terça-feira, 5 de maio de 2015

Mourinhismo

A minha história com José Mourinho começa em 2001. Numa altura em que deixava o comando técnico do Benfica para assinar pelo Leiria, trazia o perfume refrescante que Portugal precisava para que uma revolução qualitativa fosse operada no futebol. Por tudo o que dizia, por tudo o que fazia, Mourinho sempre foi um treinador diferente para melhor. Em Portugal, o seu Leiria passeava qualidade de jogo ainda que não fosse a equipa com melhores individualidades. Mourinho treinava de forma diferente, era rigoroso como nenhum outro que o antecedeu, era diferente na forma de abordar o treino - desde o aquecimento até ao retorno à calma -, treinava um pequeno que jogava como um grande. Aqui começa a minha paixão por Mourinho, o verdadeiro. Aquele que começa a mostrar que é possível fazer diferente e ganhar. Que há um caminho que garante uma percentagem de vitórias esmagadora em relação à derrotas e empates. O caminho é o da organização de jogo, o da criação de competências em todos os momentos do jogo, tudo suportado por duas bases fundamentais: o golo, e a posse de bola.

Mourinho foi o treinador que me ensinou que o conceito de equipa era superior às relações que os jogadores tinham fora do campo, era superior ao esforço físico que todos faziam para conseguir compensar o colega, era superior ao esforço físico que se fazia para recuperar a bola. Ele mostrou-me que mais equipa era aquela em que os jogadores em cada momento pensavam e agiam de forma semelhante, ligados por uma forma colectiva de resolver os problemas do jogo. Veio o Porto e concretizou para o mundo, de forma estrondosa, o que vinha prometendo desde que se tornou treinador principal. O futebol era bem superior relativamente ao que se praticava pela Europa. Percebia-se, ainda que não tivesse as melhores individualidades, que era o melhor futebol do mundo. O Porto era superior colectivamente em todos os momentos do jogo. O Porto, a jogar com menos um jogador em campo continuava a ser mandão, continuava a ter a bola, continuava a dominar os adversário não se adaptando nunca ao que este pudesse dar. Obrigava por isso que fossem os outros a pensar como parar o Porto. Subjugava as maiores e mais poderosas equipas da Europa com um futebol de linhas de passe constantes, de combinações ofensivas de grande qualidade, de superioridade no corredor central em posse, de uma reacção agressiva à perda, de zonas de pressão que não davam espaço aos adversários, que sufocavam e deliravam dizendo que parecia sempre que Mourinho jogava com mais um. E jogava de facto por ter uma equipa preparada para jogar o jogo como ele devia ser jogado - com qualidade colectiva em todos os momentos do jogo.

Em Inglaterra tornou-se especial para o mundo que ainda não o conhecia, já o era para mim. Era-o porque foi sempre diferente. Fiel ao caminho que traçou de domínio do adversário, do qual não abdicou nunca por perceber que também essa era a melhor forma de defender, de descansar, de gerir o jogo, de jogar com as expectativas do adversário, fosse em que estádio fosse. Foi tão arrebatador como eu já esperava que fosse porque era o melhor de muito longe. Tinha a melhor proposta de futebol ofensivo, gostava de jogadores inteligentes acima de qualquer outro aspecto, defendia como poucos utilizando referências zonais. O que conseguiu ganhar foi sempre de forma distinta, teve sempre qualidade. Ganhou como poucos ganham, com um estilo de jogo apaixonante, que mostrava o caminho para o evoluir do jogo. Ganhou mais do que títulos, ganhou mais do que jogos, ganhou a eternidade. O Leiria de Mourinho; o Porto de Mourinho; o Chelsea de Mourinho, o verdadeiro; serão sempre lembrados como grandes marcos da história do jogo. Serão lembrados pelos motivos certos, pelo futebol que praticavam. Eram tempos em que Mourinho mostrava que não era preciso defender com muitos para defender bem, que era preciso jogar no meio campo do adversário mais tempo do que no próprio meio campo, que era preciso encontrar com inteligência os melhores caminhos para o golo.

Seguiu-se Itália. País onde se dizia que iria ser enxovalhado pelo saber táctico que os transalpinos diziam ter. Saber esse que estava mais que ultrapassado, que assentava na ideia de terem tido um grande treinador a revolucionar a forma de pensar o jogo, e terem vivido anos na sombra do sucesso que um treinador teve com um jogo de qualidade. Saber esse que na altura não era assim tanto comparado com o que Mourinho já tinha mostrado ao mundo. Saber esse que não tinha tanta relevância tendo em conta o atraso para o melhor ao nível do treino. Aqui, em Itália, Mourinho começou a mostrar a diferença. Começou a mostrar que a inteligência de jogo, que a superioridade no corredor central, que o futebol ofensivo continuava a ser o melhor caminho. Quando chegou ao Inter teve duas afirmações que romperam à toda linha com aquilo que a maioria dos italianos parecia pensar, dizendo que o jogador à frente da linha defensiva não tinha de ter características defensivas. Disse que esse jogador tinha de ser um jogador com boa capacidade para jogar com bola, com boa visão, para ser o homem que inicia a construção nessa zona. Disse que era a posição de Cambiasso, mas também de Stankovic caso fosse necessário. Disse também, nessa altura, que lhe agradava um jogador de futebol e não alguém que andasse a destruir o jogo do adversário. De seguida, perguntavam-lhe sobre Ibrahimovic, que não marcava golos. E com a clareza habitual, ele responde que para um avançado da sua equipa, por ele querer jogar um futebol de controlo e de posse, seria sempre mais importante ser um super-jogador do ponto de vista técnico do que um jogador que marque golos. Isto porque, dizia ele, se uma equipa estivesse dependente dos golos de um jogador no caso do jogador não estar bem, ou não estar, a equipa iria passar dificuldades. Aqui, quando chegou, Mourinho ainda jogava com os factores mais importantes, os factores que ele controlava. Aqui, ele percebia perfeitamente que não podia controlar os jogadores, mas que podia controlar alguns comportamentos que lhe permitiam ficar menos exposto ao maior imponderável do jogo: o jogador.

