terça-feira, 28 de outubro de 2014

O futebol é singular...

...E é sobre uma dessas singularidades que me apetece deixar duas linhas.

1- O futebol deve ser a única área de trabalho onde se atribui o grau de excelência (com unanimidade) à profissionais que não têm conhecimento da matéria de trabalho. A nomeação de Diego Costa (o mais mediático, entre outros da mesma lista) é mais um exemplo disso.
Imagine você, patrão, distinguir um empregado por não saber o que fazer na secção em que opera. Imagine, você, colega de trabalho, ver um colega que não sabe como fazer o trabalho distinguido pelo chefe.

2- A tomada de decisão não é mais do que isso: saber o que fazer. Cada situação de jogo, com ou sem bola, exige isso mesmo. Saber o que fazer, quando fazer, como fazer.
O primeiro passo é aprender como fazer (técnicas do jogo). O passo seguinte é aprender a perceber, perante cada situação, o que fazer, quando fazer.

Os futebolistas, como outros profissionais quaisquer, devem ter conhecimento do trabalho sobre o qual vão operar. Se não o tiverem, como em qualquer outra área, não têm o essencial. É assim que se entende o jogo por aqui. E como tal, por aqui, nunca será considerado excelente quem não tiver o fundamental.

51 comentários:

Bruno Pinto disse...

Que post tão tendencioso, tão retórico, tão cheio de nada. Ficamos a saber que Diego Costa não sabe que anda a fazer dentro do campo. Anda ali perdido, qual mentecapto. LOL. Este blog é como aqueles blogs afectos a um clube. Neste caso, é afecto ao clube 'Boas Decisões'. Este blog faz a apologia das boas decisões, não do futebol. Não gosta de futebol, gosta apenas das boas decisões.

Como diria o Pedroto, também está bem.

Joao disse...

hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

bruno isso foram as 6 linhas mais estupidas que li neste blog.

Gonçalo Matos disse...

Bruno Pinto,

Então o que andas a fazer aqui? Vejo mta malta a dizer mal, mas passam cá a vida. Mta relação de amor-ódio ha com o Lateral Esquerdo.
Eu como é obvio concordo. Continuo a dizer, no dia em que o Diego Costa deixar de marcar, quero ver quem vai dizer que ele é top mundial. É que eu lembro-me bem das epocas dele antes do ano passado. Eram top, no vale tudo em campo de futebol.

João Marinho disse...

Bruno

É importante questionar o quanto a necessidade de renovação processual estende o alcance e a importância do investimento em reciclagem técnica. No mundo atual, a expansão dos mercados mundiais obstaculiza a apreciação da importância dos conhecimentos estratégicos para atingir a excelência. O empenho em analisar o novo modelo estrutural aqui preconizado apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção do processo de comunicação como um todo. As experiências acumuladas demonstram que o aumento do diálogo entre os diferentes setores produtivos cumpre um papel essencial na formulação das posturas dos órgãos dirigentes com relação às suas atribuições. Desta maneira, o fenômeno da Internet maximiza as possibilidades por conta do sistema de participação geral.


https://www.facebook.com/umazardokralj/photos/a.554429927925073.1073741828.554166714618061/881446015223461/?type=1&theater

Abreijos para si

Nuno Ribeiro Margarido disse...

Não é inteligente mas marca golos... E agora?

Bernardo Pinheiro disse...

"Os futebolistas, como outros profissionais quaisquer, devem ter conhecimento do trabalho sobre o qual vão operar."

Caso contrário são picaretas.

