sábado, 29 de junho de 2013

Francisco Silveira Ramos. Um dos melhores treinadores do futebol mundial fala da formação em Portugal.


"Portugal tem estragado alguns talentos ao trabalha-los demasiado. Não podemos querer ter jogadores de futebol aos 10, 11, 12, 13 anos de idade. Temos jogadores de futebol aos 20 anos. Nesta idade são só jogadores da bola. Se quisermos queimar etapas e introduzir táticas muito sofisticadas, reduzir a participação individual dos miúdos, podemos estragar este talento".

"O que caracteriza os jogadores de topo nesta idade é ter uma grande expressão individual. O que se tem passado em Portugal é termos os jogadores muito formatados. Alguém é responsável por isso. Temos jogadores muito amarrados a processos muito rígidos. Se nesta idade não são todos iguais e daqui a 5 anos forem, há algo errado neste processo" 

"Andam todos à procura de jogadores inventivos, criativos, com capacidade de improvisação. Nós temos esse jogadores em Portugal, não os podemos estragar. Não podemos castrar essas competências individuais, sobretudo do domínio ofensivo, e transformá-los todos em peças de uma máquina. O futebol é um jogo coletivo, mas é feito de individualidades e temos até que fomentar essas individualidades"



"Vimos aqui variadíssimos jogadores com características muito boas para jogar a pontas de lança agora é preciso que o trabalho para eles seja rico e criativo. O ponta de lança é alguém que tem muitos problemas para resolver no jogo. É toda a gente a querer bater-lhe, roubar-lhe a bola... Ninguém resolve problemas com uma cabeça cheia de constrangimentos e de táticas muito rigorosas. Tem de ter uma grande versatilidade de soluções e não pode estar amarrado a soluções pré-definidas". Francisco Silveira Ramos


Temática outrora abordada aqui. E de uma forma mais geral na etiqueta Futebol Jovem.

30 comentários:

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

:) Á tarde um amigo enviou-me o artigo por email. Ao qual lhe respondi:
"O Silveira Ramos foi o meu professor da especialização de Futebol. Agradeço-lhe a ele a visão que me deu do treino, que inclui os pontos que ele refere. Hoje em dia evolui nalgumas matérias em relação àquilo que ele nos procurava transmitir, mas no essencial concordo. Tal como nesta temática. Porém existem realidades e realidades. Concordo em absoluto que o desaparecimento do Futebol de Rua é um problema muito grave para o futuro do Futebol, colocando-o mesmo em causa. Concordo com a opinião de que existem treinadores que modelam os jovens jogadores com comportamentos tácticos limitativos e até absurdos. Já acontecia no meu tempo como jogador de formação. Nós não procuramos fazer isso. Deixamos espaço para a criatividade, liberdade de decisão e autonomia dos jogadores. Principalmente no momento ofensivo do jogo. Porém para sermos uma equipa trabalhamos uma "qualidade colectiva" comportamentos tácticos, que não limitam os jogadores, mas garantem-lhes uma linguagem comum e uma organização em campo. Esta é para mim a diferença do Futebol de Formação para o Futebol de Rua, onde tudo acontece e se desenvolve de forma intuitiva. E muito bem! Nos clubes, os treinadores têm para mim, a missão de ajudar os jogadores a descobrirem o caminho, no entanto trabalhando essencialmente uma qualidade colectiva. O que não quer dizer que não se preocupem com problemas individuais e com o trabalho da qualidade individual dos jogadores. Mas esse não deve ser o foco principal dos clubes, porque esta é a questão chave: Não há tempo! O que quero dizer é que o Futebol de Rua garante ou garantia um volume de jogo, de acções, de descoberta através de "erro-aprendizagem" que é impossível termos nos clubes. Nós passávamos horas e horas por semana a jogar com o pessoal, e era aí que desenvolvíamos as nossas qualidades individuais, a técnica, a criatividade, etc. Nos clubes temos 4 horas e meia por semana (alguns menos) e nesse tempo é impossível proporcionarmos as experiências fundamentais que tínhamos para nos tornarmos talentos. Lembro-te que quando alguém chegava ao Torreense e era seleccionado nos treinos de captação, já tinha grandes qualidades individuais que as desenvolveu na rua. Assim, para mim, o papel dos clubes, principalmente a partir dos 9 anos é trabalhar a EQUIPA e essa tal qualidade colectiva, sem nunca castrar a individualidade, a criatividade e o talento de cada jogador".

