terça-feira, 30 de julho de 2013

Cada posição no campo exige funções diferentes.

A afirmação do título é obviamente totalmente errada, e encerra em si uma visão sobre o jogo que foi caindo algures na década de 90, ainda que muitas equipas teimem infelizmente em manter tal visão.

A propósito disto, o longo mas bastante interessante texto do Entre Dez.

E o recordar de um texto com mais de quatro anos, aqui.

"É comum afirmar-se que uma equipa deve ser construída através de diferentes características de jogador para jogador.

Ainda hoje, há quem pense que uma equipa deve ser formada por dois ou três "carregadores de piano", dois ou três artistas e um avançado alto e forte. Crê-se que o trinco deve correr kms e que à sua frente deve jogar alguém capaz de transportar a bola pelo campo fora. Que o extremo tem de ser um driblador.

Nada mais falso. Para se formar uma boa equipa, bastam 10 inteligentes jogadores

...

Na actualidade, o jogo de futebol, não mais, é um conjunto de 10 duelos de 1x1. As (boas) equipas movimentam-se forma harmoniosa e equilibrada por todo o campo de jogo. Em todos os momentos, há algo a cumprir, não só pelo portador da bola, e pelos jogadores que o rodeiam, mas também por todos os outros.

Em todas as ocasiões, há um posicionamento colectivo a ser cumprido, pelo que um extremo pode ter tanta relevância no processo defensivo quanto um defesa central.

Quando observar um jogador, a correr demasiado, tentando ser ele, a pressionar, em todos os momentos, o portador da bola. Quando perceber que determinada equipa sai para o ataque através da condução de bola de determinado jogador. Ou quando, perceber que determinado extremo recorre incessantemente ao drible, desconfie. Provavelmente não são os jogadores que são bons. É a equipa que é má. Tais situações, só são passíveis de acontecer, em equipas cujo colectivo seja débil.

Esqueça a disparatada ideia, de que um Pirlo necessita de um Gattuso. Numa verdadeira equipa, todos experimentam as diferentes funções. Isso é, claramente, algo que as melhores equipas europeias da actualidade nos podem ensinar.

PS - Alan e César Peixoto, dois "puros" extremos, cumpriram, na época 2008/2009, aquela que foi, provavelmente, a melhor época das suas vidas. Ambos jogaram, pela primeira vez, nas suas já longas carreiras, como centro-campistas. Relembre. Basta técnica, inteligência, e um treinador que indique o caminho."


Não há funções diferentes para posições diferentes. Nada disso faz sequer sentido no futebol. Todos têm princípios para cumprir, sejam os gerais (inferioridade, igualdade, superioridade numérica), sejam os específicos (contenção, coberturas, equilíbrios e concentração / progressão, coberturas, mobilidade e espaço). O jogo é um conjunto muito variado de situações (X contra Y em determinado espaço. Por exemplo. 7x10 na construção com bola no circulo central na posse do "trinco") e é melhor jogador e melhor equipa quem melhor conhece e percebe as melhores respostas para cada situação diferente. Por exemplo, David Silva seria sempre melhor trinco que noventa porcento dos jogadores do futebol mundial que fazem de facto a posição. O espanhol nunca tendo jogado em tal posição, sabe como ninguém as respostas que deve oferecer a cada situação nova, seja com mais ou menos oposição, para além de que tecnicamente é mais do que capaz de colocar nos pés o que a mente idealiza. Ao contrário do que muitos ainda pensam, apesar da cruzada já ir longa, não são precisas características especiais diferentes de posição para posição. Mais do que a posição, importa a análise de cada situação de jogo. Não é por não ser robusto fisicamente que Silva deixaria de ser uma óptima solução para trinco. Ofensivamente jogar num espaço menos habitado até lhe tornaria o jogo mais fácil. Defensivamente a análise que tem de fazer das situações que encontra não difere da que já faz. Não é como se quem ocupa a posição de "10" possa abdicar de sair para a contenção ou voltar para equilibrar quando é ultrapassado e fica à frente da linha da bola.  

Espaços diferentes podem proporcionar sucessos diferentes, pois é mais fácil ser comandado que comandar, quando se fala na última linha, ou jogar com bola onde há mais espaço do que menos.  Todavia, não se pode pensar que as posições exigem características diferentes umas das outras. Todas exigem muito qualidade na decisão e na capacidade técnica para que se seja capaz de dar seguimento à boa decisão. 

Quando na última caixa de comentários surgiu a interrogação. Critério para X ser melhor que Y? A resposta foi, a que será sempre. O critério é a melhor resposta para cada situação que se enfrenta. Quando ambas as respostas são igualmente boas, diferencia os jogadores a velocidade a que as dão. E velocidade aqui não tem nada a ver com característica física, ainda que também possa ter, quando depois o corpo executa o que a mente antecipou, mas mais relacionado com o que em tempos Quique Flores referiu sobre Aimar "Muitos decidem bem, muitos decidem rápido. Aimar é dos poucos no futebol mundial que decide bem e rápido".

Melhores respostas associada à qualidade técnica, mas sobretudo à de decisão. Também em 2009 abordada aqui

"Num momento em que o jogo é do ponto de vista técnico e físico, cada vez mais equilibrado (longe vão os tempos em que só os grandes clubes treinavam), as tomadas de decisão surgem como um dos traços mais decisivos no jogo moderno.