Bruno Pinto: LIDA.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Joao disse...

bruno agora a serio.

nao queres desligar um pouco ? pá nao queres perceber o que está escrito, queres continuar a ser cego e estupido ? ok, mas vai pra outro sitio pá.
é que eu já vejo os teus comentarios desde os grandes tempos do nuno no entre10. já la vao uns 6 ou 7 anos pá. 6 ou 7 anos, e nao mudaste nada caralho. nadinha.
vens todos os dias ler textos aqui e no entredez, 2 dos melhores blogs sobre futebol, durante anos e não aprendeste nada. é tudo na mesma, continuas com o mesmo discurso do que 99 por cento dos outros caralhos que vão ao estádio.
tu não dizes nada de novo pá. qualquer parolo diz a mesma merda que tu tipo diego costa ganda jogador etc... nunca pensaste nisso ? tipo é esquisito que este brutamontes cheio de alcool diz e pensa exactamente como eu ?
não tens nenhuma ambição intelectual, és um gajo básico. alias a tua única ambição não é perceber melhor o jogo, estudar, pesquisar, a tua ambição é tentar escrever umas merdas de comentários.... fds que perda de tempo. já viste a inutilidade, és zero.


vá abraço.

espero que um dia queiras realmente aprender qualquer coisa. serás bemvindo.

nuno leão disse...

" O futebol deve ser a única área de trabalho onde se atribui o grau de excelência (com unanimidade) à profissionais que não têm conhecimento da matéria de trabalho."

Se quiseres dou-te mais meia dúzia de exemplos práticos de outras áreas de trabalho.

JD disse...

Bruno, este blog escreve o q quer e não obrigam ninguém a ler. Não queres? Marcha! é por comentadores como tu q muito bons blogs acabam. És livre de ir escrever lateral pinto.

Nota: odeio o pedroto

IronMan disse...

Eu podia afirmar que acho este post idiota, mas não o quero fazer pois não quero ofender o seu autor. Digamos que não é muito inteligente.

Cada profissional executa a sua profissão de maneira diferente. Mesmo que tenha a mesma capacidade teórica e prática, a maneira como se chega ao resultado pode tomar caminhos diferentes. O importante é o resultado.

No futebol, o objectivo supremo é ganhar, isto é, marcar mais golos do que o adversário. Como se chega lá não é importante desde que se consiga o objectivo de acordo com as regras e as leis do jogo. O saber, quando e como fazer é isso.

O que me interessa a mim se o Diego Costa é melhor a definir do que o Costa Diego, se aquele é melhor jogador, isto é, ajuda a cumprir melhor com os objectivos do jogo e da equipa? O que me interessa a mim ter um jogador que tem uma capacidade de definição muito superior a todos os outros quando tem um fisico tão deficiente que não consegue realizar aquilo que o seu cérebro idealiza?

Num mundo ideal, o jogador perfeito seria aquele que conseguisse possuir uma combinação de uma técnica superior, um físico superior, uma capacidade de definição superior, uma visão superior, etc. Esse jogador existe só na imaginação das pessoas. Poderá haver quanto muito algum que se aproxima mais ou menos desse ideal.

Os jogadores possuem diferentes capacidades e diferentes competências que o treinador, o grande feiticeiro, irá colocar e juntar dentro da caldeirão de modo a conseguir que o todo seja maior e mais saboroso do que o somatório das partes.
Um treinador que consegue isso é um bom treinador. Um cozinheiro e um gestor também.

O Eusébio não ficou conhecido por ter uma capacidade superior de definição do jogo.
E quem diz o Eusébio diz outro jogador qualquer que se tenha distinguido. Os melhores jogadores do mundo distinguiram-se sempre pelas suas capacidades (criatividade, técnica, etc) individuais, grande parte delas inatas.

Clarence Seedorf disse...

Só falha na analogia um pormenor. Quando patrão, o empregado "burro" que me der mais dinheiro num mês, vai ser empregado do mês. Porque, mesmo não sabendo o que fez ou porque o fez, que faça mais do mesmo. Quando o deixar de fazer, também deixará de ser empregado do mês.

Sou efetivamente um fâ e apoiante da boa decisão. E acho que é o atributo mais importante num jogador. Mas também creio que o futebol não é só isso e daí a magia do futebol... a imprevisibilidade. Do nada a coragem e o valor de um jogador mudam a historia.

