segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Di Maria

Depois de setenta e cinco milhões, e de um arranque em grande estilo, Van Gaal parece começar a perceber as limitações da antigo extremo do Benfica. É um jogador fortíssimo a conduzir a transição ofensiva, pela facilidade com que se livra da contenção, e velocidade de condução da bola. Tem atributos técnicos interessantíssimos, mas é mais um que vê a qualidade do seu jogo limitada às acelerações de que vive. É um extremo como Jesus gosta. Desequilibra com espaço, explode sem temporizar, joga na vertigem.

"Ele teve muito pouco espaço e é um jogador de fintas, mas às vezes não se pode fintar e é necessário fazer passes. E o Di María não é um futebolista que queira passar a bola quando ela lhe chega aos pés"

"Nesta partida, a equipa precisava de fazer um jogo de passes e não de dribles. Por isso é que ele perdeu a bola tantas vezes. Isso não foi nada bom para o equilíbrio da equipa"

O que Van Gaal critica em Di Maria e o que lhe valeu tantos pontos no início estonteante do argentino, quando tudo saia bem, chama-se tomada de decisão. Chama-se jogar de acordo com o contexto. Chama-se perceber quando, e como, é que se deve colocar os fantásticos traços individuais ao serviço do colectivo. Di Maria, não percebe que com pouco espaço deve utilizar os colegas para progredir, para aproveitar outras zonas do campo menos povoadas. Não percebe que, com pouco espaço a margem de sucesso do seu jogo (drible) diminui de forma drástica. E com isso parece ter prejudicado a equipa de tal forma, que leva o seu treinador a fazer tais críticas.

Os especialistas dirão que o treinador deve preparar a equipa para as perdas de bola do argentino, porque as suas acções individuais mais tarde ou mais cedo acabam por beneficiar o colectivo (aquilo que se diz sobre Jesus, com Sálvio e Gaitan). Eu digo que nenhum colega é capaz de correr tão rápido quanto eles, para que quando ficam atrás tenham possibilidade de acompanhar quem acelera constantemente desta forma. A equipa recupera a bola, solta neles, eles vão para cima sem dó nem piedade, e os restantes colegas ainda a tentar adoptar o melhor posicionamento face ao novo contexto e esse mesmo contexto se volta a alterar, por mais uma perda de bola. E mesmo que conseguissem, valerá pedir aos outros sete o quadruplo do desgaste a que estão habituados, para proteger tais acções? Ou será que os jogadores em questão deveriam ter obrigação de perceber o contexto, temporizar, esperar que a equipa chegue e crie uma rede de apoios (coberturas) que permitam uma recuperação mais eficiente das acções de risco? E existindo essa possibilidade, como é que se ensina um jogador com 15 anos de sucesso em cima de uma forma de jogar, que há mais para lá do que sempre fez com o seu futebol?

29 comentários:

PedroF disse...

Coitado, nem sabe no que se meteu. Agora que se aguente à bronca com ele e com menos 75M€ na conta do clube.

masterzen disse...

Grande Post Baggio.

Este post podia ser para o Jorge Jesus também,na parte dos elogios porias grande técnico no processo defensivo com um grande trabalho no potenciar jogadores.
Na parte que falas em que ele deveria ler o contexto do jogo para passar ou fintar, podias colocar, se o Jesus lê-se o contexto das competições e percebesse que partir a equipa jogando na vertigem esperando que os jogadores da frente tenham um lance de génio normalmente no 1c3 ou 1c4 não dá para jogar na liga dos campeões pela qualidade e posicionamento adversário mais racional no meio campo.
No fundo estamos a falar de dois talentos cada um na sua função com uma incapacidade gritante para se adaptarem ao contexto de elite, sobrevivem porque são de facto dois génios, autistas mas génios.

Coti disse...

Nunca me vou esquecer do dia em que me disseste: Di María será top-3 mundial. Agora, fora do Real, não creio que isso seja possível..

Roberto Baggio disse...

