terça-feira, 30 de julho de 2013

Jorge Jesus vintage

Pegar num avançado veloz e com boa técnica do Paços de Ferreira e levá-lo a lateral esquerdo do Liverpool.

Há sete anos a ajudar os seus atletas a enriquecerem. Desde os tempos de Belém onde contribuiu para novos e bastante melhores contratos para Rodrigo Alvim (Wolfsburg), Rolando (FC Porto), Mano (Villareal), Nivaldo (Saint-Etiénne), Gonçalo Brandão (Siena), Rúben Amorim (SL Benfica), Eliseu (Málaga), Dady (Osasuna) e Hugo Alcântara (Cluj).

73 comentários:

António Almeida disse...

Impressionante, realmente... tb quero ser jogador do Jesus! E não me recordo de outra equipa que alguma vez tenha dado tanto jogador para melhores campeonatos e melhores clubes. No Belenenses mandava-os para Itália, Espanha, França...no Benfica manda-os para Real Madrid, Chelsea, Liverpool... impressionante mesmo!

Roberto Baggio disse...

Bom treinador esse gajo hein

Rodrigo disse...

Já tinha feito melhor...o extremo do Rio Ave foi para lateral do Real...

Ricardo Cunha disse...

Concordo com quase tudo menos com o essencial do post.
Melgarejo vai para o Liverpool porque Jesus... não o quer no Benfica.
Tão simples como isto!
Ou seja, não considero Melgarejo uma aposta ganha de Jesus.

Miguel Nunes disse...

Ricardo, a razão pela qual n fica no Benfica não tem absolutamente nada a ver com a sua competência enquanto futebolista. O seu destino em vez dos tradicionais Vitória Setúbal, Arouca ou Rio Ave, ainda para mais sem ter um empresário com influência é revelador da sua qualidade. Nem sempre é assim. Neste caso, porque se trata de alguém sem nome e sem empresário, é.

zorg disse...

Tenho muita dificuldade em perceber esta transferência, caso se confirme. Tudo parecia indicar que o Melgarejo continuaria a ser o defesa esquerdo titular do Benfica na próxima época.
Ficaria muito surpreendido se saisse, ainda para mais por empréstimo.

Manuel disse...

Estes adeptos dão-me vontade de rir. Pensam ao contrário.

Não é uma razão para o não querer no Benfica é porque tem melhor para a posição. E mais importante do que isso, é porque um clube de topo da Inglaterra viu no Melga qualidades suficientes para o contratar. Se o Liverpool não tivesse mostrado interesse, mesmo que o JJ se quisesse livrar dele, o que não é o caso, nunca sairia.
Melga foi competente, aprendeu uma nova "profissão" com o professor e vai ganhar com isso. Assim como o Benfica.

Miguel Nunes disse...

a mim o q me pareceu desde a 1a hora foi q o Cardozo condenou a carreira do Melgarejo no SLB no Jamor. Sempre achei q nunca ficaria. Isto é apenas a confirmação.

Miguel Nunes disse...

mas não deixa de ser especulação,claro. Mas não deixa de ser curioso ter-se confirmado o que previa.

zorg disse...

Se for por uma questão de balneário, enfim, é chato mas percebe-se. Mas, nesse caso, é preciso contratar outro lateral esquerdo, passe a publicidade gratuita ao blog, porque o Cortez não está pronto para ser titular.

Se não for por uma questão de balneário, só se fosse um negócio muito, muito bom para o Benfica.

Signori disse...

Era tão bom se ele começasse a valorizar os portugueses. Numa equipa europeia qualquer, um jogador de 19 anos (sim, já não é nenhum iniciado) a mostrar as qualidades que o Bernardo Silva tem demonstrado tinha de ter lugar no plantel. Se fosse Bernardic e tivesse havido investimento financeiro na sua contratação era já capa da bola e andava nas parangonas e no frenesim dos media. Trata-se mal o futebolista português em Portugal, salvo raras excepções. Não gosto muito de certas decisões do Cancelo, mas se fosse um Patric qualquer era uma jovem promessa titular da sua selecção jovem, com alguma questões tácticas para afinar, "como é normal para a idade", e capa da bola; passaria uma semana a dar entrevistas. É que aos estrangeiros dão-se oportunidades para que falhem, aos portugueses nem isso

M disse...

caro Miguel..parece-te que que o Benfica esteja a preparar bem a próxima época? especialmente em termos defensivos? empréstimos, saídas, todos os jogos a sofrer golos...equipa de milhões no ataque e remendos na defesa?

e como não quer nada, Lima e Rodrigo, serão suficientes para tantas solicitações? Bem sei que gostarias do Mora...

Signori disse...

off topic: saquei alguns livros sobre o beautiful game: I am the secret Footballer-lifting the lid on the beautifu game; soccernomics; The economics of football; Why England Lose & Other Curious Football Phenomena Explained; The Football Men_ Up Close with the Giants of the Modern Game; Inverting The Pyramid The history of football tactics; Football Manager Stole My Life (este para me relembrar do vício a que escapei há anos)
Já leram alguns destes, têm alguma sugestão ou crítica? Estou a ler o secret footlballer e o rapaz dá-nos um insight engraçado sobre o mundo da Premier League, e aborda questões diversas como treinadores, comentadores, colegas, que é bastante refrescante
O Luís sobral anda a elogiar o The numbers game. alguém conhece ou já leu?

Miguel Nunes disse...

M, acho q chegará outro ponta de lança, pq 2 é arriscado.

Quanto à defesa de remendos, eu não sei se o Benfica teria capacidade para contratar laterais e centrais ao nível dos do FCP. Não me parece. Ou seja, o FCP vai continuar com mais qualidade individual que o Benfica, mas não sei se era possível ter invertido isso. ACho que não.

A preocupação principal deve ser se o Lisandro segura bem as pontas quando o Garay sair. O Cortez é tecnicamente e fisicamente bem superior ao Melgarejo. Mas tb n sei se n é como o Luisinho q nc chegou a se tornar bom jogador (apesar de ter boa tecnica). Ou seja, o brasileiro tem mt potencial, mas para mim q n trabalho com ele, é uma incógnita saber se cumpre o seu potencial ou não. Pq realmente defensivamente tem sido mt mau.

Mas, sem duvida que a grande preocupação está no que o Lisandro pode dar ou nao. E como tb n conheço n sei se era acessível ao SLB algum central q garantidamente fosse mais valia, como foi Garay há 2 anos.

Se o Lisando se impuser (Falando da saida do Garay), tb será mais fácil para o Cortez atingir o nível elevado q pode atingir.

Miguel Nunes disse...

signori, n conheço nem li nada disso. A ver se alguém aparece aqui a recomendar-te algo

Signori disse...

Na boa Miguéu. Já fiquei a saber que o Darren Bent marca golos decisivos, porque geralmente é sempre o 1º e 2º golos!

Miguel Nunes disse...

Eu já te disse, mas volto a dizer. Eu curtia À brava o Signori. Só a forma como marcava os penaltys. Que grande! ahahah

Signori disse...

Passo e meio atrás e lá vai ela para um canto. A potência e colocação estava toda naquela perna e pé esquerdos.
Aqui na cadeia tenho saudades desses tempos em que jogava com o Casiraghi, Fuser, Nesta, Winter. Boksic e Luca Marchegiani. Mas fui acusado injustamente, VAI UMA APOSTA?

Emanuel Guerreiro disse...


Está tudo normal malta!

Não vos entendo, primeiro o jesus já valorizou mais um jogador e recorreu ao seu livro de estilo para inventar mais um lateral.

Segundo o lateral-esquerdo não tem concorrência como não tinha o Fábio Coentrão, depois o lateral brasileiro, na época passada o Melgarejo e agora não vai ter o Cortez.