Anónimo disse...

شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3شيكابالا <3

Joao disse...

Faço uma pergunta ao autor deste post tivesse o Chelsea o Montero no seu plantel (com o mesmo rendimento de golos que tem tido) e o Diego Costa (também com o mesmo rendimento de golos) quem é que o autor escolheria para ser titular? E porque?

Ps: escolhi o Montero pelo simples facto de ser muito elogiado por aqui pelo autor.

João disse...

IronMan,

Viste jogos do Eusébio. Eu confesso que pouco vi para além dos muitos golos, mas vi alguns pedaços aleatórios (sem ser highlights) do mundial 66 e parece-me que era muito mais que um goleador. Parecia ter grande toque de bola e jogar muito bem em equipa.

Diria até que tomavas muitas boas decisões. :p

Do Pele, vi uns excertos que também deixaram-me essa impressão...

André Marques disse...

O troféu que distingue o melhor a marcar golos é a Bota de Ouro. A Bola de Ouro é para o melhor jogador, por isso ser bom apenas a marcar golos não devia dar nomeação.

Incrivel como o Suarez não está nessa lista

preto_nharro disse...

Um patrão n ker saber s o seu empregado sabe do k está a fazer ou n, ker é k ele cumpra o k lhe é pedido... O k pedem ao Diego é golos, k ele na temporada produziu como pcs, logo, faz td o sentido ser premiado por um bom funcionario... Qd deixar de conseguir fazer o k lhe compete, será despedido... Entendo onde queres xegar, mx a escolha da analogia foi infeliz

Interior-Direito disse...

É o pensamento "marca LE", mas é um pensamento radical. Porque alguém que, desde agosto de 2013, faz 45 golos em 60 jogos (com mais 7 assistências, está envolvido em 52 golos nos tais 60 jogos...), tem competência no que faz e, nesse período, merece ser avaliado por essa competência específica. Pode ser passageiro ou deixar de marcar golos já amanhã, mas em 2014, no ano/épocas em questão, tem sido decisivo. Não é, claramente, a competência que vocês procuram. Contudo, é por isso que o futebol é assim tão "singular".

E Baggio, isto não são vendas ou uma fábrica de parafusos - aí sim, alguém que não vendesse o que quer que fosse ou não soubesse fazer um parafuso seria despedido na hora -, é futebol.

awaydays disse...

O autor deste post disse que não respondia a mais comentários neste blogue, não sei se o mudou a posição ou não.

No entanto a resposta à questão é fácil, claramente o Montero seria titular.

O porquê da escolha está explicada em todos os posts que são feitos sobre ambos os jogadores, é só pesquisar e não é preciso ter muita inteligência para perceber. Podem não aceitar a justificação, e continuar a conferir ao golo um valor divino. São livres para isso. Tal como o autor é para dar a sua opinião, sobre os jogadores que ele quer.

awaydays disse...

O autor deste post disse que não respondia a mais comentários neste blogue, não sei se o mudou a posição ou não.

No entanto a resposta à questão é fácil, claramente o Montero seria titular.

O porquê da escolha está explicada em todos os posts que são feitos sobre ambos os jogadores, é só pesquisar e não é preciso ter muita inteligência para perceber. Podem não aceitar a justificação, e continuar a conferir ao golo um valor divino. São livres para isso. Tal como o autor é para dar a sua opinião, sobre os jogadores que ele quer.

Marcos Amaral disse...

Boas,

Antes de mais, queria dar os parabéns aos autores do blog. Posso não atingir o entendimento completo do que aqui se discute; ainda assim, gosto de ver o futebol a ser discutido nestes termos. Já não suporto conversas futeboleiras e a leitura destas discussões, mesmo estando acima do meu nível, mostra-me que é possível ter conversas decentes sobre futebol.

