terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tomada de decisão, os adversários, Ola John e Nolito.

Desde sempre que fomos aqui explicando que na concepção que idealizamos do jogo não há correrias com bola para longe da baliza, isto é, na direcção da linha de fundo, para posteriormente tirar cruzamentos para a área. Mas, salientando sempre que cada situação é ou pode ser uma situação diferente e que pequenas diferenças de situação para situação (relacionadas com posicionamento dos colegas e dos adversários. Sim, porque mesmo sendo o teu modelo de jogo, não consegues nunca evitar a parte caótica que sempre existe. Mesmo nos teus jogadores. Posicionamento dos adversários, obviamente que ainda menos dependem de ti. Ainda que por muitos treinadores (Fernando Santos por exemplo) ainda defenderem com base em marcações individuais no meio campo, é possível em muitos momentos pelo aclaramento de espaços levares o adversário para onde queres que ele vá).

Isto é, regra geral, sim, é errado arrancar com a bola para a linha de fundo, porque torna o teu jogo mais previsível e menos passível de ser bem sucedido. De lá só podes seguir para um lado, porque todos os outros a bola sai do campo. Mas, tal não significa que seja sempre errado. Depende da tal situação de jogo. É isso que condiciona a boa decisão.

O BOA na decisão é um factor chave, porque na realidade tudo pode condicionar a decisão. Se o Ola John decidir em determinado jogo não passar a bola aos colegas que têm botas amarelas, esse é mais uma condicionante da sua decisão. Mas, prejudicá-la-à. Em determinado momento seguramente que a melhor opção seria jogar com um colega de botas amarelas. O mesmo se passa quando falas do nome adversário. Totalmente diferente de posicionamento do adversário! Se estás à espera de olhar para ficha de jogo para saber se vais optar por um drible ou não, é certo que não estarás a decidir bem. E quando o fizeres (decidir bem), não será de forma consciente.

Para não dar a ideia de que tudo se resume a ir por fora é mau e por dentro é bom, esquecendo a especificidade do que influência a tomada de decisão (a situação de jogo) trazemos o exemplo de um jogador que opta na maioria das vezes pela melhor opção para a sua equipa, mesmo que isso o "apague" aos olhos dos adeptos. 

Nas discussões mais recentes ouviu-se de tudo. Inclusive que Ola John é lento e que a única solução que tem é parar os ataques da sua equipa com a sua lentidão. Porque acreditamos que tal não corresponde de forma alguma à verdade, trouxemos um pequeno video da partida contra o São Paulo. Num lance o holandês mostra que não ir para cima do adversário directo, nem jogar sempre a toda a velocidade não demonstra incapacidade para o fazer. Ola John joga, como poucos extremos com o que o jogo pede. Não é que não seja capaz de acelerar. Simplesmente percebe que isso poucas vezes é a melhor opção.

No video poderá ver duas decisões diferentes, ambas boas, porque a situação de jogo (número de adversários e sobretudo o seu posicionamento) era diferente, mesmo jogando-se sensivelmente no mesmo espaço e na mesma fase. Perante o mesmo adversário o holandês uma vez decidiu ultrapassá-lo, porque não tinha outras opções, na outra com outras possibilidades já não forçou o drible. Apesar de ser o mesmo adversário directo...

video


À caixa de comentários do recente post "Tomada de decisão. Esse mistério que determina quem vence mais" chegaram comentários de alguém bem preparado. Na era actual aceder à informação não é mais um bicho de sete cabeças. Qualquer um pode teorizar e ler as teorias que quiser. 

Com tanta conversa sobre tomada de decisão, lembrou-se o excelente Posse de Bola de recordar um dos melhores nesse aspecto nos últimos anos em Portugal. Nolito, aqui

Sobre a tomada de decisão do espanhol, resolvemos questionar três blogs sem preferência clubistíca, mas de referência no entendimento do jogo. O Entre Dez, o Posse de Bola, e o extinto, mas fabuloso Centro de Jogo. 

Estas foram as respostas:

"Se há coisa que o futebol moderno mostrou, nos últimos 5 anos, é que os extremos à moda antiga, extremos que privilegiam o jogo exterior e que têm por missão ganhar a linha de fundo, seja para cruzar para o avançado finalizar, seja para contemporizar e esperar a entrada de um médio, têm os dias contados. O futebol moderno não se compadece de quem passa tanto tempo alheado dos companheiros e tão longe do centro do jogo. Isto porque o futebol moderno se joga principalmente pelo meio, usando as linhas apenas para forçar a que o adversário abra espaços no meio. Nenhum extremo que esteja entre os melhores do mundo actualmente é um extremo à moda antiga. Ou são jogadores capazes de aparecer na área para finalizar, como Ronaldo, ou são jogadores que deambulam pela frente de ataque, para criar desequilíbrios noutras zonas, e são extremos apenas no papel, ou são jogadores que, partindo da posição de extremo, procuram sistematicamente vir para dentro, para combinar com os companheiros, para entrar em zonas centrais e para criar superioridade numérica onde ela é fundamental. Neste sentido, a um extremo pede-se essencialmente que saiba decidir, que saiba identificar correctamente os espaços centrais a invadir, que saiba fornecer aos colegas linhas de passe, quer exteriores, quer interiores. O que mais me impressionou em Nolito foi sempre o não ser um extremo à moda antiga em nenhum aspecto. Com bola,  a sua primeira preocupação é procurar um colega no espaço entre linhas; a segunda é vir para dentro e lateralizar; sé em último recurso joga ao longo da linha. Mas é sem bola, a solicitar linhas de passe constantes, que Nolito é fora de série. Neste capítulo, é dos extremos que conheço um dos que mais se preocupa com as soluções de passe dos colegas. Identifica rapidamente aquilo de que o portador da bola vai precisar e encarrega-se rapidamente de se deslocar para o sítio certo. E é esta capacidade de decisão invulgar que faz dele um extremo diferente, um extremo como todos os extremos deveriam ser, no futebol actual." Entre Dez;

"O Nolito tem uma experiência de treino e de jogo que lhe permite decidir com mais velocidade. Parece que é mais rápido que o Ola porque está formatado para um tipo de jogo onde as opções de passe são mais que muitas, logo, consegue identificar as pistas que o envolvimento lhe dá para decidir. Dizem que ele é previsível porque vem sempre para dentro, mas orienta para dentro para ter mais opções. Se for para a linha só pode cruzar, para dentro pode tudo. Nolito tem uma capacidade de decisão fenomenal" Centro de Jogo;

"Nolito é uma bênção para qualquer treinador que não tenha intenção de viver das acções individuais dos seus jogadores. Percebe o jogo e por isso tem uma capacidade de decisão excelente, característica incomum nos extremos. Podemos vê-lo de cabeça levantada, pensando, decidindo, acelerando, temporizando, com uma capacidade de ler o jogo muito acima da média, consegue perceber as desmarcações dos colegas e isso associado a uma boa qualidade de passe, facilmente os coloca em situações de 1x0. O timing de passe ou de desmarcação são pormenores que escapam a muitos, mas é daquelas coisas que realmente fazem diferença. A isso tudo, ainda consegue juntar uma precisão impressionante na hora de finalizar. Não é difícil de o imaginar a jogar no meio, o que é um indicador da qualidade das decisões que toma. Embora seja competente, a sua capacidade de execução não é de top, de resto, Nolita pensa o jogo como os melhores. Reconhece as suas limitações e por saber exactamente o que pode ou não fazer, exponecia os seus recursos de forma fabulosa" Posse de Bola.

A nossa opinião sobre Nolito é bastante conhecida e pode ser consultada aqui. Destacando no último post sobre o espanhol o pequeno excerto "Era demasiado fácil perceber onde faltavam linhas de passe, pelo que mais do que o gesticular do espanhol indicando o caminho ao avançado, o que impressionou na acção de Nolito foi o timing para fazer o passe. Repare na linguagem motora do defesa e no exacto momento em que Nolito faz o passe. Precisamente no momento em que o defesa troca os apoios. Talvez seja difícil perceber o alcance da qualidade de Nolito. São pequenos pormenores na tomada de decisão, aliados a uma boa capacidade técnica, sobretudo de passe, que fazem de Nolito o melhor extremo do Benfica."