De um lado a genialidade de potenciar jogadores do outro lado os tiques de louco, toda esta mistura é o carimbo de Jorge Jesus.

Começo a acreditar que há posições no futebol que não podem haver suplentes, lateral esquerdo, guarda-redes e médios centros são posições que devido a funções especificas e demasiado complexas são necessárias uma estrutura mental forte, sendo que a presença de concorrentes debilita os jogadores e torna-os mais vulneráveis em momentos de grande tensão competitiva.

Génio e louco.

Abraço

Signori disse...

tenho pena de não ter sido campeão em 2000 pela minha Lazio, com o meu amigo Boksic e Marchegiani, e com Negro, Favalli, Sensini, Mihajlovic, Nesta, Pancaro, Couto, Conceição, Simeone, Lombardo o carequinha, Nedved, Stankovic, Veron, Almeyda, Salas e Mancini

Signori disse...

Agora relativamente ao tópico. concordo com os méritos apontados ao JJ, e tem uma estratégia e ideia de jogo que resulta perfeitamente na maior parte dos jogos da época, principalmente em Portugal, e as percentagens de pontos que o Benfica tem feito com JJ o apoiam. Mas não seria inteligente ter uma estratégia alternativa, para muitos jogos na Liga dos Campeões ou alguns em Portugal, e mesmo em alguns momentos do jogo, em que seria importante colocar a equipa a descansar com bola? É que as mudanças que JJ faz, como por exemplo no jogo com o Porto último, parece que surgem às 3 pancadas e depois dão no que dão. Esta não será uma das grandes críticas ou sugestões para JJ? Esta equipa é vertiginosa, está no seu ADN, mas parece que só sabe fazer aquilo, mesmo quando o jogo pede outra coisa. Ou seja, não seria importante dar aos jogadores e à equipa outros recursos, preparando-a para as situações diversas e aos obstáculos e estímulos vários que irão encontrar durante cerca de 50 jogos. Va benne

Signori disse...

Mais, olho para este Benfica e vejo que fazem um excelente trabalho e não dão hipótese a quem lhes é inferior. Mas quando apanham alguém ao seu nível ou melhor simplesmente não mostram recursos e estratégia para se superiorizarem, apostando ou no mesmo estilo vertiginoso, expondo-se, o que tem consequências diferentes com equipas de bom nível relativamente às equipas do 3º/4º lugar para baixo da classificação portuguesa, ou então procurando alterar a estratégia, mas apresentando-o de uma forma pouco consolidada, e quase sempre tem dado barraca. Gosto muito do JJ, o trabalho individual que faz com os jogadores, além de um posicionamento defensivo impecável, sincronizado e a metro é notoriamente de grande qualidade, mas o que referi não é uma das falhas mais óbvias que se pode verificar no Benfica de JJ?

Edson Arantes do Nascimento disse...

Não concordo com esta decisão. Como não tenho dados sobre o assunto, prefiro me abster de comentar sobre questões de balneário...

Acho que o plantel do Benfica ficaria muito mais forte e equilibrado com o Melga. Porque o Cortez tem um perfil que me agrada, como já repeti por aqui, mas tem demonstrado que vai levar algum tempo até se perceber se atinge outro nível ou não.

É uma incógnita. O Melga, para mim, está preparado para ganhar mais pedalada e tentar atingir outros patamares. Acho que teria todas as condições de o fazer no Benfica.

Que raio se terá passado entre o Cardozo-Melga e o resto dos colegas? Expõe o teu raciocínio, Miguel, porque eu estou a leste.

Count Zaccone disse...

Essa, como o Signori referiu, de que o SLB só consegue jogoar contra as equipas pequenas é uma mentira que se difundiu no último ano.

Eu sou um defensor da última época do JJ e sinceramente, os resultados do SLB contra o FCP não reflectiram supremacia do FCP sobre o SLB.

PS: Isto em relação à critica do Signori em relação a que o SLB só tem uma maneira de jogoar.

Ricardo Cunha disse...

Miguel,

A razão pela qual eu considero que Melga não foi uma aposta ganha é a de que na fase decisiva da época passada Melgarejo apenas jogou a Final de Amesterdão e porque o Maxi estava casttigado.
E mesmo nessa Final Jesus passou o jogo todo a enxovalhar o rapaz.

Se Melgarejo tivesse sido uma aposta ganha tinha jogado em casa com o Fenerbace, no Dragão e na Final da Taça.

aalto disse...

Era interessante ter o "contra-tópico"
ou seja, jogadores que custaram mais de 1 milhão de euros, indicados por JJ, e que foram "sepultados"!

Começo eu:

Roberto - 8 milhões de pastel, e a despedida do Quim em directo e ao vivo, no trio d´ataque!
Aírton - 5 milhões...a rolar num qualquer relvado tupiniquim
Alan Kardec - 3,5 milhões de ódio e recusa
Franco Jara - 5 milhões de insónias a ver futebol das pampas
Fernandez e Meneses - 2 milhões de enganos...

e as pechinchas

- Júlio César
- Shaffer
- Éder Luíz
- Carole
- Yannick
- Urreta
- Emerson
- Luisinho
- Michel
...

enfim...é um pouco maçador

sem ironias, acho que de facto JJ potencia como ninguém alguns jogadores, mas enterra outros tantos, e pior do que tudo isso...monta plantéis com um desequilibro idiota.



hertz disse...

"Quanto à defesa de remendos, eu não sei se o Benfica teria capacidade para contratar laterais e centrais ao nível dos do FCP."

Será Miguel? O Benfica compra extremos/avançados aos montes e alguns deles são caríssimos, enquanto para reforçar a defesa é sempre a mesma coisa: remendos, jogadores de qualidade duvidosa, adaptações (que mesmo que sejam bem sucedidas levam o seu tempo), etc.

Miguel Nunes disse...

Ricardo, o Melgarejo não jogou a parte final da época por uma razão muito simples. Rebentou fisicamente.

O próprio Jesus até o referiu. O único jogo na parte final da época em que o Melgarejo estava mais próximo de estar bem apto fisicamente foi o do Jamor.

Em determinado momento nos testes que usam a creatina quinase, percebeu-se que o Melgarejo entrou em sobretreino (http://www.guia-fitness.com/sobretreino.html) e a partir daí é que foi saindo da equipa. (Relembro um jogo com o Rio Ave na Luz que o Benfica até ganhou por 5 ou 6, que ele na 1a parte já não corria(acho q nesse jogo até marcou o 1o ou 2o golo).
Saiu curiosamente quase nos únicos jogos que correram mal ao Benfica em todo o ano.

O Jesus até falou disto em público...

aalto, não percebi bem o teu comentário. Estás a dizer que os jogadores não têm qualidade? Então se não têm qualidade como queres que um treinador os melhore? Isto não é magia... achas que se fores para o Bayern o Guardiola faz de ti jogador...?

PP disse...

Miguel Nunes,

Confesso que ainda não percebi se estás a ser irónico ou a fazer um sincero elogio ao Jesus.

Na minha opinião, apesar do Jesus já ter tido sucesso com outras adaptações, neste caso em particular não o teve.

Aliás, se tivesse tido o Melgarejo não estaria agora a ser emprestado, mas sim vendido por mais de 15 M€ ao 'Pool, não é verdade?

E vou mais longe... face ao desempenho paupérrimo, no geral, do Ola John (nos jogos a doer encolheu-se, ver Newcastle, Fenerbarçe e Porto), para mim prncipal responsável por "empurrar" o Melgarejo para fora da sua posição de origem, a de extremo esquerdo, acho que o Jesus perdeu um jogador que poderia ter sido bem mais importante noutra posição.