Peço desculpa, mas, no entanto, escrevo-vos para vos fazer alguns reparos. Parece-me que por vezes fazem juízos demasiado categóricos. E acho que isso ajuda a que haja discussões mais inflamadas. Vou-vos dar um exemplo do que considero um juízo demasiado categórico: lembro-me de ler aqui há algum tempo que "jogadores como Diego Costa há muitos nas distritais", ou coisa do género. E lembro-me de achar estranho, numa altura em que se falava do seu arranque no campeonato ser o melhor arranque de um rookie na premiership em termos de golos. Ora, eu compreendo que o futebol não se resume a golos, de todo; mas quer-me parecer que também não serão irrelevantes. E não me parece que este seja um feito ao alcance de muitos jogadores das distritais. Julgo compreender que esta opinião se enquadra no pensamento exprimido neste blog, e que faz sentido por, neste caso, considerarem que o Diego Costa é fraco no que consideram ser o atributo fundamental para um bom jogador. Ou seja, no fundo, eu interpretaria a frase anterior como significando algo do género de "Diego Costa é abaixo da média/fraco/muito fraco no que diz respeito à tomada de decisão". Porque não pôr as coisas nestes termos? Acho que ajudaria a que as discussões fossem menos inflamadas...

Às vezes parece-me também que aqui se classifica os jogadores de forma algo extremista, isto é, parece que só há 2 tipos de jogadores: os que são bons a tomar decisões e os que são zeros completos nesse aspecto. Parece que não existe meio termo.

Espero que entendam o que vos queria transmitir.

Já agora, queria também deixar uma pergunta (algo aberta): parece-vos possível separar completamente a análise duma decisão do sucesso/insucesso da acção decorrente? Em termos de qualidade de decisão, não vos parece que é fácil julgar como errada uma decisão arriscada que resulte numa perda de bola, por exemplo, e difícil julgar como errada uma decisão sem grandes consequências negativas, mas numa situação em que haveria uma alternativa melhor? Parece-vos possível que o foco neste aspecto possa levar a uma aversão excessiva ao risco?

Marcos Amaral disse...

Boas,

Antes de mais, queria dar os parabéns aos autores do blog. Posso não atingir o entendimento completo do que aqui se discute; ainda assim, gosto de ver o futebol a ser discutido nestes termos. Já não suporto conversas futeboleiras e a leitura destas discussões, mesmo estando acima do meu nível, mostra-me que é possível ter conversas decentes sobre futebol.

Peço desculpa, mas, no entanto, escrevo-vos para vos fazer alguns reparos. Parece-me que por vezes fazem juízos demasiado categóricos. E acho que isso ajuda a que haja discussões mais inflamadas. Vou-vos dar um exemplo do que considero um juízo demasiado categórico: lembro-me de ler aqui há algum tempo que "jogadores como Diego Costa há muitos nas distritais", ou coisa do género. E lembro-me de achar estranho, numa altura em que se falava do seu arranque no campeonato ser o melhor arranque de um rookie na premiership em termos de golos. Ora, eu compreendo que o futebol não se resume a golos, de todo; mas quer-me parecer que também não serão irrelevantes. E não me parece que este seja um feito ao alcance de muitos jogadores das distritais. Julgo compreender que esta opinião se enquadra no pensamento exprimido neste blog, e que faz sentido por, neste caso, considerarem que o Diego Costa é fraco no que consideram ser o atributo fundamental para um bom jogador. Ou seja, no fundo, eu interpretaria a frase anterior como significando algo do género de "Diego Costa é abaixo da média/fraco/muito fraco no que diz respeito à tomada de decisão". Porque não pôr as coisas nestes termos? Acho que ajudaria a que as discussões fossem menos inflamadas...

Às vezes parece-me também que aqui se classifica os jogadores de forma algo extremista, isto é, parece que só há 2 tipos de jogadores: os que são bons a tomar decisões e os que são zeros completos nesse aspecto. Parece que não existe meio termo.