De facto é isso mesmo... "Um dos melhores treinadores do futebol mundial fala da formação em Portugal". Mudou completamente a minha perspectiva do jogo e do treino. Pena que a comunicação social não difunda mais as ideias destas pessoas, tal como do Vitor Frade. Temos mesmo os melhores, e há muitos anos, a pensar o jogo e o treino em Portugal...

Abraço

Anónimo disse...

Aos anos que o Aurélio Pereira disse o mesmo quando confessou o segredo da melhor fábrica do mundo de extremos.

Anónimo disse...

Um dos melhores quê??? Que fez ele para ser assim considerado?

Roberto Baggio disse...

Saber Sobre o Saber Treinar,

Acho que até aos 14/15 anos, os jogadores devem potenciar ao máximo todas as qualidades individuais possíveis. E partir do escalão de juvenis, começarem então a desenvolver mais as competências colectivas que as individuais.
Acho que o treino até a esse escalão, deva ser, situações típicas de ataque/defesa em superioridade, igualdade, ou inferioridade numérica, com poucos jogadores (no máximo 14), com apenas duas regras (espaço e tempo), e rotação dos jogadores por todas as posições do campo durante a temporada. Claro que na parte defensiva, haverá uma maior preocupação com a forma como se deve defender, mas no ataque, a minha única preocupação seria com as linhas de passe ao portador da bola. Uma a esquerda, uma a direita, se possível em diagonal. Essa seria a única base colectiva pelo qual trabalharia durante o ano, o resto seria liberdade e criatividade, improviso dos jogadores. "Obrigo" a improvisar muito mais vezes, teriam de ser eles a aprenderem sozinhos. Assim, estou a estimular criatividade.

Ruben da Costa e Silva disse...

A meu ver o grande problema da formação em Portugal é as pessoas terem a ideia que um clube que tem uma boa formação é aquele que ganha mais títulos nos respectivos escalões, os treinadores estão mais preocupados em obter resultados do que em formar os jogadores, muitas vezes porque os mesmos treinadores estão dependentes de resultados para poderem manter os seus cargos.

Roberto Baggio disse...

PS: Quanto ao professor, não há palavras para o descrever melhor, que as que usaste.

Anónimo disse...

Como em tudo, poderei estar de acordo com algumas citações! E respeito nomes como Victor Frade, Ilídio Vale, José Guilherme, Paulo Leitão, Aurélio Pereira, Carlos Queirós e outros...mas essa de "um dos melhores treinadores do mundo em formação" perdoem a minha ingenuidade, mas faz-me rir, a mim e a milhares de pessoas!

Anónimo disse...

Essa de "um dos melhores treinadores de Futebol do mundo" tem muita graça! Claro que poderei estar de acordo com algumas dessas "repetições", mas só isso! Porque o futebol é um processo em constante evolução! E muitos evoluíram...

PB disse...

eu tenho a minha opinião, os anónimos têm a vossa. Posso ter a minha opinião? E posso expressá-la no meu blog?

obrigado

Anónimo disse...

Entao eu tambem posso ser um dos melhores tenistas do mundo. Só que nunca joguei tenis. É como este.

Gonçalo Matos disse...

Ilidio Vale e Vitor Frade na mesma frase? Damn, que comparação..

Ricardo Cunha disse...

Um dos grandes problemas "nisto" do Futebol é o querer arranjar teorias mirambolantes para valorizar cada vez mais os treinadores e cada vez menos os jogadores.

Vejamos, eu tenho um miúdo com 11 anos que só finta, que não tem a mínima noção colectiva do jogo.

O que deve fazer um bom treinador?

Não fazer nem lhe dizer nada porque está na tal fase de "expressar a individualidade"?

Ou limitar esse jogador a 2 toques por treino?

Aqui é que está a questão de ser bom treinador. Nada disto obedece a uma teoria.

O bom treinador tem que sentir o miúdo, fazê-lo perceber que tem um dom, mas que o Futebol é um jogo colectivo e que esse dom tem de ser posto ao serviço do colectivo.

Mas isto não vem em livro nenhum, isto vem de perceber o jogo, de o ter jogado, de perceber as necessidades deste tipo de jogador, etc, etc...

Mas devo referir que concordo em absoluto com o que diz o artigo.

Não se podem padornizar os jogadores, dar liberdade mas SEMPRE com a noção de base de que o Futebol é um jogo colectivo..

Rui Mendes disse...

Caiu o mito

"A qualidade do seu trabalho técnico-táctico é facilmente perceptível na sua frase. Felipão não deve ser bastante mais que um rotundo zero nesse campo."