Já o nosso bem preparado comentador, que conhece de cor todas as teorias da tomada de decisão pensa diferente "... tanto é que um best of do Nolito só dura um minuto. Nolito só tinha dois movimentos\decisões, ou tabelava (bem) com um colega interior ou tentava passes em profundidade para as costas da defesa (maior parte das ocasiões mal, com com má execução." 

Há sempre muita subjectividade, para além do caos, associada ao jogo de futebol. É todavia muito difícil conceber como consegue alguém não perceber aquela que é a maior qualidade do espanhol. Qualidade que se faz notar em pequenos pormenores próprios de quem joga sempre com a cabeça ligada. Quem joga com o adversário (posicionamento, não nome, óbvio) e com os colegas. Portanto faz-se um finca pé com o nome dum adversário, mas desdenha-se alguém que usa até, para além do espaço que o mesmo ocupa, a posição dos pés deste para decidir. É caso para dizer que por mais livros e artigos que se leiam ou definições que se decorem, tal não garante nunca a compreensão do que realmente importa. É que decorar é absolutamente diferente de perceber. Um está ao alcance de todos, o outro não.

P.S. - E quando não há opções dentro, por onde segue Nolito? 




92 comentários:

Gonçalo Ruivo disse...

Apanhar charlatões: Fácil.

Post brilhante e obrigado por teres ido buscar a opinião dos outros mt bons tb.

Pedro disse...

O Leonardo Jardim se leu estes posts vai dispensar o Capel e o Carrillo... Ou só o Capel e instalar um dispositivo que dê umas descargas de 110v ao Carrillo cada vez que tomar uma decisão menos boa.

Abr,

João disse...

Estava a espera de uma resposta destas, com tudo incluído, tudo argumentado. Parabéns! Do nolito só tenho uma coisinha de negativo para dizer, o seu temperamento faz com que, por vezes, se condicione a si proprio com a amostragem de amarelos por ser demasiado efusivo nos protestos. De resto concordo em tudo com a vossa analise. Um ala que vale tantos golos por época tem de ser aproveitado obrigatoriamente! Abraço a todos e continuem o bom trabalho.

Dejan Savićević disse...

Nolito não vale nada, esse video só tem 30 segundos!

F Ramos disse...

Meu caro, está muito bom.

Laranja disse...

Saudades tenho eu de Nolito... O único ao mesmo nível era Simão, também, sempre que podia, vinha para dentro. Agora temos de levar com Gaitán, que por muito bom tecnicamente que seja, está a léguas de Nolito

Rodrigo disse...

Fácil

João disse...

Uma resposta a altura dos comentários q s tem visto. Completa e sustentada. Parabéns! Do nolito só acho que o seu temperamento efusivo o condiciona um pouco, porque é frequente vê-lo desde o primeiro minuto a "barafustar" com toda a gente. Normalmente condiciona-o porque leva sempre o seu amarelo e também porque, SE CALHAR, a sua tomada de decisão poderia sair ainda mais beneficiada se estivesse mais tranquilo.. Por outro lado, talvez perdesse outras coisas tais como irreverência, persistência, etc... De resto concordo com tudo q foi dito e mais uma vez parabéns pelo artigo. Abraço a todos.

António Almeida disse...

Está perfeito! Agora só falta não deixares passar os comentários do estarola, que já não se aguenta tanta choradeira! lol

João disse...

Muito, muito bom post. Pensar que a grande maioria dos adeptos achavam o Nolito mau, porque era trapalhão... Tivesse ele uns pés melhores e quem sabe se não teria ficado no Barcelona de Guardiola...

Ricardo Serrano disse...

Brilhante!!!

Sou leitor assíduo deste blog há imenso mas raramente comento.

Incrível como em pleno século XXI, ainda há muitos entendidos e treinadores até, que com as mudanças e modernizações no futebol e até nos próprios veículos de informação e comunicação, ainda não se aperceberam da importância da capacidade cognitiva no crescimento de um jogador e da própria equipa, na sua tomada de decisão. Continuam a preferir, tal como alguns adeptos, o extremo que faz jogadas com nota artística brilhante e vai à linha e cruza, até porque é muito esforçado e luta, embora tudo isso possa ser inconsequente.

Brilhante, Miguel! Aplaudo. E muitos desses experts, adeptos e até treinadores de primeira liga deviam passar aqui e dar uma espreitadela neste post.

Ricardo

Rui Santos disse...

Eu estava na luz neste jogo e o Nolito deu o grito de revolta. Eu como a grande maioria dos adeptos do Benfica somos fans do Nolito, por tudo o que o blog explica mas tb pela sua garra. No primeiro ano do Benfica, já depois de relegado para o banco por JJ Nolito faz um jogo do outro mundo contra o maritimo (Último jogo no estádio da Luz nessa época). Vi esse jogo ao vivo e revi mts vezes na minha meo box e até hoje não percebo o pq de o JJ não gostar dele. Tenho a certeza que se matava nos treinos como se matava nos jogos. Caro Miguel Nunes tem alguma explicação tactica para isto? É que eu não encontro nenhuma.

PS- Uma das melhores fases da equipa foi com Nolito na esquerda e outro mal amado com muita qualidade o Bruno César na direita.

NSC disse...

O Gaitán está a léguas de Nolito?!... Olhe que não, olhe que não...

Rui Tomé disse...

QUANDO O EXTREMO CONDUZ A BOLA EM VELOCIDADE TEM QUE A PASSAR ENQUANTO OS DEFESAS E OS AVANÇADOS CORREM EM DIRECÇÃO À BALIZA (DURANTE ESTE PERIODO A VANTAGEM DE QUEM ATACA É IMENSA)A PARTIR DO MOMENTO EM QUE OS DEFESAS E OS AVANÇADOS PARAM E COMEÇAM A GANHAR POSIÇÃO A VANTAGEM PASSA PARA O LADO DA DEFESA (EXCEPTO NOS RAROS CASOS DE GRANDES AVANÇADOS QUE AINDA FICAM EM VANTAGEM QUANDO HÁ POUCOS DEFESAS JÁ QUE TÊM UM ARRANQUE MUITO MAIS RÁPIDO). NESTE ÚLTIMO CASO É PARAR A ACÇÃO RÁPIDA (EXCEPTO DE SE CHAMAR CHALANA)RETER A BOLA E RECOMEÇAR COM ATAQUE PLANEADO COM A BOLA A CORRER O CAMPO DE LADO A LADO AS VEZES QUE FOREM NECESSÁRIAS ATÉ SE ENCONTRAR UM PASSE DE ROTURA.

Pinto disse...

Nao explicas a parte da tomada de decisão ser independente das características do adversário que referiste no poste da tomada de decisão.

É mesmo isso que queres dizer, para levar à letra e em todas as situações (incluindo os GR) e momentos do jogo? Que não interessa se tens pela frente o Capel ou o Ola John (aproveito a deixa), ou se tens o Ferdinand ou o Mangala pela frente?

É que se for assim, não faz grande sentido para mim.

Miguel Nunes disse...

Pinto, é sobre quando tens a bola na tua posse que se fala aqui na tomada de decisão. E sim, é indiferente pq na minha concepção, o drible é um recurso que se deve usar dependendo da tal situação de jogo (obrigado a fazê-lo por n ter opções melhores. E se n há opções melhores vais para cima do Mangala como vais para cima do Hugo do Beira Mar). A diferença é que a consequência da tua acção poderá na maior parte das vezes ser diferente de um para o outro

Não falo aqui de GR, Pinto. Não percebo nada disso...

