quarta-feira, 16 de abril de 2014

Contenção. Agressividade. Adaptação.

Vítor Pereira, numa de muitas entrevistas, disse que as ideias têm que servir os jogadores. Dando claramente a entender que, todos os princípios que ele colocava no seu modelo de jogo deveriam ir de encontro às melhores qualidades dos seus jogadores. Assim, percebe-se que os bons treinadores se adaptam aos jogadores que têm. Não quer isto dizer que a linha que guia o processo de jogo e de treino mude completamente o seu rumo, de acordo com jogador X, ou Y. Quer apenas dizer que há várias formas de interpretar os mesmos princípios de jogo, de acordo com o contexto.
Veja-se por exemplo os processos defensivos utilizados por Jorge Jesus e por Vítor Pereira. São dois processos de grande qualidade. Os dois guiam-se pela defesa à zona, com contenção e cobertura. Processos semelhantes nos grandes princípios, mas muito diferentes pequenos princípios. No pormenor percebe-se isso.

Para esta análise vamos focar no trabalho da linha defensiva, e linha média. Pode-se dizer que a forma como as equipas defendiam era consequência do sistema de jogo que utilizavam. O que não deixando de ser verdade, me parece algo redutor. Isto porque o Porto sempre foi mais agressivo, na contenção, que o Benfica. Tanto na linha média, como na linha defensiva. Mais do que conter a progressão do adversário, o objectivo era precipitar a decisão do portador da bola. O Porto pressionava, e era agressivo, porque tinha jogadores que lhe permitiam esse tipo de comportamento defensivo. Tinha monstros físicos (Moutinho, Fernando) e inteligentes, com uma capacidade de leitura das situações e ajuste posicional fora do comum (Lucho, Moutinho, Fernando). Por outro lado, os jogadores da linha média de Jesus, não tendo a capacidade física dos jogadores do Porto (capacidade de ocupar os espaços e ajustar tão depressa quanto os outros), também não tinham a inteligência na leitura dos lances deles (Matic como excepção). Por isso mesmo, Jesus opta por uma abordagem defensiva menos agressiva, com menos situações de adaptação rápida, com menos ajustes, logo permite que os seus jogadores tenham situações menos complexas de ler, com mais tempo para analisar e agir sobre os lances.
Essa adaptação das ideias aos jogadores, também é visível no trabalho das duas linhas defensivas. A do Porto sempre a agredir o portador da bola, a do Benfica posicionando-se por forma a tapar a progressão. A do Porto sempre mais perto da linha média, com mais espaço entre eles e o GR, com menos preocupações com o controlo da profundidade. A do Benfica, muitas vezes, com algum espaço para a linha média, com menos espaço entre eles e o GR, tudo isto resultante de uma maior preocupação com a profundidade. Jogar com jogadores que, do ponto de vista morfológico, mesmo errando, conseguem recuperar e chegar a todas as bolas, pela proximidade entre si (Mangala, Alex Sandro, Danilo, Otamendi), é completamente diferente de jogar com jogadores que, sendo ultrapassados, nem eles nem os seus colegas conseguirão recuperar, pela morfologia de cada um deles (Luisão, Garay, Maxi, Melgarejo).

Comparando as alterações que Jesus foi fazendo ao longo do tempo, essas modificações tácticas são fáceis de observar. No seu primeiro ano, com Ramires, Di Maria, Javi Garcia, Coentrão, D.Luiz, sentia-se mais confortável para pressionar no campo todo, procurando precipitar o erro. Nos anos seguintes, a abordagem foi sempre diferente, consoante os jogadores que iam entrando e saindo. Por exemplo, este ano, consegue que a linha defensiva jogue mais subida que no ano anterior. Isto porque, tem dois monstros físicos na frente (Rodrigo e Lima), que garantem pressão à toda largura e profundidade do meio campo ofensivo. Sendo que, o trabalho deles é essencial para causar o máximo constrangimento possível, ao adversário, não o deixando jogar directo, com qualidade. Assim, a linha defensiva tem menos preocupações com a profundidade, podendo ficar mais perto da linha média, e mais subida no terreno.

