sábado, 27 de setembro de 2014

Controlo da profundidade zero. Sporting de Marco Silva.

A profundidade controla-se tendo em conta alguns princípios simples.

Pressão sobre o portador. Mais subida se há, mais baixa se não há.
Distância para a bola. Que será sempre bem mais longa se não houver pressão sobre o portador, para que o passe nas costas para passar entre a última linha tenha de ir com força suficiente para chegar ao guarda redes ou ir para fora.

"Eu acho o Jesus fantástico na forma como comanda a defesa, mas digo-lhe já, a maneira como ele trabalha é difícil de seguir. Não é mesmo para toda a gente. Ele exige muito com a história da bola coberta bola descoberta: se o adversário que tem a bola está com alguém por perto, a equipa não se mexe, se o adversário que tem a bola está sem ninguém por perto, a equipa tem de recuar" Quim

É certo que os centrais do Sporting fazem lembrar o filme "Dumb and dumber", mas não é menos certo que nos "pormaiores" há pouquissimos treinadores no futebol mundial ao nível do treinador do SL Benfica. E Marco Silva não é um deles.

P.S. - E em praticamente todos os jogos da presente época Patrício vai resolvendo no 1x0. Também um dos melhores a nível mundial nessa pequena situação de jogo.


19 comentários:

GC disse...

Serviço público.

Obrigado.

GC disse...

P.S.: Não é tão competente quanto JJ sem bola, mas a proposta ao nível ofensivo é, na minha opinião, bem mais interessante. Pena que nas escolhas que faz dos titulares não ser 100% coerente com aquilo que é o modelo de jogo implementado.

Jay disse...


Continuo sem compreender porque é que para o modelo de jogo dele continua a jogar com gente que não encaixa.

E sobretudo continuo sem perceber por que é que mete quem mete no centro da defesa. Um treinador devia escolher os melhores para a posição. É que não me apetece passar um atestado de incompetência ao Marco, porque tudo o resto que já mostrou merece-me muitos elogios, mas é inconcebível continuar a jogar com estes centrais.


João disse...

Marco Silva está na sua quarta época como treinador. As ideias que tem e o nível que apresenta só me merecem elogios. Esperemos que evolua para o nível de Jesus.

Anónimo disse...

A critica é justa mas pelo menos no 1 lance Adrien tem a bola completamente contralada é desarmado (até pareceu falta) e Oliver faz 1 passe fantástico para a desmarcação de Jackson, era muito difícil a defesa ter controlado esta situação por ter sido apanhada de surpresa.

Os utimos minutos já não havia qqr logica no que se estava a passar, o jogo estava completamente partido e nesse lance o mais ridículo é a opção de tello de fazer tudo sozinho qd tinha 2 colegas isolados dentro da área.

jorge gaspar disse...

Baggio podias explicar em imagens, a ideia do trivote?
Faz lá só mais esse serviço público.

Começa a ser bastante provável haver um bicampeão esta época.

Enquanto via o jogo veio-me uma teoria á cabeça:
Quando vem um novo treinador para uma equipa, os jogadores, inicialmente não sabem bem quais são as ideias dele.
Então comportam-se mais como acham mais correcto e menos como o treinador pensa que eles deviam comportar-se.
O treinador dá maior importância a algumas ideias, e são essas as primeiras a serem entendidas pelos jogadores (tipo, variações constantes de flanco, neste Porto), no entanto outras ideias do treinador não são logo incorporadas pelos jogadores.
Com o passar do tempo, o treinador tem um maior dominio sobre as acções dos jogadores, e em grande parte dos casos, retira-lhes grande parte da liberdade de acção.
Não só ideias erradas, passam a ser implementadas pelos jogadores, como os próprios jogadores começam a ser cada vez menos livres na tomada de decisão. Isto não impede, claro está que certos hábitos se mantenham.

Não estou com muito tempo para explicar bem esta teoria, mas parece-me que pode estar ai a explicação para alguns casos, em que parece haver claramente um inicio de época em que as equipas jogam melhor do que no decorrer desta.