Ricardo Cunha disse...

Não gosto de Nolito, para mim não é jogador de equipa grande.

Passo a (tentar)explicar porquê.

Perde muita bola, procura quase sempre o passe impossivel para dentro que pode isolar um colega mas que raramente isola, dando em jogos importantes azo a perigosos contra-ataques contra a sua equipa.

Jogador de equipa grande tem de ter uma percentagem maior de boas acçoes.
Não pode passar a vida à procura de ser ele a fazer o ultimo passe e este quase nunca entrar.

No Benfica-Porto de à 2 anos Vitor Pereira usou como recurso Varela a lateral direito já com cartão amarelo.
Quantas vezes foi Nolito para cima de varela para lhe sacar o 2º amarelo??
ZERO!!!!
Não pode acontecer, ali o jogo exigia que Nolito massacrasse Varela, mas não, não soube ler o jogo.

Miguel Nunes disse...

Ru Santos, acho que era pq o Nolito não era rápido. Mas, só o JJ saberá.

Roberto Baggio disse...

Pinto o que é preciso entender é :

Regra geral, os adversários que vais encontrar em 60 jogos no ano 55 são de um nível que garante que o drible é boa opção como recurso. Ou seja, na maioria dos jogos do campeonato e competições internacionais, são nivelados, do ponto de vista físico. Então o drible surge naturalmente como recurso e em número pequeno de situações.
Depois há as excepções, que são por exemplo o que referes como adversário fraco. Nomeadamente equipas de outras divisões ou de campeonatos muito fracos. Aí, o drible, constante, até pode ser bom e ter 100% de eficácia, mas isso são as excepções que confirmam a regra.

Roberto Baggio disse...

Ps: Na minha concepção de jogo, Nolito é muito rápido!
Engraçado que Mourinho já pensou assim

Rui Santos disse...

Obrigado Miguel Nunes pela resposta. Tentando ser o mais justo possível com o treinador também pensei nisso ou na qualidade e/ou intensidade defensiva não ser do agrado do JJ mas que me faz alguma confusão faz.

Off topic: Outra coisa que me faz mt confusão é o descartar do Melgarejo mesmo que pudesse considerar(não considero) o Cortez melhor.

Emanuel Guerreiro disse...


Este post na minha opinião está no top3 deste blog.

Queria deixar aqui apenas a minha opinião porque Nolito não vingou no Benfica com Jesus.

O Nolito pelo seu passado como jogador onde treinou na Meca do futebol e por perceber de futebol em demasia não se coloca numa posição de sub alternância perante o Mago do futebol português e a sua personalidade de génio táctico.

Não ficaria muito bem no CV de Jorge Jesus o nome Nolito porque ninguém inventa um jogador que veio do Barcelona e ainda por cima com aquela idade.

Contra a velocidade explosiva que Jesus quer para as transições Nolito contrapôs a velocidade de raciocínio e não sobreviveu.

Para os amantes do Benfica e do futebol em geral fica na memória aqueles 45 minutos na Luz contra o Arsenal de Wenger onde jogaram juntos Aimar, Saviola e Nolito. Foi um vendaval de futebol inteligente.

Uma pergunta para ti Miguel, preferes extremos a jogar com o pé cambiado ou no lado do seu pé mais forte, ou não te faz diferença?

Abraço e obrigado por este post maravilhoso.

Signori disse...

Se calhar era isso Baggio, Nolito era tão rápido que executava momentos antes do raciocínio dos colegas perceberem o que ia fazer. Como se dizia do João Pinto há uns anos atrás.

Excelente post, e o Baggio completou ao falar das excepções À regra

Henrique disse...

Eu penso que o Nolito saiu porque passou a 3a opção no lado esquerdo, a seguir ao Ola John e ao Gaitan.

Eu compreendo, ou acho que compreendo, aquilo que definem como vosso modelo de jogo. Mas parece-me que estão a desvalorizar muito as acções de 1x1. Uma das coisas que apontam ao Messi, a capacidade de servir colegas melhor posicionados, surge, muitas vezes, após ele driblar o primeiro oponente.

Laranja disse...

NSC, olhe que na minha opinião é... o que é Gaitan? em 100 vezes saca 1 ou 2 jogadas de génio, e as outras? ou perde a bola ou bombeia para a área...

Signori disse...

Eh pá, então não se percebe que esta é a estratégia preferida do Miguel? E os laterais dele só têm 2 movimentos a treinar: a defender marcar o extremo a partir da linha de meio capo para trás e ajudá-lo a pôr os atacadores se for preciso. Não o largar nunca. A atacar, o lateral fica sorrateiro atrás de um adversário até os colegas finalizarem a jogada que estavam a preparar na zona central para o cruzamento do lateral. Sai o passe para o lateral e este corre como uma seta para a bola e cruza de primeira sem olhar, porque se olhar pode travar muito o jogo. Não vejo como ninguém percebe isto!

Miguel Nunes disse...

Rui Santos, a saída do Melgarejo está relacionada com assuntos extra relvado. Com gestão de grupo e não com a qualidade do paraguaio.

Emanuel gosto mais do pé trocado sim, acho que facilita. MAs, há tipos que conseguem fazer tudo bem independentemente disso. Sobre esse jogo que falas, foi assombroso, como foi o jogo com o Maritimo já com a Liga perdida. Jogaram os 3 de inicio e só na 1a parte já podiam estar alguns 15. Poucas vezes vi uma equipa portuguesa criar tanta tanta tanta ocasião como dessa vez. Até tá para ai um post desse jogo.

Baggio, sim, Nolito é mt rápido. Mas JJ, acho eu, via a velocidade como algo físico.

Pinto, elaborando um pouco melhor:

Há de facto treinadores que privilegiam o tal "nome". Treinadores que colocam 10 jogadores a procurar incessantemente 1. O 1 com a imposição de ir para cima e ser ele a desequilibrar.

E portanto ai realmente o nome e o modelo influencia a tomada de decisão. Mas o que defendo é que isso é errado. Daí ter falado no texto em "BOA" tomada de decisão. A má, até a cor das botas pode influenciar. E dou o exemplo do Barcelona, que tem o melhor jogador do mundo, mas eles não andam lá à procura dele... e isso até o beneficia!

Ali a malta anda a movimentar-se ao redor do portador da bola, para facilitar a decisão ao portador, e este decide em função da melhor linha de passe e não do jogador ser o Messi ou não. Portanto o Messi toca na bola quando é ele o jogador que surge em melhor condição para receber. Depois o Messi quando parte para as suas iniciativas em drible, não o faz por fazer. Analisa sempre a situação... tanto lhe faz se é o Pepe ou um defesa do Granada. O que ele analisa são as opções (colegas) e posicionamento do adversário (seja a linguagem corporal do defesa que saiu a si, seja a proximidade da(s) cobertura(s), e decide em função disso.

E é curioso porque se há equipa no mundo que poderia criar um modelo de jogo oposto aquilo que por aqui se defende (em função de um jogador específico e não das situações de jogo) era o Barcelona porque tem quem sozinho resolva jogos. E mais curioso ainda é que isto de não procurar incessantemente o melhor jogador, mas sim a melhor opção, acaba por fazer com que quando a bola chega ao melhor jogador, ele está em melhor condição para proseguir a jogada, do que se fosse diferente. O Ronaldo, por exemplo, sofre um bocado na selecção pq toda a gente só o quer ver a ele. Não decidem em função da situação, mas sim em função do nome do jogador.

Miguel Nunes disse...

Signori, LOOL

Signori disse...

Miguel, essa análise que fizeste agora ao Ronaldo é que é mesmo isso. No Real a bola chega-lhe após um conjunto de bons jogadores terem tomado boas decisões, o que facilita e muuuuuuuuuuito o seu trabalho, comparando com a selecção, em que o jogo chega-lhe em más condições, por vezes mal executadas e/ou lentas, sem desorganizar a defensiva contrária. Ronaldo em Barcelona my God, era o melhor avançado de sempre

Pedro disse...