5/11/2010

o futebol é tramado.

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

Baggio, no geral estamos de acordo. Quando refiro o trabalho sobre a qualidade colectiva, refiro-me ao trabalho sobre as relações. Grupais, sectoriais, inter-sectoriais, colectivas. Se referes o trabalho "ataque/defesa em superioridade, igualdade, ou inferioridade numérica, com poucos jogadores (no máximo 14)" já estás à procura de algo mais do que apenas o individual.

Pensando sobre o assunto, sobre as vivências e experiências, sinto que na "rua" evoluíamos essencialmente nas qualidades individuais e grupais determinantes no centro de jogo. A relação com bola, a decisão com a mesma, em oposição o 1x1 defensivo (contenção, antecipação, desarme, etc.) e também intuitivamente as noções de cobertura ofensiva /defensiva, mobilidade, equilíbrio e mesmo o espaço e concentração que já se começam a afastar do centro de jogo. Portanto os princípios gerais e específicos do jogo. Conceitos mais complexos, principalmente defensivos, são mais difíceis de serem atingidos pela aprendizagem-erro do futebol de rua. Um exemplo claro são alguns princípios defensivos relacionados com a regra do fora-de-jogo, inexistente no futebol de rua…

Então o treinador torna-se decisivo pela direcção e propensão que coloca nos exercícios. E ainda por fazer progredir o trabalho grupal, introduzindo progressivamente estruturas ou sub-esturutras do modelo colectivo a atingir. Isto claro está, dependente do nível de aprendizagem dos jogadores em causa. A idade pode ser um indicador, mas penso que somos unânimes em reconhecer que existem jovens aos 14 anos que já estão preparados para conceitos mais complexos e que adultos de 30 precisam de aprender os princípios fundamentais do jogo.

Sobre o Silveira Ramos, independentemente do que fez como treinador (Ronaldo, Viana, Custódio, etc., passaram nas selecções pelas suas mãos), permitam-nos que pensemos, pelas suas ideias, e que já remontam à fase "pré-Mourinho", que será um dos grandes autores, pelo menos a pensar o treino, a nível mundial. Tal como eu, muitos reconhecem ao PB ideias brilhantes sobre o jogo e o treino, e não o vimos treinar. Uma coisa não invalida a outra.

Miguel Nunes disse...

Rui Mendes, e precisaste que o Brasil cheio de estrelas dos campeonatos europeus, sobretudo o quarteto defensivo ganhasse a taça confederações para dizer isso?

Podias ter aparecido antes com o facto dele ser campeão do mundo e ser quem fez o melhor de sp pela selecção portuguesa

Anónimo disse...

Mesmo Miguel Nunes... E nós damos todo o mérito em termos de selecções ao Felipão, em torneios curtos e com jogadores que só treinam 3/4 dias antes, é otimo a motivar os jogadores, unir o grupo e ser um "pai" para todos.

Mas o homem também tem sorte nos timings (a sorte que o C. Ronaldo nao teve por jogar na mesma era que o Messi): campeão do Mundo, ok, com uma grande selecção (Ronaldo Rivaldo Ronaldinho Cafu Roberto Carlos!!!), depois apanhou Portugal e agora o Brasil antes de torneios onde seriam organizadores. Só mesmo o factor casa pode levá-los ao Mundial porque no Mundial não se brinca como nas Confederações.

Uma selecção alemã focada, por exemplo, a não ser que variados jogadores brasileiros "expludam" num ano, terá sempre a vantagem. A equipa é uma máquina. Claro que Argentina e Brasil com tanto talento (+Messi de um lado e +factor casa do outro) podem sempre vencer, torneios curtos são mesmo assim... Até dá para nós tugas sonharmos...

Anónimo disse...

Rui Mendes, que achas de pôr Lampard, Drogba e companhia a contornar cones?

Mas vá lá que o Scolari não é burro e reconheceu que lá estão muito atrasados em termos tacticos por comparacao com os europeus. Será que aprendeu alguma coisa? Ou introduziu alguém com métodos modernos na equipa (ou ainda é o Murtosa que dá treinos)?

Roberto Baggio disse...

Ricardo Cunha,

"Vejamos, eu tenho um miúdo com 11 anos que só finta, que não tem a mínima noção colectiva do jogo.

O que deve fazer um bom treinador?

Não fazer nem lhe dizer nada porque está na tal fase de "expressar a individualidade"?

Ou limitar esse jogador a 2 toques por treino?

