quarta-feira, 7 de maio de 2014

Luis Enrique. Concordar, discordar.



























20 comentários:

Anónimo disse...

Na organização Ofensiva pode fazer o que quiser nos aspectos macro tácticos, ao nível dos aspectos micro tácticos (centro de jogo), que tem a ver com as linhas de passe oferecidas ao portador da bola e a respetiva tomada de decisão, é que a coisa tem de funcionar! Por isso de o lateral está mais ou menos profundo não é questionável, desde que tenha sucesso na 1a fase de construção e no respetivo processo ofensivo da equipa!

Ao nivel da organização defensiva o adoptar referencias individuais em grande parte do momentos aqui apresentados, sobretudo junto á área, é que me parece grave e inadmissível para uma equipa de Top.

PPM disse...

Excelente. Parabéns Baggio!

Roberto Baggio disse...

"Por isso de o lateral está mais ou menos profundo não é questionável, desde que tenha sucesso na 1a fase de construção e no respetivo processo ofensivo da equipa!"

Certo. O problema é que a construção só termina quando a equipa penetra o bloco adversário. E as dificuldades de penetração devem-se sobretudo a ausência de uma linha de passe.

Okay, poder-se-à dizer que o Barcelona tem jogadores muito fortes no 1x1. Mas tem laterais que jogam ao ataque como ninguém no mundo. Pelo que a sua incursão no ataque é essencial, na construção, e mesmo na criação, como se vê aqui em alguns momentos, quando tenta criar pelo corredor lateral.
Pelo que, as ferramentas, ainda assim, não são às melhores tendo em conta o contexto (Barcelona).

Isso também é prejudicial à transição ofensiva. Apesar de trazer benefícios no sentido de ter a linha defensiva quase sempre organizada para se defender. Ficam constantemente jogadores enquadrados, de frente para ela, sem contenção, com espaço para explorar à toda largura e profundidade (40/30/20 metros). Isto porque não conseguem ser eficazes na reacção à perda.

Sendo que Xavi e Iniesta não estão com a capacidade física de antes, nunca vão conseguir recuperar à tempo, e os problemas voltarão. É imperial, que tendo jogadores como Xavi e Iniesta, eles percorram o mínimo de espaço possível em transição defensiva, o que não acontecerá, caso a bola se perca nos corredores laterais, por haver apenas cobertura do médio defensivo.
Assim, não se estrangula o portador da bola, não se lhe causa o máximo constrangimento possível, e torna-se mais fácil a saída dele para transição ofensiva com qualidade.

É esta a minha opinião

Cumprimentos

Roberto Baggio disse...

Quanto à saída de bola, a minha opinião é que a dinâmica de posse começa toda ali. Sem qualidade nesse momento, muito, muito, muito, muito, dificilmente se terá qualidade em posse. Sendo que com o posicionamento adoptado na 1ºfase, não só tornam a saída muito dependente da individualidade, como facilitam o trabalho a quem pressiona. Se precisar se desorganizar muito, conseguem obrigar a bater. Sendo, também, que o Barcelona não tem jogadores para ganhar a primeira, e para disputar às segundas bolas.

Anónimo disse...

Mete mas é aí a nossa amiga Lena que também merece

DC disse...

Pela tua análise fiquei com a ideia que os problemas estarão essencialmente nas limitações ao nível da compreensão de jogo dos jogadores (que uma época de trabalho não permitiu corrigir) e também nalgum receio do Lucho em atacar com muitas unidades com uma equipa tão limitada.
Acho que esses problemas no Barça terão tudo para desaparecer.
Confesso que estou com muita "ilusão" (para usar um termo muito comum em Espanha) para a próxima época.
De qualquer forma será sempre um upgrade em relação ao Tata. E se este ano se luta pelo título até à última jornada, melhorando o Barça terá tudo para voltar a dominar a liga.

Anónimo disse...

O Luis Henrique era a 1ª escolha do Porto.

Ricardo Cunha disse...

Na imagem 20 dizes que na área o mais importante continua a ser a bola e o colega.

Tenho ideia que quanto mais perto a bola está da baliza a referência passa a ser o adversário...

Certo??

Roberto Baggio disse...

Na minha opinião as referências são: 1ºBola, 2ºColega, 3ºespaço, 4ºHomem.
Na área:
1ºbola, 2ºcolega, 3ºhomem, 4ºespaço.

Ora sendo que o colega não tem cobertura, a prioridade de ser oferecer essa mesma cobertura, para o caso de ser batido, aquilo nunca ser um 1x1. Depois asseguradas as 1ºas duas referências, aí sim, dentro da área, começa-se a pensar nas outras.

El_Tigre disse...

"Confesso que estou com muita "ilusão" (para usar um termo muito comum em Espanha) para a próxima época."

Na Roma fracassou em todos os niveis e pelo Celta por muito tempo a equipa esteve para descer. Não me parece o treinador indicado para o Barcelona.

Mas o tempo o dirá.

DC disse...