Mais uma daquelas coisas...

Nolito e Saviola, dois monstros na tomada de boas decisões. Dois jogadores ostracizados por JJ.

Rodrigo disse...

vai ao entredez

"Aquela circulação de bola no meio-campo, fazendo um campo pequeno, é exactamente para atrair e criar espaços ora na ala direita, ora na ala esquerda

Acredito que haja alguma mecanização através daqueles princípios simples do modelo de jogo do Barcelona de Guardiola, e algum treino para o Dani Alves fazer cruzamantos.

Mas, isto é só um dos movimentos tipo que o Barcelona acaba por ter tendência a fazer."

LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL

hertz disse...

Oh Pedro, que perseguição doentia.
"Ostracizados por JJ"?

Vou deixar-te aqui umas declarações do JJ em Março deste ano: «Saviola é muito importante e continua a ser capaz de fazer a diferença. É um grande jogador. Só deixou o Benfica porque me pediu para sair, para ter mais minutos. Mas tenho saudades dele, como jogador e como pessoa»

Miguel Nunes disse...

epa, Rodrigo, não leves a mal, mas... vou manter o que disse no post anterior. Vergonha alheia. Não vou mais tocar nesse assunto. Espero que tenha dado para perceber porque desisti de tentar explicar o que quer que fosse. A paciência não é a minha melhor virtude. Tanto é assim, que estive mesmo para fechar os comentários (tiveram inclusive fechados durante um período curto)

abraço

Ronaldinho disse...

Quem não perceber com isto tudo que foi dito nunca vai perceber...

PedroF disse...

Miguel, mandei-te um e-mail para lebloggers@live.com.pt. Responde quando puderes.

Abraço!

Signori disse...

Pois Rodrigo, o espaço que surge na zona lateral é uma consequÊncia do jogo do Barça e não um objectivo, para vir o lateral cruzar, à la Roberto Carlos

Miguel Nunes disse...

PedroF, já tá. Signori, o Barça faz exactamente o contrário. Usa a linha para atrair para furar por dentro. Aquele comentário é uma espécie de cereja no topo do bolo que já estava bastante bom, antes.

Signori disse...

sim, Miguel Nunes. essa dé por isso q preferes dextros no lado esq e vice versa?

Miguel Nunes disse...

sim, é. Para não fecharem nunca o campo.

Gonçalo Ruivo disse...

"Acredito que haja alguma mecanização ... e algum treino para o Dani Alves fazer cruzamantos"

Isto é ouro. Para quando outro texto para a secção de humor?

Miguel Nunes disse...

Ruivo, vou repetir o que disse ao Rodrigo... já passou a fase da piada. Espero que tenha dado para perceber porque desisti de tentar explicar o que quer que fosse. A paciência não é a minha melhor virtude.

E depois há também a possibilidade adiantada no post anterior de que seja alguém apenas a gozar c a situação dizendo estas barbaridades, e a malta aqui a perder tempo com isso.

Signori disse...

esta é a primeira e última da mnh parte Miguel, prometo:
"os grandes jogadores não precisam de ver aquilo que eles sentem e já sabem que o colega vai aparecer. Sobretudo jogadores em posições de desequilíbrio individual.

Drulovic, João Vieira Pinto, Giggs, Poborsky, entre outros não precisavam de olhar porque já sabiam onde os seus colegas de ataque iriam aparecer. O próprio Messi quando dribla e depois faz um passe para um colega, não olha... nem tem tempo porque faz tudo tão rápido... ele sente e conhece os colegas e o jogo da equipa. Ronaldinho... esse até olhava para o lado contrário para tentar enganar.

Por vezes olhar, respirar fundo, dar mais um toquezinho na bola para ela ficar mais redondinha, é o bastante para perder o tempo de cruzamento. Vejo isso acontecer imensas vezes com muitos laterais e extremos. Um deles era o Léo. Hoje em dia é o Maxi, mas mesmo alguns "intocáveis" para alguns vejo fazerem isso. Coentrão e Marcelo têm essa tendência... irritante, diria.
"Concerteza que haverá exemplos do Drulovic a olhar para a grande área, sobretudo, quando efectuava centros do meio-campo e não do último terço. Mas, isso não invalida o propósito de toda esta discussão e que foi no facto de não concordar com o que tu escreveres, e passo a citar: "Cruzar sem olhar, é uma coisa errada".

Miguel, achas que uma opinião deste calibre e tão aprimorada é gozo?

Miguel Nunes disse...

na verdade, Signori, nunca achei que fosse gozo. Tu conheces o site do Valter? Aquilo também não é gozo. Ontem eu, o Baggio e outro tipo q n interessa aqui quem é, estávamos na galhofa a rir disto e lembrá-mo-nos de voltar a espreitar aquilo outra vez...

"21. Desligue o telemóvel e aparelhos em seu redor
Uma chamada telefónica a meio da noite é do pior que há para descansar. Imagine você estar a dormir tão bem, recebe uma chamada sem sentido, acorda e não consegue adormecer durante uma ou duas horas. Como vai estar no dia seguinte? Com sono, um pouco cansado e até desanimado. Evite isso."

Isto é uma dica do site para melhorar a organização enquanto treinador.

O Válter é capaz de ser muito bom miúdo, e não faz isto por gozo, apenas não percebe absolutamente nada de futebol e quer muito falar disso. Tal com o PP que depois, ficou tão ofendido quando lho disse...até já estou arrependido de lhe ter dito isso. Não pensei que se magoasse tanto.

Miguel Nunes disse...

ahh, Signori, mas p q n fique a ideia errada. Esse excerto que trouxeste é disparate atrás de disparate. Só digo q n acredito que seja a gozar pq está elaborado, como disseste.

Agora dizer q o Messi quando dribla e faz o passe não olha LOL sente. Um tipo que passa um jogo inteiro sem falhar um passe, não olha sente LOL isso é mais o Capel. O Messi vê tudo ao seu redor. O Ronaldinho olhava para o lado contrário depois de já ter quando ia para a execução, mas naquela fracção de segundo antes já tinha visto tudo, obviamente.

Pronto, agora é que terminou o tema. Era só para não ficar a sensação de que achava que ele não é apenas um troll porque disse uma coisa acertada. Porque não foi nada acertada... foi apenas elaborada.

abraço

Signori disse...

conheço o site sim, o teoria do futebol.

Tirei há disa esta para o Baggio e dedico a ti e a todos os futuros treinadores deste blog

Eis a importância da equipa técnica na preparação da competição. Sabendo o treinador que existe um número de tarefas a realizar, nas quais o treinador não terá tempo para as realizar a todas, necessita sempre de uma equipa técnica. Por exemplo, o treinador-adjunto pode treinar alguns jogadores que regressaram de férias mais tarde à parte, o treinador de guarda-redes ocupa-se do guarda-redes, o observador técnico prepara um relatório acerca da competição que a equipa vai jogar, enquanto que o treinador principal coordena todo este processo. Seria possível o treinador principal observar adversários, treinar guarda-redes e treinar a equipa, sozinho? Certamente que não. Podia até orientar o treino, mas observar o adversário e orientar treino ao mesmo tempo, isso seria realmente difícil, se não impossível.

Signori disse...

Foi dado este exemplo, que o JVP não olha


http://youtu.be/bQyu-kAGHe0

e ele olha momentos antes de cruzar, aos 1,05. é preciso sempre olhar nem que seja uns momentos antes, para perceber a jogo e as movimentações, e qual a zona onde colocar a bola...como é óbvio

Miguel Martins disse...

