quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Não seria futebol

Caro professor Pedro Adão e Silva,

Em primeiro lugar, muito obrigado pela referência ao Blog na sua crónica ao Jornal Record.

Em segundo lugar, muito obrigado por ter explanado de forma quase perfeita a crítica que se faz ao Salvio.

Por último, respondendo à sua questão - "Mas o que seria do futebol sem o atrevimento serpenteante de jogadores como o Salvio?" - não seria futebol.

O Salvio, e deixe-me reforçar aqui os fantásticos atributos individuais, não possui o mais importante deles todos: a percepção de quando deve forçar os 1x2, 1x3, e por vezes 1x4. Inteligência. Por vezes, em muitos jogos, num jogo, será imperial ele forçar essas situações, porque está sozinho e abandonado no ataque, porque a equipa não consegue encontrar espaços e ele com essas acções abre espaços aos colegas, para meter o adversário em sentido, quando não tem tempo nem espaço para tirar a cabeça do chão (por diversos motivos, mau passe do colega, mau estado do relvado, pressão forte do adversário, etc).

Sobre uma discussão que tive ontem com um amigo acerca de um jogador meu, driblador por natureza:

EU - Preciso de arranjar energia para ajudar este puto. Não o quero perder. Acho que vai ser o melhor deles, se aprender...

Amigo - A probabilidade de ele não aprender e vir a ser melhor que os outros é alta na mesma, lol. Um gajo quando já é o melhor a fazer mal... Imagina a fazer bem lol

EU - Tenho outros que o vão ultrapassar se ele continuar a jogar sozinho. Ele no treino é o melhor, mas não o é em jogo. No treino marca 10, no jogo zerozero... LOL

Amigo - Se treinasses num clube chamado athletic club de espana, talvez. em Portugal ninguém quer saber disso. lol. Ou melhor, poucos querem saber. Vais ter que o desmontar passo a passo, porque sempre que ele puder vai fugir para isso. Tens de camuflar as acções até que aquilo faça parte do modelo de decisão dele. Esse tipo de putos só entende a fazer.

EU - Sim. Como disse, já falei muito com ele. Tentei pelo caminho do entendimento. E sei que tudo isso funciona com experiência, com prática. Mas a experiência e a prática viciam... e esse é o meu medo. Depois nem dar para um,nem dar para outro.
(...)
Amigo - As vezes o tratamento tem que ser de choque. Mas com o tempo depois passa.

Eu - Não gosto de obrigar. Já o fiz antes e não gosto. Até porque não quero que ele perca o que tem de melhor.
(...)
Amigo - Se tiver perdido o resto vale do mesmo. Jogadores de dois toques há aí ao magotes e com mais experiência, com menos erro, portanto.

EU - Mas eu sei disso. Eu adoro putos fortes individualmente. Por isso é que nunca quero que percam isso. esses, afinal, é que vão ser os melhores do mundo.

Amigo - Claro. Mesmo quando olhas para aquele barça de antigamente não vias ali quase ninguém que não fosse capaz de ir embora. Não era só toque.

EU - Exacto.

Amigo - Não forçavam, e aí era a diferença. Mas fds todos eles iam embora quer com ela, quer em apoio, quer em ruptura.

EU - Ali 1x1 era imperial. Por isso, também, é que ninguém lhes sacava a bola.

Isto tudo para que perceba que, ninguém mais do que nós aqui no blogue aprecia jogadores com qualidades individuais marcantes, como Salvio. Mas apreciamos ainda mais jogadores como Brahimi. Porque o Brahimi percebe quando é que pode forçar e ir para cima, e quando é que deve fazer a bola circular para os colegas. Afinal de contas, são os "Brahimis" com o seu atrevimento serpenteante, mas com a percepção dos momentos para serem atrevidos, que vão ser os melhores do mundo.

Para quem não teve oportunidade de ver no facebook, aqui fica a resposta ao professor.

45 comentários:

Gonçalo Matos disse...

Começo a achar que a coisa mais dificil de conseguir transmitir à malta é que nem todos os gajos que tiram 4 jogdores da frente são igualmente bons.