No Barça B subiu de divisão e no ano seguinte fica em 3º na 2ª divisão.
Na Roma teve dificuldade para impôr o estilo de jogo, mesmo assim só baixou do 6º para o 7º lugar. Não era propriamente uma equipa estável.
No Celta está actualmente em 8º numa equipa que foi 17ª no ano passado.

Não me parece um mau currículo. Mas o essencial é voltar a impôr algumas coisas que o Tata fez desaparecer.

Anónimo disse...

Boas,

Uma vez mais deixo a dica....não devemos reduzir a realidade ao nosso conhecimento.

Acho que é mais interessante perceber a coerência das coisas do que dizer se vai de acordo ao que cada um preconiza para o seu jogar. Há coerência entre os principios, sub princ etc e tal no q respeita à Org Of? Se sim excelente. Eesses principios favorecem o que ELE quer para os restantes momentos (TD,OD,TO)? Essa coerência é que me parece fazer sentido ter em conta quando se analisa um treinador.

Por ex: Imagem 20.

Será que a defesa, nomeadamente o 1º DC está assim tão mal colocado? Qual é o pé do gajo que tem bola? Para onde é que o colega está a convidar? Porque interacção é mm isto....é quando eu, enquanto 1º DC, em função da informação do contexto, nomeadamente alguns destes factores acima descritos, antecipo q o proximo cenario q se vai apresentar é Y ou X e em função disso pode fazer mais sentido estar mais dentro em vez de mais fora (para dar cobertura).

Entretanto da última vez q escrevi aqui abordei uma cena que tem mto q ver com os detalhes da PT e hoje quando tive a ler os coments do ultimo mês percebi q vces n operacionalizam dessa maneira. E isto leva-me para o parágrafo inicial.

Carrega SLB!

PG

Roberto Baggio disse...

Eu, sinceramente, tenho algumas dificuldades em encaixar ou entender alguns comentários.

"Uma vez mais deixo a dica....não devemos reduzir a realidade ao nosso conhecimento."

Então? Como fazemos? Contactamos com o treinador e pedimos o modelo de jogo dele? Pedimos os exercícios de treino?
Ou singimos à realidade que conhecemos?

"Acho que é mais interessante perceber a coerência das coisas do que dizer se vai de acordo ao que cada um preconiza para o seu jogar."

E o que é que define ou não a coerência das coisas?
Para mim é o resultado. E não se entenda como resultado o golo. Entenda - se o treinador dar a ferramenta X para que a equipa chegue nas condições Y. Por exemplo o objectivo do modelo de jogo é criares mais oportunidades de golo que o adversário. Se o conseguires através das tuas ideias porreiro. Coerente. Se não conseguires através das tuas ideias mau.
E é isso que se faz aqui. Porque a coerência naquilo que o treinador idealiza"tudo" faz sentido. Teoricamente. A prática é que avalia e passa ou chumba a ideia, atribuindo coerência ou não.

"Há coerência entre os principios, sub princ etc e tal no q respeita à Org Of? Se sim excelente. Eesses principios favorecem o que ELE quer para os restantes momentos (TD,OD,TO)? Essa coerência é que me parece fazer sentido ter em conta quando se analisa um treinador."

Para mim não. Veja-se porquê e o que foi aqui avaliado e que não tem nada a ver com modelo de jogo e sim com eficácia.

Antes um exemplo: Treino exercício de transição ofensiva. Objectivo conduzir para fixar e soltar. Tenho Iniesta que o faz bem. Aplaudo e digo é isto mesmo. Criou uma ocasião clara de golo, que no fundo é o objectivo, perfeito.
Tenho o Xavi, que não Conduz, mas mete a booa onde quer e cria-me uma ocasião de golo a cada passe, de forma diferente da que eu preconizo. Perfeito. Aplaudo igual. Importa a eficácia.
Posto isto,

Falemos da saída de bola (aquilo que defines como grandes principios, julgo).
O sub-principos que ele utiliza é a profundidade dos interiores, largura dos extremos. Pl a baixar entre linhas. Linha defensiva com pouco espaço entre eles, em largura e em profundidade. Coerente? Talvez. Depende do resultado. O objectivo é chegar a zonas adiantadas com a bola controlada. Quando os defesas recebem, pelo pouco espaço que há entre eles, permitem ao adversário uma pressão com menos homens. 3 chegam para controlar 4+GR. Pelo que no meio campo há igualdade, e no ataque inferioridade. Com desvantagem para médios e avançados por estaren a jogar de costas. Com a pressão, a equipa é obrigada a bater, logo o objectivo da bola controlada não é cumprido na maior parte do tempo. Bem como perde muitas bolas. E é aqui que está a coerência e isto não tem nada a ver com o meu modelo de jogo. E podemos seguir nessa perspectiva em todas as imagens. Concordo porque funciona, discordo porque não funciona, não cumpre o objectivo. Se em dez bolas ele saísse 6,7 com qualidade, okay. Mas não.
Pelo que não entendo bem onde queres chegar com a tua intervenção.

Edson Arantes do Nascimento disse...