Boa noite.
Respondendo á parte que me é dedicada: Realmente qualquer um pode teorizar, mesmo sem conhecimento nenhum do que está a falar e não é por os ignorantes serem mais que o conhecimento verdadeiramente cientifico e comprovado deixa de ter valor!
Tal como tu citas um amigo teu que diz "a Internet é uma merda por isso, qualquer gajo sem noção mínima de nada fala e tem voz" e de vez em quando muitos incultos juntam-se e tentam negar o conhecimento. As teorias que eu cito são analisadas, revistas e publicadas em jornais científicos... não na net! Questionar 3 blogs? Qual a relevância disso? É a opinião de 3 pessoas que se dedicam a escrever na Internet, o que comprova a validade da opinião dessas pessoas? Ok, ele joga muito para os bloguers, porque para os treinadores dele (e dois deles são na tua opinião de competência insuspeita) não joga assim tanto! Aliás aproveito para citar "Nolito é uma bênção para qualquer treinador" e acrescento pena é que nenhum o ponha a jogar! Na comparação que eu fiz entre o Ola e o Nolito, o único treinador que treinou os dois fez a opção que eu defendi, e até a trajectória ascendente (lol) da sua carreira mostra que uns iluminados da net pt é que estão certos! Mas quem teoriza (segundo a tua opinião) sou eu, quando a prática me dá razão! Assim como também me parece que a tua opinião sobre uma hipotética comparação da qualidade dos dois jogadores é semelhante á minha, o Ola é melhor e tem mais soluções e mais capacidade para evoluir e atingir um nível superior.
Nunca me leste falar a favor ou contra a opção pelo cruzamento, defendo e ainda não negaste que o adversário (colectivamente e individualmente) condiciona a tomada de decisão! Nunca me leste a falar do nome do adversário, até já aqui escrevi que prefiro não dar exemplo para quem não compreender a ideia não ficar "preso" ao exemplo.

Signori disse...

Este Rafa SIlva do Braga, já o vi em 2 jogos, é jogador pá

João disse...

Miguel, mas de forma ainda mais directa gostava que respondesses a duas questoes levantadas pelo outro Miguel, a meu ver, pertinentes:

1-As diferentes capacidades individuais dos jogadores da tua equipa, têm que ser tidas em conta ou nao, para aferir se a decisão é boa ou nao?

Exemplo: Beckham tem a bola na linha. Jardel está na area, com algum espaço, nao muito. Com um passe mais simples para zona interior, Beckham poderá deixar Mangala com muito muito espaço onde este poderá solicitar outros colegas e criar superioridade numerica. Beckham sabe que Mangala podera nao ter capacidade tecnica para o fazer...decide cruzar. Tem confiança que colocara a bola onde quer, tem confiança que Jardel consegue chegar aquela bola e fazer o que sabe melhor. Boa decisao?

Na mesma situaçao, mudas os nomes e provavelmente a melhor decisao sera o passe interior.

Claro que podem contra-argumentar que Jardel so ha um, etc etc, mas ha paralelismo com isto em todos os niveis em futebol. Ha sempre um Jardel da distrital, um Beckham da segundona...

2- A valia do adversario influencia ou nao, para aferir se a decisao é boa ou ma? Nao, na minha opiniao, nao pode ser tudo explicado com "so se estivermos a falar de um nivel nao profissional contra profissionais"...

Exemplo: Modric tem bola no centro do terreno. Cristiano pede a profundidade. Unico adversario com possibilidades de controlar a profundidade: Bruno Alves. Modric solicita Ronaldo ao inves de temporizar para Ozil e criar superioridade numerica com alguma probabilidade de sucesso.

Agora mesma situaçao. Mas o adversario é o Pepe de ha 2 anos ou o Jorge Andrade de ha 10. Diferente nao é?

Claro que nunca deixaria de ser uma boa decisao temporizar para Ozil, mas provavelmente no primeiro caso, poderia ser uma decisao com maiores probabilidades de sucesso que a de Ozil. Ja a segunda, provavelmente nao!

E obvio que na maioria das ocasioes nem ha tempo para perceber quem é o adversario que pode ou nao, diminuir as probabilidades de sucesso, mas quem ja jogou sabe que existem outras, em que sim, isso poderá modificar a nossa decisao.

Por ultimo, sempre te elogiei por aqui e continuo a pensar o mesmo de ti, mas nao me pareceram de todo, desajustadas as observaçoes contrarias a tua opiniao no outro post. Acho que nao es arrogante e prova disso é que te dispoes a discutir com quem nao é do meio, mas por outro lado espero que abdiques daquela posiçao que começa a sobressair de "quem nao é do meio, nao pode entender o que aqui é dito em profundidade"

Um dia ja falei contigo acerca disso. Nao ha teoria sem pratica, é irrefutavel. Mas quando se teoriza sobre futebol, a pratica nao é estar no campo, a jogar ou treinar. É sim, observar milhares de jogos. O melhor critico de cinema, de culinaria, de pintura, de literatura poderá nao ter sido profissional da area(so o virá a ser como critico). Obvio que quem está envolvido diretamente, tem sempre vantagens nesse entendimento, mas isso nao exclui quem nao está. E eu ate sou dos que esteve em campo durante muito tempo, mas tenho essa opiniao.

Cumps e espero que nao abandones as caixas de comentarios, a menos que tenhas um convite que te impossibilite de manteres o blog

Miguel Nunes disse...

João, tens ai umas coisas interessantes que não posso responder assim sem mt tempo. Dá-me umas horas ou um dia ou assim e tento dar-te a minha opinião sobre essas coisas.

Miguel Nunes disse...

Lembro-me disto, já não sei quando o escreveste:

"O melhor critico de cinema, de culinaria, de pintura, de literatura poderá nao ter sido profissional da area(so o virá a ser como critico)" Foi um bom exemplo.

Eu não tenho essa postura, embora por vezes possa parecer. Nunca fui futebolista profissional e não joguei assim mt tempo como federado. Tenho uma postura de pouca paciência, é verdade. É por isso que é-me mais fácil responder a questões rápidas do que a outras como as que tu colocas. Há uns dias atrás, o Gonçalo MAtos (posse de bola) colocou-me uma questão que envolvia pensar e eu na altura não pude responder e fui deixando até que me esqueci. O Baggio veio dizer-me que o gajo ficou fodido comigo porque não lhe respondi. Mas, não o fiz por mal, e o que disse ao Baggio mais ou menos desta forma, ele pode comprovar "Fodasse, diz ao Gonçalo que é chato como o caralho. E que não tenho paciência para me meter a pensar nessas merdas" Mas, claro que depois voltei ao post e respondi. Ou seja, a postura que te possa transparecer é fruto de não querer ter um trabalho desmesurado com isto. Já basta os posts, quanto mais as caixas de comentários. Daí até ter fechado a caixa ai um tempo até o Baggio me ter demovido.

aliás, muitas vezes as respostas não saem pq no momento que aprovo o comentário n dá, e depois acaba por me passar.

ups... tão a pressionar-me para sair. Continuo depois. Abraço.

Miguel Martins disse...

Gonçalo Ruivo: és um triste que cada vez que comentas não dizes nada só insultas.
António Almeida: Ainda não vi nenhuma ideia tua... no entanto insultos é um ou mais por post.

Miguel Martins disse...

João: se analisares honestamente vês que as questões colocadas são pertinentes... Mas além da falta de argumentos (não confundir com arrogância) há uma pseudo falta de vontade (porque quando é para insultar há tempo) e depois há sempre um ou dois advogados oficiosos que aparecem a não dizer nada e a insultar quem questiona os dogmas mesmo que sejam contraditórios.

Miguel Nunes disse...

João, continuando

antes de responder às questões, explicar aquela cena. Páginas tantas tento explicar ao pp que não ia ter discussões que já tinham mais de 4 anos no blog, e ele veio com esta atitude à Miguel Martins: Não tens é argumentos e tal. Really? acredita mesmo nisso? Pensei que este mesmo post era um argumento.. Imagina que daqui a um mÊs aparece outro tipo aqui de pára quedas, sem ler nada do que ficou para trás a questionar coisas que já debati há 5 ou 6 anos... n saio disto.