Por tomadas de decisão, deve entender-se, as opções que cada jogador toma a cada momento (com ou sem bola). Para onde deslocar? A que velocidade o fazer? Que espaço ocupar? Para onde desmarcar? Quando soltar a bola? e para onde? Quando progredir com a bola?

Cada situação de jogo tem uma forma mais eficiente de ser resolvida. Tal não significa que optando pelo pior caminho, se estará sempre condenado ao insucesso. Tão pouco que, optando bem, se será sempre bem sucedido. Significa somente que, optando bem, está-se sempre mais próximo de ser bem sucedido.

Exemplo simples. Numa situação de 2x1, o portador da bola deve progredir com a bola no pé, no sentido da baliza, soltando a bola, no timing correcto (bem próximo do defesa), para que a bola saia para as costas do defesa. O passe deve ser efectuado para o espaço (e não para o pé do colega, por forma a que este não trave a corrida). Ou seja, de uma situação de 2x1, pretende-se passar para uma de 1x0.

Se em dez situações de 2x1, o portador da bola (no momento inicial, antes do passe), for capaz de as resolver dessa forma, provavelmente a sua equipa fará 8,9 golos, ainda que nenhum marcado por si (uma vez que acabará por fazer o passe para o colega de equipa).

Se na mesma situação, o portador da bola optar por driblar o defesa, e mesmo partindo do princípio que os seus traços individuais são bastante bons, provavelmente, em dez lances, marca 4,5 golos.

Os jogos em que, optando mal, se chega ao golo, são óptimos. Porém, em termos globais, a equipa sai prejudicada. Os 5 golos marcados dão notoriedade aos olhos do comum adepto. Mas, não são o que de melhor poderia ter dado à equipa.

Quem toma as melhores decisões a cada momento, tem a sua equipa, sempre mais próxima do objectivo (marcar, não sofrer, ganhar). Mesmo que não obtenha tanta notoriedade.

A situação descrita é uma situação de finalização, por ser de mais fácil compreensão. Porém, é importante perceber-se que as decisões se aplicam em todas as situações do jogo. Por mais banais que lhe pareçam. É que, para se chegar a uma situação de finalização, há todo um trabalho prévio, tão importante quanto o último momento (que nunca surge, quando a fase que antecede a finalização não é eficiente)."

68 comentários:

Signori disse...

http://www.record.xl.pt/multimedia/videos/interior.aspx?content_id=836174

off topic
Estreia de Neymar,ou como o futebol na europa exige processos mais colectivos e de decisão mais rápida

Lourenço Teles disse...

Em primeiro lº lugar excelente post
Em segundo lugar tendo, em parte, a discordar, pela simples razão que a velocidade e qualidade de resposta advêm da função desempenhada pelo jogador numa determinado posição. Com isto quero dizer que um extremo terá mais sucesso e levará a sua equipa a ter mais sucesso sendo ele rápido, bom driblador e dono de uma boa qualidade de cruzamento.
Contudo, concordo na totalidade que a velocidade de reacção/resposta e a sua qualidade são as características mais importante em qualquer jogador, independentemente da sua função ou posição, mas são poucas ou quase nenhumas as equipas que conseguem ter 11 jogadores que decidam depressa e bem em 9 a cada 10 vezes durante 90 minutos (ou até 7 a cada 10 vezes). Mas quando vemos jogadores como Xavi, Iniesta, Zidane, Moutinho, Inzaghi e tantos outros que cada vez que tocam na bola a magia solta-se, o erro passa a ser uma mera e distante e processo que parecia complicado torna-se simples como 1+1 dá vontade de continuar apaixonado por este desporto

Roberto Baggio disse...

Quantos Cruzamentos e Dribles fazia o Pedro em Barcelona?
Portanto isso depende do que se pretende em cada modelo de jogo.
Fabregas não é rápido, mas o estilo de jogo das suas equipas metem-no isolado muita vez na cara do gr, nas costas da defesa.
Isto jogando ele a extremo, a médio ou a PL.

Abraço Lourenço

Marco Morais disse...

O que é que achaste do Thiago, a n.6, nos momentos defensivos do Borussia-Bayern?

Miguel Nunes disse...

Marco, n vi

Lourenço, n preciso de nenhum jogador que seja bom driblador e sobretudo que tenha boa qualidade de cruzamento porque não quero extremos à década de 90, a irem dar uma nózada no adversário directo e cruzarem. Isso é algo que não consigo encaixar de forma alguma no jogo.

À 3a vez que um extremo meu driblasse e cruzasse lá para cima, vinha tomar banho mais cedo, porque isso contraria tudo o que idealizo e creio ser o mais correcto no jogo.

abraços

Signori disse...

Miguel, pelo que já percebi és treinador, tu e mais alguns que por cá comentam. Podes falar-me das dificuldades que tiveste em pasar as tuas ideias de jogo, e dou como exemplo essa dos cruzamentos, que é algo que está enraizado na cabeça de muitos jogadores. Mudar-lhes o chip foi difícil? É que estando uma equipa a um nível de camada jovens ou distrital moldada para chuto para a frente ou colocar a bola na ala para alguém cruzar, procurando mudar isto deve ter colocado muitos jogadores perdidos em campo, principalmente numa fase inicial. Ou estarei enganado?

Miguel Nunes disse...