Em relação ao drible, o drible é uma ferramenta para criar desequilibrios no bloco do adversário, como o é um passe. Há contextos em que um passe retira 4,5, 6 jogadores de um lance, mais facilmente que um drible. Isto é uma das coisas os miudos têm dificuldade em perceber.. Conseguem compreender o valor de um passe que deixa o colega em 1x0, mas não conseguem perceber a qualidade de um passe que deixa a equipa em 3x3 em vez de 4x6.
Se calhar o caminho pode ser por ai. Explicares não só a importancia de saber driblar, mas também a beleza que há num passe.

Paolo Maldini disse...

Um grande bem haja ao Professor Adão Silva. É um orgulho que leia o que escrevemos.

Roberto Baggio disse...

Grande Gonçalo :)

Artur Semedo disse...

acrescentaria, ou melhor, reforçaria, se me é permitido, que o que leva, pelo menos em parte, e do lado da maioria dos contempladores de futebol, à incapacidade de destrinçar um driblador inteligente dos que driblam por vício é a forma como se entende um jogo: em vez de um fluxo contínuo de acontecimentos que influem necessariamente nos ulteriores e que são influídos pelos anteriores, considera-se que cada momento vale por si, é princípio e fim. por isso, apoia-se um jogador que tente sempre a solução individual, pois se acredita que, ao fim de x tentativas, uma há-de ter proveito, mesmo que as restantes provoquem o efeito contrário, isto é, prejuízo para a própria equipa. pelo outro lado, se um jogador decidir parar e passar para trás, para que a equipa possa tentar outra coisa, o que fica é apenas que - "passou para trás" - sem se perceber que foi esse passe aparentemente banal que permitiu o passe que permitiu o passe que permitiu o passe que permitiu ao tipo do outro lado do campo ficar 1x1, fintar e marcar. resultado: o que fintou e marcou é aplaudido, o que passou para trás será criticado por não fazer como o que marcou.
resumindo, as pessoas anulam as relações causa-efeito, em prol da necessidade de qualquer coisa imediata que julguem ser capaz de aproximar mais rapidamente a equipa do golo.

brahimi <3

Pedro Adão e Silva disse...

se me voltam a chamar professor, deixo de ler o vosso blog. eu é que aprendo aqui. abraços e obrigado pela resposta (com a qual, na verdade, concordo no essencial)

Hélder disse...

Sinceramente, ja começa a tardar a adaptaçãoo do Sálvio a Lateral Direito.

Paolo Maldini disse...

só vi a 2a parte. Em 20 bolas que o Salvio tocou 16 ou 17 devem ter ido para o Zenit. Inacreditável.

Mg disse...

Já que também já se fala de Champions por aqui, que dizer do histórico de participações do Benfica com JJ ao leme, mesmo considerando que, no global, tem sido melhor que em períodos anteriores?

Não consegue, grosso modo, passar a primeira fase porque os adversários são melhores, porque falta sorte, porque na Champions se tem que redobrar cuidados e reforçar meios-campos, ou por outro motivo qualquer (eventualmente, a conjugação destes todos e mais um ou outro)?

Para consumo interno serve e lá para fora não (pelo menos, não para um nível de Champions)?

Mg disse...

"mesmo considerando que, no global" das competições europeias, entenda-se.

João disse...

Mg, penso que é mais uma questão do momento da equipa 1ª fase da época vs 2ª fase.

Quase todos os anos, o Benfica precisa de fazer ajustes com contratações, saindo elementos cruciais. Mesmo o ano passado, que aguentou muitos jogadores, tenha sido por trauma psicológico ou por adaptações do modelo, o Benfica só a partir de Novembro é que esteve mais sólido.

Penso que o Benfica da 2ª metade de 2012/13 e 2013/14 passaria 75% das vezes os grupos em que foi colocado.

Hoje, fiquei com a sensação que a parte da estratégia do Jesus, mas deixo para quem percebe analisar a questão da substituição e se a mesma não alterou o dominio do Benfica na 2ª parte.

