferentes decisões, e sempre 2x1. Em dez minutos de prática terás outros dez minutos de prática, ou quinze em quinze.

E verás que jogando, quintuplicando o tempo de prática os teus jogadores não precisem de facto das voltas ao campo a correr. Estarão ainda mais preparados fisicamente para responder ao que o jogo lhes pede, pois desenvolvem nos treinos a resistência específica do jogo que encontram na competição. 

P.S. - São óptimas, em determinadas situações, sobretudo numa fase inicial de aprendizagem, as formas jogadas que podem em determinados momentos levar-te para as tais filas. Desde que, e bastante importante reter, filas bem curtas e que haja no planeamento um pensamento para que progressivamente estas se transformem em jogo. 

31 comentários:

Ricardo Galeiras disse...

clap, clap, clap

mais um excelente post...mas, nem todos tem condições para fazer isso! quantos não treinam em 1/4 de campo com 3/4 bolas para 24 atletas?...há que ser criativo de facto!!

Miguel Nunes disse...

Verdade! Criatividade é mesmo a chave.

ricnog disse...

Miguel, o problema da criatividade, ja eh um paradigma escolar. Hoje em dia, nao e so no desporto que te "roubam" a criatividade, mas sim na escola.....quantos de nos, quando eamos pequenos, tivemos que "fabricar" os nossos brinquedos? Esta criatividade, foi removida e os treinadores hoje, tambem nao a tem.....torna se dificil.

Um pai de um miudo, eu no supermercado, pergunta.me: prof, nao tem uma bola para o pequenito brincar, dp deixo na piscina? Respondo eu.....nao, menina, mas agarre umas folhas de jornal ou velhas, amachuque, coloca um pco de fita cola e a bola ta feita!!!!! Diz ela: a serio? Nunca vi tal coisa!!! - isto para mim, quando era pequeno, era diário, nao tinhamos bolas, porque os papas nao davam (€€€€€€).

Blessing Lumueno disse...

Ricardo, tive 3 bolas para 21 atletas... Não dá para partir o grupo, não parto. Quero ritmo, intensidade e qualidade... Com três bolas tenho de fazer tudo muito grande, com muitos jogadores... Não era o que tinha planeado, não era o que queria, foi a solução possível naquele caso.

Sim criatividade e não perder de vista o essencial... O jogo, sempre o jogo...

Bastos disse...

Pessoalmente, penso que se criou um mito em volta da corrida.
Entendo que, algumas vezes, num nível menos profissional tanto na formação como até nas equipas seniores a corrida pode ser importante.
Quando se tem uma única pessoa a controlar/orientar o aquecimento de 20 e tal jogadores é difícil fazer com que todos eles o façam com a intensidade necessária.
Quando te apercebes que os teus jogadores não estão a ser competentes nesta fase tão importante do treino (o aquecimento) a corrida pode ser uma boa e importante alternativa.

Anónimo disse...

Se um jogador durante um jogo não corre seguidamente mais do que 20s-30s para quê passar 15 minutos seguidos a correr?
Um jogador não precisa de ter resistência para correr de seguida 30 minutos, precisa sim de ter resistência para a qualquer momento fazer um pique de 50 metros a alta velocidade. Mas no fim desse pico descansará, é pára-arranca-para-arranca, sempre durante o jogo.

Logo, há lógica em exercícios que peçam isso aos jogadores, agora treinar maratonistas?

Anónimo disse...

Só concebo a corridinha inicial em praticamente um caso (pela minha experiência). Quando o campo não está disponivel a tempo e existe alguma confisão para inicial o treino. 1 ou 2 voltinhas a meio campo, monta-se o aquecimento e tá feito. Só para entrarem no ambiente que eu quero.

Agora exercício com filas infindáveis? Nunca! Mesmo que o objectivo dos que o fazem seja muito bom, nunca dá bom resultado. Então em idades baixas aquelas esperas são uma autêntica desorganização e só prejudicam o treino. Grupo pequenos divididos em tarefas muito simples mas activas e enquadradas é o ideal para grupos grandes e um só treinador.

Abraço,
Sérgio

Jorge disse...

Acho que o aspecto mental tambem e importante na estruturacao do treino.
Eu treino miudos (U6-U10) e reparo que os niveis de intensidade e empenhamento sao muito maiores quando estao a jogar futebol ou outros jogos com a bola. Nao me parece que isso mude muito com a idade e lembro-me que, quando eu "treinava", sempre que nos punham a dar voltas ao campo, qualquer que fosse o desporto, a maior parte do pessoal engonhava e passava o tempo a olhar para o monte de bolas no meio do campo.
O problema com os mais novos e que por vezes quando comecao sentem-se intimidados e nao estao comfortaveis mesmo em jogos 1v1. Nesses casos acho util jogos em que cada jogador tenha uma bola nos pes e adquira um certo comforto antes de defrontarem oposicao. Mas mesmo para esses e notavel a diferenca de intensidade quando estao a "brincar" ou a fazer um chamado drill.

