quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Os melhores que o jogo me deu.

A história do jogo ditou que os dois melhores que o mundo já viu tivessem de se cruzar e construir juntos o maravilhoso futuro do jogo.
E assim foi, durante largos anos, a simbiose perfeita. Messi criava para Guardiola aplaudir.

O futebol pertence aos futebolistas...

Eu quando era futebolista sentia que quando eu tinha a bola nos pés eu é que dominava o jogo...

Nós o controlámos daqui (referência à apresentação táctica que esteve a fazer), e está tudo bem, recebo aplausos. Mas depois o árbitro apita, iniciamos o jogo, e aí "tu pintas quadros"...

O futebol pertence a eles. Nunca, nunca, nos podemos esquecer disso...

Nós os dois ganhamos muito, mas não poderíamos ter ganho tanto sem ele...

Tu podes controlar tudo isto (mais uma vez referindo-se ao que é táctico - trabalho do treinador) mas chegas perto da área, recebe uma bola rodeado de 4 e mete-a no ângulo... Que influência tenho eu nisto?!



Outro depoimento (e que depoimento), aqui.

29 comentários:

Gonçalo Matos disse...

Um senhor, o Pep. Incrível, a sua simplicidade. Todos os dias nos ensina qquer coisa.

Nuno Ribeiro Margarido disse...

Tenho uma pergunta para vocês!
Fiquem a saber que acompanho o blog e leio, assiduamente, todo e qualquer post aqui colocado.

Como dizer que Messi é o melhor do mundo ou o melhor de sempre se o sucesso que tem durante uma temporada que tem é relativizado pela não conquista de títulos? Nomeadamente no que concerne à marcação/criação de golos.
Mas podemos fazer o mesmo exercício para o Slimani e o Montero. Segundo o que vocês dizem, o Montero é muito mais inteligente... mas o Slimani marca golos atrás de golos!

Devo eu aplaudir o futebol inteligente que não ganha títulos e esquecer-me completamente do pragmático que tem sucesso?

(Obviamente que poder unir a inteligência ao pragmatismo e ao sucesso é o quadro perfeito... conseguido pelo Barça de Guardiola)

Bruno Pinto disse...

O que é que define um bom treinador? O que joga um futebol criativo, ligado, organizado; ou o que ganha mais vezes? Na minha opinião, será sempre um misto destas duas componentes.

Jogar como fez o Barcelona de Pep Guardiola e ganhar tudo o que havia para ganhar é a perfeição, o topo, o sonho de qualquer treinador, diria eu. A ideia de jogo do catalão estava escolhida à partida, mas conseguiu ser completamente posta em prática em função da ideologia do clube e de um conjunto de jogadores ideais para isso como Piqué, Xavi, Iniesta ou Messi. Mas será que um treinador que tenta replicar uma forma de jogar idêntica, consegue praticar um futebol atractivo e no fim não ganha nada, fez um bom trabalho?

Por outro lado, um treinador que aposta no 'tudo ao molho e fé em Deus', apela à superação, ao esforço, à crença da sua equipa e, no fim, por diversos factores, consegue vencer, pode ser considerado competente? Jaime Pacheco, que foi campeão nacional no Boavista, alguma vez foi bom treinador?

Jogar bonito e perder não é ser bom. Ganhar apenas suando a camisola não é ser bom. O bom treinador, a meu ver, será sempre aquele que percebe o contexto onde está, adapta, se necessário, a sua forma de jogar, gera uma equipa organizada em todos os momentos do jogo e, no fim, vence. Por isso é que, apesar de já ter somado alguns insucessos e enveredado por alguns caminhos diferentes dos do início da carreira, José Mourinho continua a ser o melhor. Guardiola gerou a melhor equipa da história do futebol (mais ganhadora e um regalo para quem contemplou), mas tem de provar que consegue adaptar-se a outros contextos exigentes, formar uma equipa e vencer aí, para que eu considere o melhor.

;)

PicaretaLeonina disse...

E quem és tu? Já agora, off-topic: o que achas do Binya?

José Moreira disse...

Só nos resta curvar diante de suas eminencias

Bruno Pinto disse...

Como jogador Guardiola foi também soberbo, claramente adiantado no tempo. Foi dele a primeira camisola que comprei.

;)

Anónimo disse...