João disse...

*Correcção: Hoje, fiquei com a sensação que a parte estratégica é mesmo uma das lacunas de Jesus, mas deixo para quem percebe analisar a questão da substituição e se a mesma não alterou o dominio do Benfica na 2ª parte.

Rui Pedro disse...

Aproveito para me juntar a outros convivas e pedir ajuda a perceber como é que a prestação do Benfica na Liga dos Campeões é tão desapontante. Algumas hipóteses:

1) o modelo do Jesus é complexo de ser assimilado, e a equipa simplesmente não está preparada para jogos de exigência tão elevada logo no início da época, e que por outro lado explicaria como é que a equipa consegue prestações tão boas na Liga Europa, quando já está mais coesa;
2) sendo o futebol um jogo que se pode ganhar nos detalhes, simplesmente tem tido azar em momentos chave? Há dois anos o Celtic ganhou ao Barcelona em casa quando todos esperavam que perdesse, no ano passado precisava ganhar ao Olympiakos quando o Roberto fez o jogo da vida dele;
3) pegar na sabedoria popular que aponta o Jesus como fazendo demasiados erros na Champions por "ter medo" (o que não acredito muito, já que não faria sentido fazer óptimas exibições depois na Liga Europa);
4) alguma outra possibilidade?

Pedro disse...

"mas deixo para quem percebe analisar a questão da substituição "

Ui...estás a arranjar lenha para te queimares!!!!

Interior-Direito disse...

Concordo com o João e o Rui Pedro.

Os números, infelizmente, não mentem: em 5 tentativas na LC, só passou uma. Creio que há um padrão, que deriva do ponto 1 do Rui Pedro, que também se explica com o facto de, todos os anos, saírem 2 ou 3 titulares (este ano, até saíram mais jogadores importantes), daí que o JJ tenha de andar repetir todos os anos o mesmo na primeira fase da temporada, ensinando os novos a substituírem os velhos, às vezes "sem rede".

João disse...

Porquê?

Não é uma discussão sobre o jogador sequer, é se alterou a disposição e controlo de meio-campo.

Marco Morais disse...

Já que o Pedro Adão e Silva anda por aqui, deixem-me agradecer-lhe quando 'me' recomendou, através de um programa da Antena 3 que não me recordo do nome, a Tomorrow Never Dies dos Beatles e a Headmaster Ritual dos The Smiths.

Já que não podia ser por outro lado, aqui fica: Obrigado, professor! E que um dia perceba tanto de futebol como de música. Se lê o Lateral Esquerdo, vai no bom caminho. =)

Marco Morais disse...

E agora sobre futebol:

A mim pareceu-me simples. Jesus deixou-se levar pelo bom momento do Benfica no início da 2.ª parte - que se prolongou para além disso - e confiou que o melhor Zenit já não apareceria. Achou que juntando mais um homem na frente, o Benfica seria mais incisivo no último terço - que foi onde se desenrolou o jogo nesses 20 minutos - e teria mais soluções para marcar (sim, é para isso que serve um 4x4x2 - estamos com o domínio, só se joga no último terço e mais valem dois do que só um, não é verdade?).

O problema é que, depois, o Zenit equilibrou, forçou e dominou. E isto aconteceu ainda antes da substituição. Jesus terá confiado que teria sido um momento pontual e que o Benfica voltaria à carga, lançando por isso Derley. E até porque logo a seguir podia ter tirado Lima, equilibrando o meio-campo, e não o fez, penso que na cabeça dele o Benfica estava por cima.

O domínio do Zenit acentuou-se depois disso, é verdade. Mas se foi isso que criou o golo... tenho as minhas dúvidas. Votava mais na mudança (forçada) que levou Danny a jogar a 10. O outro rapaz (quem?) nunca tinha ali aparecido...

João disse...

PS: Ah, e esqueci-me até de uma questão de jogador por jogador. Como é possível o Ola John não jogar bastante mais vezes?

Baresi disse...