Miguel Nunes disse...

O Melgarejo está a sair por razões extra campo.

mas, tb n consigo perceber se estás a ser irónico em relação à avaliação a um jogador que foi 40x titular numa só época, e onde apenas participou em 4 derrotas e todas em jogos europeus(Spartak, Barcelona, Chelsea e Fenerbahce) do seu clube. E q depois dessa época viu o seu nome associado ao AC Milan, Arsenal e agora Liverpool. Tudo isto sem empresário... Com Jorge Mendes estava a caminho n sei de onde...

qt À outra posiçaõ do Melga. A mesma qualidade q demonstrou como lateral, demonstrou n a ter para extremo (há ai algures um post q fala mm disso). Falta-lhe talento. Algo que é sp importante, mas não é tão determinante quando joga com mais espaço (caso dos defesas)

Signori disse...

Lembro-me que com o Leverkusen o Benfica fez umas alterações estratégicas e a coisa resultou, de facto. O Benfica teve um fantástico aproveitamento de pontos e vitórias, e não é por causa de um golo aos 93m que tudo muda, nada disso, mas está a faltar algo mais ao Benfica para dar o salto, tal como Mourinho fez em época e meia no Porto e AVB numa época. JJ vai em 4. Pode dizer-se que a linha entre o fracasso e o sucesso é ténue, como vimos esta época, mas em 4 épocas esse sucesso (o que se mede em títulos, atenção) ainda não apareceu, enquanto que outros chegaram lá em menos de metade do tempo. Será que não falta algo mais a JJ, comparando com outros, entre os quais os 2 que mencionei? Será que os momentos chave das últimas 3 épocas, mais especificamente das últimas 2, não podem ter balançado para o outro lado também por demérito de JJ? Sim senhor, AVB e VP tiveram todo o mérito nas fantásticas épocas que conseguiram,mas caramba, em 3 anos caiu sempre para o mesmo lado. Sim, o JJ comparando com as últimas 20 épocas do Benfica tem feito um trabalho impressionante, mas o facto de chegar 2 vezes seguidas a rectas finais e soçobrar, estampando-se de forma impressionante não pode querer dizer que algo falha, ou falhou, nem que seja na gestão emocional desses momentos? Não posso falar muito porque não estava por dentro do balneário, mas lembro-me que na altura do Veiga e Trap o balneário foi "blindado" e ninguém andou a saltar a meio do campo quando bateram o Sporting na penúltima jornada, por exemplo.Os grandes treinadores, aqueles que ficam para a história, não são aqueles que aguentam o balneário, possibilitando o sucesso nas alturas determinantes, e conseguem gerir e equilibrar emocionalmente um plantel que certamente corre riscos de desregulação emocional e desconcentração por antecipar e ansiar a vitória semanas antes dela estar confirmada? Que trabalho de prevenção da recaída relativamente à época de 2011/12 e gestão de expectativas foi feito com este plantel, principalmente na recta final da época? A verificar pelo que vi no Funchal, nenhum. Houve uma descompressão que acredito ter influenciado o que aconteceu com o Estoril. E antes que alguém o mencione, sim, a minha formação permite-me falar do aspecto emocional, que é fundamental. Lembro-me do JJ, no FMH, a referir que o que ainda não consegue controlar é a gestão emocional dos jogadores, referindo um exemplo em como reeptiu uma equipa do Braga que tinha jogado brilhantemente contra o Milan, e fez um jogo de caca contra o Nacional. Mas quato a isto posso já dizer, há muito profissional na área da psicologia compentete por aí, e 1 ano é tempo suficiente para não se cometerem erros que foram desmascarados após o jogo contra o Marítimo, em pleno relvado

PP disse...

Miguel Nunes,

- Que razões extra-campo?

- Com Jorge Mendes ou com o grupo de investidores do Ola John acho que até o Fernando Mendes #100 era jogador de futebol... ;) (estou a hiperbolizar como é óbvio).

- Ele até poderia ter sido titular em todos os jogos. A questão que coloco é se ele "encheu as medidas/posição". Na minha opinião não.

- Quando é que ele demonstrou não ter talento para extremo esquerdo? No Benfica não foi de certeza, pois nunca lá jogou... e no Paços de Ferreira, foi apenas um dos melhores da equipa a jogar naquela posição, fazendo grandes exibições, incluindo nos grandes jogos. Como tal, não compreendo essa avaliação de falta de talento.

Depois, este último ponto tem algo subentendido que acaba por contrariar um pouco a tua ideia e passo a explicar:

Os laterais do Benfica são fundamentais na fase de construção de jogo da equipa, pois é por eles que a bola acaba por sair invariavelmente dos pés dos centrais. Se o Melga não tem talento, conforme mencionas, como é que poderia ser melhor opção como lateral esquerdo?

Miguel Nunes disse...

PP, eu, como acredito outra centena, n preciso de ver o MElga ou quem quer que seja jogar a extremo para predizer que não dá para extremo no SLB. Aconteceu o mesmo com o Jesus, por exemplo. Ele afirmou-o publicamente.

Antes de mais uma pequena irrelevante correcção. Quando a bola chega ao Melga em 70% dos casos já não se trata de construção. Se fosse construção seria ainda mais fácil para ele. Mas não é. E a falta de talento notou-se e nota-se sobretudo quando tem situações para resolver (decisão/recepção/passe/condução) com pouco espaço.

Os extremos do SLB recebem/enquadram no Corredor central, povoadissimo de adversários, sem espaço para respirar/decidir. Ao contrário dos espaços que o Melga pisa.

O jogo é bastante mais fácil para um lateral que para um extremo.

Quanto à qualidade do Melgarejo, acredito sinceramente que basta perceber de futebol, mesmo perceber (e isso não se consegue unicamente a olhar) e esquecer os rótulos que se ouvem enquanto crianças, para se perceber isso.

O problema do Melgarejo enquanto lateral n é a sua qualidade. Foi o facto de ter sido adaptado e usado como arma de arremesso contra o seu treinador. Eu como sou mais inteligente do que isso, uso a minha própria cabeça, e como sou arrogante ao ponto de achar que percebo mt mais disto do que todos os que discordam, não fui nessa.

PP disse...

Miguel Nunes,

O artigo que falavas do Melgarejo é este, não é?

http://lateral-esquerdo.blogspot.pt/2013/02/melgarejo-e-notoriedade-no-futebol.html

Não concordo com estas afirmações:

«Melgarejo não é um jogador talentoso. É muito veloz, inteligente e responsável, sem ser criativo. Noutra era talvez entrasse como extremo no plantel encarnado. Mais difícil na actualidade, ainda que Urreta tenha características próximas.»

Duas ideias face a estas afirmações, para além da veracidade das mesmas:
1 - Será que na posição de extremo esquerdo não seria interessante um jogador menos "criativo" (coloco aspas porque não acho que seja verdade) e mais solidário?
É que assim talvez o Enzo e o Matic tivessem maior controlo no meio-campo e a equipa perdesse menos bolas como perdia o Ola John...

2 - Urreta não tem talento? O Urreta é um dos maiores desequilibradores que o plantel encarnado tem. Falta-lhe é oportunidades, mas nas poucas que tem tido, até nos 10 e 5 minutos finais que ele tem tido nas pré-épocas, já demonstrou ter qualidade...

Signori disse...

Uma pergunta que faria ao JJ, se fosse jornalista,e esperando que a sua resposta fosse honesta,era a seguinte: se pudesse regressar a qualquer altura antes do jogo com o Estoril, a qual regressaria e porquê, e faria algo de diferente que sentisse que poderia melhorar ou beneficiar em relação à gestão emocional e das expectativas do plantel?

Miguel Nunes disse...