Coti... ahn?!
Deves estar a confundir-me com alguém!

Duarte Palha disse...

Gaitan e Salvio no mesmo saco?? Por favor não...

GV disse...

Post muito interessante!

É curioso como a este nível se faz um investimento brutal aparentemente de forma incauta.

Por um lado até entendo que não tenham observado de forma consistente a evolução e desempenho do Di Maria no Benfica, por outro lado é estranho que se avance com 75M€ sem esmiuçar o contexto das boas performances no Real, aparentemente menos vertiginosas devido ao posicionamento e ao coletivo, não podendo ser facilmente replicáveis no MU por todas as diferenças que tem.

Concordo tb em parte com o comentário do masterzen; este post aplica-se tb ao JJ q deveria à partida ler melhor certos contextos (jogos) e procurar adaptar-se desde logo melhor a eles.

Cumps,

André Pataco disse...

A pergunta com que acabas é incrível. Resume tão bem a dificuldade que um treinador que perceba realmente do jogo tem em transmitir esse conhecimento aos jogadores. Para o jogador mudar é preciso que, para além da inteligência, tenha também uma maturidade emocional, humildade e capacidade de autocrítica enormes que poucos, muito poucos jogadores, têm como seres humanos.
É por isso mesmo que duvido que o Salvio alguma vez venha a mudar o seu padrão de decisão e que o Bébé venha a aprender alguma coisa sobre o que é jogar futebol!

Miguel Pinto disse...

Estas afirmações do van Gaal que transcreveste acabam por também revelar algum desnorte de sua parte. Entendo tratar-se de alguns reparos de circunstância ao jogador. O que será grave é o treinador afirmar que, apesar de Di Maria ter várias opções de passe, escolhia invariavelmente o drible para resolver os problemas que lhe apareciam durante o jogo. Inclino-me mais para a hipótese de van Gaal estar ainda sobre os efeitos devastadores da pobre imagem que a Holanda deu no Mundial comparando-se o futebol apresentado com o de outras que a antecederam. Pelo andar da carruagem ainda iremos ouvi-lo dizer que o De Gea não serve para o Man United e que o Roberto é que é bom.
Mas mesmo que ele tivesse razão nas críticas que faz (com as quais não concordo) deveria tentar perceber que neste momento ou contexto da equipa o que ela não consegue fazer com qualidade é precisamente a gestão dos ritmos a que se predispõe porque não é uma equipa equilibrada nos seus sectores, logo a instabilidade verificada na coesão das suas acções colectivas ser determinante para a carreira que tem vindo a fazer neste campeonato.
Ora se Di Maria seguir à risca aquilo que o seu treinador lhe pede talvez seja melhor colocar o Valencia no seu lugar ou então chamar o Ola John (aposto que seria mais depressa titular com o van Gaal do que com o JJ) porque tirar aquilo que Di Maria pode dar ao jogo em troca da mecanização do mesmo é puro lirismo ou, se quisermos, um estrondoso tiro no pé.
Em relação ao teu último parágrafo é sempre subjectivo afirmar-se que as acções individuais poderão ser a causa dos desequilíbrios colectivos defensivos.Tudo dependerá da qualidade dos jogadores, do sucesso das suas acções, do contexto em que elas surgem, da leitura do mesmo contexto, etc.. O Real Madrid será, tanto quanto percebi o que escreveste, a equipa que melhor personifica esse tipo de accções porque possui de facto jogadores que encarnam na perfeição esse tipo de jogo e desse modo já não fará muito sentido ficar à espera que os colegas possam dar cobertura ofensiva ou que tenham tempo para o fazer. Perder-se-á porventura a vantagem conquistada até esse ponto. Como é que os jogadores compreenderão essas diferenças? Penso que será mais difícil para alguns treinadores, tipo van Gaal, aceitarem que também eles precisam de fazer reciclagens periodicamente para não acusarem fadiga mental. Os jogadores apreendem tudo, o bom e o mau. O que faz a diferença para melhor será a forma de fazer passar a mensagem. Mas, claro que existem sempre uns BALOTELLIS por esse mundo fora...