É só ver quantos jogadores do 11 titular do Benfica entrariam no 11 do Zenit, e percebemos que ambas as derrotas com os russos são esperadas, tendo em conta aquilo que os 2 treinadores tinham á sua disposição.
JJ vai equilibrando os pratos da balança, ano após ano, com a sua enorme qualidade,mesmo depois de virem lhe buscar os seus melhores jogadores sistematicamente.
Mas pro mal ou pro bem, o nome "Benfica", e aquilo que representa em Portugal, e além fronteiras, é bem maior que o plantel que JJ tem á sua disposição.
A anormalidade foi eliminarmos o Zenit á 3/4 anos nos oitavos.
Agora isto...

Abraço

Paolo Maldini disse...

joão, só vi a 2a parte do jogo. n sei como estava a disposição do slb na 1a parte, mas se for analisar o jogo qs de certeza q e ao contrário do q o lfl tanto afirmou (vi logo q as parvoíces dele iam influenciar as opiniões), n acredito que tenha havido qq mudança tactica na substituiçao. Lima foi para onde estava talisca, derley para onde estava Lima (mas, teria de ver a 1a parte para o perceber).

sobre a mudança do dominio do jogo, ao contrário do que o LFL quis passar, esta n se deu c a substituição, mas sim com o zenit voltar a jogar com 11. o periodo q o SLB esteve por cima coincidiu c os 5 a 10 min q o Zenit jogou com 10. Assim que entrou o 11o jogador, ainda antes da sub, já o Benfica estava a ter dificuldades.

De resto, concordo com o Baresi... Dois jogadores do Zenit valem o Benfica todo. Anormal seria ganhar a uma equipa q tem todos os jogadores que quiser do Benfica. Seria como a Académica ir vencer À Luz.

Hugo disse...

Falam do Benfica como se fosse um clube pobrezinho que não comprou 2 jogadores para o meio campo por 10+6 milhões.
O Jardim foi para o Mónaco a contar com uma coisa e quando lá chegou deram-lhe outra. Vejam lá se ele vem com essa conversa do perder jogadores.
Sempre desculpas infinitas para o mestre da táctica

Paolo Maldini disse...

Hugo, 16M por 2 jogadores a um nível champions... uau...

e achas tu que o Jardim é um heroi por n chorar qd juntas 2 médios

Moutinho - 25 (e aldrabado, ne?)
Kondogbia - 20

e dá o triplo do investimento

no Zenit basta um para dar o triplo...


é o mesmo de querer que o Arouca vá ganhar ao Dragão, quando só pode investir 1/5. As pessoas é que estão mt mal habituadas...

Paolo Maldini disse...

já agora, essa do falarem do slb como um clube pobrezinho, é verdade que se fala assim, mas numa perspectiva champions! Numa perspectiva nacional, o Benfica tem obrigação de ficar pelo menos no 2o, pq é o nível a que corresponde a sua qualidade individual!

Hugo disse...

Se o Jesus é um treinador de top como vocês defendem, não deveria pelo menos tentar contrariar essa suposta diferença de orçamentos?

Roberto disse...

16 M por 2 jogadores! riquissimo! O Jardim no banco na luz só tinha: Ayem (13 Milhoes), Stankelburg (titular da selecção Holanda); Bakayoko (8 MilhoeS), Dirar (7.5 Milhoes). Só o banco do Monaco é o plantel do Benfica LOL e ainda querias que o Jardim chorasse comparando-se ao Benfica? Para não falar dos Kondogbis, Moutinhos, ou Ocampos que qualquer um deles custou mais do que o que o Benfica alguma vez pagou por alguém!!! O nome Benfica é muitooo grande! Dai as expectativas irrealistas! Acho que o "seria como a académica ir ganhar à luz" se aplica na perfeição! E já agora... o Benfica fez 4 ptos contra uma equipa destas!!

Pedro disse...

Qual o valor do plantel do Shalke vs plantel do Sporting?