Era esse mm. Sobre o Urreta qd o vi aos 18anos pensei q desse um jogador totalmente diferente. É bom, concordo. Mas, tb n chega. Na década de 90 e nos primeiros 6 ou 7 anos da de 00 se calhar era ele e mais 10. Agora não chega.

Pedro disse...

Portanto o gajo é tão bom que é emprestado... O SLB anda mesmo a nadar em dinheiro.
:)

PP disse...

Ó Miguel Nunes,

Isso da centena para aqui, centena para acolá não quer dizer nada. Assim entramos num campo altamente subjectivo e que acho que acaba por não elevar o debate.

Que critérios de avaliação exactos levaram a que proferisses essas afirmações de falta de talento do Melgarejo?

Quanto à fase que eu pensava ser a de construção, então qual é o nome que a dás? E, já agora, o que entendes por fase de construção?

Quando dizes:
«E a falta de talento notou-se e nota-se sobretudo quando tem situações para resolver (decisão/recepção/passe/condução) com pouco espaço.»
Será que eu não poderia dizer o mesmo de Ola John, face à quantidade de bolas perdidas, por exemplo? Ou até mesmo ao caso mais recente do Djuricic? No entanto, toda a gente reconhece a estes dois talento.

Não concordo com o teu terceiro parágrafo... tirando o Gaitán mais nenhum faz... aliás, isso gostava eu que o fizessem... ;)

Não concordo mesmo nada com o teu quarto parágrafo. Seria bem mais fácil para um lateral de uma equipa que jogasse com um defesa esquerdo e que não ultrapassasse a linha de meio-campo. Agora para um jogador que precisa ter que fazer vai-e-vens constantes... não concordo.

Quinto parágrafo... voltamos à subjectividade (eu percebo, tu percebes, nós percebemos... e no final continuo à espera de critérios)...

Sexto parágrafo, mas afinal o que aconteceu ao certo? "Arma de arremesso"? De quem?

Não entendo a tua última frase, sinceramente. Que é que tens a ver com esta situação do Melgarejo?

PP disse...

Signori,

O Jesus no jogo do Estoril deveria ter feito mais alterações ao onze titular.

Praticamente jogou com os mesmos que tinha jogado contra o Fenerbarçe, num jogo de alta intensidade.

E mais, poderia e deveria um mês antes ter começado a dar minutos a vários jogadores para serem soluções.

Luisinho não poderia ser solução frente ao poderoso Estoril, se tivesse mais ritmo?

E, o que dizer do Aimar? Engraçado, que quando as coisas apertaram no Dragão já soube utilizar o argentino que até lá nem 90 minutos tinha feito no último mês...

hertz disse...

O Melgarejo a LE desiludiu-me na parte ofensiva. Tendo ele sido um extremo, esperava mais dele a nível ofensivo: cruzamentos, passes, fintas, etc. Por exemplo, entusiasmava-me mais o Luisinho a atacar (apesar de às vezes se prender demasiado à bola) pois parece que as coisas saíam com mais fluidez.
Eu que também desconfiei e me surpreendi quando o JJ disse que o Melgarejo não tinha qualidade para jogar a extremo no Benfica, depois de o ver jogar a lateral compreendi essas palavras do JJ e concordo com elas.

PP disse...

Miguel,

Tens de fundamentar melhor porque não estou a compreender o porquê:

«Mas, tb n chega. Na década de 90 e nos primeiros 6 ou 7 anos da de 00 se calhar era ele e mais 10. Agora não chega.» (isto sobre o Urreta)

Miguel Nunes disse...

PP, mas eu não quero nem tenho tempo nem paciência para debater coisas que para mim são claras como água. O que para ti é subjectivo nesta área, n é para mim. Lamento a caixa de comentários aberta que leva realmente à impressão de que quero debater o que quer que seja, A caixa até já esteve fechada mas até foi pedido de alguém que estimo que a abri de novo. No fundo funciona para quem cá vem ler debata entre si e eu intervenho sp que posso e me apetece.

Discordamos em tudo ou quase tudo, não há mal nenhum nisso. Até porque eu acabo por discordar com 95porcento das pessoas que vê futebol. És apenas mais um caso. Espero que continues a visitar o blog e que não leves a mal a minha falta de comparência no que a troca de ideias diz respeito. Já me é difícil manter isto actualizado com textos, quanto mais se tenho de ir responder a todos os comentários.

PS - o critério para a falta de talento do Melgarejo foi dito mais em cima, citaste-o e tudo.

Miguel Nunes disse...

PP, n tenho de fundamentar melhor nada. A menos que seja pago para tal e que concorde com o pagamento que me fazem para o fundamentar.

Signori disse...

Ainda bem que referes esse facto de ter jogado com praticamente os mesmos contra o Estoril e turcos. Os dados que tenho são o que ele referiu no FMH, em que comentou ter jogado com os mesmos em jogos com diferentes intensidades e carga motivacional (Milan e Nacional quando estava em Braga) e o que sucedeu nas últimas 2 épocas após estar à frente do campeonato. Acredito que tenha pensado que com o Estoril poderia usar os mesmos porque seria um jogo tão motivante como contra os turcos. Esqueceu-se da descompressão que foi visível no relvado dos Barreiros, o que indicava que o jogo com o Estoril para os jogadores era um pró forma, e que o trabalho difícil e que exigia concentração tinha sido feito e era necessário apenas até ao jogo com o Marítimo. Aquela reacção no relvado permite-me colocar a hipótese que a mensagem no balneário seria algo do género: este é o jogo fundamental da época, se o ganharmos e conseguirmos chegar ao jogo do Estoril na posição em que estamos, a 4pts do Porto, seremos campeões. Foi uma opção motivacional e legítima dos responsáveis, que deu para o torto. Sinceramente, depois do exemplo da época anterior, sinto que foi uma opção incorrecta, e diria-o mesmo que o Benfica tivesse sido campeão. E a este nível, em que todos trabalham bem, há pormenores que fazem a diferença, e cada vez mais a neurociência tem vindo a sustentar uma alteração de paradigmas, entre a primazia do hemisfério esquerdo, da cognição e racionalidade, para o direito e a integração e a regulação emocional. Tem sido verificado que a componente emocional é activada primariamente, e de acordo com essa informação enocional, há uma influência no que é activado ao nível das cognições,atitudes, influenciando comportamentos, e desta forma a maneira como interagimos com o mundo. Num jogo com o Estoril, e após a descompressão e relaxamento que houve na semana anterior, aumentaram as hipóteses de que os comportamentos dos jogadores, influenciados pela alteração do estado emocional que seria requerido para um jogo dessa importância, sugerissem a diminuição dos níveis competitivos e de concentração. Se o Benfica poderia ganhar esse jogo na mesma e ganhar em seguida ao Porto? Claro que sim! Se tudo isto contribuiu para que essa possibilidade ficasse comprometida? Na minha opinião sim

Signori disse...

já agora, alguém conhece o Zé Love do Siena, ex-Santos e, segundo o Rcord, 2º melhor marcador do Brasileirão de 2010? e o Garry Rodrigues, do Levski Sofia ex-Real Massamá?

Roberto Baggio disse...

PP, se ele tivesse mudado jogadores no jogo com o Estoril, era goleado no Dragão.
9 dias sem competição nesta fase da época dava cabo desses jogadores.
Se tivesse que rodar, seria sempre na meia final da liga Europa.
Agora, perante estes dados, faz tu as escolhas dos 11 em cada um desses jogos.

Abraço

Edson Arantes do Nascimento disse...

Zé Love LOL :-) :-) :-)

Eu conhecia-o quando era Zé Eduardo e era suplente do André, no Santos, um ponta de lança que agora está no Vasco da Gama depois de passagens pelo referido Santos, D. Kiev, Bordéus, A. Mineiro e Santos, de novo.