Tem tudo a ver com melhores opções. Muita gente treina o chegar à linha de fundo e o despejar lá para cima a ver se alguém num assomo de sorte na lotaria que é despejar bolas para a área, consegue meter volta e meia uma na baliza. Eu não vejo o jogo assim. Não procuro nunca a linha de fundo. O caminho é sempre o da baliza... claro que se forem fechando, temos de ir ao corredor lateral, mas sobretudo para atrair. N me choca o cruzamento em níveis mais baixos, pq há mta limitação individual. Malta q só se quer desfazer da bola e é incapaz de levantar a cabeça e analisar o jogo. Mas, n é isso que quero para os meus. No caso dum clube grande de Superliga choca e bastante. Tanto craque com qualidade para fazer as coisas com cabeça a dedicar-se à sorte (mandar lá p cima a ver o q dá)

N perdendo o fio à meada, basicamente procuro ter sp mtas linhas de passe próximas q permitam ir progredindo c bola no chão até à baliza e a partir daí é tudo uma questão de melhores opções. Se o atleta tem opções perto para ir jogando e progredindo, é sp melhor q meter lá para cima a ver o q acontece. A menos, claro, que esteja alguém a aparecer com espaço e sem oposição. Mas, ai, obviamente que a melhor opção será procurar o tal colega. Agora soltar bolas q em 90% dos casos sao p os adversários, de forma consciente, nunca!

Signori disse...

Sim, compreendo e faz-me todo o sentido, até porque a perda de bola fica mais prevenida, porque tens mais gente perto dela para a recuperar. À la Barça. E para mim isso é essencial, porque gosto de ganhar e sei que se não levar golos basta-me 1 para ganhar. Sei que muita gente não concorda com isto, mas é a minha visão, mas que pode ser atingida com um jogo de posse em vez de estar a ganhar e mandar chutão para a frente par a pôr longe da minha baliza. A questão é a que referiste, tens jogadores para isso?É que sem qualidade técnica é difícil um jogador ter a confiança ou discernimento para jogar quase à rabia, do que "jogar pelo seguro" e chutar longe

Ronaldinho disse...

"À 3a vez que um extremo meu driblasse e cruzasse lá para cima, vinha tomar banho mais cedo..."

Ahahahah lindo Miguel, és claramente dos nossos!

Ronaldinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

"não quero extremos à década de 90, a irem dar uma nózada no adversário directo e cruzarem. Isso é algo que não consigo encaixar de forma alguma no jogo."

Não deixa de ser curioso que o SLB joga muitas vezes dessa forma...
:)

Miguel Nunes disse...

joga? nc reparei nisso. Qts golos de cabeça foram marcados na época passada em jogadas de bola corrida, só p ter melhor noção sobre se tou enganado...

Lourenço Teles disse...

Miguel,
Acho que interpretaste mal o que escrevi ou então não fui claro o suficiente. Também não sou fã do "extremo à antiga" que só dribla e cruza independentemente do posicionamento dos colegas, contudo um extremo que seja bom driblador e que tenha um bom cruzamento é uma mais valia, pois na zona do campo que mais pisa irá deparar-se maioritariamente (digo maioritariamente não por ser uma verdade universal no futebol, mas porque grande parte das equipas o fazem e em portugal acho que não consigo dizer nenhuma que não o faça) em situações de 1-para-1 ou então passes para a linha de fundo vindos do meio em que irá usar o drible ou o cruzamento em mais de 50% das situações. No entanto, é verdade que é preciso versatilidade em cada posição e que o jogador não pode ser um mero pino que anda para a frente e para trás consoante o que o treinador idealiza, sou da opinião que se deve dar liberdade ao jogador para poder decidir em situação X ou Y o que ele achar melhor mas sempre em consonância com o que os ideais da equipa

Miguel Nunes disse...

Pedro, assim por alto, dos 77 golos do SLB, talvez 10,11,12 tenham sido por finalizações após cruzamentos (fui espreitar ao zerozero e fiz contas de merceeiro).

N confundas com por exemplo o golo do Sálvio com o Sporting. Ali é um passe. não é meter uma bola lá para cima. e como esse houveram outros tantos. Com bolas rasteiras a atravessar a área para jogadores do SLB encostarem. Mas, passes... melhor opção

e desses 10,11,12, mts foram jogadas trabalhadas pelo c.central, com o cruzamento a sair depois de desposicionar o adversário no c.central, como por exemplo, o auto-golo do Rojo em Alvalade, num lance em que o Cardozo bem no corredor central dá para o cruzamento.

Atenção q a chave aqui pode ser estares a considerar cruzamento, um passe para um colega sozinho, mas o facto do passe vir do corredor lateral, estares a considerar cruzamento.

PP disse...

Olá pessoal,

Eu não vejo mal nenhum nos extremos que têm propensão para ganhar a linha de fundo e cruzar para a finalização do avançado ou do médio que vem de trás, desde que o façam com qualidade, como é óbvio.

Não há só uma única fórmula de marcar golos ao adversário. E, aquela que devemos aplicar deve ser sempre de acordo com o tipo de jogadores que temos à disposição.

Agora, não vejo é qualidade nos extremos da actualidade ao nível da capacidade de cruzamento e, sobretudo, num dos pontos que o artigo fala e que também acho muito importante: tomada de decisão.