Essa conversa é mesmo de quem tem falta de argumentação. Mas teimam nela. Nisso são iguais ao JJ, teimosos na hora!! :)

O Rondom deve custar o triplo do Jonas. Se calhar é o triplo do jogador não? O Kondogbia ou o Moutinho são melhores que o Enzo? O Danny custou 30 milhões ao Zénit vale 5 vezes mais que o Gaitan?

Enfim... um dia pode ser que percebem o quanto essa argumentação é patética (Real, Barça, Bayern e City à parte).

Hugo disse...

Eu só dei o exemplo desses dois jogadores do meio campo, pois se formos contar todos os jogadores, os valores não andam longe.
Mas pelos vistos hoje tudo se resume a orçamentos. Nem sei para quê entrar em campo

Paolo Maldini disse...

falas bem do Jonas. É um caso sintomático de avaliação de jogadores. Na tua opinião e na dos demais fanáticos, os jogadores do seu clube são sempre topo dos tops, depois chega um dispensado de uma equipa de meio da tabela de Espanha e é melhor que todos os outros que já estavam por cá. Isso não vos (fanáticos) leva a pensar em nada...? a considerar que se calhar os que aclamam como supercraques... não são assim tão super craques e que há centenas (q nem nc os viram jogar) q são mt melhores? Por isso tb custam tão mais...

Aza Delta disse...

eu concordo com essa ideia maldini, mas entre Jonas e rodrigo quem consideras melhor neste momento?


é que um foi dispensado e o outo comprado por 30 milhões.


ou seja, concordo que há a tendência para se considerar o que é nosso como superior nunca vendo as centenas que estão ao mesmo nível ou melhor, mas tb há muita falta de lógica na contratação de quem tem dinheiro.

Alberto disse...

O Jonas jogou e tudo.

Olha o caso do Markovic. Em Portugual era o rei dos reis, lá fora é mais um.

pitons na boca disse...

Depois de sair o euromilhões também eu acerto em todos os números.
O Benfica precisava de ir à procura da vitória. Sim, estava a mandar no meio campo no inicio da segunda parte, mas oportunidades de golo claras teve uma ou duas. Remates enquadrados com a baliza, em situação privilegiada? Pois.
Jesus troca o médio mais ofensivo por um avançado, a vinte minutos do fim para ganhar mais poder de fogo na frente. É uma substituição tão natural que custa-me ver as pessoas questionarem isso. O treinador não pode pôr-se a pensar "ah e tal, temos de marcar mas vamos perder o meio campo". Que indicações claras é que ele tinha que iria perder assim o meio campo? Nenhumas. Não tinha ele nem tinha ninguém... à excepção, claro, dos clarividentes que conseguem ver o futuro e saber os números do euromilhões à quinta feira e só não ganham porque dizem no sábado "não quis, não dá luta".

Se ele não tivesse feito aquela substituição, mantivesse o controlo do meio campo e acabasse empatado a zero, acabava afastado da Liga dos Campeões à mesma (e provavelmente da Liga Europa também) e vinham aqui precisamente as mesmas pessoas dizer que ele "não serve porque não arriscou", "não acredita nos jogadores que tem no banco" e por aí fora. E disso não há duvidas nenhumas.

Pedro disse...

Delicioso. Adoro.
Ao menos animam um gajo nesta manhã cinzenta.

Pitons, só ganhas metendo mais avançados, é isso? :)

"Não é uma discussão sobre o jogador sequer, é se alterou a disposição e controlo de meio-campo."

João, não era uma crítica a ti. Aqui no LE não gostam muito de comentar isso das substituições. Parece q é coisa de treinador fraquinho. Catedrático que se preze não mexe na equipa.
:)

Guilherme disse...

A desonestidade intelectual de alguns Vronskis jà chateia.
De uma vez por todas: o Sporting ganhou ao Schalke da mesma forma como o Benfica ganhou ao Tottenham e à Juventus: pq o Schalke colectivamente é pior equipa, pior organizada e com pior treinador. E mesmo assim ha casos em que a qualidade individual é tao superior que da para ganhar na mesma: estou-me a lembrar dos jogos contra os Chelseas do Di Matteo e do Benitez.