Pensava-se que Mourinho iria continuar a somar pontos e a mudar paradigmas por onde quer que fosse. Mas a eliminação nos oitavos de final da Liga dos Campeões, frente ao Manchester, mudou-o. Mudou os seus objectivos e ganhou. E como ganhou muito, passou a acreditar que aquela forma de trabalhar era o que lhe poderia  garantir no futuro maior regularidade ao nível dos troféus em todas as provas. Diga-se que era difícil de gerir o sucesso estrondoso que teve nesse ano, mas reflectindo um pouco sobre ele e sobre os anos que seguiram não era necessário ser brilhante para perceber que não passou de uma especificidade do futebol, que teima em premiar ocasionalmente equipas que pouco têm para oferecer ao jogo. Hoje, Mourinho vive sobre a aura do sucesso de 2010. E tudo o que faz, a metodologia de treino, o modelo de jogo, as escolhas dos jogadores, os onzes iniciais, são atrocidades que reflectem um passado que ele ignora, com sustentação no sucesso de uma e uma só época desportiva. A partir daqui, Mourinho passou a ser o treinador que preparava a equipa para competições a eliminar, para momentos específicos da época. Treinava todo um ano para um único momento, para um jogo, para parar uma determinada equipa. Passou a jogar com os imponderáveis, a defender como podia, a atacar sem risco, e a esperar pela inspiração dos seus avançados ou pela sorte para marcar. Passou a ser um treinador como o outros, a tentar parar adversário à pancada e sem futebol. E por isso, como os outros, passou a ganhar menos títulos ao final de cada época. Passou a ganhar como muitos ganham, por um acaso, por individualidades fortes, por obra divina. Por ter deixado de preparar a sua equipa para a maior parte dos jogos, por treinar constantemente para provas onde a sorte é um factor muito importante, por achar que cada jogo é uma batalha onde a sua equipa tem de encaixar no adversário, por ter começado a jogar mais perto da sua baliza do que da baliza do adversário, por não permitir a jogadores de grande qualidade - desde o Real Madrid ao novo Chelsea - que possam expressar a sua mais valia individual, por fazer com que os seus jogadores pareçam piores do que realmente são, Mourinho regrediu e é hoje igual a muitos. Ganha como muitos, perde como muitos. Quando ganha não é marcante, não é eterno. Não é, hoje, mais treinador que Di Matteo, Rehhagel, ou Benitez. Porque o que ele faz, qualquer um consegue. O que fazia, só estava ao alcance dos melhores. É verdade que nesse ano venceu o Triplete, coisa que muito poucos poderão repetir. Mas as exigências do jogo ditam que, uma equipa que é trabalhada com tais ideias nunca mais poderá ser regular em títulos e em finais como o foi naquele momento especifico.

Para Mourinho, hoje, o importante é marcar golos e parar o adversário. Esqueceu-se da bola. Onde preferia jogadores capazes de construir agora prefere defesas centrais, para que, nas palavras dele, seja um jogo de 10 contra 10 por anular um adversário. Anular um adversário! Hoje, mais do que nunca, Mourinho pensa que o futebol é um jogo de duelos individuais onde quem vencer mais duelos ganha o jogo. Hoje, Mourinho acredita mais do que nunca nos factores externos, naqueles que ele não controla, para ganhar o jogo. Hoje, Mourinho acredita que ganha a maioria dos jogos com estratégia, com palestras inspiradoras, com garra, com esforço físico sobre-humano. Hoje, Mourinho acredita que a melhor equipa é aquela onde os jogadores correm mais do que o adversário.  Hoje, mais do que nunca, Mourinho está atrasado no tempo por depender essencialmente da inspiração individual dos seus jogadores e da sorte para ganhar. Hoje, seja contra quem for, baixa as linhas e defende em cima da área, e entrega completamente a iniciativa ao adversário mesmo contra dez. Em vantagem, mesmo que jogue contra o último, defende nos últimos trinta metros. O quanto mudou Mourinho! E por essa mudança, nos últimos cinco anos, Mourinho jogou 12 provas a eliminar e chegou a três finais! Trabalhou, preparou, montou a equipa para estes momentos - os de decisão - por achar que os controla melhor assim, e o falhanço é absolutamente demonstrativo de como nunca esteve tão longe do sucesso, e tão igual aos iguais. O Mourinhismo é hoje nada mais que uma religião sustentada pela fé absoluta no divino para conseguir o resultado.

57 comentários:

Pedro disse...

Bom texto.

Dizer que Mourinho é igual a muitos é um enorme exagero. Percebo o que queres dizer mas, para mim, está muito longe da verdade.
Acho que muito poucos conseguiam o que Mourinho conseguiu.

Roberto Baggio disse...

O que Mourinho conseguiu depois do Inter, centenas conseguiram. O que conseguiu antes, nem uma dezena.

António disse...

Análise surrealista!!! A questão da posse de bola é uma falsa questão; quem derrubou o tiki-taka espanhol e o grande Barcelona? Mourinho

João Mendes disse...

Para mim o problema foi ser campeão europeu com o Inter. Fez com que ficasse muito perto de um record que ele quer bater (ser o primeiro treinador a ganhar 3 champions em clubes de países diferentes) e para isso pensa todos os anos como ganhar a champions e prepara a equipa para os jogos a eliminar como tu dizes, e ser campeão europeu com o Inter fez lhe perceber que o pode ser sem praticar o melhor futebol.

O problema de Mourinho agora é não perceber que quem gosta dele, o que diz dele é para o bem dele, porque todos acreditam que ele seria capaz de pôr as suas equipas a jogar um futebol de posse, um futebol ofensivo e com o objectivo de golo, e isso era o melhor que podia acontecer para o futebol. Mas Mourinho parece que quer mostrar que consegue ganhar de outra forma, e a verdade é que vai conseguindo, mas sem que ninguém lhe dê muita importância.

Ainda no jogo que o sagraria campeão nacional, Mourinho esteve sempre só preocupado com o resultado, fazendo substituições que dificilmente lembrariam aos Motas desta vista e ignorando de todo o publico que vê o jogo para o espectáculo. Eu por exemplo troquei o jogo do Chelsea pela final do campeonato do mundo de snooker, porque o futebol do Chelsea não me diz absolutamente nada.

E hoje e amanha estará Mourinho no sofá a ver as meias-finais da champions, e espero eu a pensar que foi eliminado por um PSG que foi esmagado pelo Barcelona apenas e só porque em ambos os jogos jogou para um resultado que lhe garantisse a passagem da eliminatória abdicando de todo de jogar futebol.

Ramiro Lopes disse...

Centenas? Quantas centenas conquistaram a La Liga e a Premier League?

PedroF disse...

Pedro, então o que é que, actualmente, distingue Mourinho dos outros?

R.B. NorTør disse...

Só percebo de bola na óptica do treinador de bancada, mas este texto remeteu-me para o seguinte, publicado recentemente no Guardian:

http://www.theguardian.com/football/blog/2015/apr/23/jose-mourinho-the-anti-barcelona-chelsea-pep-guardiola

Pedro Ribeiro disse...

Já o escrevi aqui uma vez, julgo que essa transformação tem a ver com o surgimento do Barça de Guardiola. Mourinho foi confrontado aí com os seus própros limites porque aquele Barça era a perfeição. Imbatível - não em termos de resultado (ainda que...), mas em termos de qualidade futebolística. Creio que Mourinho sentiu que alguém o tinha confrontado com os seus limites, tinha elevado algumas das suas ideias a uma inatingível pefeição e passou a viver obcecado com isso. Consciente da sua incapacidade para emular aquela equipa de Guardiola, embrenhou-se numa tentativa de encontrar um antídoto para ela. Creio que essa opção terá ficado completamente definida depois da derrota por 5-0 do Real Madrid em Camp Nou. A partir daí, assumiu para si a ideia de um futebol em que a bola não interessa, resultadista, precisamente para contrastar com aquele futebol que faz da bola a sua essência. Quando Mourinho diz hoje que não há apenas uma forma de ganhar (o que até será verdade), está implicitamente a assumir uma posição de fraqueza: "eu não sou capaz de levar as ideias com que iniciei a minha carreira à perfeição a que Guardiola as levou, mas tenho de ser o primeiro: donde vou confrontar esse fantasma com um futebol contrastante, que o consiga derrotar, independentemente dos princípios". Mourinho tornou-se assim num Darth Vader da bola, o representante do lado negro do jogo. E nisso é talvez o expoente máximo. Não por acreditar noutras ideias, apenas por ter tido a consciência de ser incapaz de recriar a perfeição que Guardiola criou em Barcelona. Como Mourinho não suporta que alguém seja melhor que ele, teve de escolher um outro "desporto" em que ele voltasse a ser o melhor.