Excelente pensamento sob jogo da parte de Pep! ... somando muitas coisas que ele vai dizendo sob a sua filosofia de jogo, conseguimos entender bem o porque de tanto sucesso com aquele team (barça) ... o melhor desta entrevista " LEO É O MELHOR DEFENSOR DO MUNDO " concordo absolutamente!

Anónimo disse...

Atenção:

Cuidado com o Bruno Pinto.
Ele vai entrando devagar no blog, como se não fosse nada com ele, e vai conseguir infetar isto tudo. Vai começar a comentar todo e qualquer post, várias vezes ao dia, com as suas palas azuis.
Não é o primeiro blog em que ele faz isto (ver 4-4-2), e é tão perigoso como o Ébola.
É expulsá-lo enquanto é tempo.

de Um amigo.

facepalmjpg disse...

Uma vez decidi visitar o Museu do Holocausto com o Bruno Pinto, mas eu como estava com tiques masoquistas nesse dia, decidi fantasiar-me de Hitler. Entrei, com a minha magnífica camisa castanha e bigode falso, acompanhado do tão excelso parceiro que é o Bruno, quando de repente, os seguranças gritaram apontando na nossa direcção:
"Agarrem aquele gajo!"- vociferaram eles, com ar de que viram a maior catástrofe do mundo - "Hoje não escapas, vais aprender uma lição!"
Tal não foi o meu espanto quando agarraram no pobre Bruno Pinto e desataram à pancada a ele, gritando "Diz outra vez que era o Matthaus quem estava a marcar o Maradona, ó palhaço" ou "Então, Monsieur Homais, com que então já gostas do Guardiola?", até chegando a coisas horríveis como "Pior que tu, só a besta do Alexander Sweden". Foi uma algazarra tal que até visitantes ao museu se juntaram à briga, incluindo um sobrevivente de Auschwitz que garantia a pés juntos preferir enfrentar a Shoah de novo do que ler outra vez comentários do Bruno Pinto. O curador do museu chegou e atestou à plateia incrédula com o que se estava a passar que Bruno Pinto percebia tanto de futebol como Josef Mengele de medicina. Minutos depois chegou a polícia e escoltou o meu excelso compincha até à esquadra, com o intuito de ir para o tribunal em Haga para responder a crimes contra a humanidade.
Incrédulo e estupefacto, fiquei pregado ao chão vários minutos com a boca aberta com o que acabou de se passar. Um dos seguranças que agrediu barbaramente o Bruno disse-me "Camisa castanha é um tanto ou quanto abichanada, pá, isto aqui é um museu, não é um bar gay." Lição aprendida. Nunca mais entrei fantasiado num museu.

Anónimo disse...

as coças ao bruno pinto no entredez são épicas lolololol

vao ser precisos muitos nos de lidl para as fazer esquecer

Anónimo disse...

Coças lembro-me eu bem de uma que o bruno pinto deu ao nuno sobre o que era nato e inato. o nuno era tao senhor do que dizia que nem se apercebia das contradições constantes no discurso. o bruno pinto até pode nao perceber nada de bola, mas não se metam com ele que ele é mais inteligente que vocês todos juntos.. acreditem. lol

facepalmjpg disse...

De repente parece que escrevo de forma parecida ao nuno do entredez. será que somos a mesma pessoa?

Anónimo disse...

PEPE (Portugal/Real Madrid): Um central de eleição, que se deu a conhecer ao mundo no FC Porto e hoje brilha a grande altura na galáxia madrilena. Com uma compleição fisíco-atlética invulgar, é rapidíssimo (o que permite à sua defesa jogar mais subida no terreno) e muito agressivo. A sua capacidade de antecipação permite-lhe recuperar bolas sem fim. Adora subir no terreno, contando para isso com boa capacidade técnica, ao mesmo tempo que põe em prática frequentemente a sua apetência para facturar nos lances de bola parada. Formaria com Piqué a minha dupla de centrais de sonho

http://paixaodofutebol.blogspot.pt/2011/01/onze-de-sonho.html

facepalmjpg disse...

Pah também não queiram implicar com tudo e mais alguma coisa. Tirando a parte do central de eleição, o gayzola não disse mentira nenhuma.

HerrKommandant disse...

O Guardiola sempre foi um visionário, o Messi é simplesmente o melhor do mundo. Esta simbiose entre os dois foi das melhores coisas que aconteceu ao futebol mundial. E mesmo agora que já não trabalham juntos, o Guardiola continua a ser um treinador que pensa o jogo como poucos, e o Messi continua a ser o melhor do mundo. Daqui a muitos anos serão lembrados por todos por terem marcado a história do futebol mundial.