Nao é nenhum determinismo, mas quando se tem qualidade individual superior com um treinador minimamente competente as coisas mudam de figura: e isso é o caso do Zenit. Quanto à gap que existe entre a dimensão nacional do Benfica, e a sua real importancia internacional, e as razoes economicas e desportivas subjacentes, é algo que qualquer pessoa que esteja fora do pais por uns anos percebe muito, mas mesmo muito rapidamente. Grd abr!

pitons na boca disse...

Pedro, conheço suficientemente bem o teu método de "argumentação", portanto seria indiferente o que eu te respondesse. Perguntas estupidas merecem respostas estupidas, por isso não vou responder à tua pergunta "inteligente".

Pedro disse...

"o Sporting ganhou ao Schalke da mesma forma como o Benfica ganhou ao Tottenham e à Juventus: pq o Schalke colectivamente é pior equipa, pior organizada e com pior treinador."

Ou seja, o factor orçamento é, logicamente, irrelevante. (excepto os big four obviamente).

Baresi disse...

Tou em Inglaterra, o pais onde um Southampton compra um jogador por 16M€ pra o emprestar 6 meses depois, um Swansea rejeita 20M€ pelo ponta de lança porque não precisa de dinheiro, e um Norwich paga 10M€ por um Wolkswinkel e na segunda época empresta o para França.
Onde um QPR da 13M€ pelo Sandro, o Tottenham 14 pelo Ben Davies, o West Ham 16 pelo Valência, etc etc
16M€ foi o que o Leverkusen gastou em 1 jogador esta época, que ng conhece ou ouviu falar.
E vêm falar de orçamentos como se o mundo girasse só á volta de Portugal.
Digam quanto é o salário médio de um jogador no Benfica, no Zenit ou no Mônaco e depois falamos.

Pedro disse...

Agora fiquei curioso com o meu "método de argumentação" mas tudo bem. Na boa.
;)

Pedro disse...

Baresi,

Relê os exemplos que deste. Está tudo dito sobre a relevância dos orçamentos.
Ter poder de compra não significa ter melhor qualidade. Acabaste de o comprovar.

rochacj85 disse...

Pedro, eu fiz uma tese que mostra que o poder de compra significa mesmo qualidade. Pode não ser o único factor a ter em conta mas é o que mais peso têm. E existem muitos outros estudos cientificos que comprovam estatisticamente a mega relevancia do dinheiro que se gastam em jogadores... e treinadores.

Pedro disse...

Rocha,

E eu concordo. É relevante quando se compara o Real com Benfica ou quando se compara o Benfica com o Arouca.

Interior-Direito disse...

Pedro, tu pensas, portanto, que o Benfica tem obrigação de ganhar a qualquer equipa tirando esse "top-4" europeu?

Pedro disse...

" tu pensas, portanto, que o Benfica tem obrigação de ganhar a qualquer equipa tirando esse "top-4" europeu?"

Não. Já o disse milhentas vezes. Tem obrigação de não ter medo, de de os olhar olhos nos olhos. A obrigação do Benfica é outra. Temos obrigação de não ter medo deste grupo, de não arranjar desculpas esfarrapadas para justificar o insucesso.

O Top 4 está num patamar orçamental muito acima dos outros e aí sim faz sentido falar em orçamentos. Nos outros nem tanto e a prova são os exemplos que frequentemente o futebol prova que o dinheiro, por si só, não vence jogos. São demasiados exemplos para isto sequer ter discussão.

Interior-Direito disse...

Exemplos esses como o Benfica ficar à frente do Manchester United numa fase de grupos da Liga dos Campeões, dar luta ao Chelsea - sendo eliminado - nos quartos-de-final da Liga dos Campeoes e numa final da Liga Europa, e ultrapassar Juventus e Tottenham, entre outras boas equipas com maiores orçamentos, na Liga Europa? Certo?

Pedro disse...

Exacto. De eliminar o United da Champions, de eliminar o Liverpool campeão em título da Champions, etc.

Frigoliny disse...

Fatality!!!