25 comentários:

ricnog disse...

Parece-me que hoje no derby, jogando Cardozo, será mais uma questão defensiva que o Benfica vai sair a perder, do que ofensiva, mas a qualidade continua lá...!!!

Acho que são 2 grandes treinadores JJ e VP...O nosso campeonato agradece a continuidade de JJ e o reaparecimento do VP. Acho que este ano, com os 2 por cá, o Sporting fazia uma epoca normal, como dos outros anos....lutar para o 3 lugar....!!!!

Enquanto o comum adepto não achar que os treinadores valorizam os jogadores e não o contrário...o futebol continua com os Abel Xavier, os Calisto, etc....

Verrati disse...

Concordo. Acho que os treinadores devem ter uma Ideia de Jogo e essa na parte Macro não deve sofrer alterações. O que deve mudar são as escalas Meso e Micro e essas escalas é que devem ir emergindo consoante aquilo que o processo nos dá mas sempre com os Grandes Princípios como Reguladores dos sub e subsubprincipios.
As relações e as funcionalidades devem precisamente ir-se modelando (abertamente) consoante o "aqui e agora".

Até que ponto concordam com as Ideias do Prof Vitor Frade? Qual a vossa opinião sobre o mesmo? Na minha opinião ele é o maior Génio do Futebol em Portugal e não só ...

Anónimo disse...

LoL. Nao percebi um caralho do texto, é o maior elogio que te posso fazer!

Pra qnd uma analise de um jogo do Al-Ahli visto que ja aqui mostraste a tua enorme admiraçao pelo Vitor Pereira ?

Xavier

Paolo Maldini disse...

Epa, Verrati...

o Baggio q te responda q eu desses conceitos teóricos de sub sub principios e macros e mesos e n sei quê, n sei nada..

Roberto Baggio disse...

Maldini, qualquer dia, quando decidirem mudar o nome da "preguiça" vou sugerir o teu fdsss.

Verrati, Que ideias? A nossa opinião sobre ele é que é uma das grandes mentes do futebol em Portugal. Para mim, pessoalmente, é uma referência. Mas há outras, inclusivamente no Porto, como por ex o Prof Júlio Garganta.

Xavier, hhahhahahaha, isso é mau pá. Obrigas-me a repensar a escrita e a mensagem.
Não vi nenhum jogo de VP por lá. E espero não ver. Não tenho qualquer tipo de interesse naquele campeonato, nem lá esteja Mourinho, Klopp, ou Guardiola. Só se for obrigado é que olho para aqueles picaretas.
Há duas semanas, vi um jogo grande do campeonato angolano, que MEDO... E sou angolano de origem, e espero não ver mais do GiraBola!

Jorge Carolo disse...

Baggio, está perfeitamente percetível, pelo menos para mim.

Sou da opinião que nisto das comparações nem sempre é fácil distinguir por exemplo se Vitor Pereira é mais forte no processo defensivo do que JJ, porque depende muito também dos jogadores que dispõe.

Agr do trabalho realizado no ano passado era claro que o Porto era uma equipa mais solida a defender e que concedia menos oportunidades aos adversários.

Contudo, julgo que há um fator que também importa ter em conta na analise q fizeste, ou seja, o Gr. No caso do Benfica julgo que Artur não tem qualidade para ser Gr de uma equipa q joga ou pretende jogar como o Benfica, defesa alta, pois alem de ser muito lento, é mau com os pés que concorre para uma maior instabilidade defensiva.

Já para não falar em aspetos q este post não aborda, aspetos ofensivos, em que Artur também não é propriamente famoso.