Abraços

Paolo Maldini disse...

Baggio, sobre o Coti. É para mim! O Coti foi um avançado mttt inteligente que eu tive :) Abria espaços e fazia brilhar os extremos. Verdade ou não, Coti?

Disse-lhe aquilo nos primeiros meses de Di Maria no SLB (2006 ou 2007 para ai, ainda nem havia blog), na altura suplente do Cebola (lol). Não andou lá mt longe Coti. Conseguiu estar no top 3 de transferências e jogar no teu Real Madrid e agora Man Utd!

grande abraço

Coti disse...
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Unknown disse...

Este post ajuda a explicar porque é que Simão Sabrosa, não tendo uma carreira ao nível do Di Maria(ao nível dos clubes por onde passou e até na selecção), foi muito mais influente no Benfica.

Creio que a mesma analogia se pode fazer entre Luisão e David Luís. Ganha sempre quem tem melhor tomada de decisão.

Em relação a Salvio, creio que falta sempre mencionar um aspecto que o torna diferente de quaresma, Di Maria... Salvio é super agressivo a defender. Cumpre os posicionamentos que Jesus lhe pede e é ajuda preciosa mesmo sem bola.

Pedro disse...

O Van Gaal tb já bateu no Van Persie. Vale o que vale.
Di Maria tem levado o United ao colo e irá continuar a levar.

Paolo Maldini disse...

Coti, transcrevo o teu comment sem o meu nome, ok? :) prefiro assim

"Grande mister! Afinal tas por cá. Obrigado pelo elogio ;) foi contigo que aprendi a ser inteligente. A vontade estava lá toda, só faltava era a técnica!! Hahahha
Não esteve longe não o Di Maria do top 3. De facto, se não tivesse saído do RM este verão, tendo ganho a champions e chegado a final do mundial e tendo sido decisivo em ambas as competições, poderia até ter entrado nos 5 melhores para a bola de ouro. Mas pensó que a sua saída do RM mudou isso. Saiu de estilo Robinho, a bater o pé, e as pessoas lembram-se disso. Tenho pena, perde muito o Real Madrid, mas mais perde ele.. Pelo menos por agora.
Ainda sobre este tema, Ancelotti ontem numa entrevista deixou uma frase sobre o Di Maria numa rádio espanhola, que vai ao encontro das palavras de Van Ayala e a qual transcrevo: “Se debe pensar antes de decir que James puede sustituir a Di María porque son jugadores muy distintos. Di María rompía los partidos con esa energía que tiene, pero también a veces perdía el control, perdía pases importantes...”.

Grande abraço mister!"


grande abraço mesmo!

Pedro Manuel Anastácio disse...

É bom que se se diga que o treinador que escolha um jogador como Di Maria que decide sempre dando enfase ao "como eu consigo fazer" esquecendo do "o que posso dar à equipa" tem de acima de tudo criar uma estratégia que valorize um estilo peculiar....neste caso, como fez JJ na sua 1ª época com Di Maria.

JJ na sua 1ª época adoptou um estilo peculiar, com um meio campo assente em dois pilares fisicos bastante distintos Javi e Ramires, um imponente fisicamente e agressivo o outro um velocista com uma resistência fisica anormal, JJ fazia Javi defender a zona central e descair sobre a esquerda para compensar as subidas de Coentrão e de Di MAria, Ramires defendia inicialmente sobre a direita e derivava para meio para compensar a saida de posição do Javi, Saviola baixava nesta altura para a zona onde habitualmente está o Extremo e Aimar funcionava como pivot, Di Maria e Cardozo não defendiam, JJ tirou-lhes essas amarras propositadamente para poder ter sempre 2 homens efectivos no ataque.

