quarta-feira, 7 de agosto de 2013

E algures no Brasil

Na mesma semana em que o Santos é humilhado em Camp Nou e o São Paulo vem vencer ao campo do finalista da Liga Europa, Kardec vai arrasando, ainda que na segunda divisão, onde o bom Kléber (prová-lo-à em Braga) não foi feliz. Ninguém tem tanta qualidade técnica (não é uma consideração a Kardec, atenção!) e é tão desorganizado quanto os jogadores/equipas brasileiras. Com eles tudo pode mesmo acontecer. É a Liga e são os clubes do "oito ao oitenta". Por isso, chega a ser mesmo impossível apontar candidatos ao título. Pode sair qualquer coisa, mesmo!

17 comentários:

Aza Delta disse...

mau exemplo...segunda divisão..

Miguel Nunes disse...

O Kardec fez segunda divisão em Portugal, e nunca fez nada disto...

O ênfase era para ser colocado mais no "ali tudo é possível". O facto de não haver sequer lote de candidatos ao título justifica-o. E o campeão deve acabar todos os anos com uma percentagem de pontos perdidos como talvez não haja em mais campeonato nenhum do mundo. Isto não sei, estou a supor.

Manuel Humberto disse...

"Onde o bom Kléber (prová-lo-à em Braga)", mesmo. Uma pena não estar no Sporting.

Miguel Nunes disse...

Calma, Manuel. É tudo linear... nós gostamos muito do Ghilas, certo? Para o Sporting veio o titular da selecção da Argélia. 1+1=2, não é? Contrataste talvez o melhor ponta de lança da nossa Liga, para sentar o Ghilas...

Miguel Martins disse...

Em momento algum há um defesa que se coloque entre ele e a baliza. Até parece que se vão afastando. Em Portugal era impossível.

Diogo Cruz disse...

Faz lembrar aquele fenómeno. Freddy Adu, o melhor jogador de soccer de sempre.

Peyroteo disse...

O Kleber, parece, já não jogará no Braga. Provavelmente continuará no Brasil.

Daniel Martins disse...

Eu atrevo-me a dizer que se o futebol brasileiro não fosse jogado a 10 à hora, era uma das ligas mais espectaculares do mundo. Imprevisibilidade dos resultados, golos acrobáticos, bancadas relativamente bem preenchidas, porrada a montes... Já não está nada mau!

Alguém aqui já viu o Funes Mori a jogar? Será melhor que o Mora? A mim não me cheira...

YilmaZ disse...

Miguel,

Conheces o Slimani?..

Eu vi um pouco dele na última Taça das Nações Africanas e não me pareceu grande coisa.. Pouco habilidoso...

Ghilas é bem melhor..

PS:Viste alguma coisa do Fredy Montero?..

Miguel Nunes disse...

Daniel Martins, nc vi o Funes Mori. Do Mora gostei mt. Na área fez-me lembrar o Liedson! Isto para reforçar que lá por ser pequeno pode ser p.lança capaz de marcar mt na área no meio dos grandes, mas tb com base em pouco tempo de observação.

Yilmaz, não conheço. O comentário para o Manuel surgiu de algumas impressões que trocámos sobre o Ghilas em tempos. Sobre o facto de muitas vezes os clubes contratarem com o mesmo critério com que os adeptos avaliam os jogadores e sobre o facto de numa discussão qualquer já há mt tempo ter surgido o argumento de que o Ghilas se fosse bom era titular da Argélia em vez deste Slimani.

Portanto, era um pouco de ironia...

"Manuel, se ele é assim tão bom, porque não é titular da selecção da Argélia? Sabes que isso é sempre o melhor indicador da qualidade dos jogadores! A propósito, se não correr bem com o Leonardo Jardim, gostaria de experimentar o Halidzovic no banco. É o actual seleccionador da Argélia. Dono das verdades absolutas sobre qualidade individual no futebol. Eu preferia mt mais ir buscar o Soudani que tá no Guimarães. Joga pouquissimo comparado com o Ghilas, mas o Halidzovic prefere-o a ele. E ele lá saberá... confio cegamente nas opções dos seleccionadores todos do futebol mundial, sobretudo na do Halidozivic"

este foi o meu comentário na altura.

Curiosa esta chegada a Portugal do titular à frente do Ghilas. Se calhar até é mm melhor que este e portanto é desde logo talvez o melhor avançado em Portugal, ou estará logo no lote dos 3 melhores... é esperar para ver se isto é assim tão linear...

hertz disse...

Aposto que já há por aí uns adeptos do Benfica a dizer algo do género: "Ah e tal dispensaram o Kardec e ele agora farta-se de marcar golos no Palmeiras. Não devia ter saído".

Daniel Martins disse...