Nem o André nem o Zé Eduardo têm qualidade para jogar em equipas melhores do que o Goiás. É a minha opinião.

Sobre o Melga concordo em género, número e grau com tudo o que o Miguel Nunes escreveu. O Melga não é um jogador talentoso e nunca o foi. Os jogos que vi dele no Paços valiam pela potência e capacidade física. Nunca pelo talento.

Quando me dizem que o Urreta, ou o Miguel Vitor, por exemplo, "tem talento" eu normalmente risco essa pessoa das opiniões sobre futebol. Porque não vemos o mesmo jogo.

Veja-se o Urreta: marcou um golão num jogo de pré-temporada. E agora toda a gente vem com a lenga-lenga de que o Urreta isto e aquilo e não sei que mais.

Nesse jogo o rapaz não acertou um único passe - nem fáceis, nem difíceis. É um gajo que tem uma dificuldade imensa em perceber o que tem de fazer com bola. E, lá está, tem pouquíssimo talento. Não tem soluções credíveis em situações que ele não espera.

É mau jogador? Não. Mas não serve para o Benfica porque tem no mínimo cinco camaradas à frente dele.

Talento, para mim, neste contexto, significa mais ou menos isto: encontrar soluções difíceis em contextos anormais, sem desvirtuar o modelo e o objectivo onde o atleta se insere.

O Fábio Coentrão, por exemplo, tem sempre um drible, uma cueca, um recebe e enquadra em um ou dois toques, uma protecção de bola que o Melga jamais teve e nunca terá.

O Alex Sandro é outro excelente exemplo se comparado com o Melga. O lateral do FCP tem sempre uma carta na manga para jogar - caso seja necessário.

Signori disse...

25/4 Fener-1-Benfica-0
29/4 Marítimo-1-Benfica-2
2/5 Benfica-3-Fener-1
6/5 Benfica-1-Estoril-1

Tive a ver no zerzero e o único jogo onde há alguma variação na equipa é o 1º, em que mete o aimar, andré gomes e jardel de início. Nos restantes 3 varia 1 jogador em cada jogo. Ou seja, há uma descompressão com o Marítimo, a seguir segue-se um jogo para uma competição diferente e decisivo. Coloca os mesmos jogadores e ganha. Esses mesmos jogadores, após os festejos de dever cumprido e sensação de campeonato fechado na Madeira e nova descompressão após colocarem-se numa final europeia jogam praticamente os mesmos contra o Estoril. Acham coincidência o Benfica ter tido um dos seus 2 empates na Luz esta época exactamente naquele jogo, após tudo o que sucedeu, com o impacto emocional correspondente, nos 2 jogos anteriores? Não era algo a que os responsáveis deveriam estar atentos, nesta monitorização e gestão emocional do plantel, principalmente após a época anterior? Agora pergunto, que lições tirou JJ para o futuro? O que fará ou faria diferente? Ou acha que foi só e apenas futebol e pé frio?

PP disse...

Miguel Nunes,

Não estava à espera dessa tua reacção. Eu estava a tentar ser construtivo no debate de ideias, pois estou ciente que por vezes diferentes pontos de vistas são igualmente válidos.

Como tal, estava a tentar entender em que critérios baseaste para definir a "falta de talento" do Melgarejo.

É óbvio que quem coloca uma afirmação como aquela que colocas tem de estar preparado para ser questionado e acho que a forma como o fiz, foi educada e construtiva.

Não entendo essa tua tomada de decisão.

Quanto ao discordares comigo ou com outros, eu não sou egocêntrico o suficiente para tornar as coisas a esse nível pessoal. Até porque a minha paixão pelo futebol é bem superior aos demais alter-egos que temos que conviver diariamente. Eu gosto de falar sobre futebol e até entender as coisas noutro nível.

Quanto ao pagamento que referes, se me dissesses que o critério era outro que aquele que citei, ainda era capaz de pagar para ver... mas, deverei poupar para tirar um curso de treinadores e ver se darei por um belo uso.

Enfim, acho que foi despropositada a tua reacção.

Ah! E no final da história ainda não percebi essa da "arma de arremesso contra o seu treinador". Estás a falar de quem?

Signori disse...

aliás, 3º empate, após o primeiro jogo da época contra o Braga, nas circunstâncias que conhecemos

Miguel Nunes disse...

acredita q n era mm p levares a mal. o Roberto Baggio pode confirmar-te o q te disse sobre a minha pouca paciencia e tempo p trocar aqui ideias. Na altura até lhe disse que isto aqui era uma ditadura.

N leves, pf, p o lado pessoal.

sobre o talento, o Edson explica bem mais ou menos aquilo q tb penso.

é a arma de todos os q n gostam do treinador do Benfica. n é de ng em concreto, mas de milhares.

Miguel Nunes disse...

sobre o pagamento, foi mm pelo tom "tens de fundamentar"

eu fundamento as minhas opiniões qd me pagam para isso. Não é o caso, pelo que n reconheci a exigência. Simples...ne? acho q nem dá p te chateares c isso, pq tal como disse, n é pessoal. apenas falta de tempo e paciência

PP disse...

@ Signori: Por acaso penso mesmo que não foi uma questão de atitude frente ao Estoril, foi mesmo uma questão de pernas.

O Matic estava de rastos. O Luisão e o Garay estavam bem mais lentos do que o usual. O Lima se metiam a mão na boca, caía para o lado...


@ Baggio: 9 dias sem competição cairia que nem ginjas para o Benfica. Poderia preparar a equipa tacticamente e até poderia arranjar uma equipa para fazer um treino mais competitivo se assim fosse necessário.

Aliás, face à ineficiência do modelo táctico do JJ frente a equipas como o Porto, até seria bem utilizado esse tempo para preparar o jogo.

Depois, a minha ideia não era utilizar um onze totalmente diferente frente ao Estoril.

Se o Jesus tivesse preparado durante a partir de Março, uma rotatividade como eu fui escrevendo no meu blog, se calhar, teria um Jardel, um Luisinho, um Roderick, um André Gomes, um Aimar e um Urreta bem mais fresquinhos. Isto era o suficiente para dar descanso a alguns nesse jogo, sem diminuir muito a qualidade de jogo.


Bem, mas então vou colocar o problema de outra forma:

Como é que vocês resolveriam a questão que o Signori colocou se tivessem na posição do Jorge Jesus?

Roberto Baggio disse...

PP o que acontece é que devido a compromissos de trabalho o PB e o Miguel têm dificuldade em actualizar o blogue. Durante um tempo até fecharam a caixa de comentários. Mas disse-lhe que não podia ser, nem que fosse para a malta discutir entre si ou mesmo eles fazerem uma ou outra intervenção quando acharem pertinente. Daí ele não dar respostas quando essas são muito extensas e etc. Porque está a trabalhar.

Abraço

PP disse...

Ó Miguel Nunes,

Acho que a experiência vai-te ensinar que se aprende muito mais a debater e ter uma mente mais aberta, para questões que até podes considerar básicas, do que fechares-te na tua "ditadura".

Esta foi de borla! ;)


PS: E continuo a dizer-te que para fazeres afirmações desse nível é preciso fundamentar e explicar os critérios para tais avaliações. A subjectividade do futebol é de tal ordem, que muita gente de créditos bem firmados, diz que Markovic é o novo Eusébio, quando eu acho que tal afirmação é exagerada por "n" razões...

PP disse...

@ Baggio: mas isso tem solução... responde mais tarde.

Eu próprio só vi as respostas dele agora... não faz sentido, até porque eu não ando aqui a querer demonstrar conhecimentos ou falta deles... ;)

Acho que é no debate de ideias que se evolui. E, acho que o que se passa aqui e noutros locais é um reflexo do que se passa no país... e é por isso que isto não anda para a frente.