Neste Manchester, na minha opinião a Van Gaal dava jeito incialmente ter um trinco mais posicional, um homem que funcione como pivot defensivo depois, lançaria como falso interior direito Felaini ou até Valência, na frente desta dupla apostaria em Mata com mais liberdade para "pensar o jogo" na esqerda Di Maria a funcionar como o acelerador de jogo, depois os 2 homens de ataque na frente como Cardozo e Saviola neste caso Van Persie/Falcão como avançado centro e como 2ºavançado/falso extremo Rooney.
Num esquema assim é priveligiado o ataque em velocidade, são retiradas as amarras táticas a Di Maria e a Van Persie mas ao mesmo tempo estes passam a ter um papel crucial na movimentação da equipa que passará a mover-se em função do jogador que recebe a bola na frente ao invés do jogo mecanizado.

Di Maria com Van Persie mais efectivo na frente passa a ter um jogador alvo, tal como Van Persie com Rooney descaido sobre a direita, Di Maria a encher a esquerda e o Mata perto de si, passa a ter então 3 homens de elevada criatividade e com poder de fogo tudo em zonas ligeiramente mais recuadas em relação a si (claro que depois tudo depende tb do contexto do jogo e da jogada).

Di Maria precisa de um jogador Alvo na frente que esteja fixo, no Benfica era Cardozo, no Real não havia um avançado fixo per se havia sim uma zona onde apareciam Benzema e Ronaldo e era essa zona que Di Maria tinha como alvo.

A decisão do Di Maria é simples recebe bola e/ou passa logo ou avança para 1v1 tendo sempre como alvo ou uma posição especial no campo ou um jogador definido táticamente, é um jogador de improviso que decide sempre em função do "EU"

Bruno JSM disse...

O Van Gaal certamente conhecia o Di Maria antes de gastar 75k nele. Contratou-o porque ele se adequava ao seu modelo de jogo (o inicial) ou estava a penar molda-lo? Bem, se calhar um bocadinho de ambos. Até porque ficou com o Valência e dispensou o Nani :D

rochacj85 disse...

Excelente post!

Gonçalo Matos disse...

O jogo do di Maria ficaria mecanizado se passasse a bola? Se jogasse de outra forma? Eu acho que agora é que esta super mecanizado. É correr, fintar e centrar/rematar. Toda a gente ganharia com a alteração do jogo do di Maria. Nao se trata aqui de matar a sua força na transição, mas sim de conseguir que ele perceba quando é vantajoso faze-lo e como fazê-lo para ter o maior sucesso possível.
O que o van Gaal diz, para mim, tem todo o sentido. O problema do van Gaal, é que ha mto poucos jogadores que percebam quando fintar, quando passar, quando temporizar. No man u tinha no inicio da epoca o Nani, o kagawa, o Herrera, o Mata e o Rooney, pelo menos. E eu pergunto, quantos destes jogam e contam pra si, mister van Gaal?
Ha aqui um contra senso mto grande de van Gaal e a culpa nao é do di Maria.

Miguel Pinto disse...

Di Maria não entende o jogo? Não sabe quando deve passar e quando deve conduzir ou driblar? Mas alguém VIU o jogo? O gajo teve 2 más decisões durante os 70 minutos e o van Gaal aponta-lhe logo o dedo? Só se quiser desviar as atenções dos críticos. Não podemos é cair no erro de rotular um jogador de ser fraco na tomada de decisão se na maioria das suas acções individuais e colectivas ele prova o contrário. Porque é que ele não falou do Fellaini, do rooney ou do van persie? Haja paciência para esses iluminados...vamos ver no final da época o que lhe irá acontecer.

Abraços

Gonçalo Matos disse...

Não vi o jogo. Estou a criticar o padrão normal de acções do di Maria que é o aspecto menos forte do sei futebol. Ou achas realmente que o di Maria é forte a decidir e é um jogador capaz de perceber qual a melhor acção na maioria dos contextos? Eu so me recordo de di Maria a acelerar o jogo, ir pra cima, procurar a vertigem, como diz o JJ. Como nao percebi se era pra mim, podes especificar o que queres dizer com 'iluminados'?

olhosnabola.com disse...