Aqui é que está a questão de ser bom treinador. Nada disto obedece a uma teoria.

O bom treinador tem que sentir o miúdo, fazê-lo perceber que tem um dom, mas que o Futebol é um jogo colectivo e que esse dom tem de ser posto ao serviço do colectivo."

Não tem de limitar a dois toques! Assim só está a estragar o jogador, e a tirar-lhe o que tem de melhor! O drible!
O que o treinador tem de fazer é fazer o jogador sentir necessidade de jogar ao segundo toque, quando isso for necessário! Pois, obrigando vai levar a uma adaptação negativa, no sentido do jogador começa a estar, padronizado/mecanizado para jogar sempre ao segundo toque, mesmo quando isso não for a melhor opção. Aliás tenho um caso desses na minha nova equipa. Do pouco que vi, percebi logo que tenho um "grande pequeno" jogador no meio campo, com um e um só problema: Joga sempre ao primeiro ou segundo toque! E depois dizem, mas isso é mau? Sim, é tão mau quanto o driblar sempre! E porquê que ele joga sempre assim? Perguntei e ele disse, no clube onde estava antes, os treinos todos e jogos, só podíamos jogar no máximo ao segundo toque. A mudança do jogador tem de partir da necessidade que encontra em contexto. Colocar-lhe muitas pernas a frente e pouco espaço para progredir faz isso, sem que ele perca o que tem de melhor.

Saber sobre o saber treinar,

Entendo o que dizes, mas o problema é da explicação do exercício, das regras e do feedback, e é aqui que estimulo a autonomia deles na resolução dos problemas. Claro que haverão muitos problemas colectivos, mas tantos quantos os individuais. E aqui, direcciono, não tanto para o colectivo, mais para o indivíduo.

O meu problema, é o modelo, nesta fase. Não sei se entendes a minha preocupação. É o começar do modelar dos jogadores para uma determinada direcção (forma de jogar). Acho que nesta fase nem sequer deva haver modelo de jogo, acho que o guia para o treino deva mesmo ser o melhorar disso. Mas claro que há excepções e essas excepções são os miúdos que já têm capacidade de percepção de estruturas mais complexas. Mas essas excepções são aquelas que sobem de escalão, para que de forma recorrente sejam feitos upgrades dos estímulos e da dificuldade por forma a melhorar cada vez mais a sua capacidade.

Quanto a resto que escreveste, sim, concordamos em absoluto, sobre o futebol de rua.

Quanto ao professor, acho que há malta que não percebe que o trabalho de campo dele (como o de muitos) senhores foi/é enorme, apesar de não ter o devido reconhecimento. Quem conhece, vê, de perto, sabe do que estou a falar.
E mais digo, não há nada mais prático que uma boa teoria! Assim como não há nada mais teórico, que uma boa prática! Este senhor tem os dois sentidos!

Pedro disse...

Sabem, é precisamente esta espontaneadade do futebol que desapareceu, este futebol de rua. Comparo isto ao surf. Ninguém me ensinou a sufar, aprendi sozinho, tentativa e erro, aprendi com outros. Hoje em dia há milhares de escolas em que entra porco e sai chouriço. Parece-me que no futebol é parecido... eu aprendi a jogar com tipos que foram grandes jogadores (Jorge Andrade, Pedro Costa do futsal...). Jogavamos tardes inteiras, sem chuteiras, em descampados... Acho que a partir dos 10 anos começas a perceber que se te desmarcares podes receber a bola e se há um tipo fusso, é dar-lhe paulada que a bola cai! Percebes se defendes um tipo mias rápido do que tu não podes ir à queima, se o tipo é maior não te podes encostar a ele... E ganhas um gosto pelo jogo que não é imposto por ninguém!

Anónimo disse...

FSV foi meu professor de metodologia do treino da FMH e é, de facto, um dos melhores treinadores ao nível da formação. Apesar de não concordar com todas as suas ideias (sobretudo quando passamos para um plano de futebol profissional), FSV foi um dos treinadores da FPF que marcou claramente uma era no nosso futebol. E acreditem que o nosso futebol não seria o mesmo se pela FPF não tivessem passado FSV, Queiroz, Vingada, entre outros.

Anónimo disse...

https://www.youtube.com/watch?v=J0gybMQT5Kc

E este treino do Scolari? Até admira não ter ganho por 6 a final...

KARLOS disse...