Assim, este ano o Benfica com a inclusão de Oblak melhorou. Se bem que este jovem ainda tem muito a evoluir, no entanto, é superior a Artur em vários aspetos que dão maior confiança à defesa e por conseguinte à equipa permitindo tambem um aproximar, conforme referes, à pressão que o Benfica fez no 1º ano de JJ (não descurando o trabalho defensivo dos avançados).

Por outro lado Helton, é um Gr rápido que confere maior segurança a uma defesa que jogue mais próximo do meio campo, para alem do seu conhecido bom jogo de pés!

Verrati disse...

As ideias que o Prof tem tanto acerca do treino (PT) como acerca do jogo. Ele é un transgressor no que respeita ao convencional... Gostava de saber as vossas opinioes acerca dos pensamentos do Prof.

DC disse...

Mas essa capacidade de leitura das situações e de ajuste posicional não está intimamente ligada ao que o treinador transmite diariamente?
Por muito inteligentes que Fernando, Lucho e Moutinho sejam a verdade é que os dois primeiros este ano pareciam jogadores menos inteligentes.

Paolo Maldini disse...

Verrati, da minha parte não consigo emitir opinião, pq eu não conheço nada sobre qq autor.

O único que me influenciou foi o Professor Silveira Ramos, com quem me dou bastante bem desde que nos conhecemos, há mais de 10 anos. Mas, influenciou-me com os seus ensinamentos e partilhas. Nunca li qualquer livro sobre ou de futebol... ainda que possa mais tarde a vir a ler os do Professor Silveira Ramos.

Não é preguiça como o Baggio diz, a sério :)

Roberto Baggio disse...

"Sou da opinião que nisto das comparações nem sempre é fácil distinguir por exemplo se Vitor Pereira é mais forte no processo defensivo do que JJ, porque depende muito também dos jogadores que dispõe."

Acho que dá para comparar. Os dois processos têm muita qualidade, são os dois muito bons. Estão os dois adaptados à respectiva realidade.

"Agr do trabalho realizado no ano passado era claro que o Porto era uma equipa mais solida a defender e que concedia menos oportunidades aos adversários."

Era mais "sólida" e concedia menos oportunidades, porque defendia da melhor forma que se pode fazer, e da única que garante que não se sofre golos: tendo a bola.

"No caso do Benfica julgo que Artur não tem qualidade para ser Gr de uma equipa q joga ou pretende jogar como o Benfica, defesa alta"

Engraçado que o Jesus discorda disso. Ele disse que o Oblak tem muito a aprender com o Artur, nomeadamente nos aspectos em que o Artur é muito forte: Cruzamentos, controlo da distância para a linha defensiva. Não estou a dizer que discordo da tua análise. Estou a dizer que o Jesus discorda e achei engraçado falar disso.

Quanto ao ser mau com os pés é verdade. E também a mim me parece lento. Mas isso é mais um factor com o qual o treinador joga.

"Por outro lado Helton, é um Gr rápido que confere maior segurança a uma defesa que jogue mais próximo do meio campo, para alem do seu conhecido bom jogo de pés!"

Sim, claro. Não falei dos GR, mas é também um factor que influencia.

"As ideias que o Prof tem tanto acerca do treino (PT) como acerca do jogo."

Aquilo que conheço da PT é o que foi sendo dissertado pelos alunos do VF. Não conheço pessoalmente o professor, pelo que as ideias que os seus alunos tentam passar podem estar um bocado enviesadas. ISto porque, se trata de uma interpretação daquilo que lhes foi ensinado.
Posto isto, concordo que é uma linha de treino que rompe com o convencional. Concordo que é uma metodologia de treino de qualidade. Mas não concordo com toda linha dela, ao nível de treino, em absoluto. Há alguns pontos de discordância, sobretudo, repito, porque me parece ser a interpretação que os seus alunos fazem dela, e não aquilo que ele lhes passa realmente.
Quanto ao que ele pensa sobre o jogo, daquilo que li, dele, concordo com tudo. É uma linha de pensamento que converge com o que vamos passando aqui no blogue, pelo que não podia deixar de concordar.