Portanto, para me fazerem pensar para além do que já penso quando elaboro os textos, é preciso saberem cativar-me. E não é a debitarem teorias ocas que o conseguem, obviamente.

agora ao que interessa

1o exemplo. Tu não facilitas. Apelas logo ao coração... não sei se seguiste os comentários dos últimos posts todos...o nome do Jardel já surgiu 2 ou 3 x. Eu não concordo ctg de que há sempre um paralelismo. Mesmo a sério, Jardel é único e será. Tenho um colega meu expert em biomecânica, que apesar de nunca ter metido as mãos no Jardel, me diz que a forma do seu corpo (a coluna vertebral - lordoses e cifoses muito acentuadas, que lhe permitiam ângulos diferentes no gesto motor) era um factor decisivo para o seu sucesso na finalização de cabeça. Aquela "deficiência" fisica dava-lhe uma vantagem inacreditável no momento de imprimir velocidade à bola no gesto técnico. Muito para além disso o homem adivinhava onde a bola caia. Portanto, pode haver paralelismos com muita coisa, mas com o Jardel discordo. E portanto, se tu no exemplo que deste trocares o Jardel por qualquer outro nome da história do futebol mundial, QUALQUER OUTRO! (por exemplo pelo 2ndo melhor de cabeça de sempre, seja ele qual for), a minha resposta será que essa não é a melhor decisão.

2º exemplo. Na minha opinião não influencia. Um passe desses para ser bem sucedido não depende da velocidade do defensor. Depende do timing da movimentação de quem vai receber, coordenado com o timing do passe, e claro com a qualidade no gesto técnico (independentemente do defesa, se o avançado já vem em velocidade à 1,2 segundos, e o passe sai evitando o fdj, e tu estás parado já foste). O Pepe é mil vezes melhor q o B.Alves e eu percebo o teu exemplo. O Pepe teria sempre teoricamente mais facilidade para lá chegar. Mas, a coisa desenrola-se em fracções de segundos e a este nível acredita que a diferença do Pepe para o B.Alves ou para outro, não é suficiente para pelas características individuais (físicas, velocidade) fazer a diferença num lance desses. O que faria a diferença no jogador, era o seu posicionamento (tem os pés orientados para onde? O Pepe com os pés orientados para a baliza adversária, chegaria sempre depois que o bruno Alves, bastando para isso que este tivesse os pés orientados para a linha lateral. Isto parece um pequeno pormenor, mas é mesmo suficiente para em 10,15,20 metros o B.Alves chegar 1o que o Pepe)

Se puderes, e se ainda não tiveste oportunidade, vai ver um FCP x SLB (dou exemplo de jogo entre estes pq são na minha opiniao, neste momento de nível mundial), ou vice-versa ao estádio, ao nível da relva. Ficas maluco com a velocidade a que as coisas acontecem. É inacreditável... totalmente diferente da sensação com que se fica na TV ou na bancada cá em cima.

Se segues isto há anos, sabes que também desvalorizamos muito o físico. É mais ou menos o mesmo. Dizemos que não interessa. Mas, dizemos isso pq são todos profissionais... todos treinam todos os dias. Se for um profissional contra um amador isso já faz toda a diferença. (Eu com os pés bem orientados não ganharia em 10metros ao Pepe. Mas o Hugo do Beira Mar, sim) Se não fosse o físico se calhar todos os jogadores jogavam até aos 40, ne? Agora, dentro do mesmo nível (profissionais que treinam todos os dias), isso de facto não interessa.

Nuno disse...

Epá, tanta discussão e ninguém responde ao comentário em maiúsculas? A sério? Para o Rui Tomé, quando não dá para atacar rapidamente, deve-se ficar a fazer passes de um lado ao outro do campo, e ninguém tem nada a dizer a isto?

Signori disse...

A única dúvida que eu fiquei acerca da tua opinião era, imagina: por qq razão o André Cruz deparava-se a meio do meio campo adversário e tinha apenas o Pepe entre ele e a baliza. PArtia para o 1x1 ou temporizava? Agora a mm situação mas em vez do André Cruz o Cr7 ou o Sálvio? SE na 2ª situação não há dúvidas que era o 1x1, a minha dúvida era na 1ª (tudo isto imaginando que não há linhas de passe como opções disponíveis)

Gonçalo Matos disse...

Olá Miguel,

O Baggio é um brincalhão! Não fiquei fodido com nada. Nenhum de nós vive dos blogs onde escrevemos e já passamos muito tempo a ler/escrever/responder. Na realidade nem me recordo da pergunta. De qualquer forma, posso tentar moderar os meus comentários/perguntas.

Abraço

Miguel Nunes disse...

Gonçalo, só partilhei porque o "diz ao gajo que é chato, sempre a fazer-me pensar" não teve mesmo qualquer maldade. E se moderas os teus comentários/perguntas fico chateado! :)

Verdade,Nuno! Não se percebe como ainda ninguém elucidou o homem!

Signori, podes dar o exemplo do Cardozo, que é avançado e pode mais facilmente ver-se metido nessas andanças. E pergunto-te eu, faria diferença para a boa decisão do Cardozo ou do André Cruz, se preferires, o defesa ser o Pepe ou o Edcarlos? Não, pois não?

Signori disse...

Seria uma boa decisão o 1x1 em teoria mas as hipóteses de ser bem sucedida eram mínimas. Se fosse o sálvio era boa em teoria com grande possibilidade de sucesso

Miguel Nunes disse...

Se fosse o Sálvio seria uma boa decisão com mais probabilidades de sucesso contra o Hugo do que contra o Pepe. Mas, a melhor decisão não dependeria do adversário. Já o sucesso dela sim. E atenção que a situação que descreves acontece 1a vez num ano...e é se chega a acontecer. Meio do meio campo adversário em 1x1... mt raro mm. Passam-se anos sem ver coisa assim, ou talvez apenas não me recorde.

Roberto Baggio disse...

Signori a minha opinião é que com espaço nas costas para atacar a baliza, 1*1 sempre. Seja o Pepe o Thiago Silva ou o mais lento central da distrital. Acelerar para cima do defesa, porque fico com a baliza, não outra coisa qualquer, a minha mercê.

Signori disse...

A questão é que há situações em que durante o jogo um extremo não consegue ultrapassar aquele lateral por exemplo. Vi isso com o Figo vs Chivu no Euro2000. Após a 10ª tentativa mal sucedida, é uma boa decisão voltar a tentar o 1x1, qdo em teoria é uma boa decisão?

Miguel Nunes disse...

tentar o 1x1 só é boa decisão em situações mt especificas que dependem da ausência de melhores opções. Às vezes a melhor decisão é apenas a menos má. Como no video do Ola John. Está rodeado de adversários, ficou sem opções... tomou uma boa decisão, acelerou ultrapassando o adversário directo, mesmo que para uma zona nada profícua. Foi a menos má perante o contexto que encontrou. Perante aquela situação decidiu bem.

Para te dizer se a decisão do Figo ir p cima do Chivu foi boa ou má, precisava de ver o contexto. Ver o posicionamento de toda a gente e a linguagem corporal do Chivu. Não foi pq as 9 anteriores foram mal sucedidas que é uma má decisão, nem por as 9 anteriores serem bem sucedidas, torna logo uma boa decisão.

Roberto Baggio disse...

Se ele foi lá 10 vezes é porque não sabia o que estava a fazer. E como diz o Miguel, a terceira, errada, estava a ser substituído.
Quanto à questão em si, sim, se ele não tivesse outra opção melhor que não o drible, driblar sempre. Se vai ganhar o lance ou não isso é outra conversa. Mas pelo menos fez o máximo para tentar tirar partido daquela situação específica.

Signori disse...