Roberto Baggio

Lembra disso q vc disse:

"Miguel mostra isso aos brasileiros lol "

http://lateral-esquerdo.blogspot.com.br/2013/06/a-superioridade-de-andres-iniesta-para.html


Aí eu respondi

Melhor não!! deixa todos os europeus aprenderem (eu disse todos)



Se os brasileiro aprendem isso, com a técnica q temos, FUDEU!!!

Deixe assim pra ter mais emoção!!

Não desdenhe do que vc não conhece... O Futebol Brasileiro é muito mas do q tu julgas conhecer!!!


PB disse...

Pedro, curiosidade, fui colega do Costinha na faculdade :)

Na altura jogava no Sporting! Depois deixou os estudos para seguir p o Freixieiro. Ainda hoje mantenho contacto com ele.

abraço

PB disse...

anónimo do treino do Felipão. Mt bom! Falem lá agora mal da sua competência táctica. Deu 3 na Espanha... :)

hertz disse...

Para quando mais um post sobre o mundial sub-20?
Gostaria de ter a vossa opinião, do PB ou do Miguel, sobre as selecções do Uruguai e do Paraguai. Se viram os jogos gostava que dessem a vossa opinião, se possível, sobre o Gianni Rodriguez (Uruguai) e o Derlis Gonzales e Rojas (Paraguai).

PS: Tenho visto algumas partes dos jogos do Uruguai, vi a final do jogo hoje contra a Nigéria: aquele Nicolas Lopez é craque!

Miguel Nunes disse...

Estou a ver uns jogos agora. Tive uma semana dificil... tou a tentar por os jogos em ordem.

Eu avisei (do Nico Lopez) :)

abraço

Roberto Baggio disse...

Ao qual lembras o que respondi, ou não interessa meter aqui?

Não te deixes levar pelo entusiasmo de uma vitória. Tu não és assim, não és como a maioria dos brasileiros, porque tu pensas. E se pensares nos imponderáveis deste jogo, que não foram poucos percebes.

Está lá no meu blogue mérito para o Brasil.

Que continuem assim.

Abraço

Pedro disse...

Caro PB,

O Costinha foi meu colega de liceu. Jogava nas horas e sempre foi uma pessoa diferente das outras. Lembro-me de perdermos um campeonato no desporto escolar para a equipa dele por 2-1, em que ele marca um golo, de letra, na sequência de um canto (em futsal). O jogo acabou e a primeira coisa que ele fez foi comprimentar os adversários todos, bom jogo, vocês jogam muito bem, podiam tb ter ganho. Aprendi muito do jogo com ele.

Abr,

PB disse...

O Costinha é um grande Senhor. Com S grande mesmo. Merece tudo de bom. Curiosidade. Foi uma das duas únicas pessoas que conheço que mudou de clube do coração ao longo da vida :)

Rui Freitas disse...

Muito se fala relativamente ao Futebol de rua, mas eu acabo por ter algumas dúvidas relativamente às suas valências. Pois pela forma como muito se fala estas valências parecem de ordem quase sobrenatural ... Quer se também passar a ideia de que o treino formal nas idades mais jovens é quase acessório e isso é algo que para mim é bastante incómodo.

Se no treino formal existem melhores condições, equipamentos e treinadores em princípio capacitados o que apresenta o futebol de rua de diferente ou superior?

Compreendo a necessidade da expressão pessoal, da relação com a bola e entendo que em fases precoces os jogadores estão numa fase de egocentrismo com a bola. A capacidade técnica é na minha opinião o aspecto fundamental a ser trabalho emm fases iniciais. Mas não poderão todos estes aspectos ser potenciados em contexto de treino formal? O que estará mal? Será a falta de Futebol de rua que atrapalha o desenvolvimento do jogador ou será a incapacidade, por parte dos treinadores, de criar de cenários que estimulem estas aprendizagens num contexto de variabilidade?

A variabilidade de estímulos que estão associados à rua parece-me essencial, mas estes podem acontecer também em treino, adicionando a supervisão de um técnico que ajude os jogadores a descobrirem as respostas do jogo mais rapidamente.

O maior benefício, na minha opinião, do Futebol de rua é efectivamente o número de horas de prática que pode proporcionar e aí sim parece-me um catalisador importante.

Mas a rua nunca será um criador de jogadores criativos através de um processo não controlado de propriedades místicas (como se pretende passar a ideia) ...

P.S. Não sou de forma alguma detrator do Futebol de rua. Sou apologista de um processo de ensino de qualidade, pouco limitador da liberdade de ação (numa fase inicial) e com grande variabilidade.

Abraço a todos