"Mas essa capacidade de leitura das situações e de ajuste posicional não está intimamente ligada ao que o treinador transmite diariamente?"

Claro. Tu só saberás que o jogador tem essa capacidade se no processo o fores estimulando para resolver situações que te permitam aferir isso.

"Por muito inteligentes que Fernando, Lucho e Moutinho sejam a verdade é que os dois primeiros este ano pareciam jogadores menos inteligentes."

Aí já não concordo. O que se passou este ano é que eles não "aceitaram" jogar da forma que PF lhes pedia. E também passou-se que tinham muito mais situações para resolver, e situações que exigiam um desgaste energético tremendo. Pelo que seria impossível resolver todas. Antes resolviam a maior parte, agora as situações são tantas, que eles não são capazes de resolver metade. Quando dão por eles, já foram ultrapassados irremediavelmente, é só correr para trás. E com a linha defensiva como está, quase que a cada lance eles tinham de sprintar 30/40/50 metros. Nada fácil, diga-se.

Luiz Rosa,

Esta-se a comparar o treinador do Benfica, com o Bi-Campeão treinador do Porto (Enquanto o treinador do Benfica estava em funções). Perdão, não se está a comparar nada disso. Está-se a reflectir sobre as ideias de cada um, e como isso muda muda consoante o contexto. Sobre o qual, pelos vistos, não tens opinião. Guarda isso para outras páginas online. Não precisamos que venhas estragar a caixa de comentários.

Ricardo Sala disse...

Lá tinha de vir o comentário faccioso. Não me lembro de ter visto no post nenhuma referencia à ordem de grandeza de qualquer clube.
Acho engraçado o argumento do "diz-me aonde trabalhas, dir-te-ei quem és" aposto que não seguem a mesma regra nos seus casos pessoais.
Relativamente ao post, apenas mais um excelente trabalho sobre o que é o futebol de alto nível.
Tenho a ideia de que a ultima época foi, ao nível táctico e competitivo, das melhores de sempre do nosso campeonato. E nem estou a falar do momento '92. Estou a falar de dois treinadores brutais, com planteis bem dimensionados (mais no caso do Benfica) para as suas ideias, e individualidades incríveis. Partilham?

Abreijos.

Roberto Baggio disse...

"Tenho a ideia de que a ultima época foi, ao nível táctico e competitivo, das melhores de sempre do nosso campeonato."

Eu diria mesmo, a melhor. Não me lembro de dois treinadores, no seu auge, de grande qualidade, ao mesmo tempo no comando das melhores equipas do campeonato.

Verrati disse...

E dentro da PT o que nao concprdas tanto? Para mim PT so vale a pena ler Maciel ,Marisa , Rui Faria, Vitor Pereira e Jose Tavares

Paolo Maldini disse...

Ricardo, sim!

Verrati, dou-me bem com a Marisa e já falámos sobre futebol e discutimos algumas opções relativas ao treino, mas ainda não tive oportunidade de ler nada. Nem dela nem dos restantes... do Vitor Pereira li uma entrevista que deu, apenas.

Já agora, se te interessar, o que eu faço é pegar nos princípios do jogo e dar-lhes a minha interpretação para chegar à compreensão do jogo. No treino.. é pegar no que quero ver reflectido no campo e criar exercícios que o façam repetir imensas vezes!

é mt simples e nem precisa de terminologia complicada

Rafael Antunes disse...

Verrati,

Já leste o livro do espanhol?

Roberto Baggio disse...

Eu li Nuno Amieiro, Marisa Gomes, Rui Faria, Vitor Pereira, Jorge Maciel, José Guilherme.

Não concordo com aquilo que se defende como padronização de comportamentos, fundamentalmente os ofensivos. O que castra a criatividade.

Verrati disse...