Guilherme disse...

Muita da sustentação do mito do Mourinho (o actual) provém da imprensa desportiva inglesa. Pelos resultados internos, ele alimenta a incapacidade deles de reconhecerem o quão atrasado o futebol inglês está (em termos de jogo jogado) do continente.

Porque continuam com a convicção arreigada que existem muitas formas de se jogar futebol, todas válidas desde que se ganhem jogos; pelo que a posse de bola acaba por valer tanto como bater bolas na profundidade. Acham que o futebol é um espelho da vida, onde cabe tudo, desde sentimentos de inferioridade até filosofia barata. E esquecem-se que o futebol é nada mais que um jogo com umas regras bem definidas, em que por acaso a bola é o centro de tudo.

Saiu recentemente uma auto-biografia do Diego Costa em que ele diz que um dos Dez Mandamentos do Mourinho é que 'quem tem a bola tem medo'; a desonestidade intelectual é tanta que ninguém achou por bem ir justapor tais ideias com aquilo que ele defendia há dez anos, ou ir ver uns jogos do Porto.

Quando numa caixa de comentários do Guardian referi a diferença entre o Porto de 2002-4 e as equipas dele de hoje, responderam-me que o Porto jogava sujo; mais tarde saiu um artigo em que um célebre jornalista daquelas bandas responde que o Porto realmente praticava um futebol negativo, porque os jogadores se atiravam para o chão na Champions! A conclusão lógica, é que o Chelsea é uma equipa mais 'digna' que o Porto... Falar de jogo jogado é irrelevante.

Tutto qui para quem quiser desaprender umas coisas:

http://www.theguardian.com/football/blog/2015/apr/23/jose-mourinho-the-anti-barcelona-chelsea-pep-guardiola

http://www.theguardian.com/football/blog/2015/apr/30/mourinho-chelsea-maradona-boring-immoral-football

rochacj85 disse...

Muito bom!

rochacj85 disse...

Para mim Mourinho tem uma grande vitória depois do Inter. O campeonato em Espanha frente à melhor equipa de sempre.

De resto, adorei o texto.

Ivan Venâncio disse...

Quando chegou ao Real a realidade era completamente diferente... Pegar numa equipa sem alma e ter que derrotar o melhor Barcelona da história não era nada fácil...
A verdade é que o fez e nesses 3 anos no Real esteve em 3 meias finais da champions... Tivesse ele ganho a 10ª pelo Real estaríamos com certeza a falar de forma diferente...

A verdade é que ele derrotou o Pep numa altura em que o Barcelona dominava por completo (tal como a Espanha)...

Mas voltou ao Chelsea e apesar de futebol chato e aborrecido de que falam, é o 2º melhor ataque da Liga e a melhor defesa... Já é campeão :)

Nem sempre se pode ganhar tudo, mas a verdade é que poucos ou nenhum conseguiu fazer aquilo que ele já fez

DC disse...

Só não concordo com o ponto de inflexão do Mourinho. Para mim começou logo quando caiu contra o Benitez. Logo na última época de Chelsea já estava a encher o meio-campo de "cavalos" e a retirar os criativos.

"quem derrubou o tiki-taka espanhol e o grande Barcelona?"

Derrubou a ganhar 1 campeonato em 3 e a perder o último título contra uma equipa que tinha o treinador a fazer quimioterapia em Nova Iorque?

" Pegar numa equipa sem alma e ter que derrotar o melhor Barcelona da história não era nada fácil"

A tal equipa sem alma tinha feito com o Pellegrini 96 pontos no campeonato, na 1a época da maior parte das estrelas que o Mourinho treinou. Apenas menos 3 que o Barça que ganhou 6 títulos. E o Mourinho só na época que foi campeão fez isso. E nunca levou 5-0 o Pellegrini...

Roberto Baggio disse...

"Como Mourinho não suporta que alguém seja melhor que ele, teve de escolher um outro "desporto" em que ele voltasse a ser o melhor."

eu não o diria melhor.

"A verdade é que ele derrotou o Pep numa altura em que o Barcelona dominava por completo (tal como a Espanha)..."

E continuou a dominar, mesmo depois de pep ter saído, ainda que Mourinho tenha ficado. O campeonato no Real Madrid, foi um acidente.

Roberto Baggio disse...

"Um gajo que se esquece da bola, que não a tem por medo de a perder, que a tenta despachar como se fosse uma batata quente, esquece-se que é com ela que consegue o objectivo do jogo: marcar. Um gajo que dá a bola ao adversário na esperança que ele cometa erros, não é, nem nunca será, para mim, um treinador excepcional. O problema aqui é que já o foi... Pena, mas tá caduco."

Acabei de escrever isto no meu facebook quando lancei o texto. E tá tudo dito. Um gajo que tem mais medo de perder do que coragem para ganhar é zero, zerinho.

David Sousa disse...

Mourinho apenas venceu uma liga espanhola em 3 épocas, foi capaz de derrotar o melhor barcelona de sempre treinado por Pep Guardiola e ser vencido por um barcelona ferido e em reconstrução como o de Tito Vilanova. Duvido que tenha havido um treinador que tenha durado 3 épocas em Madrid e vencido apenas 1 troféu importante.

Honoris disse...

O que o pessoal não consegue entender é que o Mourinho, nesta fase da sua carreira, depende muito mais da qualidade individual dos jogadores, para ganhar, quando comparado com os seus tempos no Porto e Chelsea. Isto prova que é pior treinador do que era há uns anos.

O que ele consegue agora, vários conseguiram e conseguiriam se tivessem ao seu dispor a qualidade individual que o Mourinho tem.

Pedro disse...

"O que Mourinho conseguiu depois do Inter, centenas conseguiram"

É pá. Não me lembro de mais nenhum ganhar à melhor equipa da história. E o facto de ele regressar ao Chelsea e voltar a ser campeão tb me parece que não é algo muito habitual. E mais, ele o ano passado disse que este ano é que era. E foi. Tb não há muitos que o façam.

Van Gaal anda a dizer o mesmo. Veremos se cumpre.

Gonçalo Matos disse...

Quem ainda usa resultados para justificar o que seja ainda não percebeu mesmo qual a essência deste blog...
Até porque depois da mudança, ele perdeu mais do que ganhou enquanto antes era o contrário

Ivan Venâncio disse...

O mesmo Pellegrini que foi eliminado pelo Lyon nos oitavos de final da Champions nesse ano :)

Recorde de pontos e de golos marcados continua a ser do Real de Mourinho contra o melhor Barcelona na História...

Roberto Baggio disse...

Pedro, ele o ano passado disse muita coisa. Por exemplo que David Luiz não era trinco, e nunca o iria por a jogar aí. Cumpriu. Disse que queria construir a equipa com um perfil diferente, do que tinha com Drogba. Cumpriu. Disse que não queria saber dos resultados e que não ia sacrificar uma nova ideia de jogo por isso. Cumpriu. Disse que o futebol que o Chelsea jogava era fácil, linhas baixas, rígido tacticamente, de contra ataque, que ia criar um futebol diferente, de equipa grande, dominador. Cumpriu. Disse que jogar com os dez jogadores atrás da linha da bola era futebol do século passado e que não o ia fazer. Cumpriu. Como podes ver, cumpriu com muita coisa, e não há muitos que o façam.