Espero que entendam o que vos queria transmitir.

Já agora, queria também deixar uma pergunta (algo aberta): parece-vos possível separar completamente a análise duma decisão do sucesso/insucesso da acção decorrente? Em termos de qualidade de decisão, não vos parece que é fácil julgar como errada uma decisão arriscada que resulte numa perda de bola, por exemplo, e difícil julgar como errada uma decisão sem grandes consequências negativas, mas numa situação em que haveria uma alternativa melhor? Parece-vos possível que o foco neste aspecto possa levar a uma aversão excessiva ao risco?

LGS disse...

Pegando no que disse o Ironman,

"Cada profissional executa a sua profissão de maneira diferente. Mesmo que tenha a mesma capacidade teórica e prática, a maneira como se chega ao resultado pode tomar caminhos diferentes. O importante é o resultado."


Acho que há aqui dois pontos de vista em conflito:
De um lado há os que valorizam o a qualidade do processo (a "ferramenta" para atingir o resultado);
Do outro aqueles a quem apenas o resultado interessa.

Acho que é esta diferença fundamental que leva à discussão que se vê aqui na caixa de comentários.

Eu estou do lado dos que valorizam o processo e vou tentar explicar porquê. Se o processo tiver qualidade ele terá mais capacidade de chegar ao resultado. Enquanto que se o resultado aparece frutuitamente (sem ser consequência de um processo) torna-se muito mais difícil repetir o resultado várias vezes.

Pegando agora no que escreveu o Seedorf:
"Só falha na analogia um pormenor. Quando patrão, o empregado "burro" que me der mais dinheiro num mês, vai ser empregado do mês. Porque, mesmo não sabendo o que fez ou porque o fez, que faça mais do mesmo. Quando o deixar de fazer, também deixará de ser empregado do mês."

Eu enquanto patrão até poderia premiar esse empregado nesse mês, mas estaria muito mais interessado em perceber como (processo) é que ele chegou a esse resultado para poder poder passar isso para os outros empregados e assim aumentar globalmente os lucros.
Se o empregado não souber o que o levou àquele resultado o valor acrescido que ele trouxe é só pontual e não continuado. Isto vai de encontro ao que o Matos disse:
"Continuo a dizer, no dia em que o Diego Costa deixar de marcar, quero ver quem vai dizer que ele é top mundial. É que eu lembro-me bem das epocas dele antes do ano passado."

fui disse...

Se eu tiver uma empresa de vendas porta-a-porta e um dos meus 300 funcionários não utilizar as técnicas de venda correctas mas for o melhor vendedor, se calhar até o considero empregado do mês, não? No entanto, concordando nesse ponto, procuraria que ele melhorasse ainda mais ao ensinar-lhe as melhores técnicas!

Ronaldinho disse...

Claro que escolhia o Montero, e perguntar porquê é admitir que se lê mas não se percebe nada!

João disse...

João, é isso que já acontece no Sporting com a titularidade do slimani...

escritor de pacotilha disse...

Baggio, dificilmente a FIFA pode ser considerada o chefe nesta metáfora. Digamos que é mais a ACT.

O Diego Costa pode ser pouco evoluído no plano táctico e nunca chegará aos níveis apresentados por jogadores como Suárez (este também tem problemas, mas do foro psiquiátrico) ou Ibrahimovic (para referir jogadores que jogam tendencialmente só na frente). Mas a verdade é que o jogador tem talento e só foi devidamente aproveitado por treinadores que percebem os jogadores (Simeone, Mourinho). O ónus não pode ser só dos jogadores, muitos treinadores têm culpa naquilo que fazem ou não com o talento disponível.

Dipeca disse...