Quando referi 9 situações anteriores, todas elas eram boas decisões em teoria. Tal como o 1x1 do Cardozo, imaginemos que teve 9 situações dessas e perdeu 9 vezes a bola.Quando falas da linguagem corporal do chivu não é uma variável do adversário, e daí algo contextual que implica mais do que a teoria do que é uma boa decisão, que implica tuuuuudo o que já foi referido e concordo plenamente?

Signori disse...

MAs como estava a referir, concordo com td o que já foi referido sobre a teoria da tomada de decisão boa e má. Só estou a questionar se variáveis específicas daquele jogo podem funcionar como excepção, a partir das informações que se vão retirando ao longo do mesmo

Miguel Nunes disse...

é uma variável da situação de jogo, do posicionamento do adversário (seja no espaço que ocupa seja na forma como o ocupa). Se tiver os pés mal orientados e o Centro gravidade mt elevado leva uma nozada do Figo, seja ele o Chivu ou o Okunowo.

Miguel Nunes disse...

mas... e importante dizÊ-lo... mesmo que a probabilidade de ser bem sucedido pelo posicionamento do adv seja elevada, tal n significa que é bem decidido. Só deixas 1 para trás! e às x ultrapassas um tipo... e qd dás por ti já ele recuperou para trás da linha da bola. Na mm situação, se calhar um passe retira-te 3 adversários da situação de jogo e ainda deixa a bola num espaço central mais interessante! Logo, n é uma boa decisão! Mesmo que sejas bem sucedido!

Roberto Baggio disse...

Okunowo looooool

Signori disse...

MAs fiquemos por aqui, porque se calhar estou a falar de situações mto específicas, e não vale a pena colocar pq não altera o que é boa decisão em teoria. O que importa reter é que por vezes um expert em tomar más decisões com grande eficácia de sucesso é do que mais vale a pena no futebol.
Uma questão: é mais fácil haver tombas gigantes no futebol, ou uma equipa pequena ganhar a uma grande equipa, do que noutras modalidades. Relacionar isto com as tomadas de decisões envolvidas nos desportos em questão

Signori disse...

aliás, estou a perguntar se isso acontece ou não no futebol, e se sim porquê. não tenho dados para isso mas tenho uma ideia desenhada, mas deixo para vocÊs

Signori disse...

Voltando atrás, e como estava a partir do pressuposto que a execução faz parte da tomada de decisão, talvez me estivesse a referir mais se a execução podia variar consoante as variáveis específicas do adversário ou contextuais, como terreno de jogo, tempo, etc. Era mais por aí

Pinto disse...

E a qualidade/caracteristicas dos colegas, nao influenciam a tomada de decisao?

Miguel Martins disse...

Bom dia.
Miguel Nunes: No seguimento da discussão com o Signori, não serão esses que arriscam 1x1 e outros passes além dos "bons" passes aqueles que não são "formatados" os mais criativos? Não quer dizer que o façam sempre, mas que não optam só pela decisão de "base mecânica"!
Quando digo que não se pode dissociar a decisão da acção significa isso mesmo, o que para uns é uma má decisão porque não têm recursos para a realizar para outros é uma solução fora da box e que pode ser utilizada de forma criativa... assim o sucesso da opção vai ser sempre decisivo para qualificar se a decisão foi boa ou má. Explicas, e bem, porque é que o passe é uma decisão mais correta, porque te aproxima do objectivo do jogo, mas se a decisão for outra e te aproximar na mesma do mesmo objectivo também é correta para aquele contexto (não quer dizer que depois passe o jogo a fazer 1x1, ou outra acção qualquer).
"Só deixas 1 para trás! e às x ultrapassas um tipo... e qd dás por ti já ele recuperou para trás da linha da bola. Na mm situação, se calhar um passe retira-te 3 adversários da situação de jogo e ainda deixa a bola num espaço central mais interessante!" é uma afirmação condicionada á partida pelas tuas expectativa sem colocar nas contas que o drible e o passe podem ter outro resultado do que o que prevês... assim, para acção de drible crias expectativas negativas (ultrapassas um e ele recupera, quando também podes ultrapassar um e finalizar) para o passe crias expectativas positivas (se calhar retira-te 3 quando também pode colocar-te com 2 linhas defensivas á frente)... Quando as premissas são tão dispares em resultados á partida a solução é fácil, no entanto não são assim tão afastadas no seu resultado, pois o que acrescento entre parêntesis também pode acontecer e não é assim tão pouco provável.
Espero que consigas responder, pois acho sinceramente que o Teu blog só teria a ganhar com uma discussão mais aberta e menos apoio aos advogados de defesa oficiosos. Quanto a algumas discussões terem muitos anos, deixa-me perguntar: todos os anos não treinas os momentos do jogo? Todos os anos não treinas o teu modelo de jogo e os teus princípios?

F Ramos disse...

Caro Miguel Martins, este blogger é realmente um sacana, sempre teve este mau génio! Quando embirra com alguém deixa-os à espera e ainda hostiliza, mas já dizia a minha falecida avózinha: "Antes ter génio, mesmo que mau, do que não ter génio algum". E o sacanita tem mesmo ali um geniozinho. Enfim, venho eu pedir-lhe que lhe perdoe o feitio e ao mesmo tempo colocar-lhe uma questão que me intrigou:
Esta foi a citação que retirei ai do outro texto sobre a tomada de decisão:

"Ao contrário do que provavelmente muitos pensarão, a tomada de decisão não tem qualquer relação com sistemas tácticos, modelos de jogo, ou nomes dos adversários. Quando um jogador toma uma decisão, apenas uma coisa importa. A situação de jogo em que está envolvido. Isto é, quantos contra quantos, local e condição (enquadrado?) onde tem a bola e posicionamento dos jogadores presentes na situação."

Se bem percebi, o meu caro ficou alerta com a sugestão de que a qualidade do adversário não influencia a decisão, mas entretanto nesta caixa de comentários surge outra afirmação sua, que ou estarei a interpretar mal, ou vem num sentido diferente:

"defendo e ainda não negaste que o adversário (colectivamente e individualmente) condiciona a tomada de decisão! Nunca me leste a falar do nome do adversário"

Portanto, a questão que eu tenho para si é a seguinte: Será que afinal com mais teoria ou menos teoria esta afirmação não vem ao encontro da mesma ideia aqui do blogger de serviço? E não terá a sua "compita" nascido de uma má interpretação? Afinal, se o meu caro for ler com atenção a afirmação que o indignou, esta não refere nunca que o adversário não condiciona a decisão, muito pelo contrário. Então quando se fala em situação de jogo, o adversário não está lá? O excerto que aqui copiei do maluquinho do blogger de serviço até refere "posicionamento dos jogadores presentes na situação"

meu caro, continuação de bons treinos e se ainda lhe mantiver o contacto, um abraço ao Júlio.

Aza Delta disse...

Falando em tomadas de decisão tens visto o sulejmani? para mim é gritante a maneira como (não) conduz e (não) define os lances de contra ataque. De salvio a ele perde-se muita qualidade.

Gandhy disse...

Miguel, o que achas do Miguel Rosa? O tipo é o jogador "maravilha" dos blogs Benfiquistas, mas que o JJ embirrou com ele!

Miguel Nunes disse...

Gandhy, o Miguel Rosa é de facto bastante bom. Mas, eu nunca o vi competir na 1a divisão. Vai ser esta a primeira época. Com o actual modelo de jogo do Benfica, acho que não cabe. Ele jogou como extremo na equipa B e ai tem 0% de hipoteses de fazer parte do plantel do SLB. Como Médio centro, pode ser diferente. É óbvio que se fosse a maravilha que todos dizem caberia de caras... Independentemente disso, o Benfica devia de o ter emprestado na 1a liga antes de decidir abdicar definitivamente dele. Porque sem dúvida que pode mostrar agora na 1a divisão qualidades. Porque as tem. Mas, não é nem será um Matic, um Enzo, e talvez nunca seja mesmo um Amorim também.