Ninguém se pergunta porque é que numa final europeia, contra uma equipa que fazia do físico o seu forte (Celtic) na impossibilidade de jogar Costinha, Mourinho jogou com Paulo Ferreira na posição 6? Se calhar era porque Ferreira era um portento físico, e forte no jogo aéreo. E ninguém vê que na mesma situação, hoje, prefere jogar com Pepe ao lado de Alonso, e Khedira; David Luiz com Ramires ou Mikel; Zouma com Matic.

Pedro, mais ninguém ganhou à melhor equipa da história, porque mais nenhum treinador a defrontou durante tanto tempo seguido. O curioso foi mesmo o que aconteceu depois disso, depois da melhor equipa da história ter ido embora. Que é bastante mais demonstrativo da real valia daquele campeonato do que outra coisa qualquer.

Mourinho disse que este era o ano em que ia lutar pelo título, não disse que o ia ganhar. Nunca mais na tua vida vais o ver dizer que vai ganhar alguma coisa, aliás.

Para terminar, Ancelotti fez o mesmo no Chelsea que Mourinho, em dois anos ganhou um título de campeão, e uma taça das rascas, e com menos qualidade individual. Em Madrid, a terminar o segundo ano, ganhou uma Champions, e uma taça. Exactamente o mesmo que Mourinho, em termos de títulos relevantes.

O número de troféus que Mourinho conseguiu nos últimos 5 anos centenas já o fizeram no mesmo espaço de tempo. Centenas mesmo. E com aquela qualidade individual, nem digo nada lol.

E agora se conseguires, responde lá ao PedroF. O que é que distingue Mourinho dos outros.

DC disse...

Por acaso não Venâncio.
O tal Barça em piloto automático também fez 100 pontos. O Mourinho nesse ano fez 85. 15 pontos de avanço a treinarem basicamente o que lhes apetecia.

Nuno Silva disse...

O Porto de Mourinho era especial porque tinha um jogador especial e um excelente treinador: DECO... para mim o melhor jogador que vi jogar em Portugal, tenho 35 anos.

Acompanhei a caminhada do Porto a Manchester inclusivé, e nesse momento sabes que tens um craque mundial e um treinador excelente na preparação táctica e estratégica dos jogos a eliminar.

Mas Mourinho não é um filósofo de futebol como Guardiola é... Mourinho é o melhor a ganhar contra as probabilidades, Guardiola é o melhor de sempre a modelar uma equipa.

Em 2004 tens um momento marcante na história do desporto, em que o mundo do futebol percebe que com uma equipa boa, podes extrair muito mais futebol, em que o plano estratégico pode assumir um papel fundamental nos jogos a eliminar entre outros.

E depois porque Mourinho é um marketeer para dentro e fora da equipa... conseguiu como nenhum outro vender a sua ideia de jogo para dentro da equipa e conquistar os jogadores e simultaneamente para a imprensa e para os clubes adversários, com objectivos diferentes.

Entretanto aparece Guardiola... e não me venham dizer que é um trabalho da formação do Barcelona... é um trabalho dele próprio na formação do Barcelona! há claramente um antes e depois de Guardiola. assim como há no Bayern.

Guardiola e Messi, cada uma à sua medida são os pesadelos de Elm Street de Mourinho e Ronaldo.

O Guardiola criou um conceito de jogo, adaptando obviamente alguns conceitos que vinham da linha Cruyf entre outros. vemos que o vai renovando e adaptando continuamente. até nisso vês o Guardiola em local oposto de Mourinho: as equipas não se desfazem depois de Guardiola, como aconteceu ao Porto, Chelsea e Inter após Mourinho... Mourinho jamais iría trocar um Real ou Barcelona por Bayern recém campeão de tudo o que há! aliás a esse Bayern que ganhou tudo só faltou uma coisa ... o melhor conceito de futebol da história, o de Guardiola. e os seus adeptos e o seu treinador sabia disso.

Jamais Mourinho poderá alinhar pela posse, domínio e controlo de jogo porque iría expor-se à comparação com o Guardiola... e isso ele NUNCA fará. Não que tenha alguma questão pessoal, mas o seu ego, ambição de ter um lugar especial na história não o permite.

Pedro disse...

O que distingue Mourinho dos outros?

Eu sei que dá jeito dizer que titulos não servem para nada mas um gajo que ganha em Portugal, em Inglaterra, em Itália, em Espanha e novamente em Inglaterra e, pelo meio, até ganha na Europa, sempre com "underdogs" é ligeiramente diferente dos outros.

Ganhar uma vez, por sorte, com bons jogadores, sem dúvida que muitos o conseguem. Ganhar tantas vezes, nem sempre com os melhores jogadores, em diversos campeonatos e equipas é sinal que a sorte não é o factor principal.

Se não é suficiente já não posso fazer nada em relação a isso.

Jorge Carolo disse...

A melhor demonstração do que é Pep Guardiola para mourinho, foi no discurso de vitória, este ultimo ter-se focado no valor do campeonato ingles, que tem 6 candidatos ao titulo e investem milhares de milhões em jogadores, ao invés de um campeonato em que hajam equipas que ganham por 8-0 e sejam campeãs em março/abril(referencia ao campeonato alemão)!!

Há maior espinha encravada do que no dia em que se ganha o titulo ingles mandar bocas a um treinador do campeonato alemao que nem quer saber de mourinho para nada, muito menos lhe dirigiu algum comentário nos últimos tempos para não dizer anos???

Se mourinho seguisse as suas ideias do tempo do Porto, o campeonato ingles era um passeio muito maior do que o alemão é para o Bayern, tal a qualidade de jogo das equipas inglesas no geral e dos seus adversários diretos em particular!!

É muito triste pessoas que seguem futebol há anos, acreditarem na mentalidade dos resultados e das estatitsticas... Se o futebol fosse só isso qualquer matematico percebia de futebol...

É incrível como esta gente toda bebe o q os freitas lobo desta vida vomitam, esta conversa balofa de intensidade e garras e afins que todo e qualquer um sabe falar.

Só sabem o que é o 4-3-3 o 4-4-2 etc e mais nada... como se isso fosse o futebol... como se isso fosse o que interessava a Guardiola que em posse apresentava taticas que estes entendidos nem conseguiam perceber (2-6-2??2-7-1???)... pouco interessava, o que interessava eram os comportamentos da equipa, era a equipa como em tempos mourinho também fez...

Acordem para a vida, abram a vossa mente e percebam a riqueza do que foi escrito pelo Baggio.

Parabéns pelo excelente post!!!

Edson Arantes do Nascimento disse...

Anti-clímax para o Pedro Paulo.

Marco Correia disse...

Acho que o Honoris tocou no ponto essencial e que é o mais ilustrativo.

O Mourinho depende hoje, mais do que nunca, da qualidade dos seus jogadores.

Fazendo um exercício simples, se o Mourinho de hoje, que treina o Chelsea em 2015, treinasse o Leiria de 2002, lutava para não descer. Era uma equipa organizada, com intenção de marcar num contra ataque numa altura em que o adversário estivesse desorganizado. Ou seja, como a esmagadora maioria das equipas actuam em Portugal nesta altura.

Mantendo-se fiel aos princípios que nos levaram a tê-lo como um ícone, chega à melhor classificação de sempre do Leiria e à final da Taça.

cobra2 disse...