Permitam-me tentar responder a esta última pergunta, que penso até que não faz mto sentido. O Diego Costa é mais útil num tipo de equipa e o Montero noutro. Se uma equipa jogar sempre bloco baixo e explorar as costas da defesa mal possa, então, eu, apesar de concordar em tudo com os autores, diria que escolheria D.Costa, apesar dele ser pouco inteligente, ele com os atributos físicos e mentais que tem, é excelente nessa luta. De resto, em equipas com futebol apoiado (equipa sempre junta, com várias linhas de passe sempre disponíveis) escolheria Montero. Portanto depende o que o treinador pretende: tentar ser dominador e ter mais tempo a bola ou defender, defender, defender e mal pode lançar o pobre coitado a correr.. Se o treinador quiser ter a bola e procurar sempre triangulações, então não tenho dúvidas que mesmo marcando golos, DCosta vai estragar muitas jogadas...
Agora pergunto eu, porquê que D.Costa marca imensos golos no A.M e Chelsea e não marca com a seleção espanhola? Será que tem a ver com o que eu tentei responder?

Pedro disse...

Adoro-vos e vocês sabem disso. O Lateral Esquerdo é, por mérito próprio, uma referência na blogoesfera e vocês percebem muito do assunto mas, este post, mais uma vez, prova que não são perfeitos.

Esta cena do Diego Costa...

"Imagine você, patrão, distinguir um empregado por não saber o que fazer na secção em que opera. "

Isto não se aplica ao DC.

O que se aplica é "distinguir o empregado com melhor rendimento, que mais peças produz, etc.

É aqui que vocês metem os pés pelas mãos de forma grosseira. Sei que não o vão aceitar mas é a mais pura das verdades. A comparação é errada.

PS: "Jesus testa onze alternativo em segredo no Seixal" - então..mas...mas... :)

Nuno disse...

As pessoas que vêm aqui criticar as críticas ao Diego Costa são as mesmas, no fundo, que criticam ou gostariam de criticar Guardiola por ter deixado de utilizar Mandzukic, não por acaso o avançado que Simeone escolheu para substituir Diego Costa no Atlético de Madrid. O Guardiola também não deve perceber nada futebol, pois abdicou de alguém que lhe garantia muitos golos por época (não só tinha o melhor marcador como marcava com frequência quando era utilizado). Mas se calhar preferiu não ter um gajo que marca muitos golos para ter outras coisas. E é isto que ninguém percebe em relação ao Diego Costa. O Del Bosque, por exemplo, não abdicou dele, não percebendo claramente o que fez da Espanha a maior potência do futebol mundial nos últimos anos, e a Espanha não volta a ser o que foi porque a estratégia definida para o futuro passa não só por Diego Costa como por jogadores que se distinguem por coisas parecidas (Koke, Paco, etc.). O que é que interessa ter os gajos que mais se destacam do ponto de vista individual, se não se sabem relacionar uns com os outros?

JON disse...

Eu quando jogo à bola tento usar a cabeça. Se tenho na minha equipa um gajo gordo que não se mexe, vou sempre meter-lhe a bola no pé e nunca no espaço. Se esse mesmo gordo chuta forte, vou tentar criar situações para ele chutar sem ser perturbado.

O Diego Costa é relativamente fraco em muita coisa. Mas mete muita bola lá para dentro com base no físico e na confiança que tem e que gajos como Simeone e Mourinho potenciam...

Se é o melhor avançado do mundo? Não, claramente. Se é um corpo estranho a uma equipa que "jogue à bola"? É, muitas vezes.

Eu com o dinheiro que ele custou, comprava outro. Jackson por exemplo é muito melhor jogador.

Conclusão: há quem queira um modelo dentro de uma filosofia de jogar bem o jogo. E há quem queira o caminho mais curto para meter a bola para o gordo chutar!

Roberto Baggio disse...

Nuno,

permite-me acrescentar que, no caminho para a melhor equipa da história, o melhor marcador do Barcelona durante largos anos foi dispensado, também: Eto'o

Artur Semedo disse...