RT disse...

Olá

Acho normal que num post seja impossível traduzir tudo o que o blogger quer dizer mas às vezes pode ficar algo perdido nas entrelinhas devido a diferentes backgrounds de quem lê....a manifestação das intencionalidades requisita diferentes coisas, diferentes regimes energéticos....sendo o anaeróbio alactico fundamental nas acções mais decisivas....acrescentando a isto o facto de o jogo, o nosso jogo, também se manifestar em várias escalas (individial, sectorial blá blá blá)a alternância das coisas ao longo da semana torna-se fundamental. E isso, se devidamente gerido pode se concretizar na criação de um contexto que se traduza em situações de 1x1, é uma parte do nosso jogar que devidamente articulada com o todo faz sentido treinar nessa forma. Como tantas vezes aqui se diz, não se pode criticar um exercício pelo que se "vê de fora".

Abraço

Nuno disse...

Isso do perceber x decorar aplica-se a todas as actividades. E vai muito longe na explicação dos níveis de desemprego em "licenciados"...

josé carlos disse...

O post é excelente e interventivo como todos. Sou realmente dos treinadores jovens que cá vem sempre aprender um pouco mais. Não sei tudo e para além disso, gosto muito de observar treinos, de outros clubes, analisar o trabalho dos outros e comparar com o meu. Acho isso positivo e é sempre importante ter uma mente aberta nesse aspecto.

Mas pego na questão das condições, nem sempre dá para fazer isso, dependendo do clube onde se está. Não quer dizer que não haja essa intenção, nem sempre é possível realizá-la porque não há condições para tal e aí ou somos muito práticos e criativos, ou acabamos por não ter rentabilidade no nosso treino.

Penso que muita gente que cá vem, treina em clubes regionais, de distrital, onde nem sempre as condições são as que queremos, mas sim as que temos ao dispôr. Por muito boas ideias e capacidades que tenhamos, senão temos sempre condições para as colocar em prática, torna-se dificil.

De resto, mais um excelente post. Abraço. JCM

cfsp disse...

Completamente de acordo com o q li. Longe vão os tempos dos 4 paralelos n meio da estrada, das feridas causadas pelas quedas na pedra, na terra, o gordo á baliza!! Claro está q nem todos os Treinadores são bons, e é sabido q qd começamos necessitamos de tempo para. Terá sido um dia menos bom desse mister, uma decisão q o fará crescer, não repetindo.

masterzen disse...


Miguel Nunes lanço-te um desafio, tens apenas meio campo para vinte jogadores em iniciação,três bolas e duas balizas com três sessões por semana sempre nas mesmas condições.
Como é que treinas as situações de superioridade numérica? Como é que treinas o 1c1? Certamente o tempo de prática ficará afectado, é inequívoco que farão menos repetições, o desafio parece-me que será fazer menos mas sempre feito de forma a potenciar a criatividade e as boas decisões. Como é que organizarias a prática semanal?

Abraço

Miguel Nunes disse...

Master, tu és lixado :)

As balizas os pinos servem. Não preciso mm de balizas.

Iniciação como? Se for uma equipa de competição mesmo Benjamins (9anos)já não faço situações de 1x1. A menos que seja numa zona do país onde n haja miúdos com o mínimo dos mínimos de qualidade e que ainda estejam com dificuldades em conduzir e progredir c a bola. Mas 1x1 de forma sistemática considero mais cedo do que qd começa a competição federada.

Mas se tenho 3 bolas, parto o grupo em 3. Superioridade numérica, por exmeplo situações de 3x2. Jogos de 3x3 com obrigatoriedade de haver guarda redes na equipa q n tem bola, e um de 4x4, com mm regra, para formar 4x3 no campo.

Se fosse 2x1, teria de ser c as filinhas. Mas 1 GR, 2 defesas (sair a vez cada 1) 5 avançados. nem dá tempo de espera. E ai já tens 8 ocupados, os outros 12 faziam 3x3. Rotações, para todos passarem por todas as situações

Mas mm isso seria mt problemático, pq qd a bola vai para o quintal...

De qq forma, o cenário q montas é irrealista. Se só houvesse 3 bolas (acho isso absolutamente impossível) eu próprio compraria outras.