Primeiro quero referir que sou um iletrado no que toca a modelos de jogo, tácticas, treinos, momentos do jogo, entre outros conhecimentos necessários para o sucesso de um treinador de futebol.
Posto isto, fico admirado com a incrível quantidade de comentários que se focam na personalidade do Mourinho, de invejoso a anti-guardiola/barça, como justificação para a qualidade de jogo das suas equipas não ser a mesma.
Na minha simples opinião só existem 2 hipóteses:
1)Mourinho deixou de evoluir, tendo os restantes treinadores alcançado/ultrapassado o seu modelo de jogo;
2)Mourinho decidiu alterar o seu modelo de jogo por pensar ser essa a melhor forma de atingir o sucesso, não se importando com a qualidade do futebol.

Abraço e parabéns pelos conteúdos, que para um leigo vão dando uma nova perspectiva do futebol e de como verdadeiramente apreciá-lo.

Roberto Baggio disse...

Pedro, não percebeste a parte do Depois do Inter? Ou decidiste ignorar por vontade própria?

Nestes últimos 5 anos, o que é que o distingue, por exemplo, de Ancelotti? Di Matteo, Klopp, Heynckes, Sir Alex, Mancini, Pellegrini,Jesus, Vítor Pereira, Blanc, Tito, Simeone, Villas-Boas, Conte, Emery, Benitez, etc, etc, etc...
Se encontrares alguma diferença diz-me. Eu encontro, alguns dos nomes aí fizeram mais em títulos, coisa de que gostas bastante de falar, e outros fizeram o mesmo.

Obrigado Jorge!

Marco, é isso mesmo... mto bom comentário!

PTM disse...

O que ele consegue agora, vários conseguiram e conseguiriam se tivessem ao seu dispor a qualidade individual que o Mourinho tem.

é como nos comentários da tv "até eu com a minha barriguinha!" é tão fácil falar

190 jogos em Inglaterra, 133 vitórias 18 derrotas 351 golos marcados, 102 jogos sem sofrer golos (em compração com os "big 6" melhor defesa e segundo melhor ataque por 8 golos atrás do arsenal, ver aqui https://pbs.twimg.com/media/CDMV2rHWYAA8Ipc.jpg )


14 épocas 457 jogos
derrotas a ganhar 1-0 -> 9
derrotas a ganhar ao intervalo -> 3

diria ainda mais milhares melhor que ele

"I think,” the Chelsea manager José Mourinho says, “I have a problem, which is I’m getting better at everything related to my job since I started. There has been evolution in many different areas – the way I read the game; the way I prepare the game; the way I train; the methodology… I feel better and better.

“But I think Wenger said something that is interesting; he is against the Ballon d’Or, and I think he’s right, because in this moment football is losing a little bit the concept of the team to focus more on the individual. We are always looking at the individual performance, the individual stat, the player that runs more. Because you run 11km in a game and I run nine you did a better job than I did? Maybe not! Maybe my 9km were more important than your 11.” He laughs.“But I think Wenger said something that is interesting; he is against the Ballon d’Or, and I think he’s right, because in this moment football is losing a little bit the concept of the team to focus more on the individual. We are always looking at the individual performance, the individual stat, the player that runs more. Because you run 11km in a game and I run nine you did a better job than I did? Maybe not! Maybe my 9km were more important than your 11.” He laughs.

Pedro disse...

Muito obrigado Roberto Baggio!
Enorme análise ao percurso do Mourinho!!
Continua!

Sandro Barbosa disse...

Nem sequer compreendo bem como é que se rotula este modelo de jogo de resultadista. Quando Mourinho assumia o jogo às vezes perdia, e agora ganha sempre? Se a jogar assim tem tanto controlo e está mais perto da vitória, como é que perde mesmo quando tem superioridade numérica o jogo todo?

Todos perdem pela mesma razão: Jogam. Mas nem todos perdem da mesma maneira. Uns jogam bem, outros jogam mal. Sendo que num momento ou noutro todos vão perder, pessoalmente preferia estar no grupo dos que perdem a jogar bem. Mourinho já lá esteve e quis sair, agora pertence ao grupo dos que perdem a jogar mal.

Quando ele voltou ao Chelsea e disse que queria um projecto a longo prazo para poder construir uma equipa que jogasse com identidade, pensei que teria finalmente deixado a obsessão por Guardiola, pela escola de Barcelona, por o que quer que fosse que o levou a abandonar os seus principios de jogo, e fosse novamente
special. Afinal desta vez só queria ser average.

E estar no Chelsea é de facto o pior. O presidente adora-o, os adeptos adoram-no, os mídia adoram-no, e portanto nunca voltará a ter razões para mudar porque está tudo bem. O Chelsea é de facto enorme, mas não sei se ele no Porto, hoje, a jogar assim, não era assobiado. Mesmo campeão. Se até do Vítor Pereira se queixavam...

Uma grande prenda para a próxima época era o Jorge Mendes artilhar o Jesus com um City ou um Arsenal. Talvez o Mourinho perdesse um bocado o estatuto de rei do pagode e tivesse de começar realmente a jogar. Isto sim, era um duelo interessante. Com sorte o Klopp também arranja emprego para aqueles lados. Eu emigrava! xD

Pedro disse...

Oi? Como? A sério?

Depois do Inter o homem triunfa em Espanha e em Inglaterra. É possível encontrar na Ásia ou África um treinador com mais titulos que Mourinho nesses 5 anos se é isso que queres mencionar. Admito que não estava à espera desse tipo de argumentação da tua parte mas tudo bem.



Leandro Enzo disse...

Este artigo lançado hoje, no dia em que um iluminado (de outro blog) que anda há três ou quatro anos numa cruzada anti-Jesus, decidiu comparar Mou e Jesus não podia vir mais a propósito.
Não podia estar mais de acordo Baggio! Os meus amigos dizem que Mou "parou no tempo" e que o "efeito Guardiola o está a afectar de tal maneira que decidiu seguir num sentido diferente" mas eu digo mais: Mou não parou, Mou regrediu! E não seguiu num sentido diferente, antes completamente contrário a Guardiola. A conversa do tiki-taka incomoda Guardiola mas a quem incomoda mais é a Mou que acha, isso sim, verdadeiramente aborrecido e vai daí decidiu 'mudar a agulha'... Mou é inteligente e como é óbvio apercebe-se que o "seu" futebol rima com marasmo mas o que ele não quer (mesmo) é que lhe comparem as equipas com as de Guardiola e prefere ganhar assim, de forma enfadonha, a ouvir dizer que o futebol de Mou é discípulo do futebol do mestre Pep! Rídiculo é ele achar que só há espaço para "um futebol"...

Roberto Baggio disse...

Tu começas com os títulos e não queres levar com eles? lol, só podes é tu estar a gozar.

Qual é a diferença de ser campeão no Benfica ou no Real Madrid, ou no Chelsea? Nenhuma. São equipas com mais qualidade individual que as restantes, perdendo no máximo para uma.

Simeone, Mancini, Benitez, Tito, Pellegrini, Di Matteo, Ancelotti, tambem ganharam em Espanha e/ou Inglaterra. qual é a diferença? lol

Pedro disse...

Eu "levo" com os títulos na boa, tens é que ser coerente e não puxar títulos só de vez em quando.

