quinta-feira, 21 de maio de 2015

Futebol na actualidade

"Actualmente o futebol é um jogo que não se baseia quase exclusivamente nos aspectos
físicos e técnicos, trata-se de um jogo muito rápido que requer maior inteligência, perspicácia,
reflexão, análise e rapidez de acção o que exige rápidas e acertadas decisões. Numa definição
desequilíbrios momentâneos, onde estes desequilíbrios são fruto da excelência emocional,
simples, podemos dizer que este jogo é uma sucessão no tempo e no espaço de equilíbrios e
alicerçada numa excelente tomada de decisão e numa forte capacidade de drible e velocidade."
Disse isto, o Mestre Yoda da formação de treinadores em Portugal. Toda uma metodologia baseada numa diversidade de estímulos que todos os dias faz mais e mais sentido. Um dia há de ter o reconhecimento que merece.

18 comentários:

DM disse...

O mestre yoda da formação é? Bruno Lage?

Nemanja Matic disse...

Fonte..

Dennis Bergkamp disse...

Não tenho a certeza se o Bruno Lage passou por lá.

Mas é dar mais 10 anos e a "descoberta guiada através da hierarquização de princípios" há de andar lá bem em cima =)

Rui Dias disse...

Vitor frade?

Deixo aqui umaenteevista interessante dele:

http://falemosfutebol.blogspot.pt/2009/03/conversa-com-vitor-frade_30.html?m=1

Filipe Martins disse...

Fonte Santa ;)

José Luís Campos disse...

O Mestre Yoda é:
Júlio Garganta - Professor da Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto, Portugal (FCDEF-UP, hoje FADEUP), desde 1987.

Ricardo Correia disse...

Fonte Santa :D

Cole disse...

Já leram ou conhecem a metodologia da meditação e mindfulness que o Phil Jackson aplicou nos Chicago Bulls e nos Lakers, que ele explica no livro "Eleven Rings"?
Apesar do desporto ser outro, ele justificava a utilização da meditação conjunta para atingir a tal "excelência emocional" que vocês falam no post. Para que os jogadores pudessem focar-se com mais facilidade no presente durante os treinos e os jogos, abstraindo-se de todo o circo mediático da NBA.
Quando vocês falam de tomada de decisão ao longo dos vossos posts, a meditação pode ser um recurso valioso para tornar os jogadores mais presentes naquilo que os rodeia e com mais capacidade de relativizar as "pressões" e focar-se essencialmente no que realmente importa, o presente. O Phil Jackson fala de um lema que é "One breath = One Mind", aqui ficam uns excertos:
The players really needed was a way to quiet the chatter in their minds and focus on the business of winning basketball games.
To get the players to settle down, I introduced them to one of the tools I’d used successfully with the Bulls: mindfulness meditation.
Mindfulness meditation has its roots in Buddhism, it’s an easily accessible technique for quieting the restless mind and focusing attention on whatever is happening in the present moment.
Emphasis on openness and freedom: we need a certain degree of structure in our lives, but we also require enough latitude to express ourselves creatively.
Keep your eye on the spirit, not on the scoreboard.
When a player isn’t forcing a shot or trying to impose his personality on the team, his gifts as an athlete most fully manifest. Paradoxically, by playing within his natural abilities, he activates a higher potential for the team that transcends his own limitations and helps his teammates transcend theirs. When this happens, the whole begins to add up to more than the sum of its parts.
My confidence grew out of knowing that when the spirit was right and the players were attuned to one another, the game was likely to unfold in our favor.
Being fixated on winning (or more likely, not losing) is counterproductive, especially when it causes you to lose control of your emotions.
Obsessing about winning is a loser’s game: The most we can hope for is to create the best possible conditions for success, then let go of the outcome.
That’s why at the start of every season I always encouraged players to focus on the journey rather than the goal. What matters most is playing the game the right way and having the courage to grow, as human beings as well as basketball players. When you do that, the ring takes care of itself.

Loukinho Belmonte disse...

Boas, em Off-Topic: Podiam era gravar e meter aqui um jogo do Fofo. Sou espectador assiduo do blog e so tenho pena de ser de longe e desse modo nao poder deslocar-me aos sitios que voces exercem para desfrutar do vosso trabalho ao vivo. Ficou registada a tentativa. Abraço a todos.

Benoit disse...

O futebol da actualidade???!!!
Segundo Luis Boa Morte o que está a dar são corridas na mata e treinos sem bola!!!!!Calma, o adjunto é ex-fuzileiro e praticava artes marciais!!!Isto a acontecer na formação do Sporting????