Ter só meio campo para treinar qd já falamos de fut 11 já é uma limitação tremenda, e é uma limitação que qs todos enfrentam.

Eu posso dizer-te que não aceitaria qq condição para trabalhar. No cenário que referes não trabalharia.Nunca! A menos que fosse o Abramovic a pagar-me o salário...

Jorge disse...

Master:

A minha sugestao seria (talvez mais pensar em voz alta que uma sugestao, ja que ha pessoas aqui que sabem mais disto a dormir que eu acordado):
Para os 1v1 nao precisas de baliza, podes ter dois grupos de 4 jogadores cada alternando 1v1 em aproximadamente 1/8 do campo.
Os restantes 12 jogam um 6v6 com as balizas e a bola que sobra.
Vais rodando os 4 que fazem 1v1.
Para as situacoes de superioridade numerica podes fazer qualquer coisa de semelhante, ajustando o numero de jogadores em cada grupo e a divisao do campo de acordo com o que queiras (jogo com mais ou menos espaco).
6 jogadores a fazerem 2v1, sobrando 14 num jogo, ou 10 a fazerem 3v2 sobrando 10.
Se os jogadores forem mais novos e queiras fazer os jogos mais pequenos, divides os jogadores que sobram por mais jogos e usas cones em vez de balisas.

Jorge disse...

Como eu dizia...

Ja nao e a primeira vez que vejo um comentario que menciona a falta de bolas.
Nao e possivel comprar um saco de bolas por uns euros que sirvam para os treinos dos miudos? Mesmo que saia do bolso do treinador, pela forma como facilita o treino e o trabalho do treinador valeria a pena.

Blessing Lumueno disse...

Bom constrangimento Master.
Eu continuaria a não partir o grupo. Ou seja, por causa da falta de bolas, nesse treino tive de improvisar, e como o Miguel referiu, estando todas a serem utilizadas se vai uma para o quintal tenho muita gente parada. Como quero intensidade, faço 10*10 ou 9*9 mais Grs.

Quanto às situações de superioridade e inferioridade numérica ou igualdade, mapeava o campo com 6 zonas conforme achasse pertinente. Mas suponhamos que eram 6 zonas (quadrados iguais em que dividia o campo) e dentro de determinada zona conforme o objectivo definia que só podia entrar no máximo um defesa, ou dois ou três... Ai já estava a jogar com superioridades numéricas ou inferioridades em determinadas zonas do campo onde acho mais pertinentes. Claro que teria de variar essas zonas para que os jogadores pudessem criar superioridades em vária zonas do campo.
Aí treinava o 1*1, às coberturas nesses casos, e etc. Podia até definir se quisesse muita finalização, pouca gente nos quadrados defensivos. Etc... Há muito por onde pegar com esses constrangimentos.
Claro que aproveitaria às situações de aquecimento e para fazer coisas mais curtas, como por exemplo 5*4 em dois campos ou 5*5 sempre com uma bola resguardada caso outra saia novamente para não perder intensidade e colocar sempre que eu ache pertinente a bola rápido em jogo.
Mas no grosso do treino, seria sempre a equipa toda. Claro que depois, como aconteceu vieram mais bolas. Mas esse treino nos apanhou de surpresa e felizmente ainda não tive a limitação de treinar apenas em meio campo o tempo todo, pois o espaço de jogo parece-me fundamental para que os jogadores consigam melhores noções em termos de criação e ocupação dos mesmos.

Abraço

Miguel Nunes disse...

Blessing, atenção que ele refere iniciação (deduzo que futebol 7, miúdos de 8,9 anos)

Blessing Lumueno disse...

Ahhh bom. Ai iria sempre preferir que eles estivessem o mais possível dentro do jogo, promovendo situações com menos jogadores, para que passem por muitas situações. Parece-me então dessa forma que começaria a evoluir o treino de níveis de menor complexidade em termos de número para maiores. Isso também podia dar-se ao longo da semana... Por exemplo, no primeiro treino equipas de dois jogadores. Divididos por dois campo. Isso daria 2*2 com duas equipas de fora. A equipa que ataca uma baliza, defende a baliza do qual saiu para atacar realizando dessa forma transição defensiva, com um jogador a ir para baliza e outro a jogar 2*1... Ai teria 8 jogadores por cada campo com um tempo de pausa muito reduzido para cada grupo de 2, sendo esse tempo aproveitado para feedback às crianças. Depois dessa fase ir evoluindo nesse contexto dentro da semana e do treino para grupos de 3 para jogar 3*2 e assim sucessivamente... Depois em fase fundamental do treino, 5*4 ou 5*5 em dois campos para evoluir noutro tipo de acção. Mais colectiva... Para promover a velocidade de decisão, de percepção e de execução... Jogar sob pressão etc... Nunca mais que isso, em termos de número de jogadores porque é mesmo importante que eles estejam sempre em jogo.