Johnny McCaco disse...

jorge gaspar, acho que bastam estar 3 homens no meio em que para eles a criatividade é uma batata, e podemos usar essa designação. Devemos, no caso do Porto da 1ª parte, eheh

Edson Arantes do Nascimento disse...

Eu acho que esta equipa do FCP, ou melhora drasticamente, ou então ameaça ser uma tragédia.

Até agora só tinham feito jogos de merda, contra equipas de merda (tirando o Guimarães e o Lille, que mesmo assim não são coisas perigosíssimas).

Sobretudo na primeira-parte (só vi 30 minutos) foram incríveis as perdas de bola no primeiro e segundo passe seja em transição, seja em organização, e as constantes superioridades numéricas que o Sporting conseguia com apenas um passe...

Um passe do Sporting no corredor central deixava automaticamente três, quatro, cinco jogadores do Porto fora da linha da bola. Um passe longo do Sporting para o corredor deixava-os 2x1 com o lateral do Porto. Isto são coisas básicas, na minha opinião.

Depois, a organização ofensiva do FCP chega a ser ridícula - sobretudo por não utilizar (nunca, jamais, em tempo algum) o corredor central. O Jackson, que é muito forte no apoio frontal, raramente participa nas acções ofensivas - a não ser para finalizar, claro. Os atletas parece que jogam com palas no olhos: só vêm o corredor. E, por muito boas movimentações que consigam fazer (ontem só apareceram a muito custo), os adversários já perceberam como funciona.

Mesmo com uma série de tamancos, e alguns erros, o Sporting tem um modelo de jogo muito mais interessante (na minha opinião).

O Oliver é um grande jogador, e a melhoria para a segunda-parte no FCP, deveu-se à sua presença em campo. R. Neves fez um jogo horrível e, com Herrera e Casemiro, completava um trivote de baixo nível.

Com os jogadores que o FCP tem, julgo que há outras opções com mais qualidade. O Sporting apresenta um modelo interessante, pontuado por alguns bons jogadores (poucos) e muitos jogadores abaixo da média.

Mike Portugal disse...

Na última imagem, o árbitro a mostrar onde poderia estar a linha defensiva do SCP. looool

Paolo Maldini disse...

não mike, é o contrário. não há pressão no portador tem de estar mais baixa a proteger as costas e não mais perto da bola.

Johnny McCaco disse...

Isto sim, é o que os brasileiros chamam "linha burra". E com razão.

Gonçalo Matos disse...

É o controlo da profundidade e estarem em linha com a bola, quando nos últimos 30 metros. Invariavelmente estavam vários jogadores a frente da linha da bola, com posicionamentos muito estranhos..

Gonçalo Matos disse...

Esqueci-me de referir que estava a falar no controlo de cruzamentos

Paolo Maldini disse...

Exacto McCaco. A linha é sempre burra se não há controlo da profundidade. Se não se reage ao estimulo para descer ou subir.

Sui Generis disse...

Maldini, na tua opinião o Sporting poderia melhorar o controlo da profundidade e outras situações defensivas com centrais de melhor qualidade? (ex - Rosell, Tobias, Reis)

Paolo Maldini disse...

Sui, sim, claro. Mas Rosell nc foi central... duvido que percebesse rápido esta questão da profundidade que é o mais dificil do jogo para os centrais. Chegas lá com muito trabalho colectivo do treinador e também com experiência dos jogadores. que precisam de vivenciar mtas situações para perceberem mais rápido os lances

Unknown disse...

Na jogada do Tello o que mais curto é o posicionamento do central. 1º pensa "ai e tal vou fazer uma pressão a um gajo que está a 10 metros", e depois chega a meio e desiste. :D

Johnny McCaco disse...

Só uma questão, porque sei que vocÊs acompanharam Marco Silva no EStoril aqui no blogue pelo menos. Como era o seu controlo de profundidade?

Paranhose disse...

Concordo com o posto, mas Marco Silva ainda terá muitos anos pela frente e certamente vai evoluir no seu conhecimento de jogo e na sua função de treinador.

Além disso, está a começar num grande, e o contexto é totalmente diferente.
(E claro, alguns jogadores também não ajudam...)

Acredito que poderá chegar ao nível de JJ.