DM disse...

Benoit, não descontextualizes. O treino fisico nas camadas jovens também tem a sua importância, e quando os jogadores não aguentam 12 minutos de corrida (uma simples prova de Cooper) é porque o fisico é, definitivamente, algo a trabalhar. Quanto ao adjunto, sendo que a concentração é importantíssima para um jogador de futebol, não vejo porque é que algumas metodologias não podem ser benéficas para o desenvolvimento deles. Principalmente quando estiverem a jogar num estádio com 40 e tal mil pessoas, é importante conseguirem abstrair-se e focarem-se no futebol. Além de que artes marciais exigem rigor e auto-disciplina. No que toca a camadas jovens, sou 100% a favor de implementar metodologias para o desenvolvimento fisico dos atletas e que ajudem a trabalhar o psicológico. Não descurando, claro, aquilo que é o essencial: o trabalho com bola.

Roberto Baggio disse...

DM, o Boa Morte é um zero redondo à esquerda e à direita. Desculpa-me que te diga. Percebe zero de futebol,e de treino, por mais que posss ver vantagens no que ele faz. lol

DM disse...

Baggio, eu concordo plenamente. Enquanto adepto do Sporting, não me preocupa minimamente que se tenha ido embora, porque facilmente arranjamos alguém muito melhor. Mas a parte fisica não pode ser descurada no futebol de formação, principalmente a nível dos juniores porque o próximo passo é o futebol sénior onde o ritmo é elevadissimo por comparação e aguentar uma época de 40 jogos sem lesões é extremamente importante (veja-se jogadores como izmailov ou matias fernandez, que perdiam bastante por passarem metade do tempo no estaleiro). E as artes marciais no geral têm exercícios excelentes para aumentar tanto a capacidade fisica (incluindo o fortalecimento das articulações) como a concentração, tão importante para o jogador ser consistente ao longo dos 90 minutos. Isto não para defender o Boa Morte, mas sim a opção de trazer alguém com um background ligado às artes marciais e à tropa, pois quem viu aquela equipa de juniores no inicio da época via claramente que disciplina e concentração não existiam por aqueles lados. Multidisciplinariedade é sempre útil, seja em que área for :)

Benoit disse...

Caro DM, longe de mim querer rebater a sua ideia. O senhor defende aquilo que acredita.
Diga-me se conseguir:
Num jogo de futebol, qual o jogador que corre 12minutos de corrida continua?? É que eu não conheço nenhum.
Podia aqui deixar umas quantas frases de Vitor Frade, mas não estou aqui para convertê-lo.
Felizmente para o meu Sporting LBM saiu e espero que Paulo Leitão defina uma estratégia transversal que não permita que este tipo de treinadores no Sporting.

DM disse...

Benoit, eu também não quero o LBM para treinador de nenhuma equipa das camadas jovens do Sporting. Não lhe reconheço competência para ser efetivamente uma mais valia naquilo que é importante para lá dos resultados: a formação de jogadores. Eu não defendo corridas na mata (longe disso, é talvez o mais ridiculo que pode haver seja nas camadas jovens ou nos seniores), mas acho que é bastante importante que os jogadores tenham uma condição fisica capaz de aguentar a exigência do futebol sénior. E não estar apto sequer a fazer uma corrida de 12 minutos é estar bem longe dos indices fisicos necessários. E por favor, não confunda o eu achar importante o treino fisico e psicológico nas camadas jovens com uma preferência pelo LBM ou pelos treinos de corrida na mata. Afinal, se lemos este blog é porque efetivamente acreditamos que o fisico sem um cérebro não serve para nada ;)

Benoit disse...

Caro DM compreendo o seu ponto de vista mas discordo dele. Essa história dos índices físicos fazem-me uma certa comichão :).
E mais uma vez pergunto, para quê correr 12 minutos de corrida continua???

DM disse...

Caro Benoit, se um jogador de futebol não consegue fazer 12 minutos de corrida continua é porque algo está muito (mas mesmo muito) mal com a sua condição fisica. Se até para uma pessoa normal não aguentar 12 minutos de corrida continua já é uma condição fisica aquem do desejável... :)

Benoit disse...

Amigo DM eu entendo mas estou mais de acordo com este grande senhor...
“A necessidade de considerar os «testes» um tanto como os «bikinis», ou seja, mostram muita coisa mas não deixam ver o essencial!”
Vítor Frade (1985) ;).Abraço