Aza Delta, já vi alguns jogos do Benfica, não muitos, e ainda não reparei nele. Não é bom não ter reparado nele, mas também não é mau, acho eu.

Pinto, influenciar tudo influencia, como disse. Agora se prejudica a boa tomada de decisão? No caso específico dos colegas, de certeza que haverá momentos mt específicos (mais relacionados com local onde meter a bola, talvez)em que isso muda um pouco as coisas. Nos jogos entre amigos então, influência muito. Eu nunca daria a bola ao Baggio que vem aqui a comentar, mesmo que ele estivesse em melhor condição para a receber, pq já sei que é um tosco que ia desperdiçar a jogada de qualquer maneira...

Miguel MArtins, cada situação é uma situação diferente. Portanto, no exmeplo que dei "no passe tiras 3 adversários da jogada" era mesmo um exemplo em que isso acontecia. Não havia hipótese de ser diferente... também não dissocio a acção da decisão, atenção. Ainda que a um nível elevado a maior parte das perdas surgem mesmo por más decisões. Mas nem todas as boas decisões terminam com uma boa conclusão. Eu sou capaz de meter ali, e é ali que claramente é a melhor opção, mas no gesto técnico naquela vez o meu pé bateu um pouco mais por baixo da bola do que é costume e não me saiu bem. A decisão era boa na mesma, porque em 10 daquelas eu meto lá 8. Calhou aquela ser uma das 2 q não meto.

Quanto às discussões. Quem treina todos os anos uma equipa e treina as mesmas coisas, ou mesmo que mude algumas coisas, está a fazer coisas para proveito próprio. E por isso é premiado mensalmente, para além de ver as suas coisas acontecerem no campo. Eu não tenho prémio nenhum por estar a despender o meu tempo aqui. Não se podem comparar as situações. O blog não é uma obrigação. Eu dou o que me apetecer dar. E qualquer coisa pequena que dê, tenha ou não qualidade, já é bom. Não me pagam para tal, percebes? Não tenho qualquer obrigação perante ninguém aqui no blog.

Mas, porque percebo a ideia, encaminho toda a gente para o Posse de Bola, porque a malta lá tem mais paciência que eu e podem proporcionar-vos melhores discussões.

Ramos, não percebi nada. Ou melhor percebi, mas não percebi. Se é que o que acabei de afirmar se percebe...

Roberto Baggio disse...

Miguel Nunes,
Tu pó acaso já jogaste a bola oh demagogo da Internet?
Pensas que sabes tudo nê?
Mas não sabes quem sou

Olha aí :https://www.youtube.com/watch?v=w8ctyPdDv7I&feature=youtube_gdata_player

Ronaldinho disse...

Ahahahah Miguel, a tua sabedoria ficou claramente confirmada pela maneira como descortinaste todo o potencial do Baggio como jogador!

Roberto Baggio disse...

Eu era uma espécie de Rojas+Toy+Tote
Portanto sabia tudo do jogo.

Miguel Nunes disse...

ya. Isso posso confirmar. Uma vez perguntei-te o nº de jogadores, quais as cores dos cartões que existem, como se marca um lançamento de linha lateral e quando é que é pontapé de baliza, e tu respondeste tudo direitinho...

Miguel Nunes disse...

pa, e quem é que responde ai ao Rui Tomé? Ou ninguém tem argumentos?!?!

Roberto Baggio disse...

Inclusive, tinha um treinador que fazia testes no início da época e quem soubesse o nr de emergência dos bombeiros voluntários era o capitão.
Tínhamos até que saber o tamanho da baliza

Miguel Nunes disse...

olha ai, não partilhes as minhas ideias todas...

Miguel Martins disse...

F Ramos: logo respondo a pergunta porque pelo tlm não é fácil responder devido a ter de fazer algumas citações do teu comment. No entanto posso desde já dizer que não me parece que seja questão de interpretação pois o próprio Miguel Nunes assim não o entendeu. Relativamente ao mau génio ou a ter génio... Eu não expressei nada nem num sentido nem no outro, tal como não chamei nomes a ninguém pois fui ensinado a isso e a respeitar as ideias das pessoas mesmo que divergentes das minhas.
Miguel Nunes: o blogue não é obrigação, apenas te sugeri que é normal as discussões voltarem ciclicamente aos mesmos tópicos. O prémio aqui (penso eu) será as pessoas acompanharem... E dar valor ao blogue discutindo seriamente os tópicos criados.

Gonçalo Matos disse...

Certo Miguel!
Obrigado pela consideração! Faço-o porque valorizo bastante a tua opinião e gosto de ouvir com quem possa aprender. Além disso é defeito de formação, disparar perguntas.

Abraço

Miguel Nunes disse...

ahah n é defeito nenhum e é obviamente lisonjeador. Abraço.

Miguel Nunes disse...

Ford, completamente de acordo com o exemplo que dás.

Dei um num comentário acima

"Eu nunca daria a bola ao Baggio que vem aqui a comentar, mesmo que ele estivesse em melhor condição para a receber, pq já sei que é um tosco que ia desperdiçar a jogada de qualquer maneira.."

mas se tivermos a falar de outro nível que não o amador jovem... deixar um colega em 1x0, mesmo sendo o colega o Alexis Sanchez é melhor que deixar o Messi em inferioridade.

abraço

Miguel Martins disse...

F Ramos: Em minha opinião o adversário (colectiva e individualmente) condiciona as decisões dos nossos jogadores. O sistema e o modelo afectam o modo como os contextos (situações) de jogo evoluem e por isso influenciam a decisão, não de forma pré-definida mas pela forma como criam situações novas na interacção entre as equipas e seus jogadores. Deste modo a decisão também depende do modelo de jogo do adversário, não pré-definidas mas adaptadas aos contextos específicos. Não percebi a parte do Júlio? Quem é?
Ford: "Para mim o TOP é isso mesmo, é quando já todos decidem igual, ha um a ter encontra factores que o levam mais além na decisão." Também vou nesse sentido, há os que só tomas decisões formatadas e há aqueles que tomam decisões que não são by the book mas que o resultado torna boas decisões. Logo mesmo na situação em que a decisão correta é mais óbvia há soluções alternativas.

Miguel Nunes disse...

"Boas! Já estava para meter lenha nesta discussão a uns dias, mas tenho andado sem tempo. Vamos la ver se consigo agora..

Tentando contar como me contaram a mim, já que Não estava presente.. Reza a lenda que num certo treino de pré benjamins, numa situacao em que o portador da bola tinha 1x1 a sua esquerda e 1x2 a sua direita o puto com bola passa para a inferioridade numérica.

O treinador para o treino "borrego!!! Onde é que ha menos defesas????" o miúdo responde "eu sei que ali é 1x2, mas é o XPTO e ele mais facilmente faz golo nessa situação do que se eu levar a bola para a esquerda e tentar o 2x1"

O puto sabia a "resposta correcta" em teoria, mas também sabia que na pratica o XPTO tinha sucesso em 1x2, 1x3 e ate 1x4. Sabia que mm em inferioridade ia estar mais perto do golo.

Resumindo, tudo e mais alguma coisa influência a tomada de decisão, porque se mudas as partes, o todo é diferente.

Sim, supostamente 2x1, fixar e passar para deixar 1x0 é o mais correcto, mas depende de quem la esta, e isso faz toda a diferença.

Para mim o TOP é isso mesmo, é quando já todos decidem igual, ha um a ter encontra factores que o levam mais além na decisão.


Deixa arder :-)"


Por um pormenor que não interessa discutir, o autor do cometário pediu-me para apagar o seu nome, mas fazer copy paste do comentário. Aqui fica o comentário.

abraço... bem me pareceu ter reconhecido a proveniência.

F Ramos disse...

Caro Miguel Martins, obrigado pelo esclarecimento e as minhas sinceras desculpas pela demora, passou-me! Júlio, foi erro meu, uma impressão errada.

Cumprimentos e bons treinos