sexta-feira, 12 de julho de 2013

Formação de jovens jogadores

Horst Wein, formador de treinadores e consultor de clubes com o Barcelona, Arsenal e Inter de Milão e de várias federações, na senda do que vai sendo há muito defendido por este espaço.


«Deixem as crianças jogar», sublinhou o formador alemão, lembrando que só se aprende a jogar futebol, jogando e não a fazer exercícios. «Para as crianças jogar é como dormir, é necessário para a saúde física e mental», acrescentou, defendendo a importância de «reconquistar a rua para melhorar o nível do futebol em Portugal e não só». 



Horst defende que para despertar e estimular o potencial inato dos jovens futebolistas é necessário apostar em treinos com jogos simplificados, com três ou quatro jogadores no máximo, que se devem intervalar com exercícios corretivos. «Com mais jogadores as crianças jogam menos e marcam menos», apontou o formador, sublinhando que na rua os jovens não jogam para ganhar mas para marcar, o que ajuda a desenvolver o seu potencial. «Muitas vezes no final nem sabem quanto ficou o resultado, só querem é ter a bola e marcar golos».

10 comentários:

Rennie disse...

e até que ponto vale a pena a um clube formar um jogador quando sabe á partida que se ele for bom sai assim que tiver oportunidade sem praticamente lucro desportivo e financeiro para o clube formador?

Anónimo disse...

Nada faz mais mal ao futebol que as consolas, PES inclusive por maior paradoxo. O futebol está nos países emergentes, as sociedades desenvolvidas só produzem jovens obesos. De qualquer forma em Portugal ainda se joga na rua e parece-me um bocado difícil um técnico alemão vir cá ensinar alguma coisa. Já é para aí a 3ª vez que se debate aqui a mesma coisa. É para ver se não se esquecem?

PB disse...

só 3? enquanto n chegar ao milhar, pq sao mts os treinadores de jovens q nos seguem, n pararemos

Rafael Antunes disse...

Totalmente de acordo! No entanto penso que estamos longe de ser o desejável panorama de formação em Portugal.

Nos últimos anos tem-se assistido à "exigência" (necessária em minha opinião) de que os treinadores da formação sejam detentores de formação académica. No entanto, esta "exigência" não tem surtido o efeito para o qual tem potencial. Isto porque penso que quem vem das Universidades opta e vem "formatado" para o treino planeado ao centímetro. "Sai-daqui-vai-para-ali", "recebe-daqui-entrega-ali", tudo muito direitinho na ansia de que se note que têm formação, que sabem perfeitamente o que estão a fazer, sem se aperceberem que possivelmente a essência lhes está a "fugir entre os dedos", pior, a passar ao lado dos miúdos. ATENÇÃO: contra mim falo, porque já passei pelo processo... :D

Agora isto é um problema de fundo, este tipo de artigo que apresentam aqui deveria ser de obrigatório conhecimento por parte de todos os agentes do desporto, sejam pais, treinadores, jogadores, diretores "and so on"... Talvez não houvesse tanta necessidade de impressionar, e houvesse mais compreensão para o treinador que "SÓ põe os meninos a jogar à bola e não ensina a jogar futebol"

Anónimo disse...

Acho que o Rafael diz uma coisa muito importante, e que se relaciona com o planeamento "obsessivo" do jogo, o que estrangula a criatividade dos jogadores.

Agora também é evidente que, sendo o Ronaldo (por melhor que seja) o grande ídolo dos portugueses, a percentagem de jogadores com boa capacidade de decisão vai diminuir. Aliás, a própria formação do treinador, ou, por outras palavras, a fundamentação do que um treinador quer para a sua equipa, pode ser pobre. Logo, por mais diplomas que tenhas, se não és razoavelmente inteligente, vais continuar a fazer as coisas de modo errado.

E há, ainda, um factor muito importante. Os treinadores, principalmente das camadas jovens de clubes mais pequenos, são pessoas como todos nós. Isso implica, pelo menos, duas coisas:

-Estão sujeitos a pressões das pessoas que envolvem o clube e os próprios jogadores (por exemplo, o pai que acha que o puto é craque e quer que jogue sempre). Esses jovens são, também eles, humanos. Se tens um gajo com um ego gigante, que se acha o novo Maradona, mas que toma constantemente as piores decisões, deves chamar-lhe a atenção. Mas agora imagina que os pais dele até fizeram do filho um mimado, e têm algum poder de influência na estrutura do clube que te paga. Como vais gerir a situação?
- Os treinadores têm, de igual modo, mundividências distintas, que por sua vez se reflectem na sua ideia de jogo. Olha, pensa, por exemplo, no ego do treinador que ganha a taça coca-cola distrital a jogar ao chuta para a frente. Será um pequeno herói, de certo modo, para algumas pessoas que convivem com ele diariamente. Ora, nesse caso, o treinador, como ser humano, poderá ter um interesse diferente na formação do jogador, procurando a vitória a curto prazo ao invés de a longo prazo.

Acima de tudo, é uma realidade muito complexa, e que não pode ser explicada levianamente, e pese embora a solução seja fácil de apontar, é também difícil de implementar.

Cumprimentos,
António Teixeira

PB disse...

António, de acordo. Teoria é sempre mt mais fácil que a prática.

e isto do Rafael:

Talvez não houvesse tanta necessidade de impressionar, e houvesse mais compreensão para o treinador que "SÓ põe os meninos a jogar à bola e não ensina a jogar futebol"


faz tanto, tanto sentido...

PB disse...

todos pensam que percebem, qd poucos percebem de facto (seja o treino seja o jogo) e isso é um entrave mt grande

Anónimo disse...

Estive a ver por nostalgia um vídeo do prolongamento da final da Uefa Porto-Celtic em 2003, e lembrei-me do post sobre o Caixinha neste blog. Fiquei surpreso ao ver este posicionamento da defesa do Mourinho

http://www.youtube.com/watch?v=D7BcH-M5eds&t=9m22s

Fonix! vão dizer que é do cansaço? o que explica isto?

Miguel disse...

E o Michael Ortega (Colômbia) n Sp. Braga? Ui, ui...

Miguel Nunes disse...

vai p o Braga? Gostei mt dele no u20 há 2 anos. Vamos ver como evoluiu! Ainda é um miúdo, mas aparenta mt potencial.