segunda-feira, 10 de junho de 2013

Treinar as capacidades físicas que se usam... no jogo.


Preparación física


"En pretemporada habrá carreras sin balón, pero pocas, sobre todo la primera semana. Luego lo haremos todo a través del balón. Damos prioridad al balón, pero es importante la preparación física. Tenemos todos estos ejercicios con unos fines físicos de balón, de posesiones y de juegos. Para nosotros es muy importante el entrenamiento. Es muy parecido al partido, en la intensidad máxima. No tomamos el trabajo como una cosa más, que yo entreno de cualquier manera y luego rindo el domingo. Tú entrenas como juegas y juegas como entrenas. Exigiremos que la gente sea seria e implicada en los ejercicios. Durante la temporada ninguna sesión dura más de una hora y cuarto u hora y media, pero serán a un ritmo altísimo". Djukic, novo treinador do Valência

9 comentários:

Manuel Humberto disse...

É suficiente para colher logo simpatia, somada à simpatia que já colhia por ter feito parte da grande equipa do Deportivo (Bebeto, Mauro Silva, Donato, Fran, López Rekarte) que em 1994 perdeu o campeonato na última jornada, em casa, no último minuto.

Miguel Nunes, o soberbo comentário no post anterior onde descreves a relação de forças entre a formação do Sporting e do Benfica é preocupante. Por último olha, vais gostar, porque gostas imenso de Jorge Jesus e de Paulo Fonseca:

"Foi treinado por vários, desde Jesus, sobre quem disse ser admirador, numa entrevista ao MaisFutebol, a Álvaro Magalhães. «Allô mister, estamos a fazer um trabalho sobre o Paulo Fonseca. Como era ele?», perguntamos nós, levando logo com um «Eish! Pessoa extraordinária. Sempre disponível, bom profissional, queria sempre melhorar». Curiosamente, o adjetivo usado foi novamente o de pessoa «pacata», alguém que «aceitava sempre as decisões» e «nada conflituoso». Álvaro recordou também um «menino» que aparecia na altura, João Afonso, que agora joga no Belenenses, e que o Paulo educava: «Às vezes temos aqueles veteranos que acham que têm que falar de cima para baixo com os miúdos, mas o Fonseca falava com ele naturalmente, orientava o miúdo quando o lancei. Era um descanso para mim».

http://www.zerozero.pt/noticia.php?id=114157
(Artigo bastante longo)

Manuel Humberto disse...

Faltou referir, Djukic coitado foi o jogador do Deportivo que falhou o penalty no último minuto do jogo que deu o título ao Barcelona, em 1994.

Metralha disse...

Já não há novidade neste discurso. Falar é fácil, e isto vale todos, fazer é que é mais dificil.
Adaptação ao meio também é muito importante.
A cultura desportiva do FC Porto é ganhar (vejam~se os jogos enfadonhos no Dragão), no Sporting (já foi) de jogar futebol de ataque, o Benfica é um misto dos 2, depois do JJ entrar no clube.

josé carlos disse...

Miguel onde está essa entrevista? Abraço

Miguel Nunes disse...

http://www.marca.com/2013/06/10/futbol/equipos/valencia/1370842840.html
abraço

Miguel Nunes disse...

Manuel, essa reportagem está mt boa. Eu n sei, especulo, mas acho q o FCP deve fazer qq coisa parecida antes de avançar.

Antes de contratar o PF n tenho duvida de que a estrutura do FCP falou com dezenas de ex jogadores do PF para perceber o q pode valer o treinador. Ao contrário de outros lados onde o que será será, ali o processo de escolha é de um rigor mt grande.

PP disse...

Este é um assunto que me causa grandes interrogações.

Percebo a ideia de treinar da mesma forma como se joga e jogar como se treina. Até aqui tudo muito bem.

No entanto, se isto é possível fazer numa equipa que joga de sábado a sábado, numa equipa de topo internacional, já tenho as minhas dúvidas. É que jogar de dois/três dias tem a sua ciência... há que recuperar jogadores em termos físicos, pelo que não se pode exigir que se treine no primeiro dia logo a seguir ao jogo ao mesmo ritmo que o jogo. Daí que quando leio este tipo de entrevistas sou algo céptico e vejo-as muitas vezes como "para inglês ver".

Roberto Baggio disse...

Tem sim PP. Potenciares nos treinos de recuperação, treino a seguir à folga, exercícios específicos do teu modelo de jogo. Com menos intensidade e mais pausas durante o exercício. Sem grande volume de exercícios por treino, pela capacidade aquisitiva não estar no top

Saber Sobre o Saber Treinar disse...

Apesar de ser uma amostra superficial e insuficiente para perceber qual é de facto a realidade, metodologia e objectivos por trás do treino do Djukic, há aqui uma frase que me causa apreensão... "Tenemos todos estos ejercicios con unos fines físicos de balón (...)".

Aqui poderá indicar que a sua visão está entre a Periodização Física e a Táctica, o tal "treino integrado", que tinha a bola e exercícios de características tácticas como "engodo" para se trabalhar dentro de objectivos físicos. E há que dizer... não o treino integrado do Silveira Ramos, que já se assemelhava a uma espécie de Periodização Táctica.

Carlos Carvalhal em 2010, relata que a determinado momento da evolução do treino do Futebol, “começou a “moda” do treino integrado. Era moderno treinar com bola, quem o fizesse estava num plano evoluído! A bola começou a estar presente na maioria das unidades de treino. Muito mais agradável para nós jogadores, a motivação para o treino era claramente diferente! Mas a bola era fundamentalmente um acessório porque no fundo a preparação e a utilização da bola visava sempre a melhoria de alguma capacidade física. Resumindo, a bola era utilizada fundamentalmente para treinar a componente física, estavam sempre condicionados por esta visão, pela vertigem do lado físico do jogo! Fazer corridas de condução da bola de 80 e 100 metros, ou fazer saltos sobre a bola era usual!”

Rematando, e percebendo onde quer chegar com esta afirmação, Paco Seiru-lo "preparador físico" do Barcelona e selecção espanhola de Andebol, e uma espécie de Vítor Frade espanhol, referiu em 2011 que "a preparação física não existe"...