A culpa se calhar não é vossa... falta claramente uma cultura de debate... bem, mas já estou a dispersar.

E critérios de avaliação do Melga, já há?

;)

Roberto Baggio disse...

PP,
Precisas de estudar melhor capacidades físicas antes de afirmar isso. E o que acontece a forma competitiva, quando as pausas de competição têm esses grandes momentos de paragens e quando se sabe que o jogo é o factor que mais contribui para essa forma, e para os índices de concentração... É uma questão de hábito a concentração.
Nem de propósito

http://possedebolla.blogspot.pt/2013/04/demasiado-dortmund-para-tao-pouco.html?m=1

Abraço

Signori disse...

Com tudo isto não quero retirar o mérito ao JJ, como referi, mas num clube como o Benfica, repetir um final de época desastroso não podia acontecer. Parece que o JJ tem sido capaz de atingir coisas boas, com todo o seu mérito, o seu estudo, a sua paixão, gosto, criatividade e inteligência, mas tem dificuldades em integrar e desenvolver uma aprendizagem a partir das coisas menos boas que faz. Posso estar a ser muito injusto, mas já pensei na hipótese de, por ter subido na carreira a pulso, fora da academia e por passar ao lado do circuito mais académico do futebol, feche-se um pouco relativamente a outros aspectos e a outras formas de integrar conhecimentos, e daí ter dificuldades em integrar e aprender com o erro. Às vezes parece que tem um ponto cego cultivado que, com aquela idade e depois do que atingiu com o seu suor, dificilmente irá ser flexibilizado. Acredito também que o JJ faz muita coisa bem, mas o futebol dos treinadores ainda está um bocado atrasado, as questões de posicionamento e mecânica defensiva que muitas vezes são aqui analisadas são coisas que parecem-me óbvias e não são nada de física quântica, mas incrivelmente são como chinês para uma grande parte dos treinadores e para quem os escolhe. O JJ por vezes parece-me aquele alguém que conseguiu atingir algo fora do circuito, que quem está na academia reconhece o seu mérito e quer aprender com ele, mas o JJ ainda se sente desconfortável nesse mundo. E assim é difícil evoluir. Poso estar a ser injusto ou a dizer barbaridades, mas é algo que dou por mim a pensar algumas vezes. Agora façam o favor de me mostrar que estou errado, porque até o gostava de ver um dia na selecção

Roberto Baggio disse...

Mete o Melga a receber a bola no meio de 3 adversários de costas para a baliza. Vê o q ele faz.
Depois mete o Salvio, o Gaitan, o Olá... E percebe as diferenças... O critério é esse PP. Mesma situação, jogadores diferentes. Vê como eles resolvem, compara e avalia.
Repete isso dez vezes, vê o sucesso que uns e outros têm. Facilmente, perceberás a falta de criatividade do Melga, para jogar nas alas do Benfica.

Abraço

Signori disse...

é difícil dizer o que é físico e o que é emocional que se reflecte no físico. uma pessoa em risco de vida consegue aplicar forças que em situações normais estão fora do seu alcance, devido à influência da activação emocional durante a situação nas suas capacidades motoras. A questão que me parece ter acontecido ao Benfica foi ao contrário; por não se sentirem activados emocionalmente, com a influência ao nível de concentração e vá lá, intensidade, a capacidade física reflectiu-se negativamente

PP disse...

Baggio,

9 dias não é assim tanto tempo quanto isso. Sobretudo, quando estás na recta final do campeonato e vais disputar três dias depois a final da Liga Europa, pelo menos na minha opinião.

Quanto ao controlo da ansiedade e concentração, poderia dar-te 4 milhões de razões, mas vou apenas dar uma: é para isso que serve o treinador.

De qualquer forma, como tu terias resolvido a questão?


Quanto ao exemplo do Real-Dortmund não é muito positivo, pois o problema do Real Madrid esta temporada foi de a imprensa ter comprometido a autoridade do treinador para com os jogadores. Aliás, acho que o Mourinho tem muito a aprender desta temporada...

No Benfica o Jesus sempre esteve bem seguro na sua posição.

Signori disse...

E sim, quando falo em activação emocional num futebolista falo em ansiedade a um nível óptimo, em que não é excessivamente baixa porque pode levar a desconcentrações e perda de competitividade, nem muito alta, perturbando o discernimento, capacidades cognitivas e raciocínio. A ansiedade óptima relaciona-se com emoções como por exemplo o medo do resultado negativo, de uma má prestação, das consequências. De notar que o medo não tem de ser necessariamente negativo. As emoções existem há milhões de anos no homem e mamíferos e são potencialmente adaptativas e informativas, se estiverem bem reguladas (um exemplo do potencial adaptativo, informativo e de sobrevivÊncia do medo é estar estar em risco de vida, ter medo e fugir. todas as emoções são fundamentais se bem reguladas, e geridas). Daí que num futebolista ter que haver um nível saudável de ansiedade e medo das consequências, de maneira a que a concentração aumente, e que as capacidades motoras sejam rapidamente activadas de forma a atingir os objectivos. Tudo o que não acredito que tenha acontecido a este Benfica com o Estoril. Aliás, talvez com o desenrolar do jogo com o Estoril, e com o resultado negativo, a desregulação tenha-se apoderado da equipa ou de alguns jogadores e a ansiedade e o medo subiram para níveis acima dos requeridos para dar uma resposta competitiva adequada a este nível, diminuindo o discernimento e lucidez de raciocínio. Claro que o Benfica poderia ter marcado primeiro e tudo poderia mudar, mas a verdade é que toda a gestão feita à equipa pôs muita coisa em risco se algo não corresse de feição, como foi acontecendo ao longo do jogo.

LVM disse...

A propósito do Dady:

foi de facto um bom salto para a Liga Espanhola... mas foi bastante efémero. Hoje em dia é o ponta de lança do Shanghai Shenhua, sendo um dos 5 estrangeiros permitidos da equipa. Como estou em Shanghai, já tive a possibilidade de o ver ao vivo, mas o futebol chinês parece uma jogatana de amigos - se bem que se vai notando algum evolução com a presença de alguns treinadores estrangeiros como o Lippi, o Sergio Batista e agora o Sven Goran Eriksson. O Dady tem feito alguns golos... mas não é o Drogba! E está na sombra do Fyras Al-Khatib, internacional sírio, não é mau jogador.

Um abraço
LVM
cantoparaobenfica.blogspot.com

Miguel Nunes disse...

LVM, pois, o Dady nc fui grande estucha. Mas em Belém rendeu, q eu lembro-me bem. Saiu muito valorizado e acabou por assinar um bom contrato que acredito com os que anda agora a assinar para ai seja suficiente para ter uma bela vida. Para quem tinha a qualidade que tem, foi bastante bom, creio.

Roberto Baggio disse...

PP,
Estou a falar de factos. Não de suposições. Estou a afirmar que o Benfica tinha sido goleado, não estou a supor.
Se leste o texto, e link do lateral esquerdo, percebeste.
Se não, não sei por onde ir mais. É factual e uma questão de treino e estímulos fortes.
9 dias é uma eternidade. E não é com um jogo de treino que consegues os índices de concentração. O problema é acharem que o treinador controla tudo. O treinador não queria que eles descomprimissem e baixassem os índices de concentração, mas eles o fizeram, naturalmente.
O meu texto complementa o link que lá está. É só associar.
Jesus na palestra a fmh disse que o que mais se discute na UEFA e para qual ninguém tem resposta, são exactamente essas mudanças a nível emocional dos jogadores.