Se achas que ser campeão no Real contra o Barça é a mesma coisa quem ser campeão em Portugal não sou eu que te vou contrariar. Nem falo sequer no Chelsea que tem como rivais "apenas" City, United, Liverpool, Arsenal, coisa pouca claramente. A questão que tu pretendes fugir é que Mourinho não ganhou em Espanha ou Inglaterra. Mourinho ganhou em Espanha, em Itália, em Inglaterra, em Portugal e novamente em Inglaterra.

Se achas que há centenas que podem dizer o mesmo estamos conversados.


Pedro Costa disse...

Pessoalmente, gosto muito mais de um modelo de jogo predominantemente ofensivo e, como um outro leitor disse anteriormente, prefiro perder a jogar bem do que ganhar a jogar mal (e fui afastado de um clube há uns meses por ser teimoso nesse sentido). No entanto, dizer aquilo que andam a dizer sobre o Mourinho não faz grande sentido.

O Mourinho começou esta época com a sua equipa a jogar brutalmente bem (e observando as jogadas que o Chelsea fazia na altura, não se pode dizer que era tudo baseado no jogador individual - há ali coisas que qualquer um reconhece como resultado de muito treino). Com domínio sobre as outras equipas de uma forma avassaladora e a marcar golos e atrás de golos. Só que isso criou um problema - estava também a sofrer muitos porque ele tem um defesa central bastante lento (Terry, sendo que o Cahill também não é propriamente muito rápido) e que não conseguia fazer corridas e proteger a enorme quantidade de espaço nas costas (que existia devido à equipa estar a atacar de forma constante). Só se joga dessa forma que vocês estão a defender (e bem, na minha opinião) quando se tem os jogadores para essas tarefas.

Agora, quando se começa a ter lesões atrás de lesões e a fadiga a instalar-se, não se pode ter palas nos olhos e ignorar que o futebol de alta competição faz-se com resultados porque cada vitória pode significar milhões.
Com os recursos humanos que o Mourinho tinha no início da época, começou a jogar para encantar. Sem esses recursos e ao relembrar-se que em Inglaterra a maior parte das equipas (ainda) joga de forma directa no contra-ataque, teve que mudar de estratégia. Defende em profundidade e aposta mais no brilhantismo de Hazard. É menos bonito de se ver, sim, mas, de novo, no futebol profissional ganhar e perder é uma questão de muitos milhões.

Não vejo como isto é mau. Aliás, mesmo o Guardiola muda quando não tem os recursos humanos de que necessita. Veja-se a sua predilecção ocasional esta época para o jogo directo - ele que tem um plantel daqueles.

Coiso disse...

Saudades de ver Duff e Robben na primeira época de Mourinho no Chelsea, aquele futebol era algo espetacular.

Blog de Portugal disse...

Pela minha idade, as equipas que me recordo melhor são o Inter, R. Madrid e 2º Chelsea.

Tenho que ver alguns jogos do grande Porto e Chelsea.

Só acrescentaria ao texto, como já foi sendo referido, que a aparição de Guardiola teve também um peso decisivo nele.
Reparei também que ele mandou uma boca ao Guardiola quando ganhou o título, dizendo que poderia ter escolhido ir para um campeonato onde fosse fácil ser campeão em abril, algo do género.
Sem dúvida: Guardiola mexeu com Mourinho, tal como Messi mexe com Ronaldo e vice-versa.

Interior-Direito disse...

Tu escreveste isto, mas o Mourinho já tinha dado a resposta ao CM de hoje: http://imgur.com/77JNFWe

Roberto Baggio disse...

"Espanha, em Itália, em Inglaterra, em Portugal e novamente em Inglaterra."

Ou não leste nada do artigo, ou estás a fazer-te de parvo, ou és muito burro.

Roberto Baggio disse...

Pedro Costa, "(Terry, sendo que o Cahill também não é propriamente muito rápido) e que não conseguia fazer corridas e proteger a enorme quantidade de espaço nas costas (que existia devido à equipa estar a atacar de forma constante). Só se joga dessa forma que vocês estão a defender (e bem, na minha opinião) quando se tem os jogadores para essas tarefas."

Costumas ver futebol português? Costumas ver o Benfica? Garay, Luisão, e Jardel, são rapidíssimos não é?!

"Sem esses recursos e ao relembrar-se que em Inglaterra a maior parte das equipas (ainda) joga de forma directa no contra-ataque, teve que mudar de estratégia. "

Ahn?!

" Defende em profundidade e aposta mais no brilhantismo de Hazard. É menos bonito de se ver, sim, mas, de novo, no futebol profissional ganhar e perder é uma questão de muitos milhões."

Não me digas que 20 milhões fazem a diferença para os cofres do Abramovich.

AndrePina disse...

Sigo o vosso blog quase diariamente e serve-me para mais de informação sobre esta paixão.

O Mourinho vive com o fantasma do Guardiola, como o Ronaldo vive com o fantasma do Messi.
Não podemos colocar o valor nem do Ronaldo nem do Mourinho em causa.

Mas se um inócuo observador consegue "ver" que há coisas que o Messi faz que o Ronaldo nunca consegue fazer ( o oposto também acontece), a nível de comparação entre Mourinho e Guardiola é mais difícil. Mourinho quer ser o melhor da história, mas surgiu Guardiola, o "Messi" dos treinadores. E a única maneira de se tentar aproximar de Guardiola é ganhando títulos. Seja da maneira que for.

Mourinho ganha em Camp Nou com uma equipa "acabada" como o Inter contra a melhor equipa da história com uma táctica de defesa. Mas em Milão, na 1º mão deu um recital de futebol ao Guardiola.

Mourinho será sempre um dos melhores que o futebol já conheceu. Tem já o seu lugar na história.

Se pode ganhar jogando de outra maneira? Sim, pode. E espero que volte a isso.

Mas acho que só existe um treinador neste mundo que defenda e siga " a melhor defesa é ataque"Guardiola!
Jesus, Ancellotti, Klopp... todos, mas todos já colocaram e escolheram equipas mais defensivas. Não se pode criticar Mourinho. Guardiola é simplesmente melhor e massacrador e ele não sabe lidar com isso, infelizmente.

AndrePina disse...

Sigo o vosso blog quase diariamente e serve-me para mais de informação sobre esta paixão.

O Mourinho vive com o fantasma do Guardiola, como o Ronaldo vive com o fantasma do Messi.
Não podemos colocar o valor nem do Ronaldo nem do Mourinho em causa.

Mas se um inócuo observador consegue "ver" que há coisas que o Messi faz que o Ronaldo nunca consegue fazer ( o oposto também acontece), a nível de comparação entre Mourinho e Guardiola é mais difícil. Mourinho quer ser o melhor da história, mas surgiu Guardiola, o "Messi" dos treinadores. E a única maneira de se tentar aproximar de Guardiola é ganhando títulos. Seja da maneira que for.

Mourinho ganha em Camp Nou com uma equipa "acabada" como o Inter contra a melhor equipa da história com uma táctica de defesa. Mas em Milão, na 1º mão deu um recital de futebol ao Guardiola.

Mourinho será sempre um dos melhores que o futebol já conheceu. Tem já o seu lugar na história.

Se pode ganhar jogando de outra maneira? Sim, pode. E espero que volte a isso.

Mas acho que só existe um treinador neste mundo que defenda e siga " a melhor defesa é ataque"Guardiola!
Jesus, Ancellotti, Klopp... todos, mas todos já colocaram e escolheram equipas mais defensivas. Não se pode criticar Mourinho. Guardiola é simplesmente melhor e massacrador e ele não sabe lidar com isso, infelizmente.