Abraço

ADexterA disse...

Bom post. Eu adoro futebol, mas pratico basquetebol e todas as considerações feitas relativas aos treinos são aplicáveis também neste desporto onde já passei por tudo: treinadores que usam a bola em todos os exercícios, treinadores que incluem no planeamento da época períodos de "carga física" sem bola, filas de espera para executar o exercício, etc...
Da minha experiência (e ja pratico a modalidade à cerca de 20 anos) os jogadores reagem melhor a exercicios em que estão em constante actividade com a bola e mesmo sem cargas físicas a equipa consegue estar a um nível mais ou menos constante durante toda a época.

Blessing Lumueno disse...

O meu aquecimento seria quase sempre igual...
Meinhos, activação e posse de bola num espaço reduzido com dois grupos em igualdade numérica, se necessário definia um Joker.
Ai nesse exercício de posse de bola, admito que se possa limitar um ou outro jogador ou a equipa em termos de toques, mas só se não estivessem a cumprir de forma eficaz com o objectivo que seria apenas trocar a bola e se achasse que o problema fosse dos muitos toques que davam globalmente. E aí com esse treino, treinas tudo. Transições ofensivas seguras ou rápidas conforme os jogadores acharem pertinente. Transição defensiva, organização defensiva e forma de defender em 1*2, 1*1. Velocidade, força, resistência, técnica, criatividade... Etc... Tudo com oposição, quase tudo com balizas e tudo orientado para a ser o jogador a decidir sem padrões pre definidos.

Jorge disse...

Com que frequencia e que voces acham que se deve intervir nos treinos? E que tipo de intervencao sugerem?

Miguel Nunes disse...

Acho que depende um pouco do nível a que estás. Mas, lê o posse de bola blog, há um texto recente sobre feedbacks.

Confesso que é algo que ainda me faz pensar seriamente.

O cuidado que tenho sp é elogiar facilmente (ou seja mm q tenha sido uma pequena coisa) os q mais critico. Para n criar ambiente hostil.

"Está tudo quase perfeito! Mt bom mm! Mudava só isto e isto para ainda ficar melhor."

e qd tem sucesso naquilo q pediste n deixar passar sem o reforço!

Blessing Lumueno disse...

Exactamente, reforço positivo sempre que eles cumpram algum objectivo... Um sub princípio, um sub sub sub sub princípios... Não interessa... Sempre reforço positivo para que o comportamento correcto seja emergente e fique por experiência, na memória associado ao sucesso e ao com sensações positivas do mesmo.

Jorge disse...

Miguel e Blessing:

Sigo este tipo no facebook desde que o treinador de natacao do meu filho mostrou um artigo dele aos pais.
Achei que este artigo (entre outros) vos pudesse interessar.
https://www.competitivedge.com/practice-doesnt-make-perfect-what-you-practice-does

Miguel Nunes disse...

mt obg Jorge

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

Ainda sobre os condicionalismos dos treinos de muitas equipas:

1 - O que acham de duas equipas de Infantis de futebol 11 (11 e 12 anos), 36 jogadores no total, a treinarem 90 minutos em meio-campo de Futebol de 11, no segundo dos três treinos semanais?

2 - Ou então duas equipas de Iniciados (13 e 14 anos), 42 jogadores no total, a treinarem 60 minutos em meio-campo de Futebol de 11 e mais 30 no campo todo, também no segundo dos três treinos semanais?

Nestes casos, o material não é problema. Só mesmo o espaço...

Blessing Lumueno disse...

Vou esmiuçar sobre isso durante o sono de hoje, amanhã durante o dia tento responder e comparar com a tua solução e depois discutimos. Abraço

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

Não sendo os cenários ideias, estas são realidades que aconteceram, acontecem e... funcionam.

No fundo a mensagem, à imagem do que este post e o discurso do Jesus no FMH sublinharam, a criatividade no treinador faz "milagres". E curiosamente o português é rico em criatividade...

Blessing Lumueno disse...

Sim rico em criatividade pelas dificuldades a que está constantemente exposto.... Sejam pelas condições do terreno, tempo ou humanas... Dessa dificuldade emerge competência ao nível da criatividade e operacionalização do treino.

Andre Pataco disse...

Acerca da criatividade nos mais jovens. http://www.maisfutebol.iol.pt/seleccao/jovens-torneio-lopes-da-silva-silveira-ramos-selecao/1465211-1194.html