Pois lá está, do pouco que vi tb gostei do Mora. E duvido muito que este Funes Mori seja melhor que ele. Em regra os jogadores do Boca e do River são bastante sobrevalorizados. Mas a ver vamos.

Manuel Humberto disse...

Miguel, o Sporting infelizmente parece andar a contratar por contratar. Baratinho + Titular na Argélia = Se é bom ou como joga, depois logo se vê. O critério deverá ser um pouco este e a condição indispensável é mesmo o "baratinho", foi só por essa razão que o Argelino veio. Quando vamos jogar só para o campeonato e temos as limitações que se conhecem era altura de rentabilizar desportivamente a melhor qualidade, mas entretanto já se "perdeu" Ilori e Bruma, sobretudo o primeiro que faz (faria) parte do grupo dos melhores. E era altura para com muito critério (boa avaliação desportiva) ir buscar 2 ou 3 jogadores de qualidade indiscutível para o 11. Das 7 contratações somente Montero satisfaz o pressuposto. Pressionado pelo orçamento quem tem o Sporting para andar a ver da qualidade dos jogadores? Inácio e Bruno de Carvalho, lol. Não há milagres ...

O resultado é que nem nomes suficientes temos para fazer um 11 minimamente capaz. Carrillo, Martins, Montero, Adrien, Rinaudo, Dier e Patrício. Alguém mais? Se "trocarmos" Bruma por Montero estamos iguais a 13/14 mas sem um dos melhores defesas centrais que por incapacidade do Sporting andará aí a ser negociado por 6 ou 7 milhões de Euros. Do meio campo para a frente temos Montero, Carillo e Martins. 3 nomes, assustadoramente curto.

No mais quem está? Capel, Slinami, Maurício, Welder, Magrão, Jefferson, Rojo, William E., Wilson C. e Cédric.

Há demasiada mediania e pela única razão de não haver gente com qualidade suficiente para fazer um 11 o Sporting deveria seriamente reconsiderar Labyad. Mal por mal é melhor do que muitos que lá andam.

Com tudo de prematuro porque exemplos como o de Boavista em 2000/01 por vezes repetem-se, dificilmente passaremos dos 55 pontos. Se chega ou não para a LC dependerá do que "os Bragas" fizerem.

Imagina esta equipa sem Adrien e Martins. Não há equipa. Não há simplesmente gente.

Miguel Nunes disse...

hertz, mais uma arma de arremesso contra o treinador. Enfim...

Manuel, hoje vai ser um jogo interessante, mas que não dirá assim muito. Talvez demonstre (não pelo resultado) quem é o melhor entre dois. Mas, depois no campeonato é diferente e o melhor entre os dois, pode não ser o melhor dos dois. Veremos como Sporting e Braga se desenrascam contra adversários teoricamente mais fracos. Veremos quando (em que data) o Éder estará apto, uma vez que o Kléber dizem que já não vem.

Uma curiosidade, que vou ver hoje, creio, pela primeira vez, mas que já li nos jornais. Alan de volta a médio interior... Já havia sido algo muito próximo com Jesus. Nesta fase da sua carreira talvez ainda faça mais sentido... Jesualdo sabe. Estou curioso para ver como se desenrasca ele novamente ali. É um grande jogador, mas a idade pesa sempre e ele está a um mês de chegar aos 34...

Roberto Baggio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edson Arantes do Nascimento disse...

Daniel, desculpa mas não percebi o teu comentário dos 10 à hora no Brasil... Isso é um mito. Neste lance específico, o jogador, em 10 segundos, agarra na bola e mete-a dentro da baliza.

Na série B do Brasil. Nem em Inglaterra - o exemplo perfeito do jogo rápido, directo e sem meias medidas - isto acontece.

O problema do Brasil é que as equipas organizam-se de forma hiper estranha. Ou simplesmente não têm qualquer ideia de jogo. Isso, como diz o Miguel, dá uma ideia de grande competitividade, onde todos podem ganhar a todos porque em qualquer jogo tudo pode acontecer.

Acho também que já foi por diversas vezes dissecada por aqui essa ideia de que as equipas boas são as equipas "rápidas" - seja lá o que isso queira dizer...

Daniel Martins disse...

Edson, quando falo em "futebol jogado a 10 à hora" refiro-me às marcações desleixadas, ao mau ocupamento dos espaços e à pressão inconstante que levam a que um jogador no Brasil tenha em média muito mais tempo para pensar e executar, comparativamente aos que jogam nos campeonatos europeus. A primeira coisa de que os jogadores brasileiros se "queixam" quando chegam cá é que aqui o jogo é mais rápido, e não me parece que estas afirmações sejam apenas cliché. Mas também te digo que já não vejo um jogo do Brasileirão vai fazer 3 anos.

Eu não sei o que é uma equipa rápida, mas sei que as melhores equipas são aquelas que, quando necessário, conseguem pensar e executar bem e depressa.