Quantas vezes nós vemos o extremo (e até o lateral) perder o tempo de cruzamento? E, pior, quantas vezes vemos eles a fazerem os cruzamentos para a posição actual do colega de equipa em vez de fazerem para a posição onde esse colega deve aparecer para finalizar?

Depois, há uma clara falta de qualidade nas movimentações dos nossos avançados.

Em Inglaterra, o Peter Crouch, que é o protótipo do avançado "poacher", como eles dizem, quase nunca disputa os duelos nos cruzamentos entre os dois centrais. Procura sempre o segundo poste, na zona entre o central e o lateral, procurando quase sempre disputar o lance com o lateral que invariavelmente perde a nível físico para o Crouch. Os extremos/médios ala (porque em UK o 4-4-2 ainda está muito enraizado), sabem exactamente para onde devem cruzar e os avançados sabem como devem comportar-se.

Em Portugal não vejo muito isso. talvez pela forma como tendem a interpretar o 4-3-3. Aliás, os jogadores com melhor capacidade de cruzar, muitas vezes são jogadores mais cerebrais e em Portugal, tendem a ser inseridos no 4-3-3 como interiores.

Por outro lado, os desequilibradores natos tendem a ser extremos, aliás, "falsos extremos", pois partem em slalom da ala para o centro.

Miguel Nunes disse...

sobre isto da patetice dos cruzamentos, havia um texto fabuloso do Jorge D. no mt bom Centro de Jogo, só que ele desactivou aquilo tudo...

Miguel Nunes disse...

PP, no caso do SLB os pcs golos q faz/fez após cruzamento, eram/foram geralmente como descreves. Geralmente do corredor esq p o 2ndo poste onde estava Cardozo nas costas dos 2 centrais.

PP disse...

Miguel Nunes,

E se calhar é por isso que apesar dos 30 golos desta temporada, o Cardozo fica aquém das temporadas do Jardel.

Não é querer ser exigente, mas eu até acho que o Cardozo com o caudal ofensivo do Benfica poderia ter muito mais golos, se o modelo de jogo fosse mais optimizado para ele.

O Salvio pode ter coisas parecidas com um Poborsky, mas porque tem o "adn" de avançado, tende sempre forçar a conclusão e esquece-se de combinar com outros muitas vezes.

Tantos Lixos disse...

Perguntas de aprendiz nível B A BA, se alguém se dignar responder.

Se tivermos no rectangulo duas formações com (exagero) 100% de decisões correctas em cada momento do jogo, o que fará a diferença?
Capacidade técnica, fisica, modelo de jogo etc.? Melhor ainda. Qual acham ser o factor mais provável a "desempatar" o jogo?

No exemplo 2x1 proposto, qual vos parece ser a decisão ideal do 1?
Será que sendo a probabilidade de sucesso dado no exemplo de cerca de 2 para 1, a decisão será sempre enfrentar o portador esperando o drible, nada mais lhe restando fazer? Ou haverá melhor decisão?

Miguel Nunes disse...

temos concepções mt diferentes do jogo. É normal, é assim com 95 por cento das pessoas que vêm futebol. Este próprio post reflecte que o jogo n deve ser optimizado para ninguém. A menos q realmente estejas na 3a divisão e tenhas lá o Van Persie. Não há funções, não há um para finalizar, outro para criar, outro para desarmar... n há nada disso. há que dar as melhores respostas a cada situação, e isso às x até envolve ter o av a fugir da zona de finalização. É estranho, eu sei... mas tb n vou retomar debates com 4 anos aqui no blog... é desgastante.

PP disse...

Miguel,

Mas, no Glorioso não estava à espera de outra coisa, agora noutras equipas em Portugal, tu vês isso que referi... o ponta-de-lança a disputar bolas a cruzamentos que vão parar entre os centrais... isso é jogar ao totoloto.

Mas, ainda não entendi o porquê da patetice dos cruzamentos... eu não estou a defender cruzamentos a torto e a direito, mas sim os cruzamentos com critério.

Olha, há uma coisa que cada vez suporto menos: um jogador estar na posição ideal para cruzar e em vez de fazer isso, dar mais um toque na bola, deixar que o adversário apareça e depois flectir para o centro. Ou seja, perde logo todo o "timing" de surpreender a defesa contrária e pior, estraga as desmarcações dos colegas avançados na área adversária.

Quantas e quantas vezes vejo os extremos e os laterais fazerem isso...

O Léo, o Coentrão, o Marcelo, entre outros fazem quase sempre isso. Eu tenho a certeza que não é apenas a tendência deles, mas há "mão" dos treinadores... se vocês quiserem ter a amabilidade de explicar porque fazem isso, agradecia.

Vai valendo os Kolarovs deste mundo, que muitas vezes cruzam de primeira e pumba... golo!

Como costumo dizer: KISS (Keep It Simple Stupid)!

;)

Miguel Nunes disse...

tantos, técnica sim. Física em última instância. o defensor deve enfrentar o defensor, mas com os apoios de lado preparado para arrancar atrás do jogador q vai receber a bola. MAs, bem resolvido pelos av. nada o defesa poderá fazer.

PP, vai fazer um estudo qq sobre a % golo após cruzamentos q ficas logo a perceber.

Helder disse...

E qual é a tua opinião sobre o pouco que já se viu o fcp do Paulo Fonseca jogar?

Helder disse...

E qual é a tua opinião sobre o pouco que já se viu do fcp do Paulo Fonseca jogar?

