sábado, 15 de fevereiro de 2014

Erro pouco habitual de Matic. Desgaste emocional.

No primeiro golo do Manchester City, Matic surge pouco agressivo a atacar o posicionamento, e só reage depois da bola entrar entre linhas. No entanto, os erros são facilmente explicáveis. A menor velocidade de percepção e reacção aos lances surgem como consequência do desgaste emocional, por ter realizado os 90 minutos em 3 jogos, no espaço de uma semana. Nada tem a ver com a diferença de ritmo entre a liga inglesa e a portuguesa, ou com questões físicas. É sobretudo mental, de concentração.

7 comentários:

Mindfuck disse...

Grande mérito do Milner no primeiro golo, a movimentação que faz para arrastar o Azpilicueta com ele é excelente. Deixa o Jovetic com todo o espaço para poder rematar para o golo.

Mikel mostrou hoje que não e jogador para estas andanças.

Roberto Baggio disse...

Mindfuck,

Certo. Só que o suposto não é Azpilicueta acompanhar. O suposto é ele colocar-se junto aos colegas, e proteger a bola e a baliza.

Mindfuck disse...

Claro. Mas aquele segundo em que o Azpilicueta fica a pensar sobre como agir é o suficiente para criar o espaço que o Jovetic precisa. Vê o vídeo e repara nisso :P

Roberto Baggio disse...

Ele não ficou nunca a pensar. Agiu em perseguição ao jogador. Depois chega atrasado por causa disso.

Luís Lemos disse...

"Sem querer refugiar-se no desgaste dos jogadores do Chelsea para justificar a derrota com o Manchester City, José Mourinho não deixou de lembrar que, ao contrário do adversário, a equipa londrina disputou um jogo durante a semana.

«Uma equipa jogou há três dias e a outra teve uma semana sem competição. Foi fácil ver as diferenças, por exemplo, entre o rendimento de Touré e o de Matic. É apenas um exemplo que podemos multiplicar por onze"
em "A bola"

Nuno disse...

Não sei se o Azpilicueta esteve assim tão mal. É verdade que parece reagir em função do movimento do Milner, mas ao mesmo tempo faz o que é suposto, que é fechar o centro. Pode-se criticá-lo de o fazer tarde de mais, o que implica que fique com os pés trocados no momento em que a bola entre em Jovetic, o que não lhe dá tempo para reagir. Mas não sei se a acção dele é assim tão errada. De certo modo, se não fechado tão dentro, permitia que a bola entrasse entre ele e o central. O mesmo se passa com o Matic. É fácil ver que ele deveria ter percebido que deveria ter ocupado aquele espaço, mas não sei se ele não teria pensado que era dever da linha defensiva não ter afundado tanto. Para mim, é este o problema natural do duplo-pivot. A referência é o outro médio, e nem sempre é fácil perceber que há momentos em que não se deve estar alinhado com ele. O duplo-pivot permite certas coisas, do ponto de vista defensivo, mas é pouco eficaz, a menos que a equipa defende sempre num bloco baixo, para fazer frente a este tipo de situações. Com dois médios, haverá sempre espaço entre as duas linhas, e não me parece justo imputar responsabilidades a quem quer que seja.

Roberto Baggio disse...

Nuno,

Não sei se viste o City-Chelsea para o campeonato. Mas nesse jogo, e estive bastante atento a exibição de Matic, com e sem bola, lembro-me, apenas, de ele ter falhado um posicionamento durante o jogo inteiro. Sempre bem em cobertura aos laterais, e sempre bem "desalinhado" com o outro médio, para proteger o espaço de frente para os defesas (http://possedebolla.blogspot.pt/2014/02/monstros-fisicos-rigor-defensivo-e-jose.html). Neste lance que cito, a progressão do jogador do City, começa bem atrás. Bem atrás mesmo, e Matic até começa bem posicionado em diagonal para Mikel, no entanto, ele vem progredindo e Matic não reage para ocupar o espaço como habitual. E neste jogo, não foi a única situação em que notei a menor "velocidade" dele. Esteve de facto muito lento a reagir a tudo. E o desgaste explica bem essa situação. Quanto ao Azpilicueta, parece-me que a chave é mesmo essa, o acompanhar demais, faz com que troque os apoios, e inclusivamente compromete o fora de jogo, daí a minha ilação.

De resto, concordo que o DP traga problemas, mas sobretudo na forma como se ataca, e nas situações de transição defensiva. Com o bloco baixo, estás basicamente sempre em organização, e concordo que aí seja muito mais fácil de interpretar.