O sucesso dos reds dependerá de como aproveitarem o seu melhor jogador, claramente Di Maria. Visitem o nosso Estádio olhosnabola.com

Miguel Pinto disse...

Gonçalo Matos, os iluminados a que me refiro são obviamente os treinadores como van Gaal que à falta de melhores argumentos sacodem a água do capote e vai daí há que entreter os críticos com meia dúzia de alarvidades. Não me estava a referir nem a ti nem aos demais comentadores. Uma coisa que aprendi ao longo destes anos todos foi respeitar as convicções das outras pessoas, mesmo se não concordar com elas.
Na minha opinião não passa nem nunca passará por jogadores como di Maria nem a solução nem a causa dos problemas da equipa. É muito redutor esse tipo de análise. Poderá não ser top na tomada de decisão mas não é um calhau com 2 olhos!
É difícil tentar quantificar percentualmente os jogadores nessa propriedade mas acho que ele tem evoluido nos últimos tempos.
Por exemplo, o James no ultimo jogo teve um passe desastrado que redundou em golo para o Rayo e no entanto não deixa de ser bom na tomada de decisão. Não concordo com aquilo que van Gaal afirmou porque 80% das decisões do di maria foram boas e outros houve que mais uma vez não o conseguiram acompanhar (rooney, van persie) porque o tipo de jogo implementado não potencia as suas características.
Já agora veja-se a titulo de curiosidade o jogador com mais assistencias para golo, talvez seja o ...do maria, não? Mas isso não deve ser importante...

Gonçalo Matos disse...

olhosnabola.com

Pra mim, o melhor jogador deles continua a ser o Rooney. Por tudo o que acrescenta à equipa em todos os momentos do jogo.

Andre Lopes disse...

Vi o jogo e sim, o Di Maria teve de facto algumas decisoes que nao lembra a ninguem. Por duas ou tres vezes cruzou a bola a meio do meio campo ofensivo directamente para o segundo poste, nao havendo nenhum companheiro por lá.
Existe de facto um padrão muito mecanizado no jogo do Di Maria, como alguem aqui referiu antes "corre, dribla, cruza/remata". Obviamente que faz estes movimentos muitíssimo bem, nomeadamente o corre/dribla. Precisa de um contexto favoravel para retirar o melhor deles, e se ele nao consegue entender isso terá de ser o treinador a entender. Ou muda o jogador ou muda a equipa.
Parece-me a mim que o Van Gaal anda um bocado perdido. Ja mudou varias vezes de sistema e a equipa apresenta um nível de jogo fraco, na minha opiniao. E isso tem reflexo nos jogadores, obviamente que o melhor de cada um só vem ao de cima quando o colectivo funciona.

Blog de Portugal disse...

Eu não vi o jogo do Man Utd, mas penso que o maior erro é do van Gaal.

Apesar de o Di Maria não custar 75milhões (pois com previsões de venda de camisolas e outras publicidades custa muito menos na realidade), o investimento é sempre avultado, nem que seja apenas pela imagem para a opinião pública.

Quando se contrata alguém por 75M, ou se tem muito juízo, ou dá alguma cagada, como está a acontecer.

Quem é que vai gastar 75M do patrão sem ter noção a 100% do que está a fazer? Na contratação, o Di Maria já tem que estar conhecido em todos os seus pormenores, de jogo e fora dele.

E no jogo, se nem sempre decide bem (mas pelo que já li, parece que não é bem assim), isso já devia estar previsto e já devia haver preparação para isso, de alguma forma. Estas críticas só evidenciam que isto é algo inesperado, o que não pode acontecer a este nível.

Ponham-se no lugar dos donos. "Meu caro, andas a gastar 75M num gajo para depois dizeres que tem que passar e não fintar? Contrata é gajos que já te façam o que pedes, se queres passar cá o Natal!"

E nem entro pela questão de uma equipa daquela dimensão não ter ninguém de TOP TOP do meio-campo defensivo para trás...

Gonçalo Matos disse...

