sábado, 4 de abril de 2015

Entre muitos golos falhados em transição ofensiva

O Sporting esqueceu-se de controlar o jogo como já o fez no passado - em organização ofensiva. Se até Janeiro era tremendamente difícil ferir o Sporting em vantagem, pelo controlo do jogo que a equipa tinha com bola, hoje o Sporting esqueceu-se disso. Nas palavras de William Carvalho, o Sporting partiu a equipa, e dividiu o jogo, dando espaço entre linhas. 

Deu a iniciativa de jogo ao adversário, tendo menos bola, partindo e dividindo o jogo. Sendo uma equipa com uma mais valia individual evidente, não parece muito boa ideia partir e dividir. A realidade é que as oportunidades surgiram em contra-ataque e não foram concretizadas. Mas há também mérito, muito mérito, da equipa de Paulo Fonseca que volta a criar uma equipa pequena com uma ideia de jogo muito atractiva, com muita bola, com jogo nos três corredores.

5 comentários:

FCS disse...

Não é também tarefa de um treinador tentar não deixar cair o jogo numa dinâmica desfavorável?

Custa-me perceber o que motiva um treinador a não mexer na equipa até aos 75 minutos num jogo assim.

Ainda mais sabendo que houve jogos de selecções viagens etc.

E saber impor-se e não permitir tamanha displicência aos jogadores? Ao João Mário em concreto.

GBC disse...

Para mim há mérito adversário que demérito do Sporting. Jogar na Mata Real actualmente é complicado.

O Sporting entrou claramente para dominar o jogo e ganhar. A partir do golo a equipa baixou, jogando mais em expectativa, embora a mim me tenha parecido sempre organizada (concedeu pouquíssimas oportunidades). Não me parece que tenha sido estratégico ou intencional (o próprio Marco parecia algo incomodado com isso). Recordo as palavras do LJ após o empate caseiro contra o Rio-Ave o ano passado (creio que por aqui até fizeram um post sobre isso).

Ainda assim, numa das deslocações mais complicadas da temporada, o Sporting criou muito mais oportunidades que as que concedeu. Não sou exactamente fã deste futebol, mas o empate só se explica mesmo pela ineficácia.

Vamos ver como a equipa evolui (ou não) até final da temporada. Isso será essencial para perceber o que será o Sporting da próxima época.

Honoris disse...

O golo do Paços é exemplo disso. Excesso de pressa em chegar com a bola ao ataque.

Sandro Barbosa disse...

Deu-me a ideia que apesar de até terem criado oportunidades de finalização suficientes para ganharem o jogo, podiam ter feito um bocadinho mais ofensivamente. Várias vezes fizeram boa progressão, mas depois perante a última linha do paços ficavam sem espaço dentro do bloco e acabavam sempre a jogar para trás e tentar nova penetração (mérito de quem defende?). Do pouquíssimo que percebo acho que montero é o melhor jogador do plantel para receber de costas naquele espaço apertado e combinar com Nani\João mário para conseguir o 1x0. Na minha ignorância acho que o Marco Silva desperdiça o Montero à grande e o futebol do Sporting podia melhorar muito com ele. Embora com 5 centrais a alinhar numa época e ainda por cima os que são, deve ser sempre difícil...

Futebol disse...

Apesar de ter tido as melhores oportunidades que um adversário pode oferecer 1x0(1x1gr) podia ter matado o jogo, no entanto fiquei com a sensação que definiram mal a zona de pressão na 1 fase de construção... Aquele pressing sob a 1 fase de construção matou em termos de desgaste a equipa... Este paços é das pouquíssimas equipas do nosso campeonato que domina aquilo que faz, basta ver 2 ou 3 jogos para perceber que aquele 4x4x2 funciona porque tem um jogo interior em termos de construção muito bem trabalhado (anulando esse espaço que eles precisam entre a linha média)... "matas" todo o jogo de construção curta e interior que eles necessitam... Bastava controlar o jogo encurtando as linhas "chamar os centrais, criar mais espaço para os alas crescerem no jogo" e mata-los no pressing quando o passe é feito de costas para a baliza do Sporting. Estes paços sabe jogar muitíssimo bem no erro, mas também sofre quando o fazem com eles!