Miguel Nunes disse...

ainda n vi Hélder. Este ano está difícil. Só vi o SLB e lá na Suiça, logo no início.

PP disse...

Miguel,

O Barcelona (sobretudo quando estava lá o Pep), tinha o seu jogo optimizado para aqueles jogadores.

Qual é o problema de tentar criar condições para retirar o melhor do conjunto de jogadores?

Qual é o problema, no caso do Benfica, criar maior química entre Cardozo e Salvio? Se Nico e Cardozo conseguiram criar, como tu até referiste, porque não fazer o mesmo com os outros dois?

E, já agora, porque não o Cardozo por vezes descer no terreno, arrastando marcação, criar um apoio e poder passar para o Salvio que em velocidade ataca o espaço criado?

O que eu vejo é o Jesus em vez de promover esse tipo de dinâmicas dizer ao Salvio:

"Quando tiveres a bola, desenmerda-te!"

Dos 4 da frente, na época passada, só via alguma química entre o Gaitán e o Cardozo. O resto era tudo muito fruto do momento.

Quanto ao resto das equipas, vejo muita tendência para afunilar o jogo no último terço do terreno. Será porque joga tudo em bloco baixo e em contra-ataque e como tal, quase nunca há tempo para dominar a bola no meio-campo adversário?

Miguel Nunes disse...

O Barcelona é o exemplo perfeito de quem n tinha o jogo optimizado para ng. eram os jogadores q optimizavam o jogo. Ali, todos faziam tudo. é o exemplo perfeito de um colectivo q resolve o jogo em função da situação q encontra e não dos jogadores q estão na situação.

PP disse...

Miguel Nunes,

Se vais por aí, convido-te a fazer um estudo do número de ataques necessários para se fazer um golo e depois falamos.

As estatisticas são como as mini-saias, meu caro: dão-te algumas boas ideias mas escondem o mais importante.

;)

Miguel Nunes disse...

PP, o jogo q tens na cabeça morreu algures em 90... O q queres alimentar são discussões/debates com mais de 4 anos no blog, tb por isso n tenho paciência para voltar uns anos atrás. Mais uma vez, n leves a mal.

PP disse...

Miguel,

Essa é uma forma de ver as coisas.

Eu por exemplo, acho que têm o modelo super-optimizado para uma equipa que quer jogar em posse.

Aliás, hoje em dia quando penso em jogar em posse, penso na forma compacta como a equipa deve apresentar em campo, penso na forma como a defesa deve jogar e o ataque também.

Quando falo em optimizado é nesse sentido.

PP disse...

Ó Miguel, isso que estás a fazer é a fuga das galinhas...

Agora o jogo que tenho na cabeça morreu nos anos 90? Sabes lá tu o jogo que tenho na cabeça? Isso é presunção meu caro.

Eu não estou a alimentar discussões nem debates, com mais de 4 anos, nem é essa minha intenção.

Eu só acho que há espaço para tudo no futebol. Desde extremos puros à antiga, a falsos extremos, passando por médios-ala e interiores.

Entendo que é importante ter gente que dê largura e verticalidade ao campo, para conseguir variar sempre que quiser a área útil de jogo. Isso é o que o Barcelona do Pep fazia que nem mestres.

Apenas coloquei uma questão, que para mim é pertinente, e tem a ver com o facto de cada vez mais os extremos e os laterais perderem o tempo de cruzamento, o que mexe com um dos temas do tópico: "tomada de decisão".

Acredito que seja por ordens vindas do banco, porque é muita gente a fazer o mesmo. O porquê é o que gostaria que me respondesses, já que és treinador e deverás estar muito mais por dentro dessa temática.

Bem, bom apetite!

Miguel Nunes disse...

n te consigo mm dizer o pq...só indo aos treinadores dos laterais q falas e aos próprios laterais.

Se vieres isso no FCP vem-me dizer que eu pergunto directamente à sua equipa técnica se lhes dão ordens p perder tempo de cruzamento.

YilmaZ disse...

O extremo que eu adorava era o Capucho!

Tinha pouca intensidade,pouca velocidade,mas que puta de classe!
Era um prazer de o ver jogar,uma elegância incrível... (outra coisa que os Varelas & Atsus!)

O que me impressionava sempre com ele é que não precisava de ir a linha(por cima do seu adversario)pra cruzar... Não jogava em esforço(como muitos agora),mas sempre de maneira descontraída,com cabeça... (e levantada,a cabeça!)

Ele e Pedro Barbosa eram os meus ídolos!

Miguel Nunes disse...

Yilmaz...mm!

YilmaZ disse...

http://www.youtube.com/watch?v=GdjE9tcInuw&hd=1

2:47... CLASSE PURA!!

PP disse...

Então pergunta a um deles que deve tratar por tu o Mourinho sobre o porquê do Marcelo e do Coentrão fazerem vezes demais esse movimento, quando têm o Ronaldo que faz exactamente isso, à frente deles... É que raramente tiram um cruzamento de jeito, mesmo com a equipa a criar situações para tal.

YilmaZ disse...

A síntese perfeita de Nuno Capucho e Pedro Barbosa chama-se Diogo Rosado!

Infelizmente o futebol português matou o seu talento!

Uma pena... :(

Signori disse...