"... e haverá então grande choro e ranger de dentes entre aqueles que outrora o exaltavam." ;)

rochacj85 disse...

Mais incrível é perceber que o Yaya Toure é melhor que o David Silva.. LOL

Gonçalo Matos disse...

O comentário do LGS resume tudo aquilo que eu penso sobre o jogo e sob o qual comento e analiso. E o mesmo fazem os autores do blog. Nao se esqueçam que eles sao treinadores e portanto avaliam p jogo como tal. Nao so como meros adeptos ou curiosos do jogo.

Joao disse...

@seedorf.


futebol nao é trabalho industrial, mecanizado, nao é charlie chaplin e os tempos modernos.
por isso o teu exemplo é completamente estupido.

José Miguel disse...

Baggio,

Antes demais deixa-me dizer que sou um enorme apreciador do futebol bem praticado no sentido em que cada jogador sabe exactamente o que fazer em cada momento tomando (lá está) uma boa decisao.

Mas também creio que muito daquilo que leva pessoas aos estadios e as televisoes é a magia, a genialidade, a "ratice", o improviso associado ao futebol.

O segredo está porventura em saber combinar isso com organizacao. Creio que um Mundo cheio apenas de jogadores "bons decisores" será um Mundo de Futebol demasiado robotizado.

Joao disse...

o problema é que o pessoal percebe boa decisao como qualquer coisa roborizada, quase nao humano. nao tem nada a ver com isso.
voces precisam de ir ver videos do zidane, iniesta, xavi etc.. voces verao entao o que sao boas decisoes de levantar estadios.




Roberto Baggio disse...

O problema desta gente, é que acha que boas decisões é passar a bola. E depois ainda acham, por eles acharem isso, que quem escreve acha o mesmo. Ou seja, são só idiotas que não sabem o que é a tomada de decisão. Mesmo com um vídeo do Mourinho a explicar para crianças.

Andre Lopes disse...

Se tivermos de definir o conceito de boa tomada de decisão, teremos por certo que afirmar que, dentro das varias possibilidades presentes em determinado momento, que eh a que mais aproxima a equipa do sucesso.

Se tomarmos por exemplo uma situação de 3x3, se dentro de todas as possibilidades existentes a melhor for um passe que coloca a equipa num 2x1, e se o jogador em posse escolhe essa opção, teremos por certo que afirmar que o jogador tomou uma boa decisão.

No fundo, será a solução que coloca a equipa na melhor situação possível.
E situação possível para quê? A que melhor aproxime a equipa do golo.

No fundo, a boa tomada de decisão é um meio para atingir um fim - melhor situação de jogo para atingir o golo

Tenho de concluir que o rapaz eh um visionário, um genio. Eh que ele abdica dos meios para obter directamente o fim. Em vez de colocar a equipa numa situação melhor para obter o golo, o rapaz simplesmente mete a bola na baliza

Marcos Amaral disse...

Chamar as pessoas de burros e idiotas quando não concordam connosco é coisa de garotos. E isto vale tanto para os comentadores que vêm mandar bocas como para os autores do blog.

Marcos Amaral disse...

E já agora, falam das pessoas que comentam sem se dar ao trabalho de justificar as suas opiniões, mas parece que respondem mais a esses do que aos que tentam justificar as suas opiniões e até admitem que possam estar enganados...

Joao disse...

marcos.

a questão da boa decisão, não é qualquer coisa que se discute. quero eu dizer com isso, se não está de acordo com que está escrito, se acha que sim mas nao, ou mais ou menos... é porque nao estamos a falar do mesmo jogo. o LE nao vai estar a discutir sobre um porto vintage e os outros a comentar sobre coca cola. entendeu ?

portanto o caminho é : ou admite que se calhar esteja errado, e poderá começar a tentar perceber o que está escrito, pode custar um pouco ao principio porque foram muitos anos onde foi ingerindo merda que seja da tv, abolas ou ojogos etc... uma pessoa fica cheinha de lugares communs, de clichés. pensa que sabe, mas não sabe nada (tipo bruno pinto).
amigo aprender custa, doí. aprender é um ato de resistencia meu amigo.

como jà disse ao bruno pinto, e eu falo por mim, se quiser fazer um esforço, ser ambicioso, será com muito gosto que estaremos aqui a discutir consigo sobre vintages, agora se preferir continuar a falar da cola e dum jogo parecido com futebol, se faz favor, va pra outro sitio.

jb

Marcos Amaral disse...

