domingo, 28 de dezembro de 2014

Fazer mais com menos. Paulo Sousa, treinador de e para um grande. Capítulo II.

O propósito não é elevar a expectativa sobre as possibilidades do Basel. Apenas, mostrar como é super competente a equipa suiça naquilo que um treinador pode controlar. Passes / recepções, criatividade, enfim, qualidade técnica, é algo que foge ao domínio do treinador, e uma equipa com menos organização e menos ideias, mas com muito melhores interpretes estará sempre mais próxima de vencer do que outra bastante organizada mas cujas individualidades demonstram dificuldades na execução, e na análise de cada situação. 

O ideal será sempre juntar as individualidades a um treinador capaz de garantir organização num modelo de excelência. Paulo Sousa poderá cair nos oitavos, mas concentra em si e no seu jogar todas as possibilidades que o Basel tem de eliminar o FC Porto.

O Basel apresenta um modelo de clube grande. Linhas sempre subidas, pressão forte com intuito de recuperar mais rápido e mais alto, futebol de posse, fruto do posicionamento colectivo definido por Paulo Sousa, a proporcionar sempre muitas (linhas de passe)  e boas (dentro do bloco) opções. Muita curiosidade para ver Paulo Sousa com jogadores com outras qualidades. A dinâmica ofensiva com o aproximar de dois jogadores ao ponta de lança (dentro do bloco adversário), mantendo a largura revela astúcia e como sabe e reconhece o melhor caminho para chegar à meta. Treina na Suiça mas foge completamente aos modelos habituais daquelas paragens. Um estilo "continental" que urge ser conhecido e premiado por quem toma decisões.

Curiosidade. Chega ao Basel depois de ter sido eliminado pelos suiços mais do que uma vez. Foram astutos. Perceberam que mesmo vencendo, era o treinador adversário que encurtava as distâncias e que com pouco fazia muito. Está na altura de mais um salto.

Contra o Zurique, o outro candidato ao titulo, fora de portas, num jogo que pretendiam os locais servisse para encurtar distâncias, a personalidade do Basel  tal e qual a personalidade do seu treinador. Dominante, a impor as suas ideias em todos os momentos. 

















E quando é pontapé longo sem nexo?

video

6 comentários:

Diogo Santos disse...

Excelente post, fiquei surpreendido com o trabalho do Paulo Sousa. Não sigo muito o Basileia nem a liga Suiça, mas se ele passou, no grupo onde estava, não podia ser por acaso. Mais um treinador português a mostrar muito trabalho. Esperemos que os dirigentes dos grandes clubes saibam escolher e teremos mais um luso a triunfar no futebol

JON disse...

Tarefa difícil para Lopetegui. O video 'tá engrassade!

Metam lá a Revisão do Porto que estou curioso para ouvir a vossa avaliação.

Abraço

Rodrigo disse...

viste o que um Pedro perguntou no face? Sabes de algo?

Paolo Maldini disse...

Rodrigo, o que sei é o que está escrito nos 2 posts...

Edson Arantes do Nascimento disse...

Gostei bastante do que vi em Anfield. Vou tentar ver outros jogos, porque foi a única vez que vi o Basel. Um clube que parece ter cabeça, tronco e membros.

Pelo menos naquele jogo foi uma equipa bem trabalhada, com boas ideias, e jogadores desconhecidos mas que também não são toscos nenhuns.

O FCP vai ter de suar para passar. Discordo do que disse o Jesus - que o FCP passa de certeza - na entrevista n'A Bola.

Paolo Maldini disse...

Edson, n vi tantos tantos jogos como isso, para poder avaliar individualmente... mas só um dos jogadores me pareceu realmente forte, e mm assim n jogaria no FCP... Acho q o Jesus vai mm ter razão, independentemente da organização do Basel. Se o FCP cai em cima eles n fazem 3 passes seguidos... mm tendo lá as opçõezinhas todas...