Miguel, sem dúvida que com os jogadores certos a opção de jogar em posse e os jogadores fazerem tudo, dependendo das situações com que se deparam, é excelente. O problema é que ter o plantel do Barcelona é uma excepção, ter uma cantera que trabalha durante anos a fio esses princípios é uma excepção. o Barça se calhar é que é a excepção que confirma a regra, tal como a laranja mecânica, ou talvez o Barça de Cruyff e o Brasil de 82, excepto o ponta de lança que chegou a estar no Marítimo. Podemos falar de Wenger tb.As restantes equipas têm jogadores que têm de formações onde se treina de outra forma, e estão adaptados a funções específicas e com chips específicos. E não condeno as opções de treinadores que preferem trabalhar com o que têm do que levar algum tempo, que pode ser fatal devido às exigências de sucesso da alta competição, a trabalhar um modelo em posse. Por vezes, e devido a todos os vícios que referi, pode levar anos, e isso não entra na cabeça da maior parte dos responsáveis. Por outro lado, o jogador pode ter outras características, que podem compensar esses défices. Por exemplo, imaginemos que treinavas uma equipa do meio da tabela em Portugal, um Nacional, Estoril ou Belenenses por exemplo, ou mesmo o Paços; tinhas o plantel actual dessas equipas. O Capel não teria lugar lá, apesar dos seus vícios? Ou metias o Capel no banco até Janeiro até aprender o que pretendias da estratégia da equipa? Imaginemos que sabias 1 mês antes que vinha o Capel e um ponta de lança estaca mas que tinha custado uma pipa e que marcava golos a dar com pau, tipo Crouch, ou qualquer gajo habituado a ter aquelas funções específicas. Se os tivesses de meter a jogar dias depois de ele(s) chegarem, mudarias algo nesse mês de treino, ou o que é que dirias ou fazias nos dias antes do jogo aos novos jogadores ou aos velhos? Ou não os punhas a jogar até entrarem na estratégia?Eu aceito qualquer uma das opções, mas a 2ª podia não ser bem aceite por muita gente.

Miguel Nunes disse...

Yilmaz, jogaste/ jogas à bola? conhecemo-nos?

Miguel Nunes disse...

signori, o capel tem algumas qualidades individuais mt boas, apesar de ser burro que nem um cacho. Acho que daria para retirar mais dele do que o que tem sido retirado. O p.lança se fazia mts golos após cruzamentos, ainda faria mais :), pq c as coisas a correrem bem, as situações de finalização seria infinitamente mais fáceis q ir à luta no ar.

Pedro disse...

Este modelo de jogo descrito pelo Miguel tem uma qualidade que é para mim "major": Torna o jogo num jogo de equipa independente de quem joga (falamos de equipas profissionais, certo?). Uma química entre A e B... depois o A ou o B não estão e agora?

Agora acho que há certas características que potenciam um jogador... por exemplo o Fábio Coentrão, segundo consta, tem uma capacidade de resistência física acima da média (como o Jaima Paceco tb dizia que o Bosingwa tinha) e isso confere-lhe umas mais valia depois de todos os predicados descritos neste post estarem preenchidos.
Um último comentário para o vosso exemplo do Barcelona: ok mas eles têm o Messi!

Abr

Miguel Nunes disse...

Pedro, isso mm. LOL ter o Messi... nc houve nem haverá nada assim. É inacreditável.

Signori disse...

quanto ao ponta de lança, concordo, se bem que vemos alguns jogadores habituados a terem algum protagonismo e a jogarem num jogo diferente a terem dificuldades a entrarem na estratégia do Barça. Ibracadabra talvez seja um bom exemplo.

Dá para ver que jogadores com as características do ponta de lança clássico não entram no Barça, Crouch podia marcar 80 golos num ano que não ia para lá. Esse tipo de jogador não me parece ser o indicado para o estilo de jogo a que te referes.A questão é que ia levar tempo, e de que forma é que poderias fazer algumas adaptaçoes À tua equipa para aproveitar as características desse jogador? Se ele é o melhor cabeceador do mundo, e marca 30 golos de cabeça por ano, com os pés é meio coxo e tem dificuldade a tomar decisões com os pés, custa uma pipa e és obrigado a levar com ele na tua equipa, que alterações farias na tua forma de jogar para usar o potencial desse jogador ao serviço do colectivo? Estas são decisões que os treinadores tÊm de tomar muitas vezes no futebol profissional e não têm muito tempo.
Quanto a Capel, achas que após mais de 10anos a jogar futebol e a ser utilizado daquela forma, a ser estimulado para tal,dá para mudar aqueles vícios e encaixar na manobra de uma equipa que joga como pretendes? Só o não levantar a cabeça acaba por perder as melhores situações colectivas

Miguel Nunes disse...

Signori, estás a dar exemplo dum jogador ao nível dum Jardel. Esse sim, faria mudar algumas coisas. Mas desses há aparece 1 em 20 anos. Na verdade, em toda a minha vida q já vai bem mais longa q isso nc vi igual...

Signori disse...

Outra questão que deixo para quem estuda e está mais por dentro das especificidades deste tipo de estratégia colectiva: a marcação de cantos e livres laterais, acham que meter a bola lá para dentro da área diretamente é errado, devido à inferioridade numérica?

Miguel Nunes disse...

Signori n é, na minha opinião. Pq ai são momentos q levas p a área o nº de jogadores q queres, tens tempo para criar situação de superioridade onde metes a bola. Com movimentações e bloqueios, ainda q defensivamente as equipas tb estejam mais refinadas a defender estes lances.