OK João, percebi o que quer dizer... se não concordo em absoluto com o que se diz por aqui ou simplesmente tenho dúvidas, a minha opinião não tem valor e deve ser ignorada. Se vir o meu primeiro comentário verá que tentei entender a perspectiva exprimida neste blog e elaborar a partir daí. Só lhe tenho a dizer que quem acha que tudo o que fuja à sua própria opinião não tem qualquer valor e não merece ser discutido não está enganado sobre o futebol, está enganado sobre a vida.

Gito Bastos disse...

Li, para aí algures, alguém que dizia: "Creio que um Mundo cheio apenas de jogadores "bons decisores" será um Mundo de Futebol demasiado robotizado"
Possa!!! (Dá vontade de desistir)
Mas será que haverá futebol menos robotizado que o dos bons decisores? Que são aqueles que agem de acordo com o contexto (posição dos colegas, da baliza, posição do adversário, orientação dos apoios do homem que lhe faz contenção, etc) ???
Haverá futebol mais robotizado que o dos "Quaresmas"? Que são os que agem sempre da mesma forma, independentemente do contexto (é que fazem sempre a mesma, possa!)

Gonçalo Matos disse...

A malta acha que boa decisão é antítese da criatividade.. o que é algo que na minha cabeça nao tem sentido nenhum, já que varrios dos jogadores mais criativos do mundo são também dos melhores decisores.
O mais aborrecido é que há mil e um posts sobre este assunto. Inclusive, lembro-me de um post que analisava o golo do Maradona que tirou mil gajos da frente e fazia-o à luz da boa/má tomada de decisão.. E a conclusão era que a maioria das decisões era boa, visto que o Maradona enfrentava 1x1 consecutivos, com imenso espaço pra driblar para dentro.

José Miguel disse...

Teria todo o gosto em explicar a robotizacao do futebol que eu estava a tentar descrever mas uma vez que nao sou treinador de futebol parece que isso nao me dá o direito de falar por isso vou ficar calado. Passem bem

Pedro disse...

"E a conclusão era que a maioria das decisões era boa, visto que o Maradona enfrentava 1x1 consecutivos, com imenso espaço pra driblar para dentro."

A questão que colocou é se acham que é humanamente possível, nesse tipo de jogadas, em que Messi, Ronaldo, Maradona, arrancam e fintam meia equipa, que o jogador consiga ter discernimento e rapidez de raciocínio para decidir o que fazer antes de cada finta?

Gonçalo Matos disse...

Pedro,
Havia um post aqui ou no posse sobre a percepção que os jogadores tem e a intencionalidade das suas acções. O que acho é que em mtos desses lances em que ha cavalgadas, a maior parte das acções sao instintivas. Mas depois ha umas que vês que nao sao tanto, especialmente quando os jogadores levantam a cabeça pra perceber onde andam adversários e colegas de equipa e nestes casos acho que se trata de uma situação diferente da que descrevi anteriormente.

Gonçalo Matos disse...

José Miguel,

Eu gostava de ler essa explicação

Pedro disse...

Há um golo de Aimar ao Paços de Ferreira em que isso é notório, a cada finta do Mago ele levanta a cabeça, não vê colegas e vai avançando, fintando até que o "obrigam" a rematar e fazer golo.

Mas esse lance ele de facto tem espaço e tempo para pensar e agir.