Lê os dois textos melhor, primeiro o do LE e depois o meu e relaciona.

9 dias sem competir matava o Benfica.
Eu não teria resolvido de forma diferente, porque o problema foi de Aimar e Martins andarem sempre lesionados, logo não puderam rodar e A. Gomes não ter convencido. Na fase da época em que estavas, eu tinha feito igual ao jesus. No início da época, teria feito diferente, com a rodagem de outros jogadores.

M disse...

obrigado pela resposta..continua-me no entanto a fazer comichão do porquê de o Benfica não conseguir, como afirmas, acompanhar a qualidade defensiva do FCP, tendo em conta os milhões gastos noutras posições...outra conversa talvez.

Pedro disse...

" Na fase da época em que estavas, eu tinha feito igual ao jesus"

Então lembra-me de não te contratar para treinador do SLB.
:) :)

9 dias para competir para um ou outro jogador que estava de rastos só lhe faria bem. Estás a defender que se parassem seria o caos, a verdade FACTUAL é que não pararem foi o caos (exemplo: Melgarejo).

Muito foi discutido nos blogs a preocupação com a condição física dos jogadores e aqui no LE foi defendido que o que importava era o tempo de descanso e isso estava assegurado. No fim viu-se que não como o próprio JJ referiu várias vezes na recta final.

E o SLB ser goleado no Dragão é uma suposição, uma afirmação tua apenas e só. A realidade é que fomos "goleados" com um golo aos 92 minutos que resultou de uma enorme falha defensiva da equipa do SLB. Isso é factual. A goleada é suposição. Da mesma forma que eu afirmo que com uma melhor gestão do plantel ao dispôr de JJ e algumas opções tácticas diferentes o SLB tinha ganho tudo.

PP disse...

Baggio,

@ 0:22 - O Ola John em cada 10 jogadas rodeadas de 3 adversários, perde 8 e as outras duas que resultam ganha-as quase sempre por ressalto. No entanto, não vejo essa crítica toda.

Depois, eu não posso afirmar o que tu e o Miguel dizem, porque nunca vi o Melgarejo jogar nessas condições no Benfica, i.e., como extremo esquerdo.

Já pensaram que se calhar o modelo do Jesus ficaria melhor com um extremo esquerdo que tivesse um estilo de jogo simplificado, ou seja, procurasse sempre o apoio para tabelar, um jogador mais vertical?

Uma das grandes dificuldades do Benfica no Dragão foi a saída para o contra-ataque. O Ola John retardava a saída, porque tinha a mania de dar mais um fintinha, mais um compasso/temporização, etc e tal, que fazia com que o Porto recuperasse defensivamente. E, com o agravante, na maioria das vezes perdia a bola e não era para três adversários.

Eu acho que essa vossa crença de que o Melgarejo não tem talento carece de factos.

E, não será o facto de o Melgarejo ter algumas dificuldades ao nível dos movimentos mais básicos do futebol, na posição de lateral esquerdo, que se pode auferir do seu talento. Porquê? Porque pura e simplesmente nem todos têm a mesma capacidade de adaptação a outras posições. E esse facto associado a actuar numa zona de desconforto, leva a que o atleta erre em coisas perfeitamente banais.

O Melgarejo que vi no Paços de Ferreira era supersónico, tinha um nível técnico bem elevado para a equipa que jogava, era confiante, ia para cima do adversário,... o Melga no Benfica vi-o muitas vezes cabisbaixo, quase a pedir socorro para tirarem-lhe daquela posição.

Muito possivelmente foi resistindo porque queria era jogar, mas foi vendo que o seu futuro estaria sempre comprometido tal a avaliação estereotipada do Jesus.

Sinceramente, eu acho que tu e o Miguel estão a cair no erro do Jesus.

Com isto não estou a dizer que estou certo. Apenas estou a exigir maior evidência experimental para concordar convosco.


@ 8:40 - Ó Baggio, de factos não estás a falar concerteza, pois isso não aconteceu...

Eu li o teu texto e concordei com ele, porque falaste daquele jogo. Não há dois jogos iguais, ainda para mais, com duas equipas diferentes.

Se um jogo for considerado um problema matemático, diria que as condições iniciais do problema Dortmund-Real são distintas do problema Porto-Benfica.

Nota, os jogadores do Real durante toda a temporada demonstraram quebras gigantes de concentração nos jogos, muito por culpa da perda do campeonato ainda não tinham chegado a metade da época. O Benfica vinha como líder.

Depois, dentro do plantel, o Real tinha divisões entre jogadores. O Benfica não apresentava esses mesmos sinais.

Mais, quanto a essa discussão na UEFA, a resposta para mim é aumentar a competitividade interna. Não deixar haver titulares indiscutíveis. Tão simples quanto isso.

E face à diferença a nível qualitativo que os jogadores do Benfica têm para com a maioria dos clubes nacionais, nem entendo porque não se faz mais isso.

PP disse...

Baggio,

Outra coisa, o Aimar só teve lesionado até Março. Depois disso, poderia e deveria ter tido mais tempo de jogo para aquela fase da temporada.

No meu blog fartei-me de mencionar essa importância, tal como referi que seria bom dar minutos a Jardel, a Luisinho, a André Gomes e a Urreta, mais do que ele deu.

A entrada do André Gomes e de Aimar no onze que defrontou na Turquia o Fenerbarçe, quando no mês anterior nem sequer fizeram qualquer minuto, é de uma lógica do caraças.

Roberto Baggio disse...

"9 dias para competir para um ou outro jogador que estava de rastos só lhe faria bem. Estás a defender que se parassem seria o caos, a verdade FACTUAL é que não pararem foi o caos (exemplo: Melgarejo)."

Gostos quando dizem casos como por exemplo o do Melga, quando esse foi o único caso, por isso é que ele jogou pouco no final da época e fez a rotação que queriam que fizessem noutros jogadores que não apresentavam esses sinais de cansaço.
E mais acrescento, não achas tu que a queda do Melga em termos exibicionais tenham-se devido a essas mesmas paragens e a essa intermitência no onze inicial? Pois, eu diria que foi mesmo essa a razão, ele ter começado a ser poupado, consequentemente a perder a forma (não física) que tinha tido até então, tal como regularidade exibicional.

"Muito foi discutido nos blogs a preocupação com a condição física...JJ referiu várias vezes na recta final."

Sim, não foi assegurado aqui -> MEIA FINAL DA LIGA EUROPA... Referi-o no meu comentário anterior, que se tivesse que rodar alguém, era aí e não noutro jogo qualquer!
A não ser que, claro, ele tivesse jogadores perfeitamente entrosados com o modelo de jogo e com os colegas, com ritmo, e que dessem garantias para entrar no onze (mas isso deveria ter sido tratado desde o início da época). Chegado ali, e com aquela situação:

15/05/2013 Benfica 1-2 Chelsea 11/05/2013 FC Porto 2-1 Benfica
06/05/2013 Benfica 1-1 Estoril Praia
02/05/2013 Benfica 3-1 Fenerbahçe
29/04/2013 Marítimo 1-2 Benfica
25/04/2013 Fenerbahçe 1-0 Benfica
21/04/2013 Benfica 2-0 Sporting

"E o SLB ser goleado no Dragão é uma suposição...algumas opções tácticas diferentes o SLB tinha ganho tudo."

Não, não é suposição. E como treino e gestão física/emocional e da forma dos jogadores não é matéria que domines, pensas tu que é suposição. Porque não tens dados e matéria (teórica/prática) na cabeça para relacionar esse tipo de gestão, fazes tu uma correlação com outra coisa qualquer, e pensas que são as duas a mesma coisa. Tu estás a supor, eu não. Estou a dizer algo que é factual! Repito, se o Benfica tem poupado jogadores com o Estoril, era goleado no Dragão, fácil, fácil!