Signori disse...

Tens Jan Koller, talvez Crouch, entre vários outros, certamente. Paulo Alves em Portugal alteraria muita coisa na altura na maior parte das equipa em que jogasse em Portugal Há outras características, como saber receber um passe longo entre defesas, segurar e aguardar a subida da equipa e causar desequilíbrios e desorganização. Eles andem aí, e há muito treinador que se baba por um destes. Lembro-me do célebre pinheirinho desejado pelo Paulo Sérgio, penso eu. E não é mesmo que saiu um pinheiro, o Purovic? Cuidado com o que se deseja, pode tornar-se realidade :)

Miguel Nunes disse...

Paulo Sérgio lol
futebol da década de 90 all about

Signori disse...

Pois, mas olhando para os números, tenho a ideia que eles não apoiam isso. Li por alto num livro tipo soccernomics ou the numbers game, que analisa algumas estatísticas engraçadas, que é mais vantajoso marcar curto, em vez de mandar directo ou ao 2º toque. Mas tenho que ler melhor isso para falar com mais rigor. E lá está, tu refinas a estratégia de marcação do livre ou canto, mas os outros refinam como defendê-la.

Signori disse...

Olha que o homem teve sucesso no kick and rush do futebol escocês, no Hearts.Ganhou a taça, não foi? Em terra de cegos quem tem um olho é rei.

Signori disse...

http://www.soccerbythenumbers.com/2011/05/why-goal-value-of-corners-is-almost.html

agora falta a parte da estatistica q valoriza o canto curto. qd encontrar coloco aqui

Signori disse...

mas entretanto surge-me outra questão, que não sei se levam em linha de conta nas estatisticas do canto curto. A partir de quantos toques na bola ou passes é que deixa de ser um "canto" e passa a ser outra jogada qualquer? de qq maneira, o que s verifica é que um canto não é vantajoso.

Das duas uma, ou então as 2 mesmo,parece que é mais vantajoso ou marcar curto ou transformá-lo numa jogada normal. Tenho mesmo de encontrar essa estatistica no numbers game para ver que análise fazer

Signori disse...

Aliás, as últimas linhas do artigo que te mandei referem que os cantos devem ser utilizados como forma de manter a posse no último terço, a não ser que tenhas um Peter Crouch (palavras deles)

http://thewashbag.com/2012/04/26/taking-the-long-view-on-short-corners/

este aqui diz que o barça do pep marca 70% dos cantos curtos

http://www.slideshare.net/benw1991/which-is-more-effective-in-taking-corners-in-football-short-or-long

este diz que não há diferenças significativas e que a movimentação e a antecipação dos jogadores na área é que determina o sucesso ou insucesso(como é óbvio). Este analisa cantos curtos como aqueles que após um ou 2 passes a bola é metida na área.

A minha conclusão é a do primeiro artigo. Não meter a bola na área, com Pep em 70% dos casos, e procurar manter a posse, a não ser que haja alguém que voe como o jardel sobre os centrais :)

Miguel Nunes disse...

pois Signori há uns anos atrás, ng defendia zona e tu criavas ali um entretenimento qq na movimentação e deixavas sp alguém sozinho. se tivesses um executante capaz de meter a bola bem no sitio q querias...

mas agora n é assim.

Henrique disse...

Pode ser a memória a atraiçoar-me, mas tenho a ideia que nos jogos com o Real o Barça optava mais vezes que o normal pelos cantos para a área.

Mas concordo com a ideia de que "atirar" a bola para a área não é a melhor opção. Excepto quando não há mais nada a fazer :D

YilmaZ disse...

No Sport(como Churchill)!... (lol)
E não nos conhecemos porque vivo em França.. A França que depois de se ter sagrada campeã do mundo sub20,vai agora ganhar o europeu sub19!.. E isto sem jogar nada!!..
Incrível...

Tantos Lixos disse...

Obrigado pelas respostas simples e claras Miguel.

Abusando da tua paciencia!
Quando comparas os 90's e o presente, dirias que o futebol Brasileiro ainda permanece nos primeiros?
É por isso que sempre afirmaste ser necessário ao Neymar provar no actual futebol Europeu?
Ou consideras que no Brasil ainda praticam um modelo muito próprio de "samba"?

Signori disse...

uma questão. Já reparei que entendes que o Xavi e o Iniesta são expoentes acerca do qu pretendes num jogadr e numa equipa, que são capazes de tomar as melhores decisões nos vários momentos do jogo, independentemente da posição que ocupam. Deixo um desafio. Com um plantel de 3 GR e 18 Xavi´s, achas que, após um período de treino e adaptação, eras capaz de fazer grandes resultados e limpar tudo? ou as coisas não serão assim tão simples e é preciso algo mais numa equipa e/ou plantel, de acordo com as várias posições que ocupam? Segundo o que já li de ti, imagino a resposta wue irás dar, migeul

Signori disse...

truque do chapéu do Rodrigo aos 26m. Lá vai o Cardozo ser vendido sem peso na consciência. Rodrigo/Lima é o futuro do clube da roda da bicicleta.
Por falar em PL, alguém conhece bem o trabalho do Rui Fonte? Há perspectivas de sair dali um jogador de alto nível, de selecção?
E o Paciência filho, que pelos vistos tirava o lugar ao Alexandre Guedes, sai ao pai?