PedroF disse...

Pedro, o que não entendes é que por muita influência que os treinadores tenham, no final do dia quem joga são os jogadores. E mesmo que sejas um treinador muito picareta, se no final do dia tiveres mais qualidade individual à disposição que o teu vizinho, a probabilidade de venceres vai ser sempre superior à do teu vizinho. Dificil não é vencer quando tens muita qualidade individual - COMPARATIVAMENTE AQUELES COM QUEM COMPETES, como Mourinho tem tido desde o Inter, Real Madrid, e Chelsea. Difícil é fazer muito com pouco, como Mourinho fez com o Leiria, Porto, e Chelsea (se bem que aqui já tinha alguma qualidade individual). E depois existem os melhores do Mundo, como o Guardiola, que fazem muitíssimo com muito. E esses são os melhores porque mesmo tendo muita qualidade individual colectivamente fazem coisas que mais ninguem faz.

Aliás, o Mourinho de hoje era sufocado pelo Porto de 2004, não tenhas dúvida.

PedroF disse...

Pedro, um exemplo que nos toca particularmente: SER BOM é ir a Turim e fazer o jogo que o Benfica fez, independentemente do resultado, com a pouca qualidade individual que apresentava comparativamente ao adversário, quando o Real Madrid vai lá levar 2 no saco com MUITO MAIS qualidade individual. Percebeste a diferença?

José disse...

Já está quase!!! A palhaçada aproxima-se do fim. Já estão a meio do caminho com esta história de dizer que desde 2010 que nenhuma equipa do Mourinho tem interesse em jogar futebol. Antes havia aquela história de ser o maior guru do mundo e de ter jogadores dispostos a morrer por ele mas isso já o Ronaldo e os espanhóis desmontaram. O próximo passo é perceberem que o único troféu que ganhou sem ter uma qualidade individual muito superior foi precisamente a Champions de 2010. Tudo o resto é facilmente desmontável:
- 2003 e 2004, apoiado numa estrutura condenada em tribunal conseguiu virar o foco para as provas a eliminar e ganhou uma Champions eliminando os colossos Lyon, Corunha e Mónaco.
- 2005 e 2006 surpreendeu o Ferguson com os milhões russos mas rapidamente o balão esvaziou; acabou a estudar italiano ao pé do lago.
- 2009 e 2010 apanha a Juventus abananada, limpa 2 campeonatos que até o Mancini ganhava e ganha a Champions a jogar em 20 metros do Camp Nou com o Etoo a lateral esquerdo.

Se Mourinho revolucionou alguma coisa, foi a forma de rasgar camisolas, ser tradutor sem saber falar inglês, parar contra-ataques agarrando os adversários e dar conferências de imprensa com ar de burro.

David Cardoso disse...

Excelente post

Palmilha Direita disse...

O futebol do Mourinho sempre foi pragmático, mesmo nos tempos do Porto. Diverte bem mais ver o Benfica de hoje jogar do que o Porto do Mourinho. No entanto o homem foi e continua a ser genial, mesmo que não se concorde com o seu estilo de jogo.
O post está desafiador, deu vontade de ler os comentários, mas parei no que diz qualquer coisa como "o campeonato ganho pelo Real foi um acidente"... Aquele campeonato, um acidente? E de repente o post passa a ser apenas cretino.

Pedro disse...

PedroF, no teu primeiro comentário não há nada com o qual eu discorde. Tens razão mas não vejo o que esse comentário acrescente à discussão sobre haver centenas que fazem igual a Mourinho.

Sobre o segundo comentário podia dizer que em Turim foram os jogadores. :) Mas não, ao longo destes seis anos esse foi um dos poucos momentos em que dou mérito a JJ. Ele consegue criar aquela coesão defensiva na equipa quando se viu com menos um jogador e "fechou-se" lá atrás. Tenho sérias dúvidas que aguentássemos com 11x11 mas é e será sempre um "se". Passamos e ainda bem.

Baggio, na boa.

Gonçalo Matos disse...

José,
Lê 'mourinho, o porquê de tantas vitórias?' e depois falamos. Não fales do que não sabes porque cais no ridículo.
E já foi dito mil vezes que o que interessa não é o resultado mas sim o processo.
Isto não é o visão de mercado

PedroF disse...

Existem centenas que fazem o mesmo que Mourinho porque existem centenas que já treinaram as equipas com maior qualidade individual do campeonato e ganharam.

Pedro Costa disse...

Roberto Baggio, agradecia que tivesses um pouco de mais calma nas respostas (pelo menos aos meus comentários) que, se estou a ler o vosso blogue e a participar, é para aprender e não para ser atacado porque a minha opinião não é exactamente igual à tua. Defenderes os teus argumentos atacando-me a mim e os meus conhecimentos só serve para aumentares a "temperatura" do debate e para não esclareceres nada.

Sim, vejo jogos da liga portuguesa e do Benfica e não vejo como se podem comparar os dois campeonatos. A qualidade individual dos jogadores do Benfica é tão superior à dos restantes (com excepção de duas ou três equipas) que não é comparável a uma liga inglesa em que as dezenas de milhões de libras permitiram que até as equipas mais fracas tivessem artilhadas com dos melhores jogadores no planeta (veja-se o caso do Bournemouth que acaba de conseguir a promoção à PL e vai ter 100 milhões extra para gastar).
E, aliás, é só ver o tipo de resultados que o Benfica com o Jesus tem tido na Liga dos Campeões nos últimos anos para perceber que o modo dele defender (ou pelo menos com os jogadores que ele tem) não funciona assim tão bem contra uma certa qualidade de jogadores.

Quanto à segunda parte ("Ahn?!" - a sério? Consegues ser um pouco menos insultuoso com um leitor assíduo do blogue?), o que queria dizer é que o Mourinho teve duas derrotas após as quais mudou de modelo de jogo para um que lhe assegurava o campeonato quando viu o City aproximar-se demasiado. Não me lembro de como o Tottenham jogou mas lembro-me de como o Newcastle jogou - e foi o mais puro jogo directo em contra-ataque devido à lentidão da defesa do Chelsea. Não é preciso ser um treinador particularmente genial - afinal, o Pardew fê-lo - para copiar o que ele fez e conseguir pontos contra um Chelsea que joga muito avançado sem os jogadores para isso (falei dos dois centrais mas esqueci-me que o Courtois raramente sai de perto da baliza, o que não ajuda a um modelo de jogo desses). Assim, o Mourinho percebeu que todos iam fazer a mesma coisa e pôr em risco o objectivo - ganhar a Premier League.

E uns milhões fazem diferença ao Chelsea, fazem. Tal como fazem ao Real, ao Barça e ao Bayern. Talvez não um ou dois, mas vinte fazem muito, especialmente com as novas regras do Fair Play financeiro. E o Abramovich pode gostar muito de futebol, mas duvido que esteja lá para ficar falido e de certeza que ele gosta ainda mais de ganhar. Preferia ganhar com estilo (se os rumores forem verdadeiros, ele quis o Guardiola, não é) mas ganhar para eles é muito importante - e sim, também financeiramente.

Não sei se vou ter resposta, mas agradecia que, a ter uma, não fosse a roçar o insultuoso e que tentasses explicar como estou errado (perfeitamente possível e aceito bem críticas - desde que bem feitas). Obrigado.