Só vi seis imagens... Veredicto: flop.

Horrível a equipa dele na Roma. Descompensada, mal posicionada, sem conseguir sair para o ataque em condições. Agora percebo melhor porquê. Não sabia o que fazer em campo. O actual treinador da Roma, Rudi Garcia, é o melhor treinador do campeonato italiano.

Anónimo disse...

Anger management? Conheces o conceito?

Se o que entendes por reduzir a realidade ao teu conhecimento é isso entao nem merece comentarios. Mas quando estiveres debruçado sobre os teams de epigenetica faz uma pause e le qq coisa sobre percepcao selectiva.

Depois quando te referes à eficácia acho q n deves desccurar a eficiência mas cm é natural geres as coisas cm quiseres.

Coerencia nao tem nada a ver c o resultado. Mas sim com a articulacap das coisas. Pressupoe-se que se quer fazer determinados coisa para ter sucesso mas uma coisa nao implica a outra.

O ultimo paragrafo esta algo confuso mas assim de repents posso-te dizer q conheço muitas equipas q saiem c uma linha de 4 e q pela forma como o fazem apresentam sucesso. É q com o tempo q perdeste nosso esqueceste-te de perspectivar os cenarios da imagem 20

Acho q voces fazem um trabalho interessante. O comentario n era um ataque pessoal. Levas mto a peito. Conheço mais 2 ou 3 pessoas q tb trabalham na area q vêm aqui dar uma vista de olhos. Tens q perceber q ha quem perceba menos, mais e de coisas diferentes.

Va, boa sorte.

P.G

Roberto Baggio disse...

Muitoto obrigado pelos conselhos. És um porreiro. Não sei onde viste ataque pessoal ou assim.
A articulação, pode fazer todo o sentido teoricamente, se não se manifestar na prática é mau. Logo deixa de ter sentido. Conheces equipas que o fazem com sucesso? Fixe. Eu analisei esta equipa e o sucesso foi reduzido, pelo que o motivo me pareceu óbvio tendo em conta a postura do adversário. Portanto esta articulação não faz sentido nenhum. Não tem coerência, porque não funciona. E como me fartei de dizer, é a MINHA opinião.
E a ti, bom, não te aconselho nada. Até porque não te conheço de lado nenhum.

Boa sorte!

Anónimo disse...

Interessante nestes posts seria compararares as ideias destes treinadores estrangeiros (Luis Enrique, Emery, etc) com as dos portugueses. Comparando-as. À malta é difícil tirar da equação as individualidades e ver só os comportamentos colectivos.

Ex: Emery e Luis Enrique, melhores, semelhantes ou piores que Jardim, Marco Silva, Pedro Martins, Nuno Espírito Santo, Manuel Machado, Carvalhal, Peseiro, Paulo Fonseca, etc.

Roberto Baggio disse...

Fica a sugestão, mas isso é algo que fica subjacente às análises.
Cumps

Jose Luis Álvarez disse...

No habéis tenido en cuenta que el Celta es un equipo humilde que ha utilizado muchos jugadores de la cantera con escasa experiencia en primera división, empezando por el portero (Yoel) y acabdando por el delantero (Charles, que nunca había jugado al primer nivel).
Luis Enrique tuvo muchas dudas al principio, utilizó jugadores fuera de posición (Toni como lateral izquierdo, hasta que encontró a Jony, que es diestro y lo cmabió de banda) o David Costas como central, que cometió bastantes errore spor inexperiencia. Además, Borja Oubiña es incapaz de iniciar eljuego ofensivo.
Luis Enrique comenzó con la salida lavolpiana (LAtrales muy abierto, centrales fuera del área y "trinco" sacando el balón, cosa que Oubiña era incapaz). La clave fue convertir a Krohn Dehli en "trinco" pese a ser un jugador ofensivo, y ahí el Celta se hizo dueño del balón, creaba y salía combinando, pese a sus errores defensivos. Ese simple cambio, la mejora de su nivel de Nolito y Orellna, que se sacrificaban defensivamente, apoyando a los laterales cambiaron el equipo.
El Celta estaba muy trabajado, los jugadores estaban a muerte con el entrenador y hacían lo que él les mandaba (incluso en el calentamiento de cada partido se veían jugadas claramente entrenadas y trabajadas, con los centrocampistas centrales en el 4x3x3 -Augusto Fernández y Alex López- aprovechando los huecos que abría Charles arrastrando a los defensas.
No sé si le irá bien en el Barcelona o no, pero en Vigo ha dejado un año en el que hemos disfrutado del fútbol, ha subido a jugadores jóvenes y ha dejado un equipo alegre, ofensivo y agradable para los ojos.
Perdón por utilizar el español, pero era un texto demasiado largo para alguien que no habla portugués.
Parabens

Dipeca disse...

Não sei se as bolas paradas podem ser consideradas o quinto momento do jogo (já li isso noutro blog). Mas este livre até está bem trabalhado pela equipa: http://futbolscouting.es/wp/falta-lateral-9-celta/