"O Ola John em cada 10 jogadas rodeadas de 3 adversários, perde 8 e as outras duas que resultam ganha-as quase sempre por ressalto. No entanto, não vejo essa crítica toda."

Vais obrigar-me a fazer um vídeo do Ola, por exemplo num jogo contra o Barcelona? Ou contra o Porto? Para veres e reveres as acções dele em campo? Sabes que provavelmente (sem ter dados estatísticos) o Ola é o extremo do Benfica do ano anterior que perdia menos bolas não sabes? Mesmo rodeado desses jogadores...

"Depois, eu não posso afirmar...extremo esquerdo."

Pois não, mas viste-o no Paços, se é que viste. E o Jesus, viu nos treinos, aquilo que o Miguel já tinha afirmado antes. Melga não tem qualidade para ser um dos Alas do Benfica. Pode ter sido sorte o Miguel e o Jesus terem dito exactamente o mesmo. O que não faz do Melga mau jogador, só o faz pior que todos os outros extremos do plantel.

Roberto Baggio disse...

..."Já pensaram que se calhar o modelo do Jesus...
... crença de que o Melgarejo não tem talento carece de factos."

Não, no modelo de Jesus, os extremo têm que ser "burros" e resolver muitas situações de 1x1 e de 1x2, daí o jogador com mais critério que temos nas alas não ser titular indiscutível (Ola John). Melga não o faria, porque não tem o talento dos outros. Não, não carece e Jesus já o afirmou. E se tu vires o trabalho dos extremos do Benfica, que é basicamente procurar constantes desequilíbrios do adversário através de acções individuais, também o perceberias.
Sim, procurar apoios para tabelar onde? Aqueles que não aparecem no modelo de Jesus? É que estás a falar de dinâmicas de equipa, não de jogadores. Não confundas as coisas!
Se não há apoios, bem os podes procurar que eles não vão chegar!

"Uma das grandes dificuldades do Benfica no Dragão foi a saída para o contra-ataque."

Vamos ver se entendemos de uma vez por todas. O problema do Benfica no dragão foi o modelo de jogo. O mesmo modelo de jogo que o levou a sonhar com ganhar 3 competições. Esse mesmo modelo foi o maior impeditivo de teres ganho no dragão. E se houve outro problema, foi o modelo de jogo do Porto, que simplesmente não deixa jogar os adversários.

"O Melgarejo que vi no Paços de Ferreira era supersónico, tinha um nível técnico bem elevado para a equipa que jogava"

Faço da tua frase minha, "para a equipa que jogava". Ele agora joga no Benfica. No Benfica é preciso saber mais que correr e ser bom tecnicamente para ser Ala do Benfica. É preciso ser criativo! Criativo! Ele não o é!

"Sinceramente, eu acho que tu e o Miguel estão a cair no erro do Jesus."

Sim, estamos a cair no erro de perceber que todos os extremos do plantel são melhores que ele...

"Com isto não estou a dizer que estou certo. Apenas estou a exigir maior evidência experimental para concordar convosco."

Não o percebes assim, porque não tens na tua cabeça conhecimento necessário para o perceber. Não o perceberás enquanto não tiveres esse conhecimento. Podemos estar aqui mil anos a trocar palavras, que se não tiveres o conhecimento (do jogo) para o perceber, não o perceberás.
Tal como, quando o Miguel e nós no Possedebolla, dizíamos que o modelo de jogo do Porto era melhor, que eles jogavam melhor que o Benfica, que não era por irem atrás que eram piores, também ninguém o percebia. Só concordaram, quando o Porto foi campeão! Mas isso só me vem dar razão. Eles nunca vão perceber, só concordaram porque o Porto ficou em 1º. Se tivesse ficado em 2º, já estariam a mandar as bocas habituais, do tipo, pois mas ficaram em segundo! Se eram melhores, porque não foram campeões?
Ou seja, eles não percebem, tal como tu não percebes estas matérias, porque não têm conhecimento (do jogo/treino/teoria/prática) para o perceber.....

Roberto Baggio disse...

"Eu li o teu texto e concordei com ele, porque falaste daquele jogo. Não há dois jogos iguais, ainda para mais, com duas equipas diferentes.
"

Pois, vês como ainda não tinha lido o teu comentário e já se advinhava algo do género? Acima tens a resposta.
Não percebeste, decoraste. E o problema do decorar é que quando se apresenta uma situação ligeiramente diferente, já não consegues manter o mesmo raciocínio. Porque na verdade, não percebeste, porque não tens conhecimento para o fazer.

"Mais, quanto a essa discussão na UEFA, a resposta para mim é aumentar a competitividade interna. Não deixar haver titulares indiscutíveis. Tão simples quanto isso."

Quando fores treinador, experimenta a tua solução, e depois vai expor aos treinadores da UEFA o teu caso de sucesso (Sir Alex, Wenger, Mourinho, Vitor Pereira, Hiddink, Heynckes, Klopp, AVB, Tito, Guardiola, Ancelotti...) E podia continuar a lista, por ter a certeza que nenhum deles tentou a solução que sugeriste...

"E face à diferença a nível qualitativo que os jogadores do Benfica têm para com a maioria dos clubes nacionais, nem entendo porque não se faz mais isso."

Ele rodou jogadores em todas as posições, quando o podia fazer. A partir de um dado momento, devido a tabela classificativa, ele foi apenas colocando os melhores (entenda-se os que lhe davam mais garantias), porque cada jogo se revelava decisivo e cada detalhe podia atrapalhar o trajecto da equipa.

"Outra coisa, o Aimar só teve lesionado até Março. Depois disso, poderia e deveria ter tido mais tempo de jogo para aquela fase da temporada."

Só? E era em Março que ia ganhar o que os colegas tinham vindo a ganhar desde o início do ano? Claro que o Aimar deixou de ser opção e partiu sempre em desvantagem. Porque em Março já os colegas tinham algo que ele não tinha. Daí a aposta em A.Gomes em detrimento dele. Os colegas já tinham muito jogo e treino e Feedback em cima que ele não tinha.

"No meu blog fartei-me de mencionar essa importância, tal como referi que seria bom dar minutos a Jardel, a Luisinho, a André Gomes e a Urreta, mais do que ele deu.
A entrada do André Gomes e de Aimar no onze que defrontou na Turquia o Fenerbarçe, quando no mês anterior nem sequer fizeram qualquer minuto, é de uma lógica do caraças."

Tens de perceber que Luisinho nunca deu garantias de nada. A Gomes vacilou em muitos momentos e o Urreta, a sério? Os alas foram os que mais rodaram e menos sobrecarga tiveram. Jardel? O Luisão precisava de jogo, mais que ninguém no plantel, o Garay não deu sinais de quebras.
Lá está, ele rodou jogadores quando tinha de o fazer. E quando era mesmo importante ganhar ele não o fez.

É fundamental perceber que isto é a realidade, não é virtual. Tu não mudas um jogador e o jogo decorre como se nada tivesse acontecido. Mudas um jogador e a equipa sente isso. E essa mudança (não habitual), pode inclusive ser prejudicial aos objectivos da mesma.
Quantos treinadores estão em momentos decisivos e optam por tirar da equipa mais de 1 jogador? Viste Mourinho fazer isso? Lembras dos duelos com Bayern, Barcelona, Bayern?
Nos momentos decisivos, os treinadores têm os 11 que lhes garantiram durante a época melhores exibições regularmente. E são desses (11/12/13) que se vão socorrer.
Acontece aqui e na China...
Aliás, basta olhares para o Porto...

Edson Arantes do Nascimento disse...

O PP é o Carlos Queirós! eheheheh :-P