Miguel Pinto,

Concordo com as tuas criticas ao van Gaal, Ele manda sempre areia para os olhos da malta.

"Não concordo com aquilo que van Gaal afirmou porque 80% das decisões do di maria foram boas e outros houve que mais uma vez não o conseguiram acompanhar (rooney, van persie) porque o tipo de jogo implementado não potencia as suas características."

Como eu e mais alguns veem o jogo, se não tens colegas que te acompanhem quando aceleras, então não tem sentido tu acelerares. Não tem sentido tu pores-te numa situação de inferioridade e sem apoios só pq consegues correr mto. Pra mim é esse o maior problema do di Maria.
Quanto à questão das assistências, é normal que tenha mtas no contexto em que estava. Quantas dessas assistencias foram finalizações dos seus colegas que não estariam ao alcance de jogadores normais?

E como treinador, passarias a jogar em transição, só para potenciar o di Maria? Imagino que se o Utd fizesse isso, com as dificuldades defensivas que têm, iam passar bem pior..

Miguel Pinto disse...

Gonçalo Matos, o que eu quis dizer é que neste ultimo jogo mais uma vez o onze escolhido não potencia as características dos seus melhores jogadores e não só as do di maria. Já desistiu do 3-4-3, do 3-5-2, já experimentou o 4-4-2, agora está com o 4-1-4-1 (mais ou menos isso) e ainda não irá ficar por aqui. Vi meia dúzia de vezes o van persie a receber bola no ultimo terço do campo em ataque organizado virado para a linha lateral sem cobertura ofensiva. É de chorar por mais!!!
Rooney é competente mas...e o resto? É com o pesudo do Fellaini que irá ter sucesso num 2x2, numa simples tabela? Talvez se lá estiver o Mata...
André Lopes, um dos cruzamentos que foram para a terra de ninguém, para lá do 2°poste aparentemente foi despropositado não fosse dar-se o caso de estar lá por perto salvo erro o Januszas que se em vez de ter ficado a coçar a micose desse corda às suas nike ficaria possivelmente isolado com o gredes. Foi por volta dos 30 minutos da 1a parte se não estou enganado. Mas sei que no estádio a perspectiva poderá ser diferente.

Abraços

Ricardo Sala disse...

Nem de propósito:

"Di María é quem erra passes mais frequentemente.

Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid, justificou na quarta-feira a saída de Ángel di María do clube com o facto de o jogador «perder o controlo por vezes e errar passes importantes».

Essa tendência parece acompanhar o internacional argentino em Inglaterra, uma vez que, de acordo com o jornal Mirror, o antigo jogador do Benfica possui a maior percentagem de passes falhados do plantel do United.

Com uma média de passes falhados de 20,9 por cento, Di María erra quase um passe em cada cinco tentativas.

Maior percentagem de passes falhados no Manchester United:

Ángel Di María, 20,9%
Adjan Januzaj, 17%
Radamel Falcao, 16,3%
Wayne Rooney, 16,2%
Luek Shaw, 15,8%"

Estranho os colegas não o perceberem, mas perceberem-se uns aos outros...

Miguel Pinto disse...

Ricardo Sala, nem de propósito, "Kobe Bryant tornou-se o jogador da história com mais lançamentos falhados"! Notícia do record de hoje.
Michael Jordan aparece em sexto, valha-nos isso...
Estranho os colegas não o entenderem mas pelos vistos também não o estranham...

Abraços

Pedro Manuel Anastácio disse...

Ricardo Sala

Tenta retirar não só essas stats mas tb a de numeros de passes feitos, ou seja, tenta verificar quem faz mais passes ou pelo menos tenta....depois sim podes entrar pelo campo de quem erra mais..

Porque se um jogador tenta mais vezes passar a bola tb está mais sujeito ao erro

Por exemplo na 1ª época de JJ Aimar e Di Maria tinham o maior numero de tentativa passes mas tb tinham o maior numeros de passes falhados enquanto que por exemplo o Martins tinha menos passes efectuados e tinha muito menos falhados..