AR C disse...

Ainda não parei de rir....deve ser por isso que é mais uma vez campeão no melhor campeonato do mundo e tu andas a treinar amadores não sei bem aonde!

Este blog ás vezes tem ideias com alguma base, mas depois espalha-se ao comprido. Especialmente com posts destes ou com posts a fazer de JJ um Deus na terra, quando claramente só tem resultados dentro Portugal, com orçamentos pornográficos e quando a concorrência está por baixo. Até o Jaime Pacheco já foi campeão em Portugal!
Na Europa se vê um treinador a sério, e Mourinho está no topo, e JJ ficará por aqui ou irá para um qualquer Villareal desta vida.

Roberto Baggio disse...

Pedro Costa, "se estou a ler o vosso blogue e a participar, é para aprender "

"só serve para aumentares a "temperatura" do debate e para não esclareceres nada."

Eu não te quero ensinar nada. Nunca disse que o queria fazer, a ti, ou a outro qualquer. Sempre refutei essa possibilidade.

"E, aliás, é só ver o tipo de resultados que o Benfica com o Jesus tem tido na Liga dos Campeões nos últimos anos para perceber que o modo dele defender (ou pelo menos com os jogadores que ele tem) não funciona assim tão bem contra uma certa qualidade de jogadores."

Ah, resultados. És como o outro Pedro então. Então vamos lá. Diz-me lá os últimos resultados de Jesus contra equipas Inglesas. Diz-me que problemas é que o SLB teve, nesses jogos, por jogar com a linha defensiva subidíssima, contra equipas que têm milhões na premier, com defesas lentos. Se os encontrares, ganhaste. Como duvido que o faças acho que vamos terminar por aqui.

"a sério? Consegues ser um pouco menos insultuoso com um leitor assíduo do blogue?"

Onde está o insulto?!

"Não me lembro de como o Tottenham jogou mas lembro-me de como o Newcastle jogou - e foi o mais puro jogo directo em contra-ataque devido à lentidão da defesa do Chelsea."

Lembro-me eu. Jogou como joga habitualmente, no meio campo adversário, e o Chelsea jogou como joga habitualmente, no seu meio campo. E como é normal no futebol, perdes, ganhas, ou empatas.

" Não é preciso ser um treinador particularmente genial - afinal, o Pardew fê-lo - para copiar o que ele fez e conseguir pontos contra um Chelsea que joga muito avançado sem os jogadores para isso (falei dos dois centrais mas esqueci-me que o Courtois raramente sai de perto da baliza, o que não ajuda a um modelo de jogo desses)."

Não sei de onde é que, sinceramente, tiraste a ideia de que Mourinho alguma vez jogou com os centrais altíssimos. Não sei de onde é que tiraste essa ideia. Vamos lá ver, a atacar, é normal que os centrais subam, em qualquer equipa do mundo, em qualquer modelo de jogo. Mas a defender, nunca vi os centrais do Chelsea altos em fase nenhuma deste ano ou do anterior. Nunca mesmo.

De resto, concordo que o futebol de Pardew é do mais básico que existe. Ele jogou recentemente contra Jesus, que joga sempre com os centrais altíssimos, e que aproveitamento é que teve disso? Eu digo-te, zero. E o Totthenham tbm jogou recentemente com o SLB. E sabes por que é que não tiveram aproveitamento? Eu isto posso explicar com todo o gosto, porque quando o Benfica não tem a bola a linha defensiva, onde estão os seus defesas centrais, está trabalhada por forma a conseguir controlar o espaço que deixa na suas costas. Controlo de profundidade. Mourinho sabe o que isso é? Se calhar não, e é por isso que dizes que ele não tem recursos. Mas não é o tipo de recurso que referes. Os recursos que ele não tem são neuronais. Ao nível das ideias para defender com qualidade!

"Assim, o Mourinho percebeu que todos iam fazer a mesma coisa e pôr em risco o objectivo - ganhar a Premier League."

Portanto, concluis que, Mourinho copiou o que os outros treinadores fazem, e que não é preciso ser genial para o fazer. Então, Mourinho não é mais que Pardew, ou qualquer outro que adopte a estratégia que Mourinho adoptou. Ou seja, no fundo, ganhar como Mourinho ganhou, qualquer outro treinador da premier, como Pardew, também o fariam se estivessem no Chelsea.

"E uns milhões fazem diferença ao Chelsea, fazem. Tal como fazem ao Real, ao Barça e ao Bayern."

20 milhões fazem diferença ao Benfica. Que é um valor que cobre quase a folha salarial da equipa principal. No Chelsea pagam mais de metade isso a uma única pessoa, portanto não é um valor que faça a diferença.

André Pinto disse...

Ate concordo com grande parte do que o post contem. Goste-se ou não, houve de facto uma mudança nas equipas treinadas por Moutinho depois da sua passagem pelo Inter.

Mas vendo o Chelsea retrancoso e especulativo com o resultado, e o Benfica actual em jogos grandes, não noto grandes diferenças. No entanto, ai já é grande competência de Jorge Jesus a defender e a todos os títulos brilhante... Nem uma coisa nem outra. Mourinho esta obcecado com o momento defensivo, desde que eliminou o Barca ajudado pelo vulcão islandês. Jorge Jesus, depois de muitos dissabores, percebeu que o seu futebol "com nota artística', de constante tropel ofensivo e muita descompensação no meio campo, tinha enormes limitações. Assim, melhorou imenso a organização defensiva do Benfica, mas sem soluções ofensivas que não sejam jogar no erro do adversário e especular com o resultado/pontuação. Contra equipas da mesma valia - VOLTO A DIZER - não contra os Moreirenses desta vida. Em suma, Mourinho tornou-se um treinador cínico, Jorge Jesus resultadista e sem tomates, porque não da para mais. Ambos de extrema competência dentro do seu perfil. Vejo a presente campanha do Benfica (e respetiva diferença de orçamentos) na Champions, e comparo com a do Porto de 2004 -a atitude, a atitude! De um lado competência mediana, mas receio e trauma pelo passado recente, do outro arrojo tactico, coragem, inovação total, e um cilindro em campo que não distinguia adversários internos de colosso europeus.

Vamos ser coerentes. Mourinho, a ser assassino do bom futebol, Jorge Jesus também o foi nos jogos de dificuldade máxima que teve esta temporada - mas aqui teceram-se as maiores patacoadas aos méritos defensivos do Ferguson da Luz....

Roberto Baggio disse...

Pinto grande comentário pá! Só esqueceste de dizer que, Jesus não manteve os melhores jogadores de um ano para o outro, tendo ido buscar reforços. Perdeu mais de metade da equipa. De um ano para o outro nunca vi Mourinho ficar sem o/s melhor/es jogador.

Esqueceste também de dizer que, contra os Moreirenses de Inglaterra Mourinho não mostra dinâmica ofensiva nenhuma.

Esqueceste ainda de dizer que, Mourinho defende com muitos, que é Bastante diferente de defender com excelência. Já para não falar no uso de marcações individuais, que é coisa de treinador do século passado. Pré-histórica mesmo

No dia em que Mourinho, fora de casa, tendo uma vantagem de um golo, for ao campo de uma equipa superior jogar com a defesa bem perto da linha de meio campo voltaremos ao teu comentário.