PP disse...

Miguel Nunes,

"Agora não é assim"... não é bem assim. Os cantos ditos "curtos", como o Barcelona costuma fazer, servem exactamente para baralhar essas "zonas" de marcação.

Ou seja, o "entretenimento" está lá... melhor, o princípio está lá.

Miguel Nunes disse...

Tantos lixos, sim. isso. Brasil é mt década de 90

Signori, quem pegasse num plantel de 18 Xavis e 3gr ganhava tudo c uma perna às costas

O Rodrigo é um extraordinário 9. Tão ai etiquetas a revelar a minha opinião. O problema é q por ser rápido e ter algum toque de bola, o JJ meteu-o demasiadas x a jogar como 2ndo av dentro do bloco. E ele simplesmente tem 0 capacidade para tal. N tem neurónios suficientes.

As outras respsotas (Rui FOnte etc) n sei dar.

Henrique, é isso mm "atirar a bola p a área" faltou só o "e rezar"

Já n sei se foi neste ou noutro post q se comparou Urreta a Ola John. O Holandês ao pé coxinho e com as unhas do pé bom encravadas joga mais que o Urreta no topo dos topos. Sobretudo pela qualidade de decisão. MAs, tb por tudo o resto. O tipo tem mm um potencial fantástico. Mas percebo q por n ter aquela intensidade do Capel as pessoas n o entendam.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Fonix... ia escrever algo mas o Miguel escreveu por mim. Hoje durante o jogo do Benfica lembrei-me tanto do LE!

Pelo Rodrigo - eu discordo um pouco do Miguel porque acho que o jovem não é mau a segundo avançado, mas também não é óptimo e, de facto, neurónios é coisa que ele não tem para além de que se perde um ponta-de-lança com grande potencial - mas também pelo Ola John!

Como é que é possível alguém dizer que não joga nada. E que perde muitas bolas. Bla. Bla. Bla. E que o Urreta é melhor!

LOL O Urreta!?!

Miguel Nunes disse...

Edson, n vi o jogo. Só o resumo. E sim, pelo resumo foi tudo o q afirmo. Mas o Rodrigo n serve mm p 2ndo av :)

É ali, na linha do fdj q ele é de topo.

Signori disse...

Mas um plantel de 18 Xavis, além das virtudes que teria, não teria o senão de os adversários explorarem os pontos fracos desse plantel, ou do 11, como por exemplo dificuldades a cobrir a profundidade em velocidade. um 11 desses faz-me lembrar a Espanha contra o Brasil, em que perdeu na intensidade dos duelos e bolas divididas, ou em certos jogos do Barça este ano, como o barça-real 1-3 da copa do rey com pouca largura e profundidade,mesmo com Pedro e os laterais. Também os jogos em Milão e Munique foram muito ineficazes. Agora imagina só com Xavi a dar largura e profundidade. Recordo-me também nesse Barça-1-Real-3 da Copa do Rey, em que Di MAria e Ronaldo esmagaram a defesa do Barça na intensidade e velocidade em que exploraram a profundidade. Um plantel não será tão melhor quanto maior variedade de características? faz-me lembrar Darwin, e as dificuldades de pools genéticas pouco diversas sobreviverem ou adaptarem às mudanças no ambiente.

Roberto Baggio disse...

Signori...
Ainda assim ganhavas a maior parte dos jogos. Ainda assim eras campeão, ainda assim em três champions ganhavas uma.
Percebes a força disto?

Abraço

Edson Arantes do Nascimento disse...

É verdade Miguel, eu concordo absolutamente contigo, mas não sou tão contundente porque acho que o Rodrigo é um bom jogador e então é obrigatório ter minutos.

Quando se tem Cardozo e Lima parece-me que ele pode fazer a posição de segundo avançado. Não me faz confusão.

Mas agora que o Cardozo está fora, e que há uma série de opções para o tal 9 e meio - com o Djuricic e o Markovic a mostrarem capacidade para ir muito muito longe - penso que chegou a altura de colocar o Rodrigo onde ele tem de estar.

Signori disse...

Claro, acredito que sim, pois Xavi é o que se pode chamar o jogador mais completo que existe, devido à sua capacidade em todos os momentos do jogo. Mas a verdade é que com um 11 com características individuais iguais, vai permitir que as fragilidades sejam exploradas de forma mais eficaz, sem haver no plantel alguém com características diferentes, que vão de encontro às fragilidades (sim, que serão poucas) do plantel de 18 Xavis. Se me perguntarem, vou referir que o Barça este ano quando perdeu, e bem, foi quase sempre da mesma forma, aumentando a intensidade nos duelos,não deixar enquadrar, explorando a profundidade, etc., e o Barça também não soube usar a profundidade, mobilidade, largura... e não houve forma de contornar isto, talvez porque não havia, dentro do plantel, ou mesmo dentro da forma de jogar de Tito, opções individuais ou estratégicas a que pudessem recorrer. Um plantel de Xavis estaria exposto a isto. Por isso concordo que uma equipa tem de ter jogadores que percebam o jogo, orientados para uma forma de jogar colectiva, sem dúvida. Mas juntando a isto, acho que há mais a ganhar havendo variedade dentro do plantel de caracteristicas individuais

Rafael Antunes disse...

No fim de ler o post... Só me apraz dizer...

Amén!

Cumprimentos!