Padronizacao de comportamentos? Isso ja depende da ideia do treinador. A PT defende que hajam mecanismos nao mecanicos. Isto é , que existam regularidades do padrao funcional da equipa, que os Macro Principios sejam os reguladores do resto. Mas a PT nao obriga a que se jogue pela lógica do teleponto , antes pelo contrário. Dentro daquele Jogar o jogador e autonomo para agir. E livre de agir sem agir livremente , porque a sua Funcionalidade (comportamento é demasiado fechado) esta balizada e regulada pelo Jogar (ideia Macro). A criatividade emerge é dentro de um contexto colectivo Especifico. O que existe , mas isso ja parte das ideias de cada treinador, é que por vezes fecham o padrao e nao o deixam "sujar" por parte dos jogadores. E quando isso acontece matam-no. Como treinador devo permitir/aceitar que o padrão se "suje" desde que o jogador tenha tido critério e tenha percebido que aquela era a melhor decisão.

Exemplo sou una equipa de posse e quero sair curto desde a 1a fase mas RECONHEÇO que nao é possivel sair desde trás entâo permito que o meu gr faça um passe longo e "suje"o padrão.
Deixo de ser uma equipa de posse? Claro que nao.

O que nao existe muitas vezes é sensivbilidade dos treinadores para deixarem queno padrão se "suje" e tornam o Jogar deles num mecanismo mecanico. Mas na minha opiniao isto nao tem a ver com a Metedologia de Treino

Verrati disse...

Rafael ,

Sim do Xavier Tamarit. Porque?

Rafael Antunes disse...

Xavier Tamarit... :D Alguém leu?

Verrati disse...

Eu li. E basico , uma introducao a PT. Mas esta muito bem sistematizado e de facil compreensao com um conteudo fantastico.

Roberto Baggio disse...

Verrati,

Vou exemplificar:

Queres sair curto. Certo. Mas a outra equipa está estacionada no teu meio campo defensivo, mas mal distribuída, com a linha defensiva em cima da linha do meio campo. Há espaço para saíres a jogar. Padronizando o comportamento, ao nível da saída de bola, achas que os teus jogadores vão perceber que o melhor aí é aproveitar logo a profundidade? É nestes termos que digo que a PT mata a criatividade. Ou seja, a PT padroniza os comportamentos, mas em 99% dos casos não é o jogador a descobrir a solução, nem é o jogador percebe a solução pedida pelo treinador. Mourinho fala de uma coisa que é a descoberta guiada, que não é algo que a PT contemple, e que a complementa. É isso que penso faltar à PT.

Rafael Antunes disse...

Baggio,

Não sei se consigo concordar contigo.

Pelo que já li de PT, e da minha interpretação da PT, ela não te leva a padronizar... PT muito simplificadamente é, como o nome indica, uma periodização do treino, mas que em vez de se basear em pressupostos e indicadores físicos, baseia-se principalmente em pressupostos táticos... Ou seja, tu periodizas a aprendizagem do teu MJ, e não as cargas físicas dos jogadores... Essas e outras dimensões acessórias (emocionais/psicológicas) estão contempladas no trabalho que é tático...

Quer isto dizer que tu operacionalizas a PT como tu quiseres... Padronizar ou não és tú que defines... A descoberta guiada do Mourinho é uma "ferramenta" pedagógica que ele utiliza dentro da PT...

Rafael Antunes disse...

Verrati,

Apenas porque não comprei, e lembrei-me de perguntar a saber se valerá a pena... :D

Arteta disse...

Baggio,
a PT pede é exactamente que os jogadores tenham a capacidade de decidir, consoante os contextos que lhes vão surgindo (variabilidade). Daí tu no treino, seguindo a tua Concepção de Jogo, criares contextos para que o próprio jogador decida em função dele (identidade), mas seguindo a tua Ideia ("ordem orientadora").

Roberto Baggio disse...

Arteta,

Tu segues a periodização como teu modelo de treino? Se sim, coloca aí, uma sessão de treinos tua, para eu conseguir focalizar e mostrar o que quero dizer.