Anónimo disse...

facepalmjpg,

Para que serve essa conversa de bosta, que nada tem a ver cm o post, em que insultas uma pessoa sem sentido nenhum, que veio dar a sua opinião como os outros e até ver não foi mal educado cm ninguém?? Não sejas ridículo ou então volta para a escolinha e vai fazer birra com os coleguinhas de turma. Ele há com cada personagem patética...

Sobre o post, mais do mesmo, Guardiola é único, o maior visionário da história do jogo. E o testemunho do Henry... priceless.

Anónimo disse...

Adoro quando me apagam os comentários... Algum critério em particular ou só publicam os que interessam?

Anónimo disse...

Sempre que falam do Jaime Pacheco como treinador do Boavista e o campeonato que ganharam, discutindo a sua muita ou nenhuma competência ou mérito, parece esquecerem-se, ou nunca souberam, que a agressividade dentro do campo não nascia apenas do Jaime Pacheco mas também de outros factos exteriores ao jogo, para além dos árbitros para quem tem boa memória, mas também dos químicos que naquela altura eram bastante populares. Algo que o Jaime Pacheco estava farto de saber (perguntem-lhe como conseguiu uma precoce careca aos 25 anos). Só para quem tem boa memória.

facepalmjpg disse...

Reconheço, fui um idiota, o homem tira-me do sério e vem ao de cima o meu lado estúpido. Não voltará a acontecer. Peço desculpa ao blog. Falemos de futebol.

R.B. NorTør disse...

Tentando voltar ao tópico...

Estou longe de perceber o que vocês percebem, mas acho que a frase do Pep sobre a recepção e golo no meio de 4 traduz de forma deliciosa aquilo que é o Barcelona. O Messi por si só não faz uma equipa, mas caramba ajuda e de que maneira ter um tipo daqueles na equipa.

Não sei bem a que situação o Pep se referia, mas para mim ficou-me na retina aquela supertaça de Espanha em que o Real do Mourinho manietou o Barça como quis... exepto no que Messi fazia. Cada vez que o tipo atirava, golo certo.

Não sei se o Pep é o melhor de sempre, mas Messi... Há um futebol "com" Messi e um futebol "sem" Messi. E isso para tipos ignorantes como eu faz toda a diferença!

Anónimo disse...

Bravo Gonçalo.. entendi perfeitamente o teu comentário.. eu sou o anónimo das 16.16
:)
Obrigado e um abraço


Gonçalo Matos disse...

Anónimo,

Leva a taça. Não tenho tempo pra malta que só quer destabilizar.
De nada e volta sempre.

Ricardo Perna disse...

Apenas porque também sou admirador: http://www.maisfutebol.iol.pt/internacional-alemanha-bayern-espanha-guardiola/544018fb0cf2dda3ef1a140f.html

Não sei quando o livro chega a Portugal, mas só este excerto abre o apetite: O Barça não fez tiki-taka. Isso é invenção. Não acreditem nisso. Em todos os desportos coletivos, o segredo é sobrecarregar um lado do relvado para que o adversário ajuste a sua defesa. Sobrecarrega-se um lado, atraímos o adversário para lá e eles deixam o outro lado fraco. É por isso que vocês tem que passar a bola, mas com essa intenção clara. É disso que o nosso jogo precisa. Nada a ver com tiki-taka.»

Dennis Bergkamp disse...

@Ricardo Perna,

Ando de volta do Herr Pep. Não sei quando chega a Portugal, mas compras bem baratinho em versão digital na amazon.

É mais um grande livro do Marti Perarnau para juntar ao Senda de Campeones.

O "menino" teve a oportunidade inacreditável de acompanhar o 1º ano do Guardiola no Bayern, viver o dia a dia com eles e conversar sobre tudo e sobre nada para poder fazer este livro. Só por isso é imperdível.

A escrita do Perarnau é super simples e clara. Mesmo em espanhol =)

Aza Delta disse...

Boas, só para avisar que foi feita referência elogiosa no jornal record de hoje, (17 de outubro), numa crónica do Daniel Oliveira, na última página.

Pensei que gostassem de saber.

Aza Delta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aza Delta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paolo Maldini disse...

obg asa delta

Anónimo disse...

Grande entrevista do melhor de sempre com o Gary Neville.